terça-feira, 30 de junho de 2009

Odisseia Cabisbaixa


ANTÓNIO E MARIA + BELA E O MENINO JESUS, de CARLOS J. PESSOA, dias 3 e 4 de Jullho, no TEATRO MUNICIPAL S. LUIZ, em Lisboa.

António e Maria resume o amor impossível. Na primeira parte do espectáculo assistimos a uma sucessão de quadros delirantes que invocam a Carne numa celebração trágica. Na segunda parte a Lua derrama a sua luz sobre a Terra distante, espécie de elegia de tudo o que passa sem ficar. Um cavalo atravessa a cena convidando-nos a continuar a Odisseia Cabisbaixa, após um jantar volante no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal.

Bela e o Menino Jesus constitui a segunda parte da Odisseia Cabisbaixa. A acção decorre agora em Marte e termina talvez na cintura de asteróides, que forma o Anel de Saturno, carrossel de detritos, monstruosidade bela e geradora de outras possibilidade, resultante da explosão de um planeta.

Em Marte e no Anel de Saturno, o espectador pode muito bem viajar para o espaço da utopia ou rever um certo Portugal de Miguel Torga, Manuel da Fonseca e Alexandre O`Neill, um Portugal de uma pobreza, que ultrapassava o material, e de uma arte que falava de um espaço fundador da própria identidade portuguesa, denunciando assim essa pobreza. No caso desta Odisseiazinha, o problema não é tanto o da erradicação da pobreza, mas a sua utilização como metáfora que denuncia um outro, muito mais actual, o de um deficit de realidade. Cada vez menos se percebe o que é real, a presença dilui-se diariamente. O império do virtual é também o reino da ilusão, no qual a própria certeza de existirmos é uma incógnita que necessita de uma dor, ou de um belisco, para se certificar de não pairar na região sonâmbula das sombras.

Em Marte, há muito frio, neve e enormes monólitos de granito, memórias caladas da Terra, que os homens carregam como fardos. Os agricultores cultivam prodigamente batatas, sonhos de uma existência em que ainda eram heróis capazes de dormir à noite, sem o temor de acordar num mundo diferente na manhã seguinte.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Seminário Internacional


O Centro de Estudos Sociais de Coimbra organiza o SEMINÁRIO INTERNACIONAL ESPECTACULO/CIDADE/TEATRO - AS REPRESENTAÇÕES DA CIDADE ENTRE 0 ESPECTÁCULO E A CENA TEATRAL CONTEMPORÂNEA LUSO BRASILEIRA.

A proposta do seminário é a de reflectir acerca das representações da cidade produzidas pelo/no teatro contemporâneo, quer na cena quer fora dela, assim como as relações que estabelecem com a paisagem da cidade e as políticas culturais. Centrado sobre a experiência de Portugal e do Brasil, o seminário PROPÕE SE discutir as narrativas de visibilidade da cidade produzidas pelo teatro, a partir da dramaturgia, encenação, arquitectura teatral, programação, animação cultural, actuação das companhias, projectos e políticas públicas, tendo como eixos analíticos a especialidade e o imaginário, num contexto de proximidade linguística.

Coordenação: Carlos Fortuna, José Simões de Almeida Jr e Maria Amélia Corá.

Realização: Núcleo de Estudos sobre Cidades e Culturas Urbanas (NECCURB)

Programa e informações complementares em
http://www.ces.uc.pt/eventos/evento110.php

domingo, 28 de junho de 2009

Engarrafamento em Madrid



De 3 a 26 de Julho, na Quarta Pared, em Madrid, EL GRAN ATASCO, com Ana Cerdeiriña, Fernando Sánchez-Cabezudo e Alfredo Sanzol. A produção é de Mr. KubiK Producciones e a encenação de Fernando Sánchez-Cabezudo.


