quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Eu sou a minha própria mulher, de Doug Wright, na Seiva Trupe


EU SOU A MINHA PRÓPRIA MULHER, conta a verdadeira história de Charlotte Von Mahlsdorf que sobreviveu ao terror do nazismo, ao regime socialista e ainda depois da queda do Murro de Berlim tentou viver ou sobreviver no sistema capitalista, o que faz a sua biografia ser tão extraordinariamente cativante, porque na realidade ela era um homem, que viveu construindo um museu e estando sempre de uma forma íntegra, persistente e decidida, nunca se desviando da sua imperturbável e inamovível tendência e personalidade sexual.

EU SOU A MINHA PRÓPRIA MULHER, de Doug Wright está em cena no Teatro do Campo Alegre até 14 de Fevereiro.

Dois dos mais importantes nomes do panorama português de teatro, juntos neste projecto: JOÃO MOTA na direcção do espectáculo e JÚLIO CARDOSO na interpretação. Depois de alguns eventos e iniciativas promovidas por entidades e personalidades, as comemorações dos 50 anos de teatro de JÚLIO CARDOSO, terminam com a apresentação deste espectáculo.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Workshops no Porto


DRAMATURGIA TRIBAL dias 16, 17, 23 e 24 de Janeiro

Organizado pela Academia Contemporânea do Espectáculo / Teatro do Bolhão, o workshop DRAMATURGIA TRIBAL - WORKSHOP DE EXPLORAÇÃO DA IMAGINAÇÃO SIMBÓLICA com Jorge Palinhos, pretende explorar a escrita dramática através dos símbolos, dos ritos e dos mitos que regem invisivelmente a nossa vida. Com base em estudos mitológicos, antropológicos, semióticos e textuais, os participantes farão vários exercícios que lhes permitam mergulhar na sua mitologia pessoal e compreender quais as histórias que querem contar e o que é que as histórias significam para si.

Tem, como público-alvo, estudantes e profissionais de teatro e todos os interessados em escrita criativa e dramática.

Inscrições até dia 13 de Janeiro.


PRIMEIRO ENCONTRO de 16 a 23 de Janeiro

O workshop PRIMEIRO ENCONTRO "sessão de trabalho sobre performance, dramaturgia, dança, escrita e leitura", por Loup Abramovici e Teja Reba, é organizado pelo Teatro de Ferro. Tem como público-alvo pessoas interessadas nas artes performativas vindas de diversos horizontes - belas artes, teatro, dança, performance, público interessado pelo espectáculo ou pela exposição do corpo...

- será a dança uma pré- ou pós-experiência de linguagem?
- como é que a «linguagem» enquanto tal emerge?
- em que momento é que uma actividade se transforma numa ferramenta de produção de sentido?
- quando e como é que uma pessoa começa e acaba a sua «dança»?
- como é que o silêncio funciona como ferramenta sugestiva?
- como é que uma «dança» contém as danças que lá não estão?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Novo espectáculo no Trindade


TRAGÉDIA, um espectáculo de Ana Ribeiro, com Maria do Carmo, Mónica Calle, Rita Só, Teresa Sobral e Vítor D’Andrade, a partir de “As Troianas” de Eurípides, e outras memórias, em cena em Lisboa, de 7 a 31 de Janeiro de 2010, no Teatro da Trindade, sala estúdio.

Um concerto fragmentado em quadros teatrais. Um clássico fragmentado em quadros musicais.
Convocar para cena formas de fazer distintas, mesmo contrárias.
O que sobrevive após um combate? O que significa perder ou ganhar? O que fica? O que sobra na terra batida?
Há que não matar a memória.
Resta esta obstinação de não fugir e esta coragem diante do grande medo.
Resta o silêncio e a capacidade real de conseguir ouvir.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Auto dos Reis Magos


"Acontecimento teatral insólito", "uma estrela no firmamento", "pequena jóia cheia de maravilhas". Com estas frases se destacou a edição do ano passado do "Auto de los Reyes Magos", criado com o objectivo de transformá-lo num acontecimento anual no Teatro La Abadia, em Madrid.

