segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Patrícia Portela nas Caldas da Raínha

© Phile Deprez

Odília é uma musa confusa. Quando tinha 7, 8, 9, quase 30 anos, viu um anúncio no jornal para tarefas inspiradoras e concorreu.

Quando chegou às entrevistas, estava atrasada e já não havia mais nenhuma vaga, e Odília, sentindo-se a única musadesempregada no mundo, sai porta fora, e corre, corre, corre, corre, até tropeçar numa outra musa,... Penélope, a sua solidão...

Odília é uma viagem pela casa das ideias e das impressões, como naturezas mortas do cérebro. Um labirinto de pensamentos, como se nos pudéssemos embrenhar numa teia infinita dentro da nossa cabeça, à procura de princípios.

Onde será que tudo começa?


De 11 Dezembro 2008 a 13 Dezembro 2008

Grande Auditório CCC
Centro Cultural e Congressos
Caldas da Raínha

domingo, 7 de dezembro de 2008

GARRICK - homenagem ao primeiro cómico consciente do seu trabalho como “risoterapeuta”


No século XVIII, com a primeira revolução industrial, apareceram as fábricas, os horários laborais impossíveis, o consumismo e, entre outros importantes avanços da humanidade, 'as depressões'. Os médicos da época, alheios à futura invenção da psicanálise e dos antidepressivos, tiveram que recorrer a um remédio natural e infalível para atenuar tanta infelicidade: o riso. Os teatros de comédia encheram-se de pacientes que, ainda que tivessem tudo, se sentiam infelizes e os actores, de alguma maneira, converteram-se em terapeutas emocionais. Um dos 'tira-penas' mais reconhecidos dessa época foi David Garrick, um inglês que para além de actor era escritor, produtor e acima de tudo, um cómico infalível com que ninguém podia deixar de rir. À luz destas palavras Tricicle confessa ter-se dado conta depois de 27 anos de profissão que no são actores mas sim 'risoterapeutas tira-penas'. Quem sabe, o melhor dos seus serviços seja um dia integrado na segurança Social.

Desde o seu primeiro espectáculo, TRICICLE despede-se do seu público à saída do teatro. Este contacto pessoal tem permitido conhecer “cara a cara” a reacção real dos espectadores: muitos sorriem, muitíssimos agradecem-lhes terem conseguido esquecer durante duas horas os seus problemas e incluso alguns, asseguram ter saído de situações depressivas… Era tanta a gente que assegurava sentir-se melhor depois de os ver que, entre eles, sempre brincavam dizendo que algum dia teriam que actuar com batas brancas; pois bem, esse dia chegou: GARRICK é protagonizado por três cientistas em bata branca com um único objectivo: fazer rir, tal e qual; sem rodeios e sem escusas. Um objectivo ambicioso que combinado com a pujante moda 'risoterapia' acbou por convertê-los em Doutores de Humor, uns especialistas que ofereceram uma demonstração sobre a fisiologia do humor, os tipos de riso e as técnicas básicas para provocá-la.

O título GARRICK – um nome em princípio estranho - tem duas virtudes: a terceira é que continua o costume dos seus espectáculos acabarem em IC, e a quinta é que faz referência a DAVID GARRICK, um célebre comediante inglês do século XVIII que, segundo conta a lenda, estava tão extraordinariamente dotado para a comédia, que os médicos recomendavam as suas actuações como uma espécie de “remédio mágico” capaz de sanar qualquer pena da alma. Em termos contemporâneos, poderíamos dizer que GARRICK, sem o saber, foi o primeiro 'risoterapeuta' da história.

Hoje, em pleno século XXI, quando conhecemos cientificamente que as crianças riem umas trezentas vezes por dia e os adultos apenas umas quinze, os Tricicle proclamam-se seus humildes seguidores e oferecem-nos este espectáculo-homenagem que apenas busca (apenas?) conseguir que o público esqueça os seus problemas, rompa suas máscaras e desate a rir com esses quatrocentos músculos que dizem que têm que se pôr em movimento para se morrer a rir.

