sábado, 26 de abril de 2008

Prémio Maria João Fontaínhas



Numa iniciativa do Chão de Oliva apoiada pela Câmara Municipal de Sintra, foi lançado o concurso para a primeira edição do Prémio Nacional de Artes do Espectáculo Maria João Fontaínhas, actriz co-fundadora da Companhia de Teatro de Sintra, recentemente falecida.



Este prémio destina-se a galardoar um projecto para um espectáculo de teatro, dança, marionetas, música ou transversal a estas áreas que, para além da atribuição de um valor pecuniário, poderá ser montado e integrado pela/na programação da Companhia de Teatro de Sintra.



Para mais informações, consultar
http://www.chaodeoliva.com/

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Verás Que Tudo É Verdade


O Folias, de S. Paulo, lança a primeira edição do livro "Verás Que Tudo É Verdade - Uma Década de Folias (1997 - 2007)", escrito por Jorge Louraço Figueira.



O lançamento oficial do livro será no próximo dia 1 de Maio e, além do autor, estarão presentes os colaboradores Iná Camargo Costa, Valmir Santos, Beth Néspoli e Maria Silvia Betti, bem como integrantes do Folias de todas as épocas.



A cerimónia de lançamento do livro será após a apresentação do "Cabaré da Santa", de Jorge Louraço e Reinaldo Maia, com direcção de Dagoberto Feliz, no Galpão do Folias, em Santa Cecília, S. Paulo, Brasil.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Tributo a Pilar López


Em Espanha, a SGAE reúne três gerações de bailarinos a propósito do Dia Internacional da Dança.


O acto será dedicado à coreógrafa Pilar López, recentemente falecida. Para a ocasião, Primitivo Danza interpretará uma coreografia original com o flamenco como referência.


O dia 29 de Abril de 1982 foi proclamado pela UNESCO o Dia Internacional da Dança. Desde então sucedem-se em todo o mundo múltiplas manifestações artísticas nesse dia. Em Espanha, a Sociedad General de Autores y Editores (SGAE), junta-se a esta celebração, com um acto emotivo dedicado à coreógrafa Pilar López, recentemente falecida. Será no próximo dia 24 de Abril, pelas 19 horas, na Sala Manuel de Falla da SGAE de Madrid.


quarta-feira, 23 de abril de 2008

Roberto Lage em Portugal


O Encenador brasileiro, Roberto Lage, deslocou-se a Portugal para dirigir no Porto a obra de teatro UM MERLIN, de Luís Alberto Abreu.


UM MERLIN é uma história que nos mostra a última proeza do sábio Merlin, herói conhecido por ter construído uma nação. "É uma peça que não deve ser simplesmente assistida, mas na qual a plateia tem participação imaginativa e, através disso, constrói activamente o espectáculo", afirma o autor Luís Alberto Abreu.


O espectáculo conta a relação entre o sábio Merlin e a jovem Niniane que perdeu a memória. Na verdade, o encontro entre os dois serve de pretexto para se discutir conceitos como país, amor, bondade, maldade, juventude, velhice, vida e morte, etc.


A diferença de idades entre Merlin não impede que o amor nasça entre os dois e que esse mesmo amor mude a vida de ambos.


Fábula e crítica ao nosso presente fazem parte deste espactáculo. Uma peça que nos faz pensar e concluir que todos temos um pouco de Merlin e Niniane dentro de nós.


Roberto Lage já tinha dirigido em Portugal "A Ópera do Malandro" de Chico Buarque, "Beijo no Asfalto" de Nelson Rodrigues e "Para Tão Longo Amor" de Maria Adelaide Amaral.


UM MERLIN estreia no próximo dia 29 de Abril no Teatro do Campo Alegre. É a nova produção da Seiva Trupe.

terça-feira, 22 de abril de 2008

"Las mujeres entre los hielos" no CELCIT (BUENOS AIRES)




"Las mujeres entre los hielos", de Agustina Muñoz, com Rocío Carrillo, Clara Díaz e Andrea Magnaghi e direcção de Carlos Ianni, estará em cena no CELCIT (Buenos Aires - Argentina) a partir de 25 de Abril.

"Las mujeres entre los hielos", primeira obra de Agustina Muñoz, ganhou o Primeiro Prémio Nacional de Dramaturgia do Instituto Nacional do Teatro da Argentina 2006.