Maya e o Senhor Gallardo estão presos num gigantesco e eterno engarrafamento às portas de uma grande cidade e dentro do carro passam o resto das suas vidas, ancorados para sempre, como náufragos urbanos, num espaço que representa a mobilidade, a velocidade e as pressas do nosso tempo.

sábado, 27 de junho de 2009

Circular na inauguração do Cine-Teatro Neiva


A convite da Câmara Municipal de Vila do Conde, a Circular Associação Cultural associa-se à inaguração oficial do novo Teatro Municipal de Vila do Conde, a decorrer entre os próximos dias 27 e 28 de Junho, com a programação de "Open Scores" de Drumming/NEC e "Miguel meets Karima" de Miguel Pereira.

A próxima edição do Circular Festival de Artes Performativas, que acontece de 19 a 26 de Setembro de 2009, irá decorrer já no novo Teatro.
O Teatro Municipal de Vila do Conde resulta da recuperação do antigo Cine-Teatro Neiva, um espaço emblemático da cidade de Vila do Conde e que irá funcionar como um pólo fundamental de dinamização cultural da cidade.

Programa:
"Open Scores"
Drumming GP/ NEC - Núcleo de Experimentação Coreográfica
direcção artística de Miquel Bernat
direcção coreográfica de Joclécio Azevedo
27 de Junho, Sábado, 19h00
Teatro Municipal de Vila do Conde, Sala 1
Entrada livre

"Miguel meets Karima"
Concepção e interpretação de Miguel Pereira
28 de Junho, Domingo, 17h30
Teatro Municipal de Vila do Conde, Sala 2
Entrada livre

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Dancem!


O ciclo Dancem! começou no TeCA e continua naquela sala e no TNSJ até 12 de Julho:

Le Jardin 25 Jun
Le Salon 26 Jun
Paraíso 27 Jun
Le Sous Sol 28 Jun
Inferno 30 Jun
Sombreros 03 + 04 Jul
Story Case 03 + 04 Jul
Solo 06 + 07 Jul
pitié! 07 + 08 Jul
Maiorca 10 + 11 Jul
Orphée et Eurydice 10 + 12 Jul

Começámos por dizer Dancem! em 1996, para partilhar os nossos palcos com todos aqueles que a partir da dança nutrem a feliz ambiguidade que tem sido a das artes performativas dos últimos anos. Dos DV8 a Clara Andermatt, de Gilles Jobin a Francisco Camacho, de Martine Pisani a La Ribot, de Fattoumi & Lamoureux a Tiago Guedes, muitos foram os criadores que entre 1996 e 2005, com intermitências várias, nos ajudaram a compor um retrato em fuga desta arte conflituosa, na encruzilhada das suas múltiplas referências. Tal como em 1997, voltamos a dar carta branca a Paulo Ribeiro para programar aquela que é a mais abrangente de todas as edições do evento, colocando em diálogo uma relevante geração de criadores nacionais e internacionais, para quem a maturidade não é sinónimo de tranquilidade. Dancem!09 ou um convite aberto para escutar a multidão de vozes destes corpos que não param de falar de si e do mundo, a partir de onze espectáculos que são outros tantos movimentos de subordinação & insubordinação do gesto à música. Deus não disse, mas o poeta Herberto Helder não se intimidou: “Ponham muito alto a música e que eu dance”. Dancemos!
In web site TNSJ
http://www.tnsj.pt/home/ciclos.php?intCycleID=14

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Workshop "Entre Vistas" no NEC

"Entre Vistas" é o nome do workshop orientado por Mário Afonso a decorrer entre 23 e 25 de Julho, no Espaço NEC (Porto), que se destina a explorar as artes performativas num ponto de vista pluridisciplinar. Na construção dos seus projectos performativos, Mário Afonso tem vindo a interessar-se pela definição de uma acção física que “obriga” o corpo a habitar um determinado espaço e tempo no momento em que este se apresenta publicamente no contexto do espectáculo - uma acção física que "dê corpo" ao acto de pensar. Neste trabalho, estabelece um paralelo com o método da escola de filósofos da antiga Grécia, os peripatéticos, cujo acto de reflectir e transmissão de conhecimento estava associado à acção física da caminhada, como forma de activar o pensamento. São aceites inscrições até dia 17 de Julho. Para mais informações consultar http://www.nec.co.pt/formacao/workshops/workshop-entre-vistas.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Performance dos anos 90 em Madrid

