quarta-feira, 17 de junho de 2009

Mugatxoan em Serralves


Mugatxoan é um projecto criativo criado pela Associação Cultural Entrecuerpos - Mugatxoan no activo desde 1998. Mugatxoan, em Euskara, quer dizer “ En la Fronteirita” (nos interstícios). O seu sentido confirma a vontade de situar o nosso projecto num território conceptual que não se quer construir num espaço fechado, que nos permita acolher as transformações das atitudes criativas, inventar outros recursos e propor relatos inesperados.
Mugatxoan constrói-se a partir da ideia de espaço intermédio como lugar de circulação de códigos, redefinido pelos contínuos movimentos e deslocamentos a que está sujeito.
Apresenta-se como um projecto em trânsito - o acto de ir de um espaço para outro - e o lugar e o tempo em que isso se sucede; é por isso que alcança o seu pleno significado quando recorre às três cidades nas quais se apresenta.
Na Fundação de Serralves, mantendo a ideia de revisitar a memória, fazem uma pausa e neste sentido, aprofundarão a ideia de tempo suspenso com a apresentação de cinco peças. Quatro das peças apresentadas têm em comum o uso do vídeo como ferramenta de articulação temporal e espacial, que questiona a leitura linear do evento. Na peça de Oskar Gómez Mata trabalha-se a noção de Kaïros, que significa estar em sintonia com a totalidade; designa a qualidade do tempo, isto é, reconhecer o momento propício para actuar.
O programa completa-se ainda com a realização de encontros com o objectivo de contextualizar o trabalho dos artistas e a produção de conteúdos.

APRESENTAÇÕES

25 JUN , 22h00, Auditório de Serralves
Dora dream. Sandra Cuesta
Plastificción. Larraitz Torres

26 JUN, 22h00, Sala Multiusos
El eclipse de A. Amaia Urra

27 e 28 JUN, 22h00, Auditório de Serralves
Kaïros, Sísifos y Zombies. Cia l’Alakran

29 JUN, 22h00, Auditório de Serralves
El caso del espectador. María Jeréz


CONVERSAS
Academia Contemporânea do Espectáculo /Teatro do Bolhão

26 JUN, 17h00
Conversa com Sandra Cuesta e Larraitz Torres

29 JUN, 17h00
Conversa com Amaia Urra

terça-feira, 16 de junho de 2009

A Casa de Bernarda Alba em Ponte do Sor


A nova Companhia Teatro da Terra, criada em Ponte do Sor pela actriz Maria João Luís, estreou no passado dia 10 e mantém em cartaz até ao próximo dia 20, "A Casa de Bernarda Alba" de Federico Garcia Lorca.

"Num palco com um cenário agigantado, vinte muheres figurantes olham com um silêncio negro a violência interior das personagens. A dureza dos modos e o desencanto da alma de Bernarda, sentido com escárnio pela empregada de toda a vida, reproduz-se no final, que a própria aconchegou no ninho da morte, inevitável.
Bernarda não quer que haja memória do delito cruel do qual é culpada. O castigo da matriarca é não ter perdão nesta morte trágica que estilhaça a frágil imagem da humanidade, representada no enforcamento da sua filha mais nova
." - Maria João Luís

A CASA DE BERNARDA ALBA
de | Federico García Lorca
tradução | Luiza Neto Jorge
encenação | Maria João Luís
interpretação | Adriana Moniz, Ana Brandão,
Cremilda Gil, Custódia Gallego, Diana Costa e Silva,
Inês Castel-Branco, Joana de Carvalho, Maria João
Falcão, Maria João Pinho
cenário e figurinos | Marta Carreiras
desenho de luz | Pedro Domingos
direcção de produção | Isabel Dias Martins

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Projecto Javali no Brasil



Umberto Magnani é o próximo convidado do projecto O Javali: Processo de Criação Actoral, apresentado pela FUNARTE, do Brasil. A palestra, cujo tema é “A Palavra da Ação na Criação Actoral”, terá mediação do encenador Claudio Mendel e será Terça-feira, dia 16 de Junho. O objetivo é debater e discutir com o público, através da experiências adquiridas com o processo de direção na criação actoral e participativa.

