sábado, 20 de dezembro de 2008

Os Saltimbancos voltam ao Porto

O encenador brasileiro Gabriel Villela, responsável pela encenação de Os Saltimbancos, de Chico Buarque, e Ernani Malleta, da Universidade Federal de Minas Gerais, director musical deste espectáculo, encontram-se novamente na cidade do Porto a preparar uma nova encenação da peça, na Seiva Trupe.

Os Saltimbancos, obteve no Brasil os prémios: melhor encenação, melhor direcção musical, melhor cenografia, melhores figurinos e melhor espectáculo. A mesma equipa que dirigiu este espectáculo, deslocou-se em 2003 a Portugal e montou a peça na Seiva Trupe, tendo obtido estrondoso êxito.

Correspondendo a inúmeras solicitações, a companhia volta a produzir o mesmo espectáculo, com a mesma equipa criativa. 

de 15 de Janeiro/2009 a 31 de Março / 2009
Local: Teatro do Campo Alegre – Porto

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

La taberna fantástica de Alfonso Sastre

La taberna fantástica, que Alfonso Sastre escreveu em 1966 e estreou em 1985, constituiu um enorme êxito nos anos oitenta. Gerardo Malla volta a dirigi-la, numa nova encenação, mais de vinte anos depois, com produção do Centro Dramático Nacional.

Elenco
Enric Benavent
Celia Bermejo
Paco Casares
Félix Fernández
Saturnino García
Felipe García Vélez
Carlos Marcet
Luis Marín
Francisco Portillo
Antonio de la Torre
Paco Torres
Julián Villagrán
Miguel Zúñiga


Encenação Gerardo Malla
Cenografia Quim Roy
Desenho de luz Juan Gómez-Cornejo
Guarda-roupa Pedro Moreno
Música e espaço sonoro Miguel Malla

Produção Centro Dramático Nacional
Teatro Valle-Inclán, Madrid
11 de Dezembro de 2008 a 18 de Janeiro de 2009

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Pé de Vento mostra exposição dos seus 30 Anos


No passado Sábado, dia 13, inaugurou, na Galeria da Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, a exposição dos 30 anos da companhia Pé de Vento, que estará patente até 20 de Fevereiro 2009.

Desde a sua fundação que o Pé de Vento concebeu a sua actividade como uma companhia, ou seja: algo mais que um simples grupo de pessoas que se junta para fazer teatro. A cumplicidade, o afecto, a liberdade e o respeito pelo trabalho de cada um dos nossos colaboradores levou-nos sempre a procurar preservar os elementos que, ao longo dos anos, têm marcado o trajecto estético e artístico da companhia. Tanto mais que esses elementos, após a sua presença em palco, passaram a pertencer também ao público, tornando-se património comum.
E assim se foi construindo e organizando este espólio, que se tornou necessário preservar, e transformou a companhia no seu único fiel depositário. Em certo sentido, também o tempo e a memória se encarregaram de fazer a sua própria escolha.
São esses fragmentos dispersos que agora se reúnem nesta exposição, concebida para assinalar os 30 anos do Pé de Vento e, antes de mais, dedicada ao público que tem acompanhado e apoiado a nossa actividade ao longo de três décadas
.”

A par da exposição, e no mesmo espaço, o Pé de Vento leva à cena dois espectáculos encenados por João Luiz: História do Sábio fechado na sua Biblioteca, de Manuel António Pina e História de um Segredo, de Álvaro Magalhães.

domingo, 14 de dezembro de 2008

FORMAS – Feira de Artes Performativas 2009 | candidaturas abertas

Estão abertas as candidaturas à apresentação de projectos artísticos com vista à programação da FORMAS – Feira de Artes Performativas 2009, a decorrer de 13 a 16 de Maio em Tavira.

Podem concorrer à apresentação de projectos nas áreas do Teatro, Dança Contemporânea, Música, Cruzamentos Disciplinares e Narração Oral, entidades de criação artística, bem como criadores independentes.

As candidaturas estarão abertas até às 24 horas do dia 31 de Dezembro de 2008.
Para recepção de dvds será tido em conta data de carimbo dos CTT.

