domingo, 22 de junho de 2008

Nova produção de Dagoll Dagom


A nova produção de Dagoll Dagom, ALOMA de Mercè Rodoreda, estreia no dia 24 de Outubro no Teatre Nacional de Catalunha e estará em cena até 4 de Janeiro. A partir dessa data iniciará a digressão, que se prevê finalizar em meados de 2009.

ALOMA, baseada na novela de Mercè Rodoreda com poemas da autora, conta no elenco com:
Aloma: Julia Möller
Aloma madura: Carme Sansa
Robert: Carlos Gramaje
Joan: Josep Julien
Anna: Anabel Totusaus
Dani: Henry Lardner / Cesco Nel:lo / Pol Orrit
Maria: Anna Moliner
Joaquim / Daniel: Marc Pujol

Em 2008 decorre a celebração do Ano Rodoreda, em honra da novelista catalã contemporânea mais universal, Mercè Rodoreda, no centenário do seu nascimento, e a companhia Dagoll Dagom, na oportunidade, criou um musical baseado numa das obras mais destacadas da autora.

Trata-se de uma co-produção com o Teatro Nacional da Catalunha e é a adaptação da obra “Aloma” (escrita em 1938 e revista pela autora em 1969) com texto de Lluís Arcarazo, música de Alfonso Villalonga e encenação de Joan Lluís Bozzo.

sábado, 21 de junho de 2008

SAGA - ÓPERA EXTRAVAGANTE no MUSEU DE MARINHA


A SAGA é um estuário onde desaguam a poesia e a prosa de Sophia de Mello Breyner Andresen – onde flutuam os cânticos, emergem os gritos e viajam as palavras. Onde se contemplam as ondas recorrentes dos afectos e se escutam as histórias que invocam as aventuras passadas, cruzando os oceanos em que a memória navega e o tempo naufraga.

A SAGA é um mega-evento estival com encenação de João Brites, que terá lugar no Mosteiro dos Jerónimos (convidando também à redescoberta do amplo claustro interior do Museu da Marinha) entre 19 de Junho e 13 de Julho de 2008. Característica singular de outros espectáculos deste grupo, a SAGA apresenta uma viagem pelas linguagens artísticas do teatro e da música, da dança e da poesia (estando a legendagem integrada dinamicamente na construção cénica).

A SAGA é uma ópera inédita com composição musical de Jorge Salgueiro que envolve cerca de 70 músicos (sendo a grande maioria pertencente à Banda da Armada) e várias vozes muito distintas, cruzando cantores líricos (como Filipa Lopes, Inês Madeira e João Sebastião) com intérpretes ligados aos universos da música popular (como Francisco Fanhais) ou até mesmo do heavy metal (como Fernando Ribeiro ou Rui Sidónio).

A SAGA caminha “nos caminhos onde o tempo / como um monstro a si próprio se devora”, e ergue-se “da ordem e do silêncio do universo” para a “infinita liberdade”.

Texto SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
Dramaturgia e Encenação JOÃO BRITES
Composição Musical JORGE SALGUEIRO
Espaço Cénico JOÃO BRITES e RUI FRANCISCO
Oralidade TERESA LIMA
Corporalidade ALDARA BIZARRO
Figurinos VERA CASTRO
Adereços CLARA BENTO
Maestro CARLOS DA SILVA RIBEIRO
Orquestra BANDA DA ARMADA PORTUGUESA
Actores ANA BRANDÃO
Cantores FILIPA LOPES, INÊS MADEIRA, JOÃO SEBASTIÃO, ROSSANO GHIRA e SARA BELO (cantores líricos); FRANCISCO FANHAIS e CRISTINA RIBEIRO (cantores populares); FERNANDO RIBEIRO ou RUI SIDÓNIO (cantores Heavy Metal, Moonspell e Bizarra Locomotiva)
Bailarinos PEDRO RAMOS e SANDRA ROSADO
uma criação TEATRO O BANDO
em co-produção com a MARINHA

MUSEU DE MARINHA
Alas Poente e Norte do MOSTEIRO DOS JERÓNIMOS
19 de Junho a 13 de Julho
de Quinta a Domingo às 21h30

terça-feira, 17 de junho de 2008

Antônio Abujamra coordena programa de formação


Pela primeira vez, a Funarte oferece bolsas de estudo e a possibilidade de entrar em contacto com todas as etapas da montagem de uma peça. A série de oficinas de encenação, interpretação e cenografia e figurinos, entre outras, inclui palestras abertas ao público, leituras de textos teatrais (de Ibsen a Alcides Nogueira), exibição de DVDs e a montagem de um espectáculo em Julho. Trata-se do projecto Geografia da Palavra, ministrado no novo espaço da Funarte, o Centro de Aperfeiçoamento Teatral, em São Paulo.