Umberto Magnani, tem uma trajetória de grande relevância como actor, produtor e encenador de teatro. No seu currículo constam mais de dezoito trabalhos em televisão, entre novelas e séries.

O projeto O Javali consiste na proposta de elaboração de um espetáculo de teatro inédito, original e extremamente brasileiro, por meio de um processo de ampla colaboração. O projeto está a ser estudado há vários anos e agora desenvolve-se com a realização de uma série de seminários, oficinas e workshops. Todas as atividades são abertas ao público e com entrada livre.

sábado, 13 de junho de 2009

Zanguango Teatro - Prémio em Valladolid




Zanguango Teatro manifestou o maior contentamento pelo prémio recebido no Festival de Valladolid. "Parece que continua el romance del público asistente al TAC de Valladolid y Zanguango Teatro", declarou a própria companhia.

Pela segunda vez receberam um dos prémios mais importantes: o Prémio do Público do X FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO Y ARTES DE CALLE DE VALLADOLID 2009, com o espectáculo TOCATA Y FUGA (en fu renol)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Teatro romeno pela Garagem


O Teatro da Garagem tem em cena O ELEVADOR de GABRIEL PINTILEI, encenação de CARLOS J. PESSOA, até 11 de Junho.

Dando continuidade à parceria com o Instituto Cultural Romeno, e depois da tradução e encenação em Bucareste, de Ácido, de Carlos J. Pessoa e do Teatro da Garagem ter apresentado no Teatro Odeon, na capital romena, Teatro Clip, é a vez do Teatro da Garagem dar corpo e voz aos novos dramaturgos romenos, através da tradução e encenação de O Elevador, de Gabriel Pintilei.

Dois jovens, fechados num elevador de uma fábrica abandonada, são já, sem o saberem, os anjos-fantasmas dos amantes que aí se quiseram encontrar, para fazer amor pela primeira vez. No desespero de encontrar uma saída, encontram o corpo e os sentidos, sem quase se tocarem, alimentam a alma da fantasia do desejo, que prologa o inevitável, e sobrevivem à medida da duração da bateria do telemóvel sem rede nem esperança. O elevador é um túmulo onde outros amantes já se encontraram, mas é também a metáfora da possibilidade de ascensão e liberdade que o amor oferece aos afortunados que alguma vez se apaixonaram para sempre, face ao desespero irremediável de uma morte que desde o início nos assombra. Felizmente, não são poucos.

TEXTO Gabriel Pentilei
TRADUÇÃO DE ROMENO Anca Milu-Vaidesegan
ENCENAÇÃO E CONCEPÇÃO PLÁSTICA Carlos J. Pessoa
INTERPRETAÇÃO Joana Jorge e Manuel Moreira

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Último Acto adiado para hoje

Por motivos climatéricos, a organização do FITEI e o Cine-teatro Constantino Nery viram-se forçados a adiar para hoje, quinta-feira, dia 11, os espectáculos de rua incluídos no Último Acto.

Ao contrário das informações recolhidas, que previam uma significativa melhoria das condições climatéricas, continuaram a verificar-se ontem muitos aguaceiros e ventos fortes em Matosinhos.

Para garantir a segurança, o conforto e o bem-estar tanto do público como dos artistas, os espectáculos Voalá, Invasión Pirata e Ven vão realizar-se quinta-feira nos seguintes horários:

19h00 - Voalá, na Praia de Matosinhos junto ao Titã.
20h00 - Invasión Pirata, na Praia de Matosinhos junto ao Titã.
21h00 - Ven, em frente ao Cine-teatro Constantino Nery.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Último Acto



St. James Street Band

Este projecto liderado por Javier "GD Jazz" Pereiro, da Galiza, nasceu com o objectivo de apresentar o jazz típico dos anos 20 e 30 em espectáculos de rua. Dão-se assim a conhecer estilos como o dixieland ou second line. O reportório apresentado é composto tanto por temas frenéticos como melancólicos que recriam os "felizes anos 20" e os "tristes anos 30" dos Estados Unidos da América.

