sábado, 30 de agosto de 2008

Feira de Castilla y León


Está a decorrer em Ciudad Rodrigo a XI Feira de Teatro de Castilla y León. A feira inclui companhias de Espanha, Portugal e Brasil e termina hoje, dia 30.

Esta décima primeira edição da feira, que conta com a presença de inúmeros programadores, consolida o projecto inicial: ser um verdadeiro “mercado” e ponto de encontro entre a produção e a contratação, irradiando cultura, turismo e economia a toda a sua volta.

A edição deste ano deu particular importância aos espectáculos de teatro de rua.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Começar a Acabar no Acto Seguinte


Integrado no ACTO SEGUINTE – FESTIVAL DE TEATRO DA GUARDA, o actor João Lagarto apresenta Começar a Acabar, de Samuel Beckett, premiado trabalho produzido por ACE / Teatro do Bolhão.

Começar a Acabar” é um monólogo em que um homem se dirige directamente ao público para contar a sua história. A primeira frase que profere dá-nos, desde logo, o tom do discurso: “Em breve estarei morto finalmente apesar de tudo”. Enquanto espera que chegue a sua última hora, este homem recorda momentos significativos do seu passado: as relações tensas com o pai, que morreu cedo; a ligação terna à mãe, com quem nunca se conseguiu entender; uma infância passada com grande agitação interior; a maturidade decorrida sem amor (“Nunca amei ninguém acho eu, senão lembrava-me”); uma velhice vivida em solidão, sem mulher, filhos ou netos que o entretenham. Mas à medida que as memórias mais insignificantes lhe acorrem ao espírito, o homem evoca também assuntos comezinhos, de forma aparentemente aleatória…

Começar a acabar” valeu a João Lagarto o Prémio da Crítica para Melhor Actor de 2006, atribuído pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro e o Globo de Ouro na mesma categoria.

Samuel Becket nasceu perto da cidade de Dublin, numa Sexta-feira 13, em Abril de 1907; talvez por isso se considerasse “pouco dotado para a felicidade”. Entrou cedo no mundo das artes, mas foi com “À Espera de Godot”, “Endgame” ou “Os Dias Felizes”, obras de transformaram o teatro ocidental, que conseguiu o reconhecimento pelo seu trabalho de dramaturgo. Ganhou o Nobel da Literatura em 1969.

Texto Samuel Beckett
Direcção, tradução, interpretação João Lagarto
Desenho de luz José Carlos Gomes
Figurino Ana Teresa Castelo
Música Jorge Palma

Co-produção Teatro Nacional D. Maria II / ACE - Teatro do Bolhão


TEATRO MUNICIPAL DA GUARDA

Sábado, 6 de Setembro - 21h30.

domingo, 24 de agosto de 2008

OTRAS MUJERES está novamente em cena em Madrid


Antonia San Juan repete a experiência com uma montagem renovada do seu primeiro grande êxito no teatro.

A actriz, encenadora, empresária e agora também realizadora de cinema, que esteve na última edição do FITEI com grande êxito apresentando o seu segundo espectáculo Las que Faltaban, regressa ao cartaz com o espectáculo que lhe deu la fama (antes mesmo da sua participação na película de Almodóvar Todo sobre mi madre). Otras mujeres é uma proposta que, desde o início até hoje, teve várias revisões por parte da actriz, com o objectivo de ir melhorando o espectáculo e também ligá-lo à actualidade mais imediata. A obra consta de dez monólogos, tantos quantos personagens femininos tem, e foi escrita a oito mãos: a própria actriz, Félix Sabroso, Enrique Gallego e Rafael Mendizábal.

Otras Mujeres

Até 31 de Agosto, no Teatro Arlequin, Madrid

sábado, 23 de agosto de 2008

Formação de espectadores em São Paulo


Durante todo o mês de Agosto, a Companhia Teatro Balagan, de São Paulo, realiza na sua sede encontros com artistas e convidados sobre as relações entre a apreciação e a prática teatral.
Essa programação faz parte do projecto Formação do Olhar para o Teatro, voltado para a formação de espectadores, que desde Fevereiro se desenvolve na Casa Balagan, com uma programação que envolve apreciações de espectáculos, exposições, concertos, entre outros.

23 de Agosto
Leitura do texto 'Os Gigantes da Montanha' de Luigi Pirandello com atores convidados (Antonio Januzelli (Janô), Bete Dorgam, Daniel Maia, Eliana Bolanho, Fernando Neves, Francisco Wagner, Gabriela Flores, Isabel Teixeira, Joana Albuquerque, Leonardo Ventura, Maurício Marques, Plínio Soares, Roberto Alencar e Walter Breda)

30 de Agosto
Encontro com o dramaturgo Luís Alberto de Abreu

Telefone: 36674596 (das 14 hs às 20 hs) E-mail: ciateatrobalagan@hotmail.com

Cia. Teatro Balagan Alameda Olga 444, Barra Funda, São Paulo

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Mona Lisa Show - Ensaio Aberto



Mona Lisa Show, Pedro Gil, Portugal, 30 de Agosto 2008, Ensaio Aberto - Blackbox - 21h30.