Criação e interpretação de Joan Gràcia, Paco Mir e Carles Sans

Teatre Poliorama - Barcelona

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Dossier Orçamento do Estado na Obscena de Novembro


Está já disponível a Revista Obscena de Novembro/Dezembro, onde se destaca um importante conjunto de artigos sobre o Orçamento do Estado português para a área da cultura: Dossier Orçamento do Estado, com textos de Miguel Magalhães, José Soeiro, Adolfo Mesquita Nunes, José Luís Ferreira, Luiz Oosterbeek, Cristina Leandro, Sérgio Treffaut, Luís Serpa e Pedro Costa, tema abordado logo no editorial O ORÇAMENTO DO ESTADO A QUE ISTO CHEGOU, de Tiago Bartolomeu Costa.


NA PARTIDA DE CARLOS PORTO (1930-2008), texto de Eugénia Vasques, recorda o crítico que, nas palavras do director da revista, constitui “o exemplo de generosidade crítica que queremos prosseguir”.

Este número da Obscena conta ainda com os artigos O MERCADOR DE VENEZA DE WILLIAM SHAKESPEARE, ENCENAÇÃO DE RICARDO PAIS, texto de João Paulo Sousa; DANIEL JONAS O MERCADOR DE VENEZA EM NOVA TRADUÇÃO, texto de Elisabete França; LA DANSEUSE MALADE COREOGRAFIA DE BORIS CHARMATZ, texto de Gérard Mayen; L'APRÈS-MIDI (D'UN FAUNE) COREOGRAFIA DE RAIMUND HOGHE, texto de Franz Anton Cramer; GOING TO THE MARKET, TWO DRAWINGS e MY FATHER'S DIARY PERFORMANCES DE GUY DE CONTET, texto de Florent Delval; e BERLIM - SÃO PETERSBURGO 225 ANOS DO TEATRO MARIINSKY EM BERLIM, texto de João Carneiro.

http://www.revistaobscena.com/

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Antonia San Juan apresenta no Arlequín obra de David Mamet

A presença da actriz, directora e autora Antonia San Juan no Teatro Arlequín consolida-se. Agora com um texto que narra a história de duas mulheres que mantiveram uma relação sentimental encobertas pelo véu das aparências da época e do momento, no ambiente conservador do século XIX., escrito por um dramaturgo, David Mamet, que muitos consideram herdeiro de Williams, Albee ou Miller.

O encenador Quino Falero, - natural das Ilhas Canárias como Antonia San Juan – trabalhou como director adjunto da britânica Tamzin Townsend em "Carnaval" e "Sonho de uma Noite de Verão”.

"Matrimonio de Boston" estreou em 1999, com o título de uma expressão utilizada para definir as mulheres que conviviam juntas de forma independente dos homens. A obra conta a relação entre Anne, Claire e Catherine, que despoleta quando Anne (Antonia San Juan) recebe a sua ex-amante, Claire, com um colar de esmeraldas, símbolo da protecção de um homem.
"Surge um paradoxo, porque Anne tem um protector, que quer utilizar para poder viver com tranquilidade a sua relação com Claire", observa Antónia San Juan.

O dramaturgo norte-americano David Mamet, guionista, novelista e ensaísta, Premio Pulitzer e duas vezes candidato ao Óscar, é de novo apresentado no cartaz de Madrid, onde se representou esta mesma obra em 2002 no Teatro Lara, com Kiti Manver e Blanca Portillo, numa encenação de José Pascual. “Matrimonio de Boston”, um texto extraordinário, subversivo, provocador, hilariante, uma comédia de costumes que esconde um apaixonado e actualíssimo manifesto sobre a liberdade, o feminismo e a igualdade, tem sido montado inúmeras vezes nos Estados Unidos, Londres, Milão e, com enorme êxito, no Teatre Lliure de Barcelona. Foi apresentada pela primeira vez na América Latina, no Peru.

Autor David Mamet
Encenador Quino Falero
Intérpretes Antonia San Juan, Rocío Calvo e Marta Ochando.

Estreia a 4 de Dezembro, no Teatro Arlequín, Madrid.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Vitrola Quântica prepara o novo trabalho

© Mariana Sucupira

Explorar a sonoridade do rock’n’roll e suas interferências no corpo é uma das propostas de Desosso o osso e (flutuo), espetáculo da Cia Vitrola Quântica, que estreou em Julho, em São Paulo.

