domingo, 31 de janeiro de 2010

Atalaya aborda Shakespeare


Ricardo III, de William Shakespeare estreia no dia 28 de Abril no Teatro Lope de Vega, em Sevilha. Nova criação de Atalaya – estiveram no FITEI 2009 com Ariadna - constitui a primeira aproximação da companhia a Shakespeare depois de fechar a Trilogia das Heroínas da Tragédia - Elektra, Medea e Ariadna - e ter levado à cena em outras ocasiões Lorca, Heiner Müller, Vale-Inclán, Bertolt Brecht e Maiakovski.

As vinte personagens são encarnados por nove actores de quatro gerações de Atalaya, desde Carmen Gallardo – co-fundadora do grupo, que regressa à equipa – a Nazario Díaz, que integra o elenco, procedente da última acção de formação da companhia.

Em Sevilha de 29 de Abril a 9 de Maio

sábado, 30 de janeiro de 2010

Animação no Museu da Marioneta


Numa parceria do Museu da Marioneta e da Monstra - Festival de Animação de Lisboa, inaugura dia 11 de Fevereiro a exposição "Desassossego".

Viagem aos bastidores do cinema de animação a partir das personagens da primeira curta de animação de volumes de Lorenzo Degl'Innocenti "Desassossego". O filme de 20 minutos, uma produção da Sardinha em Lata e da IB Cinema, conta-nos a história de Ivan, um frustrado empregado de charcutaria preso à tradição familiar que sonha desesperadamente em abrir uma loja onde possa vender e desenhar os seus próprios móveis. À medida que o tempo passa, Ivan começa a desenhar móveis, mas a clientela frequente da chacutaria não lhe permite levar avante os seus desenhos. Quanto mais tenta, mais frustrado se sente, ao ponto de involuntariamente começar a projectar a sua insatisfação nos clientes que, um dia, se transformam eles mesmos em objecto de design.

O Museu da Marioneta expõe, assim, a caricata história de Ivan permitindo ao público conhecer os bastidores da curta de animação. Cenários, desenhos, marionetas, materiais de película e muitos adereços permitem entender o trabalho que está por trás de uma obra de animação.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ana Mira e Margarida Bettencourt no Maria Matos


Duas coreógrafas, dois solos. Ana Mira e Margarida Bettencourt participaram no Solo Performance Commissioning Project de Deborah Hay. Neste projecto aprenderam um solo da coreógrafa e foram desafiadas a apropriarem-se da obra de maneira livre e pessoal. Com a colaboração de João Tabarra e Francisco Tropa apresentam, de 31 Janeiro a 2 Fevereiro, no Teatro Maria Matos, em Lisboa, as suas adaptações de At Once.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Jornadas sobre a dramaturgia do Século XXI


As primeiras jornadas do Projecto Alcover abordarão o tema “A dramaturgia do Século XXI".

Estas jornadas realizar-se-ão na Universidade de Alicante nos dias 4 e 5 de Fevereiro e pretendem ser um “foro de encontro, análise e avaliação das artes cénicas e, em especial do teatro, oriundo da Catalunha, Valência, Andorra e Ilhas Baleares”.

O Projecto Alcover é uma iniciativa que tem a participação da FiraTàrrega, da Mostra de Teatro d’Alcoi e da Feira de Teatro de Manacor.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Candidaturas abertas para Festival na Argentina


Abriu o período de candidatura para companhias de teatro de todo o mundo tendo em vista a participação no VI Festival Iberoamericano CUMBRE DE LAS AMERICAS 2006, de 1 de Fevereiro até 30 de Abril de 2010.

O festival realiza-se em Mar del Plata, Buenos Aires, Argentina de 3 a 12 de Dezembro de 2010, com o objectivo de estimular, promover, intercambiar e difundir os trabalhos dos criadores vinculados a este âmbito da expressão artística.

O festival, de carácter competitivo, é dirigido por HUGO KOGAN.

Mais informações podem ser solicitadas para: hugokogan@yahoo.com.ar

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Peça de Guillermo Heras ganha prémio em Atenas

A peça “Rottweiler”, de Guillermo Heras, que esteve cerca de um ano em cena em Atenas, com direcção de Dimitra Jatupi, acaba de receber três prémios ATHINORAMA, numa votação anual para distinguir os diferentes espectáculos que se exibem na capital grega.