Bem vindos ao Mona Lisa Show! O que é que está aqui a fazer?ILUSÃO! DRAMA! EROTISMO! VIOLÊNCIA! RISO! VIRTUOSISMO!...e muito MEDO! Do que é que estava à espera?...ainda vai a tempo de sair!Mona Lisa Show é um acontecimento onde os seus mais íntimos pensamentos ganham voz e os seus mais secretos desejos se tornam realidade! Uma viagem pelos temas mais emblemáticos da nossa civilização e pelas mais diversas cores da paleta do comportamento humano! Um ritual anestesiante e provocador onde a mentira pode estar em qualquer lugar e o mais pequeno erro pode ser fatal!Vai lamentar que tenha chegado ao fim! No Mona Lisa Show há pessoas que despem a roupa, há pessoas que tropeçam e dão vontade de rir, outras mascaram-se de mulher, outras há que nos deixam de boca aberta e outras que nasceram com um dom sobrenatural. Há ainda seres perigosos e assustadores que metem pena, e por fim, as que exorcizam no seu corpo o sofrimento do mundo. Quem são? O que têm para lhe dizer?Se está à procura de respostas e ávido de perguntas, não se vá embora! Esta é a experiência que poderá mudar a sua vida!Em que é que está a pensar? Do que é que se lembra? O que está a sentir?Encontre-se! Esqueça quem é ou o dia que teve! Questione-se, conheça o grande amor, descubra o sentido da vida, ou ainda, o caminho para a felicidade! Emocione-se, exorcize-se! Venha libertar-se, encontrar a redenção, ou simplesmente, entregar-se ao prazer! Não se deixe dormir…esteja muito disponível!E tudo isto para quê afinal?...de que é que se vai lembrar amanhã?

Criação e Direcção Artística - Pedro Gil
Direcção de Produção - Ana Pereira
Criativo - Diogo Mesquita
Interpretação - Ainhoa Vidal, António Fonseca, David Almeida, Mónica Garnel, Raquel Castro, Ricardo Gageiro e Romeu Costa
Espaço Cénico - Pedro SilvaMúsica Original - Sérgio DelgadoAssistência de Direcção - Manuel HenriquesFotografia de Ensaios - José Francisco Azevedo
Co-Produção - CCB, O Espaço do Tempo e CAPA
Apoio - Apoio a Novos Encenadores da Fundação Calouste Gulbenkian, Allianz Falcão Marques e Sonae Sierra
Projecto Financiado pela DGArtes (Direcção-Geral das Artes) / MC (Ministério da Cultura)

Apresentações - 09 a 12 de Outubro no Pequeno Auditório do CCB

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Rebeldías Posibles - última temporada antes da digressão


Depois de duas temporadas na sua sala em Madrid, Rebeldías Posibles, da Companhia Cuarta Pared despede-se definitivamente de Madrid, para iniciar uma digressão por toda a Espanha.

Rebeldías Posibles, de Luis García-Araus e Javier G. Yagüe, recebeu o PRÉMIO A LA MEJOR PROPUESTA DE TEATRO 21ª FERIA INTERNACIONAL DE TEATRO Y DANZA e PREMIO DEL JURADO AL MEJOR MONTAJE TEATRAL PREMIOS "NOTODO 08. Pode ainda ser visto na capital espanhola entre os dias 4 e 28 de Setembro.


Em Rebeldías Posibles um homem decide reclamar a uma operadora de telemóveis a devolução de uns cêntimos por estar em desacordo com o critério aplicado nas tarifas. Perante o desinteresse da empresa em responder à sua reclamação, decide ir até ao fim. As queixas, denúncias, reclamações, recursos e apelações levam-lhe tempo e dinheiro. Sua mulher entende a atitude, mas não por uma causa tão insignificante. Na realidade, todo a gente aplaude o gesto, mas riem-se do motivo. As artimanhas da operadora exigem cada vez mais tempo e dinheiro, o que ameaça arruinar a sua vida familiar e profissional. Apenas encontra compreenção numa colega de trabalho que vê nele um quixote contemporâneo, paciente e determinado. Ela apresenta-o a várias pessoas como un exemplo a seguir e sem querer, vê-se obrigado a assumir a responsabilidade de liderar as acções reivindicativas deste grupo formado espontâneamente. A partir daí, a sua vida desliza para um final imprevisível, pois a actividade do grupo depara com situações que entram em absoluta contradição com as ideias que impulsionaram a sua discreta acção inicial.