Com direcção de Mariana Sucupira e Daniel Augusto, a montagem avança na linha de pesquisa grupo, com foco nas manifestações artísticas e corporais urbanas. A banda sonora é composta por músicas de grupos contemporâneos de rock, como Yeah Yeah Yeahs e Interpol e o espetáculo contou ainda com vídeos dirigidos por Daniel Augusto e editados pelos artistas do BIJARI.
A dupla de criadoras e intérpretes, Aline Bonamin e Júlia Abs, recebeu aulas de guitarra para conseguir recriar no palco alguns movimentos tradicionais de guitarristas.
Desosso o osso e (flutuo) foi contemplado com o Prémio Funarte de Dança Klauss Vianna.
O osso pesa, mas há algo em sua essência que pode ser seu passaporte para a leveza. Desossar é inverter seu sentido habitual, trazê-lo do chão para o ar. Desosso o osso e (flutuo) é sobre esse tipo de inversão – ou subversão – entre o peso e a leveza.
É um espetáculo que experimenta refletir sobre a sonoridade do rock`n roll e suas particulares interferências no corpo. O rock é por excelência um som dissonante, cruento, intenso, marginal. Pode ser a mais alta poesia, crítica visceral, ou mesmo trilha sonora dentro de um tanque de guerra. Do campo de batalha à vida sonhada dos anjos, o rock é trilha sonora ambígua. Pesa, contém, explode e flutua: leva o corpo à experiência do risco, do limite, de tudo aquilo que vive na margem do mundo.


Enquanto Desosso o osso e (flutuo) não é apresentado noutras localidades, a Cia. Vitrola Quântica prepara o novo trabalho RESTRICTO, que irá dar a conhecer num ensaio aberto no dia 10 de Dezembro de 2008, às 21h00, na Universidade Anhembi Morumbi - Estúdio 4. Este novo trabalho tem direccao de Júlia Abs, orientação da pesquisa corporal de Aline Bonamin. Amanda Villani e Ilana Elkis são as intérpretes-criadoras.

domingo, 30 de novembro de 2008

Temporada internacional do TNSJ

A temporada internacional do Teatro Nacional São João inicia-se com a estreia, no dia 5 de Dezembro, de Purificados de Sarah Kane, pela companhia polaca Wrocławski Teatr Współczesny - repete no dia 6 - e prossegue com Salle des Fêtes pela companhia francesa Deschamps & Makeïeff, nos dias 11 e 12 de Dezembro.




Krzysztof Warlikowski é uma das vozes mais singulares do teatro europeu contemporâneo. Encenador polaco, dividiu a sua formação entre o país de origem e a França, trabalhou com Brook e estudou com Krystian Lupa, Bergman e Strehler, é visitante assíduo de Shakespeare, experimentou Eurípides e Sófocles, mas exerce Koltès ou, como agora nos é dado ver, Sarah Kane. Exímio na direcção de actores, Warlikowski funda o seu trabalho de encenação num confronto improvável entre psicologia e metáfora. Se lhe interessa o detalhe de cada personagem e o peso de cada uma na economia global do drama, o que aliás nos conduz a momentos de puro deleite teatral, aquilo que é único no seu trabalho deve ser procurado na transposição de cada fragmento de realidade para uma instância maior, para uma tentativa de explicação global do mundo. Purificados – a história de Grace, heroína perdida que sublima a perda do irmão investindo-se tão radicalmente no seu percurso que lhe assume a identidade – transforma-se aqui numa alegoria cristalina da solidão, da tristeza, do abandono. Como se apenas da profunda treva, do inferno que construímos ao estarmos juntos, pudesse nascer a luz equívoca de um sofrimento que é também redenção, porque é experiência, porque é vida, afinal!

Purificados
de Sarah Kane
tradução para polaco Krzysztof Warlikowski, Jacek Poniedziałek
encenação Krzysztof Warlikowski
cenografia Małgorzata Szczęśniak
música Paweł Mykietyn
voz Renate Jett
desenho de luz Felice Ross
interpretação Mariusz Bonaszewski, Małgorzata Hajewska-Krzysztofik, Redbad Klijnstra, Stanisława Celińska, Jacek Poniedziałek, Thomas Scheiberer/Tomasz Wygoda, Tomasz Tyndyk, Renate Jett, Fabian Włodarek
produção Wrocławski Teatr Współczesny (Polónia)
co-produtores TR Warszawa (Polónia), Teatr Polski in Poznań (Polónia)



