domingo, 21 de setembro de 2008

Teatro Extremo abre nova época


O Teatro Extremo abre a nova época de teatro com “Einstein” de Gabriel Emanuel, em co-produção com o Teatro da Trindade, um espectáculo que proporciona uma visão humana, simples e divertida de Albert Einstein. Estreou em 19 de Setembro e estará em cena até 19 de Outubro, no Teatro Extremo.

A companhia prepara para Novembro a estreia de “Preto no Branco” de Antónia Terrinha, uma peça para toda a família com cenografia de Eric Costa, em co-produção com o Centro Cultural da Malaposta. De 6 a 16 de Novembro no Centro Cultural da Malaposta e de 6 a 21 de Dezembro no Fórum Romeu Correia, em Almada.

De Setembro a Dezembro, o Teatro Extremo desloca-se em digressão de norte a sul do país, com as peças “Pedro e o Lobo”, “Maria Curie”, “Einstein”, “Histórias Dentro de uma Mala”.

sábado, 20 de setembro de 2008

Revista Primer Acto


Já está à venda o número 324 da revista espanhola de teatro “Primer Acto”, revista dirigida por José Monleón e que recebeu o Prémio Max em Fevereiro deste ano.

Esta revista de investigação teatral publica neste número diversos artigos críticos sobre encontros teatrais realizados em Beirute, Porto (FITEI), Segóvia, Zamora, Valladolid e Madrid. É também publicado um dossier sobre o Prémio Born, que inclui o texto que venceu o XXXII prémio, referente a 2007, “El Show de Kinsey” da autoria de Jesús Díez.

Na rubrica Palcos do Mundo há artigos de opinião sobre a Bulgária, França, Itália e Porto Rico.

Entrevistas com Alfredo Alcón, Mário Moutinho (FITEI), Carlos Marquerie e Roberto Ramos Perea, a par de artigos incluídos nas rubricas dedicadas aos clássicos, à memória histórica, às autonomias, aos encontros e aos livros, completam este número da “Primer Acto”.

A revista lançou recentemente uma nova publicação, a ”Teatro de Papel” dedicada à divulgação e estudo dos autores espanhóis contemporâneos, com periodicidade semestral.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Massacre - Ópera para 5 cantores, nove instrumentos e electrónica


A imprevisibilidade é um dos traços do génio criativo do compositor austríaco Wolfgang Mitterer (n. 1958), cultor de uma linguagem de extremos, de tensões, multidimensional. Massacre é a primeira das suas óperas, género onde também inovou, fazendo coexistir composição acústica e electrónica, canto operático e improvisação. O libreto adapta “livremente” Massacre em Paris, peça do dramaturgo quinhentista Christopher Marlowe (inspirada no Massacre de São Bartolomeu, em Agosto de 1572, que deu início a uma onda de violência promovida por católicos contra protestantes), gesto que denuncia uma vontade de transportar o sangrento imaginário da intolerância religiosa para contextos mais contemporâneos. Apresentada em 2003 no Wiener Festwochen, ganha agora uma segunda vida, depois da T&M Paris – em associação com outros parceiros do Réseau Varèse, como a Casa da Música – ter encomendado ao encenador francês Ludovic Lagarde uma nova versão cénica, cuja estreia mundial acontece no palco do TNSJ.

Massacre - Ópera para 5 cantores, nove instrumentos e electrónica

música Wolfgang Mitterer
libreto Stephan Müller, Wolfgang Mitterer baseado em The Massacre at Paris, de Christopher Marlowe
encenação Ludovic Lagarde
dramaturgia Marion Stoufflet
cenografia Ludovic Lagarde, Sébastien Michaud
vídeo David Bichindaritz, Jonathan Michel
desenho de luz Sébastien Michaud
figurinos Fanny Brouste
interpretação Elizabeth Calleo, Valérie Philippin, Nora Petročenko, Jean-Paul Bonnevalle, Lionel Peintre (cantores) e Stéfany Ganachaud (bailarina)
direcção musical Peter Rundel
electrónica Wolfgang Mitterer
músicos Remix Ensemble: Angel Gimeno, Trevor McTait, António A. Aguiar, Vítor J. Pereira, Simon Breyer, Simon Powell, Jonathan Ayerst, Vítor Pinho, Mário Teixeira
co-produção T&M Paris, Casa da Música, Festival Musica, Schauspielfrankfurt; com o apoio de Réseau Varèse, subsidiado pelo Programa Cultura 2000 da União Europeia; em colaboração com o Théâtre de Saint-Quentin-en-Yvelines e Teatro Nacional São João e com a participação da Compagnie Ludovic Lagarde

