sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Cale-se 3


O Cale Estúdio Teatro anunciou a criação do CALE-se 3, Festival Internacional de Teatro de Amadores, de carácter competitivo. A decorrer de 17 de Janeiro a 21 de Março de 2009, enquadra-se no âmbito do 23º Aniversário do CET, e pretende, a partir desta terceira edição, alargar o intercâmbio de experiências também além fronteiras.

O evento pretende promover e a apoiar o desenvolvimento qualitativo do Teatro de Amadores, premiando o mérito de prestações individuais e colectivas. Também a permuta de experiências, o reforço da solidariedade associativa e a divulgação do fenómeno teatral de carácter não profissional, constituem objectivos deste projecto, sublinhando a importância que o Teatro de Amadores continua a assumir, particularmente no concelho de Vila Nova de Gaia. Passa, ainda, a ser objectivo da organização, a partir da terceira edição, promover o intercâmbio com realidades de teatro não-profissional de outros países da União Europeia.

Podem concorrer ao CALE-se 3 todos os grupos de teatro de amadores interessados, portugueses ou de outros países da UE, sujeitando-se a uma selecção prévia da organização. Por sua vez, a organização pode proceder a convites directos ou delegar esses convites a parceiros institucionais. O período de candidatura decorre de 15 de Setembro a 30 de Novembro de 2008.

Mais informações: Cale Estúdio Teatro - Associação Cultural de Actores
Rua do Meiral, 514400-501 Vila Nova de Gaia
Telefones: (+351) 911 062 216 (+351) 963 697 254

O festival é realizado em parceria com a Delegação Regional da Cultura do Norte, o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e a Junta de Freguesia de Canidelo.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Mona Lisa Show - de 9 a 12 de Outubro no CCB


O que é que está aqui a fazer? ILUSÃO! DRAMA! EROTISMO! VIOLÊNCIA! RISO! VIRTUOSISMO!...e muito MEDO! Mona Lisa Show é um acontecimento onde os seus mais íntimos pensamentos ganham voz e os seus mais secretos desejos se tornam realidade! Do que é que estava à espera? Se está à procura de respostas e ávido de perguntas, não se vá embora! Esta é a experiência que poderá mudar a sua vida! Em que é que está a pensar? Do que é que se lembra? O que está a sentir? Encontre-se! Esqueça quem é ou o dia que teve! Questione-se, conheça o grande amor, descubra o sentido da vida, ou ainda, o caminho para a felicidade! Emocione-se, exorcize-se! Venha libertar-se, encontrar a redenção, ou simplesmente, entregar-se ao prazer! Não se deixe dormir…esteja muito disponível! E tudo isto para quê afinal?...de que é que se vai lembrar amanhã?


Mona Lisa Show - de 9 a 12 de Outubro
SALA EDUARDO PRADO COELHO
CENTRO CULTURAL DE BELÉM

Criação e direcção artística PEDRO GIL
Direcção de produção ANA PEREIRA
Criativo DIOGO MESQUITA
Interpretação AINHOA VIDAL, ANTÓNIO FONSECA, DAVID ALMEIDA, MÓNICA GARNEL, RAQUEL CASTRO, RICARDO GAGEIRO E ROMEU COSTA
Espaço cénico PEDRO SILVA
Adereços PEDRO GODINHO
Música original SÉRGIO DELGADO
Desenho de luz JOSÉ MANUEL RODRIGUES
Design gráfico MULHER BALA
Assistência de direcção MANUEL HENRIQUES

Apoio Fundação Calouste Gulbenkian, Allianz Falcão Marques e Sonae Sierra
Projecto Financiado pela DGArtes (Direcção-Geral das Artes) / MC (Ministério da Cultura)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Cabarets na Maia

O Cabartet da Santa, de Reinaldo Maia e Jorge Louraço Figueira, pelo Teatrão de Coimbra e Caravan Cabaret, encenação e dramaturgia de Marta Pazos, realçam o ar festivo e divertido do Festival de Teatro Cómico da Maia.



De destacar da programação do festival, que decorre no Forun Maia até domingo, dia 12 de Outubro, Gadgets, criação e interpretação de JOEL SALOM , quarta, dia 8, espectáculo em parceria de programação com o Festival “O Gesto Orelhudo”, Águeda.