A companhia dirigida por Jatupi, comRottweiler”, recebeu durante uma cerimónia realizada no Palácio da Música de Atenas, os prémios correspondentes à melhor encenação, produção e música.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Debate internacional sobre públicos

Nos próximos dias 10, 11 e 12 de Fevereiro de 2010, Bilbao acolherá a quarta edição do Escenium, Foro Internacional de las Artes Escénicas, que nesta edição tem como objectivo definir colectivamente um marco geral de actuação do sector para a criação e crescimento dos públicos.

Neste encontro participam diversos profissionais do sector, como Lucina Jiménez (México), Mary Ann DeVlieg e Pilar Granados (Bélgica), François Colbert (Canadá) e Alberto Fernández e Roger Tomlinson (Reino Unido).

domingo, 24 de janeiro de 2010

Escrita Falante


A dramaturgia portuguesa vocacionada para as crianças e os jovens tem conhecido em Portugal, além do texto clássico para teatro, uma rica e inovadora dramaturgia que constrói objectos artísticos a partir de contos, imagens, pesquisas antropológicas, poesias e outras fontes de inspiração. Uma dramaturgia que procura uma comunicação com o seu público liberta de qualquer vínculo com o texto em diálogos e estruturas formais que conhecemos como textos teatrais.

A Quinta Parede tem criado seus próprios “textos” num trabalho de invenção teatral ainda não reconhecida. São estes textos que querem dar a conhecer, através de imagens, sugestões, fragmentos de espectáculos, neste projecto com a Livraria Papa-Livros, chamado de Escrita Falante porque o teatro
além de um texto é este tecido artesanal de formas artísticas que se confrontam e se completam.

CENAS TEATRAIS E MUSICAIS TODOS OS SÁBADOS DE FEVEREIRO ÀS 16 HORAS
“Ou isto ou aquilo”, “Adamubies - música cénica” , “Cordel - histórias de uma
escrita falante” e “Acende a noite”.

ACTORES E MÚSICOS - Ana Rangel, Marta Silva, Marcelo Lafontana, Miguel Rimbaud, Tilike Coelho e José Caldas

APRESENTAÇÃO DA QUINTA PAREDE - Mário Moutinho

MONTAGEM DA EXPOSIÇÃO - Artur Rangel

sábado, 23 de janeiro de 2010

Carla Maciel e Miguel Wiborg interpretam texto de Marguerite Duras


Um casal recentemente separado encontra-se de novo para assinar os papéis de divórcio. Têm que passar a noite num hotel de província, que é também o hotel onde passaram os primeiros tempos de casados enquanto esperavam pela construção da sua casa. Passam a noite a analisar o momento em que a paixão se transformou em dor e sofrimento. Porque é que o amor não resistiu à vida de casados?

LA MUSICA | DOIS ACTORES E UM PIANO
Texto de Marguerite Duras, tradução de MARIA VELHO DA COSTA, com CARLA MACIEL E MANUEL WIBORG.
Encenação de SOLVEIG NORDLUND

Em cena no CCB - Centro Cultural de Belém

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Amor integrado no Ciclo Solos


Demencial, incontrolável, controverso, grosseiro, electrizante: todos os adjectivos se têm aplicado a Amor, livro de André Sant’Anna, escritor brasileiro que tem também feito carreira na publicidade, cinema e televisão. Escrito pela voz de um homem, é narrado no masculino, mas ao encenador Marcos Barbosa interessou também aí subverter. E chamou Flávia Gusmão para o papel. Com a sua guitarra, a actriz debita, em sotaque abrasileirado, um texto que aqui se tornou teatral. O próprio autor notou: “Uma coisa é certa: Amor é bem melhor quando falado, quando lido em voz alta”. Não escapam à sua crítica aguda a academia, as igrejas, os media, a sociedade, os cientistas – todos hipócritas, todos culpados, todos sujos de sangue.

Agora no Porto, o espectáculo que o Festival ao Largo tentou censurar, integrado no Ciclo Solos, no TeCA, até 24 de Janeiro.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Camino Real de Tennessee Williams


Camino Real, de Tennessee Williams, pelo TEATRO DA GARAGEM, numa encenação de Carlos J. Pessoa, está em cena no Teatro Taborda, em Lisboa, a partir de 20 Janeiro.