Uma obra de 147 versos, jóia fundadora da literatura dramática espanhola, constitui o eixo deste espectáculo cerimonial, que se completa com outros textos e música da mesma época interpretada ao vivo (séculos XII e XIII).

Em cena no La Abadia, até 10 de Janeiro.

sábado, 2 de janeiro de 2010

O Escurial no Maus Hábitos


Um rei, vagueia solitário na sua própria loucura e diverte-se com ela. Num espaço muito próximo, a rainha agoniza no leito de morte, envenenada, assassinada no seu próprio palácio. Um monge prepara-se para as honras fúnebres, observando de perto a clepsidra do expirar de mais uma alma. Nos bastidores deste terror, um bobo, tratador de cães, obriga-se por dever, divertir o rei, nos jogos que este mesmo cria, para conforto do seu sadismo e crueldade.
Tudo se passa nos últimos momentos de vida da rainha.

Esta é a sinopse de "O Escurial, 92ª produção do Art'Imagem, que será reposta no espaço Maus Hábitos, no Porto de 6 a 8 de Janeiro e de 13 a 16 de do mesmo mês.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ópera "Jeremias Fisher" no CCB


CCB inicia 2010 com ópera "Jeremias Fisher", adaptação portuguesa da peça de teatro "Jérémy Fisher", que se estreou em 2007, em França, com texto de Mohamed Rouabhi, música de Isabelle Aboulker e direcção de Michel Dieuaide.

Jeremias, o filho de pescadores que se transforma em peixe, é o protagonista da ópera contemporânea "Jeremias Fisher", metáfora sobre o crescimento, que o Centro Cultural de Belém (CCB) estreia sexta-feira, em Lisboa.


No palco do pequeno auditório do CCB estarão 16 crianças do Coro Infantil da Companhia de Ópera do Castelo, o quarteto de cordas ArtZen e os intérpretes Luís Rodrigues, autor da adaptação, Armando Possante, Pedro Frias e Catarina Molder, que assina a direcção artística.

"Jeremias Fisher" conta a história de um menino, nascido numa família de pescadores, que, à medida que cresce, se vai transformando num peixe, até ao grande dia em que decide ir viver para o Oceano.

JEREMIAS FISHER - A HISTÓRIA DO MENINO PEIXE, no Centro Cultural de Belém, Pequeno Auditório, estreia dia 1 de Janeiro de 2010, às 19h; dias 2 e 3 também às 19h e dia 4 às 15h. Em Abril estará no Teatro Carlos Alberto, no Porto.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Início do ciclo Solos


O ciclo Solos programado pelo Teatro Nacional São João, com apresentação de 5 espectáculo no TeCA (até 7 de Fevereiro), inicia-se com Dois Homens, de José Maria Vieira Mendes, com encenação de Carlos Pimenta e interpretação de Ivo Alexandre.


Já completou dez anos, a primeira peça do dramaturgo que em Junho de 2007 aqui estreou o seu O Avarento ou A Última Festa (Teatro Praga/TNSJ). Colagem de excertos de contos, diários, cartas e romances inacabados de Kafka – o essencial descritor do indivíduo encerrado num mundo de burocracia e alienação –, Dois Homens lança-nos num vórtice de memórias autobiográficas e obsessões, como a culpa e o pesadelo da perseguição. Nova produção do monólogo nervoso que valeu a José Maria Vieira Mendes os Prémios Acarte (Fundação Calouste Gulbenkian) e Ribeiro da Fonte (Ministério da Cultura), esta criação encenada por Carlos Pimenta conta com a interpretação de um valoroso actor, Ivo Alexandre, que no TNSJ protagonizou O Café, de Goldoni, encenado por Giorgio Barberio Corsetti (2007), e integrou o elenco de vários espectáculos de Ricardo Pais e Nuno Carinhas. - in website TNSJ