Oriunda da Galiza e composta por talentosos músicos, St. James Street Band já actuou nas ruas de inúmeras cidades: Pontevedra, Cangas, Nigrán, Lugo, Madrid, Corunha, Santiago de Compostela, entre outras. Colabora regularmente com a companhia de teatro Femme Fatale. Sob o nome de GDJAzz Street Band actuou nos festivais Pontejazz, Canjazz e Meaño Jazz.


Ven

Proposta coreográfica dos bailarinos Alexis Fernández (de Santiago de Cuba) e Caterina Varela (da Corunha) que já foi galardoada em vários festivais de dança contemporânea. Em forma de duo, os dois artistas desempenham movimentos extraordinários do ponto de vista técnico e de grande intensidade emocional. Ven consegue manter uma expectativa alta e uma tensão no espectador desde o primeiro até ao último movimento. Entremans é uma companhia com apenas quatro anos de existência mas que é já considerada uma das mais inovadoras no meio coreográfico espanhol.

Criada em 2005, na Corunha, a companhia Entremans foi fundada por Aléxis Fernández. Este bailarino cubano graduou-se pela Escola Nacional de Artes, em Havana. Fez parte de diferentes companhias de dança, como Danza Contemporánea de Cuba, Grupo Pulsar (Brasil), Danza Retazos (Cuba), Experimentadanza (Espanha) e o Centro Coreográfico Galego (Espanha). A Entremans recebeu o primeiro Prémio no 6º Festival Coreográfico Burgos-Nova Iorque e no Festival de Criação Coreográfica da Galiza, com a coreografia En la Cuenca de Tus Ojos, em 2006. Caterina Varela é espanhola, fez parte de várias companhias tais como Experimentadanza ou o Centro Coreográfico Galego (Espanha). É membro da companhia Entremans desde 2007. Actuou em vários festivais em diferentes países (Espanha, Portugal, Suécia, Bélgica, Cuba, Alemanha, Itália e Luxemburgo)

A Invasión Pirata

Espectáculo de animação de rua onde se misturam as artes circenses, as máscaras, a pirotecnia e muita percussão. As ruas de Matosinhos serão invadidas por um “aterrador” grupo de piratas com diversos recursos e surpresas. O público não fica de fora deste espectáculo, sendo mesmo convidado a participar nele. Este espectáculo, criado em Fevereiro de 2005 para as festas de Carnaval, já percorreu toda a Galiza e o Norte de Portugal.

A companhia Troula Animación foi fundada em Vigo e dedica-se a produzir espectáculos de animação de rua e espectáculos infantis e de variedades. A partir do universo da cultura popular, desenvolve peças onde o humor e o contacto com o público são uma constante. Já participou em festas populares um pouco por toda a Espanha, mas principalmente na Galiza, e em inúmeros festivais de animação de rua, entre eles o Festival de Animação de Rua de Valença do Minho, em Portugal.

Voalá!

Espectáculo experimental de dança que tem como cenário o céu. Voalá! conta a história de quatro executivos que levam uma vida rotineira e que um dia perdem o seu último comboio para casa. Isto é o mote para uma noite diferente e inesquecível. Concebido pela companhia com o mesmo nome, esta obra utiliza diversos recursos artísticos – o movimento, a imagem, o som e a música ao vivo. São estes que se transmitem o que as palavras não dizem. São estes que fazem a poesia. Os artistas utilizam técnicas diversificadas que juntam o teatro, o circo e a escalada.

A companhia Voalá é composta por artistas que trabalharam em diferentes grupos de arte cénica experimental, desde o circo à escalada, passando pela engenharia civil. Desde o início que a companhia quis integrar todas as disciplinas para criar espectáculos únicos. O director da companhia, Roberto Strada, trabalha desde 1994 nesta área, tendo dirigido grupos como o Antartete Kunst ou o Grupo Puja!.