Autores: Luis García-Araus, Javier G. Yagüe
Intérpretes: María Antón, Frantxa Arraiza, José Melchor, Javier Pérez-Acebrón, Asu Rivero, José Sánchez

Espacço cénico e guarda-roupa: María Luisa de Laiglesia

Encenação: Javier G. Yagüe

domingo, 17 de agosto de 2008

Uma comédia sobre a vida do filósofo Diderot


Diderot, que vive com seu amigo Holbach, é contratado para redigir, o mais rapidamente possível, um artigo sobre o conceito "moral" para completar a Enciclopédia. Um trabalho difícil para um "libertino" como Diderot, que terá que considerar diferentes situações algo comprometidas. Antes de entregar o seu trabalho para impressão sentir-se-á rodeado, enfrentado e seduzido por quatro mulheres. Uma delas, a enigmática pintora Madame Therbouche, tentará conseguir, por todos os meios e literalmente, a nudez do filósofo.


EL LLIBERTÍ

Teatro Auditori de Granollers, Granollers, Barcelona

28 de Agosto de 2008 a 29 de Agosto de 2008

Autor: Eric Emmanuel Schmitt
Encenador: Joan Lluís Bozzo

Intérpretes: Ramon Madaula, Laura Conejero, Gisela, Jofre Borràs, Marta Millà, Paula Vives e Nausicaa Bonnín



sábado, 16 de agosto de 2008

Encenação de Mario Gas em Madrid

© Erik Sevilla


Estreou no dia 14 de Agosto e estará em cena até 28 de Setembro, LAS TROYANAS, de Eurípides, na versão de Ramón Irigoyen e encenação de Mario Gas, no matadero - las naves del español, em Madrid.

Las Troyanas, uma das mais emocionantes tragédias clássicas, abriu a programação da 54ª edição do Festival de Mérida.

Os séculos passam, - explica Mario Gas- os conflitos permanecem. O tempo nunca cessa, mas a condição humana parece não mudar, parece não aprender, não amadurece; frequentemente continua emboscada perseguindo sonhos de poder, violência e dominação; frequentemente engana para conseguir os seus propósitos; frequentemente.
Dir-se-ía que nem as regras não escritas de qualquer guerra, em qualquer rincão do mundo, em qualquer momento ao longo da história mudaram substancialmente: o vencedor não sentirá piedade perante o vencido; os filhos dos que sobrevirem serão humilhados e exterminados; não haverá respeito pelos deuses dos derrotados; não haverá compaixão para as mulheres do lado perdedor; a vitória será na realidade mais amarga que doce, porque as guerras não terminam de todo. Os vencedores deixam-se levar por uma sede insaciável de vingança e crueldade. E talvez o preço por ter ganho seja o princípio da derrota. Por outro lado, como diria Brecht, o povo simples do vencedor também ganha a guerra?
Definitivamente, falamos da humanidade, das elites, dos que sofrem a guerra, e fazemo-lo através das cicatrizes, melhor das feridas abertas que a guerra deixa atrás de si. E falamos pela boca de Eurípides e Las troyanas; um texto duro, amargo, beligerante, piedoso e profundo, surgido da experiencia do autor na guerra do Peloponeso que, lamentavelmente não perdeu actualidade apesar dos séculos passados. Um texto de raivosa contemporaneidade, tanto pela sua estrutura dramática como pela sua contundência temática.
O dia depois da guerra, o dia em que as mulheres, eternas perdedoras em cada batalha, deixam de ser livres para ser escravas nas mãos do vencedor. Perderam seus maridos e seus filhos no combate e agora são a pilhagem da guerra de um invasor dizimado por dez anos de cerco. Um invasor que iniciou uma guerra talvez por outros motivos diferentes dos abertamente confessados e que venceram graças a um ignóbil estratagema.


Matadero - Las naves del Español
Paseo de la Chopera, 14
Madrid

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Festival Altitudes na Serra de Montemuro



O Festival Altitudes volta a animar a pequena aldeia serrana de Campo Benfeito, no concelho de Castro Daire, até 17 de Agosto.

É a 11.ª edição do festival, que acontece numa aldeia com pouco mais de 60 habitantes, no coração da Serra do Montemuro.

"Procuramos que cada dia tenha um projecto de qualidade diferente, diversidade artística, diversidade de linguagens, mas todos executados com rigor, por estruturas reconhecidas", afirmou Paula Teixeira, directora de produção do certame, citada pela agência Lusa.

O festival tem a participação internacional da companhia catalã Cascai Teatre, com o espectáculo de humor "Living Costa Brava", que encerrará o Altitudes no dia 17. O concerto de Sérgio Godinho, no dia 14, é outro dos momentos muito aguardados.

Durante os nove dias do Festival Altitudes, além de vários espectáculos de teatro e de música, haverá ateliês para os mais pequenos, de pintura e de construção de instrumentos musicais.

Como outros eventos do género em Portugal, o Festival Altitudes debate-se com problemas financeiros e teme-se pela sua continuidade.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Tempestade em marionetas de vidro



O Theatre of Glass e o Festival Internacional do Vidro anunciam a estreia da nova produção teatral – Tempestade – com teatro de sombras a uma escala cinematográfica, marionetas de vidro e instrumentos musicais de vidro construídos especificamente para o efeito.