20 e 21 de Setembro, no Teatro Nacional S. João, Porto

Obras de Raúl Brandão pela Escola da Noite

A Escola da Noite estreia TNT [Tumulto no Teatro] a partir das peças "Eu sou um Homem de Bem", "O Doido e a Morte" e "O Rei Imaginário" de Raúl Brandão no dia 18 de Setembro, na Oficina Municipal de Teatro, em Coimbra.
O espectáculo vai estar em cena até 19 de Outubro.

Dramaturgia e encenação: Sílvia Brito
Cenografia e adereços: António Jorge

Elenco:

"Eu Sou um Homem de Bem"
Homem de Bem > Ricardo Silva

"O Doido e a Morte"
Baltasar Moscoso, Governador Civil > Miguel Magalhães
Nunes > Eduardo Gama
Senhor Milhões > António Jorge
Baltasar Moscoso, esposa do Governador Civil > Maria João Robalo
Enfermeiro > Ricardo Silva

"O Rei Imaginário"
Teles > Eduardo Gama


Figurinos: Ana Rosa Assunção
Desenho de luz: Danilo Pinto
Música Original: Eduardo Gama
Grafismo: Ana Rosa Assunção
Fotografia: Augusto Baptista
Operação de luz e som: Danilo Pinto
Direcção de montagem: Rui Valente
Execução de elementos cénicos e montagem: Alfredo Santos, António Jorge, Carlos Figueiredo e Danilo Pinto
Execução de figurinos: Maria do Céu Simões e Mário da Silva Oliveira
Comunicação: Isabel Campante
Venda de espectáculos: Pedro Rodrigues
Produção: A Escola da Noite

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Eclipse Arte na Vilarinha


Depois da Comemoração do 30ª aniversário da Companhia, o Pé de Vento acolhe no seu Teatro da Vilarinha, no Porto, o 5º Festival de Artes do Palco da Eclipse Arte.

O Dom de ser Quixote, de António M. Rodrigues, 21ª produção da Eclipse Arte, que estreou a 16 de Setembro, integra o evento e estará em cena até ao dia 24 de Setembro.

O Dom de ser Quixote, espectáculo para maiores de 6 anos, é teatro de marionetas actores, onde a vertente tradicional do teatro de marionetas se une a uma linguagem teatral contemporânea. Depois de muitos anos refugiado na leitura de romances de cavalaria, D. Quixote decide tornar-se cavaleiro andante e partir à aventura pelo mundo, com a missão de defender e salvar os mais fracos. Dedicando todos os seus actos heróicos a um amor ideal. Nesta viagem o Cavaleiro da Triste Figura luta contra as adversidades do caminho errante, encontrando vários desafios que se adaptam à vida dos nossos dias, questionando o sentido da vida e encontrando alternativas com humor e poesia.

O 5º Festival de Artes do Palco da Eclipse Arte integra ainda a performance Elementos e Movimentos, como primeira parte de O Dom de Ser Quixote. Outros espectáculos:
Astrov Tchekov - dias 26 a 28 de Setembro, estreia absoluta, de António M. Rodrigues.
Vânias - dias27 e 28 de Setembro, encenação de António M. Rodrigues a partir de o Tio Vânia.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Circular 4 - Festival de Artes Performativas


A 4ª edição do Circular - Festival de Artes Performativas acontece entre 20 e 27 de Setembro, em Vila do Conde. No decorrer de uma semana, serão apresentadas performances/espectáculos de Alejandra Salinas & Aeron Bergman, Rogério Nuno Costa, Cláudia Dias, Projecto Teatral e Mathilde Monnier & La Ribot.

Durante o Festival terão ainda lugar conversas entre os artistas e o público, proporcionando o diálogo sobre os processos de criação desenvolvidos. Estará também patente uma mostra bibliográfica sobre artes performativas, que pretende dar a conhecer projectos editoriais publicados em Portugal.

