sábado, 7 de fevereiro de 2009

“Isto é arte?!!”


Curso "UMA HISTÓRIA DA ARTE - ENTRE O PASSADO E O PRESENTE" - “Isto é arte?!!”, 7 e 14 Fevereiro, Biblioteca Municipal José Régio, Vila do Conde, integrado no programa "DERIVAS ARTÍSTICAS", com concepção e orientação de Magda Henriques.

“Derivas Artísticas” é um programa de actividades pedagógicas organizado pela Circular, associação cultural promotora do festival de artes performativas com o mesmo nome, que vem ao encontro de um dos principais objectivos desta associação – promover a proximidade entre a arte e as pessoas.


Este curso organiza-se temporalmente da Antiguidade Clássica aos nossos dias.
Porque abarcar a totalidade é uma impossibilidade, concentramo-nos em alguns momentos históricos, estilos artísticos, conceitos e temas particulares e, não esquecendo a linha cronológica, cruzamos tempos históricos variados, com incursões recorrentes na contemporaneidade.
Porque, frequentemente, a compreensão do presente exige o conhecimento do passado… ou, como diz Frederico Lourenço, “O passado é convocado para – digamos assim – tornar mais nítidos, para 'afiar', os contornos do presente.”

O primeiro tema do curso é composto por duas sessões e toma como ponto de partida um dos comentários mais frequentes perante as obras de arte do nosso tempo - Isto é arte??!!! Este comentário é revelador de expectativas não cumpridas… de variações no “pensar, fazer e experienciar” a produção artística… Para compreendermos estas mudanças, fazem-se percursos pela história da arte que permitam reconhecer diferenças mas também permanências ao longo dos tempos.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Se te ouço, esqueço-me de mim

© Reinhold Vorschneider

Se te ouço, esqueço-me de mim, workshop de direcção de actores com Angela Schanele, na Culturgest, Lisboa, Quinta 12, Sexta 13, Sábado 14 e Domingo 15 de Março de 2009, 10h00 às 13h00 e 14h00 às 17h00 • Inscrições até 15 de Fevereiro

 
Tendo uma perspectiva crítica da arte da representação, Schanelec, que toma como ponto de partida uma escrita extremamente detalhada dos diálogos, consegue trabalhar com os seus actores de modo inovador. Uma das razões estará na sua presença detrás e defronte da câmara. Esta circunstância especial servirá para explorar as dinâmicas do confronto simultâneo com o texto e com o plano cinematográfico. O workshop consistirá na adaptação aturada de uma única cena, escrita para um projecto futuro da própria realizadora. Terá, portanto, uma dimensão essencialmente prática, mas permitindo a exposição das suas concepções. Embora não se pretenda a concretização de um objecto acabado nem explorar a componente técnica, requer-se aos participantes que preparem antecipadamente a cena e tragam como material mínimo uma câmara de vídeo. 

Destina-se a equipas de 3 elementos com experiência relevante na realização e participação em filmes: 1 realizador(a), 1 actor e 1 actriz. Decorrerá na Culturgest, das 10h às 13h e das 14h às 17h, da tarde de Quinta à manhã de Domingo, num total previsto de 18 horas. Terá um custo individual de 150 Euros. As inscrições das equipas decorrem até 15 de Fevereiro, por correio, em mão na Bilheteira da Culturgest, ou através do endereço culturgest@cgd.pt, com a entrega dos seguintes dados: identificação dos elementos, com morada, telefone e endereço de email; carta de motivação colectiva; breve biografia criativa de cada elemento. 

Angela Schanelec é a voz mais singular do cinema alemão contemporâneo. Nascida em 1962 na Alemanha ocidental, estudou representação em Hamburgo e foi actriz em vários grupos de teatro importantes, como a Schaubühne de Berlim, até 1991. Desagradada com o modo de representação praticado, abandonou os palcos para voltar a estudar numa academia de cinema em Berlim – a dffb. Desde 1995, Schanelec escreveu e realizou as cinco longas metragens de ficção, exibidas nos festivais de Cannes, Veneza e Berlim, que compõem esta retrospectiva integral.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Workshop / Audição orientado por Cláudia Dias

© Jorge Feliciano

Workshop / Audição

Orientação: Cláudia Dias
PONTO DE ENCONTRO, Cacilhas - Almada
dias 7, 10, 11, 14, 17 e 18 de Fevereirosábado das 14h às 18h terça e quarta das 19h às 23h

Inscrições até 6 de Fevereiro para:

viboras@netcabo.pt

Organização: Ninho de Víboras / 2009

Este Workshop/Audição tem como objectivo final a selecção de participantes para um projecto de formação continuada, na área da criação coreogáfica, que irá decorrer durante 2009 e que culminará com a criação de uma peça a estrear na Mostra de Teatro de Almada, em 2010.