Os espectáculos serão apresentados às 19h00, nos dias 22, 23 e 24 de Agosto, no Richardson Hall em Stourbridge - Inglaterra.

O Theatre of Glass nasceu da colaboração entre a companhia de teatro de marionetas PuppetLink (West Midlands - Inglaterra) e a S.A.Marionetas (Alcobaça - Portugal). Ao longo de vários meses, para tornar possível a estreia de Tempestade, as companhias trabalharam nos dois países desenvolvendo novas técnicas de teatro de sombras a uma escala cinematográfica, usando marionetas de vidro, areia e água, projectando as sombras pela movimentação de pontos de luz num ecrã de 7m x 5m. Em simultâneo, em Portugal, designers e mestres vidreiros da mundialmente conhecida Atlantis Crystal (Cós) e do Crisform (Centro de Formação Profissional para o Sector da Cristalaria – Marinha Grande) criaram as marionetas para Tempestade.

Uma ecléctica instrumentação é utilizada pelos músicos-compositores ingleses e portugueses, para criar a música que guia o espectáculo e que inclui taças de cristal com e sem água, carrilhão e vibrafone de vidro, guitarras eléctricas e acústicas, sons manipulados por um “granulador” (programa informático) e saltério – uma espécie de harpa medieval. A maior parte destes instrumentos - em vidro, madeira/cordas e Perspex – foram concebidos de forma a criarem impacto tanto quando projectados bem como quando tocados.

Tempestade é fiel às temáticas abordadas na peça The Tempest de Shakespeare mas é no essencial um espectáculo não verbal. Apesar de apresentar fragmentos de linguagem poética, a história é contada com imagens e sons. Com a mistura de Shakespeare, teatro visual original, teatro de marionetas e de sombras, manipulação de objectos, música tradicional e contemporânea, Tempestade destina-se a um público adulto e jovem (maiores de 9 anos).

A ideia para o Theatre of Glass surgiu em 2007 pela S.A.Marionetas de Portugal e a PuppetLink do Reino Unido, cujos directores artísticos – José Gil e Clive Chandler – foram inspirados pela possibilidade de criar teatro de sombras pela da projecção de luz através de vidro. Com colaboração dos artistas do Crisform a da Atlantis Crystal em Portugal, esta ideia concretizou-se na produção de Tempestade.

Tempestade conta a história de Próspero e da sua filha que foram deixados à deriva num barco. Próspero era o Duque de Milão, mas o seu irmão conspirou com o Rei de Nápoles e usurparam o seu ducado. Próspero e a sua filha de 3 anos, Miranda, sobreviveram à terrível provação chegando a uma Ilha onde habitam desde então. Miranda é agora uma jovem enquanto Próspero envelheceu. A Ilha é um local misterioso cheio de estranhos sons e paisagens. Exceptuando um espírito chamado Ariel, e um ser chamado Caliban, é um local deserto. Caliban é o filho de Sycorax uma bruxa banida para a ilha há muitos anos atrás, que morreu antes ainda da chegada de Próspero e Miranda. No início Ariel era seu servo, e antes da morte de Sycorax, esta aprisionou-o numa árvore onde ficou em agonia durante 12 anos até à chegada de Próspero. Grato pela libertação, Ariel serve agora Próspero mas sonha com a sua liberdade absoluta. Caliban está também sujeito ao poder de Próspero, estando severamente restringido por causa do perigo que representa para Miranda.Graças à Providência, os perpetradores do golpe palaciano contra Próspero navegam ao largo da Ilha. Próspero é um homem de grandes conhecimentos e utiliza os seus misteriosos poderes para criar uma tempestade que encalha e destrói o navio. Aparentemente todos se afogaram. Na verdade, Próspero e Ariel colocaram o grupo a salvo em diferentes locais na Ilha. O Rei, Alonso, está convencido de que o seu filho Ferdinand se afogou, e este, por sua vez, está convencido que perdeu o pai. Próspero e Ariel trabalham em conjunto de forma a levar o grupo de conspiradores à beira da loucura. Por outro lado, juntam Ferdinand e Miranda, que inevitavelmente se apaixonam. Por fim, os culposos arrependem-se dos seus pecados passados e Próspero perdoa-lhes. O Navio é restituído, Ariel é libertado e todos abandonam a Ilha regressando a Milão onde Próspero recuperará o Ducado. Caliban é deixado na Ilha, que desde o início tinha reclamado como sua por legítimo direito.