O II Encontro Internacional "El Arte es Acción", a realizar em Madrid dias 2, 3 e 4 de Julho, vai apresentar pela primeira vez uma selecção dos artistas mais influentes da geração da nova performance que começou surgiu nos anos 90. Controverso e gerador de debate, o trabalho desta geração influenciou imensos artistas e pensadores. Além das performances, o público vai poder ter contacto com os próprios performers em debates abertos, bem como assistir a trabalhos seleccionados em projecções de vídeo. Cuco Suárez, Tania Bruguera, Marcel·lí Antúnez Roca, Franko B, Annie Sprinkle, Guillermo Gómez Peña e Ron Athey são alguns dos artistas convidados.
O festival tem entrada gratuita.
Para mais informações consultar http://marceliantunez.com/arteesaccion

terça-feira, 23 de junho de 2009

Festival de Teatro Clássico homenageia Lope de Vega


Entre 17 de Junho e 1 de Agosto decorre em Espanha (Navarra) o Festival de Teatro Clássico de Olite. Na sua 10ª edição, o festival vai apresentar novas linhas de programação, reflexão e produção. O director artístico Álex Ruiz Pastor considera que este ano o certame dá um salto qualitativo. Para assinalar o aniversário, o festival revisita espectáculos que na última década se destacaram: "El sueño de una noche de verano", pelo Ur Teatro, "Las gracias mohosas", pelo Teatro del Velador e "El idiota en Versalles", da Arden Producciones. Este ano cumpre-se também o 400º aniversário da edição de “El arte nuevo de hacer comedias”, de Lope de Vega, que na época se tornou numa referência. O festival não deixa passar a data em branco e vai apresentar diferentes propostas à volta do autor.
Para mais informações consultar o "site"
www.cfnavarra.es/OliteTeatro

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Escola de Mulheres no D. Maria II


A Escola de Mulheres estreia a 25 de Junho na SALA GARRETT do Teatro Nacional D. Maria II, AGOSTO EM OSAGE.

Todas as famílias felizes são idênticas e todas as famílias infelizes são-no à sua maneira. Quando, uma noite, o patriarca desaparece misteriosamente, o clã dos Weston reúne-se imediatamente, para consolo da mãe e para apurarem o verdadeiro desaparecimento do pai. Vendo-se forçada a confrontar verdades escondidas e segredos surpreendentes, a família acaba por se envolver numa discussão com a matriarca Violet, uma mulher viciada em fármacos e instável psicologicamente, que se encontra no meio desta tempestade familiar.

Ficha artística
texto de TRACY LETTS
tradução PEDRO GORMAN
encenação FERNANDA LAPA
cenografia e figurinos ANTÓNIO LAGARTO
assistência de encenação MARTA LAPA
assistência de cenografia PEDRO LIMA
assistente de figurinos CATARINA VARATOJO
assistente de produção SARA FETEIRO
com
ADRIANO LUZ
ANA MARGARIDA PEREIRA
FILOMENA CAUTELA
ISABEL MEDINA
JOÃO GROSSO
JOSÉ NEVES
LIA GAMA
LUÍS LUCAS
MANUEL COELHO
MARGARIDA MARINHO
MARINA ALBUQUERQUE
MÁRIO JACQUES
PAULA MORA

domingo, 21 de junho de 2009

Querida Professora Helena Serguéiévna


O Teatro da Comuna, em Lisboa, apresenta até final de Junho, Querida Professora Helena Serguéiévna.

Com um grande ramo de flores, um serviço de cristal e enormes sorrisos, quatro alunos finalistas batem á porta de Helena Serguéiévna, uma das suas professoras. Vêm, desejar-lhe um feliz aniversário a esta mulher que vive sozinha. Emudecida com tanta gentileza, a professora Helena pede-lhes que fiquem partilhando o que resta no frigorífico. Estes amáveis intrusos só a foram visitar para lhe tirar a chave do cofre onde estão guardados os exames que eles pretendem trocar pelos que trazem consigo. Uma chantagem de incrível violência abate-se sobre a professora.