Com o tempo fui-me interessando cada vez mais por essa geografia – escreve a autora - sobre tudo o que um lugar dessa imensidade pode provocar nos seres humanos que ali habitam. Aproximei-me deste território sem uma busca rigorosa mas apenas através da minha mitologia sobre estas terras. E assim, pouco a pouco, à medida que contruia esse espaço. Fui delineando também as mulhers que tinham habitado a base científica e logo foram atravessadas pela fundura da solidão branca. E durante a escrita foi aparecendo aquilo que em meu entender é o tema principal da obra: o recordar”.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Fazer a Festa




27ª edição


25 de Abril a 4 de Maio de 2008


Jardins do Palácio de Cristal


Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett




Programa
Dia 25 Abril, sexta-feira
[ 15.30h ]"D. INÊS DE CASTRO" ¬ S.A. MARIONETAS . Alcobaça ¬ M/4
[ 16.30h ] estreia"SOMBREIROS SEN CHAPEU" ¬ TANXARINA TÍTERES . Galiza, Espanha ¬ M/4
[ 21.30h ]"A CARTOMANTE" ¬ CIA PAULISTA DE REPERTÓRIO . S. Paulo, Brasil ¬ M/12
[ 21.45h ]"CONTRA CURVA" ¬ VARAZIM TEATRO . Póvoa de Varzim ¬ M/16
[ 23.30h ]"O CANTO DE INTERVENÇÃO" ¬ AJA - ASS. JOSÉ AFONSO . Porto ¬ M/ 12

Dia 26 Abril, sabádo
[ 15.30h ]"PERDIDO ENTRE CARTAS E SELOS" ¬ TOSTA MISTA . Portugal / Alemanha ¬ M/4
[ 16:30h ]"NARIZES II" ¬ BAAL 17 . Serpa ¬ M/6
[ 21.30h ]"MARIA CURIE" ¬ TEATRO EXTREMO . Almada ¬ M/12
[ 21.45h ]"CONTRA CURVA" ¬ VARAZIM TEATRO . Póvoa de Varzim ¬ M/16
[ 23.30h ]"O CANTO DO CISNE" ¬ O NARIZ - TEATRO DE GRUPO . Leiria ¬ M/12

Dia 27 Abril, domingo
[ 15.30h ]"Nº8" ¬ BALLET TEATRO . Porto ¬ M/4
[ 16.00h ]"AUTO DAS ESTRELAS" ¬ ESAP . Porto ¬ M/4
[ 16:30h ]"ESTRANHÕES E BIZARROCOS" ¬ TEATRO ANIMAÇÃO DE SETÚBAL . Setúbal ¬ M/4
[ 21.45h ]"CONTRA CURVA" ¬ VARAZIM TEATRO . Póvoa de Varzim ¬ M/16

Dia 28 Abril, segunda-feira
[ 10:00h e 14.30h ] (#)"A MALA DA ALICE" ¬ CPA / CCB . Lisboa ¬ 3-6
[ 21.45h ]"CONTRA CURVA" ¬ VARAZIM TEATRO . Póvoa de Varzim ¬ M/16

Dia 29 Abril, terça-feira
[ 10:00h e 14.30h ] (#)"OS MINPINS" ¬ CPA / CCB . Lisboa ¬ 6-10
[ 21.45h ]"CONTRA CURVA" ¬ VARAZIM TEATRO . Póvoa de Varzim ¬ M/16

Dia 30 Abril, quarta-feira
[ 10:00h e 14.30h ] (#)"A MALA DAS PEDRAS" ¬ CPA / CCB . Lisboa ¬ 3-10
[ 21.30h ]"AUTO DA BARCA DO INFERNO" ¬ CT BRAGA . Braga ¬ M/6
[ 21.45h ]"CONTRA CURVA" ¬ VARAZIM TEATRO . Póvoa de Varzim ¬ M/16
[ 23.30h ]"CAFÉ VALENTIN" ¬ COMPANHIA DO JOGO . Albergaria-a-Velha ¬ M/ 12

Dia 1 Maio, quinta-feira
[ 15.30h ]"COR DA PELE - UM ROSTO DIFERENTE" ¬ ENTRETANTO TEATRO . Valongo ¬ M/4
[ 16.30h ]"BOLBORETA" ¬ TÍTERES TROMPICALLO . Galiza, Espanha ¬ M/4[ 21.30h ]"GIL VICENTE ? SAMICAS..." ¬ O TEATRÃO . Coimbra ¬ M/12
[ 23.30h ]"SEGUNDO SEGUNDO" ¬ MAU ARTISTA . Porto ¬ M/12

Dia 2 Maio, sexta-feira
[ 10:00h e 14.30h ] (#)"CONTO COM TODOS: O ELEFANTE ELMER" ¬ TEATRO ART’IMAGEM . Porto
[ 21.30h ]"À ESPERA DE GODOT" ¬ URZE TEATRO . Vila Real ¬ M/12
[ 23.30h ]"CONCERTO Nº1 EM TOM ZÉ" ¬ CENA . Porto ¬ M/ 12