Neste projecto não-escolar os alunos/participantes são convidados a aprender em situação. Ou seja, a própria formação acontece em simultâneo com a criação de uma peça.

Este formato permite, por um lado, criar um contexto de criação protegido pelo facto de se encontrar no seio de uma acção de formação. Por outro, exige uma maior responsabilização por parte dos alunos/participantes, visto resultar numa peça a ser apresentada publicamente. Induz ainda a um outro nível de comprometimento pelo facto de ser extensível no tempo.

Transmitir, aprender ou apreender, investigar, criar, interpretar, dirigir ou ser dirigido, são conceitos interligados nesta proposta, na qual, não deixando de existir uma coordenação clara, as barreiras hierárquicas entre professor/aluno ou criador/intérprete são esbatidas.

Cláudia Dias nasceu em Lisboa, em 1972.

Iniciou a sua formação em dança com a professora Maria Franco, prosseguindo os seus estudos como bolseira na Companhia de Dança de Lisboa e, posteriormente, frequentando o I Curso de Formação de Intérpretes de Dança Contemporânea, no Fórum Dança.

Integrou o elenco da Companhia de Dança de Almada entre 1990 e 1997.

Pertenceu ao colectivo Ninho de Víboras, no seio do qual iniciou o seu percurso na área da criação coreográfica, tendo concebido e interpretado as peças Feedback (1996), E.U. (Entrevistem-me Urgentemente) (1997), As águias não geram pombas (1998), Juntem-se 2 a 2 (1999), Per Ti (1999), Histo (2000) e Três Figuras do Excesso (2004).

Foi colaboradora da Re.Al, tendo participado como intérprete nos projectos Aicnêtsixe (2001), Existência (2002) e Para Onde vai a Luz quando se apaga (2007), com autoria do coreógrafo João Fiadeiro. Foi um elemento central no desenvolvimento e sistematização da Composição em Tempo Real, leccionando aulas no Atelier Real e, enquanto assistente, diversos workshops quer nacional quer internacionalmente. Criou e interpretou os solos One Woman Show (2003) e Visita Guiada (2005), apresentados em diversos teatros e Festivais em Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, Bélgica, Suíça, País de Gales e Brasil.

Actualmente é uma das coreógrafas representadas pela Re.Al, encontrando-se a circular a sua última criação Das coisas nascem coisas, estreada em 2008 no Festival Alkantara.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Teatro de Rua em Angra dos Reis


A Fundação de Cultura de Angra dos Reis, Brasil, anunciou a realização do XIV Encontro Nacional de Teatro de Rua, realizado pela Prefeitura Municipal de Angra dos Reis, com o objetivo de "oferecer espetáculos de qualidade aos cidadãos e ao mesmo tempo incentivar o intercâmbio entre os grupos e despertar o gosto pelo teatro contribuindo para a formação de público".

 O Encontro acontecerá entre os dias 16 e 20 de Abril de 2009, nas praças, ruas, espaços abertos do centro e comunidades. A programação inclui espetáculos de rua (adulto e infantil), performances, oficinas e debates.

 O Encontro constará de:  

1ª Etapa: MOSTRA DE TEATRO ANGRENSE - Apresentações nas comunidades e bairros, com espetáculos de grupos angrenses.
 
2ª Etapa: Abertura Oficial do Encontro, dia 16 de Abril, com cortejo de artistas, performances pela cidade e espetáculo convidado. A partir do dia 17 de Abril, espetáculos, performances, oficinas, debates e sarau artístico.

As inscrições para o XIV Encontro Nacional de Teatro de Rua serão recebidas até ao dia 27 de Fevereiro de 2009.


XIV Encontro Nacional de Teatro de Rua de Angra dos Reis

Rua Azevedo e Souza, n° 110, Balneário, Cep: 23.906-010, Angra dos Reis–RJ.

sábado, 31 de janeiro de 2009

PAISAGENS EM TRÂNSITO - Projecto satélite da Circolando com direcção de Patrick Murys


Desenvolvendo as linguagens do teatro de marionetas e de objectos e o teatro físico e de emoções, a temática do exílio surge neste solo como centro de interrogações. Há um comboio em trânsito e um homem carregado de malas. Seu condutor? Seu passageiro? Viajante sem destino com uma história guardada na bagagem. Paisagens da memória aos poucos descobertas no fundo de cada mala.