De: Ludmilla Razoumovskaia
Tradução: Luis Vasco
Versão Cénica e Encenação: João Mota
Interpretação: Hugo Franco, Marco Paiva, Maria Ana Filipe, Rui Neto e Tânia Alves

sábado, 20 de junho de 2009

Wake Up em Santiago


Nut Teatro em co-produção com o Centro Dramático Galego apresenta no Salón Teatro de Santiago de Compostela "Wake Up", estreado no âmbito do FITEI 2009.

A estreia na Galiza da montagem Wake Up, de Nut Teatro teve lugar no Salón Teatro de Santiago de Compostela no dia 18 e termina domingo 21 ás 18.00 horas.

Wake Up questiona as novas teatralidades contemporâneas, tomando como ponto de partida o conceito de privacidade para apresentar uma peça onde o espectador se converte num voyeur de algo que se passa longe dele e com o qual se pode identificar. Através da ideia das "camas quentes" - expressão referida ao leito subarrendado a homens e mulheres que, carentes de recursos económicos, apenas podem pagar o alugur dum quarto multiusos -, a montagem reflete sobre a intimidade e as relações surgidas dos novos modelos de convivência.

Carlos Neira assume a direcção e a dramaturgia desta proposta cénica, e também a concepção dos textos e do espaço cénico, assim como a interpretação em conjunto com as actrizes Nerea Barros, Xiana Carracelas, Iria Sobrado e Arantza Villar. Outros nomes importantes na concepção deste projecto são Guillermo Heras como assessor de dramaturgia, Octavio Mas na iluminação e César Abella na produção.O desenvolvimento tecnológico empregue é supervisionado por Kónic Thtr., plataforma artística com base em Barcelona dedicada á criação contemporânea na confluência de arte, ciência e novas tecnologias.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sónia – Alvis Hermanis, New Riga Theatre (Letónia)


Teatro Maria Matos | 18 a 20 de Junho, às 21h00. Espectáculo em russo, legendado em português.  

Sónia é uma mulher pouco atraente, solitária e algo ingénua, mas com uma alma onde cabe o mundo inteiro: as pequenas coisas do dia-a-dia, as crianças dos vizinhos, os sonhos, o amor. Apanhada num jogo cruel e manipulada por um mundo que goza com a sua simplicidade, vai até ao fim para viver o seu sonho de amor incondicional. As duas personagens da peça, o narrador e Sónia, são representados por dois homens, actores que criam este melodrama comovente com uma virtuosidade extraordinária. A força reside na sua simplicidade radical: dois homens para representar o mundo, à maneira de Beckett.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Mugatxoan em Serralves


Mugatxoan é um projecto criativo criado pela Associação Cultural Entrecuerpos - Mugatxoan no activo desde 1998. Mugatxoan, em Euskara, quer dizer “ En la Fronteirita” (nos interstícios). O seu sentido confirma a vontade de situar o nosso projecto num território conceptual que não se quer construir num espaço fechado, que nos permita acolher as transformações das atitudes criativas, inventar outros recursos e propor relatos inesperados.
Mugatxoan constrói-se a partir da ideia de espaço intermédio como lugar de circulação de códigos, redefinido pelos contínuos movimentos e deslocamentos a que está sujeito.
Apresenta-se como um projecto em trânsito - o acto de ir de um espaço para outro - e o lugar e o tempo em que isso se sucede; é por isso que alcança o seu pleno significado quando recorre às três cidades nas quais se apresenta.
Na Fundação de Serralves, mantendo a ideia de revisitar a memória, fazem uma pausa e neste sentido, aprofundarão a ideia de tempo suspenso com a apresentação de cinco peças. Quatro das peças apresentadas têm em comum o uso do vídeo como ferramenta de articulação temporal e espacial, que questiona a leitura linear do evento. Na peça de Oskar Gómez Mata trabalha-se a noção de Kaïros, que significa estar em sintonia com a totalidade; designa a qualidade do tempo, isto é, reconhecer o momento propício para actuar.
O programa completa-se ainda com a realização de encontros com o objectivo de contextualizar o trabalho dos artistas e a produção de conteúdos.

