quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Ricardo Pais encena O Mercador de Veneza, de Shakespeare

“Os muçulmanos sentem-se como os judeus da Europa.” A declaração é recente, e foi proferida por Shahid Malik, o primeiro muçulmano a integrar um governo britânico. Lida num jornal, teria sido suficiente para desencadear em Ricardo Pais o impulso de promover uma nova montagem de O Mercador de Veneza, não fizesse já parte da shortlist do encenador a “comédia” de Shakespeare que reacções mais “sérias” tem gerado desde que foi escrita. O projecto remonta a 2005, quando ainda envolvia a participação do actor brasileiro Raul Cortez. É agora retomado com uma tradução inédita, e com um elenco de criativos e intérpretes que congrega novos e velhos conhecidos da Casa. Tomando em mãos uma obra que baralha as coordenadas da alteridade nacional, rácica, religiosa e sexual, Ricardo Pais transcreve para a cena a força sanguínea tanto da prosa como da poesia do judeu Shylock, do cristão António, de Pórcia, Bassânio e restantes personagens, e acciona o jogo de duplicidades a que Shakespeare as abandona. No TNSJ, o ano começou com a maldizente Veneza de Goldoni. Houve, pelo meio, a cínica Veneza de R.W. Fassbinder. Agora que nos aproximamos do termo de 2008, chegamos à Veneza de escuros becos psíquicos imaginada por Shakespeare, com uma muito musical Belmonte do outro lado do espelho. O chamamento vem do seu interior: “Vamos sentar aqui, deixar que os sons da música nos subam aos ouvidos”.
In Website de TNSJ

de William Shakespeare
tradução Daniel Jonas
versão cénica Ricardo Pais, Daniel Jonas
encenação Ricardo Pais
cenografia Pedro Tudela
figurinos Bernardo Monteiro
música Vítor Rua
desenho de som Francisco Leal
desenho de luz Nuno Meira
assistência de encenação Nuno M Cardoso
preparação vocal e elocução João Henriques
interpretação Albano Jerónimo, António Durães, João Castro, Jorge Mota, José Eduardo Silva, Lígia Roque, Luís Araújo, Micaela Cardoso, Paulo Freixinho, Pedro Almendra, Pedro Frias, Sara Carinhas e Pedro Jorge Ribeiro, Pedro Manana
produção TNSJ

De 7 a 23 de Novembro no Teatro Nacional S. João.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Workshop de Escrita Criativa

PUT - Plataforma Universitária de Teatro (PORTO)
Rua do Mirante, 40
(Cedofeita)

WORKSHOP DE ESCRITA CRIATIVA
Duração: 20 horas
Por: A. Branco

15 (sábado), 16 (domingo)
22 (sábado), 23 (domingo)
Novembro 2008
das 10h às 15h

O número de inscrições é limitado

. 25 euros - Membros PUT
. 30 euros - Estudantes
. 45 euros - Não estudantes


Inscrições via e-mail até dia 12 (quarta-feira): put_up@yahoo.com
Nome
Contactos (e-mail e telefone)

Receberá e-mail a confirmar a sua inscrição

Para dúvidas ou esclarecimentos:
96 930 08 12 (Formador)


Workshop de Escrita Criativa
20 horas

Processo
Construção e utilização de um texto
Tecnicas de desbloqueamento (escrita furiosa/compulsiva)
Técnicas de desenvolvimento criativo
Criação de ambientes
Definição de personagens

Objectivos
Desenvolver o potencial artístico e criativo através da escrita
Potenciar a disciplina e o rigor
Construir pequenos textos
Construção de um Conto


A. Branco

Nasceu em Lisboa em 1970. Formação artística com João Mota e António Torrado na Fundação Calouste Gulbenkian. Colaborador de “Atrás da Máscara” – RDP África. Colaborador da Sercultur – Canal Cultura do Sapo desde 2001. Professor, dramaturgo, encenador, consultor de teatro. Desenvolve vários projectos com grupos de teatro universitário desde 2003. Distinção João Osório de Castro, do Fórum Teatral Ibérico (2008) e Menção Honrosa INATEL/TEATRO - Novos Textos (2005) por “Até Amanhã!”. Menção Honrosa pela adaptação do texto “As portas de Mahagonny” (2008) e Menção Honrosa pela qualidade da adaptação do texto “Terrorismo” (2006), FATAL – Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa. Grande Prémio INATEL/TEATRO - Novos Textos (2007) com “7 (sete)”. Co-fundador e Director Artístico do grupo de teatro Corvo Manso.

Jornadas de Artes Cénicas em Múrcia


Realizam-se em Múrcia as VII JORNADAS DE LAS ARTES ESCÉNICAS EN LA REGION DE MURCIA, com o título "Um olhar para a América Latina", numa clara tentativa de abertura à diversidade dos diferentes países que a compõem, e por extensão, a sua língua e cultura, sociedade e economia, e todos os aspectos que se considerem mais interessante para o desenvolvimento positivo das artes do espectáculo na região de Múrcia, e especialmente aqueles que promovem o intercâmbio cultural.