De 13 a 30 de Setembro, o Festival apresenta no Fórum da FNAC Sta. Catarina, no Porto, uma selecção representativa de fotografias de trabalhos apresentados nas anteriores edições do Festival, da autoria de Susana Neves.

Programa, reservas e bilhetes e mais informações em http://www.circularfestival.com/

sábado, 13 de setembro de 2008

Piano e dança contemporânea de Tânia Carvalho


De Mim Não Posso Fugir, Paciência!” é o mais recente projecto que a bailarina e coreógrafa de dança contemporânea Tânia Carvalho apresenta no Theatro Circo, em Braga, a 18 e 19 (21h30) de Setembro.

Interpretada por quatro bailarinos – Luís Guerra, Maria João Rodrigues, Marlene Freitas e Ricardo Vidal – e uma pianista – a própria Tânia Carvalho –, “De Mim Não Posso Fugir, Paciência!” explora «os movimentos que um pianista deveria aprender de modo a interpretar a música».

Recorrendo ao expressionismo, «tendência de um artista para distorcer a realidade de modo a suscitar um efeito emocional», Tânia Carvalho, para quem «tocar um instrumento implica ser um bailarino», coloca nesta peça o seu interesse pelo modo como a música não produz qualquer efeito se o pianista não estiver sintonizado com o sentido e o ritmo da coreografia.
Como marionetas manipuladas pelo pianista, a peça, que tem por base um texto de Patrícia Caldeira, desenrola-se através das reacções dos bailarinos aos gestos do pianista, concretamente ao som produzido pelo piano e aos momentos de silêncio, que resultam igualmente dos movimento executados pelos bailarinos e que, desta forma, se desenvolvem em mútua influência.

Contudo, a coreógrafa afasta a categorização deste trabalho dos domínios da improvisação: «a minha intenção é visar o todo, a totalidade da composição, de tal forma que, no palco, a impressão será a de que as reacções entre bailarinos e pianista acontecem em plena reciprocidade pela primeira vez».

Natural de Viana do Castelo, Tânia Carvalho iniciou-se na dança clássica com cinco anos, direccionando a sua formação para a dança contemporânea, que culminou com o ingresso no Fórum Dança e, mais tarde, com o curso de Coreografia da Fundação Calouste Gulbenkian.
Responsável por vários projectos, tanto a nível interpretativo como criativo, Tânia Carvalho destacou-se na autoria das peças “Explodir em Silêncio Nunca Chega a ser Perturbador”, “Na Direcção Oposta”, “Um Privilégio Característico” e “Newtan”.

Co-fundadora da associação “Bomba Suicida”, a bailarina e coreógrafa representou Portugal em eventos como “Pointe to Point”, inserido no Third Ásia-Europe Dance Fórum (no Japão), e foi convidada para residências no Reino Unido e em França.
Em 2007, escolheu o palco do Theatro Circo como cenário para a estreia do solo “Uma Lentidão que Parece Uma Velocidade”.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

As Criadas de João Garcia Miguel


Estreia a 13 de Setembro de 2008, às 21 horas, no Pequeno Auditório do CCB, Lisboa, um novo projecto de João Garcia Miguel com Miguel Borges e Anton Skrypiciel, a partir de As Criadas de Genet.