5 artistas de todo o Brasil foram seleccionados (entre 1470) como bolsistas para o programa Geografia da Palavra, primeiro projecto do novo Centro de Aperfeiçoamento Teatral do Espaço Funarte São Paulo. Na selecção, foram oferecidas quinze vagas para interpretação, dez para encenação e cinco para cada uma das outras áreas – produção, iluminação, direcção musical, cenografia e figurinos. No final do processo, em Julho, será montada uma peça com temporada gratuita em São Paulo.

Desde o começo de Março os seleccionados já estão a participar numa imersão de cinco meses no processo de construção de um espectáculo teatral. São oficinas diárias, de Encenação e Interpretação (a cargo do próprio Abujamra, Miguel Hernandez e Ramiro Silveira), Cenografia e Figurinos (Cyro Del Nero), Banda Sonora (Marcelo Amalfi), Iluminação (Wagner Freire), Corpo (Mariana Muniz) e Produção (Beto Simões). Os encontros de formação acontecem nas salas do complexo da Funarte em São Paulo, inaugurado em Novembro de 2007.

Coordenado pelo actor e encenador Antonio Abujamra (consagrado por sua inventividade e espírito provocativo e um dos protagonistas da revolução que ocorreu na dramaturgia brasileira entre as décadas de 1960 e 1970), o projecto é fruto de parceira entre a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e a ONG Teatro Commune.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

LEÔNCIO E LENA de Georg Büchner


Georg Büchner (1813-1837), singular dramaturgo alemão, autor das peças “Woyzeck”, “A Morte de Danton” e “Leôncio e Lena” e da novela “Lenz”, morreu precocemente com 23 anos de idade, vítima de tifo. Foi um dos adolescentes geniais de vida curta, filho único da poesia, ao lado de Lautréamont e de Rimbaud. A obra de Büchner, tão preciosa quanto escassa, só foi reconhecida e dada a conhecer quase cem anos após a morte do autor. Hoje é considerado, dentro do teatro universal, um génio, um visionário, um percursor do teatro moderno e de várias tendências que se afirmaram no século XX: o Expressionismo, o Teatro Existêncialista, o Teatro do Absurdo, etc. É citado como referência estética tanto por Bertolt Brecht, como por Antonin Artaud (correntes opostas, porém unânimes em apontar a importância de Büchner).

Com uma escrita inovadora, altamente poética e politizada, Büchner utiliza em “Leôncio e Lena” a estética do Romantismo para, servindo-se dos seus recursos, a criticar. Utiliza um enredo romântico para fazer uma denúncia demolidora e satírica contra a falta de espírito público e a tirania absurda dos reis, dos governantes. Nesta obra-prima que é “Leôncio e Lena”, anterior a "Rei Ubu" de Alfred Jarry (tão moderna quanto sua sucessora), Büchner criou aquilo que cem anos após ter sido escrita, Artaud viria a chamar de “realidade poética”.

O príncipe Leôncio vive entediado no reino de Pupu. O rei Pedro, seu pai, decide que o seu herdeiro deve casar-se com a princesa Lena do reino de Pipi e marca o dia do casamento. Leôncio não concorda com a arbitrariedade desta decisão e, com o apoio do seu fiel amigo Valério – uma espécie de vagabundo filósofo – foge para Itália em busca do amor ideal.
No reino de Pipi, a princesa Lena, outro infeliz fantoche do Poder, decide também fugir, pois não admite casar-se com um desconhecido. Os dois príncipes encontram-se casualmente e, desconhecendo por completo as suas verdadeiras identidades, acabam por apaixonar-se.
Entretanto, no dia do casamento, instala-se um alvoroço no reino de Pupu com a descoberta da fuga do príncipe. Mas o criativo e delirante Valério tem uma ideia: cria uma encenação para o Rei, convencendo-o de que para fazer valer a palavra real não é preciso casar concretamente os dois príncipes, basta uma cerimónia simbólica onde os noivos sejam representados por dois ‘bonecos’, que efectivamente são os dois príncipes mascarados. A cerimónia é realizada e depois de oficializado o matrimónio os dois ‘fantoches’ tiram as máscaras e é-lhes revelada a sua identidade.

