sexta-feira, 9 de abril de 2010

O CELCIT foi galardoado com o Prémio Max Hispanoamericano 2010

O Comité Organizador dos Prémios Max de las Artes Escénicas concedeu o Prémio Max Hispanoamericano 2010 ao CELCIT - Centro Latinoamericano de Creación e Investigación Teatral. Este organismo foi fundado em 1975 por Luis Molina juntamente com um grupo de pessoas que trabalharam no sentido da integração das artes cénicas e criativas do espaço latino-americano.

Sendo o CELCIT uma instituição independente, não governamental e sem fins lucrativos, a sua acção veio facilitar o diálogo e o intercâmbio teatral entre América Latina, Espanha e Portugal.

O prémio será entregue na cerimónia oficial, a decorrer em Madrid, no Museu Rainha Sofia.

Em 2008, o Prémio Max Hispanoamericano foi ganho pelo FITEI. Por sua vez, o agora premiado CELCIT, por duas vezes homenageou o FITEI: em 1989 com o prémio especial Ollontay e este ano, nomeando o festival do Porto seu membro honorário.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Dança contemporânea, flamengo e dança urbana

Em Lisboa, no Teatro Camões, no dia 9 de Abril, DANI PANNULLO DANCE THEATRE Co. apresenta Desordances-4, com direção de Dani Pannullo.

Na quarta edição do Ciclo Desordances, Dani Pannullo propõe-nos um espectáculo que reunirá em cena dança contemporânea, flamenco e a mais pura expressão de street-dance através do b-boying, dança hip-hop e break-dance. A origem desta proposta surgiu quando o Conselho de Turismo da Comunidade de Madrid, convidou a Companhia de Dani Pannullo para apresentar um espectáculo de dança que representaria Madrid no seu stand no World Travel Market em Londres e na festa da Noite de Espanha no Hipódromo, em Novembro de 2007. Desordances 4 pretende ser uma visão actual e jovem da dança contemporânea, do flamengo e da dança urbana em Espanha, que dá a conhecer as tradições aos jovens de todas as culturas e idades, dentro e além fronteiras.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Texto de Rodrigo Francisco encenado por Joaquim Benite


Entre 8 de ABRIL e 2 de MAIO, o TEATRO MUNICIPAL DE ALMADA apresenta na sua SALA EXPERIMENTAL, TUNING , de RODRIGO FRANCISCO, com encenação de JOAQUIM BENITE.

Pedro queria ser jogador de futebol mas emprega-se numa oficina de automóveis. Na oficina, o patrão ensina-lhe que os carros, tal como as pessoas, têm um período de vida. Os colegas de Pedro são entusiastas do tuning: a transformação de carros banais em máquinas de competição. Confrontado com a escolha entre a aprendizagem de uma profissão pouco ambiciosa e a entrada na marginalidade, Pedro terá de adaptar-se às regras de um mundo dominado pelos valores da competição e do êxito pessoal. Entretanto conhece D. Teresa, uma estudante de uma Universidade sénior que vai à oficina procurar alguém que recupere o seu Mini em fim de vida.

Rodrigo Francisco (Almada, 1981) estreou-se na escrita para teatro com Quarto minguante, texto dirigido por Joaquim Benite no TMA, em 2007, e na versão televisiva, gravada pela RTP em 2009. A peça foi publicada, em 2008, na revista espanhola Primer acto (tradução de Osvaldo Obregón) e, já este ano, em França, nas Éditions l’Oeil du Prince (tradução de Marina da Silva). Além de director-adjunto da CTA, Rodrigo Francisco tem sido assistente de encenação de Joaquim Benite em peças como D. Juan, de Molière, Que farei com este livro?, de José Saramago, O presidente, de Thomas Bernhard, e no projecto O doido e a morte, constituído pela peça de Raul Brandão e pela ópera homónima de Alexandre Delgado.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Gil Vicente no Nacional

A partir de “O Auto da Alma” e outros textos de Gil Vicente, numa colagem de textos e encenação de Luís Miguel Cintra, é apresentado no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, Miserere, com Dinis Gomes, Duarte Guimarães, João Grosso, José Airosa, José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Ricardo Aibéo, Rita Blanco, Sofia Marques e Vítor d´Andrade. Trata-se de uma co-produção TNDM II e Teatro da Cornucópia que estará em cena até 23 de Maio. Estreia a 15 de Abril.