Ponto alto do evento será a apresentação de NOLA RAE de Inglaterra, com Exit Napoleon - Pursued by Rabbits, espectáculo com direcção de JOHN MOWAT, na sexta, dia 10.


terça-feira, 7 de outubro de 2008

O Festival Y

O Festival Y#06 – festival de artes performativas, até 8 de Novembro nas cidades da Covilhã, Fundão, Guarda e Torres Novas, continua o projecto onde a dança, o teatro (nas suas formas mais contemporâneas), a música, a performance e as artes visuais conquistaram um espaço quase inexistente na Região.

Nesta sua sexta edição o Y apresenta Tiago Guedes e Maria Duarte; Joel Salom; Tânia Carvalho; Sérgio Pelágio, Maria João Matos e Nuno Correia; Vera Mantero, Carlos Zíngaro, Vítor Rua E Luís San Payo; Sergi Faustino; Cláudia Dias; Sílvia Real; Maria Belo Costa; e Quarta Parede, que organiza o evento.

O programa completo pode ser consultado em http://www.quartaparede.pt/

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Prémio Infante D. Henrique para o FITEI


O Prémio Infante D. Henrique, na Categoria Instituição, foi atribuído este ano ao Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica.

Este galardão é atribuído, no âmbito da sua intervenção, pela Confraria das Tripas à Moda do Porto, que tem por missão "preservar a alma tripeira e o seu valor, honrando a universalidade do Infante e os Valores da Liberdade, Justiça, Igualdade, Fraternidade e Coerência, que impregnam o incomensurável alcance da sua expansão".

O júri desta IV edição, composto por Hélder Pacheco, que presidiu, Arnaldo Araújo, Beatriz Pacheco Pereira, Hélio Loureiro e Raquel Coelho, atribuiu ainda prémios a Luís Sottomayor, na categoria Gastronomia, aos Albergues Nocturnos do Porto, na categoria Solidariedade, ao escritor Rebordão Navarro, na categoria Literatura e na categoria Arte ao escultor José Rodrigues e ao pintor Júlio Resende.

A cerimónia de entrega dos prémios será no dia 11 de Outubro, Sábado, pelas 20 horas, na sala Porto, do Hotel Porto Palácio.

Este prémio é mais um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo FITEI e vem juntar-se ao Prémio Max, recebido em Espanha em Fevereiro último, ao prémio especial Ollontay e ao Prémio Internacional Federico García Lorca.

domingo, 5 de outubro de 2008

Sören Kierkegaard numa dramatização de Agustina Bessa Luis

Estados Eróticos Imediatos de Sören Kierkegaard, de Agustina Bessa Luis e com encenação de Roberto Merino, é a nova produção da Seiva Trupe, que teve estreia no passado dia 25, no Teatro do Campo Alegre e estará em cena até 31 de Outubro.

Este arranjo para teatro é resultado da leitura habilidosa e grave dos textos de Kierkegaard; o que dá o título à peça “ESTADOS ERÓTICOS IMEDIATOS”, e o “DIÁRIO DE UM SEDUTOR”, além de outras reflexões, pensamentos, memórias e entendimento da sua vida e drama. Por aqui se entende quanto Kierkegaard, foi homem extraordinário, sofrendo do mal de “ter sido um génio numa cidade de província”. As cóleras que ateou, sopradas pela inveja e pela ordem estabelecida, só foram comparáveis ao prazer de as desafiar.

Os amores com Regina Olsen, a admiração turbulenta pelo pai, patriarca terrível adaptado à imagem bíblica, funcionaram como febres em que se descobre a vitalidade e se enfrenta a morte com a vocação maior do homem que é a da mesma morte.Nobre alma, mau cidadão, eficaz no erro e na verdade, esta é uma homenagem a Sören Kierkegaard. O pano de cena lhe seja leve e as tábuas do palco não ranjam com as suas ossadas vestidas de D. João. Talvez não se represente nunca, talvez um dia. O nosso entendimento é perfeito; não vive de projectos de casamento. É, como a música de Mozart, algo de tão imediato que não chega a ser sentimento, mas arte pura.

Esta encenação conta com a participação dos actores: Anabela Nóbrega, Carolina Sousa, Clara Nogueira, Cláudia Abreu, Hugo Sousa, Isabel Nunes, Jorge Loureiro, Juliana Rodrigues, Lizete Pinto, Miguel Rosas, Paulo Calatré, Vânia Mendes e Vera Pitrez

sábado, 4 de outubro de 2008

Brecht na Culturgest

© Rúben Tiago

A Resistível Ascensãode Arturo Ui, de Bertolt Brecht, um espectáculo da Truta, está até Quarta 8 de Outubro, no Pequeno Auditório da Culturgest, em Lisboa.

