sexta-feira, 13 de junho de 2008

Mensagem de Juan Mayorga ao FITEI 2008


Um pobre homem perseguido por mil polícias

Quase tudo o que sei de teatro, o essencial, aprendi-o em criança nas colónias escolares. As colónias eram centros de férias para nós, os meninos da cidade – os colonos – passarmos alguns dias do grande e quente Verão na praia ou no monte. Aos sábados à noite, celebrava-se nas colónias o chamado “fogo do acampamento”, apesar de não estarmos em nenhum acampamento nem tão pouco haver fogo. Consistia numa espécie de festival em que quem tinha alguma habilidade – cantar, contar anedotas, equilibrar uma bola com o nariz – exibia-a ante os demais, que aplaudíamos.

Foi ali, no fogo do acampamento, que conheci Charlot. Quer dizer, a uma criança que representava Charlot. Aquele rapaz imitava muito bem a sua pitoresca forma de andar, o seu modo de girar a bengala, a agitação do seu bigode. Mas o que nunca esquecerei é como aquele miúdo – ele sozinho! – dobrava uma esquina imaginária, dava de caras com 1000 polícias que o procuravam, corria perseguido por eles e, no último momento, conseguia esconder-se de modo a que o exército policial passasse ao lado sem o ver.

Eu não sabia então, mas agora sei que ali estava perante a visão dos dois pulmões do teatro: a crítica e a utopia.

O teatro é esse pequeno lugar em que uns seres humanos representam diante de outros, com a cumplicidade destes, ficções através das quais podemos examinar o nosso mundo e imaginar outros mundos; criticar esta vida e sonhar outras formas de viver. No teatro, qualquer um pode ser, durante um momento, um pobre homem perseguido por uma legião de polícias – como nesta nossa Europa, que acusa homens honrados de virem fugindo da miséria, enquanto permite que outros piores se passeiem tranquilos por salões e palácios – que acaba por conseguir enganar – porque o mundo deveria ser mais justo e mais belo.

O próprio teatro parece muitas vezes um pobre homem perseguido por mil, por um milhão de polícias. Mas uma e outra vez engana-os e continua o seu caminho. Parece pequeno, mas na realidade é, na sua humildade, muito poderoso. Parece antiquado, mas é a arte do futuro. A arte da crítica e da utopia.

Juan Mayorga



Un pobre hombre perseguido por mil policías

Casi todo lo que sé del teatro, lo esencial, lo aprendí de niño en las colonias escolares. Las colonias eran centros de vacaciones para que los niños de la ciudad –los colonos- pasásemos algunos días del largo y caluroso verano en la playa o en el monte. Los sábados por la noche, en las colonias se celebraba el llamado “fuego de campamento”, aunque no estábamos en ningún campamento ni tampoco había fuego. Consistía en una suerte de festival en que quien tenía alguna habilidad –cantar, contar chistes, sostener una pelota con la nariz- la exhibía ante los demás, que aplaudíamos.
Fue allí, en el fuego de campamento, donde conocí a Charlot. Es decir, a un niño que representaba a Charlot. Aquel chaval imitaba muy bien su pintoresca manera de andar, su modo de girar el bastón, la agitación de su bigote. Pero lo que nunca olvidaré es cómo aquel chico –¡él solo!- doblaba una esquina imaginaria, se daba de bruces con mil policías que estaban buscándolo, corría perseguido por ellos y, en el último momento, conseguía esconderse de modo que el ejército de polis pasase de largo sin verlo.
Yo no lo sabía entonces, pero ahora sé que allí se me estaba dando a ver los dos pulmones del teatro: la crítica y la utopía.
El teatro es ese pequeño lugar en que unos seres humanos representan ante otros, con la complicidad de éstos, ficciones a través de las cuales podemos examinar nuestro mundo e imaginar otros mundos; criticar esta vida y soñar otras formas de vivir. En el teatro, cualquiera puede ser, durante un rato, un pobre hombre al que persigue una legión de policías –como en esta Europa nuestra, que acosa a hombres honrados que vinieron huyendo de la miseria, mientras permite que otros peores se paseen tranquilos por salones y palacios- a los que finalmente burla –porque el mundo debería ser más justo y más bello-.
El teatro mismo parece a menudo un pobre hombre perseguido por mil, por un millón de policías. Pero una y otra vez los burla y continúa su camino. Parece pequeño, pero en realidad es, en su humildad, muy poderoso. Parece anticuado, pero es el arte del futuro. El arte de la crítica y de la utopía.