O confronto de um antigo texto religioso com o nosso tempo. Um reencontro com o “Auto da Alma”, um dos mais belos e mais sombrios textos de Gil Vicente, escrito para a Semana Santa da corte de D. Manuel I. Ao texto do auto acrescenta-se a glosa do salmo “Miserere mei Deus” e a fala do Anjo noutra peça: o “Breve Sumário da História de Deus”. O discurso da culpa e da culpabilização é confrontado com o discurso cristão da alegria, mais frequente em Gil Vicente. Alma, Anjo, Diabos, Santa Igreja e seus Doutores, as figuras simbólicas do auto quinhentista, perdem a sua antiga imagem e ganham carne nas pessoas dos actores. Transformam-se em figuras do nosso tempo, fechadas numa sala de prisão ou de hospital. A cerimónia religiosa passa da igreja para o palco e revela a sua violência num mundo profundamente profano. Estão em cena “Todo o Mundo e Ninguém”. Nos nossos dias. “Todo o Mundo busca a vida e Ninguém conhece a morte.”

MISERERE: uma nova glosa do salmo bíblico. “Amercea-te de mi Deos”.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Bogotá tem o maior festival de teatro ibero-americano

Terminou ontem, em Bogotá, na Colômbia,o XII Festival Iberoamericano de Teatro de Bogotá. Este é o maior festival iberoamericano do mundo: contou com a presença de 288 companhias, 74 das quais estrangeiras. A edição deste ano foi toda ela uma homenagem a Fanny Mikey, a fundadora do festival que faleceu em Agosto de 2008.

Também nesta edição o festival abriu as portas às co-produções com o objectivo de proporcionar aos produtores e encenadores estrangeiros a descoberta de talentos colombianos. "O festival chegou a um estado de maturidade propício para internacionalizar o teatro colombiano", declarou Anamarta de Pizarro. “Com este desfile de 288 companhias, Bogotá adquire um ar diferente: deixam de ser tão cinzentos estes dias da Semana Santa”.

domingo, 4 de abril de 2010

DICTADURA-TRANSICIÓ-DEMOCRÀCIA

Criação e encenação de Xavier Albertí e Lluïsa Cunillé, Roger Bernat, Jordi Casanovas, Nao Albet e Marcel Borràs, estreia no dia 8 de Abril, na sala Fabià Puigserver, do Teatre Lliure, em Barcelona, DICTADURA-TRANSICIÓ-DEMOCRÀCIA, espectáculo que se manterá em cena até 2 de Maio.

Quatro equipas de criadores realizam cada um uma analise sociopolítica do ano em que nasceram através de personagens de sua mesma idade na actualidade. Um percurso pela nossa história entre os anos 60 e os 90.

Iolanda G. Madariaga diz que "Xavier Albertí e Lluïsa Cunillé estabeleceram uma magnífica relação que se traduz num bom número de espectáculos muito distintos mas marcados por uma deliciosa relação."

sábado, 3 de abril de 2010

Kamchàtka cria em Tàrrega o seu novo espectáculo “Habitaculum”

A companhia catalã Kamchàtka está em residência artística há uma semana na cidade de Tárrega elaborando a sua nova produção que estreará na FiraTarrega deste ano.

Esta residência enquadra-se nos Laboratórios de Criação da FiraTàrrega, uma iniciativa que apoia as companhias emergentes que apostem na produção de espectáculos inovadores em espaços não convencionais.

Os Kamchàtka , que estiveram com grande sucesso no FITEI de 2008, desenvolvem o processo criativo do espectáculo “Habitaculum” num espaço insólito e emblemático da cidade, uma casa desabitada duma antiga fábrica.

A companhia pretende “investigar e mostrar que toda a gente que chega a um novo país, tem também novos costumes e hábitos”.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

ISTO FERVE 10´


A sexta edição de Isto Ferve, o festival de teatro e dança contemporânea de Vigo, organizado pela companhia Teatro Ensalle na sala do mesmo nome, iniciou-se com um programa recheado de novidades. O festival decorre até 2 de Maio com algumas estreias absolutas.

Isto Ferve ‘10 abriu com Casos perdidos, apresentada pela companhia mexicana “360º+1”, criação do seu director Vicente Leyva e por Carmen Werner, colaboradora habitual deste festival e Prémio Nacional de Dança de 2007 .

