sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Contrapontos visuais em Santarém


Inaugurou em Santarém, no passado dia 8, a exposição Contrapontos Visuais, selecção de dois fotógrafos sobre as últimas três edições do Fetival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica. Especializados em fotografia de cena, Susana Neves e Pedro Sottomayor, têm registado inúmeros espectáculos e são os fotógrafos oficiais do FITEI. Esta exposição foi criada no âmbito de um acordo com o Centro Português de Fotografia e foi inaugurada durante o FITEI 2009. Esteve depois patente em Ciudad Rodrigo, durante o festival de teatro daquela cidade de Castilla y Léon. O Teatro Sá da Bandeira, em Santarém, expõe agora Contrapontos Visuais, até 31 de Dezembro.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Prémios em Espanha


A companhia 'Pelmánec', da Catalunha, ganhou o Prémio do Melhor Espectáculo e o Prémio do Público no XII Certamen Nacional de Teatro 'Garnacha Rioja Haro 2009', pela obra “Don Juan. Memoria amarga de mí”.

Este espectáculo apresenta uma nova leitura do mito de Don Juan através de textos de Tirso, Zorrilla, Molière e Palau i Fabre. Miquel Gallardo com este trabalho obteve também o Prémio do Público no Festival de Teatro de Belo Horizonte, Brasil. Parte de um Don Juan na sua velhice, cuidado por um jovem frade a quem transmite muitas das suas reflexões sobre a vida. Uma encenação com marionetas manipuladas com grande elegância.

Para além deste prémio, o jurado outorgou uma menção especial à companhia Titzina pela representação da obra 'Éxitus'

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Temporada Alta com 50.265 espectadores


O Festival Temporada Alta-Festival de Tardor de Catalunya, que se realiza em Girona, consolidou-se como um dos grandes festivais de Espanha. Segundo a crítica, a edição deste ano foi a melhor das 18 realizadas até agora naquela cidade da Catalunha.

O seu director artístico, Salvador Sunyer, informou que Temporada Alta, que terminou no passado dia 11 de Dezembro, teve a participação de 50.265 espectadores, com uma taxa de ocupação média de 90,66%. O Festival Temporada Alta decorre durante mais de dois meses, entre 1 de Outubro e 11 de Dezembro. Apresentou 74 espectáculos, com 30 propostas internacionais e 30 estreias absolutas.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Uma visita inoportuna


A partir de 14 de Janeiro e até 7 de Fevereiro de 2010, com tradução Jorge Pereirinha Pires e com interpretação de André Gomes, Diogo Dória, João Farraia, José Martins, Laurinda Chiungue e Maria Frade, o Teatro Municipal de Almada apresenta "Uma visita inoportuna", de Copi.

Num ambiente improvável - o quarto de hospital onde Cirilo morre de Sida -, assiste-se a um desfile de personagens bizarras. É o aniversário de Cirilo e o seu amigo Humberto – velho dandy de uma elegância arcaica - resolve ir vê-lo, facto ampliado numa sequência felliniana de visitas exóticas: um jovem e tímido jornalista; uma diva operática italiana, engasgada com um osso de galinha; um lascivo professor de medicina e a sua amante; uma enfermeira drogada e histericamente assassina. O humor negro do dramaturgo e encenador argentino Copi - nasceu em 1939, morrendo de Sida em 1987 - conduz esta desvairada companhia a uma carnavalesca morte colectiva, dissimulando num final típico do Ultra-Romantismo a dor lancinante do fim inevitável.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Prémio para o Festival de Olite


A edição de 2009 do Festival de Teatro Clássico de Olite recebeu o PREMIO TARASCA concedido pela ADE, associação dos encenadores de Espanha.

Segundo comunicado da organização do festival, este prémio constitui o reconhecimento pelo grande êxito desta edição, onde se concretizaram novos projectos e novas linhas temáticas.