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O Centro Dramático de Évora estreia O FIM


O Fim – História Dramática em dois quadros, de António Patrício (1878-1930), é um clássico da Literatura Portuguesa Dramática do séc. XX, publicado em 1909, um ano antes da queda da monarquia. Nesta obra fortemente marcada pelos movimentos estéticos do Simbolismo e do Expressionismo, o autor constrói a fábula teatral a partir de dados oriundos da conturbada situação histórica e política do país, no quadro da Europa de então, criando uma fascinante galeria de personagens, de onde se destaca a enlouquecida Rainha Velha, inspirada na rainha-avó Maria Pia, que perdeu a razão depois do regicídio de 1908, onde morreram o filho (o rei D. Carlos) e o neto (o príncipe Luís Filipe).Trata-se de um poderoso retrato poético das angústias e utopias do Portugal de há cem anos, escrito por um grande estilista da nossa língua, dez anos mais velho do que Fernando Pessoa, e cuja obra este muito admirava. O Fim é uma espécie de laboratório teatral no qual o dramaturgo António Patrício prenuncia não só a extinção do regime monárquico em Portugal, de que assinalamos agora o centenário, mas também toda uma atmosfera de tragédia colectiva que parece ser premonitória dos conflitos bélicos que devastaram o mundo ao longo do século passado. Revisitar O Fim permite-nos por isso viajar para um tempo que nos antecedeu e compreender melhor, graças às potencialidades de sentido que são próprias do teatro, os rumos colectivos que nos trouxeram até aos dias de hoje, do ponto de vista nacional e global.

O Fim tem estreia marcada para 7 de Janeiro, no Teatro Garcia de Resende, em Évora. Versão dramaturgica de Armando Nascimento Rosa e Victor Zambujo e interpretação de Álvaro Corte Real, Jorge Baião, Maria Marrafa, Rosário Gonzaga e Rui Nuno.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

"Pareja Abierta" volta a Sevilha


Depois da digressão em Espanha, o espectáculo "Pareja Abierta" de Producciones Imperdibles voltará ao Teatro Duque La Imperdible, em Sevilha, a partir de 15 de Janeiro.
Em "Pareja Abierta", as Producciones Imperdibles encenam uma sátira sobre a vida conjugal, da autoria de Dario Fo e Franca Rame. Escrita nos anos 80, é um texto ágil e divertido que toca o suposto "progressismo" da nossa sociedade, sobretudo quando se trata da igualdade da mulher na relação de casal, ou, olhando mais adiante, não só da mulher, mas de qualquer parelha.

"Pareja Abierta" é encenado por Jose Mª Roca e conta com interpretações de Belen Lario de Blas e Javier Castro.

domingo, 27 de dezembro de 2009

David Harrower encenado por Tiago Guedes


Tiago Guedes encena Blackbird, peça do dramaturgo David Harrower, um dos autores-revelação da escrita para teatro. A sua primeira peça, Knives in Hens, foi estreada em 1995 (numa encenação de Philip Howard) e rapidamente obteve sucesso nos mais importantes palcos europeus. Blackbird (2005) foi produzida para o Festival Internacional de Edimburgo, conhecendo outras apresentações um pouco por todo o país, em Londres e Kingston.


