terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Realismo, sonhos e literatura entrelaçam-se em 'Llueve en Barcelona'


“ Llueve en Barcelona” pela Companhia do Centro Dramático Nacional apresenta-se em Madrid, na Sala Francisco Nieva do Teatro Valle-Inclán. Escrita pelo jovem dramaturgo catalão Pau Miró e dirigida por Francesco Saporano, permanecerá em cartaz até 8 de Março.

A protagonista de 'Llueve en Barcelona' é Lali, uma jovem prostituta que se encontra no centro de um peculiar triângulo amoroso. Por um lado está Carlos, seu chulo e parceiro sentimental. Por outro, encontra-se David, um livreiro transformado em cliente habitual, que enfrenta as mudanças derivadas pelo iminente falecimento de sua mulher. Juntos compõem um puzzle de sentimentos cruzados que reflecte as contradições da sociedade actual, em que os extremos opostos parecem tocar-se.

A acção desta nova produção do CDN situa-se no bairro barcelonês El Raval, caracterizado por ser um reflexo da mescla da realidade contemporânea. Prostitutas, drogados, jovens universitários e intelectuais, saídos do museu ou da ópera compõem um mosaico cénico onde se funde a literatura de Nietzsche ou Freud com os sonhos por cumprir e as histórias marginais.

O elenco de 'Llueve en Barcelona' é composto por três intérpretes que contam com uma larga experiência no teatro, cinema e televisão. O papel feminino foi entregue à jovem María Valverde, que participou recentemente no espectáculo 'Puerta del Sol, um episódio nacional'. O elenco completa-se com Víctor Clavijo e Toni Cantó.

A versão catalã deste espectáculo estreou-se em 2004 com o aplauso da crítica e do público e obteve cinco nomeações para os prémios Butaca. O texto foi traduzido para castelhano, italiano, francês, português, polaco e inglês. Em 2007 foi apresentado no Teatro Nuovo, de Nápoles e em 2008 no Teatro Piccolo, de Milão, onde ganhou o Prémio Nacional da Crítica em Italia. Em 2006, o Festival de Outono de Madrid apresentou uma versão em castelhano intitulada 'Lluvia en el Raval', pela companhia Segundo Viento.

Agora, o Centro Dramático Nacional aposta em 'Llueve en Barcelona', com encenação de Francesco Saponaro, que também assina a cenografia, guarda-roupa de Antonio Belart e desenho de luz de Rafa Echeverzque. 'Llueve en Barcelona'
permanecerá instalado na Sala Francisco Nieva del Teatro Valle-Inclán até ao próximo dia 8 de Março.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Um ritual culinário em Viseu


28, 29 e 30 de Janeiro, no Teatro Viriato, em Viseu, Portugal, ME GUSTA, um ritual culinário da Companhia Laika (Bélgica).

Quem já assistiu ao Hotel Tomilho, ao peepshow culinário Peep&eat ou ao concerto gastronómico Patatboem sabe que os espectáculos da companhia Laika conseguem estimular muito mais do que apenas os olhos e os ouvidos. A nova produção Me Gusta não é excepção. É uma nova experiência culinária que descobre a gastronomia exótica e é pensada para deslumbrar o paladar.

Ignorando fronteiras entre países e gerações, três actores, uma bailarina e dois cozinheiros preparam um novo ritual culinário, que oscila entre o formalismo e rigor de uma cerimónia de chá japonesa e a exuberância dos festins canibalescos. Inspiram-se em receitas comuns e exóticas e propõem ao público um menu universal. Legumes e ingredientes dos quatro cantos do mundo são misturados numa panela onde se acrescenta uma pitada de tradições e costumes.

Me Gusta aborda as tradições culinárias e os rituais de servir a comida. Baseia-se em entrevistas com pessoas de diferentes gerações e contextos culturais diversos, que foram questionadas sobre as diferenças sentidas ao experimentarem a comida de outros, mas também sobre as alterações na sua própria tradição culinária. É um espectáculo colorido e transparente, apoiado por uma sonoplastia inimitável. Me Gusta é uma aventura cultural cheia de surpresas, que exige um desprendimento total do público!