Matosinhos, junto ao Cine Teato Constantino Nery, a partir das 20h30.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Bicho eres un bicho


Filipa Francisco estudou Dança, Teatro, Improvisação e Dramaturgia na Escola Superior de Dança, na Companhia de Dança Trisha Brown, no Lee Strasberg Institut, em Nova Iorque e com o dramaturgo André Lepecki. Trabalhou com os coreógrafos e encenadores Francisco Camacho, Vera Mantero, Silvia Real, Madalena Vitorino, Rui Nunes, Aldara Bizarro, Paula Castro, Bruno Cochat, Lúcia Sigalho e João Garcia Miguel. Fundou, com Bruno Cochat, a Companhia Torneira, com a qual criaram a peça Nu Meio apresentada desde 1996. Realiza um trabalho de Dança-Teatro e site-specific performance, tanto a nível de apresentação como da formação.

Idoia Zabaleta é bailarina oriunda do País Basco, formada em Dança e Biologia. Em 1990 fundou, em conjunto com Mariaje Ariznabarreta, a Associação de Dança e Linguagens Corporais. Colaborou com o laboratório de electroacústica KLEM. Em 2000, apresentou a peça La Puta Inocencia, nos Rencontres Chorégraphiques Internationales de Saint Denis. Em 2004 dirigiu Gau bakar e participou no projecto A Viagem, um encontro de criadores do Mediterrâneo. Dirige o Centro de Dança Muelle 3, em Bilbao, e ensina Dança na Universidade do País Basco.

Em forma de apresentação/performance/palestra, as coreógrafas Filipa Francisco e Idoia Zabaleta dão a conhecer o livro Bicho eres un bicho. Esta obra, que recolhe a correspondência trocada entre as duas coreógrafas durante o processo de criação da peça Dueto, foi editada no âmbito deste projecto que teve como base a reflexão sobre o acto criativo. Aqui, as vozes das artistas intercalam-se com vozes de pessoas cúmplices que foram convidadas a participar no livro.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Matarile na recta final do FITEI 2009


Matarile Teatro, companhia galega, participou já no FITEI, em 2005, onde apresentou História Natural - Elogio do Entusiasmo, considerado pelo público como um dos melhores espectáculos do festival. Criada em 1986, em Santiago de Compostela, a companhia Matarile Teatro tem como objectivo desenvolver uma linguagem própria que se afaste do teatro baseado no texto literário. Para isso, funde diversas linguagens cénicas. Por outro lado, afasta-se da ideia de “personagens” para reflectir sobre as pessoas e vida. Este teatro é feito de “sugestões” que comunicam directamente com o espectador através do movimento, da palavra, da ironia, da música, do humor, da cumplicidade e da imagem. Até agora, já pôs em cena 24 espectáculos e tem no seu currículo numerosas actuações e colaborações com outras companhias.

Na recta final do FITEI 2009, Matarile Teatro traz ao festival Animales Artificiales, autoria e encenação de Ana Vallés.

8 e 9 de Junho, 21h30, no Teatro Nacional São João

domingo, 7 de junho de 2009

Que Clase de Sexo e La Piel del Agua


Que Clase de Sexo é uma adaptação da obra dramatúrgica Tengamos el Sexo en Paz, escrita pelo Nobel Dario Fo, o seu filho Jacobo Fo e Franca Rame. O El Theatron, companhia venezuelana, fez esta adaptação no sentido de transformar o texto numa espécie de conferência pedagógica sobre sexualidade. Além da mudança do nome, o autor, encenador e director da companhia Rodolfo Molina fez ajustes no próprio texto para corresponder à realidade e ao imaginário do público venezuelano. O espectáculo é composto de vários monólogos centrados nas relações sentimentais e físicas, sempre do ponto de vista feminino. Pontuado por momentos irónicos, cómicos e poéticos, a peça retrata neuroses e frustrações, tanto a nível amoroso como puramente sexual, causadas pela ignorância e pelos preconceitos.