PDF com a programação completa do ISTO FERVE 10’

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Voadora estreia Super 8 em Santiago

Marta Pazos é a directora e uma das intérpretes desta segunda parte da trilogia Lugares comúns, que a companhia galega Voadora iniciou em 2008 com PeriFeria. Se essa primeira proposta se situava no presente, centrando-se no tema do fracasso, Super8 transporta-se para o passado falando da memória através de personagens que se debatem entre a obsessão por recordar e a importância de esquecer.

Marta Pazos está acompanhada em palco por José Díaz, Hugo Torres, Uxía P. Vaello e Sergio Zearreta.

SUPER 8 estreia dia 9 de Abril, no Salon Teatro, em Santiago de Compostela

quarta-feira, 31 de março de 2010

Setepalcos dedicada a Cabo Verde


O mais recente número da revista setepalcos, integralmente dedicado ao Teatro em Cabo Verde, será apresentado ao público em Lisboa, na Casa da Morna, no dia 31 de Março, pelas 18h30, numa sessão organizada pela Embaixada de Cabo Verde em Portugal e pela Cena Lusófona.

A sessão integra-se no ciclo "A Cena no Café" e contará com a presença do Embaixador de Cabo Verde, Arnaldo Andrade Ramos, do director da revista, António Augusto Barros, e de vários dos colaboradores desta edição, como Odete Môsso, Augusto Baptista e José António Bandeirinha.

Terceiro número temático na história da revista (depois dos números dedicados ao "Teatro Brasileiro", em 1998, e ao "Teatro Galego", em 2003), esta setepalcos inclui dois dossiês de grande relevância para o conhecimento da realidade actual do teatro cabo-verdiano: o inventário de espaços cénicos, com informações detalhadas sobre as salas e os recintos em que é possível apresentar espectáculos nas diversas ilhas, e o inventário de grupos de teatro, com a apresentação e um breve historial dos cerca de 30 grupos em actividade neste momento no arquipélago.

O número inclui ainda vários depoimentos de protagonistas da cena teatral cabo-verdiana (actores, encenadores e responsáveis políticos), bem como duas entrevistas de fundo aos directores dos mais importantes grupos de Cabo Verde: Jorge Martins, do "Juventude em Marcha", e João Branco, do "Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo".Depois da sessão em Lisboa, a revista será igualmente apresentada ao público em Coimbra, no dia 10 de Abril (às 16h00, no âmbito da programação do Mercado Quebra Costas 2010) e no Porto, em data e local a anunciar posteriormente.

terça-feira, 30 de março de 2010

Condecorações para o Teatro

Na véspera do Dia Mundial do Teatro, o Presidente da República relevou o papel da arte dramática na sociedade portuguesa, "de Gil Vicente aos dias de hoje, passando por Almeida Garrett e muitos outros".

O actor Ruy de Carvalho foi condecorado com o grau honorífico de Grande Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada, enquanto o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique foi atribuído aos actores António Feio, Beatriz Batarda e Manuela Maria e ao encenador Joaquim Benite.

Maria Custódia Gião foi agraciada com o grau de Oficial da Ordem do Mérito e a Companhia de Teatro Seiva Trupe recebeu o grau de Membro Honorário da Ordem do Mérito.

Falando em nome dos condecorados, António Feio reconheceu "muita emoção pela distinção", manifestando-se "orgulhoso e honrado em pertencer à família do teatro".

Por seu lado, Ruy de Carvalho manifestou-se "honrado" com a condecoração atribuída pelo presidente da República, lembrando que o teatro necessita de mais apoios. "É um momento muito bonito, é uma alegria saber que se tem sido útil ao povo português", afirmou o actor, à agência Lusa, considerando "uma grande honra" ser distinguido pela mais alta figura do Estado.

segunda-feira, 29 de março de 2010

A decorrer em Coimbra, desde 26 de Março até 2 de Abril


O Interchanging Art Worlds (IAW) a decorrer na Baixa de Coimbra, na Sé Velha, no Pátio da Universidade, no Jardim Botânico e na Oficina Municipal do Teatro é uma iniciativa integrada no BANDO À PARTE: CULTURAS JUVENIS, ARTE E INSERÇÃO SOCIAL 2010-11, um projecto de formação artística nas áreas do teatro, da música e da dança, iniciado em Janeiro deste ano n'O Teatrão. O BANDO À PARTE (BAP) é uma proposta para repensar o exercício da cidadania a partir da formação artística formal e informal de jovens. O IAW é a primeira iniciativa pública do projecto e uma primeira oportunidade para questionar de que forma a educação artística e o diálogo intercultural podem ajudar a repensar as questões da participação activa e da cidadania dos jovens no mundo contemporâneo.