“Os meus espectáculos são bem-humorados, mesmo quando falam de desgraças e azares”, afirmou Jérôme Deschamps a propósito de Les Pensionnaires, um dos três espectáculos da dupla Deschamps & Makeïeff que o festival PoNTI deu a conhecer no Porto. É de crer que a novíssima criação (a estreia absoluta de Salle des Fêtes acontece em Novembro, no Théâtre de Nîmes) não escape à regra. Criadores de uma das séries da televisão francesa com maior sucesso (Deschiens/1996-2002) e de inúmeros espectáculos consagrados às grandezas e misérias de uma exótica fauna humana (gente como nós!), Jérôme Deschamps e Macha Makeïeff exploram agora um salão de festas, recriando o universo de um cabaré popular com aquela ternurenta mordacidade que é apurada de espectáculo para espectáculo. Saudado regresso de uma dupla de criadores cujos espectáculos fazem pensar ora em Jacques Tati, ora nos Irmãos Marx, ora em Chaplin, mas cuja malícia, nostalgia e humor evocam… Deschamps & Makeïeff.

Salle des Fêtes
um espetáculo de Jérôme Deschamps, Macha Makeïeff
desenho de luz Dominique Bruguière
produção Deschamps & Makeïeff (França)

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Masterclasse com Loïc Touzé


A masterclasse, Release Training e Composição Instantânea, com Loïc Touzé, assinala um novo ciclo na actividade do Núcleo de Experimentação Coreográfica. Terá lugar nos dias 13 e 14 de Dezembro 2008, no Atelier NEC, Fábrica Social - Fundação Escultor José Rodrigues, Rua da Fábrica Social s/n – Porto.
Público-alvo Bailarinos profissionais, nível avançado
Nº limite de inscrições 15
Idioma Inglês
Inscrição 75 Euros
Inscrições até ao dia 8 de Dezembro.

Loïc Touzé
Artista – coreógrafo, desenvolve a sua actividade no âmbito do quadro 391, em Rennes.
Iniciou inúmeros projectos em colaborações com artistas das áreas da música contemporânea e artes visuais.
Ensina regularmente em estruturas de formação profissional na Europa, bem como no CNDC de Angers, no Théâtre National de Bretagne, EXERCE Montpellier e nas Universidades (Rennes 2, Paris 8).
De 1997 a 2000 participou no Groupe des Signataires do 20 de Agosto e de 2001 a 2006 co-dirige os Laboratoires d’Aubervilliers.
As suas últimas produções são: Morceau, Love, Elucidation, 9.

Release Training
Este treino é baseado numa compreensão sensitiva do movimento funcional, que é informado por diferentes técnicas de movimento, como o ioga, release-technique e contacto improvisação.
O trabalho tem como foco principal o peso, a orientação, a análise, a instabilidade e a robustez do corpo.

Composição instantânea
A complexidade dos sistemas de visão, audição, tacto determina o movimento do nosso corpo. Como podemos usar estes sistemas de “compreensão” do mundo para compor e dançar?
Como podemos reorganizá-los para nos libertarmos dos padrões habituais do nosso corpo e explorar a nossa imaginação.

Organização NEC em colaboração com o Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica - PEPCC / Fórum Dança

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Daydream do Teatro de Ferro


Até 30-11-2008 no TeCA, Porto, o Teatro de Ferro apresenta Daydream, criação de Igor Gandra, com texto de Regina Guimarães, a partir de "As Ruínas Circulares", de Jorge Luís Borges.

“O desígnio que o guiava não era impossível, se bem que sobrenatural. Queria sonhar um homem: queria sonhá-lo com uma integridade minuciosa e impô-lo à realidade.” Tomando como ponto de partida uma memória da leitura de “As Ruínas Circulares”, uma ficção desse subtil prestidigitador da literatura chamado Jorge Luis Borges, Daydream lança o espectador num teatro, templo ou oficina consagrada à tarefa exclusiva de sonhar. Ou antes: de modelar a matéria de que são feitos os sonhos, tarefa – garante Borges – “mais árdua que tecer uma corda de areia ou que cunhar o vento sem cara”. A parábola do escritor argentino desencadeou no Teatro de Ferro um regresso às origens – o trabalho de pesquisa e experimentação de marionetas –, fazendo de Daydream a ocasião propícia para explorar a marioneta como duplo, interlocutor e objecto plástico, e recolocar a questão do seu enigmático relacionamento com o actor/manipulador. Reconhece Igor Gandra: “Adão, Pinóquio e até Frankenstein podem ter lugar nesta aventura”.
in website do TNSJ

texto Regina Guimarães
encenação e cenografia Igor Gandra
marionetas Maria Jorge Vilaverde, Júlio Alves
desenho de luz Rui Maia
interpretação Carla Veloso, Igor Gandra
produção Teatro de Ferro