A contemporaneidade e a intemporalidade da peça afirmam-se, de modo delicado e ao mesmo tempo cirúrgico e contundente, na forma como nela são abordados os temas do amor, do tédio e do Poder. Com um forte cunho filosófico, esta obra (“comédia niilista”, segundo alguns teóricos), que afirma o grande fatalismo da condição humana, é uma comédia dialecticamente trágica: apesar de, tanto Leôncio como Lena, procurarem o caminho da redenção e da independência, quis o destino que eles se encontrassem por acaso e se apaixonassem, sem saberem quem são realmente.

Tradução Renato Correia
Encenação Ricardo Aibéo
Cenário Joana Villaverde
Desenho de Luz José Álvaro Correia
Interpretação David Almeida, David Pereira Bastos, Luis Miguel Cintra, Ricardo Aibéo, Sara Carinhas, Sofia Marques e Tiago Mateus

Produção Executiva Patrícia André
Assistência de Produção Heloisa Bonfanti
Produção Sul – Associação Cultural e Artística com a colaboração do Teatro da Cornucópia

Lisboa: Teatro do Bairro Alto
De 13/06 a 6/07/2008


domingo, 15 de junho de 2008

Novo festival - o FestiAndes


Rodolfo Molina, director do Centro Dramático “El Theatron", da Venezuela, acaba de anunciar o lançamento do Primer Festival Internacional de Teatro de los Andes (FestiAndes 2008). Rudolfo Molina e um conjunto de criadores teatrais propuseram-se criar um evento desta natureza e finalmente conseguiram os apoios públicos e privados para a sua realização.

Através deste festival procuram consolidar os laços com outros países, nomeadamente com Portugal.

A primeira edição será já este ano, entre 28 de Novembro e 7 de Dezembro. Nesta edição, uma vez que é a primeira, serão convidadas poucas companhias estrangeiras, mas para o próximo ano prevêem a participação de 20 companhias.

sábado, 14 de junho de 2008

Junior Sampaio encena na Seiva Trupe


A Seiva Trupe e o Entretanto Teatro apresentam no Teatro do Campo Alegre, no Porto, "PUNHAL NA CARNE", de JÚNIOR SAMPAIO, a partir de "Como um Punhal nas Carnes" de MAURÍCIO KARTUN.

Um texto, inédito em Portugal, que confronta a força e fraqueza da paixão arrebatadora.

Um casal: as suas paixões extraconjugais. Arrebatados, capturados por uma imagem, apenas uma imagem, uma simples imagem conseguia deixá-los indefesos… Os encontros, a exploração embriagada da perfeição do ser amado, a adequação inesperada do objecto de desejo: a doçura do começo, o tempo próprio do idílio. Um tempo feliz que desintegra a identidade do amante (aquele que ama). Delírios, desejos, esperanças, fantasias, sonhos, sofrimentos, feridas, angústias, desamparos, ressentimentos, desesperos, penúrias e enganos de que quem ama é vítima. A paisagem destruída de um casal depois da fúria devastadora da paixão (catástrofe natural que aflora a pele, inunda o corpo e reconstrói a alma).

Encenação de Júnior Sampaio
Interpretação de José Fragoso e Clara Nogueira

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Mensagem de Juan Mayorga ao FITEI 2008


Um pobre homem perseguido por mil polícias

Quase tudo o que sei de teatro, o essencial, aprendi-o em criança nas colónias escolares. As colónias eram centros de férias para nós, os meninos da cidade – os colonos – passarmos alguns dias do grande e quente Verão na praia ou no monte. Aos sábados à noite, celebrava-se nas colónias o chamado “fogo do acampamento”, apesar de não estarmos em nenhum acampamento nem tão pouco haver fogo. Consistia numa espécie de festival em que quem tinha alguma habilidade – cantar, contar anedotas, equilibrar uma bola com o nariz – exibia-a ante os demais, que aplaudíamos.