Teatro de Vidro
Director Artístico: Clive Chandler
Direcção de Manipulação: José Gil
Produtores: Sally Rew e Sofia Vinagre
Músico-compositor: Edward Briggs
Músico: Hugo Trindade
Actores-Manipuladores: Marcus Fernando, José Gil, Tina Hofman, Natacha Costa Pereira, Sofia Vinagre
Design de Ariel: Hugo Amado - Atlantis Crystal
Artistas vidreiros: Nelson Dinis, Rita Barata, Joana Silva - Crisform
Criação de Marionetas: José Gil
Técnico de Iluminação: Jim Duncombe
Técnico: Chris CuthbertVitrais: Rachel Elliott
Ilustrador: John Crane
Saltério: Paul Baker
Vibrafone de vidro: Jim Doble - Elemental Design
Estudantes de música : Michael Hukins, Sarah PriceFotografia: Marcus Fernando
Co-Produção : S.A.Marionetas e PuppetLink

Tempestade tem o apoio de Arts Council England Lottery - Calouste Gulbenkian Foundation - PRS Foundation - Instituto Camões - Câmara Municipal de Alcobaça - Câmara Municipal da Marinha Grande - Museu do Vidro da Marinha Grande - Crisform – Altantis Crystal – TFT . Teleinformática – Ad-Lib Aluguer Som e Luz - William A Cadbury Charitable Trust - The Sir Barry Jackson Trust

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Até 31 de Agosto de 2008, no Ágora Teatro, de São Paulo


O encontro de figuras fascinantes, embora de mundos completamente diferentes: Marilyn Monroe, Albert Einstein, Joseph McCarthy e Joe Di Maggio. Esse impossível - e potencialmente riquíssimo - diálogo acontece no palco do Ágora Teatro, até 31 de Agosto.

Trata-se de Insignificância, peça do dramaturgo britânico Terry Johnson, aclamada internacionalmente e inédita no Brasil. Com tradução e encenação de Beatriz Bologna, o espetáculo põe em cena duas figuras emblemáticas da nossa sociedade do século XX: Marilyn Monroe e Einstein, num quarto de hotel em Nova York, em 1953. A eles juntam-se o maior ídolo do desporto nos Estados Unidos (Joe Di Maggio), marido da actriz , e um senador (Joseph McCarthy) famoso pela sua caça das bruxas.Esse encontro inusitado traz à luz uma das questões mais presentes na média nos nossos dias: as implicações da fama, tanto na vida pessoal das grandes celebridades, no que diz respeito a concessões feitas para obtê-la ou mantê-la, quanto no que concerne à sua manipulação para fins políticos. Por intermédio dos olhos de personagens que representam os maiores fenómenos de popularidade do século XX, o autor especula sobre três possibilidades de negociação com a fama: a recusa dela pelo cientista; a aceitação relutante, pelo mito sexual que Marilyn representa até hoje; e a frustração, quando ela se esvai, no personagem do jogador.

De acordo com a directora Beatriz Bologna, que traz o projecto a São Paulo, a peça atraiu-a pela altíssima qualidade dramatúrgica, a partir de um texto que explora subtilezas das biografias das personagens e foge dos estereótipos, como a actriz loura e o cientista exótico. “Insignificância mexe com a fantasia das pessoas, revelando a intimidade de personalidades que marcaram o séc. XX”, explica. “Mas faz isso de maneira muito pouco óbvia, a um só tempo delicada e impactante”.

Os quatro personagens - que não são nomeados no texto - estão num quarto de hotel, na noite que precederia o depoimento de Einstein (vivido por Jorge Tarquini) na Comissão de Actividades Anti-Americanas. A ele se juntam Marylin (Monik Kukulka), McCarthy (Luiz Eduardo Frin) e Di Maggio (Ênio Vivona).

Marilyn acabava de filmar a famosa cena de "O Pecado Mora ao Lado2, de Billy Wilder, em que o vento do metro levanta sua saia. Deprimida, está preocupada com sua carreira e com a dificuldade de engravidar. A diva do cinema busca a sabedoria do cientista mais influente do século. Seu marido, a lenda do basebol Joe Di Maggio, está mais preocupado com as figurinhas de chicletes que trazem seu rosto. Ao mesmo tempo, McCArthy tenta direccionar o depoimento de Einstein.

O texto questiona com sensibilidade o culto à celebridade difundido na sociedade americana, ou, nas palavras do personagem de Einstein, “Americanos, os fazedores de deuses… eles não se responsabilizam pelo mundo deles, eles querem jogá-lo sobre os ombros dos outros”.
Os três grandes ídolos - o cientista, a actriz e o jogador - negociam de formas diferentes com essa sociedade, levando em conta seus vícios e qualidades - a liberdade, o conservadorismo, a perseguição política, o uso da ciência para fins militares, a fama. Cada um deles decide, em vista do que são e representam, se irá ou não compactuar com esse sistema, e de que forma. Insignificância foi transformada em filme, em 1985, dirigido por Nicolas Roeg.


Ficha Técnica
Texto: Terry Johnson
Tradução e direção: Beatriz Bologna

Elenco: Jorge Tarquini, Monik Kukulka, Luiz Eduardo Frin e Ênio Vivona
Cenografia: Sylvia Moreira
Iluminação: Jucca Rodrigues
Figurinos: Eveline Imbert
Produção: Ivana Pansera
Programação Visual: Werter Astolfi

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Os Fura em Portimão e Madrid


No próximo dia 18 de Setembro, La Fura dels Baus apresentará o seu novo espectáculo "à italiana" BORIS GODUNOV, dirigido por Àlex Ollé, no Teatro María Guerrero de Madrid.