A primeira premissa que nos conduzirá como um cego que guia outros cegos é o desejo de usarmos o texto As Criadas de Genet como um guia de viagens, como um manual de instruções para a construção de situações do espectáculo, mas silenciando o autor, emudecendo o texto na medida do possível. O uso de textos com um travo de clássicos na sua formulação e nos conteúdos que tratam é um desafio que permite aprofundar perguntas como: O que é que significa hoje fazer teatro? Como se joga este jogo ou de que peças é feita esta máquina?
As Criadas é um texto que mais uma vez, me aproxima do tema da morte. Aqui a morte é multiplicada e omnipresente nas suas formas e presenças: a morte como uma metamorfose do ser em busca de si e dos seus limites; a morte como um atrevimento uma provocação que leve a exceder as próprias forças em busca de uma paz que não deseja; a morte como um ideal de transformação que dá extensão aos movimentos de inquietação da imaginação; a morte como uma imagem que transporta consciência de si; a morte como desejo de afrontar aquilo que mais se teme; a morte como expressão de um outro que habita dentro de nós e que desconhecemos; a morte como uma união com a nossa própria imagem.Será sobre o domínio de uma geometria do simbólico ou geometria significativa?
Citando as didascálicas de Genet: “Os encenadores deverão esforçar-se por conseguir uma deambulação que nunca poderá ser fortuita: as Criadas e a Senhora andam de um lado para o outro no palco desenhando uma geometria significativa. Não posso dizer qual deva ser, mas sei que essa geometria não se deve limitar a simples idas e vindas. Deverá inscrever-se como, segundo se diz, se inscrevem no voo das aves os presságios, no voo das abelhas uma actividade de vida, nos passos de alguns poetas uma actividade de morte.”Nos gestos e nos movimentos dos actores devem inscrever-se o quê? A vida? Uma transcendência para uma outra qualquer visão do mundo? Uma consciência que nos faça soçobrar e cair para dentro de nós mesmos experimentando sensações que nunca nos atreveríamos a fazer sem que nos empurrassem para tal? Nada? Apenas formas vazias que cada um desenha e utiliza como quiser? A morte? Na verdade não sei o que deve ter um gesto ou um movimento de um actor; mas atrevo-me a firmar que deve ser algo próximo da música, de um sentir que nos confronte a razão com o corpo, que nos permita espectadores do eu cairmos para dentro; que nos permita separar e imobilizar um gesto refazendo-lhe os sentidos possíveis; que nos permita começar a existir.
JGM

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Nova Galega de Dança


Depois de dois espectáculos onde a Companhia Nova
Galega de Dança
surpreendeu o público com a sua linguagem,
coreográfica e musical, agora com Tradicción, esta
companhia quer surpreender de novo utilizando, desta
vez, os elementos que compõem o seu próprio imaginário.
Com este espectáculo Nova Galega de Dança quer aproximar
os elementos tradicionais a partir da contemporaneidade,
mostrando as nossas raízes a partir do presente.
Terra, percussão, madeira, vento, força, povo, movimento,
pele, destreza e virtuosismo.

Setembro
Día 12 21.00 h. Teatro Rosalía Castro (A Coruña). ESTREIA
Día 13 21.00 h. Teatro Rosalía Castro (A Coruña)
Día 19 21.00 h. Centro Social Caixanova (Pontevedra)
Día 20 20.30 h. Centro Cultural Caixanova (Vigo)
Día 28 20.30 h. Auditorio Pazo de Congresos Municipal (Ourense)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

ENCONTRO DE ESTÉTICA E TEORIA CULTURAL



O Encontro Efémero.Criação.Acontecimento visa reunir investigadores universitários, criadores e mediadores culturais para uma reflexão e um debate capazes de aprofundar o conhecimento sobre a Arte, em particular a que é realizada em Portugal. Objectivo complementar: discutir criticamente os caminhos que a Criação pode percorrer quando lhe importa rever a sua dimensão estética e política, no seio da sociedade actual.
Repensar a nossa relação com o Efémero e aceitar o desafio do Acontecimento, em antecipação de uma Bienal da Luz, são duas acções articuladas que motivam uma visão estratégica sobre a problemática da criação na contemporaneidade. Se os convidados estrangeiros Christine Buci-Glucksmann [França] e Malcolm Miles representam duas posições particularmente ricas e sólidas sobre as duas categorias que o Encontro procura debater, o conjunto de convidados nacionais oferece uma panorâmica abrangente e transversal da produção artística na actualidade, nomeadamente na sua relação não apenas com o mundo das ideias, mas com o próprio espaço urbano e o presente quotidiano.

Participantes, modelo e objectivos
Christine Buci-Glucksmann, José Manuel Rodrigues, Margarida Medeiros, Pedro Costa, Luís Oliveira, Susana Mendes Silva, João Fernandes, Pedro Amaral, Paulo Ferreira de Castro, Luís Carmelo, Malcolm Miles, Manuel Gusmão, Teresa Cruz, Jacinto Lageira, Pedro Bandeira, Delfim Sardo, João Tabarra, Miguel von Hafe Pérez, Tiago Guedes, Ana Pais, Pedro Cabral Santo, Carlos Vidal e Idalina Conde debatem a articulação entre dois conceitos filosóficos – o Efémero e o Acontecimento – fundamentais no âmbito da produção artística contemporânea.