Nestas jornadas serão organizadas três Mesas de Trabalho que incidirão sobre: POLÍTICA E CULTURA, reflectindo mais uma vez sobre as linhas de actuação de ambas, para a consecução do bem-estar social; EXPORTAÇÃO / IMPORTAÇÃO, tendo em vista a consolidação das estratégias de programação, de forma a contribuir para que o trabalho atinja plenamente os objectivos; DRAMATURGIA HISPANO-AMERICANA, com particular incidência sobre os autores dos finais do século XX e início XXI, que actualmente atingem níveis de expressão própria.

As VII JORNADAS DE LAS ARTES ESCÉNICAS EN LA REGION DE MURCIA realizam-se entre 3 e 7 de Novembro. A direcção do FITEI participa na mesa POLÍTICA E CULTURA.

domingo, 2 de novembro de 2008

O Teatro da Transcendência


No Teatro da Transcendência, Rio de Janeiro, está em cena até 15 de Dezembro de 2008, o espetáculo SOH, inspirado nos mitos cosmogónicos e no Zen-Budismo. A peça conta a história de uma mulher que descobriu que estava grávida de forma misteriosa, de um casal de amantes. Essa é a lenda da Mulher de Saturno, que foi abandonada pelos filhos e passa por uma guerra, lutando contra o destino e o tempo para recuperá-los.

A temática do trabalho está ligada ao conceito astrológico do planeta Saturno, voltando para a descoberta do sentido ancestral, retornar às origens, ao feminino. Soh é uma palavra de poder, pronunciada pela Mulher de Saturno no momento em que toca a essência divina. A Companhia Teatro da Transcendência tem como objectivo usar a poética da palavra e da encenação, somada à linguagem da música e do corpo, para desvendar a natureza humana.


A encenadora Camila Diehl é dramaturga, directora, actriz e produtora e, desde 2004, vem desenvolvendo um trabalho autoral que culminou com a fundação da companhia Teatro da Transcendência. Em Setembro de 2007 lançou seu primeiro livro “O Teatro da Transcendência – cinco peças”, pela editora Ibis Libris, que reúne os textos das cinco primeiras montagens realizadas pelo grupo.

Ficha Ténica:
Texto e Direção: Camila Diehl.
Música Original: Luciano Leite Barbosa.
Elenco: Viviane Paganini, Ricardo Galvão, Átila Bezerra, Camila Diehl, Rafael Ramadan e André Gomes.
Instrumentistas em cena: Radoslav Miryanov (gaita de foles, flauta doce) e Fernando Monteiro (percussão).
Preparação Corporal: Wendell Soares.
Iluminação, Ambientação e Figurino: Camila Diehl.
Eletricista: Sérgio Martins.
Fotografia: Rubin Diehl Filho.
Arte Gráfica: Camila Diehl.
Assessoria de Imprensa: Ney Motta.

sábado, 1 de novembro de 2008

O Festival `Cádiz en Danza´ cumpre a sua sétima edição


Terminado há dias o Festival Iberoamericano de Teatro de Cádiz, aquela cidade andaluza anuncia a sétima edição de “Cádiz en Danza”.


Carmen Werner, Prémio Nacional de Dança 2007, e sua companhia Provisional Danza, serão protagonistas na próxima edição do Festival Internacional de “Cádiz enDanza”, que dedica à bailarina e coreógrafa um programa monográfico.

Encarregada da abertura da mostra com o espetáculo Calle 4, Werner irá compartilhar o cartaz com outros grupos espanhóis e de outros países, como Ertza Dantza, dirigida por Asier Zabaleta, a colombiana L'Explose, Marco Vargas e Chloé Brûlé e conjunto francês de hip hop Black Blanc Beur.

São nove dias de festival (mais dois do que em edições anteriores) onde a dança contemporânea ocupará várias áreas de Cádiz, como o Gran Teatro Falla, a Central Lechera, o Centro de Arte Flamenco La Merced, e praças e ruas da cidade.

`Cádiz en Danza´ realiza-se entre 7 e 15 de Novembro.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Nova montagem de "Viúva, Porém Honesta", de Nelson Rodrigues


O Grupo Gatu montou o clássico de Nelson Rodrigues, com direcção de Eloisa Vitz, no Teatro Gil Vicente, S. Paulo, onde estará em cena até 14 de Dezembro de 2008.

Escrita em 1957, Viúva, Porém Honesta foi considerada um desabafo contra a sociedade, especialmente a classe de médicos, psicanalistas e jornalistas, incluindo a crítica teatral, muitas vezes contundente e agressiva com a sua obra.


Um dono de jornal, para resolver o problema da sua filha Ivonete, convoca uma reunião multidisciplinar com um médico, um psicanalista, uma dona de bordel e até o diabo. A presença de duas tias solteironas remete ao moralismo barato, perverso e estereotipado. Esposa adúltera e mal identificada sexualmente, Ivonete transforma-se em uma viúva devotada após a morte do marido, Dorothy Dalton, um delinquente, homossexual, empregado como crítico de teatro no jornal e obrigado a casar-se com a filha do patrão.