Este espectáculo estreou no passado dia 6 de Março em Molina de Segura (Murcia) e agora chega a Madrid depois de ter visitado várias cidades espanholas e europeias.

BORIS GODUNOV tem como ponto de partida o sequestro do teatro Dubrovka de Moscovo por um grupo de terroristas em 2002. Aqueles acontecimentos não foram mais que uma referência, a inspiração para criar uma nova ficção e não pretendem reproduzir o que ali ocorreu. Na obra não se fala de terroristas nem de um país em particular, apenas de conceitos universais, que são inerentes ao ser humano em qualquer época: a luta pelo poder, a violência como método para impor as ideias e a corrupção das estruturas de poder. Por estes motivos se escolheu Boris Godunov como a obra que se está representando quando os terroristas irrompem pelo teatro. O clássico russo de Alexander Pushkin fala-nos desde o século XIX de una realidade bastante parecida a que padecemos hoje.

Entretanto, La Fura del Baus apresenta Naumaquia já no próximo dia 8 de Agosto na Zona Ribeirinha de Portimão. O espectáculo, dividido em quatro partes, centra-se no diálogo entre duas marionetas gigantes (Tamor e Dai). Tamor representa o espírito guerreiro, o humano que vai sofrendo várias metamorfoses com a vida e as viagens que vai fazendo. Dai encarna diferentes formas do mundo, defendendo os costumes e as tradições.

A actuação conta com jovens voluntários portugueses, escolhidos em casting. Vão ser suspensos em grupo para criar um cenário humano em movimento. Espectáculo a bordo do barco dos Fura com interacção com o público, mistura de artes e grande aposta nos efeitos visuais e nos recursos cénicos.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Escola de Mulheres prolonga carreira da nova produção



DIZ COMO A CHUVA da Escola de Mulheres, prolonga a carreira no Teatro da Comuna em Lisboa, até 17 de Agosto.

Um espectáculo sobre o Amor, a Fuga e a Morte tão presentes na escrita de Tennessee Williams. A partir do texto “Talk to me like the rain and let me listen”, onde um homem e uma mulher contam as suas fugas, fechados em si próprios e cumprindo inevitavelmente o seu destino, surge um olhar para outras personagens do autor, arrancadas dos seus enredos para viverem ali os seus momentos. Com Isabel Medina e Cucha Carvalheiro, duas actrizes que se transformam em personagens masculinas e femininas reforçando o universo da escrita de Tennessee Williams.


Interpretação Cucha Carvalheiro e Isabel Medina
Textos Tennessee Williams

Tradução Colectiva
Encenação Marta Lapa
Cenografia Ana Vaz
Figurinos Marta Lapa Ana Vaz
Assistência de Encenação e Desenho de Luz Inês Pombo
Música Original João Lucas
Fotografia: Margarida Dias
Design Gráfico: Marta Coelho
Assistência de Cenografia e Execução de Adereços: Marinel Matos
Produção Executiva: Manuela Jorge

sábado, 2 de agosto de 2008

O Jardim das Cerejeiras no Rio de Janeiro


Moacir Chaves adapta o texto de Tchekhov O Jardim das Cerejeiras na íntegra e apresenta-o no Teatro Maria Clara Machado, no Rio de Janeiro.

Uma família de aristocratas russos praticamente falida está prestes a perder sua imensa propriedade, um grande Jardim das Cerejeiras. A proprietária das terras, Liubov Andreievna, tenta impedir a realização do leilão. No entanto, ela é incapaz de lidar com as dificuldades financeiras.Quem lhe presta ajuda é o filho de um dos seus ex-empregados. A adaptação de Moacir Chaves utiliza o texto de Anton Tchekhov na íntegra. O espetáculo propõe uma reflexão sobre os efeitos das transformações sociais e das relações humanas.

Ficha Técnica
Texto: Anton Tchekhov
Tradução: Gabor Aranyi
Encenação: Moacir Chaves
Elenco: Deborah Evelyn, André Stock, Claudia Sardinha, Elisa Pinheiro, Gláucio Gomes, Julia Marini, Leandro Daniel Colombo, Marcos Marjan, Monica Biel, Peter Boos e Sidy Correa

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Peça de Sarah Kane em Madrid


A Companhia Colmena Arteteatro desenvolveu em Fedra uma montagem próxima do teatro corporal e da dança. A versão eleita pela companhia – entre a de Eurípides, Séneca ou Racine - é a realizada por Sarah Kane (1971-1999), dramaturga britânica contemporânea, cujo final, por inesperado e trágico, a lançou no estrelato internacional das artes cénicas convertida em mito como se falássemos de uma estrela de rock.