Será apresentado no FITEI no dia 7 de Junho, pelas 18h30, no Cine-Teatro Constantino Nery, em Matosinhos. Será igualmente apresentado nas extensões do FITEI:
5 de Junho, 21h30 Fórum Cultural José Manuel Figueiredo (Moita)
10 de Junho, 21h30 O Teatrão (Coimbra)


La Piel del Agua, ESPECTÁCULO EXCLUSIVO PARA O PÚBLICO FEMININO, é um trabalho sobre o universo feminino que tem origem na experiência pessoal de Lidia Rodríguez. A autora inspirou-se nos "hammam" - banhos turcos - exclusivos para as mulheres nas sociedades muçulmanas. Em algumas destas sociedades, em que os géneros estão dramaticamente separados, sendo as mulheres praticamente excluídas da vida pública e oprimidas na privada, este é o espaço onde elas podem manifestar as suas opiniões e a sua sensualidade sem constrangimentos. O elemento simbólico fundamental é a água, que, nas suas diversas formas se manifesta como princípio criador de vida e feminino por excelência. De referir que este espectáculo é exclusivo para o público feminino.
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7 de Junho 22h00 Mosteiro de São Bento da Vitória
8 de Junho 22h00 Mosteiro de São Bento da Vitória
9 de Junho 22h00 Mosteiro de São Bento da Vitória

sábado, 6 de junho de 2009

Portugal, França e Galiza no FITEI


Três espectáculos da programação oficial do FITEI 2009 no Sábado dia 6 de Junho maracam o arranque da fase final do festival.

O Teatro de Ferro, criado em 1999 e liderado por Igor Gandra, tem desenvolvido o seu trabalho na área do teatro de marionetas, de movimento e de multimédia. O projecto aponta em vários sentidos, todos eles convergentes. Dedica-se à pesquisa e à experimentação, como é exemplo Estufa Fria, mas também ao teatro dirigido ao público infantil. Tem igualmente uma vertente de formação que se materializa em espectáculos em que participam jovens integrados em projectos de reinserção social.

Esta companhia apresenta no Fitei, Estufa Fria, co-produzido com a Comédias do Minho, situada no Vale do Minho que iniciou a actividade, em 2004, o seu projecto profissional de teatro, com o objectivo de promover a cultura e captar públicos, tendo como base uma relação estreita com a comunidade local, e colmatando, assim, as lacunas que caracterizam esta região.

O espectáculo será às 16h00, no Espaço NEC - Núcleo de Experimentação Coreográfica - Fundação José Rodrigues.

COMO CHEGAR AO ESPAÇO NEC


A partir de sete crónicas de António Lobo Antunes, a encenadora francesa de ascendência portuguesa Elsa Pereira criou o espectáculo onde a actriz Françoise Sliwka interpreta diversas personagens saídas do universo peculiar do autor português. Ici et Là é uma companhia criada por iniciatica da encenadora Elsa Pereira e da actriz Françoise Sliwka, em Julho de 2001, em Tours. Ici et Là propõe-se fazer e divulgar teatro em duas frentes distintas. Por um lado, quer mostrar os “clássicos” do teatro contemporâneo. Por outro, apresentar textos literários explorando e descobrindo novas vias de encenação.

A Companhia apresenta Dormir Accompagné em 6 de Junho, às 18h30, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett.



A nova proposta do Nut Teatro, cuja estreia se faz no 32º FITEI, é um espectáculo interdisciplinar que junta as novas tecnologias ao teatro, à performance e à dança. O ponto de partida para Wake Up, dirigido por Carlos Neira, é o conceito de intimidade. Aqui, o espectador torna-se um voyer e, ao mesmo tempo, uma testemunha de uma situação que não é a sua mas com a qual se pode facilmente identificar. Deste modo, é quase que convidado a entrar na intimidade das personagens sem, no entanto, saber o que quer que seja sobre as suas vidas. A circunstância proposta é uma situação limite: diferentes pessoas alugam um quarto com uma só cama e partilham-na por turnos. Esta situação, conhecida por “cama-quente” e muitas vezes utilizada por pessoas com poucos recursos económicos, é ideal para se reflectir acerca da intimidade e do espaço para a liberdade individual.