Concepção e direcção Peter De Bie
Performers Lieve De Pourcq, Simone Milsdochter, Alain Rinckhout, Bram Smeyers e Michiel Soete
Música original Peter Vermeersch
Luz Anton Van Haver
Figurinos Manuela Lauwers ADVICE Jo Roets
Dramaturgia Caroline Fransens
Coreografia Anabel Schellekens
Co-produção Laika, Le Volcan, scène nationale du Havre, Cultuurcentrum Genk, Linz 2009 Capital europeia da Cultura e Festival SCHÄXPIR / Land Oberösterreich

domingo, 25 de janeiro de 2009

Candidatura especial de espectáculos estrangeiros para Argentina

O Instituto Nacional do Teatro da Argentina abriu uma candidatura para espectáculos de todo o mundo tendo em vista a participação no Ciclo de Festivais Internacionais que se realizará em diferentes cidades da República Argentina durante o mês de Outubro de 2009.

A Candidatura Especial de Espectáculos Estrangeiros de Teatro, Dança e Dança Teatro para o Circuito Internacional Teatro do Mundo na Argentina 2009 permanecerá aberta até de Maio de 2009.

Mais informação: 
http://www.inteatro.gov.ar/2008/

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

“Antígona Gelada” de Armando Nascimento Rosa


É próprio do teatro voltar a contar histórias conhecidas, reinventando-as de novo para as fazer falar acerca de um imaginário presente que nos é comum.

“Antígona Gelada” é uma obra dramática que traz à cena uma nova visão em acção daquela que, conjuntamente com Édipo (seu pai trágico), constitui a mais emblemática das figuras do teatro grego antigo.

 O lugar continua a ser a Tebas da narrativa mítica e dramaturgia, mas já não a que Sófocles recriou em espelho transfigurado da sua Atenas do séc. V a.c.  Trata-se agora de Tebas 9, uma colónia espacial remota situada em Caronte, satélite que orbita em torno de Plutão, o mais gélido dos planetas do sistema solar, recentemente despromovido; a acção decorre nesse futuro incerto, em que a humanidade vive e subsiste fora da Terra onde nasceu. 

Um cenário que nos é familiar pela ficção científica e no qual a fábula mitopoética e política de Antígona volta de súbito a acontecer. Como dirá Polinices, no diálogo mantido quando Antígona sonha com ele: «Já houve no passado pessoas com os nossos nomes que viveram dramas idênticos aos nossos, mas a memória deles perdeu-se e por isso repetimos os seus erros. E mesmo talvez se nos lembrássemos, tudo acontecesse de novo e diferente outra vez.»

  
Encenação: João Mota
Cenografia e Figurinos: Sara Machado da Graça
Interpretação: Ana Meira, Álvaro Corte Real, Jorge Baião, José Russo, Maria Marrafa, Rosário Gonzaga, Rui Neto, Victor Zambujo

Até 1 de Fevereiro

Teatro Garcia de Resende, Évora, Portugal

domingo, 18 de janeiro de 2009

Companhia de Teatro de Braga substitui estreia de “Pesar” por reposição de “Preconceito Vencido”


O trabalho dramático “Pesar”, com estreia prevista para 6 de Fevereiro no Theatro Circo, foi adiado pela Companhia de Teatro de Braga para data a anunciar.

De acordo com a Direcção da companhia residente do Theatro Circo, o adiamento da peça de Regina Guimarães e Saguenail é motivado por imperativos de programação, dando lugar à reposição de “Preconceito Vencido”, que, de 6 a 8 e de 10 a 15 de Fevereiro, dá continuidade às apresentações iniciadas a 27 de Janeiro no Salão Nobre do Theatro Circo.

Com encenação de Rui Madeira, a obra de Pierre Marivaux, um percursor da Revolução Francesa no campo das artes dramáticas, surge, nas interpretações de Thamara Thaís, Allex Miranda, Mabelle Magalhães, André Silva e Jaime Soares, como «um exercício de actores sobre o Romantismo».