Foi ali, no fogo do acampamento, que conheci Charlot. Quer dizer, a uma criança que representava Charlot. Aquele rapaz imitava muito bem a sua pitoresca forma de andar, o seu modo de girar a bengala, a agitação do seu bigode. Mas o que nunca esquecerei é como aquele miúdo – ele sozinho! – dobrava uma esquina imaginária, dava de caras com 1000 polícias que o procuravam, corria perseguido por eles e, no último momento, conseguia esconder-se de modo a que o exército policial passasse ao lado sem o ver.

Eu não sabia então, mas agora sei que ali estava perante a visão dos dois pulmões do teatro: a crítica e a utopia.

O teatro é esse pequeno lugar em que uns seres humanos representam diante de outros, com a cumplicidade destes, ficções através das quais podemos examinar o nosso mundo e imaginar outros mundos; criticar esta vida e sonhar outras formas de viver. No teatro, qualquer um pode ser, durante um momento, um pobre homem perseguido por uma legião de polícias – como nesta nossa Europa, que acusa homens honrados de virem fugindo da miséria, enquanto permite que outros piores se passeiem tranquilos por salões e palácios – que acaba por conseguir enganar – porque o mundo deveria ser mais justo e mais belo.

O próprio teatro parece muitas vezes um pobre homem perseguido por mil, por um milhão de polícias. Mas uma e outra vez engana-os e continua o seu caminho. Parece pequeno, mas na realidade é, na sua humildade, muito poderoso. Parece antiquado, mas é a arte do futuro. A arte da crítica e da utopia.

Juan Mayorga



Un pobre hombre perseguido por mil policías

Casi todo lo que sé del teatro, lo esencial, lo aprendí de niño en las colonias escolares. Las colonias eran centros de vacaciones para que los niños de la ciudad –los colonos- pasásemos algunos días del largo y caluroso verano en la playa o en el monte. Los sábados por la noche, en las colonias se celebraba el llamado “fuego de campamento”, aunque no estábamos en ningún campamento ni tampoco había fuego. Consistía en una suerte de festival en que quien tenía alguna habilidad –cantar, contar chistes, sostener una pelota con la nariz- la exhibía ante los demás, que aplaudíamos.
Fue allí, en el fuego de campamento, donde conocí a Charlot. Es decir, a un niño que representaba a Charlot. Aquel chaval imitaba muy bien su pintoresca manera de andar, su modo de girar el bastón, la agitación de su bigote. Pero lo que nunca olvidaré es cómo aquel chico –¡él solo!- doblaba una esquina imaginaria, se daba de bruces con mil policías que estaban buscándolo, corría perseguido por ellos y, en el último momento, conseguía esconderse de modo que el ejército de polis pasase de largo sin verlo.
Yo no lo sabía entonces, pero ahora sé que allí se me estaba dando a ver los dos pulmones del teatro: la crítica y la utopía.
El teatro es ese pequeño lugar en que unos seres humanos representan ante otros, con la complicidad de éstos, ficciones a través de las cuales podemos examinar nuestro mundo e imaginar otros mundos; criticar esta vida y soñar otras formas de vivir. En el teatro, cualquiera puede ser, durante un rato, un pobre hombre al que persigue una legión de policías –como en esta Europa nuestra, que acosa a hombres honrados que vinieron huyendo de la miseria, mientras permite que otros peores se paseen tranquilos por salones y palacios- a los que finalmente burla –porque el mundo debería ser más justo y más bello-.
El teatro mismo parece a menudo un pobre hombre perseguido por mil, por un millón de policías. Pero una y otra vez los burla y continúa su camino. Parece pequeño, pero en realidad es, en su humildad, muy poderoso. Parece anticuado, pero es el arte del futuro. El arte de la crítica y de la utopía.

Juan Mayorga


quinta-feira, 12 de junho de 2008

Intervenção de Mário Moutinho na abertura do FITEI 2008


Após a leitura da Mensagem ao FITEI 2008 da autoria de Juan Mayorga, pelo actor Jorge Vasques (na imagem), o presidente e director artístico do FITEI fez a sua intervenção de abertura do festival:

"Estou aqui mais uma vez para uma saudação de boas-vindas na abertura deste 31º Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica.