Neste intercâmbio, apoiado pelo Programa Juventude em Acção, participam os dezassete jovens de Coimbra, considerados em situação ou risco de exclusão social, que constituem o primeiro grupo do BAP (2010-2011). Jovens de zonas limítrofes, em especial dos chamados bairros sociais: o Bairro Fonte do Castanheiro, a Conchada, o Bairro da Misericórdia/Loreto, o Bairro da Rosa, o Bairro do Ingote e Celas.

Durante oito dias, o grupo de formandos do BAP receberá jovens de Amsterdão, na Holanda, do Het MUZtheatre, e de Vicenza, na Itália, do Theatro Montegrappa. Serão ao todo 37 jovens a trabalhar conjuntamente nesta residência artística e noutras actividades culturais e sociais paralelas. O programa de actividades parte da ideia da exploração artística de diferentes espaços urbanos, com vista à apresentação de actuações teatrais nos próprios espaços, por parte dos vários grupos, ao longo de toda a semana, e culminando, no último dia, numa dramatização final com todos os participantes.

domingo, 28 de março de 2010

NAKED KING WORKSHOP


Orientado por Jaime Mears e Pedro Fabião, realiza-se nos dias 31 de Março, 1 e 2 de Abril, no CACE Cultural do Porto - Black Box (Rua do Freixo, 1071 - Porto), o Naked King workshop.


O prazer, o jogo contínuo.
A beleza/monstruosidade única de cada pessoa.
Cada um de nós tem uma presença descomunal escondida. Uma presença abafada pelos papéis e personagenzinhas menores com que nos habituámos a agradar ou desagradar os outros. Uma presença que irradia energia, desperta todo o potencial imaginativo e espontâneo, e que provoca movimento e vida no espectador.
Para isso, o actor deve dar-se completamente. Encontrar a sua grandeza, uma coragem que lhe permita saltar no desconhecido, não controlando, sendo sensível e frágil, revelando-se totalmente no fingimento de actuar.
O actor não existe sem um prazer dionisíaco. É nesse estado próximo do transe que as crianças brincam. É nesse estado que o actor pode ser amado em cima de um palco.


JAIME MEARS nasceu em Sydney em 1981 e reside desde 2008 em Paris, onde estuda na École Philippe Gaulier. Membro fundador do Naked King Theatre, em 2009. É licenciada pelo prestigiado National Institute of Dramatic Art NIDA (2002). Actuou em várias produções da The Sydney Theatre Company STC, uma das companhias de referência do teatro na Australia. No âmbito do programa para escolas dessa companhia, ensinou e encenou também várias produções. Participou nos workshops do UK Shared Experience Company e da Compagnie Philippe Genty. Participou em várias séries televisivas, destacando-se All Saints, McLouds Daughthers e Home and Away. É professora no Open Program do instituto NIDA, que oferece cursos intensivos especializados em teatro, cinema e voz.

PEDRO FABIÃO nasceu no Porto em 1981. Licenciou-se em Psicologia mas desde sempre dedicou mais tempo ao teatro do que aos estudos académicos. Fez o curso de formação de actores do CITAC, participou em mais de uma dúzia de produções no CITAC, Teatro do Morcego (Coimbra) e Companhia Alter-Lego, de que é fundador. Foi dirigido por Paulo Castro, Sergio Claramunt, Marcantonio Del Carlo, entre outros. Recebeu formação de Carmem Paternostro, José de Abreu Fonseca, Volker Quandt, Denis Bernard, Gabriel Chame Buendia, Koldovico Vio, Nicolas Bernard, Luisa Sanchez Gaillard, Robert Steijn, Ângela de Castro, Nuno Pino Custódio, Ami Hattab. É palhaço na Operação Nariz Vermelho desde 2004. Desde 2008 reside em Paris e estuda na École Philippe Gaulier. Membro fundador do Naked King Theatre, em 2009. Orienta workshops de teatro e clown desde 2006.

sábado, 27 de março de 2010

Dia Mundial do Teatro - MENSAGEM DE JUDI DENCH

O Dia Mundial do Teatro é uma oportunidade para celebrar o Teatro nas suas múltiplas formas. Fonte de divertimento e inspiração, o teatro tem a capacidade de unificar as inúmeras populações e culturas que existem por esse mundo fora. Mas o teatro é muito mais do que isso, ao oferecer-nos possibilidades de educação e informação.