Reflexo dos princípios defendidos por Marivaux, “Preconceito Vencido” constitui ainda uma abordagem a temáticas como a emancipação feminina, o direito de voto, a união livre ou a igualdade sexual.

sábado, 17 de janeiro de 2009

MONA LISA SHOW, de Pedro Gil | Acolhimento no Teatro Meridional

De 15 de Janeiro a 1 de Fevereiro de 2009, 4ª a sábado às 21h30 e domingo às 17h, o Teatro Meridional acolhe o espectáculo de Pedro Gil "Mona Lisa Show", que volta a estar em cena depois da sua apresentação, com assinalável êxito, no Centro Cultural de Belém, em Outubro último.

"Mona Lisa Show" é um concerto dramático. Não poderia ser noutra altura, nem noutro sítio. É hoje, em Lisboa. Sete personagens num momento das suas vidas. Uma montra humana onde o presente, contém em si, o passado e o futuro, a memória e o desejo. O que dizem estas personagens? O que não dizem e o que gostariam de dizer? E se dissessem o que pensam? "Mona Lisa Show" é um espelho, ou uma janela para o desconhecido; um laboratório de personagens que se cruzam numa passerelle vermelha entre a vida que têm e as vidas que não têm. Quais são as nossas histórias, os nossos dramas? Onde estão os nossos heróis? Estas pessoas não existem. São só ficção.

Em 2004, Ana Pereira (direcção de produção) e Pedro Gil (direcção artística) fundaram uma estrutura de criação artística. Nos últimos cinco anos produziram a performance ALVO BRANCO, o estudo para espectáculo EXECUÇÃO PÚBLICA, o one man show [HOMEM-LEGENDA] inserido no programa criatividade e criação artística do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, e o objecto teatral VERSUS (VS).

"Pedro Gil concebeu um espectáculo de invulgar inteligência, competência e sensibilidade ." -  João Carneiro, in Expresso.

 "Trata-se de um espectáculo que transcende a mera experiência teatral: arrebata, transforma, emociona e enriquece. Numa passadeira vermelha, diante de um biombo composto por vários quadrados transparentes e projectores direccionados para os olhos do público, sete actores e actrizes contam, ao microfone, histórias pessoais." - Rui Pina Coelho, in Público.

Criação e Direcção artística Pedro Gil
Direcção de Produção Ana Pereira
Criativo Diogo Mesquita
Interpretação Ainhoa Vidal, António Fonseca, David Almeida, Mónica Garnel, Raquel Castro, Ricardo Gageiro e Romeu Costa
Espaço Cénico Pedro Silva
Adereços Pedro Godinho
Música Original Sérgio Delgado
Desenho de Luz José Manuel Rodrigues
Assistência de Direcção Manuel Henriques

Co-produção CCB, O Espaço do Tempo e CAPA


quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Encontro Obscena


A revista de artes performativas Obscena realiza mais um encontro no dia 27 de Janeiro, pelas19h00, na livraria Trama, em Lisboa.
 

“Se ainda restar ao teatro uma qualquer centelha de espelho do mundo, não há como regressar ao princípio de tudo e perceber como os gregos nos ensinaram a ouvir para lá do som melódico da palavra. É sobre a fundamental responsabilidade do espectador que vamos falar em mais um encontro Obscena. Convidámos José Pedro Serra, doutor em cultura clássica pela Universidade de Lisboa e autor de Pensar o Trágico (Fundação Calouste Gulbenkian, prémio Pen Clube e prémio Jacinto Prado Coelho) que, em vésperas de um ciclo de conferências na Culturgest, vem conversar num encontro que não vai querer perder.”


sábado, 10 de janeiro de 2009

25º Aniversário de Alquibla Teatro


Comemorando o 25º ano de actividade, o ALQUIBLA TEATRO, de Múrcia, durante o ano de 2009 realizará um conjunto de actos comemorativos.