Criado em 1999, o Teatro de Ferro (TdF) desenvolve o seu trabalho nos campos do teatro de marionetas, do movimento e do multimédia. É na fusão destes elementos que o TdF forja o seu vocabulário teatral, performativo e interventivo. A companhia tem apresentado regularmente várias produções, com objectivos distintos:
1. Espectáculos para crianças, dirigidos ao público escolar e familiar – Blurp (2001), Pisa‑Relva (2003), Polo‑Polo (2004), Branca de Neve (2006) e Alberto e a Bomba (2007); 2. Ateliês multidisciplinares com duração de seis meses, materializando‑se em espectáculos em que participam jovens integrados em projectos de reinserção social – Planeta Boogie e Urbânia (2002), Desmontagem (2003), Desmontagem 2 (2004), Desmontagem 3 (2005), Desmontagem 4 e Desmontagem 4.1 (2006), e Desmontagem 5 (2007); 3. Espectáculos de pesquisa onde se procuram caminhos inexplorados por este colectivo: Belamáquina (2000), Next e Belamáquina 2.0 (2002), Prometeu e Topgun (2004), Sexta‑Feira (2007), Quase‑Solo, Estufa Fria e Daydream (2008). Sedeado na cidade de Vila Nova de Gaia, o TdF tem direcção artística de Igor Gandra, distinguido pelo Clube Português de Artes e Ideias com o prémio O Teatro na Década 1997; pelo Ministério da Cultura/Instituto das Artes com o Prémio Revelação Ribeiro da Fonte (2004); pela cidade de Vila Nova de Gaia com a Medalha de Mérito Cultural e Científico (2005); e pelo Jornal do Centro (Viseu) com o Troféu Aquilino Ribeiro (2005). Desde 2003, o TdF tem contado com o apoio do Ministério da Cultura/DGArtes – Direccao‑Geral das Artes e, desde 2006, do Município de Vila Nova de Gaia (Pelouro da Cultura).

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Os Gigantes da Montanha


A Cornucópia estreou Os Gigantes da Montanha,de Luigi Pirandello, encenação de Christine Laurent, em cena até 21 de Dezembro de 2008 no Teatro do Bairro Alto, Lisboa.

3ª a sábado às 21:30h. Domingo às 16:00h
duração: 2h15 com intervalo de 15 min

Tradução Luis Miguel Cintra
Encenação Christine Laurent
Cenário e figurinos Cristina Reis
Desenho de luz Daniel Worm D’Assumpção

Distribuição: David Almeida, Dinis Gomes, Luís Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Márcia Breia, Paulo Moura Lopes, Pedro Lacerda, Pedro Lamas, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Rita Loureiro, Sofia Marques e Tiago Matias.


Christine Laurent, encenadora na Cornucópia de Diálogos em Roma, Barba Azul, O Lírio, D.João e Fausto e Ensaios para O Ginjal volta à Companhia para encenar Os Gigantes da Montanha, a última peça de Luigi Pirandello, que o autor deixou incompleta e que levanta inúmeras dificuldades e problemas de realização cénica, tanto mais que se conserva inacabada. O tema é a própria Arte, ou a Representação da vida pela Arte. Como nas Seis Personagens à Procura de Autor trata-se de Teatro dentro do Teatro e também da relação do teatro com o público. É uma estranha companhia de teatro quem chega à mansão onde vive refugiado o mágico Cotrone com os seus “azarentos” e todos estão sob a ameaça desses ocultos gigantes da montanha. Uma obra chave da dramaturgia do autor e um fascinante ponto de partida para muita reflexão sobre as artes do espectáculo. Disse Pirandello sobre o seu texto que era “a tragédia da Poesia neste brutal mundo moderno”.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Texto de Lluisa Cunillé no Lliure

© Ros Ribas

O Teatro Lliure, de Barcelona, tem em cena EL BORDELL, de LLUÏSA CUNILLÉ, com direcção de XAVIER ALBERTÍ.

Vinte e cinco anos depois da noite do golpe de estado, a Madame, um cavalheiro, um soldado, um travesti e um viajante reencontram-se numa casa de prostituição, numa estrada perto da fronteira.

Lluïsa Cunill, Prémio Nacional de Cultura 2007, neste novo texto, desenvolve um retrato sórdido, uma metáfora para a Espanha desencantada.