Juan Mayorga


quinta-feira, 12 de junho de 2008

Intervenção de Mário Moutinho na abertura do FITEI 2008


Após a leitura da Mensagem ao FITEI 2008 da autoria de Juan Mayorga, pelo actor Jorge Vasques (na imagem), o presidente e director artístico do FITEI fez a sua intervenção de abertura do festival:

"Estou aqui mais uma vez para uma saudação de boas-vindas na abertura deste 31º Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica.

Uma saudação aos actores, encenadores, autores e a todos os elementos das companhias que nos visitam este ano.

Uma saudação especial ao público do Porto, ao público que nos visita, ao público de sempre, ao público que acaba de chegar.

Uma saudação renovada aos parceiros que connosco trabalham durante o ano e que possibilitam a realização do festival na sua actual dimensão, os novos parceiros, os parceiros de sempre.

Aos mecenas, aos maiores, aos mais pequenos.

Às entidades oficiais, dizendo-lhes que aqui estamos de novo, cumprindo os objectivos que nos propusemos realizar e dizendo-lhes também que não deixaremos de publicamente apresentar as nossas razões e preocupações.

E por último, uma saudação muito especial a todos os profissionais das artes cénicas da região norte, e em particular da cidade do Porto, que, apesar de tudo, ainda conseguem fazer teatro.

Feitas estas saudações, passemos ao espectáculo. É a vossa vez de julgar as propostas que apresentamos. Espero a vossa participação activa nestes doze dias de festival.

Permitam-me, por último, dedicar este festival à memória do nosso saudoso e querido amigo José Cayolla.
"

Mário Moutinho

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Revista Galega de Teatro vai estar à venda no Porto





A Revista Galega de Teatro, cujo número 54 acaba de ser publicado, vai começar a ser vendida em diversas livrarias da cidade do Porto, na sequência de contactos estabelecidos pelos elementos da revista que estiveram a acompanhar a edição deste ano do FITEI.



Este número da Revista Galega de Teatro chega com os seguintes conteúdos:

TEMAS:
Mataró, uma expriência em artes cénicas a apartir da administração local/Tere Almar
A função social do teatro amador/ Pedro P. Riobó
Ter ou não ter convénio, essa é a questão/ Xavier Estévez

FESTIVAIS:
Festival de Outono de Madrid/ Luís Valsa
Quatro anos de acção/ Carlos Tejo
SPOT II. Espectáculo e diálogo entre culturas/ Camila Bauer Brönstrup

ENTREVISTAS:
Eduardo Pavlosky/ Vanesa Sotelo
Foto-entrevista: Doro Piñeiro/ Pedro P. Riobó

DANÇA:
Marcel Marceau, Mestre do silêncio/ Afonso Rivera

ESPAÇOS:
Um convite ao desconhecido/ Óscar Codesido

CRÍTICAS:
Negro uma paisagem pessoal/ Ana Senra Aguirre
Valdemuller: Entre os fios das filhas da lua/ Roberto Pascual
Ifixenia en Áulide/ Inma López Silva


Antecedentes de RGT

A Revista Galega de Teatro nasce como Boletim de Informação Teatral da Escola Dramática Galega cujo número 0 aparece em Vigo em 1983. Depois do desaparecimento da Escola Dramática Galega, o Boletim passará a denominar-se Boletín de Información Teatral para mudar pouco depois em Información Teatral, mais tarde Información Teatral-Revista Galega de Teatro e definitivamente, desde o número 11, em Revista Galega de Teatro.

Na actualidade a RGT é editada por uma associação cultural sem fins lucrativos denominada “Entre Bambalinas” e conta com uma equipa de redacção de pessoas relacionadas com diferentes aspectos do mundo do teatro, desde a investigação à pedagogia, à escrita, à gestão ou à práctica da representação.

A linha da revista sempre foi presidida pela independência de qualquer opção partidária ou coorporativa, a procura do rigor e a honestidade informativa, a atenção preferencial ao teatro galego mas com curiosidade por qualquer aspecto de interese do teatro em geral, nomeadamente do que se faz na Espanha, Portugal e Iberoamérica. E a partir destes princípios básicos estrutura os diferentes temas, conjugando a informação com a criação, a divulgação e o ensaio.