Já no próximo dia 21 apresentará aos órgãos de comunicação social a sua próxima estreia: TANTO PORVENIR.

A companhia mantém em reportório o drama LAS AMISTADES PELIGROSAS de Choderlos de Laclos, estreada em 27 de Março de 2008, a comédia EL DÍA MÁS FELIZ DE NUESTRA VIDA de Laila Ripoll, que desde 24 de Setembro de 2005 já efectuou mais 100 representações em Andaluzia, Astúrias, Cantábria, Castela-La Mancha, Castela-León, Catalunha, Galiza, Navarra, País Vasco, Valência e naturalmente Múrcia, e 75 PUÑALADAS (El caso de un sospechoso suicidio), de Martín Giner, com direcção de Antonio Saura.

O projecto "Clássicos para meninos e meninas" mantém em cena CYRANO DE BERGERAC de Edmond Rostand, na versão de Esperanza Clares e EL SUEÑO DE UNA NOCHE DE VERANO de William Shakespeare, versão musical para crianças realizada por Esperanza Clares, com música origjnal Salvador Martínez e encenação de Antonio Saura.

Em Outubro, o ALQUIBLA TEATRO repõe a sua premiada encenação de 2004, BODAS DE SANGUE.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Rui Horta regressa ao palco do TeCA

De 8 a 10 de Janeiro, Rui Horta & Micro Audio Waves estarão com ZOETROPE, no Teatro Carlos Alberto, no Porto.

"Se quisermos ser ridiculamente escrupulosos, 175 anos separam a invenção do zoetrope – aparelho que produz uma ilusão de movimento a partir da sucessão rápida de imagens estáticas – da estreia absoluta de ZOETROPE, título encontrado para sintetizar os conceitos trabalhados em cena por duas forças criativas animadas pela ideia de experimentação. Rui Horta tem dado contributos decisivos para expandir os cenários do corpo ao vivo, ao integrar as mais recentes tecnologias digitais no seu muito idiossincrático “teatro dançado”. Os Micro Audio Waves têm vindo a desenhar sofisticadas paisagens sonoras, onde a electrónica de laboratório se projecta num filme sempre pop. Juntos, lançam-se nesta aventura de criar um estranho objecto performativo, para o qual ainda não foi inventado um nome. Concerto encenado? Drama cibernético? Tratando-se de Rui Horta – que regressa ao palco do TeCA, depois de aí ter apresentado três obras no âmbito de um ciclo organizado pelo TNSJ em 2006 –, será certamente mais uma oportunidade para continuar a ironizar noções estabelecidas de espectáculo."
(in web site TNSJ)

concepção cénica, direcção artística, desenho de luz, multimédia 
Rui Horta 
música original 
Micro Audio Waves 
realização e edição vídeo 
Edgar Alberto 
motion graphics 
Guilherme Martins 
programação multimédia 
Rui Madeira 
figurinos 
Ricardo Preto 
interpretação 
Micro Audio Waves (Cláudia Efe, C.Morg, Flak) + Francisco Rebelo 
produção executiva 
Lado B 
co-produção 
Culturgest, O Espaço do Tempo, Laboral Escena, Teatro Virgínia, TNSJ

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Mujeres en el baño volta ao cartaz de Buenos Aires

A partir de 16 de Janeiro no teatro Picadilly, Buenos Aires, Argentina, sobe novamente à cena “Mujeres en el baño” de Mariela Asensio.

A peça estreou há um ano e continua em cartaz.

Partindo da famosa pergunta : que fazem tanto tempo as mulheres na casa de banho?, desvenda-se este universo, que fala das mulheres a partir delas mesmas.

Escrita e dirigida por uma mulher e representada apenas por mulheres, a obra tenta resgatar e desdobrar a autenticidade, aquelas coisas que nos fazem ser o que somos no mundo actual, sem estereótipos. Jogar com a ideia de penetrar num mundo que só nós conhecemos e definimos até onde mostrar. Ser o que somos sem couraças, expor nossos medos, nossas necessidades, nossas obsessões. Revelarmos o desejo e a fantasia que nos habita. Exibir a nossa beleza sem pressões de nenhum tipo”.