Uma saudação aos actores, encenadores, autores e a todos os elementos das companhias que nos visitam este ano.

Uma saudação especial ao público do Porto, ao público que nos visita, ao público de sempre, ao público que acaba de chegar.

Uma saudação renovada aos parceiros que connosco trabalham durante o ano e que possibilitam a realização do festival na sua actual dimensão, os novos parceiros, os parceiros de sempre.

Aos mecenas, aos maiores, aos mais pequenos.

Às entidades oficiais, dizendo-lhes que aqui estamos de novo, cumprindo os objectivos que nos propusemos realizar e dizendo-lhes também que não deixaremos de publicamente apresentar as nossas razões e preocupações.

E por último, uma saudação muito especial a todos os profissionais das artes cénicas da região norte, e em particular da cidade do Porto, que, apesar de tudo, ainda conseguem fazer teatro.

Feitas estas saudações, passemos ao espectáculo. É a vossa vez de julgar as propostas que apresentamos. Espero a vossa participação activa nestes doze dias de festival.

Permitam-me, por último, dedicar este festival à memória do nosso saudoso e querido amigo José Cayolla.
"

Mário Moutinho

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Revista Galega de Teatro vai estar à venda no Porto





A Revista Galega de Teatro, cujo número 54 acaba de ser publicado, vai começar a ser vendida em diversas livrarias da cidade do Porto, na sequência de contactos estabelecidos pelos elementos da revista que estiveram a acompanhar a edição deste ano do FITEI.



Este número da Revista Galega de Teatro chega com os seguintes conteúdos:

TEMAS:
Mataró, uma expriência em artes cénicas a apartir da administração local/Tere Almar
A função social do teatro amador/ Pedro P. Riobó
Ter ou não ter convénio, essa é a questão/ Xavier Estévez

FESTIVAIS:
Festival de Outono de Madrid/ Luís Valsa
Quatro anos de acção/ Carlos Tejo
SPOT II. Espectáculo e diálogo entre culturas/ Camila Bauer Brönstrup

ENTREVISTAS:
Eduardo Pavlosky/ Vanesa Sotelo
Foto-entrevista: Doro Piñeiro/ Pedro P. Riobó

DANÇA:
Marcel Marceau, Mestre do silêncio/ Afonso Rivera

ESPAÇOS:
Um convite ao desconhecido/ Óscar Codesido

CRÍTICAS:
Negro uma paisagem pessoal/ Ana Senra Aguirre
Valdemuller: Entre os fios das filhas da lua/ Roberto Pascual
Ifixenia en Áulide/ Inma López Silva


Antecedentes de RGT

A Revista Galega de Teatro nasce como Boletim de Informação Teatral da Escola Dramática Galega cujo número 0 aparece em Vigo em 1983. Depois do desaparecimento da Escola Dramática Galega, o Boletim passará a denominar-se Boletín de Información Teatral para mudar pouco depois em Información Teatral, mais tarde Información Teatral-Revista Galega de Teatro e definitivamente, desde o número 11, em Revista Galega de Teatro.

Na actualidade a RGT é editada por uma associação cultural sem fins lucrativos denominada “Entre Bambalinas” e conta com uma equipa de redacção de pessoas relacionadas com diferentes aspectos do mundo do teatro, desde a investigação à pedagogia, à escrita, à gestão ou à práctica da representação.

A linha da revista sempre foi presidida pela independência de qualquer opção partidária ou coorporativa, a procura do rigor e a honestidade informativa, a atenção preferencial ao teatro galego mas com curiosidade por qualquer aspecto de interese do teatro em geral, nomeadamente do que se faz na Espanha, Portugal e Iberoamérica. E a partir destes princípios básicos estrutura os diferentes temas, conjugando a informação com a criação, a divulgação e o ensaio.

Depois de assinar em 1995 o 1º Convenio de Cooperación Cultural com o Instituto Galego das Artes Escénicas e Musicais de Galicia ( IGAEM), a sua publicação passa a ser regular, sendo, a partir de 2000, trimestral.