A estreia será no dia 14 de Janeiro, no Teatro Nacional D. MariaII, em Lisboa. Tradução e encenação TIAGO GUEDES, cenário e figurinos JOANA ROSA, desenho de luz NUNO MEIRA com MIGUEL GUILHERME, ISABEL ABREU, CONSTANÇA ROSADO, FILIPA REBELO e MARGARIDA LOPES.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Ecos da Inquisição


©Cláudia Ferreira

No Teatro Justiça Federal, no Rio de Janeiro, até 7 de Fevereiro, é apresentado o espectáculo Ecos da Inquisição, texto de Miriam Halfim e encenação Moacir Chaves.
A história dos que foram perseguidos pelo tribunal do Santo Ofício durante a Inquisição, entre os séculos XV e XIX, em três momentos importantes: a prisão de acusados por denúncias de sodomia e bigamia, as prisões e a condenação ao desterro do Padre António Vieira, e a prisão do dramaturgo português António José da Silva.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Boas Festas


O FITEI Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, a sua direcção e colaboradores, desejam Boas Festas e um Feliz 2010.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Espectáculo de Madalena Vitorino na Artemrede


Espectáculo de arte comunitária, com dança e música ao vivo, VALE tem coreografia e direcção artística de Madalena Victorino e música de Carlos Bica, sendo interpretado por 7 artistas oriundos da dança e do teatro e por 6 músicos locais.

Com o VALE, criado em residência em Alcanena, Montijo, Santarém e Sobral de Monte Agraço, a Artemrede pretende dar um novo sentido à programação e, verdadeiramente, ouvir a respiração dos lugares, captar o odor dos caminhos, saborear as cores da vida, tocar a memória dos espaços e cruzar outros olhares.

Em cada local o espectáculo será único, dada a presença de cerca de 30 participantes escolhidos entre a população.

A itinerância contempla espectáculos em:

Alcanena | sáb 09 Jan 10 | 21H30

Cine-Teatro São Pedro

Alcanena | dom 10 Jan 10 | 16H00

Cine-Teatro São Pedro

Sobral de Monte Agraço | sáb 16 Jan 10 | 21H30

Cine-Teatro do Sobral de Monte Agraço

Sobral de Monte Agraço | dom 17 Jan 10 | 16H00

Cine-Teatro do Sobral de Monte Agraço

Torres Vedras | sáb 23 Jan 10 | 21H30

Teatro-Cine de Torres Vedras

Torres Vedras | dom 24 Jan 10 | 16H00

Teatro-Cine de Torres Vedras

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Contrapontos visuais em Santarém


Inaugurou em Santarém, no passado dia 8, a exposição Contrapontos Visuais, selecção de dois fotógrafos sobre as últimas três edições do Fetival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica. Especializados em fotografia de cena, Susana Neves e Pedro Sottomayor, têm registado inúmeros espectáculos e são os fotógrafos oficiais do FITEI. Esta exposição foi criada no âmbito de um acordo com o Centro Português de Fotografia e foi inaugurada durante o FITEI 2009. Esteve depois patente em Ciudad Rodrigo, durante o festival de teatro daquela cidade de Castilla y Léon. O Teatro Sá da Bandeira, em Santarém, expõe agora Contrapontos Visuais, até 31 de Dezembro.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Prémios em Espanha


A companhia 'Pelmánec', da Catalunha, ganhou o Prémio do Melhor Espectáculo e o Prémio do Público no XII Certamen Nacional de Teatro 'Garnacha Rioja Haro 2009', pela obra “Don Juan. Memoria amarga de mí”.

Este espectáculo apresenta uma nova leitura do mito de Don Juan através de textos de Tirso, Zorrilla, Molière e Palau i Fabre. Miquel Gallardo com este trabalho obteve também o Prémio do Público no Festival de Teatro de Belo Horizonte, Brasil. Parte de um Don Juan na sua velhice, cuidado por um jovem frade a quem transmite muitas das suas reflexões sobre a vida. Uma encenação com marionetas manipuladas com grande elegância.

Para além deste prémio, o jurado outorgou uma menção especial à companhia Titzina pela representação da obra 'Éxitus'

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Temporada Alta com 50.265 espectadores


O Festival Temporada Alta-Festival de Tardor de Catalunya, que se realiza em Girona, consolidou-se como um dos grandes festivais de Espanha. Segundo a crítica, a edição deste ano foi a melhor das 18 realizadas até agora naquela cidade da Catalunha.