Depois de assinar em 1995 o 1º Convenio de Cooperación Cultural com o Instituto Galego das Artes Escénicas e Musicais de Galicia ( IGAEM), a sua publicação passa a ser regular, sendo, a partir de 2000, trimestral.

Coincidindo com nº 8, começaram a editar-se na mesma publicação textos dramáticos. Inaugurou a colecção 2132 um texto oferecido por Roberto Vidal Bolaño quando lhe foi apresentado o projecto. Juntaram-se a ele textos, entre outros, de Euloxio R. Ruibal, Jenaro Marinhas del Valle, Manuel Lourenzo, Juan Mayorga, Iztiar Pascual, Ernesto Caballero, Jerónimo López Mozo, Pomba Pedrero, José Ramón Fernández, Elena Cánovas, Yolanda Pallín ou do mexicano Jaime Chabaud e de Michel Azama ou do croata Asja Srnec. A RGT estabeleceu um acordo com o Cercle Artistic de Ciutadella de Menorca, entidade que organiza anualmente o Prémio Born de Teatre. Por via deste acordo o Prémio Born foi traduzido pela primeira vez em galego na XXXI edição de 2006 ganha por Carlos Be com Origami. São mais de quarenta os textos publicados.

A Asociación Cultural Entre Bambalinas, para além da edicão da revista, colabora com diferentes iniciativas tendo como objectivo a divulgacão do teatro. A RGT é uma das revistas fundadoras da Rede de Publicações do Instituto Internacional do Teatro Mediterrânico e faz parte também da Comisión Organizadora da Mostra de Cangas.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Después de mí, el diluvio





Lluïsa Cunillé volta ao Teatro Valle-Inclán com "Después de mí, el diluvio" (Après moi le déluge), uma co-produção do Centro Dramático Nacional e do Teatre Lliure, con Jordi Dauder e Vicky Peña, dirigida por Carlota Subirós.

Um homem e uma mulher encontram-se num quarto de hotel de Kinshasa, a capital do Congo. Ele trabalha para uma companhia sul-africana que se dedica à extracção e comercialização de um mineral descoberto nos últimos anos e que é essencial para o desenvolvimento das novas tecnologias. Ela há muitos anos que está instalada no hotel com as funções de intérprete para os homens de negócios que ali se instalam. O resto do tempo ocupa-o a tomar banhos de sol junto da piscina e nem sequer se recorda da última vez que saíu do hotel. São dois europeus que num dado momento descobriram o fascínio por África e converteram-na no seu refúgio. No decorrer da conversa, a dura realidade do mundo que os rodeia, marcada pelo saque e pela injustiça, irá aparecendo no aparente isolamento daquele quarto de hotel, apesar de todos os esforços para fechar os olhos e a alma.

Lluïsa Cunillé, uma das autoras mais singulares da nova dramaturgia catalã, oferece-nos uma visão insólita e pessoal da complexa relação entre o chamado primeiro e terceiro mundo.

Centro Dramático Nacional - Teatro Valle-Inclán - Sala Francisco Nieva - Plaza de Lavapiés, s/n
Madrid

sábado, 31 de maio de 2008

JOSÉ CAYOLLA Um Aristocrata do Teatro


A homenagem do XXXI FITEI a José Cayolla, falecido há 10 anos, integra a edição do livro sobre a vida e a obra deste encenador que foi director executivo do FITEI.


JOSÉ CAYOLLA Um Aristocrata do Teatro da autoria de Jorge Ribeiro é editado pela Campo das Letras na sua colecção Campo do Teatro.


"Uma contribuição justa para o entendimento de uma figura importante do nosso Teatro. No seu tempo, ontem, e no nosso, hoje."


"QUEM FOI JOSÉ CAYOLLA?Que lhe ficamos a dever?, nós, esta Sociedade de novo afunilada na Cultura e nessa coisa assustadora que é o teatro independente e interventor?A dimensão de José Cayolla tem-se relevado com o passar do tempo depois da sua morte, valoriza-se sempre que reflectimos sobre a sua acção, a sua personalidade, o que fez e – forçosamente – o que o impediram de fazer.José Cayolla não foi o único na luta por uma visão outra das coisas, combatendo o sistema da mediocridade e os seus arautos. Mas a missão que ele escolheu torna irrecusável o exemplo de um percurso, de uma vida dedicada ao Teatro.Nesse sentido, aqueles com quem trabalhou, com quem privou e discutiu a Arte Cénica dentro desse oásis para onde ele mais transportou o seu saber que é o Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, entenderam necessária uma homenagem dez anos após a sua saída de Cena.Este livro é uma contribuição justa para o entendimento de uma figura importante do nosso Teatro. No seu tempo, ontem, e no nosso, hoje."