Coincidindo com nº 8, começaram a editar-se na mesma publicação textos dramáticos. Inaugurou a colecção 2132 um texto oferecido por Roberto Vidal Bolaño quando lhe foi apresentado o projecto. Juntaram-se a ele textos, entre outros, de Euloxio R. Ruibal, Jenaro Marinhas del Valle, Manuel Lourenzo, Juan Mayorga, Iztiar Pascual, Ernesto Caballero, Jerónimo López Mozo, Pomba Pedrero, José Ramón Fernández, Elena Cánovas, Yolanda Pallín ou do mexicano Jaime Chabaud e de Michel Azama ou do croata Asja Srnec. A RGT estabeleceu um acordo com o Cercle Artistic de Ciutadella de Menorca, entidade que organiza anualmente o Prémio Born de Teatre. Por via deste acordo o Prémio Born foi traduzido pela primeira vez em galego na XXXI edição de 2006 ganha por Carlos Be com Origami. São mais de quarenta os textos publicados.

A Asociación Cultural Entre Bambalinas, para além da edicão da revista, colabora com diferentes iniciativas tendo como objectivo a divulgacão do teatro. A RGT é uma das revistas fundadoras da Rede de Publicações do Instituto Internacional do Teatro Mediterrânico e faz parte também da Comisión Organizadora da Mostra de Cangas.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Después de mí, el diluvio





Lluïsa Cunillé volta ao Teatro Valle-Inclán com "Después de mí, el diluvio" (Après moi le déluge), uma co-produção do Centro Dramático Nacional e do Teatre Lliure, con Jordi Dauder e Vicky Peña, dirigida por Carlota Subirós.

Um homem e uma mulher encontram-se num quarto de hotel de Kinshasa, a capital do Congo. Ele trabalha para uma companhia sul-africana que se dedica à extracção e comercialização de um mineral descoberto nos últimos anos e que é essencial para o desenvolvimento das novas tecnologias. Ela há muitos anos que está instalada no hotel com as funções de intérprete para os homens de negócios que ali se instalam. O resto do tempo ocupa-o a tomar banhos de sol junto da piscina e nem sequer se recorda da última vez que saíu do hotel. São dois europeus que num dado momento descobriram o fascínio por África e converteram-na no seu refúgio. No decorrer da conversa, a dura realidade do mundo que os rodeia, marcada pelo saque e pela injustiça, irá aparecendo no aparente isolamento daquele quarto de hotel, apesar de todos os esforços para fechar os olhos e a alma.

Lluïsa Cunillé, uma das autoras mais singulares da nova dramaturgia catalã, oferece-nos uma visão insólita e pessoal da complexa relação entre o chamado primeiro e terceiro mundo.

Centro Dramático Nacional - Teatro Valle-Inclán - Sala Francisco Nieva - Plaza de Lavapiés, s/n
Madrid

sábado, 31 de maio de 2008

JOSÉ CAYOLLA Um Aristocrata do Teatro


A homenagem do XXXI FITEI a José Cayolla, falecido há 10 anos, integra a edição do livro sobre a vida e a obra deste encenador que foi director executivo do FITEI.


JOSÉ CAYOLLA Um Aristocrata do Teatro da autoria de Jorge Ribeiro é editado pela Campo das Letras na sua colecção Campo do Teatro.


"Uma contribuição justa para o entendimento de uma figura importante do nosso Teatro. No seu tempo, ontem, e no nosso, hoje."


"QUEM FOI JOSÉ CAYOLLA?Que lhe ficamos a dever?, nós, esta Sociedade de novo afunilada na Cultura e nessa coisa assustadora que é o teatro independente e interventor?A dimensão de José Cayolla tem-se relevado com o passar do tempo depois da sua morte, valoriza-se sempre que reflectimos sobre a sua acção, a sua personalidade, o que fez e – forçosamente – o que o impediram de fazer.José Cayolla não foi o único na luta por uma visão outra das coisas, combatendo o sistema da mediocridade e os seus arautos. Mas a missão que ele escolheu torna irrecusável o exemplo de um percurso, de uma vida dedicada ao Teatro.Nesse sentido, aqueles com quem trabalhou, com quem privou e discutiu a Arte Cénica dentro desse oásis para onde ele mais transportou o seu saber que é o Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, entenderam necessária uma homenagem dez anos após a sua saída de Cena.Este livro é uma contribuição justa para o entendimento de uma figura importante do nosso Teatro. No seu tempo, ontem, e no nosso, hoje."