Em Camino Real, Williams, que escreveu sob o pseudónimo de Tennessee, e cujo percurso de vida, de operário, a estudante universitário e escritor, marcou profundamente a sua obra, situa a acção num lugar irreal, um mundo novo, obscuro, corrupto e violento. As personagens escolhidas são figuras da história, do cinema e da literatura e movem-se, como fantasmas, num ambiente quente e opressor, repleto de violência, sadismo e paixão. Em 1953 e ainda antes da estreia na Broadway, Tennessee Williams referia-se a Camino Real como sendo a peça que escrevera cuja mundividência mais se parecia com a «construção de um outro mundo, uma existência à parte». De facto, o ambiente comum de Camino Real é o do sonho. Em Camino Real, porto vago de um lugar ainda mais impreciso, as personagens entram, vindas não se sabe bem de onde, e partem para destinos imprevistos ou mundos de sonho, para a Terra Incógnita, mas também para Atenas, ou então não partem e existem enquanto fantasmas entre dois hotéis. Enquanto não partem e passeiam pela plaza, descobrem que afinal o tempo não é misericordioso e que os sonhos da juventude são antecâmaras de caminhos a tomar e do desfalecimento das utopias. A elegia passa em cortejo em Camino Real.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Texto de David Greig nos Artistas Unidos


A nova produção Artistas Unidos, CANTIGAS DE UMA NOITE DE VERÃO de David Greig, com encenação de Franzisca Aarflot, tradução de Pedro Marques e interpretação de Andreia Bento e Pedro Carraca, estreia no Teatro da Trindade no dia 11 de Fevereiro de 2010.

Quatro dias de amor, desencontros e encontros. Em pleno verão, em Edimburgo. Está a chover e há este homem e esta mulher.

David Greig é um autor escocês particularmente prolífico. CANTIGAS DE UMA NOITE DE VERÃO é uma das suas ultimas peças, uma balada. Um trabalho íntimo, no coração do amor. Ou não é da solidão?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Décima edição do Escena Contemporánea de Madrid


O Festival Escena Contemporánea inicia a décima edição em 19 de Janeiro e prolonga-se até 15 de Fevereiro, com mais de 80 actuações. Serão 23 companhias de teatro experimental, teatro de rua, dança, performance e arte sonora.

O Escena Contemporánea centra a sua programação em propostas cénicas mais arriscadas, no teatro não convencional, nas novas dramaturgias e nas peças multidisciplinares, com o intuito de consolidar-se como reflexo da criação contemporânea.


Informações e programa AQUI

domingo, 17 de janeiro de 2010

Com o Bebé Somos Sete no Clube Estefânea


COM O BEBÉ SOMOS SETE, de Paula Vogel, começa com três crianças e um adulto, Peter, a discutir como os bebés são feitos. Percebemos mais tarde que as crianças são duas mulheres Ruth e Anna, o casal da casa. Anna está grávida de Peter e os três vivem juntos. COM O BEBÉ SOMOS SETE é uma comédia profunda e inteligente, uma fábula para três actores muito versáteis que equaciona os novos conceitos de família e questiona os limites da idade adulta. Este espectáculo é a primeira produção que a Escola de Mulheres vai estrear no Clube Estefânia, espaço que programa actualmente.

COM O BEBÉ SOMOS SETE
Autoria: PAULA VOGEL
Tradução: AMADEU NEVES
Encenação: MARTA LAPA
Música Original: JOÃO LUCAS
Cenografia e Figurinos: ANA LUENA
Desenho de Luz: INÊS POMBO
Interpretação: CRISTINA CARVALHAL, MARGARIDA GONÇALVES e SÉRGIO PRAIA

CLUBE ESTEFÂNIA
R. Alexandre Braga, nº 24 A
1150-004 Lisboa

sábado, 16 de janeiro de 2010

Comédia de Dario Fo no Trindade


Com encenação de Maria Emília Correia e tradução de José Colaço Barreiros, o Teatro da Trindade, em Lisboa, apresenta uma irresistível comédia, da autoria de Dario Fo, que não podia ser mais actual, na qual duas mulheres, uma desempregada e a outra com um emprego precário num “call center” tentam “dar a volta” à especulação nos preços dos bens alimentares, por métodos não muito transparentes. Envolvidas em cenas de grande comicidade enganam a polícia e os próprios maridos, também eles em dificuldades laborais.

Não se ganha, Não se Paga!, de Dario Fo, com Cristina Cavalinhos, Horácio Manuel, Lucinda Loureiro, Luís Gaspar, Rogério Vieira e os músicos Iryna Brazhnik e Ricardo Torres, tem música Original Tiago Derriça e cenografia de Rui Francisco. Estreia prevista para 28 de Janeiro.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Formação no Contagiarte


De 25 a 29 de Janeiro, no Centro de Formação Cultural/Contagiarte, no Porto, realiza-se o 1º estágio - Preparação à máscara, com Filipe Crawford.

Introdução à técnica da máscara e exercícios de preparação à arte da representação.