Aceda ao regulamento e formulário de candidatura em http://www.formas.procurarte.org/

Informações ou esclarecimentos podem ser solicitados através do endereço electrónico
candidaturas.formas@procurarte.org

sábado, 13 de dezembro de 2008

Prémio FAD para João Garcia Miguel


João Garcia Miguel acaba de receber o prémio FAD Sebastià Gasch 2008 pelo seu espectáculo Burgher King Lear. O jurado, integrado por Roger Bernat, Daniel Cid, Beth Galí, Emili Gasch, Maria Güell, Jordi Jané, Isabel Olesti, Ricard Panadès e Margarida Troguet destacou a “nova leitura, atrevida e impactante do Rei Lear. Um Fast good Suprem King agridoce, hilariante e muito comovedor”.

Os prémios FAD (Foment de las Artes i del disseny) são atribuídos em colaboração directa com a Generalitat da Catalunya, Institut da Cultura e Ayuntament de Barcelona e representam, desde há 30 anos, a mais importante distinção no circuito das Artes Performativas na Catalunha (Espanha), tendo sido premiados em edições anteriores artistas como Fura dels Baus, Tricicle, Els Comediants, Carles Santos, entre outros.

A cerimónia de entrega terá lugar dia 22 de Dezembro em Barcelona, onde estarão presentes o encenador João Garcia Miguel e o actor Miguel Borges.

Os espectáculos de João Garcia Manuel são distribuídos em Espanha por Eme2 Emoción&Arte.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A Carbonária – Uma récita-atentado


A Carbonária – Uma récita-atentado de Ana Deus, António Preto e João Sousa Cardoso, no Estúdio Zero, Porto, dias 12 e 13 de Dezembro - 22h00.

A Carbonária – Uma récita-atentado é um trabalho concebido e interpretado por Ana Deus, António Preto e João Sousa Cardoso, motivado pelo episódio histórico do assassinato do Rei em Portugal e do papel activo das organizações de inspiração republicana, entre as quais a Carbonária Portuguesa, no acontecimento.

Esta “récita-atentado” é uma proposta performativa que cruza a evocação da instauração da República no nosso país com uma reflexão sobre o Portugal contemporâneo. Os três autores (e performers) escolheram trabalhar a obra “Porque Morreu Eanes” do escritor Álvaro Lapa (1978), um texto construído a partir da técnica do “cut up”, popularizada por Brion Gysin e William S. Burroughs.

O espectáculo, produzido em dois períodos de residência artística (nos Laboratoires d’Aubervilliers, em Paris, e no Estúdio Zero, no Porto), investiga a exploração das formas visíveis na obscuridade (necessária à conspiração política) e a experimentação sonora da palavra, através da voz e do recurso a meios rudimentares operados em cena.

A Carbonária – Uma récita-atentado propõe, no cruzamento de diversas formas disciplinares (teatro, canto, artes visuais e literatura), a revisitação do texto de Álvaro Lapa, numa adaptação assumidamente livre. E com isso, pensar o país. Hoje.


FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA

Título: A Carbonária – Uma récita-atentado
A partir de: “Porque Morreu Eanes” de Álvaro Lapa
Concepção, encenação e interpretação: Ana Deus, António Preto, João Sousa Cardoso
Datas e horário: 12 e 13 de Dezembro, às 22h00
Local: Estúdio Zero - Rua do Heroísmo nº 86 - 4300 - 254 Porto Telefone/225 373 265

Co-produção: Três Quatro Lente / As Boas Raparigas... (2008)
Estúdio Zero12 e 13 de Dezembro - 22h00

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Teatro Nu - nova companhia galega

Criada por Mónica Camaño e Zé Paredes, surge na Galiza uma nova companhia teatral, que se estreia dia 11 de Dezembro em Santiago de Compostela, com a apresentação de Coa palabra na lingua – Concerto en dúas linguas para dous actores e un músico.

A Zona "C" de Santiago, espaço multidisciplinar destinado à intervenção de artistas imergentes, acolhe nos dias 11 e 12 a novíssima companhia Teatro Nu.

O projecto Teatro Nu surge da necessidade vital de Mónica Camaño e Zé Paredes, como fazedores de teatro e da certeza de que há espaço para uma nova criação, com horizontes e orientação estética bem definidas. A companhia nasce com a firme intenção de criar um teatro para a sociedade, um espelho diante do qual se tiram as impurezas. Longe de tentar desenvolver uma actividade económica sem mais, além da venda do entretenimento, Teatro Nu afirma querer fazer teatro. E por isso estão Nus.

11 e 12 de Dezembro às 21horas 
ZONA “C” (Convento de S. Domingos de Bonaval), Santiago de Compostela.

Coa palabra na lingua – Concerto en dúas linguas para dous actores e un músico.

Intérpretes: Mónica Camaño, Zé Paredes, Anxo Graña.