Seis mulheres diferentes expõem suas fantasias, mudam de sexo, transformam-se em estrelas de rock, recitam reggaeton, atiram os silicones pelos ares, cantam, tocam-se, divertem-se, sofrem e dançam. Seis manifestos desbocados acerca da beleza, do amor, da alimentação, da perda, da obsessão, do desejo e do sexo. Mulheres desesperadas, poéticas, irónicas, irritadas e perdidamente enamoradas, fundem sonho e realidade, num espaço que muda constantemente de forma.

A casa de banho como refúgio, tranforma-se em discoteca, em confessionário; em vídeo-clip; percorre infinitos cenários que se constroem através de relatos apaixonados, canções inesperadas e coreografias furtivas. Histórias humanas contadas por mulheres.

Dramaturgia e direcção: Mariela Asensio

Interpretes
Melina Milone
Dolores Ocampo
Cecilia Rainero
Leticia Torres
Raquel Ameri
Maria Eugenia Iturbe

Música Original: Mauro García Barbe
Coreografia: Luciana Acuña
Cenografia: Ariel Vaccaro
Desenho de luzes: Matías Sendón
Guarda-roupa: Vessna Bebek
Assistência Artística: Nadia Crosa

Teatro Picadilly, Avenida Corrientes 1524, barrio de San Nicolás, Buenos Aires, Argentina.

domingo, 4 de janeiro de 2009

MADferia começa dia 19 de Janeiro


Com a criação da campanha ¡Nos vemos las caras!, a organização pretende facilitar a identificação e o contacto entre os profissionais participantes na 5ª edição da MADferia artes escénicas, onde se apresentaram cerca de 200 propostas de espectáculos, tanto espanholas, como internacionais, permitindo realizar uma programação variada em conteúdos e formatos. MADferia artes escénicas pretende intensificar o seu papel como mediadora no mercado da distribuição, ampliando as acções para facilitar os contactos entre profissionais assim como as ferramentas de difusão ao serviço das companhias, assegurando a presença no evento tanto daqueles que se apresentam na feira como daqueles que não o farão nesta edição. 

A programação da 5ª Edição de MADferia artes escénicas 2009 prevê a presença de Volare da companhia LOS dos LOS, autoria e encenação de Enric Ases e Piero Steiner, No puede ser el guardar una mujer de Agustín Moreto, pela companhia Apata Teatro e Nacho Vilar producciones, dirigido por José Bornás, Dile a mi hija que me fui de viaje, pelo Teatro del Duende, de Denise Chalem e dirigido por Jesús Salgado, La ruleta rusa, de Teatro del Zurdo, de Enric Benavent dirigido por Luís Bermejo, El hombre que quiso ser rey, Tigre Tigre teatro, autoria e encenação de Ignacio García May baseado num relato de Rudyard Kipling, Madrid laberinto XXI, Metatarso Teatro, de Darío Facal e Peru Saizprez, dirigida por Darío Facal; Europa (el rapto), uma criação de Arrieritos danza. 

Las Naves del Matadero, El Teatro Lara, o Teatro Valle Inclán e a Sala Cuarta Pared acolherão durante quatro dias a programação da 5ª edição de MADferia artes escénicas dirigida por Mariano de Paco Serrano. 

MADferia artes escénicas apresentará pela primeira vez em Madrid o encenador português João Garcia Miguel com o seu espectáculo As criadas de Jean Genet e o dramaturgo romeno Matei Visniec com El hermoso viaje de los osos panda contado por un saxofonista que tenía una amante en Frankfurt dirigida por Pamela Dürr, numa co-produção Hispano-Suiça.