Dia 3 Maio, sábado
[ 15.30h ]"MARIONETAS NO JARDIM" ¬ INSTITUTO SUPERIOR JEAN PIAGET . VN Gaia ¬ M/4
[ 16:30h ]"YNARI" ¬ TEATRO DAS BEIRAS . Covilhã ¬ M/6
[ 21:30h ]"AUTO DA BARCA DO INFERNO" ¬ DRAGÃO 7 . S. Paulo, Brasil ¬ M/6
[ 23.30h ]"CANTATA PARA O HONORÁVEL BANDIDO CHILENO JOAQUÍN MURIETA" ¬ TEATRO ART’IMAGEM . Porto ¬ M/ 12

Dia 4 Maio, domingo
[ 15.30h ]"VOLTA AO MUNDO EM 10 INSTRUMENTOS" ¬ MARIMBONDO . Lousã ¬ M/4
[ 16:30h ]"VALDEMULLER" ¬ CENTRO DRAMÁTICO GALEGO . Galiza, Espanha ¬ M/ 6


domingo, 20 de abril de 2008

Alicia Soto prepara um novo espectáculo


A companhia de dança contemporânea Alicia Soto-Hojarasca prepara um novo espectáculo de dança teatro na rua, com estreia prevista para Maio de 2008.

A companhia mantém em digressão os espectáculos Desea e La Mujer de la Sinmemoria.

Alicia Soto-Hojarasca tem a sua base em Castilla y León. No ano 2000 Alicia Soto passa a Directora Artística e Coreógrafa da companhia. Desenvolve formas cénicas muito pessoais e fora das correntes predominantes.

A companhia tem uma forte componente feminina, tanto a nível de equipa como a nível das temáticas das suas criações e investigações. Composta por bailarinos e actores, constituiu uma equipa pluridisciplinar associando criadores internacionais na área do vídeo-arte e dança.

Em Maio de 2007 Alicia Soto-Hojarasca passou a Companhia Residente no teatro de Serrada, Valladolid, num convénio com o Ayuntamiento de Serrada.

sábado, 19 de abril de 2008

Festival Internacional de Formação do Actor


Desde o ano 2000 o Théâtre Organic organiza o Festival Internacional de Formação do Actor em França e na Argentina e apresenta os seus espectáculos na Europa e na América Latina. Entre os anos 2000 e 2008 o Théâtre Organic reuniu participantes de 21 nacionalidades diferentes: Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Bolívia, Brasil, Chile, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Holanda, Islândia, Israel, Itália, México, Portugal, Peru, Suiça e Venezuela.


A quinta edição do Festival Internacional de Formação do Actor pretende ser uma ponte entre a Europa e a América do Sul. Vai realizar-se entre 22 de Setembro e 28 de Novembro de 2008, em Buenos Aires, Argentina.


PROGRAMA

1. Ferramentas para o actor: corpo/espaço e máscara neutra.

Dirigido por JEREMY JAMES (CANADÁ/Actor do Théâtre du Soleil).
De 22 de Setembro a 3 de Outubro (60 h).

2. O olhar do actor

Dirigido por ADEL HAKIM (Paris/ director do teatro Quartiers d'Ivry)
De 6 a 17 de Outubro 2008 (60 H)


3. O imaginário do actor
Dirigido por ALEJANDRO CATALAN (Argentina/Ricardo Bartis-Periférico de Objectos)
De 27 a 31 de Outubro (30 h)


4. Treino vocal e musical
Dirigido por HAIM ISAACS (USA / Roy Hart Théâtre)
De 3 a 14 de Novembro de 2008 (60 h)


5. Da máscara ao personagem
Dirigido por ALFREDO IRIARTE (Uruguay / Grupo Catalinas Sur)
De 17 a 28 de Novembro (60 h).


Total de 270 horas de formação.

Os interessados devem enviar um currículum, uma foto e uma carta com a motivação da candidatura via e-mail.

CONTACTOS
http://www.theatre-organic.com/
theatre.organic@gmail.com
Telefones na Argentina 0054 11 4555 7098 / 156 742 9550

Directores e organizadores do festival: Sophie Gazel e Pablo Contestabile.

THEATRE ORGANIC em França: MAF (B.P. 132) 75422 PARIS CEDEX 09, FRANCE.

THEATRE ORGANIC na Argentina: BALBOA 572 (1427) CAP. FED. Buenos Aires.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Ricardo Pais eleito para o conselho de administração da União dos Teatros da Europa


O director artístico do Teatro Nacional São João (TNSJ) foi eleito para integrar a administração da União dos Teatros da Europa (UTE), na sequência da assembleia-geral daquele organismo que decorreu domingo, 13 de abril, em Salónica, na Grécia.

A UTE é a mais importante rede de teatros públicos da Europa, com associados em 15 países e foi criada em 1990.

O TNSJ, único representante português na União dos Teatros da Europa, já fez vários intercâmbios com outros teatros europeus, entre os quais o Teatro de la Abadía (Madrid) e o Teatro di Roma (Itália).