O Teatro acontece no mundo inteiro, e não apenas nos seus espaços tradicionais: os espectáculos podem ser realizados numa pequena aldeia em África, no sopé de uma montanha na Arménia ou numa pequena ilha do Pacífico. Só necessita de um espaço e de um público. O teatro tem a capacidade de nos fazer rir ou chorar, mas também deveria fazer-nos pensar e reflectir.

O Teatro é fruto de um trabalho de equipa. Os actores são as pessoas mais visíveis, mas há um conjunto enorme de pessoas que não são vistos. São tão importantes como os actores e as suas múltiplas especialidades fazem com que seja possível acontecer uma produção. Eles também devem partilhar os esperados triunfos e sucessos.

O dia 27 de Março é a data oficial do Dia Mundial do Teatro. Mas, de qualquer forma, todos os dias deviam ser considerados um dia do teatro, e todos temos a responsabilidade de continuar a tradição de divertir, educar e esclarecer o nosso público, sem o qual o teatro não existiria.

Tradução de Rui Oliveira

sexta-feira, 26 de março de 2010

O mesmo mas ligeiramente diferente

O mesmo mas ligeiramente diferente é um projecto de dança de Sofia Dias e Vítor Roriz, para a Companhia Instável. O período de criação teve a duração de dois meses, entre Janeiro e Março de 2010 com residências na Cooperativa do Povo Portuense e no Espaço do Tempo em Montemor-o-Novo. Após a estreia deste projecto na Black-Box do Espaço do Tempo, dias 26 e 27 de Março, o espectáculo será apresentado no Teatro Helena Sá e Costa, dias 31 de Março e 1 de Abril de 2010.

O mesmo mas ligeiramente diferente é um título, um ponto de situação e de partida. Por um lado, traduz algo que a companhia tem vindo a perceber do conjunto dos seus trabalhos anteriores. Apesar de formalmente diferentes, há qualquer coisa que identifica como transversal e semelhante, algo que se tem apurado e que julga ser o cerne da sua colaboração e o seu motor de pesquisa. Essa qualquer coisa, parece relacionada com um estado "performativo" e uma forma de articulação ou composição. Elementos que explora no sentido do particular e do subjectivo e que na sua utopia reflecte um indispensável e ambicioso "ligeiramente diferente". No processo isto não é mais do que um esforço de desvio de determinadas fórmulas de interpretação e composição, experimentando um vazio relativo.


Este projecto com a Companhia Instável reflecte uma nova etapa no nosso trabalho de colaboração. Desde o seu início que tivemos que lidar com um conjunto de novas variáveis, mas sem dúvida que aquela que nos colocou mais desafios e questões foi a de integrar três pessoas no nosso espaço íntimo e reservado de criação. A par com a dúvida de partida: se faria sentido o nosso trabalho distanciar-se dos nossos corpos, existia uma outra questão mais prática, a de como partilhar um universo de ideias sobre interpretação, composição e imaginário, quando para nós quase tudo flui como que intuido. O encontro com o Filipe M., o Filipe P. e a Teresa, revelou-se um estimulante processo de negociação e apropriação, ampliado pela singularidade de cada um.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Antígona, de Sófocles

Antígona, de Sófocles, com tradução de Marta Várzeas e encenação e cenografia Nuno Carinhas, estreia no Teatro Nacional de São João, no dia 26 de Março, com interpretação de Alexandra Gabriel, António Durães, Emília Silvestre, João Castro, Jorge Mota, José Eduardo Silva, Lígia Roque, Maria do Céu Ribeiro, Paulo Freixinho e Pedro Almendra.