30 e 31 de Janeiro às 21h30 e 1 de Fevereiro às 16h00. Auditório do CACE Cultural do Porto

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Estreia de "A cidade dos que partem"


Um desafio foi-nos colocado. Um musical sobre a cidade do Porto. Fomos a jogo e o resultado é ?A cidade dos que partem?, um musical que em vez de lantejoulas tem tripas. As que são à moda do Porto, mas também as que são restos. Porque esta, como outras cidades, vive dos que nela fazem feijoada com as tripas que os outros nos deixam. Nós gostamos do feijão e diverte-nos a cara que os outros fazem a comê-la. Se a vida te dá limões tens de fazer limonada. Venham beber uma limonada a partir de dia 30 de Janeiro no Teatro Carlos Alberto.

No princípio era uma encomenda do TNSJ, “um musical sobre o Porto”, assim como quem pede um comentário cantado e dançado sobre o estado a que isto chegou. Sátiro desobediente, o Teatro da Palmilha Dentada foi a jogo mas subverteu a encomenda. O Porto está e não está em A Cidade dos Que Partem, um musical que é e não é bem um musical, construído que foi a partir de memórias aparentemente tão desencontradas: das raízes rurais (o canto à desgarrada de tradições populares como o Enterro do Bacalhau ou a Queima do Judas) às paixões urbanas (o teatro musical, a britcom, o musical americano via Hollywood). É certo que esta Cidade está envolta num nevoeiro tão espesso que favorece mais a gestão corrente do que uma visão de futuro, que por lá andam empresários do entretenimento que impingem “Máquinas da Felicidade” a presidentes da câmara que só respondem a “perguntas previamente colocadas por escrito”. Mas de canção em canção, de refrão em refrão, o Teatro da Palmilha Dentada distancia-se do Porto e põe o dedo na ferida de muitas outras cidades – a indiferença. Uma tragicomédia cantada? Digamos que aqui o riso, quando morde, morde-nos a todos. O desencanto também.
(in web site TNSJ)

texto
Ricardo Alves, Salgueirinho Maia
encenação
Ricardo Alves
direcção de actores
Rodrigo Santos
direcção musical
Alfredo Teixeira, Rodrigo Santos
músicas originais
Alfredo Teixeira, Carlos Adolfo, Hélder Gonçalves, João Lóio, Manel Cruz, Rodrigo Santos, Rui Lima e Sérgio Martins
direcção plástica
Sandra Neves
figurinos
Sónia Santos, Miguel Barros
movimento
Vera Santos
desenho de luz
Pedro Vieira de Carvalho
assistência de encenação
Paulo Calatré
preparação vocal
João Henriques
interpretação
Anabela Nóbrega, Daniel Pinto, Ivo Bastos, Joana Carvalho, Nuno Preto, Patrícia Queirós, Paulo Calatré, Rodrigo Santos
co-produção
Teatro da Palmilha Dentada, TNSJ

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Belas Atrozes em cena até 31 de Janeiro

© António Rodrigues

A recém criada V+ Companhia de Teatro tem em cena, no Teatro da Vilarinha, Porto, Belas Atrozes, da dramaturga mexicana Elena Guiochíns, com encenação de Viriato Morais, quintas, sextas e sábados, às 21h30, até 31 de Janeiro.

Belas Atrozes é um espectáculo que explora a amizade romântica e amor entre mulheres desde a época Vitoriana até aos nossos dias. Oferece uma interpretação peculiar da identidade e imagem feminina; aquele tipo de mulher que tanto inquieta a sociedade, em oposição à mulher natural (esposa - mãe). Uma mulher em busca da sua identidade desdobra-se em três mulheres distintas. Eva, Maria e Lilith encarnam as origens e as circunstâncias da sexofobia, numa trama de emoções contraditórias e polarizadas, que oscilam entre o fascínio e o aborrecimento, entre a atracção sexual e o pânico do abismo, sem uma visível solução de continuidade.

Trata-se do primeiro espectáculo do Ciclo de Autores Latinos e Lusófonos Contemporâneos, a realizar nos próximos 4 anos pela recém criada V+ Companhia de Teatro, o qual reflecte uma das vertentes da companhia: a que se relaciona com as componentes de promoção e divulgação de Teatro de Autores Desconhecidos.