Em 2007, o espectáculo de abertura do XXX FITEI, European House, resultou de um intercâmbio entre o TNSJ e o Teatre Lliure, com o apoio da UTE.

Ricardo Pais apresentou produções suas em todos os festivais realizados por esta organização, como "Cabelo Branco é Saudade", apresentado em Frankfurt, e "O Saque", encenado em Turim. Para já, está confirmada a participação no festival de Bucareste da peça "Turismo Infinito", de António Feijó, com encenação de Ricardo Pais.

Ricardo Pais, 62 anos, conta com mais de duas dezenas de encenações no seu percurso artístico.

Como director, esteve à frente do Teatro Nacional de D. Maria II em 1898/90, tendo assumido a direcção do Teatro Nacional de S. João, no Porto, entre 1992 e 2000, função que retomou em Outubro de 2002 e continua presentemente a exercer.

domingo, 13 de abril de 2008

Começar a Acabar


O espectáculo que valeu a João Lagarto o Prémio da Crítica para Melhor Actor de 2006 e o Globo de Ouro na mesma categoria, e que tantos aplausos recebeu do público, está de regresso ao palco da Sala Estúdio do Teatro Nacional, para uma nova temporada. Trata-se de um monólogo, até então inédito em Portugal, em que um homem – um desvalido da vida, como o são todas as personagens becketianas – evoca o seu passado e, com um misto de aceitação e uma ameaça de revolta, nos fala do seu percurso difícil, das complicadas relações que estabeleceu com os outros seres humanos (começando com a família) e das suas estratégias de sobrevivência. O texto, que teve a sua estreia absoluta a 23 de Abril de 1970, pela mão do actor Jack Macgowran, que a interpretaria até à sua morte, três anos depois, foi construído a partir de outros textos de Samuel Beckett – “Acto sem Palavras”, “À Espera de Godot” e “From an Abandoned Work of Art” – e mostra-nos o melhor do mundo deste complexo e fascinante autor.

Começar a Acabar” é um monólogo em que um homem se dirige directamente ao público para contar a sua história. A primeira frase que profere dá-nos, desde logo, o tom do discurso: “Em breve estarei morto finalmente apesar de tudo”.
Enquanto espera que chegue a sua última hora, este homem recorda momentos significativos do seu passado: as relações tensas com o pai, que morreu cedo, a ligação terna à mãe, com quem nunca se conseguiu entender, uma infância passada em grande agitação interior, a maturidade decorrida sem amor (“Nunca amei ninguém acho eu, senão lembrava-me”), uma velhice vivida em solidão, sem mulher, filhos ou netos que o entretenham.
O homem evoca também assuntos comezinhos, à medida que as memórias mais insignificantes lhe acorrem ao espírito, de forma aparentemente aleatória...

Começar a Acabar” tem direcção, tradução e interpretação de JOÃO LAGARTO, desenho de luz JOSÉ CARLOS GOMES, figurino ANA TERESA CASTELO e música de JORGE PALMA
Co-produção TNDM II Teatro do Bolhão
Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II
10 de Abril a 01 de Junho 2008

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Antónia San Juan no festival do Porto




Com mais de 400 representações em Espanha, principalmente no Teatro Arlequin, de Madrid, Antónia San Juan apresentará o seu espectáculo Las que Faltaban na próxima edição do FITEI.




Seguindo a linha do grande sucesso Otras Mujeres, Las que faltaban é um sem-fim de personagens femininos diferentes, cada um com as suas próprias vivências, com a sua experiência de vida e seu saber. Nenhuma mulher está repetida, todas são únicas.

Sendo fiel ao teatro de humor e, claro, ao social, Las que Faltaban vai para além da crítica. Faz uma análise da sociedade na qual tudo se põe na tela do juízo. Um dos pontos chave, visado com profundidade pela encenadora, é a influência mediática no indivíduo e como a televisão se tornou no cronista do nosso tempo. Também são abordados outros temas, como a família e o politicamente correcto.

O espectáculo arranca com um noticiário televisivo onde se descrevem uma série de acontecimentos trágicos com a naturalidade e a frieza que estamos habituados. Outra das personagens Hillary, ama a um assassino e sente-se orgulhosa dele. Depois aparece a submissa que, no fundo, tem desejos masoquistas. A soprano, que evoca algo entre o onírico e a loucura e nos confunde, não sabemos se é uma verdadeira cantora de ópera ou se é aquilo que ela imagina no seu delírio. Covadonga-Dos encarna a nova-rica e também aparece a filha exemplar que cuida da sua mãe idosa mas mais não faz senão martirizá-la por pensar apenas na sua absurda vida. As últimas personagens, tão díspares como as anteriores, são a dona de casa especializada em todo o tipo de lavores caseiros a luxuriante donzela do século XVI que nos conta as suas experiências em verso.


