domingo, 28 de fevereiro de 2010

Coreografia de Christine Cloux em Valência


Bellas durmientes, coreografia de Christine Cloux, em cena de 5 a 7 de Março na SALA ZIRCÓ, Valencia, evoca as emoções da infância dos contos de fadas escondidas nos sentimentos da mulher adulta. É uma viagem sensível do mundo onírico ao real. Duas bailarinas com uma larga carreira internacional, duas mulheres que encarnam duas etapas da nossa vida, apresentam uma obra com forte conteúdo emocional e uma coreografia que afirma o seu gosto pela dança.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Teatro de Bonecos em Belo Horizonte / Brasil


Encontram-se abertas até o dia 20 de Março as inscrições para o 11º Festival Internacional de Teatro de Bonecos que acontecerá em Belo Horizonte entre 11 e 20 de Junho de 2010.

O evento reúne companhias de teatro de formas animadas brasileiras e internacionais em espectáculos de palco e rua, oficinas, exposição e palestras.

A ficha de inscrição encontra-se disponível para download no site www.festivaldebonecos.com.br

Dúvidas podem ser esclarecidas através do telefone 55(31) 3411-2103 ou pelo e-mail informacao@festivaldebonecos.com.br

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A actriz Custódia Gallego de novo no Porto


Partindo de uma proposta da actriz Custódia Gallego, Abel Neves criou um poderoso texto teatral que o encenador João Grosso converteu num mergulho pelo interior do universo da violência doméstica, da demência e da “cumplicidade” das vítimas. A perturbante actualidade de Vulcão é hoje amplificada pela profusão de histórias de mulheres que surgem subitamente aos olhos do mundo saídas de uma vida escondida, sórdida e doentia, vivida num alçapão para onde foram arrastadas quando crianças.

VULCÃO
Até 7 de Março
Teatro do Bolhão, Porto

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Festival de Máscaras e Comediantes


Dirigido por Filipe Crawford, o Festival Internacional de Máscaras e Comediantes terá este ano de 2010 a sua VIII edição, passando a ser bienal. Questões orçamentais e de alteração de formato levaram a esta decisão. O Festival continuará a ser a referência do teatro de máscaras em Portugal e também do que se faz no estrangeiro. A utilização do Castelo de São Jorge na última semana do mês de Agosto como espaço de referência do Festival é uma aposta que se pretende agora mais abrangente, com a permanente animação deste espaço com espectáculos em período diurno gratuitos para os visitantes do Castelo.

A ideia matriz do Festival deste ano é um encontro de companhias que desenvolvam paralelamente um projecto de formação na área da máscara. Para além da companhia residente prevê-se a presença de duas companhias estrangeiras. O Festival poderá eventualmente apresentar também espectáculos únicos de companhias que não se integrem neste projecto, nacionais ou estrangeiras.

O período de recepção das propostas é até 31 de Março, sendo a selecção das propostas integrantes do Festival apresentada até 30 de Abril.

Informações, podem ser solicitadas para
FC Produções Teatrais | TEATRO CASA DA COMÉDIA
Rua São Francisco de Borja, 22 - 1200-843 Lisboa
Tel.: 21 395 94 17/8 Fax: 21 395 94 19 Produção: 969826535
info@filipecrawford.com

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O universo de Tom Waits pelo Teatro Universitário do Porto


O Teatro Universitário do Porto está apresentar o espectáculo "ALAN" baseado na obra de Tom Waits.

Estará em cena até o próximo Domingo (28 de Fevereiro), na Fundação José Rodrigues no espaço do Teatro Bruto.

Na Quarta - Feira (17 de Fevereiro) haverá uma tertúlia com a equipa do espectáculo às 23h55 no Pinguim Café.

Um espectáculo para quem se quer divertir e principalmente para fãs de Tom Waits.

Um homem de chapéu escreve. Um outro observa. A puta dança pela sala fazendo soar o seu corpo contra os objectos. Um isqueiro que não funciona. As pernas da mulher alta movem-se muito lentamente. Os sapatos são vermelhos. Ela está em cima da mesa. Ele olha-a sorrindo. Ela despe-se e chora. Um homem toma conta de outro homem. O rapaz não consegue olhar em frente. Dois cães ladram e acasalam. Três pessoas paradas, quase imóveis. Outras três, muito bêbedas, procuram acertar o passo. Uma voz dentro de um copo vazio. Alguém ameaça matar-se. Alguém acaba por morrer. Alguém morto deambula pelos lugares. Alguém vivo espera como se estivesse morto. As canções de embalar ao ouvido do atormentado. Ela sabe bem o que quer. Ele não consegue dizer o que sente. Os objectos, os vestidos, os cigarros e o vinho. A cadeira vazia. A boca sem voz. Os pequenos passos descalços. O som das moedas no chão. As memórias que se encontram nos bolsos. O inferno por cima. Deus por baixo.