Ficha técnica

Texto Elena Guiochíns
Tradução Viriato Morais
Encenação Viriato Morais
Elenco Isabel Queirós Marta Carvalho Olinda Rocha Susana Oliveira
Figurinos Alex de Brito
Cenografia Viriato Morais Alex de Brito
Desenho de luz / concepção sonora Igor Pittella e Carlos Valente
Responsável artístico Viriato Morais
Direcção de produção Ana Carolina Avilez

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Realismo, sonhos e literatura entrelaçam-se em 'Llueve en Barcelona'


“ Llueve en Barcelona” pela Companhia do Centro Dramático Nacional apresenta-se em Madrid, na Sala Francisco Nieva do Teatro Valle-Inclán. Escrita pelo jovem dramaturgo catalão Pau Miró e dirigida por Francesco Saporano, permanecerá em cartaz até 8 de Março.

A protagonista de 'Llueve en Barcelona' é Lali, uma jovem prostituta que se encontra no centro de um peculiar triângulo amoroso. Por um lado está Carlos, seu chulo e parceiro sentimental. Por outro, encontra-se David, um livreiro transformado em cliente habitual, que enfrenta as mudanças derivadas pelo iminente falecimento de sua mulher. Juntos compõem um puzzle de sentimentos cruzados que reflecte as contradições da sociedade actual, em que os extremos opostos parecem tocar-se.

A acção desta nova produção do CDN situa-se no bairro barcelonês El Raval, caracterizado por ser um reflexo da mescla da realidade contemporânea. Prostitutas, drogados, jovens universitários e intelectuais, saídos do museu ou da ópera compõem um mosaico cénico onde se funde a literatura de Nietzsche ou Freud com os sonhos por cumprir e as histórias marginais.

O elenco de 'Llueve en Barcelona' é composto por três intérpretes que contam com uma larga experiência no teatro, cinema e televisão. O papel feminino foi entregue à jovem María Valverde, que participou recentemente no espectáculo 'Puerta del Sol, um episódio nacional'. O elenco completa-se com Víctor Clavijo e Toni Cantó.

A versão catalã deste espectáculo estreou-se em 2004 com o aplauso da crítica e do público e obteve cinco nomeações para os prémios Butaca. O texto foi traduzido para castelhano, italiano, francês, português, polaco e inglês. Em 2007 foi apresentado no Teatro Nuovo, de Nápoles e em 2008 no Teatro Piccolo, de Milão, onde ganhou o Prémio Nacional da Crítica em Italia. Em 2006, o Festival de Outono de Madrid apresentou uma versão em castelhano intitulada 'Lluvia en el Raval', pela companhia Segundo Viento.

Agora, o Centro Dramático Nacional aposta em 'Llueve en Barcelona', com encenação de Francesco Saponaro, que também assina a cenografia, guarda-roupa de Antonio Belart e desenho de luz de Rafa Echeverzque. 'Llueve en Barcelona'
permanecerá instalado na Sala Francisco Nieva del Teatro Valle-Inclán até ao próximo dia 8 de Março.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Um ritual culinário em Viseu


28, 29 e 30 de Janeiro, no Teatro Viriato, em Viseu, Portugal, ME GUSTA, um ritual culinário da Companhia Laika (Bélgica).

Quem já assistiu ao Hotel Tomilho, ao peepshow culinário Peep&eat ou ao concerto gastronómico Patatboem sabe que os espectáculos da companhia Laika conseguem estimular muito mais do que apenas os olhos e os ouvidos. A nova produção Me Gusta não é excepção. É uma nova experiência culinária que descobre a gastronomia exótica e é pensada para deslumbrar o paladar.

Ignorando fronteiras entre países e gerações, três actores, uma bailarina e dois cozinheiros preparam um novo ritual culinário, que oscila entre o formalismo e rigor de uma cerimónia de chá japonesa e a exuberância dos festins canibalescos. Inspiram-se em receitas comuns e exóticas e propõem ao público um menu universal. Legumes e ingredientes dos quatro cantos do mundo são misturados numa panela onde se acrescenta uma pitada de tradições e costumes.

Me Gusta aborda as tradições culinárias e os rituais de servir a comida. Baseia-se em entrevistas com pessoas de diferentes gerações e contextos culturais diversos, que foram questionadas sobre as diferenças sentidas ao experimentarem a comida de outros, mas também sobre as alterações na sua própria tradição culinária. É um espectáculo colorido e transparente, apoiado por uma sonoplastia inimitável. Me Gusta é uma aventura cultural cheia de surpresas, que exige um desprendimento total do público!