Depois de ter entrado pela porta grande do cinema espanhol pela mão de Pedro Almodôvar e ter participado em inúmeros projectos cinematográficos e teatrais – incluindo a sua anterior montagem Otras Mujeres – Antónia San Juan volta a pisar as tábuas de um teatro com o seu último espectáculo de monólogos: Las que faltaban. Humor verbal sem limites, personagens femininos com voz própria que parecem apropriar-se de Antónia San Juan para revelar sem rodeios a sua própria realidade. O fino olhar crítico com que a actriz nos tem deleitado desde o início volta a estar entre nós. Agora, além disso, vestida pela pena de grandes escritores como Terenci Moix.
Shangay - Macu Beneti



PREMIOS OBTIDOS
PREMIO PUNTO RADIO 2006. Mejor Espectáculo teatral
FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO de Caracas (Venezuela). Abril de 2006.
FESTIVAL MILANO OLTRE (Italia). Septiembre 2006
MUESTRA DE AUTORES CONTEMPORÁNEOS (Alicante) Noviembre 2006

terça-feira, 8 de abril de 2008

On the Road ou A Hora do Arco-íris


Estreia dia 9 de Abril no Teatro Taborda, em Lisboa, a nova produção do Teatro da Garagem. É um novo texto de Carlos J. Pessoa, desta feita com encenação de Ana Palma. A interpretação é de Maria João Vicente.

On the Road ou A Hora do Arco-íris é uma peça sobre a viagem de uma mulher que, no percurso entre o Cabo de S. Vicente e o Pulo do Lobo, perfaz de memórias paradas a ausência que enche a sua vida e que brota da paisagem alentejana. Viajar numa auto-caravana é algo contraditório porque é como se nunca saíssemos de casa e, por isso, esta mulher, mais do que fugir do turismo alarve, que avassala o Verão algarvio, procura um lugar que seja o seu, provavelmente sem sair do sítio. No final, vê o arco-íris no horizonte, mas, como toda a gente que viu um arco-íris já percebeu, é impossível passar para o outro lado deste arco de cor. A nossa estrada segue sempre atrás ou ao lado da luz refractada.

domingo, 6 de abril de 2008

La Fura dels Baus com BORIS GODUNOV em Barcelona


No próximo dia 17 de Abril, La Fura dels Baus apresentará o seu novo espectáculo "à italiana" intitulado BORIS GODUNOV, no Teatro Nacional de Catalunha, onde estará em cena até 11 de Maio.

Este espectáculo estreou no passado dai 6 de Março em Molina de Segura (Murcia) e chega agora a Barcelona, em versão catalã.


BORIS GODUNOV tem como ponto de partida o sequestro no teatro Dubrovka de Moscovo por um comando checheno em 2002. Aqueles acontecimentos foram mais do que um ponto de partida, a inspiração para criar uma nova ficção e não pretende recriar o que ali aconteceu. Nesta obra não se fala de terroristas nem de qualquer país em particular, apenas de conceitos universais que são inerentes ao ser humano em qualquer época: a luta pelo poder, a violência como método para impor ideias e a corrupção das estruturas do poder.

Por estes motivos, os La Fura del Baús escolheram Boris Gudonov como a obra que está a ser representada quando os terroristas irrompem pelo teatro. O clássico russo de Alexander Pushkin fala-nos no século XIX de uma realidade muito semelhante há que vivemos hoje.

BORIS GODUNOV tem dramaturgia de David Plana e Àlex Ollé.

sábado, 5 de abril de 2008

A Ronda Nocturna


Considerado o herdeiro artístico de Ingmar Bergman, o autor sueco Lars Norén é normalmente comparado a Strinberg ou a O´Neill. O seu teatro, alimentado de obsessões, é violento, visceral e denso.

Em A Ronda Nocturna, dois irmãos e as suas esposas “atacam-se” ferozmente, desvendando sem pudor as suas frustrações, os seus desejos e os seus medos diante da urna que contém as cinzas da sua mãe. Evocando com uma nitidez desconcertante o universo de Quem Tem Medo de Virginia Woolf? e o mote proposto por Edward Albee - «o Inferno pode ser uma sala confortável e um casal insatisfeito» - em A Ronda Nocturna o público é remetido para a sala de estar de John e Charlotte onde assiste, com uma perturbante proximidade, a um intenso ritual de mortificação mútua.