Relevando o pensamento e experiências marcantes no campo da investigação, da mediação cultural e da actividade artística, em áreas diversas – das artes plásticas à música, do cinema à fotografia –, o encontro propõe-se não apenas como gesto cartográfico, mas sobretudo enquanto modelo de reflexão estratégica para a criação artística na actualidade e a sua afirmação em sentido lato.


EFÉMERO.CRIAÇÃO.ACONTECIMENTO ENCONTRO DE ESTÉTICA E TEORIA CULTURAL
16 e 17 de Setembro
Institut Franco-Portugais

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Setembro no Porto: mês do FIMP


O FIMP - Festival Internacional de Teatro de Marionetas do Porto, iniciado em 1989, realiza este ano mais uma edição, ocupando pelo segundo ano consecutivo a Praça D. João I - apenas o espectáculo Macbeth do Teatro de Marionetas do Porto será apresentado no TeCA.


Parte importante da programação resulta de residências artísticas. Isabel Alves Costa diz que o festival "tem sido sempre um lugar onde nos permitimos fazer todas as deambulações através de pessoas, de estéticas, de culturas, oscilando entre as fidelidades e cumplicidades para com determinados grupos e artistas e os riscos e curiosidades perante o desconhecido. Gostamos das franjas, dos rompimentos, das transversalidades, dos desafios... sem perder de vista a nossa razão de existir: as marionetas".

Destaques da programação:
Residencial da Praça • Intervenção Plástica [Nuno Carinhas • PT]

Convocatórias • Residência Artística [Núcleo de Experimentação Coreográfica • PT]

Hino do FIMP • Espectáculo de Música

Fanfarra na Baixa • Espectáculo de Música [F.R.I.C.S. + Fanfarra de São Bernardo • PT]

MacBeth • Espectáculo de Marionetas e Objectos [Teatro de Marionetas do Porto • PT]

Histórias da Carochinha • Espectáculo de Marionetas e Objectos
[Era Uma Vez, Teatro de Marionetas • PT]

(Surtout) ne pas rester seule dans l’herbe • Espectáculo de Circo [Cheptel Aleïkoum • FR]

Oficinas [SKITe / Sweet & Tender Collaborations • VÁRIAS]

Les Bénévoles • Animação com Marionetas [TOF Théâtre • BE]

Le Best Of… Les Bénévoles • Espectáculo de Marionetas e Objectos [TOF Théâtre • BE]

O Auto da Barca do Inferno • Espectáculo de Marionetas e Objectos [Era Uma Vez, Teatro de Marionetas • PT]

Volta ao Mundo, uma viagem de circo-navegação • Espectáculo de Marionetas e Objectos
[Limite Zero • PT]

Déviations Marseillaises 1 – Porto • Residência Artística [La Zouze - C.ie Christophe Haleb • FR]

Público Alvo • Residência Artística [Teatro Praga • PT]

Som da Praça • Espectáculo de Música [SKITe / Sweet & Tender Collaborations • VÁRIAS]

Daydream • Work in progress [Teatro de Ferro • PT]

A Visita do Rinoceronte • Work in progress [Balleteatro Companhia + Movimento Incriativo • PT]

Stan • Espectáculo de Marionetas e Objectos [Jim Barnard • UK]

Noite de Jazz • Espectáculo de Música [Quarteto de Mário Franco e Sérgio Pelágio, • PT]

Lopin/ Petites Âmes/Des Nouvelles des Vieilles • Espectáculos de Marionetas e Objectos
[Là Où – marionnette contemporaine • FR]

Entre 12 e 20 de Setembro, Porto.


domingo, 7 de setembro de 2008

Fiestacultura - edição de Outono



A revista espanhola Fiestacultura, dedicada ao teatro de rua, acaba de lançar o número 36, onde se destaca uma entrevista com Eugenio Barba.

Neste número, é publicada abundante informação sobre os festivais de verão que se realizam por toda a Espanha, e não só, que incluem na sua programação espectáculos de teatro de rua.

O Festival de Viladecans, a Mostra de Alcoi, Umore Azoka de Leioa, La Strada de Graz, Chalon de la Rue, X.Trax de Manchester, Festival de Alcorón e o KaldeArte, são alguns exemplos de eventos reportados e comentados nesta edição.