Intérpretes

Chantal Aimée
Mercè Arànega
Jordi Banacolocha
Jordi Dauder
Rubèn de Eguia
Enric Majó
Jordi Serrat

Até 30 de Novembro
Sala Fabià Puigserver (Teatro Lliure) Barcelona

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Teatro Plástico volta a encenar O Frigorífico


Na Fundação José Rodrigues, na Rua da Fábrica Social, no Porto, O Teatro Plástico apresenta O Frigorífico, de Copi.


Este espectáculo contém: Um telefonema da Austrália; Duas violações (seguidas); Uma cloroformização (sem violação); Um editor falido; Uma escritora ex-manequim; Uma cigana voyeurista; Um detective à procura de filme; Um cão Afegão com incontinência urinária; Uma psicanalista com incontinência verbal e temperamento insuflável; Uma mamã alcoólica com um fraco por negros e obras de caridade; Uma morte seguida de ressurreição e… ratos, muitos ratos em debanda do Instituto Pasteur.


Prodigioso exercício teatral e retrato de um tempo saturado de imagens e solidão, esta peça em que alguém, no dia em que completa 50 anos, se debate com um frigorífico, é uma das mais fascinantes propostas de interpretação do teatro contemporâneo e um texto cáustico e intemporal em que todos os géneros sexuais e todos os estilos teatrais se sucedem de forma vertiginosa e surpreendente (da comédia de género à farsa de costumes, do melodrama ao cabaret, da tragicomédia à sátira social).

Autor Copi
Tradução Isabel Alves
Direcção Francisco Alves
Interpretação João Paulo Costa
Desenho de Luz Mário Bessa
Desenho de Som José Prata
Contra-regras Catarina Falcão Mário Sá
Adereços Cristóvão Net oDora Pereira
Assist. de encenação Catarina Falcão
Fotografia Inês d’Orey
Design Gráfico Tiago Morgado
Produção executiva Eugénia Miranda Joaquim Pestana
Produção Teatro Plástico

Até 7 de Dezembro

domingo, 23 de novembro de 2008

Teatrix mantem em cena Tennessee Williams

©Lola Studio

A peça Outsiders - Os Excluídos de Tennessee Williams foi prorrogada no Teatrix, São Paulo, Brasil até 20 de Dezembro. Nesta montagem, são reunidas três peças curtas de Tennessee Williams que abordam a exclusão social.

Nas histórias, passadas dentro de quartos alugados, pensões e bordéis nos Estados Unidos nos anos de 1941, 46 e 50, Williams relaciona aspectos socioeconómicos ao sofrimento das perdas humanas - emocional e erótica, além da material - e concentra-se nas tentativas tragicómicas dos protagonistas para compensar estas perdas através da fantasia. Além de recriar o universo de Williams, o espetáculo destaca da obra temas relacionados com a exclusão social: a moradia transitória - a vida como hóspedes em hotéis, pensões e bordéis - e as críticas de Williams ao materialismo e ao sistema capitalista.


Texto: Tennessee Williams
Encenação e tradução: Simone Sallas

Elenco: Alexandre Tigano, Bia Schymidt, Luís Antônio, Monica Melone e Simone Sallas

Cenário e figurinos: Eduardo Salera
Iluminação: Eduardo Salera
Sonoplastia: Luís Antônio


sábado, 22 de novembro de 2008

Senhora de Sade de Yukio Mishima no CCB


Carlos Pimenta encena a peça Senhora de Sade que Yukio Mishima escreveu em 1965 e que traça um olhar feminino sobre uma das figuras mais emblemáticas da cultura europeia.


Centro Cultural de Belém
21, 22 e 24 Nov 2008 - 21:0023 Nov 2008 - 19:00

Seis mulheres à volta de um homem chamado Sade. Por vezes descrevem-no como vicioso, outras como imaculado. Das suas descrições emerge um conflito entre imoralidade e castidade. Mishima acreditava que ‘O clímax dramático do shingeki (novo teatro) deve residir estritamente nos diálogos e consiste na confrontação de ideias contraditórias’. Senhora de Sade é uma obra na qual esta teoria é plenamente desenvolvida. No espírito humano existe uma quase inevitável atracção para violar o que é proibido. A peça de Mishima evoca constantemente este desejo latente.”
KANESHITA TATSUO, Encenador