Outra novidade desta MADferia artes escénicas é a apresentação, com o patrocínio da Caja Madrid, duma programação de “teatro atractivo para jovens” (dando atenção às suas especificidades tanto didácticas como lúdicas) onde se inclui El caballero de José Ramón Fernández, dirigido por Fefa Noia; El Quijote, dirigido e interpretado por Luis Hostalot; El viajero perdido, de César Mallorquí, dirigido por Carlos Castell e o espectáculo Mundo y final da companhia Ron Lalá, dirigido por Yayo Cáceres.

Madrid, entre 19 e 22 de Janeiro.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Cuarta Pared, antes do Escena Contemporânea


Memoria del Jardín estreia no dia 14 de Janeiro, na Sala Cuarta Pared, Madrid. Estará em cena entre 15 e 25 de Janeiro.

Através do diálogo dos seus protagonistas e das imagens que servem de apoio à história, a obra acompanha o espectador numa longa viajem pelas paisagens da memória e da imaginação.

Memoria del jardíné um diálogo inevitável entre um homem e uma mulher, tendo como fundo uma doença aparentemente terminal. Em cena se escuta uma terceira voz que transforma a saída do hospital numa viajem, uma libertação, uma escapada, um inesperado triunfo sobre a morte.
Antonio Fernández Lera

Texto, encenação e vídeo: Antonio Fernández Lera
Intépretes: Ana Buitrago, Celso Giménez
Iluminação e direccao técnica: Carlos Marquerie
Actor no vídeo e voz-off: Gonzalo Cunill

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Novo espectáculo da companhia D2


O espectáculo Queremos bailar! estreia em Janeiro, dias 9, 10 e 11, na Sala Nasa, Santiago de Compostela.

Queremos bailar! é o quarto espectáculo da companhia D2. Dirigido de novo por Teresa de la Hera, juntam-se ao elenco habitual três novas actrizes: Paulina Alonso, Cristina Balboa e Begoña Cuquejo, para além de Diego Freire e Manu Lago.

Nostalgia, rancor, abandono, inveja e avareza. As paixões movem-nos, mas há sempre uma que nos domina, que pode tirar o pior e o melhor de nós, uma face oculta que desejaríamos que permanecesse eternamente na sombra. Paulina, Manu, Bego, Cris e Diego compõem uma família que há muito tempo perdeu o sentido que orientava as suas vidas, sentindo-se, no entanto, incapazes de deixar de viver presos ao passado. A decadência liberta as suas paixões e a confiança faz estragos”.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

La Forma De Les Coses no Lliure


La Forma De Les Coses”, de Neil Labute, com direcção de Julio Manrique, um dos êxitos da temporada passada, volta ao Espai Lliure, onde estará em cena até 11 de Janeiro.

Prémios Butaca 2008, para o melhor espectáculo de pequeno formato e para a melhor encenação, “La Forma De Les Coses” conta com a interpretação de Mireia Aixalà, Cristina Genebat , Xavi Ricart e Marc Rodríguez.

Co-produção Teatre Lliure e La Troca.

Em cena no Espai Lliure, Barcelona

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Peça de Dea Loher no Teatro Aberto

Até 11 de Janeiro no Teatro Aberto, em Lisbooa, IMACULADOS, de Dea Loher, encenação de João Lourenço.

Fadoul e Elísio, dois emigrantes clandestinos, culpam-se de nada terem feito para impedir uma mulher de se afogar. Rosa gostaria de receber mais atenção de Franz, o marido. A mãe de Rosa está doente e instala-se em casa da filha. Absoluta, uma jovem cega, dança num bar junto ao porto para homens que ela não vê e que a desejam. Uma mulher só dispõe-se a tudo para existir aos olhos dos outros. Ella, uma filósofa que não aceita o envelhecimento, deixou de acreditar nas ciências do espírito e fala sozinha.


Em Imaculados, peça escrita e estreada em 2003, a autora alemã Dea Loher cruza destinos que as contingências da vida separou, criando uma dança de roda marcada pelo humor do desespero e a energia de viver.