JORGE RIBEIRO


sábado, 24 de maio de 2008

Expo Zaragoza 2008





A Expo Zaragoza 2008 Exposição Internacional "Agua e Desenvolvimento Sustentado" produz três grandes espectáculos fundamentados nos princípios básicos da Mostra : “Agua e Desenvolvimento Sustentado”: Iceberg. Sinfonía Poético Visual Hombre Vertiente e El despertar de la serpiente. A estes três espectáculos de representação diária juntam-se as cerimonias de inauguração e encerramento da Expo Zaragoza 2008.

Entre 14 de Junho e 14 de Setembro apresentam-se também espectáculos diários no Anfiteatro 43.

Integrada na oferta cultural da Exposição Internacional de Zaragoza está incluido um pacote de espectáculos que representam o melhor e mais moderno do panorama nacional e internacional das artes cénicas em Espanha. Esta programação terá lugar no Palácio de Congressos ao longo de cinco semanas, desde de 28 de Julho até 31 de Agosto, incluindo oito propostas que serão representadas três vezes cada uma.

A Expo Zaragoza 2008 e o Auditório de Zaragoza programaram um ciclo de grandes concertos de música clássica, tendo como motivo a celebração da mostra internacional. A programação do ciclo de grandes concertos de música clássica Expo 2008 constará de una série de doze concertos de música sinfónica e grandes recitais, assim como um programa de música antiga e de câmara que completará a oferta cultural do recinto da Expo no resto da cidade.

A Free Art apresenta na Expo Zaragoza 2008, dez propostas , com destaque para a estreia do novo espectáculo Les Commandos Percu: “Trés Méchant(s)”, a estreia em Espanha do espectáculo “Waterwall” da companhia italiana Materiali Resistenti, a estreia em Espanha do espectáculo “Orbite” da companhia suíça Öff Öff e a estreia em Espanha do espectáculo “Suma” da companhia suíça Exos:
Exos – de 28 a 29 de Junho
Öff Öff – de 10 a 13 de Julho
Les Commandos Percu – de 31 de Julho a 3 de Agosto
Materiali Resistenti - de 11 a 14 de Setembro
Duo Spiral (Inauguración cabaret) - de 14 a 18 Junho
D'Irque & Fien - de 14 a19 de Junho
Jashgawronsky Brothers - de 2 a 4 de Junho
Los 2 play - de 29 a 30 de Junho
Angika - de 14 a 17 de Agosto
Niño Costrini - de 25 a 29 de Agosto
Microband - de 6 a11 de Setembro

Para além dos grandes eventos, a programação cultural divide-se por diversos espaços: Anfiteatro 43, Feria de Zaragoza, Festas especiais, Programação infantil, Palácio dos Congressos, Auditório de Zaragoza, Balcón de las Artes Escénicas, Avenida 208, Balcón de los Niños e La Plaza Distrito 50.

Todas as informações sobre a feira em
http://www.expozaragoza2008.es/Inicio/seccion=3&idioma=es_ES.do


sexta-feira, 23 de maio de 2008

Spots FITEI 2008

Spot FITEI 2008
30" amarelo/vermelho



15" azul/verde



15" roxo/magenta

Festivais Gil Vicente em Guimarães


Decorrem de 2 a 14 de Junho no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, os Festivais Gil Vicente, com uma programação pensada para ir ao encontro das pessoas da cidade e de fora da cidade, pessoas que assumem o teatro como paixão e pessoas que nunca tomaram contacto com este género performativo, maiores e menores de idade.

A programação privilegia a produção realizada em território nacional ainda que, ao olharmos para os elencos, colaboradores e dramaturgos, descobrimos outras nacionalidades, outras referências e outras culturas que não representam mais do que processos enriquecedores, para quem cria e quem recebe a criação.

Consulte a programação em www.aoficina.pt

Voluntários para performance - Serralves em Festa 2008


A Fundação de Serralves com a colaboração do NEC - Núcleo de Experimentação Coreográfica procura voluntários para participar na performance “Paris, 22 de Outubro 1797 - Parque Monceau / Porto, 7 de Junho 2008 - Parque Serralves”, de Lúcia Prancha e Renata Catambas.


Este projecto integra o programa de actividades do Serralves em Festa (7 e 8 de Junho de 2008) e foi seleccionado no âmbito do concurso de Projectos Artísticos do Serralves em Festa.