Em 2009 o festival realizou-se entre 17 de Julho e 1 de Agosto, em Olite, uma histórica cidade de Navarra. Tratou-se da décima edição.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O SOLO, de Clara Andermatt


O processo parte de um ponto central, a essência da personagem, o princípio onde tudo é novo e ainda por descobrir; um ser atirado para uma viagem. Ela encontra-se numa espiral de tempo fragmentado, à procura, num contínuo processo de crescimento e transformação. Através de obstáculos, confrontações, forças antagónicas de resistência e prazer, conflito e rendição, ela inicia um diálogo interior em busca de temperança e equilíbrio. E descobre a possibilidade de transformar a sua realidade, já que nunca está completa, à medida que evolui para o ciclo seguinte. - Alejandra Orozco

O SOLO, de Clara Andermatt
11 e 12 de Dezembro 2009, às 21h30
Grande Auditório Culturgest, Lisboa

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Banqueiro bilingue em cena no Trindade

O Banqueiro Anarquista’, está em cena no Teatro da Trindade, em Lisboa até dia 13 de Dezembro, projecto que nasceu de um sonho do actor e encenador Amândio Pinheiro, que em tempos de crise decidiu fazer um espectáculo que tivesse como temática o funcionamento da economia mundial. A surpresa chamou-se, depois, Fernando Pessoa e um texto originalmente escrito em 1922. O actor diz ter encontrado um texto visionário, onde o poeta antecipa o ‘crash’ de 29 e a queda do regime soviético. Depois de se deixar encantar pelo texto de Pessoa, Amândio Pinheiro decidiu pedir a Virginio Alberti – um brasileiro que vive em Itália há 20 anos – para encenar o espectáculo e desafiou uma actriz italiana, Laura Nardi, a acompanhá-lo em cena.

‘O Banqueiro Anarquista’, que fará uma curtíssima carreira no Trindade, em Lisboa, deverá posteriormente ser apresentado em Itália, resultado da colaboração de uma equipa internacional.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Novo texto de Gemma Rodríguez


No Teatro Helena Sá e Costa, o Visões Úteis estreia o espectáculo "O Anzol", no dia 11 de Dezembro de 2009, espectáculo que estará em cena até ao dia 13 de Dezembro.

Em "O Anzol" Gemma Rodríguez alia com mestria a amargura à comicidade, a fantasia poética à rude realidade, numa obra em que a tensão cresce minuto a minuto, em direcção a um desfecho que tem tanto de dramático como de banal. Nas palavras da própria autora, as três personagens "têm em comum as suas vidas fracassadas mas não perdem a esperança de apanhar o anzol da felicidade! Depois da produção de “Mal Vistos" em 2006, "O Anzol" é a segunda incursão do Visões úteis na obra da dramaturga catalã Gemma Rodríguez.

domingo, 6 de dezembro de 2009

This is not a fucking Happening


This is not a fucking Happening, de Alexandre Lyra Leite, estreou no Grande Auditório do Ateneu Artístico Vilafranquense. This is not a fucking Happening é uma comédia absurda sobre o frágil equilíbrio que sustenta o mundo "civilizado". E se de repente o sistema entrasse em colapso? Qual seria o nosso papel no teatro do caos?

Interpretação de Afonso de Melo, Linda Valadas e Ulla Janatuinen.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Otelo no Teatro do Bolhão


O Teatro do Bolhão tem em cena OTELO, de WILLIAM SHAKESPEARE, numa encenação de KUNIAKI IDA.

“As nossas viagens ainda são as de Ulisses, os nossos trabalhos ainda são os de Hércules” diz George Steiner afirmando que só o regresso às origens - aos clássicos e à sua força canónica, permite o novo e alimenta a nossa necessidade permanente de originalidade.
Com a produção de Otelo, de W. Shakespeare, a ACE/Teatro do Bolhão regressa a uma das suas linhas nucleares de programação: a revisitação dos textos e dos autores mais emblemáticos da dramaturgia universal. O ciclo que propomos não é, evidentemente, literário mas teatral; no entanto constrói-se a partir de clássicos, essas raras obras que permanecem no Tempo, que nunca são esgotáveis, que cada geração tem necessidade de re-olhar e de tentar a sua leitura sempre incompleta. Pois, ao contrário da obra vulgar, o clássico não se deixa domesticar pela descodificação - “ o clássico é a obra significativa que nos lê”, diz Steiner de novo.
Neste sentido uma encenação de Shakespeare constitui, provavelmente, o desafio de reinterpretação mais paradigmático que poderemos encontrar no universo teatral já que continuamos a procurar, há mais de quatrocentos anos, através de réplicas e releituras das suas obras, um conhecimento mais profundo de nós mesmos. Ficamos tentados a acreditar, como Peter Acroyd, que “Shakespeare ainda é o limite até ao qual conseguimos ver”.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Encontro Internacional sobre Políticas de Intercâmbio