Concepção e direcção Peter De Bie
Performers Lieve De Pourcq, Simone Milsdochter, Alain Rinckhout, Bram Smeyers e Michiel Soete
Música original Peter Vermeersch
Luz Anton Van Haver
Figurinos Manuela Lauwers ADVICE Jo Roets
Dramaturgia Caroline Fransens
Coreografia Anabel Schellekens
Co-produção Laika, Le Volcan, scène nationale du Havre, Cultuurcentrum Genk, Linz 2009 Capital europeia da Cultura e Festival SCHÄXPIR / Land Oberösterreich

domingo, 25 de janeiro de 2009

Candidatura especial de espectáculos estrangeiros para Argentina

O Instituto Nacional do Teatro da Argentina abriu uma candidatura para espectáculos de todo o mundo tendo em vista a participação no Ciclo de Festivais Internacionais que se realizará em diferentes cidades da República Argentina durante o mês de Outubro de 2009.

A Candidatura Especial de Espectáculos Estrangeiros de Teatro, Dança e Dança Teatro para o Circuito Internacional Teatro do Mundo na Argentina 2009 permanecerá aberta até de Maio de 2009.

Mais informação: 
http://www.inteatro.gov.ar/2008/

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

“Antígona Gelada” de Armando Nascimento Rosa


É próprio do teatro voltar a contar histórias conhecidas, reinventando-as de novo para as fazer falar acerca de um imaginário presente que nos é comum.

“Antígona Gelada” é uma obra dramática que traz à cena uma nova visão em acção daquela que, conjuntamente com Édipo (seu pai trágico), constitui a mais emblemática das figuras do teatro grego antigo.

 O lugar continua a ser a Tebas da narrativa mítica e dramaturgia, mas já não a que Sófocles recriou em espelho transfigurado da sua Atenas do séc. V a.c.  Trata-se agora de Tebas 9, uma colónia espacial remota situada em Caronte, satélite que orbita em torno de Plutão, o mais gélido dos planetas do sistema solar, recentemente despromovido; a acção decorre nesse futuro incerto, em que a humanidade vive e subsiste fora da Terra onde nasceu. 

Um cenário que nos é familiar pela ficção científica e no qual a fábula mitopoética e política de Antígona volta de súbito a acontecer. Como dirá Polinices, no diálogo mantido quando Antígona sonha com ele: «Já houve no passado pessoas com os nossos nomes que viveram dramas idênticos aos nossos, mas a memória deles perdeu-se e por isso repetimos os seus erros. E mesmo talvez se nos lembrássemos, tudo acontecesse de novo e diferente outra vez.»

  
Encenação: João Mota
Cenografia e Figurinos: Sara Machado da Graça
Interpretação: Ana Meira, Álvaro Corte Real, Jorge Baião, José Russo, Maria Marrafa, Rosário Gonzaga, Rui Neto, Victor Zambujo

Até 1 de Fevereiro

Teatro Garcia de Resende, Évora, Portugal

domingo, 18 de janeiro de 2009

Companhia de Teatro de Braga substitui estreia de “Pesar” por reposição de “Preconceito Vencido”


O trabalho dramático “Pesar”, com estreia prevista para 6 de Fevereiro no Theatro Circo, foi adiado pela Companhia de Teatro de Braga para data a anunciar.

De acordo com a Direcção da companhia residente do Theatro Circo, o adiamento da peça de Regina Guimarães e Saguenail é motivado por imperativos de programação, dando lugar à reposição de “Preconceito Vencido”, que, de 6 a 8 e de 10 a 15 de Fevereiro, dá continuidade às apresentações iniciadas a 27 de Janeiro no Salão Nobre do Theatro Circo.

Com encenação de Rui Madeira, a obra de Pierre Marivaux, um percursor da Revolução Francesa no campo das artes dramáticas, surge, nas interpretações de Thamara Thaís, Allex Miranda, Mabelle Magalhães, André Silva e Jaime Soares, como «um exercício de actores sobre o Romantismo».

Reflexo dos princípios defendidos por Marivaux, “Preconceito Vencido” constitui ainda uma abordagem a temáticas como a emancipação feminina, o direito de voto, a união livre ou a igualdade sexual.

sábado, 17 de janeiro de 2009

MONA LISA SHOW, de Pedro Gil | Acolhimento no Teatro Meridional

De 15 de Janeiro a 1 de Fevereiro de 2009, 4ª a sábado às 21h30 e domingo às 17h, o Teatro Meridional acolhe o espectáculo de Pedro Gil "Mona Lisa Show", que volta a estar em cena depois da sua apresentação, com assinalável êxito, no Centro Cultural de Belém, em Outubro último.