Nascida na Baviera em 1964, Dea Loher tem sido várias vezes premiada pelos temas profundos e a densidade poética das suas peças. No âmbito da iniciativa Palavras de palco 1, organizada pelo Goethe-Institut em parceria com o Teatro Aberto em Dezembro de 1999, deslocou-se a Lisboa para ler um excerto da sua peça Barba Azul ou Esperança das Mulheres e discutir com os autores portugueses e o público as suas ideias sobre a peça.

(in website do Teatro Aberto)

domingo, 28 de dezembro de 2008

Aulas de dança contemporânea no NEC, com Isabel Ariel

© PAT


AULAS DE DANÇA CONTEMPORÂNEA, com Isabel Ariel
Nível Intermédio / Avançado
Data de 03 de Fevereiro a 26 de Março
Periodicidade das aulas 2 x por semana
Horário 10h30 - 12h00
Local Atelier NEC
Fábrica Social - Fundação Escultor José Rodrigues
Rua da Fábrica Social s/n, Porto

Inscrição Enviar dados (nome, morada, email, telefone, área de formação e idade) através do email nec@nec.co.pt ou dos nºs + 351 96 142 4668 / + 351 91 321 1428.

Aulas de Dança Contemporânea
Aula de carácter físico destinada a bailarinos/performers, que reside na experiência directa do corpo, dos sentidos e energia física.
Estruturar um corpo adaptável e optimizar a sua versatilidade são os objectivos.
Precisão, fraseamento do movimento, abordagem musical e exploração do espaço são aspectos importantes da aula.
O plano básico de cada aula assenta em 3 momentos:
Esqueleto - Trabalho de chão: um crescendo do alinhamento, aquecimento articular até ao trabalho de catch & flow dinâmico de código release
Corpo e Esforço - Trabalho no espaço central e periférico: exercícios de código técnico (alinhamento turn in/out, verticalidade, peso, equilíbrio/desequilíbrio, controle/descontrole, projecção espacial)
Impulsos e Estados - Sequências de movimento, frases que contêm elementos introduzidos no decorrer das aulas que serão transmutadas e “recicladas” em termos de dinâmica, textura, espacialidade.(estímulos segundo temas modificadores do movimento: ampliação/redução, transposição de níveis, velocidades, limitação, manipulação, etc)

A estrutura do trabalho inclui exercícios/princípios de Merce Cunningham, Release Technique e Laban Movement Theories.

Isabel Ariel
PT 1974, estudou dança no Ginasiano Escola de Dança e Rotterdamse Dansacademie (NL). Trabalhou com Bruno Listopad, Henry van Zanten, Itzik Galili, Marie-Cécile de Bont, Pieter de Ruiter, Samuel Wuersten, Ruby Edelman, Dansgroep Krisztina de Châtel e.o. e foi co-fundadora do colectivo MorphoDidius (NL). É professora de técnica de dança moderna e oficina do espectáculo no Ginasiano Escola de Dança desde 2006.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Companhia brasileira Teatro da Cidade

A Companhia Teatro da Cidade foi criada em 1990 como Grupo Estável da Fundação Cultural Cassiano Ricardo de São José dos Campos, São Paulo, e tornou-se independente em 93. Desde então, tem-se dedicando à pesquisa das artes cénicas. Com 18 anos de trajectória, já produziu 17 espectáculos, percorrendo diversas cidades do Brasil. Recebeu mais de 80 prémios em festivais e mostras de teatro. Foram cerca de 450 apresentações, que totalizam um público estimado em 300 mil espectadores. 

Em 2000 a Companhia Teatro da Cidade partiu para um novo empreendimento: o Centro de Artes Cénicas "Walmor Chagas", espaço aberto à comunidade, comprometido com a pesquisa e a difusão cultural.

Instalado num antigo armazém, o espaço foi totalmente reformado, com recursos próprios, para abrigar, além dos ensaios do grupo, cursos, oficinas, palestras e apresentações artísticas. Actualmente, outras três companhias administram o espaço: Companhia do Trailler, Companhia Troupe do Autor e Núcleo Dama de Paus.