A Cena Lusófona – Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral, organiza o Encontro Internacional sobre Políticas de Intercâmbio, em Coimbra, Teatro da Cerca de São Bernardo, entre 3 e 6 de Dezembro de 2009


O intercâmbio cultural entre os países de língua portuguesa tem sido objecto de várias resoluções oficiais, projectos de intervenção e iniciativas pontuais. Permanece, contudo, a sensação de que há muito por fazer na aproximação e no inter-conhecimento entre os agentes culturais dos diversos países e na capacidade de articular meios e vontades em nome deste interesse comum. Quando caminhamos para a celebração do 15º aniversário da CPLP (em 2011), e num momento em que vários dos oito palcos lusófonos (aos quais se junta, como parceiro privilegiado, a Galiza) estão a iniciar um novo ciclo político (Angola, Portugal, Guiné-Bissau e Moçambique), a Cena Lusófona promove um encontro entre responsáveis institucionais e agentes culturais, ciente do papel relevante que o teatro pode desempenhar também enquanto instrumento de promoção da língua portuguesa. Tal como a Cena Lusófona, várias outras estruturas e personalidades têm desenvolvido projectos nesta área ao longo dos últimos anos. Por razões várias, o diálogo regular entre elas (condição basilar para uma intervenção sustentada, capaz de produzir resultados duradouros) nem sempre tem sido possível. Por outro lado, subsiste um grande desconhecimento, por parte das instituições oficiais, do trabalho que tem sido feito no terreno, mesmo, por vezes, dentro dos próprios países de onde emanam os projectos. O objectivo deste encontro é contribuir para ultrapassar estes constrangimentos. Sem o carácter oficial das cimeiras de Estados, mas com a vantagem de juntar à mesma mesa responsáveis políticos, artistas e outros agentes com experiência no terreno, ele constitui uma oportunidade para que nos possamos ouvir mutuamente. A partir deste conhecimento reforçado, e num contexto de diálogo informal, acreditamos que é possível realizar uma verdadeira reunião de trabalho, centrada não nos grandes princípios e estratégias de actuação, mas nas possibilidades concretas de articulação que estão ao alcance de todos.
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in Apresentação do Encontro


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Quatro profissionais do teatro reuniram em livro reflexões sobre a sua experiência

«Quatro Ensaios à Boca de Cena», de Américo Rodrigues, Manuel Portela, Fernando Mora Ramos e José Luís Ferreira. Quatro testemunhos sobre o desenvolvimento das políticas culturais em Portugal. Com prefácio de José Gil. Edições Cotovia.

Quatro profissionais do teatro reuniram em livro reflexões sobre a sua experiência. Notícias de um descontentamento, notas a partir de um bloqueio cultural.

O que têm em comum um director de um teatro municipal do interior (falamos da Guarda); um ex-director de um teatro universitário, em Coimbra; o director artístico de uma companhia de teatro, nas Caldas da Rainha; e o director de um departamento de um teatro nacional, no Porto? Por outras palavras, o que têm em comum Américo Rodrigues, Manuel Portela, Fernando Mora Ramos e José Luís Ferreira?


O livro, agora apresentado ao público, tem uma informação desenvolvida no suplemento IPSILON, do jornal PÚBLICO.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Nova encenação de João Grosso


O TNDM II apresenta Vulcão, uma das últimas obras para teatro do dramaturgo, poeta e romancista Abel Neves. Autor de textos para teatro como Amadis, Anákis, Touro, Medusa, Amo-te, Atlântico, Amor-Perfeito – um disparate em três actos, A caminho do oeste, Madressilva, Provavelmente uma Pessoa ou, mais recentemente, Querido Che, pelo Teatro Mundial, Abel Neves tem seis romances publicados, alguns textos para televisão, conto, poesia e ensaios (Algures entre a resposta e a interrogação, 2002).

Submissa quanto pode, e deve ser, Valdete vive os seus dias nas garras de um monstro, o seu marido Samuel. Antes de casar, sonhou com ele um amor feliz, mas depois o nascimento de um filho cego revela a natureza bizarra do seu homem. Obcecado com a ideia do extermínio, de acabar com os fracos, Samuel recolhe todos os cães que encontra e atira-os à morte, construindo perto da casa um poço semelhante ao dos antigos fojos de lobo. Uma noite, entrega o seu pequeno filho à máfia do tráfico de órgãos e, muito provavelmente também, à morte.
Prisioneira na sua própria casa, algemada, Valdete resiste ao martírio, à violação e, sempre na esperança de poder saber onde está o seu querido filho, aceita continuar a vida junto do homem que odeia. Até que ele, alcoolizado, sofre um ataque...