Dramaturgia: Mónica Camaño, Zé Paredes.
Espaço sonoro: Anxo Graña.
Espaço cénico: María Fandiño.
Guarda-roupa: Manola Camaño.
Cobertura técnica: Ningures Produción SL
Desenho gráfico: Olalla Camaño.
Produção: Teatro Nu.
Encenação: Zé Paredes.
 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Nova Fiestacultura


Encontra-se à venda o novo número da revista Fiestacultura, n°37, correspondente ao inverno de 2008.

Fiestacultura é uma revista especializada na criação teatral de rua, a animação festiva, as festas populares e as intervenções plásticas em edifícios, dirigida por Pascal Mas i Usó.

Este número, inclui, entre muitos outros artigos, o editorial: De oca a oca; Ciudad Rodrigo: Eros y Tánatos; Tàrrega regresa a la calle; Cádiz cruza el charco; MIM de Sueca; Castellón: bienvenida con teatro; Burgos, la estación del teatro; Sexo, teatro y cintas de vídeo; Festival Medieval d’Elx; Dramaturgia de la calle y modelos urbanos; etc.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Alexis Fernández e Caterina Varela vencedores do XXIII Certame Coreográfico


Os bailarinos Alexis Fernández e Caterina Varela, da companhia Entremans, receberam o primeiro prémio do XXIII Certame Coreográfico da Comunidade de Madrid pela produção Ven. Os intérpretes ganharam também o prémio do Público, o do Conservatório Superior de Sanza María de Ávila de Madrid, o prémio B-Motion de programação e assistência do festival, o da Residência para Coreógrafos no “Espaço do Tempo” (Montemor-o-Novo, Portugal) e o Prémio da Crítica “Palabras en movimiento”.


Alexis Fernández (Santiago de Cuba, 1975) fez parte da companhia Danza Contemporánea de Cuba, Grupo Pulsar (Brasil), Danza Retazos (Cuba), Experimentadanza (A Coruña), La Intrusa Damián Muñoz Danza (Barcelona) e Centro Coreográfico Galego (Galicia). É coreógrafo e co-fundador de Entremans, companhia sediada na Corunha e criada em 2005, com Kirenia Martínez, Armando Marten e Ana Beatriz Pérez, com produção de Estefanía Vázquez.


Caterina Varela (A Coruña, 1983) integrou diversas companhias como Experimentadanza (A Coruña), onde trabalhou em mais de 6 peças, o Centro Coreográfico Galego (Galiza). Desde 2007 desenvolve o seu trabalho artístico na companhia Entremans, como intérprete e criadora de alguns de seus projectos.

Entremans recebeu o primeiro Prémio do VI Certame Coreográfico de Burgos-New York e o do Certame de Criação Coreográfica da Galiza com a coreografia En la cuenca de tus ojos, em 2006.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Patrícia Portela nas Caldas da Raínha

© Phile Deprez

Odília é uma musa confusa. Quando tinha 7, 8, 9, quase 30 anos, viu um anúncio no jornal para tarefas inspiradoras e concorreu.

Quando chegou às entrevistas, estava atrasada e já não havia mais nenhuma vaga, e Odília, sentindo-se a única musadesempregada no mundo, sai porta fora, e corre, corre, corre, corre, até tropeçar numa outra musa,... Penélope, a sua solidão...

Odília é uma viagem pela casa das ideias e das impressões, como naturezas mortas do cérebro. Um labirinto de pensamentos, como se nos pudéssemos embrenhar numa teia infinita dentro da nossa cabeça, à procura de princípios.

Onde será que tudo começa?


De 11 Dezembro 2008 a 13 Dezembro 2008

Grande Auditório CCC
Centro Cultural e Congressos
Caldas da Raínha

domingo, 7 de dezembro de 2008

GARRICK - homenagem ao primeiro cómico consciente do seu trabalho como “risoterapeuta”


No século XVIII, com a primeira revolução industrial, apareceram as fábricas, os horários laborais impossíveis, o consumismo e, entre outros importantes avanços da humanidade, 'as depressões'. Os médicos da época, alheios à futura invenção da psicanálise e dos antidepressivos, tiveram que recorrer a um remédio natural e infalível para atenuar tanta infelicidade: o riso. Os teatros de comédia encheram-se de pacientes que, ainda que tivessem tudo, se sentiam infelizes e os actores, de alguma maneira, converteram-se em terapeutas emocionais. Um dos 'tira-penas' mais reconhecidos dessa época foi David Garrick, um inglês que para além de actor era escritor, produtor e acima de tudo, um cómico infalível com que ninguém podia deixar de rir. À luz destas palavras Tricicle confessa ter-se dado conta depois de 27 anos de profissão que no são actores mas sim 'risoterapeutas tira-penas'. Quem sabe, o melhor dos seus serviços seja um dia integrado na segurança Social.