O universo de Tom Waits – as suas músicas, as suas palavras e, acima de tudo, as suas personagens – é o ponto de partida para o espectáculo que o TUP agora leva a cena. Alimentados pelo génio inconfundível de Waits, vertemos as nossas próprias histórias na construção de um trabalho que, não sendo um tributo ao músico, é uma visão dos seus fantasmas, dos locais que habitam e das suas emoções.

Encenação e dramaturgia de António Júlio, figurinos de Rute Moreda e interpretação: Anabela Sousa, Daniel Viana, Emanuel Santos, Inês Gregório, Miguel Lemos, Nuno Matos, Teresa Queirós, António Júlio e Tom Waits.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Comédias do Minho abordam Tchekov


As Comédias do Minho estreiam a sua nova produção Homens Perfeitos, a partir das farsas em um acto de Anton Tchekov, com encenação de Raquel Silva.


Um velho recorda quem foi e procura compreender o porquê da sua solidão. Um pretendente teimoso que não consegue pedir em casamento a mulher que deseja. Um homem e uma mulher profundamente desiludidos com o sexo oposto descobrem, às próprias custas, que os opostos se atraem. Gente para quem a aparência é fundamental, à volta com situações que podem ser mal interpretadas.
Gente como nós que, por entre os próprios defeitos, tenta ser feliz.
Homens Perfeitos
24 a 28 de Fevereiro

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Medalha de Mérito Distrital para Júlio Cardoso


No âmbito dos 50 anos de Teatro do actor e encenador Júlio Cardoso, a Governadora Civil do Porto atribui-lhe a Medalha de Mérito Distrital em sessão pública que terá lugar hoje, dia 22, pelas 18 horas, no Salão Nobre do Governo Civil.

A cerimónia prevê uma intervenção da Governadora Civil, um recital de poesia por dois fundadores da Seiva Trupe - António Reis e Estrela Novais -, a actuação do quarteto de cordas da ESMAE, o elogio do homenageado pelo juiz conselheiro Flávio Ferreira e uma intervenção do homenageado. A Ministra da Cultura confirmou a sua presença e encerrará a cerimónia.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

PRÍNCIPE DE HOMBURGO no CCB


Desde a sua estreia, no Vienna Burgtheater em 1921, que a peça concluída por Kleist em 1811 não parou de provocar públicos e entusiasmar críticos, sempre envolta em polémica.
A peça PRÍNCIPE DE HOMBURGO estreia agora no Pequeno Auditório do CCB (Sala Eduardo Prado Coelho) no dia 25 de Fevereiro -com outras récitas em 26 e 27 de Fevereiro, pelas 21h00 e 28 de Fevereiro, às 16h00. Também dias 1, 3 e 4 de Março, às 21h00.

Frederico Artur, príncipe de Homburgo, sonha com a glória. Passeia, sonâmbulo, até ao jardim do palácio, na véspera da batalha de Fehrbellin. Ainda dormindo, coloca na própria cabeça uma coroa de louros e assim o encontram o Eleitor do Brandeburgo e respectiva Corte. Troçando, o Eleitor impõe-lhe a coroa. Desta aparentemente inócua brincadeira irá fluir este drama de inesperadas consequências.

Assim nasce o enredo desta que foi a última peça de Heinrich von Kleist, escrita poucos meses antes da sua morte. Escrita numa Prússia ocupada pelo exército napoleónico, foi o próprio Kleist a considerá-la um “drama patriótico”, embora o seu protagonista imaturo, cobarde e desajeitado não devolvesse à pátria uma imagem propriamente lisonjeira de si própria.


Texto HEINRICH VON KLEIST
Tradução, Dramaturgia LUÍSA COSTA GOMES
Encenação de LUÍSA COSTA GOMES com ANTÓNIO PIRES

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A Feira de Teatro de Castllia La Mancha muda de cidade


Está anunciada a realização da 14ª edição da Feria de Teatro de Castilla-La Mancha. Este ano a primeira novidade tem a ver com a troca do local de realização, que passa a ser na cidade de Albacete – as edições anteriores realizaram-se em Portollano.

De 12 a 15 de Abril haverá oportunidade de assistir a representações de companhias daquela de outras regiões de Espanha, bem como companhias internacionais.