A Resistível Ascensão de Arturo Ui foi escrita em 1941 por Bertolt Brecht durante o exílio na Finlândia. Tendo como pano de fundo a cidade de Chicago e as guerras entre gangsters, o autor pretendia demonstrar ao mundo como se deu a ascensão de Hitler e do Nazismo, afirmando: “É preciso esmagar os grandes criminosos políticos: e esmagá-los através do ridículo. Pois não são sobretudo grandes criminosos políticos, mas sim autores de grandes crimes políticos, o que é bem diferente.”Numa sociedade do espectáculo baseada mais em mecanismos de manipulação das imagens do que no crescimento pessoal e na construção participada de uma comunidade possível, a retórica substituiu a ética, transformando as práticas sociais em batalhas onde em vez do mérito há lobbies e favorecimentos. Brecht deixa-nos com este texto um valioso instrumento para pensar o mundo, através de uma paródia sobre vilões e homens bons, todos corruptíveis. É isto que nos motiva. É no tom caricatural, risível e por vezes ridículo com que o autor esboça estas personagens que encontramos uma forma de comunicar.

A Truta nasceu em 2003 por iniciativa de um grupo de jovens criadores que desejavam explorar vários discursos e linguagens nas artes do espectáculo, de acordo com os interesses das pessoas que formam cada projecto, e numa constante evolução e adaptação às questões dos dias de hoje. Esta criação teatral é mais uma ocasião para reunir os colaboradores habituais e convidar novos, depois de A Força do Hábito de Thomas Bernhard (2003), Da Mão para a Boca de Paul Auster (2005) e Da Felicidade (2006).


Título original Der aufhaltsame Aufstieg des Arturo Ui
Tradução José Maria Vieira Mendes
Direcção Joaquim Horta
Produção Henrique Figueiredo, Patrícia Costa
Cenografia e figurinos Marta Carreiras
Desenho de luz Daniel Worm D’Assunção
Interpretação Carlos Alves, Duarte Guimarães, Gonçalo Amorim, Joaquim Horta, Paula Diogo, Pedro Martinez, Raul Oliveira, Rúben Tiago, Sílvia Filipe, Tónan Quito
Co-produção Truta / Culturgest
Apoio Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Marionetas na cidade

Entre 10 e 12 de Outubro, Alcobaça encontra-se com a 11ª edição do seu encontro internacional de marionetas.

Nos últimos 10 anos, o festival “Marionetas na Cidade”, tem tido como objectivo divulgar a arte da marioneta nas suas diversas vertentes, recorrendo em cada edição do festival à apresentação de vários espectáculos de teatro de marionetas, exposições, debates, acções de formação, actuações de rua, mas apostando sempre na produção nacional de teatro de marionetas.
A programação do festival contará com as companhias: Era uma Vez - Teatro de Marionetas, Marionetas da Feira, Alexandre Pring, Marimbondo, Fio d’Azeite, S.A.Marionetas, M.A.O. Marionetas Actores & Objectos.

Nesta edição do Festival, para além dos habituais espectáculos de marionetas, debates e animação de rua, realizar-se-ão três exposições, uma de Fotografia intitulada “Outros Bonecos” de João Costa no edifício Adães Bermudes; no Cine-Teatro de Alcobaça “Marionetas do Projecto Tempestade - Theatre of Glass”; e uma outra de marionetas, “Marionetas de Jorge Cerqueira” na Fundação Cultural “Armazém das Artes” em Alcobaça. Teremos também uma Conferência - “Vidas com Marionetas” - com José Carlos Alegria (Marionetista), José Gil (Marionetista), um elemento da companhia Marimbundo, Alexandre Pring, entre outros convidados.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

XVI Jornadas Mar por Medio

As Jornadas Mar por Medio – Galiza e Portugal pretendem contribuir para a construção de um espaço comum de comunicação e cultura entre Portugal e Espanha. Este ano realizam-se em Ribadeo, entre 17 e 19 de Outubro.

A data limite para a inscrição de profissionais é 3 de Outubro e do público em geral é dia 10 de Outubro.

Mar por Medio quer ser uma ferramenta útil de análise e estudo para saber em que medida a proximidade entre a Galiza e Portugal é realmente possível no campo das indústrias da cultura e da comunicação.