Desde o seu primeiro espectáculo, TRICICLE despede-se do seu público à saída do teatro. Este contacto pessoal tem permitido conhecer “cara a cara” a reacção real dos espectadores: muitos sorriem, muitíssimos agradecem-lhes terem conseguido esquecer durante duas horas os seus problemas e incluso alguns, asseguram ter saído de situações depressivas… Era tanta a gente que assegurava sentir-se melhor depois de os ver que, entre eles, sempre brincavam dizendo que algum dia teriam que actuar com batas brancas; pois bem, esse dia chegou: GARRICK é protagonizado por três cientistas em bata branca com um único objectivo: fazer rir, tal e qual; sem rodeios e sem escusas. Um objectivo ambicioso que combinado com a pujante moda 'risoterapia' acbou por convertê-los em Doutores de Humor, uns especialistas que ofereceram uma demonstração sobre a fisiologia do humor, os tipos de riso e as técnicas básicas para provocá-la.

O título GARRICK – um nome em princípio estranho - tem duas virtudes: a terceira é que continua o costume dos seus espectáculos acabarem em IC, e a quinta é que faz referência a DAVID GARRICK, um célebre comediante inglês do século XVIII que, segundo conta a lenda, estava tão extraordinariamente dotado para a comédia, que os médicos recomendavam as suas actuações como uma espécie de “remédio mágico” capaz de sanar qualquer pena da alma. Em termos contemporâneos, poderíamos dizer que GARRICK, sem o saber, foi o primeiro 'risoterapeuta' da história.

Hoje, em pleno século XXI, quando conhecemos cientificamente que as crianças riem umas trezentas vezes por dia e os adultos apenas umas quinze, os Tricicle proclamam-se seus humildes seguidores e oferecem-nos este espectáculo-homenagem que apenas busca (apenas?) conseguir que o público esqueça os seus problemas, rompa suas máscaras e desate a rir com esses quatrocentos músculos que dizem que têm que se pôr em movimento para se morrer a rir.

Criação e interpretação de Joan Gràcia, Paco Mir e Carles Sans

Teatre Poliorama - Barcelona

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Dossier Orçamento do Estado na Obscena de Novembro


Está já disponível a Revista Obscena de Novembro/Dezembro, onde se destaca um importante conjunto de artigos sobre o Orçamento do Estado português para a área da cultura: Dossier Orçamento do Estado, com textos de Miguel Magalhães, José Soeiro, Adolfo Mesquita Nunes, José Luís Ferreira, Luiz Oosterbeek, Cristina Leandro, Sérgio Treffaut, Luís Serpa e Pedro Costa, tema abordado logo no editorial O ORÇAMENTO DO ESTADO A QUE ISTO CHEGOU, de Tiago Bartolomeu Costa.


NA PARTIDA DE CARLOS PORTO (1930-2008), texto de Eugénia Vasques, recorda o crítico que, nas palavras do director da revista, constitui “o exemplo de generosidade crítica que queremos prosseguir”.

Este número da Obscena conta ainda com os artigos O MERCADOR DE VENEZA DE WILLIAM SHAKESPEARE, ENCENAÇÃO DE RICARDO PAIS, texto de João Paulo Sousa; DANIEL JONAS O MERCADOR DE VENEZA EM NOVA TRADUÇÃO, texto de Elisabete França; LA DANSEUSE MALADE COREOGRAFIA DE BORIS CHARMATZ, texto de Gérard Mayen; L'APRÈS-MIDI (D'UN FAUNE) COREOGRAFIA DE RAIMUND HOGHE, texto de Franz Anton Cramer; GOING TO THE MARKET, TWO DRAWINGS e MY FATHER'S DIARY PERFORMANCES DE GUY DE CONTET, texto de Florent Delval; e BERLIM - SÃO PETERSBURGO 225 ANOS DO TEATRO MARIINSKY EM BERLIM, texto de João Carneiro.

http://www.revistaobscena.com/

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Antonia San Juan apresenta no Arlequín obra de David Mamet

A presença da actriz, directora e autora Antonia San Juan no Teatro Arlequín consolida-se. Agora com um texto que narra a história de duas mulheres que mantiveram uma relação sentimental encobertas pelo véu das aparências da época e do momento, no ambiente conservador do século XIX., escrito por um dramaturgo, David Mamet, que muitos consideram herdeiro de Williams, Albee ou Miller.