"Mona Lisa Show" é um concerto dramático. Não poderia ser noutra altura, nem noutro sítio. É hoje, em Lisboa. Sete personagens num momento das suas vidas. Uma montra humana onde o presente, contém em si, o passado e o futuro, a memória e o desejo. O que dizem estas personagens? O que não dizem e o que gostariam de dizer? E se dissessem o que pensam? "Mona Lisa Show" é um espelho, ou uma janela para o desconhecido; um laboratório de personagens que se cruzam numa passerelle vermelha entre a vida que têm e as vidas que não têm. Quais são as nossas histórias, os nossos dramas? Onde estão os nossos heróis? Estas pessoas não existem. São só ficção.

Em 2004, Ana Pereira (direcção de produção) e Pedro Gil (direcção artística) fundaram uma estrutura de criação artística. Nos últimos cinco anos produziram a performance ALVO BRANCO, o estudo para espectáculo EXECUÇÃO PÚBLICA, o one man show [HOMEM-LEGENDA] inserido no programa criatividade e criação artística do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, e o objecto teatral VERSUS (VS).

"Pedro Gil concebeu um espectáculo de invulgar inteligência, competência e sensibilidade ." -  João Carneiro, in Expresso.

 "Trata-se de um espectáculo que transcende a mera experiência teatral: arrebata, transforma, emociona e enriquece. Numa passadeira vermelha, diante de um biombo composto por vários quadrados transparentes e projectores direccionados para os olhos do público, sete actores e actrizes contam, ao microfone, histórias pessoais." - Rui Pina Coelho, in Público.

Criação e Direcção artística Pedro Gil
Direcção de Produção Ana Pereira
Criativo Diogo Mesquita
Interpretação Ainhoa Vidal, António Fonseca, David Almeida, Mónica Garnel, Raquel Castro, Ricardo Gageiro e Romeu Costa
Espaço Cénico Pedro Silva
Adereços Pedro Godinho
Música Original Sérgio Delgado
Desenho de Luz José Manuel Rodrigues
Assistência de Direcção Manuel Henriques

Co-produção CCB, O Espaço do Tempo e CAPA


quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Encontro Obscena


A revista de artes performativas Obscena realiza mais um encontro no dia 27 de Janeiro, pelas19h00, na livraria Trama, em Lisboa.
 

“Se ainda restar ao teatro uma qualquer centelha de espelho do mundo, não há como regressar ao princípio de tudo e perceber como os gregos nos ensinaram a ouvir para lá do som melódico da palavra. É sobre a fundamental responsabilidade do espectador que vamos falar em mais um encontro Obscena. Convidámos José Pedro Serra, doutor em cultura clássica pela Universidade de Lisboa e autor de Pensar o Trágico (Fundação Calouste Gulbenkian, prémio Pen Clube e prémio Jacinto Prado Coelho) que, em vésperas de um ciclo de conferências na Culturgest, vem conversar num encontro que não vai querer perder.”


sábado, 10 de janeiro de 2009

25º Aniversário de Alquibla Teatro


Comemorando o 25º ano de actividade, o ALQUIBLA TEATRO, de Múrcia, durante o ano de 2009 realizará um conjunto de actos comemorativos.

Já no próximo dia 21 apresentará aos órgãos de comunicação social a sua próxima estreia: TANTO PORVENIR.

A companhia mantém em reportório o drama LAS AMISTADES PELIGROSAS de Choderlos de Laclos, estreada em 27 de Março de 2008, a comédia EL DÍA MÁS FELIZ DE NUESTRA VIDA de Laila Ripoll, que desde 24 de Setembro de 2005 já efectuou mais 100 representações em Andaluzia, Astúrias, Cantábria, Castela-La Mancha, Castela-León, Catalunha, Galiza, Navarra, País Vasco, Valência e naturalmente Múrcia, e 75 PUÑALADAS (El caso de un sospechoso suicidio), de Martín Giner, com direcção de Antonio Saura.

O projecto "Clássicos para meninos e meninas" mantém em cena CYRANO DE BERGERAC de Edmond Rostand, na versão de Esperanza Clares e EL SUEÑO DE UNA NOCHE DE VERANO de William Shakespeare, versão musical para crianças realizada por Esperanza Clares, com música origjnal Salvador Martínez e encenação de Antonio Saura.