Estas jornadas contam com a participação institucional de Fernando Suárez, Alcaide de Ribadeo, Jorge Barreto Xavier, Director Geral das Artes (Ministério de Cultura de Portugal), Luís Bará, Director Xeral de Creación e Difusión Cultural (Consellaría de Cultura. Xunta de Galicia), Miguel Martín, Xerente da Axencia Galega das Industrias Culturais (AGADIC) e Helena Gil, Directora da Delegação Regional da Cultura do Norte (Portugal).

Nas diversas mesas de debate participam Xesús Iglesias, Director da TVG, Domingos de Andrade, jornalista do Jornal de Notícias, Inês Nadais, jornalista do Público, Carlos Martins, da Consultora Opium, Susana Marques, da Sete Pés, Francisco Macías, das Edicións Positivas, Pedro Cadima, da Audiência Zero, Vítor Belho, da Cantos na Maré, Luis Diamantino da Correntes d'Escrita, Daniel Pires, dos Maus Hábitos, José Bastos, do Teatro Vila-Flor de Guimarães, Vítor Belho, consultor cultural, Carlos Seixas, Director do Festival Músicas do Mundo de Sines, Xosé Grajal, da Axencia Cultural Muxicas e Mariluz Álvarez Lastra, Conselheira de Cultura do Concelho de Ribadeo.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia



A 14ª edição do Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia realiza-se entre 3 e 12 de Outubro de 2008 no Fórum da Maia.

A organização do evento é da CÂMARA MUNICIPAL DA MAIA e a produção e direcção artística do TEATRO ART' IMAGEM.

Grupos portugueses, alemães, espanhois, italianos, belgas e chilenos fazem parte da programação.

Segundo o director do festival "Sinais do tempo e de uma outra forma de ver e fazer teatro são-nos também dados pela origem dos textos e enredos que são levados à cena, alguns deles ainda oriundos dos grandes autores ou novos escritores e dramaturgos (dois famosos textos do nosso Gil Vicente, outro do cineasta Lars Von Trier, do autor espanhol contemporâneo Juan José Milás, do clássico da literatura Bram Stocker, do autor e pintor cabo-verdiano Tchalé Figueira e da dupla de dois novos dramaturgos, o português Jorge Louraço Figueira e do brasileiro Reinaldo Maia), mas a maior parte escritos (mesmo quando não há texto) pelos próprios actores e intervenientes do espectáculo que querem dar testemunho do mundo em que vivem, aproximando-se artisticamente do real, para melhor o criticar e compreender."


O espectáculo de abertura, no dia 3 Outubro, sexta-feira, às 21.30h é o espectáculo "Que siga la Fiesta", uma paródia sobre duas personagens muito peculiares. Criação e interpretação de DULCINEA GUERRA e ANNA EGLE para o grupo "TARA ‘N’ TELA", produção ITÁLIA / CHILE.

Outro destaque do primeiro fim-de-semana do festival é "Zic Gag", criação e interpretação de JOSEPH COLLARD, da Bélgica, uma personagem saída dos desenhos animados, com mímicas desmesuradas e atitudes arlequinescas.

"Best Off", criação e interpretação de ELLIOT, também da Bélgica, no domingo, às 21h30, fecha o primeiro fim-de-semana do festival, uma mistura delirante, onde encontramos os melhores sketches de Elliot, não recomendável a “intelectuais” e “meninas” demasiado sensíveis.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

ÓPERA, CABARET E FADO


Memória dos Anjos – Da Fé à Perdição Vai Um Passo” é o recital cénico que a soprano Catarina Molder e o pianista Nuno Barroso protagonizam a 1 de Outubro (21h30) no Theatro Circo em contexto de evocação do Dia Mundial da Música.

Partindo da atracção entre opostos como princípio unificador, o projecto da Companhia de Ópera do Castelo coloca em palco um cruzamento de múltiplas áreas artísticas, conjugando reportórios e linguagens musicais, plásticas e cénicas tão distintas como a ópera, o cabaret e o fado que em comum têm a sua base lírica.

Produto final da busca de novos formatos para o tradicional recital de canto e piano, “Memória dos Anjos” expõe a fé religiosa de Puccini, que, em queda vertiginosa, passa para a perdição com trechos da ópera “Lulu”, de Alban Berg, e da “Cantata Fausto”, de Scnitke, com a provocação e sensualidade cruas do “kabarett” alemão, nas canções de Kurt Weill, Schönberg e Hollaender e a doce melancolia do fado.