O encenador Quino Falero, - natural das Ilhas Canárias como Antonia San Juan – trabalhou como director adjunto da britânica Tamzin Townsend em "Carnaval" e "Sonho de uma Noite de Verão”.

"Matrimonio de Boston" estreou em 1999, com o título de uma expressão utilizada para definir as mulheres que conviviam juntas de forma independente dos homens. A obra conta a relação entre Anne, Claire e Catherine, que despoleta quando Anne (Antonia San Juan) recebe a sua ex-amante, Claire, com um colar de esmeraldas, símbolo da protecção de um homem.
"Surge um paradoxo, porque Anne tem um protector, que quer utilizar para poder viver com tranquilidade a sua relação com Claire", observa Antónia San Juan.

O dramaturgo norte-americano David Mamet, guionista, novelista e ensaísta, Premio Pulitzer e duas vezes candidato ao Óscar, é de novo apresentado no cartaz de Madrid, onde se representou esta mesma obra em 2002 no Teatro Lara, com Kiti Manver e Blanca Portillo, numa encenação de José Pascual. “Matrimonio de Boston”, um texto extraordinário, subversivo, provocador, hilariante, uma comédia de costumes que esconde um apaixonado e actualíssimo manifesto sobre a liberdade, o feminismo e a igualdade, tem sido montado inúmeras vezes nos Estados Unidos, Londres, Milão e, com enorme êxito, no Teatre Lliure de Barcelona. Foi apresentada pela primeira vez na América Latina, no Peru.

Autor David Mamet
Encenador Quino Falero
Intérpretes Antonia San Juan, Rocío Calvo e Marta Ochando.

Estreia a 4 de Dezembro, no Teatro Arlequín, Madrid.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Vitrola Quântica prepara o novo trabalho

© Mariana Sucupira

Explorar a sonoridade do rock’n’roll e suas interferências no corpo é uma das propostas de Desosso o osso e (flutuo), espetáculo da Cia Vitrola Quântica, que estreou em Julho, em São Paulo.

Com direcção de Mariana Sucupira e Daniel Augusto, a montagem avança na linha de pesquisa grupo, com foco nas manifestações artísticas e corporais urbanas. A banda sonora é composta por músicas de grupos contemporâneos de rock, como Yeah Yeah Yeahs e Interpol e o espetáculo contou ainda com vídeos dirigidos por Daniel Augusto e editados pelos artistas do BIJARI.
A dupla de criadoras e intérpretes, Aline Bonamin e Júlia Abs, recebeu aulas de guitarra para conseguir recriar no palco alguns movimentos tradicionais de guitarristas.
Desosso o osso e (flutuo) foi contemplado com o Prémio Funarte de Dança Klauss Vianna.
O osso pesa, mas há algo em sua essência que pode ser seu passaporte para a leveza. Desossar é inverter seu sentido habitual, trazê-lo do chão para o ar. Desosso o osso e (flutuo) é sobre esse tipo de inversão – ou subversão – entre o peso e a leveza.
É um espetáculo que experimenta refletir sobre a sonoridade do rock`n roll e suas particulares interferências no corpo. O rock é por excelência um som dissonante, cruento, intenso, marginal. Pode ser a mais alta poesia, crítica visceral, ou mesmo trilha sonora dentro de um tanque de guerra. Do campo de batalha à vida sonhada dos anjos, o rock é trilha sonora ambígua. Pesa, contém, explode e flutua: leva o corpo à experiência do risco, do limite, de tudo aquilo que vive na margem do mundo.


Enquanto Desosso o osso e (flutuo) não é apresentado noutras localidades, a Cia. Vitrola Quântica prepara o novo trabalho RESTRICTO, que irá dar a conhecer num ensaio aberto no dia 10 de Dezembro de 2008, às 21h00, na Universidade Anhembi Morumbi - Estúdio 4. Este novo trabalho tem direccao de Júlia Abs, orientação da pesquisa corporal de Aline Bonamin. Amanda Villani e Ilana Elkis são as intérpretes-criadoras.

domingo, 30 de novembro de 2008

Temporada internacional do TNSJ

A temporada internacional do Teatro Nacional São João inicia-se com a estreia, no dia 5 de Dezembro, de Purificados de Sarah Kane, pela companhia polaca Wrocławski Teatr Współczesny - repete no dia 6 - e prossegue com Salle des Fêtes pela companhia francesa Deschamps & Makeïeff, nos dias 11 e 12 de Dezembro.