Wake Up estreia 6 de Junho, às 21h30 Teatro Carlos Alberto e repete dia 7 de Junho, pelas 16h00, também no Teatro Carlos Alberto. Como extensão do FITEI será ainda apresentado no dia 9 de Junho, às 21h30, no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo (Moita).

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Conferência sobre Iberescena e Asas na Torre dos Clérigos

Dia 5 de Junho, pelas 18h30, na Sala Cristal do TeCA realiza-se a Conferência: As Artes Cénicas Ibero-americanas e o Papel da Iberescena, por Guillermo Heras.

O programa Iberescena tem sido de uma importância vital para a divulgação do teatro ibérico e latino-americano através de políticas de intercâmbio. Neste debate, presidido por Guillermo Heras, coordenador deste programa, serão intervenientes diversas personalidades ligadas à política cultural.

Pela noite, será a vez da apresentação de Asas. A companhia brasileira Cia dos Pés desenvolve um trabalho vocacionado para a dança e o teatro contemporâneos. Dirigida por Angélica Zignani, actriz e bailarina, o grupo já percorreu vários festivais de destaque. Com Asas venceu o prémio de melhor espectáculo na 11ª Feria de Teatro de Ciudad Rodrigo (Espanha). Composto por actores, bailarinos e também atletas, a companhia utiliza as técnicas verticais para trabalhar o corpo e a encenação em altura, experimentando novos ângulos, fugindo do convencional e explorando espaços peculiares.

No FITEI 2009 vão apresentá-lo desde o alto da Torre dos Clérigos, pelas 22h00 do dia 5 de Junho.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Teatro de máscaras e conferência sobre teatro de rua


Familie Flöz, um grupo internacional composto por artistas de várias áreas, desde actores, músicos, bailarinos, encenadores, cenógrafos, dramaturgos, artistas plásticos e criadores de máscaras, apresenta hoje no FITEI o espectáculo Teatro Delusio.

Esta companhia junta artistas de mais de 10 países, está actualmente sedeada em Berlim, Alemanha. A Familie Flöz foi fundada por Hajo Schüler e Markus Michalkowski, na altura estudantes de interpretação e mímica na Folkwang Academy, em Essen. Ao grupo juntou-se, mais tarde, o encenador Michael Vogel.

No espectáculo Teatro Delusio, nos bastidores de um teatro, três técnicos levam uma vida quase tranquila e pouco brilhante, enquanto no palco se prepara um pomposo espectáculo de ópera. Em tom cómico, onde as máscaras e a expressividade física dos actores dispensam os diálogos, esta peça propõe ao espectador uma espécie de jogo repleto de surpresas. Os bastidores tornam-se no palco de muitas personagens – os músicos e os actores da ópera, que se debatem com a ficção do palco e a vida real cheia de emoção, dramas e intrigas. A música e as grandes árias operáticas têm aqui um papel essencial que imprime intensidade à peça. Espectáculo de máscara onde também estão presentes as marionetas e teatro físico.

O espectáculo começa às 21h30 no Cineteratro Constantino Nery, em Matosinhos.

Antes, pelas 18h30, no Café Teatro do mesmo Teatro, haverá uma conferência sobre "Teatro de Rua em Cuba", por Fernando J. León Jacomino. Esta conferência faz uma revisão panorâmica do teatro cubano criado especificamente para espaços não tradicionais. Dá ênfase aos últimos 50 anos de história e à expressão artística teatral dos principais momentos da revolução. Projectos teatrais como Grupo Teatro Escambray, Cabido Teatral Santiago e Mirón Cubano, representativos deste tipo de trabalho em Cuba, serão amplamente referidos.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Brook by Brook, de Simon Brook


Projecção do filme documentário Brook by Brook, de Simon Brook
Data: 3 de Junho, 18h30
Local: Biblioteca Municipal Almeida Garrett
 
Peter Brook é um dos mais singulares encenadores do século XX. Este ano, o FITEI dá-o a conhecer através de um documentário realizado pelo seu próprio filho Simon Brook e produzido pelos irmãos Dardenne. A projecção será na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, já amanhã, às 18h30. A entrada é livre.
 