JORGE RIBEIRO


sábado, 24 de maio de 2008

Expo Zaragoza 2008





A Expo Zaragoza 2008 Exposição Internacional "Agua e Desenvolvimento Sustentado" produz três grandes espectáculos fundamentados nos princípios básicos da Mostra : “Agua e Desenvolvimento Sustentado”: Iceberg. Sinfonía Poético Visual Hombre Vertiente e El despertar de la serpiente. A estes três espectáculos de representação diária juntam-se as cerimonias de inauguração e encerramento da Expo Zaragoza 2008.

Entre 14 de Junho e 14 de Setembro apresentam-se também espectáculos diários no Anfiteatro 43.

Integrada na oferta cultural da Exposição Internacional de Zaragoza está incluido um pacote de espectáculos que representam o melhor e mais moderno do panorama nacional e internacional das artes cénicas em Espanha. Esta programação terá lugar no Palácio de Congressos ao longo de cinco semanas, desde de 28 de Julho até 31 de Agosto, incluindo oito propostas que serão representadas três vezes cada uma.

A Expo Zaragoza 2008 e o Auditório de Zaragoza programaram um ciclo de grandes concertos de música clássica, tendo como motivo a celebração da mostra internacional. A programação do ciclo de grandes concertos de música clássica Expo 2008 constará de una série de doze concertos de música sinfónica e grandes recitais, assim como um programa de música antiga e de câmara que completará a oferta cultural do recinto da Expo no resto da cidade.

A Free Art apresenta na Expo Zaragoza 2008, dez propostas , com destaque para a estreia do novo espectáculo Les Commandos Percu: “Trés Méchant(s)”, a estreia em Espanha do espectáculo “Waterwall” da companhia italiana Materiali Resistenti, a estreia em Espanha do espectáculo “Orbite” da companhia suíça Öff Öff e a estreia em Espanha do espectáculo “Suma” da companhia suíça Exos:
Exos – de 28 a 29 de Junho
Öff Öff – de 10 a 13 de Julho
Les Commandos Percu – de 31 de Julho a 3 de Agosto
Materiali Resistenti - de 11 a 14 de Setembro
Duo Spiral (Inauguración cabaret) - de 14 a 18 Junho
D'Irque & Fien - de 14 a19 de Junho
Jashgawronsky Brothers - de 2 a 4 de Junho
Los 2 play - de 29 a 30 de Junho
Angika - de 14 a 17 de Agosto
Niño Costrini - de 25 a 29 de Agosto
Microband - de 6 a11 de Setembro

Para além dos grandes eventos, a programação cultural divide-se por diversos espaços: Anfiteatro 43, Feria de Zaragoza, Festas especiais, Programação infantil, Palácio dos Congressos, Auditório de Zaragoza, Balcón de las Artes Escénicas, Avenida 208, Balcón de los Niños e La Plaza Distrito 50.

Todas as informações sobre a feira em
http://www.expozaragoza2008.es/Inicio/seccion=3&idioma=es_ES.do


sexta-feira, 23 de maio de 2008

Spots FITEI 2008

Spot FITEI 2008
30" amarelo/vermelho



15" azul/verde



15" roxo/magenta

Festivais Gil Vicente em Guimarães


Decorrem de 2 a 14 de Junho no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, os Festivais Gil Vicente, com uma programação pensada para ir ao encontro das pessoas da cidade e de fora da cidade, pessoas que assumem o teatro como paixão e pessoas que nunca tomaram contacto com este género performativo, maiores e menores de idade.

A programação privilegia a produção realizada em território nacional ainda que, ao olharmos para os elencos, colaboradores e dramaturgos, descobrimos outras nacionalidades, outras referências e outras culturas que não representam mais do que processos enriquecedores, para quem cria e quem recebe a criação.