O seu director artístico, Salvador Sunyer, informou que Temporada Alta, que terminou no passado dia 11 de Dezembro, teve a participação de 50.265 espectadores, com uma taxa de ocupação média de 90,66%. O Festival Temporada Alta decorre durante mais de dois meses, entre 1 de Outubro e 11 de Dezembro. Apresentou 74 espectáculos, com 30 propostas internacionais e 30 estreias absolutas.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Uma visita inoportuna


A partir de 14 de Janeiro e até 7 de Fevereiro de 2010, com tradução Jorge Pereirinha Pires e com interpretação de André Gomes, Diogo Dória, João Farraia, José Martins, Laurinda Chiungue e Maria Frade, o Teatro Municipal de Almada apresenta "Uma visita inoportuna", de Copi.

Num ambiente improvável - o quarto de hospital onde Cirilo morre de Sida -, assiste-se a um desfile de personagens bizarras. É o aniversário de Cirilo e o seu amigo Humberto – velho dandy de uma elegância arcaica - resolve ir vê-lo, facto ampliado numa sequência felliniana de visitas exóticas: um jovem e tímido jornalista; uma diva operática italiana, engasgada com um osso de galinha; um lascivo professor de medicina e a sua amante; uma enfermeira drogada e histericamente assassina. O humor negro do dramaturgo e encenador argentino Copi - nasceu em 1939, morrendo de Sida em 1987 - conduz esta desvairada companhia a uma carnavalesca morte colectiva, dissimulando num final típico do Ultra-Romantismo a dor lancinante do fim inevitável.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Prémio para o Festival de Olite


A edição de 2009 do Festival de Teatro Clássico de Olite recebeu o PREMIO TARASCA concedido pela ADE, associação dos encenadores de Espanha.

Segundo comunicado da organização do festival, este prémio constitui o reconhecimento pelo grande êxito desta edição, onde se concretizaram novos projectos e novas linhas temáticas.

Em 2009 o festival realizou-se entre 17 de Julho e 1 de Agosto, em Olite, uma histórica cidade de Navarra. Tratou-se da décima edição.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O SOLO, de Clara Andermatt


O processo parte de um ponto central, a essência da personagem, o princípio onde tudo é novo e ainda por descobrir; um ser atirado para uma viagem. Ela encontra-se numa espiral de tempo fragmentado, à procura, num contínuo processo de crescimento e transformação. Através de obstáculos, confrontações, forças antagónicas de resistência e prazer, conflito e rendição, ela inicia um diálogo interior em busca de temperança e equilíbrio. E descobre a possibilidade de transformar a sua realidade, já que nunca está completa, à medida que evolui para o ciclo seguinte. - Alejandra Orozco

O SOLO, de Clara Andermatt
11 e 12 de Dezembro 2009, às 21h30
Grande Auditório Culturgest, Lisboa

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Banqueiro bilingue em cena no Trindade

O Banqueiro Anarquista’, está em cena no Teatro da Trindade, em Lisboa até dia 13 de Dezembro, projecto que nasceu de um sonho do actor e encenador Amândio Pinheiro, que em tempos de crise decidiu fazer um espectáculo que tivesse como temática o funcionamento da economia mundial. A surpresa chamou-se, depois, Fernando Pessoa e um texto originalmente escrito em 1922. O actor diz ter encontrado um texto visionário, onde o poeta antecipa o ‘crash’ de 29 e a queda do regime soviético. Depois de se deixar encantar pelo texto de Pessoa, Amândio Pinheiro decidiu pedir a Virginio Alberti – um brasileiro que vive em Itália há 20 anos – para encenar o espectáculo e desafiou uma actriz italiana, Laura Nardi, a acompanhá-lo em cena.

‘O Banqueiro Anarquista’, que fará uma curtíssima carreira no Trindade, em Lisboa, deverá posteriormente ser apresentado em Itália, resultado da colaboração de uma equipa internacional.