Quem comete um crime, por mais que não queira, tem que se confrontar com Deus. O erotismo é um processo de chegar a Deus, seguindo o lado inverso. Este é o tema da minha Senhora de Sade.”
YUKIO MISHIMA

Autor YUKIO MISHIMA
Tradução MARIA JOÃO BRILHANTE
Encenação CARLOS PIMENTA
Espaço cénico DANIEL BLAUFUKS
Figurinos FILIPE FAÍSCA


RENÉE, marquesa de Sade MARTA FURTADO
SENHORA DE MONTREUIL, mãe de Renée, CUCHA CARVALHEIRO
ANNE - PROSPÈRE, irmã mais nova de Renée MARIA JOÃO FALCÃO
BARONESA DE SIMIANE LUÍSA CRUZ
CONDESSA DE SAINT-FOND LUCINDA LOUREIRO
CHARLOTTE JOANA BRANDÃO

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Fragmentos de um discurso


As palavras que se vão seguir não foram extraídas de um poema: deveriam tender para ele. Seriam uma tentativa, ainda muito longínqua, de aproximação, se por acaso não fossem um rascunho entre muitos de um texto que será caminhada lenta, comedida, em direcção ao poema que justificará tanto este texto como ele me justificará a vida.
Jean Genet

Estes textos de Jean Genet são fragmentos de um discurso incompleto e sem qualquer tipo de estrutura narrativa. São fragmentos dispersos que nos colocam perante a presença da palavra evocativa de um universo iconográfico deste autor. Para nós, este universo remete para a ideia de retratos e auto retratos. Através destes textos procuramos trabalhar a separação em dois planos entre a palavra dita e ouvida pelo espectador e a imagem ou acção criada em cena. Fazendo depois convergir estes dois planos para a mesma unidade espaço/tempo onde quem vê e ouve, compõe individualmente analogias entre as palavras de Genet e as acções cénicas criadas.

Um projecto de Francisco Salgado a partir do universo de Jean Genet

Criação: John Romão, Leonor Cabral, Manuel Henriques, Marco Franco, Sofia Dinger, Francisco Salgado, Inês Vaz, Wagner Borges, Cristina Alfaiate
Produção: Nuno Ricou Salgado e Rita Cabral Faustino
Assistência de produção: Emília Ferreira
Organização: Procur.arte

Apoios: Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes, Instituto Franco-Português, Escola Superior de Teatro e Cinema Chapitô

3 a 14 Dezembro
Instituto Franco-Português

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

DON JUAN, versão Emilio Hernández


Don Juan. El burlador de Sevilla, na proposta de Emilio Hernandez, situa em Espanha a decadência política da Áustria, tendo como referência social o monarca medieval Alfonso XI.

"A obra fala sobre o Tenorio, mas também o efeito sedutor da palavra, da cumplicidade do poder com de seus pares, do fácil convencimento da mulher fácil, do olhar esquivo da juventude em direcção à morte, de tantos assuntos que, através deste singular personagem, são colocados de novo em cena a partir de uma óptica contemporânea".

Teatro Belas Artes, Madrid
de 12 de Novembro de 2008 até 30 de Novembro de 2008

Companhia: Pentación
Director: Emilio Hernández

Intérpretes: Fran Perea, Jorge Roelas, Isabel Pintor, Manuel Tejada, Juan Fernández, Enrique Arce, Lluvia Rojo, Marina San José, Ana Salazar.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Abertas inscrições para a nova edição de "Marionetas na cidade"


A companhia S.A.Marionetas – Teatro & Bonecos, vai organizar a 12º edição do "Marionetas na Cidade" de 1 a 11 de Outubro de 2009 na cidade de Alcobaça, para o que solicitam a todos os interessados que enviem as propostas até 3 de Dezembro de 2008.


Informações sobre o conteúdo das propostas podem ser solicitadas a S.A.Marionetas - Teatro & Bonecos, Apartado 622, 2461-901 Alcobaça, Portugal, Tel.: (+351) 967 086 609, Fax.: (+351) 262 597 014, Site: http://www.samarionetas.com/, E-mail: sam@samarionetas.com


"Marionetas na Cidade" surgiu em 1998 como um projecto de divulgação da marioneta nas suas diversas vertentes. Então, como agora, pretendia-se proporcionar a um público carente de actividades culturais, não só o acesso a uma forma de arte pouco divulgada, embora profundamente enraizada no imaginário popular, mas também uma visão abrangente do panorama actual do teatro de marionetas.



domingo, 16 de novembro de 2008

As Bacantes em Braga


A CTB - Companhia de Teatro de Braga estreia As Bacantes de Eurípides, no Theatro Circo, no dia 19 de Novembro, às 21h30, em Braga.