Destaque ainda para a 6ª parte do dossier "La Escena Callejera".

Mais informações sobre a Fiestaculura em http://www.fiestacultura.com/

sábado, 6 de setembro de 2008

Para pensar qualquer ditadura


O Centro Latinoamericano de Creación e Investigación Teatral, da Argentina, fundado em 1975, tem há dois meses em cena “Terror y miséria en el primer franquismo”, de José Sanchis Sinisterra.

PLATO ÚNICO. Com Stella Minichiello, Alejandro Orlandoni, Fito Pérez. Encenação: Claudia Quiroga
EL ANILLO. Com María Forni, Claudia Sánchez. Encenação: Teresita Galimany
INTIMIDAD. Com Concha Milla, Annie Stein. Encenação: Carlos Ianni
DOS EXILIOS. Com Daniel Bazán Lazarte, Octavio Bustos. Encenação: Claudia Quiroga
EL TOPO. Com Claudia Quiroga, Sebastián Vila. Encenação: Carlos Ianni
ATAJO. Com Román Lamas, Roberto Municoy. Encenação: Teresita Galimany


Franquismo em seis capítulos para pensar qualquer ditadura. Todas as ditaduras se parecem. Todas geram o mesmo horror, o mesmo terror. A mesma incompreensão. Por isso não é estranho que o autor da obra teatral Terror y miseria en el primer franquismo, José Sanchis Sinisterra, tenha eleito uma como exemplo de todas. E uma com a qual o espectador pode facilmente identificar-se e transpor para o seu horizonte de expectativas, já que em todas as ditaduras se cozinham as mesmas e pútridas fabas.

Galardoada com o Prémio Nacional de Literatura Dramática pelo Ministério de Cultura de Espanha, o relato toma como modelo Terror e miséria no Terceiro Reich, de Bertold Bretch, mas apenas como ponto de partida: os seis “capítulos”, ou partes, em que se divide a obra funcionam como um mostruário das distintas abordagens possíveis para um mesmo horror.

Até 28 de Setembro
CELCIT. Moreno 431.
Buenos Aires, Argentina

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Feminine de Paulo Ribeiro no S. João


“Quatro amigos encontram-se num ringue ou recinto para jogar à bola, e ali vão-se provocando e desafiando, pregando partidas e contando histórias.” Assim descrevia Paulo Ribeiro, em entrevista, o seu Masculine (2007), coreografia interpretada por três bailarinos e um actor que tomava o Pessoa da vida-de-todos-os-dias como ponto de partida e referência central. Interpretado por quatro bailarinas e uma actriz, Feminine é o lado B da aventura pessoana do coreógrafo, espectáculo onde a bola de futebol dá lugar aos saltos altos. Passagens do Livro do Desassossego – obra que há anos não abandona a mesa-de-cabeceira de Paulo Ribeiro – e de outros textos de Pessoa desencadeiam movimentos e palavras num quinteto feminino de excepção, formado após uma audição em que participaram cerca de 250 candidatas das mais diversas partes do globo. Estreia absoluta de um espectáculo cujo criador é bem conhecido do público do TNSJ, Feminine abre a temporada 2008/2009 com sarcasmo, sentido de humor, volúpia, sensualidade – e outras subtilezas femininas.


Para dar corpo à formação que imaginava, Paulo Ribeiro anunciou uma audição, à qual responderam 250 candidatas de todos os cantos do mundo. Quatro foram escolhidas – a que se juntou Leonor Keil, actual directora artística da Companhia Paulo Ribeiro e sua intérprete de há muitos anos (além de sua mulher). […] Este é, no percurso da Companhia, fundada há 12 anos, um projecto invulgar, que não se baseia em cumplicidades firmadas com um colectivo de bailarinos habitual. As intérpretes nunca tinham trabalhado juntas e, na maior parte, não se conheciam. Elisabeth Lambeck é holandesa, trabalhou na Alemanha e soube da audição quando estava a trabalhar em Scope, de Rui Horta, com Romeu Runa; está em Portugal há um ano. São Castro – depois de dançar no Balleteatro ou na Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo – entrou no Ballet Gulbenkian no final de 2004, pela mão de Paulo Ribeiro, o então director; poucos meses depois estava novamente no “mercado”, como se sabe. Quanto a Margarida Gonçalves, passou pela Academia Contemporânea do Espectáculo e pelo Teatro Bruto, além de outras experiências com encenadores como José Carretas ou António Fonseca; sob direcção de John Mowat, protagonizou recentemente Salazar – The Musical, sendo o teatro físico o seu território de partida. Erika Guastamacchia, italiana de Bari cuja formação em dança contemporânea foi feita em Roterdão, veio a Portugal fazer a audição e por cá ficou; era a única que nunca tinha lido Pessoa e que admite que ainda não terminou o Livro do Desassossego, ponto de partida para a dramaturgia da peça.
Mónica Guerreiro
Excerto de “Feminine: Cinco Intérpretes à Volta de Pessoa”. Obscena: Revista de Artes Performativas. N.º 13/14 (Jun./Jul. 2008). p. 52