A Feria de Castilla-La Mancha caracteriza-se por apresentar uma programação que pretende espelhar a criação artística contemporânea das artes cénicas em Espanha.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Companhias de teatro de Andaluzia preocupadas


A Associação de Empresas de Artes Cénicas de Andaluzia manifestou grande preocupação face à falta de informação sobre os cortes orçamentais da Consejería de Cultura.

A ACTA teme que se processem cortes substanciais no apoio às suas actividades para o ano 2010, o que poria em risco a sobrevivência do sector da cultura em geral e das artes cénicas em particular.

A Associação de Empresas de Artes Cénicas de Andaluzia, membro da FAETEDA, foi criada em 1991 numa iniciativa de diferentes companhias andaluzas conscientes da necesidade de unir o sector das artes cénicas.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Teatre Lliure apresenta-se na Galiza


Os actores Jordi Dauder e Vicky Peña estão na Galiza para apresentar Après moi, le déluge, da autoria de Lluïsa Cunillé, com direcção de Carlota Subirós, no Salon Teatro, Santiago de Compostela.

O espectáculo da companhia catalã Lliure, estará em cena dias 20 e 21 de Fevereiro.

A peça foi galardoada com o Prémio Lletra d’Or 2008 para o mellor texto teatral editado em catalão.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Nova produção do Teatro Estúdio Fontenova


"PROJECTO MARIA PARDA – Se Deus é amor e o vinho amante o que nos diz Maria Parda?" estreia no próximo dia 18, na AERSET (Antigo Banco Portugal), em Setúbal, e estará em cena até 28 de Fevereiro, com Carla Garcia, banda sonora original de Bruno Moraes e cenografia, design gráfico, dramaturgia e figurinos de Mónica Santos.

Transpõe-se Maria Parda para o século XXI e eis que deixa de ser uma identidade quebrada pelos vícios da vida, transmutando-se numa mulher obcecada pela sua necessidade de preencher e justificar as suas "faltas" através do consumo desmedido.
Desta forma, Maria Parda renasce como qualquer um de nós, vítima da sede de ter e querer em detrimento de quem é, e da consciência daquilo que é realmente indispensável.
A sede do vinho não é mais do que a sede do espírito. Aquela sede imaterial de, com o palpável, saciar os vazios de uma alma que sente e se ressente da solidão entre os pares.
Maria parda pertence a uma sociedade de consumo bem actual, onde a solidão se encontra vincada pelas suas palavras e, onde o possuir é vendido como terapia.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

La Pantera Imperial no Lliure


O Teatre Lliure, de Barcelona, apresenta entre 17 e 21 de Fevereiro, 'La Pantera Imperial', que é, segundo a opinião de muitos, o espectáculo que melhor define a obra de Carles Santos.

Interpretada pelo próprio Carles Santos e ainda por Inés Borrás, Antoni Comas, Anna Criado, Joana Estebanell, Alícia Ferrer, Susana Goulard e Caterina Reus, 'La Pantera Imperial' conta igualmente com a participação do Coro de Cambra Lieder Càmera, dirigido por Xavier Alsina.

Um corpo a corpo com a música de Bach, desde a Paixão Segundo S. Mateus até Cravo bem temperado, passando pela Fuga em LA menor ou a Aria da Cantata n. 37.

No Teatro Lliure, Barcelona, sala Fabià Puigserver.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Êxito de Metropolis em Málaga


A companhia Che Y Moche, nomeada para os prémios Max 2010, como "melhor espectáculo revelação" com ‘Metropolis’, obteve um assinalável êxito com a mesma peça no Teatro Cervantes, completamente esgotado, durante a realização do Festival Internacional de Teatro de Málaga.

Metropolis’, espectáculo com orquestra de câmara interpretando música de Víctor Rebullida, tem direcção de Joaquin Murillo e é baseada em Metrópolis de Fritz Lang. Conta com interpretação de Carlos Alcolea, Alfonso Pablo, Jesús Llanos, Ingrid Magriñá, Raquel Anadón, Antonio Muñoz, Marian Pueo e da Companhia de Dança Sybaa.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

João Brites ganha o Prémio da Crítica

A Associação Portuguesa de Críticos de Teatro atribuiu o Prémio da Crítica, relativo ao ano de 2008, a João Brites pela criação de Saga - Ópera extravagante.

O júri foi constituído por Ana Pais, Constança Carvalho Homem, João Carneiro, Maria Helena Serôdio e Rui Pina Coelho.

O mesmo júri decidiu ainda atribuir três Menções Especiais, respectivamente, à actriz Carla Galvão, ao encenador Miguel Loureiro, e ao encenador Nuno Cardoso.