APRESENTAÇÕES

25 JUN , 22h00, Auditório de Serralves
Dora dream. Sandra Cuesta
Plastificción. Larraitz Torres

26 JUN, 22h00, Sala Multiusos
El eclipse de A. Amaia Urra

27 e 28 JUN, 22h00, Auditório de Serralves
Kaïros, Sísifos y Zombies. Cia l’Alakran

29 JUN, 22h00, Auditório de Serralves
El caso del espectador. María Jeréz


CONVERSAS
Academia Contemporânea do Espectáculo /Teatro do Bolhão

26 JUN, 17h00
Conversa com Sandra Cuesta e Larraitz Torres

29 JUN, 17h00
Conversa com Amaia Urra

terça-feira, 16 de junho de 2009

A Casa de Bernarda Alba em Ponte do Sor


A nova Companhia Teatro da Terra, criada em Ponte do Sor pela actriz Maria João Luís, estreou no passado dia 10 e mantém em cartaz até ao próximo dia 20, "A Casa de Bernarda Alba" de Federico Garcia Lorca.

"Num palco com um cenário agigantado, vinte muheres figurantes olham com um silêncio negro a violência interior das personagens. A dureza dos modos e o desencanto da alma de Bernarda, sentido com escárnio pela empregada de toda a vida, reproduz-se no final, que a própria aconchegou no ninho da morte, inevitável.
Bernarda não quer que haja memória do delito cruel do qual é culpada. O castigo da matriarca é não ter perdão nesta morte trágica que estilhaça a frágil imagem da humanidade, representada no enforcamento da sua filha mais nova
." - Maria João Luís

A CASA DE BERNARDA ALBA
de | Federico García Lorca
tradução | Luiza Neto Jorge
encenação | Maria João Luís
interpretação | Adriana Moniz, Ana Brandão,
Cremilda Gil, Custódia Gallego, Diana Costa e Silva,
Inês Castel-Branco, Joana de Carvalho, Maria João
Falcão, Maria João Pinho
cenário e figurinos | Marta Carreiras
desenho de luz | Pedro Domingos
direcção de produção | Isabel Dias Martins

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Projecto Javali no Brasil



Umberto Magnani é o próximo convidado do projecto O Javali: Processo de Criação Actoral, apresentado pela FUNARTE, do Brasil. A palestra, cujo tema é “A Palavra da Ação na Criação Actoral”, terá mediação do encenador Claudio Mendel e será Terça-feira, dia 16 de Junho. O objetivo é debater e discutir com o público, através da experiências adquiridas com o processo de direção na criação actoral e participativa.

Umberto Magnani, tem uma trajetória de grande relevância como actor, produtor e encenador de teatro. No seu currículo constam mais de dezoito trabalhos em televisão, entre novelas e séries.

O projeto O Javali consiste na proposta de elaboração de um espetáculo de teatro inédito, original e extremamente brasileiro, por meio de um processo de ampla colaboração. O projeto está a ser estudado há vários anos e agora desenvolve-se com a realização de uma série de seminários, oficinas e workshops. Todas as atividades são abertas ao público e com entrada livre.

sábado, 13 de junho de 2009

Zanguango Teatro - Prémio em Valladolid




Zanguango Teatro manifestou o maior contentamento pelo prémio recebido no Festival de Valladolid. "Parece que continua el romance del público asistente al TAC de Valladolid y Zanguango Teatro", declarou a própria companhia.

Pela segunda vez receberam um dos prémios mais importantes: o Prémio do Público do X FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO Y ARTES DE CALLE DE VALLADOLID 2009, com o espectáculo TOCATA Y FUGA (en fu renol)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Teatro romeno pela Garagem


O Teatro da Garagem tem em cena O ELEVADOR de GABRIEL PINTILEI, encenação de CARLOS J. PESSOA, até 11 de Junho.

Dando continuidade à parceria com o Instituto Cultural Romeno, e depois da tradução e encenação em Bucareste, de Ácido, de Carlos J. Pessoa e do Teatro da Garagem ter apresentado no Teatro Odeon, na capital romena, Teatro Clip, é a vez do Teatro da Garagem dar corpo e voz aos novos dramaturgos romenos, através da tradução e encenação de O Elevador, de Gabriel Pintilei.