Simon Brook nasceu em Londres e desde cedo começou a trabalhar em cinema. Começou por realizar vídeos musicais, ainda em Londres. Quando se mudou para os Estados Unidos da América (Nova Iorque e Los Angeles), integrou imediatamente a indústria cinematográfica, trabalhando com o produtor Alan Kleinberg no filme Down by Law (1986), de Jim Jarmush. Como assistente de realização trabalhou com Philip Kaufman em A Insustentável Leveza do Ser. Produziu igualmente diversos filmes educacionais para televisão. Em 1991, começou a dirigir documentários e filmes de ficção. O seu mais recente trabalho é o documentário Generation 68.
 
Ficha técnica
Realização: Simon Brook; Com: Peter Brook; Produção: Arnaud Borges, Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne, Yvon Davis; Banda Sonora Original: Denis Barbier, Silvana Di Martino; Fotografia: Emmanuel Bastien, Simon Brook, Philippe Dorelli, Pascal Sutra-Furcade; Edição: Josie Milievic

terça-feira, 2 de junho de 2009

Leitura de Listas de Filipa Francisco


Como explica o próprio Lepecki: “a Filipa criou um sistema aberto: dedicar-se a (potencialmente) infindáveis listagens. As listas, as listagens, a sua elaboração, identificação, escrita e recitação, por vezes por horas a fio, dentro e fora do estúdio, com e sem público, não são mais do que tantas possibilidades de mapeamento de vivências (mais ou menos familiares, mais ou menos improváveis, mais ou menos pesadas, mais ou menos ridículas, mais ou menos falsas) neste nosso tempo particularmente carregado”.

2 de Junho, 21h30 Palácio da Bolsa
3 de Junho, 21h30 Palácio da Bolsa

Criação e interpretação: Filipa Francisco; Colaboração de: André Lepecki; guarda-roupa: Carlota Lagido; Desenho de Luz original: Cristina Piedade; 

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mona Lisa Show no Cine-Teatro Constantino Nery


O FITEI apresenta Mona Lisa Show, 1 de Junho, às 21h30, no Cine-Teatro Constantino Nery.

Este projecto artístico nasceu em 2004 com Ana Pereira (na direcção de produção) e Pedro Gil (na direcção artística). Esta estrutura tem como objectivo produzir objectos performativos dentro dos princípios artísticos e de produção dos seus criadores. Produziram já várias performances como Alvo Branco, o espectáculo Homem-Legenda e Versus(vs).

FICHA TÉCNICA/ARTÍSTICA
Criação e Direcção Artística: Pedro Gil; Direcção de Produção: Ana Pereira; Criativo: Diogo Mesquita; Interpretação: Ainhoa Vidal, António Foseca, Mónica Garnel, Raquel Castro, Ricardo Gageiro, Romeu Costa, Tónan Quito

domingo, 31 de maio de 2009

Fantasias Eróticas das Mulheres Portuguesas


A actriz Célia Ramos apresenta no FITEI, Filhas da Mãe – Fantasias Eróticas das Mulheres Portuguesas, 31 de Maio, 21h30 na Biblioteca Municipal Almeida Garrett.

O livro de Isabel Freire, um estudo sobre o comportamento e as fantasias de várias gerações de mulheres portuguesas, foi o ponto de partida para esta peça de Célia Ramos. Em palco são encenados testemunhos reais em forma de monólogo. São reflexões de “mães” e “filhas” que ajudam a compreender a sexualidade feminina e a sua “evolução” nos últimos anos. As personagens são mulheres com idades compreendidas entre os 16 e os 60 anos, com experiências absolutamente diversas. Aqui há lugar para se falar de tudo: dos múltiplos desejos, de experiências mais ou menos marginais e até de sexo cibernético.  