textos Fernando Pessoa
tradução Richard Zenith
direcção e coreografia Paulo Ribeiro
música Nuno Rebelo
voz Richard Zenith, Cathrin Loerke
figurinos Ana Luena
desenho de luz Nuno Meira
assistência de coreografia Peter Michael Dietz
interpretação Elisabeth Lambeck, Erika Guastamacchia, Leonor Keil, Margarida Gonçalves, São Castro
co-produção Companhia Paulo Ribeiro, Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest, IGAEM – Centro Coreográfico Galego

Teatro Nacional S. João, Porto - 5 e 6 de Setembro

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Cena Contemporânea em Brasília


Decorre em Brasília, até dia 7 de Setembro o Cena Contemporânea Festival de Teatro de Brasília, que contou com a participação dos portugueses Teatro de Marionetas do Porto.

Esta edição do Cena Contemporânea leva a Brasília espetáculos de criadores inéditos no Brasil, artistas intrigantes que têm renovado a cena teatral na Europa, Oriente Médio e América do Sul, trabalhos que integram e misturam diversas linguagens.

A programação internacional é feita de nomes como Angelica Liddell, uma jovem criadora espanhola cuja radicalidade tem conquistado a crítica na Europa, o grupo Los Corderos, também da Espanha, Orto-Da Theatre Group, de Israel, Teatro de Marionetes do Porto, os italianos do mágico e imperdível Jardim Japonês, a poesia visual feita com o corpo da dançarina e coreógrafa Maria Donata D’Urso, o teatro venezuelano de Gustavo Ott e o grupo peruano Cuatrotablas que apresenta a vida do poeta César Valejjo.

A programação conta ainda com a participação de alguns dos mais importantes espetáculos e grupos do Brasil e de Brasília, além de oferecer à cidade uma mostra para as crianças, mostra de cinema, dezenas de actividades de formação e especialização, com ênfase na dramaturgia, e um seminário que discutirá as relações entre Política e Cultura.

O jornalista espanhol Carlos Gil Zamora, editor da revista Artez, de Bilbao, que acompanhou a última edição do FITEI e que é o autor do texto do programa dos Prémios Max sobre o festival do Porto, foi, nesta edição do Cena Contemporânea de Brasília, o indicador de alguns dos grupos que integram a sua programação.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Curso de Iniciação Teatral na Argentina


Dirigido por Aldo El-Jatib, a Escola Experimental del Rayo, organiza um curso de iniciação teatral, em Rosário, Argentina. O curso inicia-se em 9 de Setembro e é mais uma iniciativa de formação do Grupo Laboratório de Teatro "EL RAYO MISTERIOSO", fundado e dirigido desde 1994 por Aldo El-Jatib, que tem como principal objetivo encontrar novas formas de expressão teatral e desenvolvimento da comunicação com o espectador.

sábado, 30 de agosto de 2008

Feira de Castilla y León


Está a decorrer em Ciudad Rodrigo a XI Feira de Teatro de Castilla y León. A feira inclui companhias de Espanha, Portugal e Brasil e termina hoje, dia 30.

Esta décima primeira edição da feira, que conta com a presença de inúmeros programadores, consolida o projecto inicial: ser um verdadeiro “mercado” e ponto de encontro entre a produção e a contratação, irradiando cultura, turismo e economia a toda a sua volta.