Dois jovens, fechados num elevador de uma fábrica abandonada, são já, sem o saberem, os anjos-fantasmas dos amantes que aí se quiseram encontrar, para fazer amor pela primeira vez. No desespero de encontrar uma saída, encontram o corpo e os sentidos, sem quase se tocarem, alimentam a alma da fantasia do desejo, que prologa o inevitável, e sobrevivem à medida da duração da bateria do telemóvel sem rede nem esperança. O elevador é um túmulo onde outros amantes já se encontraram, mas é também a metáfora da possibilidade de ascensão e liberdade que o amor oferece aos afortunados que alguma vez se apaixonaram para sempre, face ao desespero irremediável de uma morte que desde o início nos assombra. Felizmente, não são poucos.

TEXTO Gabriel Pentilei
TRADUÇÃO DE ROMENO Anca Milu-Vaidesegan
ENCENAÇÃO E CONCEPÇÃO PLÁSTICA Carlos J. Pessoa
INTERPRETAÇÃO Joana Jorge e Manuel Moreira

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Último Acto adiado para hoje

Por motivos climatéricos, a organização do FITEI e o Cine-teatro Constantino Nery viram-se forçados a adiar para hoje, quinta-feira, dia 11, os espectáculos de rua incluídos no Último Acto.

Ao contrário das informações recolhidas, que previam uma significativa melhoria das condições climatéricas, continuaram a verificar-se ontem muitos aguaceiros e ventos fortes em Matosinhos.

Para garantir a segurança, o conforto e o bem-estar tanto do público como dos artistas, os espectáculos Voalá, Invasión Pirata e Ven vão realizar-se quinta-feira nos seguintes horários:

19h00 - Voalá, na Praia de Matosinhos junto ao Titã.
20h00 - Invasión Pirata, na Praia de Matosinhos junto ao Titã.
21h00 - Ven, em frente ao Cine-teatro Constantino Nery.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Último Acto



St. James Street Band

Este projecto liderado por Javier "GD Jazz" Pereiro, da Galiza, nasceu com o objectivo de apresentar o jazz típico dos anos 20 e 30 em espectáculos de rua. Dão-se assim a conhecer estilos como o dixieland ou second line. O reportório apresentado é composto tanto por temas frenéticos como melancólicos que recriam os "felizes anos 20" e os "tristes anos 30" dos Estados Unidos da América.

Oriunda da Galiza e composta por talentosos músicos, St. James Street Band já actuou nas ruas de inúmeras cidades: Pontevedra, Cangas, Nigrán, Lugo, Madrid, Corunha, Santiago de Compostela, entre outras. Colabora regularmente com a companhia de teatro Femme Fatale. Sob o nome de GDJAzz Street Band actuou nos festivais Pontejazz, Canjazz e Meaño Jazz.


Ven

Proposta coreográfica dos bailarinos Alexis Fernández (de Santiago de Cuba) e Caterina Varela (da Corunha) que já foi galardoada em vários festivais de dança contemporânea. Em forma de duo, os dois artistas desempenham movimentos extraordinários do ponto de vista técnico e de grande intensidade emocional. Ven consegue manter uma expectativa alta e uma tensão no espectador desde o primeiro até ao último movimento. Entremans é uma companhia com apenas quatro anos de existência mas que é já considerada uma das mais inovadoras no meio coreográfico espanhol.

Criada em 2005, na Corunha, a companhia Entremans foi fundada por Aléxis Fernández. Este bailarino cubano graduou-se pela Escola Nacional de Artes, em Havana. Fez parte de diferentes companhias de dança, como Danza Contemporánea de Cuba, Grupo Pulsar (Brasil), Danza Retazos (Cuba), Experimentadanza (Espanha) e o Centro Coreográfico Galego (Espanha). A Entremans recebeu o primeiro Prémio no 6º Festival Coreográfico Burgos-Nova Iorque e no Festival de Criação Coreográfica da Galiza, com a coreografia En la Cuenca de Tus Ojos, em 2006. Caterina Varela é espanhola, fez parte de várias companhias tais como Experimentadanza ou o Centro Coreográfico Galego (Espanha). É membro da companhia Entremans desde 2007. Actuou em vários festivais em diferentes países (Espanha, Portugal, Suécia, Bélgica, Cuba, Alemanha, Itália e Luxemburgo)