Célia Ramos
Célia Ramos formou-se na Academia Contemporânea do Espectáculo, no Porto, em 1995. É licenciada em Teatro pela Escola Superior de Educação do Porto, onde trabalhou durante quatro anos. No seu percurso como actriz trabalhou com inúmeros encenadores, como Luís Castro, João Ricardo, Paula Sousa, José Wallenstein, Guillermo Heras, José Martins, Alberto Magassela, Roberto Merino, Carlos Avilez, Filipe Crawford, António Capelo, Willie Longmor, Silviu Purcarete, Fernanda Lapa e João Paulo Costa.


FICHA TÉCNICA/ARTÍSTICA
Autor: Isabel Freire; Dramaturgia: Célia Ramos; Criação: Célia Ramos e Miguel Simões; Interpretação: Célia Ramos; Imagem: Rui Palha; Sonoplastia: Catarina Ascenção; Iluminação / Cenário / Figurinos: Célia Ramos e Miguel Simões; Data de estreia: 5 de Março de 2009; Local: Centro Cultural de Lagos (Encontros AlCultur 2009); Duração: 70 min; M/18

sábado, 30 de maio de 2009

Europeus até 31 de Maio no TeCA


Criou a Wrestling School, porque percebeu que o desconforto do seu “Teatro da Catástrofe”, assente no conflito, na dor e no êxtase da tragédia, já não cabia na cena teatral britânica. Sozinho em casa, Howard Barker teve a sorte de encontrar no Porto a “sua” companhia (As Boas Raparigas…) e o “seu” encenador (Rogério de Carvalho). Os seus nomes já se cruzaram nas fichas artísticas de Possibilidades (1998), Tio Vânia (2000) e Mãos Mortas (2006), a demonstrar que a radicalidade do primeiro convive bem com a austeridade dos segundos, que o trabalho rigoroso sobre a voz e a palavra é uma espécie de chão comum que tem produzido os seus frutos. Com Os Europeus, As Boas Raparigas… regressam ao convívio de Barker por uma questão de “oportunidade”. Elas dizem porquê: a Viena de 1683 arrasada pelos turcos, o contexto histórico deste “conto cruel”, é um lugar demasiado próximo de nós (“a terra devastada, o Estado decadente, uma cultura questionada”). Também dizem onde: “Este é um Mundo sem piedade, sem descanso, sem qualquer humanidade, onde temos frio, muito frio. É a Europa”.

de | Howard Barker 

tradução | Francisco Frazão 
encenação | Rogério de Carvalho 
cenografia | Cláudia Armanda 
interpretação | Carla Miranda, Cláudia Chéu, Elmano Sancho, Laura Barbeiro, Maria do Céu Ribeiro, Maria Ladeira, Miguel Eloy, Nuno Geraldo, Paula Garcia, Paulo Duarte, Wagner Borges 
co-produção | As Boas Raparigas…, TNSJ

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Businessclass no FITEI e Serralves em Festa

Businessclass, de Nacho Vilar Producciones (Murcia / Espanha), hoje, 29 de Maio, às 16h00 na Rua de St. Catarina / Batalha, 30 de Maio, 12h30 e 31 de Maio, 18h00 na Fundação de Serralves (Serralves em Festa).

Espectáculo ao ar livre onde é pedido ao público para acompanhar um grupo de sem abrigo nas situações do seu dia-a-dia. Estes moradores de ruas e de parques, que podiam ser os de uma cidade qualquer, incorrem em situações comuns: revistam os baldes do lixo, apanham pontas de cigarros e importunam quem passa. No contacto directo com o público, as personagens vão criar aqui as mais insólitas situações. Tudo acaba em dança, cor e fogo-de-artifício. Businessclass é um elogio ao espaço público e a quem o usufrui.

quinta-feira, 28 de maio de 2009