Consulte a programação em www.aoficina.pt

Voluntários para performance - Serralves em Festa 2008


A Fundação de Serralves com a colaboração do NEC - Núcleo de Experimentação Coreográfica procura voluntários para participar na performance “Paris, 22 de Outubro 1797 - Parque Monceau / Porto, 7 de Junho 2008 - Parque Serralves”, de Lúcia Prancha e Renata Catambas.


Este projecto integra o programa de actividades do Serralves em Festa (7 e 8 de Junho de 2008) e foi seleccionado no âmbito do concurso de Projectos Artísticos do Serralves em Festa.


“Paris, 22 de Outubro 1797 - Parque Monceau / Porto, 7 de Junho 2008 - Parque Serralves” é um projecto desenhado especificamente para acontecer no contexto de Serralves em Festa. Irá basear-se num convite ao público da Festa a testemunhar uma reencenação de um acontecimento histórico sucedido em 1797, no Parque Monceau, em Paris.


A realização desta performance implica integrar um grupo de 30 pessoas que irão durante 2h passear pelo Parque de Serralves e olhar regularmente para o céu. A performance terá lugar no Parque de Serralves, no dia 7 de Junho de 2008, às 16h.


Não é necessária qualquer formação em artes de palco. A participação implica disponibilidade para os ensaios com as artistas apenas no dia anterior (6 Junho - período da tarde) e no próprio dia da performance (7 Junho - período da manhã e tarde).

DADOS A ENVIAR:
Nome, Data de Nascimento, Morada, Código Postal, Localidade, Telefone/Telemóvel,
E-mail e Área de Formação

NOTA:
Estes dados deverão ser enviados por e-mail ou fax até ao dia 31 de Maio de 2008 (Sábado).

CONTACTOS:
e-mail: nec@nec.co.pt / fax : 22 510 85 31
Para mais informações: 22 518 85 22 / 96 142 46 68

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Prémio de Projectos de Artes Cénicas.


O Instituto de Acção Cultural de Leida, anuncia as candidaturas ao 9º Prémio de Projectos de Artes Cénicas.

O prémio tem o valor de 12.000 € e pretende contemplar uma proposta contemporânea tanto de dramaturgia como de encenação.

Esta candidatura é reservada às companhias de teatro, dança e circo da Catalunha e do Estado Espanhol.

Mais informações podem ser prestadas no Teatro Municipal de l´Escorxador
Tlf: 973279356
http://imac.paeria.cat/.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Diversidade cultural na era da globalização


Vai realizar-se em Lisboa, na Fábrica Braço de Prata, Sala Prado Coelho, no próximo dia 21 de Maio, às 21h30, o colóquio Diversidade cultural na era da globalização, a propósito do dia mundial da diversidade cultural.

A organização é da Plataforma Portuguesa para a Diversidade Cultural e o painel de intervenções está a cargo de Manuel Frias Martins, da Associação Portuguesa de Críticos Literários, de Carmen Santos, do Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos e de Luis Sampaio da GDA Direitos dos Artistas.

domingo, 18 de maio de 2008

Femme Fatale nas ruas de Lugo




Imagens do espectáculo Cabarédeambulante realizado em Lugo pela companhia da Corunha Compañía Femme Fatale, dirigida por Nelson Quinteiro Roa.

Cabarédeambulante realizou-se a propósito da festa da cultura MESA pola Normalización Lingüística e, segundo o seu director, “achegamos as instantáneas, múltiples e variadas (desta vai cargada) que esta xornada nos deixou, cun bo sabor nos beizos, a língua tinguida de azul, os pés destrozados de tanto danzar e a xente de Lugo encantada, as murallas case derrumbadas ante os encantos do noso cabaré e uns músicos, a "St James Street Band" que deixaron o pabellón moi pero que moi alto”.

Entretanto, a companhia anuncia para 30 e 31 de Maio e 1 de Junho “Obradoiro de Cabaret” uma formação só para adultos.

sábado, 17 de maio de 2008

Mupis 2008




© André Tentugal




Já começaram a ser colocados os mupis do FITEI 2008 nas ruas do Grande Porto. A imagem volta a ser desenvovlida pelo atelier This is Pacifica, que obteve dois prémios com o cartaz da edição de 2007 do festival.

As fotos são de André Tentúgal.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Teatro Delusio


Não é o Teatro Delusio a interpretar a Familia Flöz, mas a Familia Flöz a representar Teatro Delusio.