Em Outubro, o ALQUIBLA TEATRO repõe a sua premiada encenação de 2004, BODAS DE SANGUE.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Rui Horta regressa ao palco do TeCA

De 8 a 10 de Janeiro, Rui Horta & Micro Audio Waves estarão com ZOETROPE, no Teatro Carlos Alberto, no Porto.

"Se quisermos ser ridiculamente escrupulosos, 175 anos separam a invenção do zoetrope – aparelho que produz uma ilusão de movimento a partir da sucessão rápida de imagens estáticas – da estreia absoluta de ZOETROPE, título encontrado para sintetizar os conceitos trabalhados em cena por duas forças criativas animadas pela ideia de experimentação. Rui Horta tem dado contributos decisivos para expandir os cenários do corpo ao vivo, ao integrar as mais recentes tecnologias digitais no seu muito idiossincrático “teatro dançado”. Os Micro Audio Waves têm vindo a desenhar sofisticadas paisagens sonoras, onde a electrónica de laboratório se projecta num filme sempre pop. Juntos, lançam-se nesta aventura de criar um estranho objecto performativo, para o qual ainda não foi inventado um nome. Concerto encenado? Drama cibernético? Tratando-se de Rui Horta – que regressa ao palco do TeCA, depois de aí ter apresentado três obras no âmbito de um ciclo organizado pelo TNSJ em 2006 –, será certamente mais uma oportunidade para continuar a ironizar noções estabelecidas de espectáculo."
(in web site TNSJ)

concepção cénica, direcção artística, desenho de luz, multimédia 
Rui Horta 
música original 
Micro Audio Waves 
realização e edição vídeo 
Edgar Alberto 
motion graphics 
Guilherme Martins 
programação multimédia 
Rui Madeira 
figurinos 
Ricardo Preto 
interpretação 
Micro Audio Waves (Cláudia Efe, C.Morg, Flak) + Francisco Rebelo 
produção executiva 
Lado B 
co-produção 
Culturgest, O Espaço do Tempo, Laboral Escena, Teatro Virgínia, TNSJ

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Mujeres en el baño volta ao cartaz de Buenos Aires

A partir de 16 de Janeiro no teatro Picadilly, Buenos Aires, Argentina, sobe novamente à cena “Mujeres en el baño” de Mariela Asensio.

A peça estreou há um ano e continua em cartaz.

Partindo da famosa pergunta : que fazem tanto tempo as mulheres na casa de banho?, desvenda-se este universo, que fala das mulheres a partir delas mesmas.

Escrita e dirigida por uma mulher e representada apenas por mulheres, a obra tenta resgatar e desdobrar a autenticidade, aquelas coisas que nos fazem ser o que somos no mundo actual, sem estereótipos. Jogar com a ideia de penetrar num mundo que só nós conhecemos e definimos até onde mostrar. Ser o que somos sem couraças, expor nossos medos, nossas necessidades, nossas obsessões. Revelarmos o desejo e a fantasia que nos habita. Exibir a nossa beleza sem pressões de nenhum tipo”.

Seis mulheres diferentes expõem suas fantasias, mudam de sexo, transformam-se em estrelas de rock, recitam reggaeton, atiram os silicones pelos ares, cantam, tocam-se, divertem-se, sofrem e dançam. Seis manifestos desbocados acerca da beleza, do amor, da alimentação, da perda, da obsessão, do desejo e do sexo. Mulheres desesperadas, poéticas, irónicas, irritadas e perdidamente enamoradas, fundem sonho e realidade, num espaço que muda constantemente de forma.

A casa de banho como refúgio, tranforma-se em discoteca, em confessionário; em vídeo-clip; percorre infinitos cenários que se constroem através de relatos apaixonados, canções inesperadas e coreografias furtivas. Histórias humanas contadas por mulheres.

Dramaturgia e direcção: Mariela Asensio

Interpretes
Melina Milone
Dolores Ocampo
Cecilia Rainero
Leticia Torres
Raquel Ameri
Maria Eugenia Iturbe

Música Original: Mauro García Barbe
Coreografia: Luciana Acuña
Cenografia: Ariel Vaccaro
Desenho de luzes: Matías Sendón
Guarda-roupa: Vessna Bebek
Assistência Artística: Nadia Crosa

Teatro Picadilly, Avenida Corrientes 1524, barrio de San Nicolás, Buenos Aires, Argentina.

domingo, 4 de janeiro de 2009

MADferia começa dia 19 de Janeiro


Com a criação da campanha ¡Nos vemos las caras!, a organização pretende facilitar a identificação e o contacto entre os profissionais participantes na 5ª edição da MADferia artes escénicas, onde se apresentaram cerca de 200 propostas de espectáculos, tanto espanholas, como internacionais, permitindo realizar uma programação variada em conteúdos e formatos. MADferia artes escénicas pretende intensificar o seu papel como mediadora no mercado da distribuição, ampliando as acções para facilitar os contactos entre profissionais assim como as ferramentas de difusão ao serviço das companhias, assegurando a presença no evento tanto daqueles que se apresentam na feira como daqueles que não o farão nesta edição. 