A Invasión Pirata

Espectáculo de animação de rua onde se misturam as artes circenses, as máscaras, a pirotecnia e muita percussão. As ruas de Matosinhos serão invadidas por um “aterrador” grupo de piratas com diversos recursos e surpresas. O público não fica de fora deste espectáculo, sendo mesmo convidado a participar nele. Este espectáculo, criado em Fevereiro de 2005 para as festas de Carnaval, já percorreu toda a Galiza e o Norte de Portugal.

A companhia Troula Animación foi fundada em Vigo e dedica-se a produzir espectáculos de animação de rua e espectáculos infantis e de variedades. A partir do universo da cultura popular, desenvolve peças onde o humor e o contacto com o público são uma constante. Já participou em festas populares um pouco por toda a Espanha, mas principalmente na Galiza, e em inúmeros festivais de animação de rua, entre eles o Festival de Animação de Rua de Valença do Minho, em Portugal.

Voalá!

Espectáculo experimental de dança que tem como cenário o céu. Voalá! conta a história de quatro executivos que levam uma vida rotineira e que um dia perdem o seu último comboio para casa. Isto é o mote para uma noite diferente e inesquecível. Concebido pela companhia com o mesmo nome, esta obra utiliza diversos recursos artísticos – o movimento, a imagem, o som e a música ao vivo. São estes que se transmitem o que as palavras não dizem. São estes que fazem a poesia. Os artistas utilizam técnicas diversificadas que juntam o teatro, o circo e a escalada.

A companhia Voalá é composta por artistas que trabalharam em diferentes grupos de arte cénica experimental, desde o circo à escalada, passando pela engenharia civil. Desde o início que a companhia quis integrar todas as disciplinas para criar espectáculos únicos. O director da companhia, Roberto Strada, trabalha desde 1994 nesta área, tendo dirigido grupos como o Antartete Kunst ou o Grupo Puja!.


Matosinhos, junto ao Cine Teato Constantino Nery, a partir das 20h30.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Bicho eres un bicho


Filipa Francisco estudou Dança, Teatro, Improvisação e Dramaturgia na Escola Superior de Dança, na Companhia de Dança Trisha Brown, no Lee Strasberg Institut, em Nova Iorque e com o dramaturgo André Lepecki. Trabalhou com os coreógrafos e encenadores Francisco Camacho, Vera Mantero, Silvia Real, Madalena Vitorino, Rui Nunes, Aldara Bizarro, Paula Castro, Bruno Cochat, Lúcia Sigalho e João Garcia Miguel. Fundou, com Bruno Cochat, a Companhia Torneira, com a qual criaram a peça Nu Meio apresentada desde 1996. Realiza um trabalho de Dança-Teatro e site-specific performance, tanto a nível de apresentação como da formação.

Idoia Zabaleta é bailarina oriunda do País Basco, formada em Dança e Biologia. Em 1990 fundou, em conjunto com Mariaje Ariznabarreta, a Associação de Dança e Linguagens Corporais. Colaborou com o laboratório de electroacústica KLEM. Em 2000, apresentou a peça La Puta Inocencia, nos Rencontres Chorégraphiques Internationales de Saint Denis. Em 2004 dirigiu Gau bakar e participou no projecto A Viagem, um encontro de criadores do Mediterrâneo. Dirige o Centro de Dança Muelle 3, em Bilbao, e ensina Dança na Universidade do País Basco.

Em forma de apresentação/performance/palestra, as coreógrafas Filipa Francisco e Idoia Zabaleta dão a conhecer o livro Bicho eres un bicho. Esta obra, que recolhe a correspondência trocada entre as duas coreógrafas durante o processo de criação da peça Dueto, foi editada no âmbito deste projecto que teve como base a reflexão sobre o acto criativo. Aqui, as vozes das artistas intercalam-se com vozes de pessoas cúmplices que foram convidadas a participar no livro.