Vulcão, com CUSTÓDIA GALLEGO, tem encenação de JOÃO GROSSO e está em cena até 20 de Dezembro.


domingo, 29 de novembro de 2009

SUPER8, da Voadora, residência em Portugal

VOADORA regressou a Portugal, ao Novo Ciclo Teatro ACERT, para realizar uma residência artística com o seu musical sobre a memória, SUPER8, projecto em co-produção com o Centro Dramático Galego.

Se os primeiros amores, os primeiros beijos existem só porque nós os recordamos, e se essa é a sua única existência, então todo o vivido vem a ser um romance em fase contínua de correcção, um relato permanentemente reescrito…
O mundo não existiria sem a memoria, na verdade é só o que existe. Também o futuro não existe, o presente pasa a ser memória no momento seguinte e um dos grandes achados deste século é o papel transcendental da memoria na configuração da nossa vida.
A marca que deixa no inconsciente uma experiencia individual sob a forma memória, instala-se nosso hardware. Por isso se diz que estamos programados para ser únicos, e as nossas opções são o resultado não só da genética, mas também das marcas deixadas pela nossa propria experiência individual. A memoria, portanto, não é só un gigantesco armazém, mas um prodigioso disco duro, que nos dá uma identidade e nos torna absolutamente únicos.
Em SUPER8 questiona-se o papel da memória e dos seus mecanismos na nossa identidade. Teatro, música ao vivo e dança unem-se, num espectáculo onde os intérpretes se confrontam com a obsessão de recordar e a importância de esquecer.
SUPER8 é a segunda parte da triología Lugares Comuns- fracasso-memóriaparaíso.
O projecto investiga os espaços, reais e imaginários que partilhamos e como esses pontos de encontro influenciam a busca de identidade do indivíduo contemporâneo.

Estreia 2 de Dezembro, 21:45 h.


sábado, 28 de novembro de 2009

Exercício do Mestrado em Teatro no Teatro Bruto


cratera as crianças com segredo, de Valter Hugo Mãe, de 9 de Dezembro de 2009 até 12 de Dezembro, no Teatro Bruto, Fundação Escultor José Rodrigues, Fábrica Social, Porto.

Encenação, Cenografia e Figurinos: Ana Luena. Exercício do Mestrado em Teatro / especialização em Encenação da Escola Superior de Teatro e Cinema.

A mulher, como belo sexo, suporta também a condenação de o ser, suscitando os mais extremos desejos do homem, por vezes ao limite das coisas, ao limite da morte. O mundo persiste falocrático e a mulher prossegue como adorada e menosprezada ao mesmo tempo.
cratera, as crianças com segredos, propõe uma maneira mais difícil de ver uma mulher. Propõe que ela seja vista através de um homem, um actor que, nada disfarçando-se, é beatriz, a irmã de um estranho miguel que, na ausência dos pais, toma as rédeas da família que resta. miguel diz à irmã que os homens sempre olham para as mulheres como se estas estivessem nuas, e beatriz pensa que melhor seria se fosse também um homem para poder sair livremente à rua, sem perigo. Mas o perigo, aqui, vem de quem se espera cuidado, vem dessa louca e complexa componente do amor, a posse, que, degenerando, facilmente chega ao grotesco e ao desumano.


Esta mulher, que somos obrigados a ver através do corpo de um homem e, por isso, nos custa despir, é uma manifestação simples do desespero de se ser aprisionado por um desejo desequilibrado. É uma mulher no mundo de um homem, como se a existência, em si mesma, fosse domínio dos homens e a eles apenas devesse prestar contas.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Damaturgia de Maria Adelaide Amaral em São Paulo


O Teatro Eva Herz recebe a primeira temporada da peça As Meninas, adaptação feita pela dramaturga Maria Adelaide Amaral a partir do romance homónimo de Lygia Fagundes Telles. Com direção de Yara Novaes, o espectáculo apresenta as actrizes convidadas Clarisse Abujamra (como Mãezinha) e Tuna Dwek (como Irmã Priscila), que contracenam com Clarissa Rockenbach (Lorena), Luciana Brites (Ana Clara), Silvia Lourenço (Lia) e Julio Machado (Max, Guga e M.N.).