Krzysztof Warlikowski é uma das vozes mais singulares do teatro europeu contemporâneo. Encenador polaco, dividiu a sua formação entre o país de origem e a França, trabalhou com Brook e estudou com Krystian Lupa, Bergman e Strehler, é visitante assíduo de Shakespeare, experimentou Eurípides e Sófocles, mas exerce Koltès ou, como agora nos é dado ver, Sarah Kane. Exímio na direcção de actores, Warlikowski funda o seu trabalho de encenação num confronto improvável entre psicologia e metáfora. Se lhe interessa o detalhe de cada personagem e o peso de cada uma na economia global do drama, o que aliás nos conduz a momentos de puro deleite teatral, aquilo que é único no seu trabalho deve ser procurado na transposição de cada fragmento de realidade para uma instância maior, para uma tentativa de explicação global do mundo. Purificados – a história de Grace, heroína perdida que sublima a perda do irmão investindo-se tão radicalmente no seu percurso que lhe assume a identidade – transforma-se aqui numa alegoria cristalina da solidão, da tristeza, do abandono. Como se apenas da profunda treva, do inferno que construímos ao estarmos juntos, pudesse nascer a luz equívoca de um sofrimento que é também redenção, porque é experiência, porque é vida, afinal!

Purificados
de Sarah Kane
tradução para polaco Krzysztof Warlikowski, Jacek Poniedziałek
encenação Krzysztof Warlikowski
cenografia Małgorzata Szczęśniak
música Paweł Mykietyn
voz Renate Jett
desenho de luz Felice Ross
interpretação Mariusz Bonaszewski, Małgorzata Hajewska-Krzysztofik, Redbad Klijnstra, Stanisława Celińska, Jacek Poniedziałek, Thomas Scheiberer/Tomasz Wygoda, Tomasz Tyndyk, Renate Jett, Fabian Włodarek
produção Wrocławski Teatr Współczesny (Polónia)
co-produtores TR Warszawa (Polónia), Teatr Polski in Poznań (Polónia)



“Os meus espectáculos são bem-humorados, mesmo quando falam de desgraças e azares”, afirmou Jérôme Deschamps a propósito de Les Pensionnaires, um dos três espectáculos da dupla Deschamps & Makeïeff que o festival PoNTI deu a conhecer no Porto. É de crer que a novíssima criação (a estreia absoluta de Salle des Fêtes acontece em Novembro, no Théâtre de Nîmes) não escape à regra. Criadores de uma das séries da televisão francesa com maior sucesso (Deschiens/1996-2002) e de inúmeros espectáculos consagrados às grandezas e misérias de uma exótica fauna humana (gente como nós!), Jérôme Deschamps e Macha Makeïeff exploram agora um salão de festas, recriando o universo de um cabaré popular com aquela ternurenta mordacidade que é apurada de espectáculo para espectáculo. Saudado regresso de uma dupla de criadores cujos espectáculos fazem pensar ora em Jacques Tati, ora nos Irmãos Marx, ora em Chaplin, mas cuja malícia, nostalgia e humor evocam… Deschamps & Makeïeff.

Salle des Fêtes
um espetáculo de Jérôme Deschamps, Macha Makeïeff
desenho de luz Dominique Bruguière
produção Deschamps & Makeïeff (França)

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Masterclasse com Loïc Touzé


A masterclasse, Release Training e Composição Instantânea, com Loïc Touzé, assinala um novo ciclo na actividade do Núcleo de Experimentação Coreográfica. Terá lugar nos dias 13 e 14 de Dezembro 2008, no Atelier NEC, Fábrica Social - Fundação Escultor José Rodrigues, Rua da Fábrica Social s/n – Porto.
Público-alvo Bailarinos profissionais, nível avançado
Nº limite de inscrições 15
Idioma Inglês
Inscrição 75 Euros
Inscrições até ao dia 8 de Dezembro.