A cerimónia da entrega destes prémios realiza-se no próximo dia 23 de Março (segunda-feira), no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz (Lisboa), às 19h.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Shakespeare entre nós

Foi editado pela Edições Humus Shakespeare entre nós,organizado por Maria Helena Serôdio, João de Almeida Flor, Alexandre Assis Rosa, Rita Queiroz de Barros e Paulo Eduardo Carvalho.

Numa iniciativa conjunta do Centro de Estudos Anglísticos (CEAUL) e do Centro de Estudos de Teatro (CET) ambos da Universidade de Lisboa , realizou se em Novembro de 2005 na Faculdade de Letras dessa Universidade um colóquio subordinado ao tema Shakespeare entre nós, que contou com comunicações de especialistas nacionais e estrangeiros, bem como com a participação de alguns encenadores portugueses que, em tempos mais recentes, tinham criado espectáculos com base em textos de Shakespeare.

O livro arquiva materiais apresentados e discutidos num encontro universitário e testemunha a colaboração profícua estabelecida entre centros de investigação que, ultrapassando o horizonte da sua especificidade disciplinar, desencadearam uma iniciativa conjunta e multilateral, amplamente justificada pelo tema seleccionando. Com efeito, à extrema complexidade dos problemas, filológicos, críticos, exegéticos e hermenêuticos, colocados pela dimensão literária do texto shakespeariano, acresce o facto de a sua plena realização e fruição estética se articular com as artes performativas que lhe conferem corpo e voz no espaço cénico. Para reflectir sobre as múltiplas perspectivas cruzadas, que Shakespeare origina, tornava-se efectivamente necessário promover a reunião de investigadores dedicados à problemática da interpretação literária com especialistas em estudos de teatro, em particular na história do reportório shakespeariano em Portugal e com o testemunho precioso de actores e encenadores cuja experiência recente e directa constitui apetrecho insubstituível numa leitura que se pretenda globalizante.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

"PORTUGAL e a MEMÓRIA - A REPÚBLICA" tema em Torres Vedras


No ano em que se comemora o primeiro Centenário da Implantação da República em Portugal, o Teatro-Cine de Torres Vedras subordina o Ciclo PORTUGAL e a MEMÓRIA a esta temática, num evento que terá lugar de 22 a 27 de Março e que se pretende de exploração da memória colectiva. Com o propósito de acentuar a vertente que transforma o Teatro-Cine de Torres Vedras num agente cultural cívico, o evento PORTUGAL e a MEMÓRIA servirá, em 2010, de mote para a promoção de um encontro crítico e reflexivo entre novos criadores, oriundos de distintas áreas criativas, acerca do tema "A Implantação da República, o seu ideário e o seu imaginário". A proposta deve basear-se neste ponto específico da nossa memória colectiva, para que se investigue e se conheça melhor o seu imaginário, os seus protagonistas e os tempos e as forças que se confrontaram na altura. A partir daí o que se visa é criar, de um modo livre e actualizado, obras que estabeleçam novos olhares e questionem a nossa herança cultural, revitalizando-a.

Seguindo este princípio, em 2010, propõe-se um regime de residência na Cidade de Torres Vedras onde se desenvolvam projectos nas áreas das artes performativas e artes visuais, assentes na exploração e dissecação dos significados e processos de construção da memória colectiva tendo por base a temática da Implantação da República.

Todos os interessados em participar devem apresentar até ao próximo dia 7 de Março, no Teatro-Cine de Torres Vedras, por correio ou por e-mail, um curriculum completo e uma carta com as motivações que os leva a participar no evento. Dos candidatos sairão entre 8 a 10 seleccionados que trabalharão, nos espaços destinados para o efeito, em Torres Vedras, entre
os dias 22 e 27 de Março, sendo que os dois últimos dias se destinam a apresentar publicamente os resultados obtidos.

Os seleccionados serão acompanhados artisticamente, nos dias 26 e 27 de Março em que decorrerão as apresentações públicas dos trabalhos, pelos criadores convidados Alberto Lopes (Encenador e Artista Plástico), Miguel Moreira (Actor e Encenador), Manuel João Vieira (Músico e Artista Plástico) e Rui Gato (Músico e Videasta). A selecção é da responsabilidade do Teatro-Cine de Torres Vedras ou de quem por ele for incumbida. Não existe recurso e os candidatos que aceitem participar terão apoio às suas actividades, bem como à estada na cidade nos dias de participação. As apresentações públicas dos trabalhos decorrerão no Teatro-Cine de Torres Vedras, no espaço da Transforma AC, Académico de Torres Vedras e Galeria da Cooperativa de Comunicação e Cultura.