"A obra de Lygia conta a história de três jovens que vivenciaram o drama da censura imposta pela ditadura militar no Brasil. Lorena lê Che Guevara e às vezes se desliga do real para a fantasia; Lia é uma garota subversiva, que tranca a matrícula na faculdade, pega a mochila e vai à luta pela causa da liberdade; e Ana Clara, a drogada Ana Turva, possui um segredo e fecha a gola do casaco para esconder o Coração de Jesus."

No Teatro Eva Herz, São Paulo até 13 de Dezembro.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Estreia da nova peça "Cerrado por Aburrimiento” de Ana Vallés com participação da portuguesa Sofia Sarmento


Ana Vallés e o Matarile Teatro estreiam nos próximos dias 27 e 28 de Novembro a nova peça "Cerrado por Aburrimiento”, no Teatro Colón Caixa Galicia de A Coruña. A peça conta com a participação da jovem portuguesa Sofia Sarmento, seleccionada após a realização do workshop “O Vício de Olhar – uma aproximação ao processo de criação cénica”, realizado entre os dias 20 de Maio a 3 de Junho de 2008, no âmbito do 31º FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, no Porto.

O workshop “O Vício de Olhar”, orientado por Ana Vallés, foidirigido a alunos das escolas de teatro do Porto - Balleteatro, ESAP e ACE – e contou com duas apresentações públicas no decorrer da 31ª edição do Festival.


Ana Vallés nasceu em Ferrol, na Galiza, em 1959. É autora, directora de teatro e actriz, recebeu diversos prémios de encenação e interpretação. É co-fundadora do Matarile Teatro, Teatro Galán e do Festival Internacional de Danza em Pé de Pedra, de Santiago de Compostela.


Mais informações em matarileteatro.com

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Estreia absoluta de Isabel Barros em Matosinhos


O Cine-Teatro Constantino Nery, Teatro Municipal, apresenta nos dias 26 e 27 de Novembro, em co-produção com o Ballet Teatro, a nova criação de Isabel Barros NA MINHA PAREDE ESCARLATE RETRATOS

Será um lugar de ficção onde a partir da ideia de auto-retrato se inscrevem imagens sucessivas que nunca se deixam fixar. Espécie de travelling pela paisagem memória. Num cenário branco, os "números" sucedem-se sem censura
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Intérpretes Carlos Silva, Jaime C. Soares e Sónia Cunha
Cenografia Isabel Barros e Helena Medeiros
Música Jonathan Saldanha
Figurinos Helena Medeiros
Desenho de Luz Alexandre Vieira

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O Avarento de Molière


Rogério de Carvalho encena pela primeira vez O AVARENTO, de Molière, a convite do Ensemble, no TeCA - Teatro Carlos Alberto, no Porto.

Na senda da revisitação cénica de clássicos da literatura dramática universal, o Ensemble recupera em boa hora este texto, numa altura em que o lamento “Deixo um legado de vergonha” do financeiro Bernard Madoff poderia ser partilhado por um Harpagão (nome cuja etimologia, não por acaso, remete para rapacidade) subitamente acometido pelo remorso. Mas a “actualidade” de Molière transcende em muito qualquer “actualidade” informativa. Com ele e com a sua galeria de personagens obsessivas, agarradas à loucura de dominar, angustiamo-nos e rimo-nos das permanências, das teimosias da História.

No TeCA, até 20 de Dezembro.

Interpretação de Jorge Pinto, Emília Silvestre, Clara Nogueira, Isabel Queirós, Pedro Galiza, Vânia Mendes, Miguel Eloy, António Parra, Júlio Maciel, Tiago Araújo e Ivo Luz Silva.

sábado, 21 de novembro de 2009

A Serpente, de Nelson Rodrigues


O espectáculo A Serpente, de Nelson Rodrigues, está em cena até 6 de Dezembro, no Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, Brasil, produção do Grupo Teatral Neelic (Núcleo de Experimentação da Linguagem Cênica), en cenada por Caco Coelho, que dirige pela primeira vez uma peça em Porto Alegre. Morando no mesmo apartamento com seus respectivos maridos, Lígia, sexualmente infeliz por depois de quase um ano de casada ainda ser virgem e Guida que empresta o seu marido Paulo para passar uma noite com ela. O triângulo amoroso está formado. A Serpente é um dos textos mais representados do dramaturgo Nelson Rodrigues.