TEATRO DELUSIO joga com as inúmeras facetas do mundo do teatro, entre o palco e os bastidores, entre a ilusão e a desilusão, gerando um espaço mágico cheio de humanidade.

A Familia Flöz nasceu em 1994 em Essen (Alemanha), onde os seus componentes, que incluem actores galegos, começaram a trabalhar com máscaras.

Chegam agora a Madrid, onde estão na sala do Abadia, até 18 de Maio.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Iberescena: candidaturas de apoio para o ano 2009


O Programa Iberescena abriu as candidaturas para acesso ao apoio económico correspondente ao ano 2009, cujo objectivo é fomentar o intercâmbio e integração das artes cénicas iberoamericanas.

Iberescena foi criada em Novembro de 2006 a partir das decisões adoptadas pela Cimeira Iberoamericana de Chefes de Estado e de Governo realizada em Montevideo (Uruguay), relativas à execução de um programa de fomento, intercâmbio e integração da actividade das artes cénicas iberoamericanas. Actualmente, fazem parte oito países, que são os que financiam os projectos: Argentina, Colômbia, Chile, Espanha, México, Perú, República Dominicana e Venezuela.

As candidaturas para 2009 estão dirigidas às seguintes propostas:

1.- Circulação de espectáculos através de redes, festivais e espaços cénicos.
2.- Programas de formação, com especial enfase na produção e gestão de artes cénicas.
3.- Co-produção de espectáculos de teatro e dança.
4.- Criação dramatúrgica e coreográfica.


A data limite para apresentação dos projectos é 18 de Julho de 2008. Os apoios serão concedidos aos projectos que se realizem entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2009.

Portugal está de fora deste projecto, apesar de ter participado na reunião que criou a Ibererscena, a convite de Espanha.

O FITEI, convidado a dar um parecer sobre a importância desta estrutura, defendeu a integração do Brasil. Sabendo, obviamente, que a língua espanhola é a dominante no universo de países contemplados, mas até por isso este é um projecto importante para Portugal, que desta forma terá mais possibilidades de chegar a países onde a penetração dos seus autores e companhias seria mais difícil. Naturalmente, será importante ter entre os membros do IBERESCENA o Brasil, que pela sua dimensão e riqueza cultural contribuirá para dar mais força à língua portuguesa no projecto.

domingo, 11 de maio de 2008

Feira Galega: inscrições abertas


Estão abertas até ao dia 20 de Maio as inscrições de espectáculos para participação no processo de selecção da Feira Galega das Artes Escénicas, que se realiza entre 13 e 17 de Outubro em Santiago de Compostela.

Esta feira é dirigida a companhias de teatro, marionetas, dança e novo circo galegas e de língua portuguesa.


Mais informações e formulário de inscrição em

http://www.igaem.xunta.es/feira/form_inscri_espectaculo.php?lg=gal

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Clubbing da Casa da Música abre com Alma Candela


Na Sexta, 30 Maio de 2008, pelas 22h00, o Grupo Alkimia 130 (Palencia - ES), inserido em mais uma edição do FITEI, abre o Clubbing da Casa da Música, na Praça, com Alma Candela, um espectáculo de rua que transporta uma atmosfera feliniana, nostálgica e fascinante, complementada por uma acção cénica fabulosa e que se move entre a ficção e a realidade.

O Clubbing continua, pelas 23h00, na Sala Suggia com Lightspeed Champion. Depois de uma curta mas bem sucedida temporada como guitarrista da banda Test Icicles, entretanto extinta, Dev Hynes reaparece com sonoridades bem distintas sob o nome Lightspeed Champion. O primeiro single "Galaxy of the Lost" deu a conhecer desde logo as ideias base: as canções como forma de eleição e uma preferência pelos timbres semi-acústicos, com a presença da 'pedal steel guitar' e das cordas a sugerir a referência ao country-rock e ao folk-pop. No início deste ano surge o álbum Falling Off the Lavender Bridge pela Domino, uma confirmação da originalidade de Hynes que sobe esta noite a um novo palco do Clubbing - a Sala Suggia.