Homenagem aos grandes momentos e «intérpretes/anjos» que marcaram o “kabarett”, a ópera e o fado, o espectáculo, que conta ainda com encenação de Jorge Rodrigues e vídeo do artista plástico Noé Sendas, expõe o Canto como libertação superior, sublimação dos gritos, dores, alegrias e desesperos que uma cantora desenvolve num percurso iniciático, perseguida por um mundo de imagens e sombras de um cenário vivo, projectado num amplo espaço nocturno. Inicialmente apresentado no espaço “Lux”, em Lisboa, “Memória dos Anjos”, definido por Catarina Molder como «uma sequência de canções oriundas do repertório erudito que são exploradas sob ponto de vista da sua carga dramática, numa trama teatral» inclui ainda a interpretação/ representação de obras de Benjamin Britten, M. Spoliansky, Amadeu do Vale, Lino Ferreira, António Mestre e J. Maria Rodrigues.

«Interessa-me muito misturar expressões artísticas distintas, repertórios opostos para não só criar sequências sonoras e musicais ricas e contrastantes, como ampliar todas as possibilidades cénicas e teatrais que estas misturas suscitam» salienta a soprano – também autora e directora artística – que fez nascer “Memória dos Anjos” a partir da «profunda vontade de querer renovar os formatos dos concertos tradicionais, praticamente inalterados desde há mais de duzentos anos».

Formada em Canto pela Escola Superior de Música de Lisboa e com uma pós-graduação na mesma área pela Hochschule für Musik und Theater de Hamburgo, Catarina Molder, fundadora da Companhia de Ópera do Castelo, dedicou-se ainda, paralelamente ao seu percurso como cantora à concepção de espectáculos destinados à sensibilização do público infantil para o canto lírico e música erudita. A par do recital “O Universo da Infância”, foi responsável pela criação, produção e interpretação de óperas como “A Hand of Bridge” (2001), “A Casinha de Chocolate”, de Humperdinck, ou “Chez Castafiori”, entre outros.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Dança na Cuarta Pared


Território Danza 2008, na sala Cuarta Pared, em Madrid abre um espaço para a diversidade. Nesta quinta edição e durante quatro semanas poderão ser vistos criadores consagrados e artistas novos, espectáculos integrais e peças curtas, trabalhos finais e trabalhos em processo de criação.

Entre 29 de Setembro e 18 de Outubro haverá oportunidade de ver Noche de Solos e Noche de todos, criados por Carmen Werner e a sua Provisional Danza e ainda pela mesma companhia El Privilegio de Morir. A conhecida companhia Pisando Ovos apresenta o espectáculo 3000, enquanto El Curro DT apresenta um espectáculo de amor e desamor em Sin poema desesperado. De Corazon (Companhia Complot), The Monster Mash (Ladinamo) e diversos solos competam o programa.

domingo, 28 de setembro de 2008

A Soul for Europe

A Setepés, enquanto parceiro estratégico da "A Soul for Europe" divulgou a realização de 3 encontros europeus no ano 2008 e convidar os interessados portugueses a estarem presentes:

FORUM BELGRADE Belgrado, 3 e 4 de Outubro - Este Fórum em Belgrado refere-se à segunda reunião de políticos, gestores e sociedade civil que na capital sérvia realizará mais um dos encontros de uma série nomeada, Forum X - "A Soul for Europe".

FORUM LYON – Lyon, 10 e 11 de Outubro - Na sequência dos fóruns organizados em Belgrado, Pécs e Skopje, Lyon será a primeira cidade importante da Europa do Oeste palco do lançamento do Projecto "Forum X – A Soul for Europe" . Desta vez o foco estará centrado não só nas novas formas de cooperação entre políticos e a sociedade civil, mas também na causa fundamental: integrar o potencial criativo da cultura em outras áreas e sectores da sociedade.

CONFERÊNCIA DE BERLIM, 14 e 15 Novembro de 2008 - A 3ª Conferência de Berlim marca o fim da 1ª fase de trabalhos do projecto "A Soul for Europe" . A partir de 2009 esta iniciativa, que desde 2003 atribuiu uma dimensão cultural a este projecto europeu, irá lançar, em conjunto com importantes parceiros europeus, novos projectos, bem como a organização de iniciativas que envolvem cada vez mais a juventude.

sábado, 27 de setembro de 2008

Experimental de Cascais no Porto e Teatro Bruto em Lisboa

Não é tão habitual como de certo todos desejariam, mas neste fim-de-semana, acontece que uma companhia do Porto representa em Lisboa e uma companhia da Grande Lisboa (Cascais) representa no Porto.