Loïc Touzé
Artista – coreógrafo, desenvolve a sua actividade no âmbito do quadro 391, em Rennes.
Iniciou inúmeros projectos em colaborações com artistas das áreas da música contemporânea e artes visuais.
Ensina regularmente em estruturas de formação profissional na Europa, bem como no CNDC de Angers, no Théâtre National de Bretagne, EXERCE Montpellier e nas Universidades (Rennes 2, Paris 8).
De 1997 a 2000 participou no Groupe des Signataires do 20 de Agosto e de 2001 a 2006 co-dirige os Laboratoires d’Aubervilliers.
As suas últimas produções são: Morceau, Love, Elucidation, 9.

Release Training
Este treino é baseado numa compreensão sensitiva do movimento funcional, que é informado por diferentes técnicas de movimento, como o ioga, release-technique e contacto improvisação.
O trabalho tem como foco principal o peso, a orientação, a análise, a instabilidade e a robustez do corpo.

Composição instantânea
A complexidade dos sistemas de visão, audição, tacto determina o movimento do nosso corpo. Como podemos usar estes sistemas de “compreensão” do mundo para compor e dançar?
Como podemos reorganizá-los para nos libertarmos dos padrões habituais do nosso corpo e explorar a nossa imaginação.

Organização NEC em colaboração com o Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica - PEPCC / Fórum Dança

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Daydream do Teatro de Ferro


Até 30-11-2008 no TeCA, Porto, o Teatro de Ferro apresenta Daydream, criação de Igor Gandra, com texto de Regina Guimarães, a partir de "As Ruínas Circulares", de Jorge Luís Borges.

“O desígnio que o guiava não era impossível, se bem que sobrenatural. Queria sonhar um homem: queria sonhá-lo com uma integridade minuciosa e impô-lo à realidade.” Tomando como ponto de partida uma memória da leitura de “As Ruínas Circulares”, uma ficção desse subtil prestidigitador da literatura chamado Jorge Luis Borges, Daydream lança o espectador num teatro, templo ou oficina consagrada à tarefa exclusiva de sonhar. Ou antes: de modelar a matéria de que são feitos os sonhos, tarefa – garante Borges – “mais árdua que tecer uma corda de areia ou que cunhar o vento sem cara”. A parábola do escritor argentino desencadeou no Teatro de Ferro um regresso às origens – o trabalho de pesquisa e experimentação de marionetas –, fazendo de Daydream a ocasião propícia para explorar a marioneta como duplo, interlocutor e objecto plástico, e recolocar a questão do seu enigmático relacionamento com o actor/manipulador. Reconhece Igor Gandra: “Adão, Pinóquio e até Frankenstein podem ter lugar nesta aventura”.
in website do TNSJ

texto Regina Guimarães
encenação e cenografia Igor Gandra
marionetas Maria Jorge Vilaverde, Júlio Alves
desenho de luz Rui Maia
interpretação Carla Veloso, Igor Gandra
produção Teatro de Ferro


Criado em 1999, o Teatro de Ferro (TdF) desenvolve o seu trabalho nos campos do teatro de marionetas, do movimento e do multimédia. É na fusão destes elementos que o TdF forja o seu vocabulário teatral, performativo e interventivo. A companhia tem apresentado regularmente várias produções, com objectivos distintos:
1. Espectáculos para crianças, dirigidos ao público escolar e familiar – Blurp (2001), Pisa‑Relva (2003), Polo‑Polo (2004), Branca de Neve (2006) e Alberto e a Bomba (2007); 2. Ateliês multidisciplinares com duração de seis meses, materializando‑se em espectáculos em que participam jovens integrados em projectos de reinserção social – Planeta Boogie e Urbânia (2002), Desmontagem (2003), Desmontagem 2 (2004), Desmontagem 3 (2005), Desmontagem 4 e Desmontagem 4.1 (2006), e Desmontagem 5 (2007); 3. Espectáculos de pesquisa onde se procuram caminhos inexplorados por este colectivo: Belamáquina (2000), Next e Belamáquina 2.0 (2002), Prometeu e Topgun (2004), Sexta‑Feira (2007), Quase‑Solo, Estufa Fria e Daydream (2008). Sedeado na cidade de Vila Nova de Gaia, o TdF tem direcção artística de Igor Gandra, distinguido pelo Clube Português de Artes e Ideias com o prémio O Teatro na Década 1997; pelo Ministério da Cultura/Instituto das Artes com o Prémio Revelação Ribeiro da Fonte (2004); pela cidade de Vila Nova de Gaia com a Medalha de Mérito Cultural e Científico (2005); e pelo Jornal do Centro (Viseu) com o Troféu Aquilino Ribeiro (2005). Desde 2003, o TdF tem contado com o apoio do Ministério da Cultura/DGArtes – Direccao‑Geral das Artes e, desde 2006, do Município de Vila Nova de Gaia (Pelouro da Cultura).