Phaedra’s Love foi estreada no Gate Theatre, Londres em 15 de Maio de 1996 com encenação da própria Sarah Kane.

Em El amor de Fedra, a protagonista tem um amor incontrolável e proibitivo pelo filho do seu marido, o enteado Hipólito. Por seu lado, Hipólito – o verdadeiro protagonista da tragédia - é caracterizado como um príncipe folgazão, chato, narcisista e perverso. Fedra, nesta versão, após oferecer-se abertamente a seu enteado e de ser violentamente repudiada, suicida-se acusando Hipólito de a ter violado como vingança. Evidentemente, Hipólito não é culpado, porém, cansado do tédio de uma vida sem significado, o feito de ser um violador, pensa, fará transcender a sua miserável existência. Nunca revelará a verdade, por mais nefastas que sejam as consequências desta falsa acusação. Uma obra que nos fala com pessimismo da solidão do individuo perante a polis moderna e às inúmeras formas que, paradoxalmente, toma a violência quotidiana, incluindo o sexo, como nexo de união dentro da sociedade. Colmena Arteteatro aproveita a crueza e frieza do texto para vesti-lo com o jogo corporal dos seus intérpretes numa inquietante aproximação à história do teatro, desde o mito clássico, o coro e a dança tribal, até ao monólogo contemporâneo mais descarnado.

Em cena no Réplika, Madrid.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Maria, Mulher, Mãe, Pátria e 180 milhões de filhos


Estreado em Outubro, no CCSP – Centro Cultural São Paulo, o espetáculo “Amada, mais conhecida como mulher e também chamada de Maria”, está agora no Teatro João Caetano, São Paulo, até 3 de Agosto.

Com dramaturgia e direcção de Evill Rebouças, encenador premiado pelo APCA duas vezes, “Amada...” é o décimo espetáculo da Companhia Artehúmus, que em 2007 comemorou vinte anos de actividade em 2007.

Narrativa de uma mulher que teve cento e oitenta milhões de filhos. Dona de várias faces, ora ela é Maria, uma mulher comum que sente prazer/desprazer na hora do ato sexual e da fecundação de seus filhos; ora ela é Amada, uma pátria-mãe que se prostitui facilmente quando se depara com recursos oferecidos por estrangeiros para amenizar as desgraças de seus filhos.

Em 2002, participamos do Festival Internacional do Porto (Portugal) com o espetáculo Campo de Trigo. Em terras lusitanas, adquiri dois livros que discutiam questões relacionadas ao teatro pós–Brecht ou dito pós-dramático: O futuro do drama, de Jean-Pierre Sarrazac e Postdramatisches theater, de Hans-Thies Lehmann – autor que alcunhou o termo em questão. Partindo de algumas questões apontadas por esses dois ensaístas, passamos a investigar expedientes que pudessem ampliar o discurso textual e cénico de “Amada, mais conhecida como mulher e também chamada de Maria”. Na peça procuramos evidenciar a pluralidade de faces da figura central da narrativa. Nesse sentido, a Pátria Amada é mostrada a partir da intervenção de todos os actores. No entanto, não se trata da reprodução do sistema coringa dos anos setenta, mas, essencialmente, imprimir a visão de mundo do actor em cada trecho da peça por meio da forma como ele criou a cena. No processo de criação de “Amada…”, optamos por investigar a atitude do actor diante de cada situação da ficção. Porém, não se trata de trazer à cena estranhamentos que definam o que é ficção e depoimento; ao contrário, o desafio é mesclar essas duas potencialidades sem distingui-las. Em outras palavras: embora os actores tenham delineado figuras ficcionais, durante todo o espetáculo há um entrelaçamento entre a ficção e o depoimento do intérprete diante do assunto”. EVILL REBOUÇAS

FICHA TÉCNICA
AMADA, MAIS CONHECIDA COMO MULHER E TAMBÉM CHAMADA DE MARIA.
Dramaturgia: Evill Rebouças
Actores Compositores da Cena: Daniel Ortega/Edu Silva /Leonardo Mussi /Roberta Ninin /Solange Moreno

Figurinos e Adereços Cênicos As Mariposas: Maria Zuquim e Juliana Napolitano
Criação de Luz e de Equipamentos Edu Silva
Montagem de Luz Edu Silva e Nilson Castor
Operador de luz Nilson Castor
Fotos Alícia Peres
Assessoria de Imprensa Canal Aberto
Estágio em Direção Queila Rodrigues
Consultoria Artística Marcio Aurelio
Encenação Evill Rebouças
Produção Executiva Ila Girotto (São Jorge Produções Artísticas)
Realização Cia. Artehúmus de Teatro



terça-feira, 29 de julho de 2008

CITEMOR 2008 em Montemor-o-Velho


Iniciado no passado dia 25 e a decorrer até 16 de Agosto, o CITEMOR apresenta em Montemor-o-Velho 8 espectáculos, destacando-se Angélica Liddell em estreia nacional, que abriu o festival e Babel, co-produção ARTISTAS UNIDOS / DET ÅPNE TEATER, resultante de uma residência de criação.