O Teatro Experimental de Cascais apresenta, no Teatro Campo Alegre, a peça Medeia do escritor Mário Cláudio, com interpretação da actriz Anna Paula. Os cenários são de Mestre José Rodrigues e a encenação de Carlos Avilez.

O espectáculo Medeia foi apresentado no Estoril com um enorme êxito, tendo a actriz Anna Paula recebido as melhores críticas pela sua brilhante interpretação.

O espectáculo estará em cena apenas 2 dias: 27 e 28 de Setembro, às 22h00 e 16h00 respectivamente.

Uma actriz arrasta ao longo da vida a obsessão de representar a Medeia, de Eurípedes, e empolgada pela ânsia que se torna matéria da alma, precipita na morte dos que a rodeiam o seu próprio e irredimível aniquilamento.
A cada Medeia, entendida pelas variáveis da história, ou da geografi a, sobra em desvario quanto lhe escasseia em argúcia. Não que a inteligência se lhe distinga da paixão, iluminada como vai pela chama da fúria, mas é pela ruína que investe, cega aos gestos que lhe permitam a edifi cação de si, e a prossecução dos seus planos. A mulher que evolui à nossa vista maniacamente destruirá, conforme à heroína que abraça, os fi lhos que nela engendrou o amante traidor. E até a casa de teatro, na qual um palco vazio, corroído pelo interminável tempo de um país pequeníssimo, parecia esperar por ela, até essa acabará por ir sendo lentamente demolida.
Ninguém recupera um mito, este ou um qualquer, sem que se lhe queimem os dedos na incomodidade da empresa. Pode no entanto perdoar-se a tentativa de o insufl ar de um resíduo de sentimentos fi ngidamente novos, o da angústia que trucida a mãe presa do terror de vir a ser devorada pelos que pariu, o da catástrofe que a nossa suicidária tendência não deixa de provocar nos outros, ou o da substituição da estratégia política pela táctica da informação.
Se à sombra de Medeia, a grande feiticeira, não conseguirmos desenhar certa magra linha assim, de impressões elementares, será a essa vertigem do Mundo, inseparável da busca de sentido em que todos nos empenhamos, que fi caremos a dever o direito de nos considerarmos seus irmãos de sangue, incapazes de escolher, quando não seus legítimos herdeiros, marcados pelos mesmos impulsos
.
Mário Cláudio

Ficha técnica e artística
ENCENAÇÃO Carlos Avilez
REALIZAÇÃO PLÁSTICA José Rodrigues
PRODUÇÃO E ELABORAÇÃO DE PROGRAMA Fernando Alvarez
FOTOGRAFIAS DE CENA E CARTAZ Susana Paiva
CONSULTADORIA MUSICAL Vítor Carneiro
LUMINOTECNIA E DIRECÇÃO DE MONTAGEM Manuel Amorim
SONOPLASTIA E MONTAGEM Augusto Loureiro
CONTRA-REGRA E MONTAGEM Rui Casares
ASSISTÊNCIA DE ENSAIOS Jorge Saraiva
MANUTENÇÃO DE GUARDA-ROUPA Virgínia Pão-Mole
INTERPRETAÇÃO Anna Paula




Boca, de de Regina Guimarães e Saguenail, produção do Teatro Bruto com direcção de Ana Luena termina hoje as representações em Lisboa, no Espaço Mitra (Teatro Merional).

Texto original inspirado na pesquisa de cartas de amor oriundas do espólio da literatura epistolar e outras expressamente redigidas para o efeito. Alia a música clássica à música electrónica, o canto à representação teatral.

Um apaixonado, um escrivão, um coleccionador. O apaixonado, incapaz de exprimir por palavras a paixão que o arrebata, dirige-se a um escritor profissional – o escrivão – para que ele o faça em seu lugar sob forma de ardente carta.
Mas o escrivão expressa-se num estilo convencional, recheado de chavões e lugares-comuns, que não corresponde ao sentimento difuso, inflamado e indizível do seu cliente.
Após varias versões falhadas da impossível missiva, todas elas severamente criticadas pelo apaixonado que desconfia do talento do escrivão, este último propõe-lhe uma visita a um grande coleccionador que, entre outras preciosidades, possui uma extraordinária amostra de cartas literárias célebres.