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Os Gigantes da Montanha


A Cornucópia estreou Os Gigantes da Montanha,de Luigi Pirandello, encenação de Christine Laurent, em cena até 21 de Dezembro de 2008 no Teatro do Bairro Alto, Lisboa.

3ª a sábado às 21:30h. Domingo às 16:00h
duração: 2h15 com intervalo de 15 min

Tradução Luis Miguel Cintra
Encenação Christine Laurent
Cenário e figurinos Cristina Reis
Desenho de luz Daniel Worm D’Assumpção

Distribuição: David Almeida, Dinis Gomes, Luís Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Márcia Breia, Paulo Moura Lopes, Pedro Lacerda, Pedro Lamas, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Rita Loureiro, Sofia Marques e Tiago Matias.


Christine Laurent, encenadora na Cornucópia de Diálogos em Roma, Barba Azul, O Lírio, D.João e Fausto e Ensaios para O Ginjal volta à Companhia para encenar Os Gigantes da Montanha, a última peça de Luigi Pirandello, que o autor deixou incompleta e que levanta inúmeras dificuldades e problemas de realização cénica, tanto mais que se conserva inacabada. O tema é a própria Arte, ou a Representação da vida pela Arte. Como nas Seis Personagens à Procura de Autor trata-se de Teatro dentro do Teatro e também da relação do teatro com o público. É uma estranha companhia de teatro quem chega à mansão onde vive refugiado o mágico Cotrone com os seus “azarentos” e todos estão sob a ameaça desses ocultos gigantes da montanha. Uma obra chave da dramaturgia do autor e um fascinante ponto de partida para muita reflexão sobre as artes do espectáculo. Disse Pirandello sobre o seu texto que era “a tragédia da Poesia neste brutal mundo moderno”.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Texto de Lluisa Cunillé no Lliure

© Ros Ribas

O Teatro Lliure, de Barcelona, tem em cena EL BORDELL, de LLUÏSA CUNILLÉ, com direcção de XAVIER ALBERTÍ.

Vinte e cinco anos depois da noite do golpe de estado, a Madame, um cavalheiro, um soldado, um travesti e um viajante reencontram-se numa casa de prostituição, numa estrada perto da fronteira.

Lluïsa Cunill, Prémio Nacional de Cultura 2007, neste novo texto, desenvolve um retrato sórdido, uma metáfora para a Espanha desencantada.

Intérpretes

Chantal Aimée
Mercè Arànega
Jordi Banacolocha
Jordi Dauder
Rubèn de Eguia
Enric Majó
Jordi Serrat

Até 30 de Novembro
Sala Fabià Puigserver (Teatro Lliure) Barcelona

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Teatro Plástico volta a encenar O Frigorífico


Na Fundação José Rodrigues, na Rua da Fábrica Social, no Porto, O Teatro Plástico apresenta O Frigorífico, de Copi.


Este espectáculo contém: Um telefonema da Austrália; Duas violações (seguidas); Uma cloroformização (sem violação); Um editor falido; Uma escritora ex-manequim; Uma cigana voyeurista; Um detective à procura de filme; Um cão Afegão com incontinência urinária; Uma psicanalista com incontinência verbal e temperamento insuflável; Uma mamã alcoólica com um fraco por negros e obras de caridade; Uma morte seguida de ressurreição e… ratos, muitos ratos em debanda do Instituto Pasteur.


Prodigioso exercício teatral e retrato de um tempo saturado de imagens e solidão, esta peça em que alguém, no dia em que completa 50 anos, se debate com um frigorífico, é uma das mais fascinantes propostas de interpretação do teatro contemporâneo e um texto cáustico e intemporal em que todos os géneros sexuais e todos os estilos teatrais se sucedem de forma vertiginosa e surpreendente (da comédia de género à farsa de costumes, do melodrama ao cabaret, da tragicomédia à sátira social).

Autor Copi
Tradução Isabel Alves
Direcção Francisco Alves
Interpretação João Paulo Costa
Desenho de Luz Mário Bessa
Desenho de Som José Prata
Contra-regras Catarina Falcão Mário Sá
Adereços Cristóvão Net oDora Pereira
Assist. de encenação Catarina Falcão
Fotografia Inês d’Orey
Design Gráfico Tiago Morgado
Produção executiva Eugénia Miranda Joaquim Pestana
Produção Teatro Plástico

Até 7 de Dezembro