Estará em cena no Teatro Maria Matos, em Lisboa, até 13 de Abril. Seguirá depois para o Porto, para o Teatro do Bolhão e integrará a programação oficial do FITEI 2008.

encenação João Paulo Costa
tradução Cristina Canavarro
revisão e adaptação cénica Regina Guimarães
cenografia José Barbieri
figurinos Cristina Costa
iluminação José Nuno Lima
sonoplastia Luís Aly

interpretação António Capelo, Luísa Cruz , Orlando Costa e Custódia Gallego

produção executiva Pedro Aparício e Glória Cheio
co-produção ACE/Teatro do Bolhão e Teatro Maria Matos 2008 M/16

Em cena no TEATRO MARIA MATOS

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Actividade intensa de Marta Carrasco



Poucos espectáculos se podem gabar de um vida tão dilatada no tempo como Aiguardent, que foi o primeiro solo de Marta Carrasco, estreado em 1995.
Aiguardent, que recebeu os Prémios Max para a melhor interpretação feminina de dança e a melhor coreografia, além do Prémio da Crítica de Barcelona, é uma viagem pela solidão humana, dominada pela raiva e inocência. A dualidade duma mulher no limite do abismo, presa da obsessão com o álcool. A sua fragilidade leva-a aos excessos mais contraditórios, deixando entrever que há numerosas mulheres com esta voz solitária “a voz de muitas águas” que embriaga o público.

O espectáculo está em Madrid, até ao dia 20 de Abril, no Abadia.

Também o último espectáculo de Marta Carrasco J’arrive…! continua em digressão.

J’arrive…! em francês quer dizer já vou, estou a chegar. Há mais de dez anos que eu estou correndo. Em J’arrive…! há muito do que dissemos ao longo destes dez anos, mas dito de agora. Portanto, dito de outra maneira. Não há nada igual porque eu não sou a mesma, sou outra. São dez anos mais de vida. Dez anos anos muito intensos


Depois de dançar em várias companhias, como Metros de Ramon Oller, Marta Carrasco empreende uma nova trajectória como solista, como criadora e intérprete no ano de 1995 com o espectáculo de dança-teatro Aiguardent.

Desde esse momento combinou a criação de coreografias próprias – Aiguardent (1995), Blanc d’ombra. Recordant Camille Claudel (1998), Mira’m (2000), Eterno? Això sí que no! (2003) e Ga-gà (2005) - com direcção coreográfica de outros espectáculos, como: Pesombra, un espectáculo basado na obra de J. Salvat-Papasseit (Dir. M. Puyo, 1997); A la jungla de les ciutats, de B. Brecht (Dir. Ricard Salvat, 1998); El Maniquí, de M. Rodoreda (Dir. P. Planella, 1998); A little night music, de S. Sondheim y H. Wheeler, Lulu, de F. Wedeking (Dir. Mario Gas, 2000 y 2001), Bodas de sangre, de F. García Lorca (Dir. F. Madico, 2001), Ronda de mort a Sinera, de S. Espriu (Dir. Ricard Salvat, 2002), Diàfan, de Pep Bou (2003) e a versão teatral do musical El otro lado de la cama (Dir. J. M. Mestres, 2004).

No ano de 2005 participa na longa-metragem de Carlos Saura Iberia.

Entre outros prémios, recebeu o da Crítica Teatral de Barcelona 1996-1997 por Aiguardent e Pesombra; o Butaca (Premio del público) de 1999 e 2001 por Blanc d’ombra e Mira’m, respectivamente, e quatro Max de las Artes Escénicas, dois por Aiguardent, em 2003 e dois por Ga-gà em 2006 como “Mejor espectáculo de danza” e “Mejor Coreografía”. No ano de 2005, a Generalitat de Catalunya atribuiu-lhe o Premi Nacional de Dansa, como reconhecimento pela sua trajectória.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

No Bellas Artes de Madrid a versão castelhana de “Carnaval”


Jordi Galcerán é um dos mais apreciados autores teatrais de Espanha. Nascido em Barcelona, Jordi Galcerán sempre esteve ligado ao teatro. Para além de dramaturgo, é um reconhecido autor de cinema e televisão.

A sua peça “El método Grönholm”, uma sátira sobre os métodos de selecção de pessoal, esteve em cena mais de três anos e foi representada em mais de vinte países. Ganhou diversos prémios, nomeadamente o MAX, e foi adaptado ao cinema.


Carnaval”, parece de novo destinado ao êxito. Trata-se de um thriller sobre uma criança cujo assassinato será transmitido pela Internet.


Com direcção de Tamzin Townsend, esta versão em castelhano, é interpretada por Nuria González (protagonista), Víctor Clavijo, Noelia Noto, Violeta Pérez e César Sánchez.



Um menino de três anos desaparece numa noite de Carnaval. A inspectora que investiga o caso não tem qualquer pista. Não há suspeitos. Subitamente, uma mensagem informa que o menino será assassinado dentro de trinta minutos e o mundo inteiro poderá vê-lo através de uma página da Internet. Inicia-se uma corrida contra-relógio para tentar descobrir a criança antes que se cumpra a ameaça. A tensão aumenta à medida que os minutos passam…


quarta-feira, 2 de abril de 2008

Onde vamos morar


ONDE VAMOS MORAR de José Maria Vieira Mendes, nova produção dos Artistas Unidos, estreia a 10 de Abril no Convento das Mónicas.