Cartas utilizadas:
Heloísa (a Abelardo) / Mariana Alcoforado (ao Cavaleiro Chamilly) / Suzette de Gontard (a Hölderin) / Bettina Brentano (a Goethe) / Julliette Drouet (a Hugo) / Guillaume Apollinaire (a Lou) / Franz Kafka (a Milena) / Fernando Pessoa (a Ofélia) / Lettera amorosa de Monteverdi

Ficha técnica e artística
DIRECÇÃO, CENOGRAFIA E FIGURINOS Ana Luena
MUSICA ORIGINAL Magna Ferreira e Fernando Rodrigues
TEXTO Regina Guimarães e Saguenail
INTÉRPRETES
[Actores] Luciano Amarelo, Mário Santos, Pedro Mendonça, Sílvia Silva e Marta Inocentes [Músico] Fernando Rodrigues [Cantora] Ana de Barros
DESENHO E OPERAÇÃO DE LUZ Mário Bessa
DIRECÇÃO DE MOVIMENTO Luciano Amarelo
BANDA SONORA E OPERAÇÃO DE SOM Fernando Rodrigues
FOTOGRAFIA Marco Maurício
DESIGN GRÁFICO R2 design
PRODUÇÃO EXECUTIVA Sara Leite
DIRECÇÃO PRODUÇÃO Susana Lamarão

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Solitos, de Azar Teatro em Portugal


ACTO SEGUINTE – FESTIVAL DE TEATRO DA GUARDA apresenta hoje Solitos, pelo Azar Teatro [ESPANHA], companhia integrada na Red de Teatros de Castilla y León.

Espectáculo sem palavras, mas repleto de humor, ironia e melancolia. Trata-se de uma fábula sobre a incomunicação, que conta a história de um casal de empregados dos caminhos-de-ferro cuja existência, silenciosa e monótona, é marcada pelos horários dos comboios, numa relação de gestos repetidos.A chegada de um observador encarregue do controlo exaustivo do trabalho dos “guarda-linhas”, que ambos hostilizam, faz desmoronar esse quotidiano rigidamente rotineiro, dando lugar a novos encontros e situações. A mudança é trágica e inesperada. Cada um tem de enfrentar o seu próprio vazio. Porém, um vento imprevisto fá-los descobrir que ainda estão a tempo de cumprir alguns dos seus sonhos…

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Julieta inicia digressão em Portugal

A Bemditas - Criadores Culturais estreia a digressão nacional de "Julietta", no Festival Internacional de Teatro É-Aqui-In-Ócio, da Póvoa de Varzim, hoje, dia 25 de Setembro, às 22 horas.

Depois de um ano e meio em digressão em Espanha, Argentina e México, inicia finalmente a apresentação em diversos locais de Portugal.

Julietta [a personagem] está pendurada num trapézio. Joga inocente, como a menina que é, desfruta do espaço, em movimento, o risco. Não sabe o que a espera.Sílvia [a actriz] está pendurada num trapézio. Consciente arrisca, como a mulher adulta que é. Desfruta do jogo, do vértigo, do silêncio. Sabe perfeitamente o que a espera.

Julietta recebe o anúncio, dentro de poucos dias casará com Paris. O tempo acelera e faz zig zag no espaço aéreo que a circunda, que a contém, que a desespera. Larga-se ao vazio, fala consigo mesma, arma estratégias, nega-se, enfrenta-se, mas a lei paternal impõe-se, deverá ir a uma festa e conhecer o seu pretendente.
Julietta dança. Sílvia dança.
Ambas se enamoram, uma sabendo o seu destino cruel.
A outra, inocente nos preâmbulos da vida.
A dança do amor, do descobrimento.
Mas o desejado é um inimigo.
Não dela mas da sua família.
Mas o desejado mata o seu primo.
Mas o desejado é deportado.
Sílvia diz com palavras, gestos, lágrimas e tropeços.
Julietta deve casar-se com quem seus pais decidiram.
Uma cura dá-lhe um fármaco mágico.
Irá fazer-se passar por adormecida e despertará quando os convidados da festa já estiverem pensando noutra coisa.
O padre avisará Romeu e fugirão juntos.
Mas a mensagem não chega e aparece o Romeu para ver a sua amada morta.
Julietta desperta junto ao cadáver do seu amado.
Sílvia chora. Lágrimas de verdade. Torrentes. Cataratas.
Julietta mata-se. Cerimónia ritual. Infinitamente repetida.
Sílvia transpira. Ela sabia mas não pôde fazer nada para a salvar
.