Além de uma retaliação feroz à sociedade, a peça serviu como um embrião para tipos revisitados noutros trabalhos. Pela mão dos personagens, o público é levado com muito humor e sarcasmo a uma viagem ao universo de Nelson Rodrigues. Por meio de um assunto aparentemente banal, o autor desmascara o "status quo" das instituições falidas. Texto ácido e sarcástico, estrutura narrativa inusitada e não linear.


Ficha Técnica:

Encenação: Eloisa Vitz
Assistente de encenação: Daniela Rocha
Produção: Grupo Gatu
Elenco: Carlos Gimenez, Daniela Rocha Rosa, Diogo Pasquim, Edson Alves, Elam Lima, Eloísa Vitz, Gabriel Ferry, Laura Vidotto, Miriam Jardim, Marco Barreto, Marcos Batista e Marcos Machado.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Teatro na Póvoa de Lanhoso


O THEATRO CLUB da Póvoa de Lanhoso, um dos equipamentos culturais do Norte de Portugal recentemente recuperados, apresenta regularmente na sua programação espectáculos de teatro. Depois da realização do III Encontro de Teatro António Francês, o THEATO CLUB anuncia para 8, 9 e 10 de Novembro “A VISITA”, um espectáculo construído com linguagem teatral experimental, que tem como base dramatúrgica os elementos da tradição rural. O espectáculo, usa a memória da cultura do mundo rural, o universo poético do popular, utilizando a ficção do teatro contemporâneo. Costumes, lendas, falares, cantares e a ficção poética que revela o universo do imaginário de um homem esquecido numa aldeia de Portugal. Uma Produção do Centro de Criatividade – Póvoa de Lanhoso e Teatro Invisível.


Também em Novembro, no dia 15, o Art’Imagem apresenta “O Homem sem Cara” , uma história de vida levada ao teatro, uma aposta do Teatro Art’ Imagem num texto original e na nova dramaturgia portuguesa, que tem em Fernando Moreira a sua dupla autoria. Paulo é polícia, vive com a namorada, Paula, e em breve vão casar. Paulo sofre um grave acidente, fica com o rosto desfigurado e perde aquilo a que chamamos identidade. Paula trabalha numa loja de fotocópias e vê adiado o casamento para uma altura em que o companheiro depois de um tranplante ganhe um novo rosto. Há também a história de Zaida, um travesti amigo do casal, à procura de si e de um novo corpo, mais um pintor que alheio ao sofrimento do casal pretende aprisionar Paula na sua obra.



No início de Dezembro, dia 6, é a vez dos Peripécia Teatro apresentarem “Mamã?!”. A partir do clown por si criado, Noelia Domínguez interpretará uma bailarina de cabaret, que depois do teste positivo de gravidez, vê a sua vida profissional e pessoal transformada numa sequência de situações que encaixariam sem dificuldade em qualquer película cómica do cinema mudo ou num palco de um salão de vaudeville. Situações essas que são as vividas pela grande maioria das mamãs de todo o mundo: Os seus momentos amorosos, os problemas no trabalho, a dificuldade em arranjar moedas que cheguem para suportar médicos, roupa, biberões, além de milhares de coisas mais; também os pesadelos provocados pela ansiedade e o momento em que a alegria e a dor se juntam para as tornar definitivamente mamãs. O espectáculo pretende dar à luz um humor universal, belo, louco, absurdo e terno através de uma clown que se encontra de esperanças, mas em situações desesperantes, e de um músico que ora a persegue ora dela se escapa, guiando-a pela narrativa da sua própria gravidez.


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Morreu Carlos Porto


Morreu Carlos Porto. Homem grande do teatro português, crítico, ensaista, poeta, dramaturgo. Amigo do FITEI desde a primeira hora - é o autor do livro "FITEI - Pátria do Teatro de Expressão Ibérica" - destacou-se no Diário de Lisboa, onde defendeu corajosamente a independência, a inovação e a liberdade do teatro. Está mais pobre o teatro em Portugal.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Texto do quase esquecido Ambrosi Carrion no Nacional da Catalunha




O Teatro Nacional de Catalunha estreia dia 6 de Novembro La Dama de Reus, de Ambrosi Carrion, espectáculo que estará em cena até 21 de Dezembro.

O Teatro Nacional de Catalunha pretende reabilitar uma figura quase desconhecida do grande público: Ambrosi Carrion, um dos dramaturgos mais prolíficos e interessantes de meados do século xx na Catalunha. E, em simultâneo, pretende lembrar a memória do exílio, que bloqueou a vida cultural catalã, depois da Guerra Civil Espanhola.

Em La Dama de Reus, Carrion reelabora um argumento bem conhecido na tradição popular europeia do século XVII e profundamente enraizado na tradição catalã: uma dama extraordinariamente bela, impulsionada pela necessidade e mesquinhez da família do seu marido, é obrigada a dormir com o tirano que governa a cidade para salvar a vida de seu marido. Amor e paixão são confrontados com a ânsia de vingança.



Ambrosi Carrion é hole praticamente desconhecido, mas, até 1939, foi um dramaturgo combativo e um encenador de prestígio. E não apenas isso: esteve sempre relacionado com os ambientes e centros culturais de trabalhadores (como o Ateneu Enciclopèdic Popular, presidido por si) e foi um conferencista frequentemente solicitado pelas escolas anarquistas.