Encenação de Jorge Silva Melo com Andreia Bento, Cecília Henriques, Pedro Carmo, Pedro Gil, Pedro Lacerda, Sérgio Godinho e Sílvia Filipe.


De novo pais e de novo filhos. Américo é o pai, doente e solitário. Vítor, o seu filho, casado com Gabriela que o deixa para partir em viagem. Patrícia, a irmã de Gabriela, vive na casa da infância, vazia agora que os pais morreram. Gustavo regressou depois de vinte anos fora do país e procura uma casa onde ficar e o pai que já há muito não via. Mas encontra apenas Vânia, a sua meia-irmã, que está ainda no princípio. E por último Mário, que trabalha como estafeta para uma florista incompetente que se engana sucessivamente na morada dos clientes. Uma nova peça de José Maria Vieira Mendes, escrita para os AU. Sete personagens deambulam pelas suas histórias e cruzam-se umas com as outras, numa teia irregular e esburacada que a todos une. Gente que entra e sai numa cidade onde muita coisa se esconde ou não se vê, onde as ruas ficam desertas à noite e por onde passa um comboio que não se sabe para onde vai. Desencontros, partidas e abandonos. Uma peça sobre a morte, sim, o escuro, claro, mas também sobre a distância, o regresso, o esquecimento e a procura de uma morada.


GUSTAVO
Tenho de comprar um mapa de jeito.
Pensava que me lembrava das ruas, mas nada.
Esta cidade engana.


ONDE VAMOS MORAR
de José Maria Vieira Mendes
Com Andreia Bento, Cecília Henriques, Pedro Carmo, Pedro Gil, Pedro Lacerda, Sérgio Godinho e Sílvia Filipe
Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves
Luz Pedro Domingos
Encenação Jorge Silva Melo
Assistência de encenação Luís Godinho


quinta-feira, 27 de março de 2008

Robert Lepage – Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2008


Existem várias hipóteses sobre as origens do teatro, mas aquela que mais questiona o meu espírito tem a forma de uma fábula:

Uma noite, em tempos imemoriais, um grupo de homens tinha-se reunido numa pedreira para se aquecer à volta de uma fogueira a contar histórias. Quando de repente, um deles teve a ideia de se levantar e usar a sua própria sombra para ilustrar a sua história. Socorrendo-se da luz das chamas, fez aparecer nas paredes da pedreira figuras maiores do que o natural. Os outros, deslumbrados, foram reconhecendo o forte e o fraco, o opressor e o oprimido, o deus e o mortal.

No nosso tempo, a luz dos projectores substitui a luz da fogueira original e a maquinaria de cena as paredes da pedreira. E com todo o respeito por certos puristas, esta fábula recorda-nos que a tecnologia está na verdadeira origem do teatro, que não deve ser considerada como uma ameaça, mas como um elemento congregador.

A sobrevivência da arte teatral depende da sua capacidade de reinventar-se, utilizando novas ferramentas e novas linguagens. Caso contrario, como poderia o teatro continuar a ser o testemunho dos grandes embates da sua época e promover a compreensão entre os povos, se ele mesmo não desse prova de abertura? Como poderia orgulhar-se de oferecer soluções para os problemas de intolerância, de exclusão e de racismo, se, na sua própria prática, se recusasse à mestiçagem e à integração?

Para representar o mundo com toda a sua complexidade, o artista deve propôr formas e ideias novas e mostrar confiança na inteligência do espectador capaz de reconhecer, ele próprio, a silhueta da humanidade nesse jogo perpétuo de luz e sombra.

É verdade que, por brincar demais com o fogo, o homem corre o risco de se queimar, mas pode também ter a possibilidade de deslumbrar e de iluminar.



ROBERT LEPAGE
QUEBEC , 17 de Fevereiro de 2008


quarta-feira, 26 de março de 2008

Say it With Flowers


Say It With Flowers de Gertrude Stein, em estreia nacional, assinala o DIA MUNDIAL DO TEATRO no Teatro das Figuras, em Faro.


Say it With Flowers é uma peça que pretende questionar o lugar da palavra ou do texto dramático no Teatro. A tradução de Luísa Costa Gomes será um elemento fundamental no puzzle que será este espectáculo bilingue que potencia a musicalidade do português e do inglês, e onde se exibirá um crescente interesse pelo significado semântico, material e sensual e não significante das palavras, tratando-as como objectos materiais.

É assumida uma relação lúdica com a linguagem, desconstruindo as convenções literárias e teatrais experimentando a descontinuidade temporal através do conceito do “presente contínuo” e do som poético, mediante a repetição de sons, gestos e situações, independentemente de qualquer anedota narrativa.