Ficha Artística e Técnica:
Baseado em: Romeu e Julieta William Shakespeare
Interpretação: Sílvia Balancho
Texto e Encenação: Claudio Hochman
Música: César Viana
Dramaturgia: Claudio Hochman, Rita Pitschieller, Clara Marchana
Assistente de Encenação: Rita Pitschieller
Assistência Aérea: Marcelo Curotti, Joaquim da Silva Gouveia, Mila
Responsável Técnico (tournée): João Tomé
Direcção de Produção: Luciana Pattin

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Duas peças de Juan Mayorga em Barcelona


La Paz Perpetua, de 2 a 12 de Outubro pelo Centro Dramático Nacional, com José Luis Alcobendas, Julio Cortazar, Israel Elejalde, Susi Sánchez e Fernando Sansegundo, sob a direcção de José Luis Gómez. No Teatro Nacional da Catalunha.

La Tortuga de Darwin, está em cena desde 3 de Setembro de 2008 com carreira prevista até 5 de Outubro de 2008. É uma co-produção de Teatro el Cruce e Teatro de La Abadía, com encenação de Ernesto Caballero e interpretação de Carmen Machi, Vicente Díez, Susana Hernández e Juan Carlos Talavera. No Teatre Romea.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

João Pedro Vaz encena Persona


João Pedro Vaz encena para a companhia “As boas raparigas…” o texto de Igmar Bergman “Persona”, que será apresentado no Estúdio Zero, no Porto, a partir de 24 de Setembro.

Persona é o conhecimento, um terrível conhecimento sobre a nossa solidão, a nossa singularidade. A nossa capacidade de tocar um ao outro. É uma confissão dos nossos medos. Do homem, do fracasso, da morte. Persona é um drama sobre o desespero, o silêncio. Um terror indescritível da vida em todos os aspectos. É um drama sobre a sensibilidade da pele, dos rostos e das palavras não entendidas. Persona é uma ilusão estilhaçada. Uma vitória sobre o silêncio.“
Texto do trailer de Persona


Encenação│ João Pedro Vaz
Tradução│ Armando Silva Carvalho
Cenografia│ Cláudia Armanda
Design de Luz│ Nuno Meira
Sonoplastia│ Luís Aly
Elenco│Maria do Céu Ribeiro e Sandra Salomé

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Improvisação em Movimento


A companhia de dança The Little Queens apresenta o II Festival Internacional de Improvisação em Movimento que terá lugar na cidade de Granada de 13 a 19 de Outubro.

O II Festival Internacional de Improvisação em Movimento oferecerá uma série de cursos intensivos para o estudo da Improvisação, como tendência artística e arte performativa. Para tal conta com Israel Shahar Dor que orientará o curso de “Performance in live” e com a bailarina Diana Bonilla que dará Técnica de "Contact-impro". O colectivo The Little Queens orientará o trabalho final do dia com diversas práticas cénicas de Improvisação abertas ao público em general.

O II Festival Internacional de Improvisação em Movimento é dirigido a todos os interessados no movimento, a arte da improvisação, a criadores em general… bailarinos, actores, educadores físicos, acrobatas, músicos, estudantes, terapeutas, comediantes, video-artistas, escultores, fotógrafos…É a primeira vez que um festival deste tipo acontece em Espanha. THE LITTLE QUEENS escolheu a cidade de Granada como referente artístico internacional, devido ao seu ambiente inigualável e à sua história.

domingo, 21 de setembro de 2008

Teatro Extremo abre nova época


O Teatro Extremo abre a nova época de teatro com “Einstein” de Gabriel Emanuel, em co-produção com o Teatro da Trindade, um espectáculo que proporciona uma visão humana, simples e divertida de Albert Einstein. Estreou em 19 de Setembro e estará em cena até 19 de Outubro, no Teatro Extremo.

A companhia prepara para Novembro a estreia de “Preto no Branco” de Antónia Terrinha, uma peça para toda a família com cenografia de Eric Costa, em co-produção com o Centro Cultural da Malaposta. De 6 a 16 de Novembro no Centro Cultural da Malaposta e de 6 a 21 de Dezembro no Fórum Romeu Correia, em Almada.

De Setembro a Dezembro, o Teatro Extremo desloca-se em digressão de norte a sul do país, com as peças “Pedro e o Lobo”, “Maria Curie”, “Einstein”, “Histórias Dentro de uma Mala”.