A partir de 1924, após alguns anos em que tinha sido afastado dos palcos, porque o seu teatro não se encaixava no vazio que dominava a cena catalã, obteve seu doutoramento em Geografia e História e foi professor do Instituto Balmes Barcelona e professor na Universidade Autónoma de Barcelona, na qual se responsabilizou pela Universidade para os Trabalhadores. São muitos os que, ainda hoje, se lembram dele com estima.


Elenco:
Júlia Barceló
Manel Barceló
Ivan Benet
Pepo Blasco
Rosa Cadafalch
Jordi Llovet
Maria Molins
Jordi Puig “Kai”
Artur Trias

Encenação:
Ramon Simó

Cenografia:
Bibiana Puigdefàbregas

Guarda-roupa:
Mariel Soria

Desenho de luz
:
Quico Gutiérrez

Música
:
Joan Alavedra

Músicos (Lisboa Zentral Café):
Joan Alavedra
Eduard Altoba
Salvador Boix
Oriol Camprodon
Xavier Maureta
Naüm Monterde


Produção
:
Teatre Nacional de Catalunya

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Homem Sem Rumo na Comuna


De 22-10-2008 a 14-12-2008, o Teatro da Comuna, em Lisboa, tem em cena uma peça de Arne Lygre “Homem Sem Rumo”, com encenação de Álvaro Correia.

Tudo começa com o retrato de dois irmãos: um é o arquitecto visionário, o outro o seu seguidor. No entanto, ambos precisam um do outro. Eles entregam-se e a energia que daí emana leva-os à construção de uma nova cidade. É um êxito e o dinheiro corre a rodos. Dez anos mais tarde, o arquitecto morre deixando o seu irmão como único herdeiro do império. É então que por detrás da energia libertada aparecem outras forças descontroladas. O irmão ama a “mulher” do defunto, a qual parece, sempre ter amado. Mas não pode continuar a amá-la depois de tanto ter sofrido durante anos vividos à sombra do seu irmão genial. No final da peça, uma certeza: a energia, antes fecunda, tornou-se destrutiva. Mulher e irmão, de novo dependentes um do outro, entregam-se a um combate sem tréguas.

HOMEM SEM RUMO

Terceira peça de Arne Lygre, Homem sem Rumo — título [em norueguês] com um duplo sentido, tanto pode significar um homem sem intenções como um homem supérfluo — foi representada pela primeira vez em Setembro de 2005, durante o Festival de Teatro Contemporâneo em Oslo, numa das salas anexas do Nationaltheatret.


Encenação: Álvaro Correia

Tradução: Pedro Porto Fernandes

Cenografia: José Capela

Desenho de luz: Paulo Graça

Figurinos: Carlos Paulo


Elenco: Carlos Paulo, João Tempera, Jorge Andrade, Maria Ana Filipe, Mia Farr, Tânia ALves


domingo, 26 de outubro de 2008

Madrid - Festival de Outono

O Festival de Outono de Madrid, está a celebrar a sua vegésima quinta edição desde 13 de Outubro até 16 de Novembro. Durante cinco semanas, participam no festival 40 companhias convidadas de teatro, dança, música e circo, num total de 45 espectáculos diferentes: (Teatro:18, Dança: 10, Música: 7, Circo: 3, Dança Teatro: 1, Música Teatro: 4 e Música Dança: 1).

Na programação de teatro incluem-se companhias como: Teatro Español, Man Drake/ Toméo Vergès, Téâtre Vidy-Lausanne, Tomás Gayo Producciones, Es Tres S.R.L. , Odin Teatret, Compagnia Scimone Sframeli, Théâtre-Atelier Piotr Fomenko, Ex Machina / Théâtre Sans Frontières, tg STAN, Téâtre Vidy-Lausanne , Compagnie Irina Brook , Teatro del alma, Tr Warszawa , Peter Brook , La Compagnie de la Comédie Noire, Barcelona ad libitum, Narodowy Stary Teatr, Rodrigo García, Marche La Route, Volksbühne am Rosa-Luxemburg-Platz/Wiener Festwochen/Coproductor) e Apata Teatro.


Les Ballets C. de la B., Man Drake/ Toméo Vergès, Tanztheater Wuppertal Pina Bausch , Les Ballets Trockadero de Monte Carlo , Compagnie Objet Direct, Hofesh Shechter Company , Soli-Tutti, Sankai Juku, Cie Olga Mesa-Association Hors Champ-Fuera de Campo, Sadler´s Wells, Grupo de Rua e Les slovaKs Dance Collective, ~são as companhias de dança que se apresentarão no Festival de Outono de Madrid.


Fazem ainda parte do programa espectáculos de música e circo.

O programa pode ser consultado em



sábado, 25 de outubro de 2008

La Teatral 19


LaTeatral é a única revista de teatro de Andaluzia, o único meio de comunicação impresso não institucional especializado em artes cénicas daquela comunidade. Publica quatro números por ano: Janeiro, Abril, Junho e Outubro. Nasceu em 2003.