Segundo Rui Madeira, encenador e director da companhia , "a abordagem a este texto fundamental da Cultura Clássica pela CTB insere-se num projecto de trabalho que, ao longo dos anos, a companhia tem vindo a aprofundar, quanto a dois aspectos estruturantes do nosso projecto artístico: o entendimento que vamos fazendo sobre a “leitura dos clássicos” e a relação dessa “leitura” com o trabalho dos actores, numa perspectiva do seu próprio crescimento artístico"

As Bacantes conta com interpretação de Carlos Feio, Jaime Soares, Rogério Boame, Rui Madeira e Teresa Chaves.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Mostra de teatro em Valongo


O ENTREtanto MIT Valongo – Mostra Internacional de Teatro, co-organizada desde 1998 pelo ENTREtanto TEATRO e pela Câmara Municipal de Valongo, pretende contribuir atra­vés do intercâmbio cultural e da troca de experiências, para a crescente intensificação criativa e difusão da actividade teatral nacional e internacional em Valongo e área metropo­litana do Porto.


Nesta 11ª Edição o MIT conta com a participação de projectos de Alemanha, Espanha, França, Brasil e ainda com represen­tações nacionais.


De 15 a 29 de Novembro, no Fórum Cultural de Ermesinde, Portugal.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Do lugar onde estou já me fui embora


O TEATRO MERIDIONAL apresenta no seu espaço em Lisboa, no Beco da Mitra, a sua nova criação VLCD! Do lugar onde estou já me fui embora entre 12 Novembro a 21 Dezembro de 2008.

Desde que o Homem passou a medir o tempo este, inevitavelmente, também o mediu a si. VLCD! é um espectáculo que, através do humor e do absurdo, versa sobre a velocidade. A mesma que conduz nos tempos modernos o ser humano a um nível de vida material que se dissocia da sua própria felicidade. A mesma onde um olhar mais atento (quiçá mais lento...) podia também identificá-la como o verdadeiro truque de uma sociedade de consumo.
A ingenuidade das personagens e a acutilância que pode ter a irrisão são os pontos de partida deste novo desafio, que tem como base de interpretação a técnica de clown, o gesto e a criação colectiva.
VLCD! é igualmente uma nova estação desse já vasto, impermanente e misterioso percurso do Teatro Meridional no sentido de uma comunicação própria e íntima de um Teatro que, verdadeiramente, se afirma como a arte do presente e da presença.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
criação Teatro Meridional
direcção cénica Nuno Pino Custódio
espaço cénico e figurinos Marta Pedroso
música original e espaço sonoro Fernando Mota
desenho de luz Miguel Seabra

interpretação Carla Maciel, Fernando Mota, Luciano Amarelo, Miguel Seabra

fotografia Margarida Dias
design gráfico e registo vídeo Patricia Poção
assistência de cenografia Marco Fonseca
montagem Rui Monteiro e Marco Fonseca
operação técnica Rui Monteiro
assessoria de imprensa João Pedro Amaral
assistência de produção Filipa Piecho
direcção de produção Narcisa Costa
direcção artística Miguel Seabra e Natália Luíza

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Évora acolhe encontro ibérico para mostrar dramaturgia recente de Portugal e Espanha


De 03 a 07 de Dezembro, agentes teatrais portugueses e espanhóis vão reunir-se em Évora para o 6º Encontro de Teatro Ibérico, apoiado pelo Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças e pela Câmara Municipal de Évora.

Promovido pelo Centro Dramático de Évora (Cendrev), em parceria com o Instituto Internacional do Teatro do Mediterrâneo (IITM), de Madrid, o encontro decorre no Teatro Garcia de Resende, e engloba a apresentação de espectáculos, debates, leituras dramatizadas e a exibição de trabalhos do Festival Internacional de Cinema de Artes Performativas (FICAP).

O evento, que dedica especial atenção à mais recente dramaturgia dos dois países ibéricos, pretende reunir agentes de criação teatral de ambos os países, promovendo intercâmbios e parcerias de criação teatral e aprofundando o conhecimento mútuo

"Solos na Multidão" é o tema da edição deste ano, cuja a primeira edição decorreu em 2003.