A programação da 5ª Edição de MADferia artes escénicas 2009 prevê a presença de Volare da companhia LOS dos LOS, autoria e encenação de Enric Ases e Piero Steiner, No puede ser el guardar una mujer de Agustín Moreto, pela companhia Apata Teatro e Nacho Vilar producciones, dirigido por José Bornás, Dile a mi hija que me fui de viaje, pelo Teatro del Duende, de Denise Chalem e dirigido por Jesús Salgado, La ruleta rusa, de Teatro del Zurdo, de Enric Benavent dirigido por Luís Bermejo, El hombre que quiso ser rey, Tigre Tigre teatro, autoria e encenação de Ignacio García May baseado num relato de Rudyard Kipling, Madrid laberinto XXI, Metatarso Teatro, de Darío Facal e Peru Saizprez, dirigida por Darío Facal; Europa (el rapto), uma criação de Arrieritos danza. 

Las Naves del Matadero, El Teatro Lara, o Teatro Valle Inclán e a Sala Cuarta Pared acolherão durante quatro dias a programação da 5ª edição de MADferia artes escénicas dirigida por Mariano de Paco Serrano. 

MADferia artes escénicas apresentará pela primeira vez em Madrid o encenador português João Garcia Miguel com o seu espectáculo As criadas de Jean Genet e o dramaturgo romeno Matei Visniec com El hermoso viaje de los osos panda contado por un saxofonista que tenía una amante en Frankfurt dirigida por Pamela Dürr, numa co-produção Hispano-Suiça.

Outra novidade desta MADferia artes escénicas é a apresentação, com o patrocínio da Caja Madrid, duma programação de “teatro atractivo para jovens” (dando atenção às suas especificidades tanto didácticas como lúdicas) onde se inclui El caballero de José Ramón Fernández, dirigido por Fefa Noia; El Quijote, dirigido e interpretado por Luis Hostalot; El viajero perdido, de César Mallorquí, dirigido por Carlos Castell e o espectáculo Mundo y final da companhia Ron Lalá, dirigido por Yayo Cáceres.

Madrid, entre 19 e 22 de Janeiro.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Cuarta Pared, antes do Escena Contemporânea


Memoria del Jardín estreia no dia 14 de Janeiro, na Sala Cuarta Pared, Madrid. Estará em cena entre 15 e 25 de Janeiro.

Através do diálogo dos seus protagonistas e das imagens que servem de apoio à história, a obra acompanha o espectador numa longa viajem pelas paisagens da memória e da imaginação.

Memoria del jardíné um diálogo inevitável entre um homem e uma mulher, tendo como fundo uma doença aparentemente terminal. Em cena se escuta uma terceira voz que transforma a saída do hospital numa viajem, uma libertação, uma escapada, um inesperado triunfo sobre a morte.
Antonio Fernández Lera

Texto, encenação e vídeo: Antonio Fernández Lera
Intépretes: Ana Buitrago, Celso Giménez
Iluminação e direccao técnica: Carlos Marquerie
Actor no vídeo e voz-off: Gonzalo Cunill

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Novo espectáculo da companhia D2


O espectáculo Queremos bailar! estreia em Janeiro, dias 9, 10 e 11, na Sala Nasa, Santiago de Compostela.

Queremos bailar! é o quarto espectáculo da companhia D2. Dirigido de novo por Teresa de la Hera, juntam-se ao elenco habitual três novas actrizes: Paulina Alonso, Cristina Balboa e Begoña Cuquejo, para além de Diego Freire e Manu Lago.

Nostalgia, rancor, abandono, inveja e avareza. As paixões movem-nos, mas há sempre uma que nos domina, que pode tirar o pior e o melhor de nós, uma face oculta que desejaríamos que permanecesse eternamente na sombra. Paulina, Manu, Bego, Cris e Diego compõem uma família que há muito tempo perdeu o sentido que orientava as suas vidas, sentindo-se, no entanto, incapazes de deixar de viver presos ao passado. A decadência liberta as suas paixões e a confiança faz estragos”.