Trabalho do corpo e do movimento. O olhar, o gesto e a presença cénica. Trabalhos dos coros, da tragédia grega. Introdução à técnica da improvisação. Estágio de iniciação, ideal para quem não tem conhecimentos de trabalho teatral.

Inscrições até dia 17 de Janeiro.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Para público mais novo


Vice-Versa, está de 18 a 24 de Janeiro, no Teatro Maria Matos, com direcção, coreografia e cenografia de Victor Hugo Pontes.

Quanto tempo falta para ser grande? Se ficar com um dedo preso debaixo do pé durante 5 minutos isso é muito tempo? O que acontece se os ponteiros do relógio pararem? Uma história sem pés nem cabeça, ou com dois braços, vários dedos, joelhos, pernas e um nariz, num processo que vai acompanhando o desenvolvimento do conceito de tempo e o crescimento durante a infância. O ponto de partida é a concepção muito especial que as crianças têm do tempo e que será explorada a partir do modo como elas tomam consciência do próprio corpo.

As próximas actuações serão:

4, 5 e 6 de Fevereiro 2010_Centro Cultural Vila Flor, Guimarães

3, 4, 5 e 6 de Março 2010_Teatro Viriato, Viseu

17 de Março 2010_Teatro Municipal da Guarda

6, 7, 8 e 9 de Maio 2010_Teatro Campo Alegre, Porto

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Encenação Luis Miguel Cintra no Teatro S. Luiz


A peça "A Cidade"assinala o início teatral de 2010 no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa. Numa parceria com o Teatro da Cornucópia, lança-se um olhar atento sobre a forma como se vive no espaço urbano. Com muito humor e uma visão crítica à mistura.

"A Cidade", adaptação e colagem de textos e encenação Luis Miguel Cintra, é baseada em textos de Aristófanes, fazendo-se o paralelo entre o teatro grego, a sua relação com a democracia e o conceito de que "nada é intocável". A vida na cidade está cheia de motivos para crítica, sátira e humor.

Interpretação: Bruno Nogueira, Carolina Villaverde Rosado, Dinarte Branco, Dinis Gomes, Duarte Guimarães, Gonçalo Waddington, José Manuel Mendes, Luísa Cruz, Luís Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Márcia Breia, Maria Rueff, Marina Albuquerque, Nuno Lopes, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Rita Loureiro, Sofia Marques, Teresa Madruga

domingo, 10 de janeiro de 2010

As actas escuras no Centro Dramático Galego


Com As actas escuras o Centro Dramático Galego abrirá a nova temporada de produção de 2010, uma encenação de Xúlio Lago. O espectáculo será estreado em 15 de Janeiro no Salón Teatro de Santiago de Compostela, onde permanecerá até 7 de Fevereiro para continuar depois numa digressão que se prolongará até meados de Abril.

As actas escuras é um apaixonante drama, uma investigação de historiadores e teólogos —debaixo da sombra da autoridade eclesiástica— sobre o mistério dos restos do Apóstolo. O que é o que se oculta lá dentro, debaixo dessa bela arquitectura, se é que há algo? Os rios de peregrinos de todo o mundo pelo caminho de Santiago, ao longo de tantos séculos, aonde foram, aonde vão hoje? O que apodrece aí debaixo? O corpo de Prisciliano? Haverá algo mais?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O Ano do Pensamento Mágico


A morte de John Gregory Dunne foi para Joan Didion, sua mulher, um acontecimento transformador: a perda revelou-se-lhe de forma avassaladora, fazendo-a questionar até a mais funda das suas certezas. Ambos escritores, norte-americanos, casados há 40 anos, a relação era para Joan indissociável da sua identidade. A forma como reagiu à tragédia (ao falecimento do marido seguiu-se o da filha) deu origem a O Ano do Pensamento Mágico, narrativa escrita para exorcizar a dor e a autocomiseração, para fazer o luto, recuperar os mortos e, finalmente, deixá-los partir. Premiado com o National Book Award e adaptado ao teatro pela própria autora, o monólogo é agora plenamente assumido pela diva maior do teatro português – Eunice Muñoz –, que, num exercício de contenção, sobriedade e lucidez, dá corpo a uma dor violenta e íntima. Apresentado no âmbito do programa de intercâmbio dos dois teatros nacionais, enquanto Breve Sumário da História de Deus ocupa o palco do TNDM II, O Ano do Pensamento Mágico é a primeira encenação de Diogo Infante enquanto Director Artístico do Nacional de Lisboa. - in website TNSJ

Até 30 de Janeiro, no Teatro Nacional São João, Porto.