Através da proposta de cenografia de João Mendes Ribeiro, que se resume a elementos volantes que permitem a permanente reconstrução do espaço, mas também a infinita multiplicação de imagens, é potenciado a fragmentação espacial.

À imagem do que Stein propõe, daqui resultarão personagens desprovidas de vontade, concebidas como um dado e não como um desenvolvimento, numa acção minimal e circular, num constante retorno ao âmago do ser.


TEXTO: Gertrude Stein

DRAMATURGIA E ENCENAÇÃO: António Pires

INTERPRETAÇÃO: Francisco Tavares, Graciano Dias, Margarida Vila-Nova, Maya Booth e Miguel Moreira


CO-PRODUÇÃO: Ar de Filmes e TMF

APOIOS: Nike SCTECIDOS Duarte L'óreal

FINANCIAMENTO: DGArtes Ministério da Cultura

De 27 de Março de 2008 às 21:30 a 28 de Março de 2008 às 21:30


terça-feira, 25 de março de 2008

Um Festival Pina Bausch


Passada uma década sobre as residências artísticas de Pina Bausch na capital portuguesa (Lisboa 94, Capital Europeia da Cultura e Expo 98), eis uma nova iniciativa para celebrar a artista: 2008 - Um Festival Pina Bausch. De 2 a 9 de Maio de 2008, em Lisboa.

Durante uma semana, Pina Bausch e a companhia do Tanztheater Wuppertal ocupam, quase em simultâneo, o Teatro São Luiz e o Centro Cultural de Belém. Serão apresentadas grandes obras da coreógrafa que revolucionou o mundo da dança, casos de "Café Müller" - com a própria Pina Bausch -, "Nefés" ou "Masurca Fogo", a obra sobre Lisboa que resultou da sua residência artística durante a Expo98.

A ideia de um festival Pina Bausch em Lisboa, em 2008, no Teatro São Luiz e no Centro Cultural de Belém, parte do exclusivo interesse das direcções artísticas destas duas instituições. Com efeito, 1994 e 1998 são duas datas relevantes para que se possa agora compreender a razão desta nova iniciativa, 2008 – Um Festival Pina Bausch:1994 – Lisboa, Capital Europeia da Cultura: Jorge Salavisa, como programador da dança, traz a Lisboa as grandes obras de Pina Bausch, entre elas A Sagração da Primavera, Café Müller, Kontakthof, Viktor e 1980.
1998 – EXPO 98, Festival dos 100 Dias: António Mega Ferreira convida Pina Bausch para uma residência artística que culmina com a criação de uma peça de sua autoria sobre Lisboa, Masurca Fogo.

Este será um festival diferente. Durante uma semana, Pina Bausch e a sua companhia vão estar presentes quase em simultâneo nos dois teatros e em contacto muito directo com o público. Vamos ter os famosos bailarinos da companhia a falar sobre as suas participações nas obras e filmes de Pina Bausch e a contar histórias inéditas sobre o processo criativo, vamos poder partilhar com Peter Pabst os 28 anos de criação de cenários para as peças de Pina Bausch, vamos poder ver documentários e projecções e ouvir personalidades, cujos percursos pessoais e profissionais se tenham, de alguma forma, cruzado com Pina Bausch. Vamos ainda ter exposições de fotografia.”


PROGRAMA

Centro Cultural de Belém

Nefés
Uma peça de Pina Bausch - Companhia Tanztheater Wuppertal
Dias 2 e 3 de Maio às 21h30

Masurca Fogo Uma peça de Pina Bausch - Tanztheater Wuppertal
Dias 7, 8 e 9 de Maio às 21h00

Teatro Municipal São Luiz

Café Müller Uma peça de Pina Bausch - Companhia Tanztheater Wuppertal
Dias 4 e 5 de Maio às 21h00
Dias 8 e 9 de Maio às 18h00
Sala Principal

O Lamento da Imperatriz Um filme de Pina Bausch, comentado por José Sasportes
Dia 4 de Maio às 22h00
Jardim de Inverno

Lissabon - Wuppertal - Lisboa Um filme de Fernando Lopes, comentado por Fernando Lopes, Maria João Seixas e António Mega Ferreira
Dia 6 de Maio às 22h00
Jardim de Inverno

A Sagração da Primavera Um filme de Pina Bausch, comentado por Olga Roriz e Rui Horta
Dia 7 de Maio às 22h00
Jardim de Inverno

Conversa com Dominique Mercy, Nazareth Panadero e Luísa Taveira
Dia 5 de Maio às 22h00
Jardim de Inverno

Peter Pabst - 28 Anos de Cenários para Pina
Dia 8 de Maio às 22h00
Jardim de Inverno

Pina Bausch e Pedro Almodóvar (a confirmar)
Dia 9 de Maio às 24h00
Sala Principal