Um dos pontos altos da noite acontece também na Sala Suggia, onde se apresentam os Young Marble Giants, naquela que é uma oportunidade rara para presenciar um concerto da banda de Cardiff extinta em 1980. Com a reedição do único álbum Colossal Youth em 2007, aclamado pela imprensa como disco do ano, surge o reencontro e uma nova tournée de uma das bandas mais influentes da era pós-punk (apontada como uma das preferidas de Kurt Cobain). A simplicidade e pureza das canções na voz de Alison Statton e o suporte minimalista do baixo e da guitarra dos irmãos Philip e Stuart Moxham dão à música dos Young Marble Giants uma aparente fragilidade e, ao mesmo tempo, uma solidez única.

Na Sala 2, à 1h15 é a vez de Vampire Weekend, a banda sensação do momento e bons motivos não faltam para não perder a sua estreia em Portugal, em exclusivo no Clubbing. Os quatro nova-iorquinos recuperam o som bem apelativo do brit-pop de uma forma inovadora, juntando-lhe as influências da música africana em temas como "A-Punk" e "Cape Cod Kwassa Kwassa". Este último mereceu a presença na lista das melhores canções de 2007 da revista Rolling Stone. Mais recentemente, depois do álbum de estreia lançado em Janeiro passado, a revista Spin elegeu Vampire Weekend como a melhor nova banda do ano. Os quatro membros do grupo conheceram-se na Universidade de Columbia e rapidamente conquistaram o público com uma sonoridade a que chamam "Upper West Side Soweto".

Ainda na Sala 2 estará o quarteto These New Puritans, que se estreou em disco com a participação, em 2006, na compilação Digital Penetration Vol. 1 da Alt Delete Records, ao lado de bandas como Shitdisco, Klaxons e New Young Pony Club. O primeiro álbum recentemente editado, Beat Pyramid, torna claras as suas raízes pós-punk, sem esquecer as referências ao electro-rock e o uso abundante de samplers. Entre temas envoltos em misticismo como "Numerology aka Numbers" ou "Infinity Ytinifni", destaca-se aquele que se tem revelado o maior êxito da banda: "Elvis".

Os Outros Espaços deste Clubbing incluem ainda:

PG Jesper
Há quinze anos que PG Jesper tem um papel activo no panorama musical da Escandinávia, como agente, editor, programador, promotor, entre muitas outras actividades, tanto na área da música electrónica como do jazz.

autoKratz
autoKratz é um duo formado em Londres por David e Russell, voltado para a música electrónica com inspiração em bandas como Kraftwerk, Daft Punk e Underworld. autoKratz é o resultado de duas pessoas que "tiranizam a música que criam".

Brodinski
A gama variada de estilos que integram as produções e DJ sets de Brodinski tornaram-no um nome à parte no panorama musical francês. Da intensidade do techno aos graves possantes do house, passando ainda pelo minimalismo mais melódico, a sua música pode assumir várias personalidades como é revelado nas remisturas de temas de Bonde de Role, Klaxons, Das Pop, Shoes ou D.I.M, sempre com abordagens diferentes.

Jacob Kirkegaard
O músico dinamarquês Jacob Kirkegaard apresenta em estreia em Portugal o seu mais recente trabalho Aion (4 Rooms), que pretende desvendar quatro espaços abandonados dentro da Zona de Exclusão de Chernobyl, Ucrânia.

Paulo Raposo + Francisco Janes
Paulo Raposo tem desenvolvido actividade como artista sonoro, editor e curador. A sua investigação, mediante processos analógicos e digitais, empreende a descoberta e a construção de espaços sonoros e visuais orgânicos a partir de objectos, estruturas arquitectónicas e "field-recordings".

Álvaro Costa apresenta:
Diz-se que Monterey foi o Zénite e Altamont o Nadir. Numa noite irrepetível, Álvaro Costa junta as duas extremidades dos anos da Rock Revolution: das flores na cabeça em Monterey à "guerra civil" de Dezembro de 1969.

Pfadfinderei
As fronteiras entre o design funcional e a arte multimédia esbatem-se em cada Clubbing pelas mãos o colectivo berlinense de designers e VJ's Pfadfinderei, responsável pela cenografia e vídeo. Trabalhando com a imagem impressa ou projectada, com as luzes ou com o vídeo, em grandes produções de marketing ou numa perspectiva puramente artística, os Pfadfinderei têm colaborado com entidades como a MTV e festivais como o Mayday e o Sónar by Night, pelo qual são responsáveis visuais, entre muitos outros projectos.