A edição deste ano deu particular importância aos espectáculos de teatro de rua.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Começar a Acabar no Acto Seguinte


Integrado no ACTO SEGUINTE – FESTIVAL DE TEATRO DA GUARDA, o actor João Lagarto apresenta Começar a Acabar, de Samuel Beckett, premiado trabalho produzido por ACE / Teatro do Bolhão.

Começar a Acabar” é um monólogo em que um homem se dirige directamente ao público para contar a sua história. A primeira frase que profere dá-nos, desde logo, o tom do discurso: “Em breve estarei morto finalmente apesar de tudo”. Enquanto espera que chegue a sua última hora, este homem recorda momentos significativos do seu passado: as relações tensas com o pai, que morreu cedo; a ligação terna à mãe, com quem nunca se conseguiu entender; uma infância passada com grande agitação interior; a maturidade decorrida sem amor (“Nunca amei ninguém acho eu, senão lembrava-me”); uma velhice vivida em solidão, sem mulher, filhos ou netos que o entretenham. Mas à medida que as memórias mais insignificantes lhe acorrem ao espírito, o homem evoca também assuntos comezinhos, de forma aparentemente aleatória…

Começar a acabar” valeu a João Lagarto o Prémio da Crítica para Melhor Actor de 2006, atribuído pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro e o Globo de Ouro na mesma categoria.

Samuel Becket nasceu perto da cidade de Dublin, numa Sexta-feira 13, em Abril de 1907; talvez por isso se considerasse “pouco dotado para a felicidade”. Entrou cedo no mundo das artes, mas foi com “À Espera de Godot”, “Endgame” ou “Os Dias Felizes”, obras de transformaram o teatro ocidental, que conseguiu o reconhecimento pelo seu trabalho de dramaturgo. Ganhou o Nobel da Literatura em 1969.

Texto Samuel Beckett
Direcção, tradução, interpretação João Lagarto
Desenho de luz José Carlos Gomes
Figurino Ana Teresa Castelo
Música Jorge Palma

Co-produção Teatro Nacional D. Maria II / ACE - Teatro do Bolhão


TEATRO MUNICIPAL DA GUARDA

Sábado, 6 de Setembro - 21h30.

domingo, 24 de agosto de 2008

OTRAS MUJERES está novamente em cena em Madrid


Antonia San Juan repete a experiência com uma montagem renovada do seu primeiro grande êxito no teatro.

A actriz, encenadora, empresária e agora também realizadora de cinema, que esteve na última edição do FITEI com grande êxito apresentando o seu segundo espectáculo Las que Faltaban, regressa ao cartaz com o espectáculo que lhe deu la fama (antes mesmo da sua participação na película de Almodóvar Todo sobre mi madre). Otras mujeres é uma proposta que, desde o início até hoje, teve várias revisões por parte da actriz, com o objectivo de ir melhorando o espectáculo e também ligá-lo à actualidade mais imediata. A obra consta de dez monólogos, tantos quantos personagens femininos tem, e foi escrita a oito mãos: a própria actriz, Félix Sabroso, Enrique Gallego e Rafael Mendizábal.

Otras Mujeres

Até 31 de Agosto, no Teatro Arlequin, Madrid

sábado, 23 de agosto de 2008

Formação de espectadores em São Paulo


Durante todo o mês de Agosto, a Companhia Teatro Balagan, de São Paulo, realiza na sua sede encontros com artistas e convidados sobre as relações entre a apreciação e a prática teatral.
Essa programação faz parte do projecto Formação do Olhar para o Teatro, voltado para a formação de espectadores, que desde Fevereiro se desenvolve na Casa Balagan, com uma programação que envolve apreciações de espectáculos, exposições, concertos, entre outros.

23 de Agosto
Leitura do texto 'Os Gigantes da Montanha' de Luigi Pirandello com atores convidados (Antonio Januzelli (Janô), Bete Dorgam, Daniel Maia, Eliana Bolanho, Fernando Neves, Francisco Wagner, Gabriela Flores, Isabel Teixeira, Joana Albuquerque, Leonardo Ventura, Maurício Marques, Plínio Soares, Roberto Alencar e Walter Breda)

30 de Agosto
Encontro com o dramaturgo Luís Alberto de Abreu

Telefone: 36674596 (das 14 hs às 20 hs) E-mail: ciateatrobalagan@hotmail.com

Cia. Teatro Balagan Alameda Olga 444, Barra Funda, São Paulo