O NÚMERO 19, correspondente a Outubro-Dezembro de 2008 inclui os artigos: Sevilla celebra por primera vez el inicio de la temporada; Artemobile.com, nuevo portal web de arte y discapacidad; Programas teatrales de la Universidad de Sevilla; “Nena”, de Titiritrán, se va al Festival de Títeres de Moscú; Vuelve la Muestra de Teatro Andaluz del Puerto de Sta María; El Mes de la Danza cumple quince años; El mercado escénico Mercartes, en noviembre regresa a Sevilla; El FIT de Cádiz seguirá siendo el referente para Latinoamérica; Madrid se viste de artes escénicas durante el Otoño; Alcalá de Guadaíra (Sevilla) recibe un festival de teatro y mujer; Jesús Codina nos anticipa desde Chile el Festival Santiago a Mil; El nuevo teatro de TNT-Atalaya arrancará con MITIN; Los tres estrenos del año de Lance Producciones; Espacio 77, nueva escuela en Sevilla; Sevilla DC presenta su programación hasta fin de año; El Circo Price afronta el reto de la continuidad; Asura prepara sus cursos en Córdoba para enero.
Crónicas de Festivais: Palma del Río cumplió las bodas de plata; Tárrega, más corta por la lluvia; Ciudad Rodrigo, magnífico y cómodo entorno
Comentários: La ternura de los “Conciertos para bebés”; Desguace Teatro aborda La Odisea en “ La Bicicleta ”; Mucho corazón con “Petroff solo quiere bailar”; Genialidad y maestría: “El Espía de los Grillos” de Sr. Mansilla vs. Mª Master .


Ainda nesta edição é publicado o perfil de Rosa Díaz, artista todo terreno, o texto teatral: “El Perro Manco” de Jorge Sosa , informação desenvolvida sobre a companhia Malaje Solo e um artigo de opinião sobre ao artistas de artes de rua que reclamam os seus direitos à Sociedade de Autores de Espanha.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Assédio volta ao Carlos Alberto


Passados dez anos desde a sua fundação, a ASSéDIO continua a apresentar em primeiríssima mão ao público português obras de dramaturgos contemporâneos. Uma estratégia de risco, isto porque não estamos perante importações apressadas da última sensação com epicentro na Broadway ou no West End. À sua lista de estreias absolutas, que integra autores como Martin Crimp, Marie Laberge, Jennifer Johnston ou Marie Jones, a ASSéDIO acrescenta agora o nome de Tom Murphy (n. 1935), que o jornal The New York Times não hesitou em considerar o “segredo mais bem guardado do teatro irlandês”. Em O Concerto de Gigli (1983), Murphy assina uma das suas mais desconcertantes ficções dramáticas: um Homem Irlandês em crise, cujo nome nunca é referido, apresenta-se no escritório de J.P.W. King, um farsante psiquiatra inglês, com a ambição de cantar como Beniamino Gigli, tenor italiano do séc. XX. King acabará por partilhar a obsessão do Homem e será ele quem, no final da peça, acabará a cantar como Gigli… “Quando ouço música, ouço emoção”, admite o dramaturgo. Conferir credibilidade cénica a este Concerto de emoções – eis o desígnio da equipa de criativos e intérpretes liderada pelo maestro Nuno Carinhas.
(in website do TNSJ)

O Concerto de Gigli
de Tom Murphy
tradução Paulo Eduardo Carvalho

encenação e cenografia Nuno Carinhas
figurinos Bernardo Monteiro
desenho de luz Bruno Santos
sonoplastia Francisco Leal

interpretação
João Cardoso Homem Irlandês
João Pedro Vaz J.P.W. King
Rosa Quiroga Mona

assistência de encenação Rosário Romão

produção ASSéDIO – Associação de Ideias Obscuras


Teatro Carlos Alberto 24 Outubro 9 Novembro 2008



Curso de clown no Balleteatro


CURSO CLOWN CRIAÇÃO
EVOLUÇÃO / APLICAÇÕES
com Jorge Pacheco
BALLETEATRO
6,7,8, / 13,14,15 de Novembro 2008

METODOLOGIA:
Nada neste curso será relacionado a um estilo mas sim, em ver e encontrar, o que é excepcionalmente engraçado em cada pessoa e como ela pode tornar isso, acessível aos outros.
As sessões do curso pretendem ser energéticas e lúdicas. Os Participantes serão incentivados a se divertirem e a terem prazer, usando isso como um começo. Na minha opinião quando as pessoas se divertem e jogam instintivamente, é então que começam a "jogar" o tolo, a dizer histórias, a se libertarem a gracejar e a descobrir a sua criatividade.
Curso essencialmente prático, com utilização de dinâmicas que promovam a descoberta e aproximação individual ao “eu “ Clown.
As dificuldades como plataforma da acção de clown, com espírito lúdico e positivo.
Criar condições para todos vivenciarem as emoções de Clown, através do prazer de jogar e improvisar. A importância do desejo no jogo e na acção.


OBJECTIVOS:
Encontrar no nosso interior, a nossa essência esse toque ingénuo de loucura: as emoções mais nossas, a capacidade de surpreendermos e nos entusiasmar.
Soltar as defesas: a responsabilidade, o excesso de lógica e a compostura.Reconciliarmo-nos com a nossa própria estupidez e procurar a nossa maneira genuína de fazer humor, rindo-nos das nossas vulnerabilidades.
Jogar em liberdade, um tempo e um espaço para habitar o nosso corpo com prazer e com orgulho , incluindo a sua dimensão grotesca.Delirar com o quotidiano.
Dar a conhecer sequências de exercícios, como apoios na descoberta e no desenvolvimento do Clown.