Da programação fazem parte ainda LENGUA BLANCA, DAVID MARQUES, CARLOS FERNANDEZ, MIGUEL PEREIRA, MALA VOADORA, ROCKY MARSIANO e ainda um ciclo de cinema ao ar livre, programado por Francisco Camacho que inclui EUROPA de Lars Von Trier, A NOSSA MÚSICA de Jean-Luc Godard e O TEMPO DO LOBO de Michael Haneke.

O festival encerra às 24 horas do dia 16 de Agosto com DJ RIDE.


segunda-feira, 28 de julho de 2008

O Público de Garcia Lorca


O espetáculo O Público do XPTO, com direcção geral de Osvaldo Gabrieli e direcção musical de Beto Firmino, está em cena no Teatro Coletivo Fábrica São Paulo, de 12 de Julho a 28 de Setembro de 2008.

O Público, peça de Garcia Lorca pouco encenada no Brasil, integra a celebração dos 110 anos de nascimento do poeta espanhol.

O grupo de teatro XPTO é criado no ano de 1984, pelo artista plástico argentino Oswaldo Gabrielli e pelo músico e compositor brasileiro Roberto Firmino e ainda por Natália Barros e André Gordon. Já em 2007 o grupo tinha abordado os textos de Garcia Lorca, com a montagem de Lorca - Aleluia erótica em 38 quadros e um assassinato.

Considerado o principal expoente da fase surrealista do poeta, o espetáculo O Público reproduz uma montagem de Romeu e Julieta, onde o encenador da peça (interpretado por Osvaldo Gabrieli), em crise, resolve substituir a actriz que faz Julieta por um jovem actor (vivido por Bruno Caetano). O público descobre o truque e assassina os intérpretes, inclusive a verdadeira Julieta que estava amordaçada de baixo das poltronas - a cena não é mostrada de forma explícita. O assassinato é discutido por outros personagens a partir de diferentes versões e suposições do que realmente aconteceu. O crime desencadeia uma revolução que põe em evidência questionamentos sobre o próprio fazer teatral.

O Público tem como tema central o amor que vai além dos géneros masculino e feminino, o amor que não se define como uma classificação do desejo, mas apenas como desejo.

Ficha Técnica
Texto: Federico Garcia Lorca
Tradução: Beto Firmino e Osvaldo Gabrieli
Participação na edição final da tradução: Mariano Mattos Martins e Rodolfo Dias Paes (Dipa)
Núcleo de Criação: Beto Firmino, Mariano Mattos Martins, Osvaldo Gabrieli e Rodolfo Dias Paes (Dipa)
Direção, direção de arte e iluminação: Osvaldo Gabrieli
Direção musical e músicas compostas Roberto Firmino
Preparação corporal: Simone Mello
Elenco: Alex Bartelli, André Bubman, Bruno Caetano, Felipe Vasconcellos, Marcelo Callegaro, Mariano Mattos, Osvaldo Gabrieli, Rafael D´avila, Roberto Firmino e Tomaz Auricchio.

domingo, 27 de julho de 2008

El Montacargas apresenta produção argentina


“GENOVEVA” de E.Gilio e M.Vélez, pelo TEATRO DE ACCIÓN (Argentina) está em cena em Madrid. Dramaturgia, espaço cénico, montagem e encenação de Eduardo Gilio, conta com a interpretação da actriz Verónica Vélez.

É um espectáculo solo, baseado numa história real. Estreado no Odin Teatret da Dinamarca, apresentou-se já em diversas cidades europeias. Muito bem acolhida pela crítica internacional, a obra é baseada numa história real recolhida por Eduardo Gilio em crónicas do século XIX.

Desde 17 de Julho até 31 de Julho, na sala EL MONTACARGAS, Madrid

sábado, 26 de julho de 2008

A Forma das Coisas


Depois da temporada no Espaço SESC, o espetáculo A Forma das Coisas, texto inédito de Neil Labute faz uma nova temporada no Rio de Janeiro (até 24 de Agosto de 2008)

O dramaturgo americano Neil Labute lança um olhar crítico sobre aspectos do mundo actual, como individualismo e poder.

A Forma das Coisas, é a história arrojada de Evelyn e do tímido Adam, que perde seu jeito particular de ser, por influência da namorada. No dia do exame de mestrado de Evelyn, Adam é surpreendido por uma revelação desagradável.

Ficha Técnica
Texto: Neil Labute
Tradução: Marcos Ribas de Faria
Direção e adaptação. Guilherme Leme
Co-direção: Pedro Neschling
Elenco: André Cursino, Carol Portes, Karla Dalvi e Pedro Osorio
Fotos: Paula Kossatz
Duração: 90 minutos
Classificação: 14 anos

Local: Casa da Gávea - Rio de Janeiro