Em 2005, a companhia passou a integrar o movimento Redemoinho, criado por iniciativa do Grupo Galpão, de Belo Horizonte, que conta hoje com a participação de 70 companhias e grupos teatrais de vários Estados brasileiros.

Um dos projectos que mantém em cartaz é “Toda a Nudez Será Castigada”, de Nelson Rodrigues. Esta montagem, sob direcção e concepção de Cláudio Mendel, rompe com o tradicional e leva o espetáculo para o formato "arena", onde a delimitação do espaço cénico é feita por um único elemento: o grande "colchão redondo". As movimentações dos actores obedecem a marcas circulares e permite que o espectador esteja "dentro das cenas". O encenador dá vida à narração da personagem Geni - que no início já havia cometido suicídio. Substitui a forma mecânica do gravador pela performance da actriz (Adriana Barja) - que representa a Geni "morta" e que não sai em nenhum instante da cena, como também os outros oito personagens, além de trazer a saga da prostituta Geni em vida, na actuação da actriz Andréia Barros. As duas "Genis" entrelaçam-se numa verdadeira dança entre a vida e a morte, e toda a montagem é permeada por sonho e realidade; ficção e real; Stanislawsky e Brecht.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Didascalia em Barcelona


A Companhia Didàscalia, de Barcelona está no Versus Teatro até 11 de Janeiro a apresentar “LA GRAN NIT DE LURDES G.”, peça encenada pelos autores Cristina Clemente e Josep Maria Miró. 

Xavier Aymamí, Mercè Boher, Maria Gràcia Cornellà, Bernat Cot, Nuria Cuyas, Miquel Quer, Josep Puig e Daniel Ventosa, são os intérpretes desta história de um grupo de amigos que se reúne para passar uma noite muito especial. 

Em cena no Versus Teatro, Barcelona

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Boas Festas e Bom Novo Ano


A Direcção do FITEI Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica e toda a sua equipa de colaboradores desejam Boas Festas e um Bom Novo Ano de 2009.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A companhia Atalaya TNT, de Sevilla, ganha em Espanha o Prémio Nacional de Teatro


Atalaya TNT, Centro de Arte y Producciones Teatrales y Centro Internacional de Investigación y Creación Teatral, dirigido por Ricardo Iniesta, ganhou o Prémio Nacional de Teatro 2008 (Espanha). O júri concedeu-lhe esta distinção, “pela criação de um espaço original de exibição, produção, formação e reflexão teatral, resultado de uma larga trajectória profissional”. O prémio é atribuído anualmente pelo Ministério de Cultura de Espanha.

Em 1983, Ricardo Iniesta formou ATALAYA Teatro Experimental Andaluz, com a ideia de equipa permanente de investigação. Depois de uma larga trajectória, consegue implantar nos palcos espanhóis um estilo próprio, cada vez mais reconhecido, partindo de textos de diferentes autores com linguagens diferentes. 

Desde 1996 Atalaya produziu os seguintes espectáculos: Elektra, Divinas Palabras de Valle Inclán, Exiliadas, El Público de Lorca, Medea (la extranjera) e La Ópera de Tres Centavos de Bertolt Brecht, mantendo a mesma equipa de actores, uma das poucas com carácter estável que restam em Espanha. 


En 2003, Atalaya e TNT começaram a fazer parte do programa da União Europeia de Laboratórios Teatrais como Inovadores Culturais, únicos representantes espanhóis. Este ano transferiram-se para o Centro Internacional de Investigação Teatral TNT onde criam e apresentam os seus espectáculos, desenvolvendo um trabalho de investigação em modernas e amplas instalações. 


O júri, presidido pelo director geral do Instituto Nacional das Artes Cénicas e da Música (INAEM), Juan Carlos Marset, com a vice-presidência da subdirectora geral de Teatro, Sonia Postigo, integrou ainda Alex Rigola, María Ruiz, José Bablé, Anxeles Cuña, Jesús Cimarro e Juan Mayorga, galardoado na edição anterior.