CONTEÚDOS
O Corpo Clown
Jogos de aquecimento e preparação ao imaginário individual e grupo CLOWN.
Rir por dentro, sentir respirando.
O jogo clown e o teatro de máscara .
A improvisação: o espaço preferido do clown.


Informações
Balleteatro (arca d' água)
Praça 9 de abril, 764200-422 Porto
Tel: 225 508 918



quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Nuno Cardoso encena no Centro Dramático Galego


O Centro Dramático Galego estreia, como primeira produção da nova temporada, dia 24 de Outubro, ás 21.00 horas, no Salón Teatro de Santiago, "A boa persoa de Sezuán" com encenação de Nuno Cardoso.

O encenador português contou para esta proposta cénica com uma equipa artística transfronteiriça em que participa, entre outros, um elenco de 12 actores e actrizes.

"A boa persoa de Sezuán", versão em galego da obra de Bertolt Brecht com encenação de Nuno Cardoso, um dos nomes destacados da nova cena portuguesa. Na primeira produção da temporada 2008-2009, a companhia pública incorpora o dramaturgo alemão ao seu repertório através desta fábula amarga sobre a busca da bondade numa sociedade corrompida pelos excessos capitalistas. Após a estreia em Santiago de Compostela, onde apresentarão mais dois espectáculos (sábado ás 21.00 h e domingo ás 18.00 h), o CDG iniciará um digressão galega de três meses de duração apoiada financeiramente pela AGADIC (Axencia Galega das Industrias Culturais) e pela Fundación Caixa Galicia.

Para a montagem de “A boa persoa de Sezuán”, Nuno Cardoso conta com uma equipa artística galaico-portuguesa, da qual fazem parte 12 actores e actrizes (Rosa Álvarez, César Cambeiro, Antón Coucheiro, Mónica García, Rocío González, Roberto Leal, Rebeca Montero, Marta Pazos, Alberto Rolán, Machi Salgado, Toni Salgado e Hugo Torres), assim como Fernando Ribeiro (desenho do espaço cénico), José Álvaro Correia (desenho de luz), La Canalla (guarda-roupa), Víctor Hugo Pontes (assistente de encenação e movimento), Fran Pérez "Narf" (director musical) e Frank Meyer (tradução do texto para galego).


Processo criativo

O encenador português optou por um processo criativo similar ao que seguiu nos seus últimos espectáculos, assentes numa cuidada plasticidade e num exigente trabalho com os actores utilizando diferentes linguagens interpretativas. Neste sentido, o seu trabalho com os actores começou em Compostela há mais de dois meses com uma primeira fase de análise dramatúrgica onde se abordou a obra de Brecht desde a interacção e as improvisações. Elaborou-se assim uma linguagem comum a todo a equipa artística a partir da qual se construiu o espectáculo.


Bertolt Brecht escreveu “A boa persoa de Sezuán” no seu exílio nos Estados Unidos durante a II Guerra Mundial. Esta "obra em modo de parábola", como foi definida pelo próprio autor, conjuga alguns dos traços mais característicos do teatro brechtiano para questionar a possibilidade de viver justamente numa sociedade injusta, num mundo de paradoxos e extremos onde há afrontamentos entre ricos e pobres, patrões e trabalhadores.

A versão do CDG situa o espectador num ambiente urbano totalmente degradado, dominado pelo asfalto e as omnipresentes luzes de néon. A obra começa com o aparecimento a Sezuán de três deuses - aqui encarnados por personagens bem reconhecíveis da cultura popular contemporânea - com a esperança de encontrar pessoas que sigam os seus conselhos, isto é, pessoas boas e justas capazes de transformar a sociedade. A primeira que descobrem é a única que os acolhe, Xan Te, uma prostituta a quem premeiam financiando-lhe outro meio de vida: uma pequena loja de venda de tabaco. Mas os habitantes de Sezuán não tardarão a tirar proveito das suas boas intenções…

ELENCO

Rosa Álvarez: A Muller / Puta / A Señora Yan / Transeúnte
César Cambeiro: O Carpinteiro / Deus / Cliente / Transeúnte
Antón Coucheiro: O Parado / O Vello / Deus / O Bonzo / Cliente
Mónica García: A Caseira / Puta / Deus / Transeúnte / Obreira
Rocío González: Xen Te / Xui Ta
Roberto Leal: O Avó / Xu Fu / Cliente / Transeúnte
Rebeca Montero: Xin / Puta / Transeúnte / Obreira
Marta Pazos: A Cuñada / Deus / A Vella
Alberto Rolán: O Sobriño / Sun / Transeúnte
Machi Salgado: O Policía / O Parado / Cliente / Transeúnte / Obreiro
Toni Salgado: O Home / Deus / Cliente / Transeúnte / Obreiro
Hugo Torres: Wan / O Coxo

Festival de Artes Performativas - de 24 a 26 de Outubro

TRAMA - Festival de Artes Performativas” é a terceira edição de um festival apresentado em vários espaços da cidade do Porto, dedicado à divulgação de formas experimentais da criação performativa contemporânea e programado pela Fundação de Serralves, a MatériaPrima, o brrr_ Live Art e a produtora Lado B.