“Paris, 22 de Outubro 1797 - Parque Monceau / Porto, 7 de Junho 2008 - Parque Serralves” é um projecto desenhado especificamente para acontecer no contexto de Serralves em Festa. Irá basear-se num convite ao público da Festa a testemunhar uma reencenação de um acontecimento histórico sucedido em 1797, no Parque Monceau, em Paris.


A realização desta performance implica integrar um grupo de 30 pessoas que irão durante 2h passear pelo Parque de Serralves e olhar regularmente para o céu. A performance terá lugar no Parque de Serralves, no dia 7 de Junho de 2008, às 16h.


Não é necessária qualquer formação em artes de palco. A participação implica disponibilidade para os ensaios com as artistas apenas no dia anterior (6 Junho - período da tarde) e no próprio dia da performance (7 Junho - período da manhã e tarde).

DADOS A ENVIAR:
Nome, Data de Nascimento, Morada, Código Postal, Localidade, Telefone/Telemóvel,
E-mail e Área de Formação

NOTA:
Estes dados deverão ser enviados por e-mail ou fax até ao dia 31 de Maio de 2008 (Sábado).

CONTACTOS:
e-mail: nec@nec.co.pt / fax : 22 510 85 31
Para mais informações: 22 518 85 22 / 96 142 46 68

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Prémio de Projectos de Artes Cénicas.


O Instituto de Acção Cultural de Leida, anuncia as candidaturas ao 9º Prémio de Projectos de Artes Cénicas.

O prémio tem o valor de 12.000 € e pretende contemplar uma proposta contemporânea tanto de dramaturgia como de encenação.

Esta candidatura é reservada às companhias de teatro, dança e circo da Catalunha e do Estado Espanhol.

Mais informações podem ser prestadas no Teatro Municipal de l´Escorxador
Tlf: 973279356
http://imac.paeria.cat/.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Diversidade cultural na era da globalização


Vai realizar-se em Lisboa, na Fábrica Braço de Prata, Sala Prado Coelho, no próximo dia 21 de Maio, às 21h30, o colóquio Diversidade cultural na era da globalização, a propósito do dia mundial da diversidade cultural.

A organização é da Plataforma Portuguesa para a Diversidade Cultural e o painel de intervenções está a cargo de Manuel Frias Martins, da Associação Portuguesa de Críticos Literários, de Carmen Santos, do Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos e de Luis Sampaio da GDA Direitos dos Artistas.

domingo, 18 de maio de 2008

Femme Fatale nas ruas de Lugo




Imagens do espectáculo Cabarédeambulante realizado em Lugo pela companhia da Corunha Compañía Femme Fatale, dirigida por Nelson Quinteiro Roa.

Cabarédeambulante realizou-se a propósito da festa da cultura MESA pola Normalización Lingüística e, segundo o seu director, “achegamos as instantáneas, múltiples e variadas (desta vai cargada) que esta xornada nos deixou, cun bo sabor nos beizos, a língua tinguida de azul, os pés destrozados de tanto danzar e a xente de Lugo encantada, as murallas case derrumbadas ante os encantos do noso cabaré e uns músicos, a "St James Street Band" que deixaron o pabellón moi pero que moi alto”.

Entretanto, a companhia anuncia para 30 e 31 de Maio e 1 de Junho “Obradoiro de Cabaret” uma formação só para adultos.

sábado, 17 de maio de 2008

Mupis 2008




© André Tentugal




Já começaram a ser colocados os mupis do FITEI 2008 nas ruas do Grande Porto. A imagem volta a ser desenvovlida pelo atelier This is Pacifica, que obteve dois prémios com o cartaz da edição de 2007 do festival.

As fotos são de André Tentúgal.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Teatro Delusio


Não é o Teatro Delusio a interpretar a Familia Flöz, mas a Familia Flöz a representar Teatro Delusio.


TEATRO DELUSIO joga com as inúmeras facetas do mundo do teatro, entre o palco e os bastidores, entre a ilusão e a desilusão, gerando um espaço mágico cheio de humanidade.

A Familia Flöz nasceu em 1994 em Essen (Alemanha), onde os seus componentes, que incluem actores galegos, começaram a trabalhar com máscaras.

Chegam agora a Madrid, onde estão na sala do Abadia, até 18 de Maio.