Programação completa em
http://www.casadamusica.com/CulturalAgenda/default.aspx?id=A9D4DB8D-A6AD-488C-B5FB-FBF35B8ADEC1&leftChannelID=077BBCFB-1BA9-4372-89A1-057A0A007913

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Novo prémio para o cartaz do XXX FITEI


O cartaz do 30º FITEI, desenvolvido pelos designers Pedro Mesquita e Pedro Serrão, do atelier This is Pacifica, foi distinguido com o prémio (bronze) na categoria de Posters, em Design Gráfico, atribuído pelo Festival de Clube de Criativos. A lista de vencedores foi conhecida ontem , dia 7 de Maio, no Ateneu Comercial de Lisboa.

Para além do design da dupla de criativos, o cartaz integra uma ilustração de Júlio Vanzeler, um dos artistas mais promissores da nova vaga de criadores que se tem vindo a afirmar no panorama nacional da ilustração.

Esta é a segundo distinção ao cartaz do 30º FITEI, que já tinha sido distinguido com Prémio para melhor cartaz 2007, no âmbito da 10ª edição do Prémio Design Briefing, em Dezembro de 2007.

Estas distinções reforçam a aposta no Fitei na nova imagem gráfica do Festival.

A lista de vencedores está disponível em www.clubecriativos.com


quarta-feira, 7 de maio de 2008

Carlos Pimenta encena Ibsen


A DAMA DO MAR
DE HENRIK IBSEN
ENCENAÇÃO CARLOS PIMENTA
PRODUÇÃO ENSEMBLE –SOCIEDADE DE ACTORES
Teatro Carlos Alberto
9 – 25 Maio



"O apelo do mar", que consta das suas primeira sanotações, haveria de conduzir o dramaturgo norueguês, homem "terrível e lacónico", a escrever,em 1888, A Dama do Mar. Uma abstracção quase real com um final quase feliz que é, aliás, uma quase anomalia no contexto da sua obra: a primeira das suas peças em prosa onde a acção se situa maioritariamente num espaço exterior, a única onde assistimos à quase regeneração de um casamento. A atracção de Ellida pelo mar, pelo desconhecido, é simultaneamente símbolo de busca e de renúncia a uma crescente exigência de liberdade pessoal. Apesar do desenlace paradoxal (ou precisamente por causa dele), A Dama do Mar permanece como um dos testemunhos mais vibrantes de Henrik Ibsen sobre as contradições entre a vida e a moral.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Matarile em Madrid


De 7 de Maio de 2008 até 11 de Maio de 2008, a companhia galega Matarile Teatro - Teatro Galán, dirigida por Ana Vallés, apresenta no Teatro Fernán Gomez de Madrid, Animales artificiales, com interpretação de Helen Bertels, José Campanari e Mónica García.


Há gente que tem a capacidade de imaginar-se como outra pessoa e há gente que nãp a tem (quando essa carência é extrema, chamámos-lhes psicópatas). E há gente que tem essa capacidade mas decide não pô-la em prática.”
Elizabeth Costello

Animales artificiales é a última criação de Matarile Teatro e Ana Vallés, um grupo e uma criadora difíceis de classificar, mas que sempre nos deixam com a sensação de termos assistido a algo muito importante quando saímos de ver um das suas impactantes, originais e frescas montagens. Desta vez, Vallés recorreu aos seus próprios textos e também a outros de Mark L. Knapp, dos membros de Matarile Teatro e do jornalista Enric González.
Rosana Torres

Criação e direcção Ana Vallés
Intérpretes Helen Bertels, José Campanari, Mónica García, Mauricio González, Iván Marcos,Ricardo Santana, Ana Vallés
Tuba Hugo Portas
Voz Contratenor Ramón Vázquez
Espaço cénico, iluminação Baltasar Patiño
Assistente de encenação Nuria Sanz
Asistente de iluminação Miguel Muñoz
Arranjos André Cebrián
Produção musical Baltasar Patiño
Textos Ana Vallés
Outros textos Mark L. Knapp , Enric González, Helen Bertels, José Campanari, Mónica García, Mauricio González, Iván Marcos, Ricardo Santana
Espaço Manu Lago
Desenho na rede, desenho gráfico Jacobo Bugarín
Fotografía Jacobo Bugarín

Produção MATARILE TEATRO - Teatro Galán
Co-produção Festival Internacional de Teatro de Málaga. Teatro Fernán-Gómez. Centro de Arte. IGAEM (Instituto Galego das Artes Escénicas e Musicais)