PARCEIROS: Culturgest, Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, Fábrica da R. da Alegria, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Hotel Dom Henrique, Maus Hábitos, Passos Manuel, Teatro Nacional de S. João, Câmara Municipal do Porto, Porto Lazer, Dragon Capital.

ARTISTAS E PROJECTOS


AUDIOBOMBER
BEN FROST
CATHERINE BAÿ
CATHERINE BAÿ – Blanche-neige
DIDI BRUCKMAYR
FABRIZIO PALUMBO & ERNESTO TOMASINI
FEDERICO LEÓN & MARCOS MARTÍNEZ
GD LUXXE
GISÉLE VIENNE
LUCKY DRAGONS
MARUTI 1000 [DJ]
MÄUSE
MORITZ VON OSWALD [rhythm & sound, basic channel] feat.
TIKIMAN
OSSO EXÓTICO
PEDRO TUDELA [DJ]
PHILIPP QUEHENBERGER
REBEKAH ROUSI
RONALD DUARTE
SHIT & SHINE
SILVÉRIO
TÂNIA CARVALHO
WIPEOUT
YOU GO! [dj]

BLANCHE-NEIGE de Catherine Baÿ, integrado no TRAMA - FESTIVAL DE ARTES PERFORMATIVAS, é um projecto work in progress de Catherine Baÿ que investe na proliferação de aparições do ícone Branca de Neve e na sua apresentação em numerosas intervenções performativas e site-specific na cidade.
Para o Festival Trama deste ano será criada uma peça colectiva original, desenvolvida durante um workshop para 20 criadoras das áreas da dança, do teatro e da performance.
O workshop decorre de 20 a 24 de Outubro (manhã e tarde) e a apresentação será no dia 25 de Outubro.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Festival Festa Redonda | abertura de candidaturas a companhias de teatro


Aceitam-se candidaturas de Companhias de Teatro que queiram participar no Festival Festa Redonda, 9 Ilhas, 9 Artes actualmente em desenvolvimento na Região Autónoma dos Açores.

Um projecto de âmbito cultural e artístico que pretende levar, de forma itinerante, novas formas de expressão dramática ao conjunto de nove ilhas que compõem o arquipélago.

Mais informações em http://festivalfestaredonda.blogspot.com/

Texto de Gonçalo M. Tavares pelo Bando


JERUSALÉM, a nova criação do Teatro O Bando, estreia dia 23 de Outubro e está em cena até 2 de Novembro, no CENTRO CULTURAL DE BELÉM.


"Actores e espectadores habitam a mesma cidade. A cidade foi ocupada. A noção de presente é o factor que reúne a ficção à realidade concreta.

Não é possível renovar os nossos propósitos artísticos sem focar a criação em diferentes opções dramatúrgicas, em constituir diferentes propósitos de construção dos espectáculos. Sim, as diferenças são relativas porque as nossas características e opções estéticas são obsessivas, mas rodamos em torno da obra para tentar encontrar uma outra perspectiva do olhar que alimente um resultado distinto. Elegemos então a noção de presente como âncora aglutinadora do trabalho dos actores. Uns actores que são artistas, uns artistas que se servem das matérias produzidas na orientação da direcção artística para exercitarem no acto teatral as suas próprias convicções […]."

Texto GONÇALO M. TAVARES

Dramaturgia, Encenação e Espaço Cénico JOÃO BRITES
Corporalidade LUCA APREA
Oralidade TERESA LIMA
Análise Literária e Dramatúrgica RUI PINA COELHO
Figurinos e Adereços CLARA BENTO
Assistência de Encenação SARA DE CASTRO
Desenho de Luz JOÃO CACHULO
Interpretação CRISTIANA CASTRO, HORÁCIO MANUEL, JOÃO BARBOSA, NICOLAS BRITES, RAUL ATALAIA, ROSINDA COSTA e SUZANA BRANCO


Criação TEATRO O BANDO

Co-produção FUNDAÇÃO CENTRO CULTURAL DE BELÉM

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

A Festa na Casa da Música



A convite da Liga dos Amigos do Hospital Geral de Santo António, o Ginasiano Escola de Dança vai apresentar o espectáculo A Festa, no dia 20 Outubro às 21h30, na Casa da Música, na cidade do Porto. A apresentação tem um carácter beneficente, com a bilheteira a reverter a favor da Liga. É uma circunstância importante sob o ponto de vista da formação, tanto pela experiência de palco, como pela possibilidade da comunidade escolar dar o seu contributo para uma causa social.

A Liga dos Amigos do HGSA, SA é uma Organização Cívica de Utilidade Social, reconhecida como de Utilidade Pública, fundada há mais de 20 anos e que se destina a contribuir para humanizar e defender os direitos dos doentes em geral e em particular os que procuram este Hospital.