Informações úteis:
Envio de propostas para:
Portugal e a Memória 2010 – República
A/C: João Garcia Miguel
Teatro-Cine de Torres Vedras
Av. Tenente Valadim, n.º 19
2560-274 Torres Vedras
Portugal
ou
teatro@cm-tvedras.pt
teatro.cine@cm-tvedras.pt
Informações e esclarecimentos
Teatro-Cine de Torres Vedras
Telefone: +351 261 338 131
Fax: +351 261 338 133

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Variação da Cultura no Porto




Vão ser dois espectáculos por dia para combater as "carências culturais da cidade" e responder à "falta de espaços para acolher projectos em início de carreira". O projecto Variação da Cultura - que junta cerca de 15 companhias e criadores das áreas do teatro, dança e cinema - alugou a sala-estúdio Latino, no Teatro Sá da Bandeira, e vai apresentar uma programação "continuada e diversificada".

A falta de um local com capacidade para acolher jovens em início de carreira é "inadmissível" numa cidade com quatro escolas de teatro.

Este projecto foi estruturado para sobreviver sem apoios: vive do trabalho e da boa vontade de um conjunto de criadores que querem transformar o Sá da Bandeira no bastião da resistência ao deserto cultural em que vêem o Porto transformado nos últimos anos.

A câmara e o Ministério da Cultura ficaram fora do projecto, facto que não parece criar surpresa entre os mentores da iniciativa. "O pelouro da Cultura [da Câmara do Porto] demitiu-se das funções que deve ter há algum tempo", acusou Ricardo Alves, um dos mentores da ideia, que admitiu nem sequer ter tentado o contacto com a autarquia por esta já ter deixado claro que não apoia financeiramente projectos culturais. As companhias concorreram a um apoio junto do Ministério da Cultura, mas a resposta só deve chegar dentro de alguns meses.

O Variação da Cultura quer contribuir também para a formação cultural dos cidadãos, com um programa que aposta no teatro, em espectáculos infantis e em ciclos de cinema e performances.

A organização acredita que os 87 profissionais do espectáculo e as 15 companhias envolvidos no projecto vão levar ao Sá da Bandeira cerca de 15 mil espectadores nos próximos seis meses, o que corresponde a uma taxa de ocupação da sala de 50 por cento.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Tragédia de Sófocles no Nacional

Foto de Jorge Gonçalves

Numa co-produção do Teatro Nacional D. Maria II e Artistas Unidos, em colaboração com a Orquestra de Câmara Portuguesa, estreia no Teatro Nacional D. Maria II a 18 de Fevereiro de 2010, REI ÉDIPO, a partir de Sófocles, versão e encenação de Jorge Silva Melo.

Escrita por Sófocles por volta de 427 a.C., REI ÉDIPO foi considerada por Aristóteles o mais perfeito exemplo de tragédia. No mito de Édipo, confrontamo-nos com as nossas perguntas sobre a identidade do poder, a ascensão e queda dos vitoriosos, a incerteza da vida, a relação entre o público e o privado, o desígnio do destino em oposição ao livre arbítrio. A peste atinge a cidade. E o Rei Édipo quer saber porquê. Juntam-se as gentes à porta do palácio. E o Rei vem ter com a multidão e diz:Nas ruas, há gemidos, cantos fúnebres, lamentos.Mas chora o quê a nossa cidade?Que esperais?De pergunta em pergunta, de resposta em resposta, os enigmas vão caindo. Édipo quer saber. Quer saber que maldição paira sobre a sua cidade, quer saber quem é. Vai descobrir uma verdade tremenda. Esta é a tragédia do saber.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O Banqueiro Anarquista de João Garcia Miguel

O Banqueiro Anarquista, de Fernando Pessoa, adaptação dramatúrgica e outros textos de João Garcia Miguel, estará em Guimarães, dia 13 de Fevereiro de 2010, no Centro Cultural Vila Flor.

À mesa de um restaurante dois amigos debatem a situação social de um deles que diz paradoxalmente que se tornou banqueiro por que é anarquista politicamente. O absurdo da situação, a falta de teatralidade e o devaneio mental deste personagem, conduzem-nos perante um retrato de vida do qual a maior parte dos ouvintes conhece, ou por experiência própria ou por proximidade familiar. É a evolução clássica de um ponto da escala política, até ao seu oposto, no decorrer de uma vida, tão comum nos nossos políticos e porque não também em alguns dos mais conhecidos membros da nossa finança e economia. O desenrolar da história tem muitas semelhanças e reverberações com os reality shows actuais ou os programas confessionais onde se tece a biografia pessoal em termos mais ou menos fantasiosos.