O Ginasiano Escola de Dança existe desde 1987. É uma instituição privada com estatuto de utilidade pública, localizada na cidade de Vila Nova de Gaia, Portugal. A aprendizagem da Dança e do Movimento são o núcleo das actividades da Escola. O Ginasiano vê, propõe e concretiza a educação como um projecto contínuo que se afirma, sempre e insistentemente, na diluição das fronteiras entre a Escola e o Mundo.

A Festa, 20 de Outubro de 2008
Casa da Música, Sala Suggia, 21:30

domingo, 19 de outubro de 2008

Novo BURLA em Novembro




Depois da realização do BURLA – Iº Festival do Burlesco em Setembro e Outubro do ano passado onde estiveram presentes as Glam-O-Rama Girly Show, as Vermillion Lies e os Lucent Dossier Vaudeville Cirque (que recentemente regressaram ao nosso país para participarem no Festival Alive!) a SMOG associou-se aos municípios de Braga, Estarreja, Portalegre e Vila Real para a organização de um mês associado ao Burlesco, Cabaret e Circo dos Estados Unidos da América.

O Theatro Circo Braga volta a estar na organização do BURLA – Festival do Burlesco nos dias 8 e 14 de Novembro, com os Circus Contraption e as Atomic Bombshells, respectivamente. Este ano, junta-se como extensão deste festival, o Cine-Teatro de Estarreja, no dia 15 de Novembro com os Circus Contraption.

Portalegre no âmbito do seu Festival de Sons do Mundo que realiza anualmente, o Centro de Artes do Espectáculo, decidiu dedicar a temática deste ano ao Burlesco norte-americano, realizado o espectáculo dos Circus Contraption a 14 de Novembro e as Atomic Bombshells a 15 de Novembro.

O Cabaret Maxime em Lisboa vai ainda ser o palco da estreia absoluta em Portugal do espectáculo das Atomic Bombshells, no dia 13 de Novembro.

Por sua vez o Teatro de Vila Real acolhe os Circus Contraption no dia 22 de Novembro, encerrando este mês do Burlesco e Cabaret norte-americano em Portugal.

CIRCUS CONTRAPTION

O “The Show to End all Shows” (espectáculo para acabar com todos os espectáculos) faz-nos imaginar uma família dona de um circo, com todo o seu glamour, brilho e exagero típicos dos anos 70 e 80.


Mas a altura em que decorre este espectáculo é agora, ou até mesmo um pouco no futuro, e o glamour começa a mostrar sinais de decadência.

Um sentido iminente de destruição paira sobre o circo, à medida tudo começa a correr mal sobre a tenda de lona…


O apresentador, que nos faz lembrar um patriarca de uma seita fundamentalista, insiste em que o mundo do circo não está nos seus últimos estertores, tentando convencer não só os seus colaboradores como a audiência, expectante.

Esta saborosa e inevitável descida para o esquecimento vai buscar inspiração aos Circos do Excesso nas antigas décadas de decadência, e apresenta números tradicionais de circo, tais como as focas amestradas e as suas bolas saltitantes, sereias voadoras, pequenos cães cor-de-rosa, tudo reimaginado pelos seus equivalentes humanos do Circus Contraption, com uma banda sonora esfusiante da incrível “Circus Contraption Band”.


A sua última invenção, uma demente interpretação das tradições e mitos americanos, conta-nos também a história do Espectáculo que têm de continuar, apesar de toda as evidências apontarem para o facto de que o Espectáculo, e talvez mesmo o Mundo, se irão extinguir com o correr da cortina, após o acto final…


ATOMIC BOMBSHELLS


A troupe “Atomic Bombshells Burlesque” virá trazer a Portugal uma performance, estreada este ano, que presta um tributo à sua cidade natal em “Nightfall in New Orleans”, e que não deixará ninguém indiferente!


Esta super companhia de burlesco irá oferecer-nos uma carta de amor ao local onde tudo começou: The Big Easy (alcunha de Nova Orleães).

Que melhor forma de comemorar o Outono do que experimentar esta homenagem a tudo o que é quente, húmido, sulista e sensual?

O espectáculo "Nightfall in New Orleans" promete ser o mais espectacular, extravagante e o mais intoxicante de sempre das belas “Bombshells”!

Não se poderá revelar antecipadamente muitas das surpresas, mas os momentos altos desta noite incluirão um Funeral Jazz, a Rainha do “Mardi Gras” (Carnaval típico de Nova Orleães), e uma fabulosa homenagem ás lendas originais do burlesco de Bourbon Street: Blaze Starr, Wild Cherry e Evangeline the Oyster Girl... tudo isto ao som de uma música imparável, ritmada, sensual e jazzística, que nos mostrará “o que significa sentir saudades de New Orleans”.

O incomparável Jasper McCann será o mestre-de-cerimónias, com um estilo único e muito bom humor, numa noite especial que contará ainda com as participações especiais da cantora Coco Bellissimo e a sensação Waxie Moon!

"Armadas com uma impressionante dose de talento, estas belezas fenomenais conseguem proporcionar um espectáculo de infatigável esplendor, onde cada centímetro da pele é reverenciado." (Seattle Weekly, E.U.A.)

"Praticantes extraordinárias da arte do burlesco...!!" (ArtDish.com)