Que espaços levantar para conter as palavras que andam pela cidade? Da camarata auschwitziana construída em madeira de Breve Sumário da História de Deus, ao quase semicírculo revestido a cortiça de Antígona, que ora transporta a memória do anfiteatro grego, ora sugere a cratera de um vulcão em lava, Nuno Carinhas desenhou dois lugares pouco amenos para ressoar o som e a fúria das convulsões do mundo, duas orgânicas máquinas de emaranhar perguntas no espaço público. Porque em Antígona – já era assim no Breve Sumário – interroga-se a origem das coisas, porque aqui começa a história do nosso teatro e a vida política das nossas cidades. Com a insubordinação de Antígona, o homem parte à conquista de uma consciência, questiona as fronteiras entre a integridade individual e o bem comum. As personagens de Sófocles são angustiados pontos de interrogação que caminham. Pergunta Creonte: “Então o Estado não é de quem manda?” Responde Hémon: “Nenhum Estado é de um homem só!” Pergunta Antígona: “Como posso eu ainda olhar para os deuses?” De pergunta em pergunta, de resposta em resposta, o confronto adensa-se e Antígona entrega-se à morte. Vinte e cinco séculos mais tarde, Marguerite Yourcenar dedicou-lhe o mais belo dos epitáfios: “O tempo retoma o seu curso sob o ruído do relógio de Deus. O pêndulo do mundo é o coração de Antígona”. -in website TNSJ

quarta-feira, 24 de março de 2010

Beatriz Batarda estreia-se como encenadora


Beatriz Batarda, actriz premiada, tida por muitos como a melhor da sua geração, enfrenta aquele que é provavelmente o maior desafio da sua carreira, a estreia como encenadora.

Numa co-produção entre a Culturproject e o Teatro da Cornucópia, Beatriz Batarda irá encenar o texto Olá e Adeusinho, de Athol Fugard, com interpretação de Catarina Lacerda e Dinarte Branco.

Olá e Adeusinho fala-nos de dois irmãos que adiaram a responsabilidade de serem adultos, ao ponto de perderem a razão da sua existência. Agora, confrontados com a morte do pai, descobrem que não sabem viver com o outro, com o mundo, nem conseguem construir um futuro.

Beatriz Batarda nasceu em Londres e formou-se pela Guildhall School of Music and Drama (2000), tendo recebido a Medalha de Ouro do curso, na área de representação. Iniciou-se no Teatro da Cornucópia, sob a direcção de Luís Miguel Cintra e Diogo Dória. Salienta-se, como uma das interpretações mais marcantes, o seu trabalho em Berenice, de Jean Racine, no Teatro Nacional D. Maria II (2005).

Estreou-se no cinema em Tempos Difíceis de João Botelho (1988), participando depois em mais de dez películas, entre elas Vale Abraão (1993) e A Caixa (1994), de Manoel de Oliveira, Dois Dragões (1996) e A Costa dos Murmúrios (2004), de Margarida Cardoso, ou Alice (2005), de Marco Martins. Para a televisão salienta-se as séries britânicas My Family, Relic Hunter e The Forsyte Saga.

Recebeu três Globos de Ouro, na categoria de Melhor Actriz, pelos filmes Quaresma, de José Álvaro Morais (2003), Noite Escura, de João Canijo (2004) e A Costa dos Murmúrios, de Margarida Cardoso (2004).

A estreia absoluta de Olá e Adeusinho acontece Sábado, dia 27, no Centro Cultural do Cartaxo.

terça-feira, 23 de março de 2010

Candidaturas para festival de teatro de língua portuguesa


FESTLIP 2010 abriu as candidaturas para a edição deste ano. O Festival de Teatro de Língua Portuguesa, organizado no Rio de Janeiro, visa promover no período de 14/07/2010 a 25/07/2010 a sua 3ª edição, que será composta por uma mostra teatral e cultural dos países da comunidade da língua portuguesa Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

As inscrições estarão abertas no período de 20/02/2010 a 20/04/2010. Podem solicitar-se informações para o endereço: Avenida Nossa Senhora de Copacabana nº. 794, sala 405 – CEP: 22.050-001 – Rio de Janeiro, RJ – Brasil. Os grupos teatrais elegíveis para as inscrições deverão necessariamente ser dos países acima referidos.

Informações complementares e ficha de candidatura no SITE do FESTLIP

segunda-feira, 22 de março de 2010

Festival das Artes da Costa Rica

O Festival das Artes da Costa Rica, FIA, está a decorrer com espectáculos de teatro, dança, performance, teatro de rua e música, entre outras disciplinas. A actividades realizam-se em vários recintos e espaços ao ar livre de San José e Alajuela, e incluem espectáculos de L´explose, Teatro Yugoslavo de Drama, Nacho Vilar, Tascabile di Bergamo, Ballet Nacional de España, o Teatro Ubu, entre muitos outros.

O certame decorre até 1 de Abril.

domingo, 21 de março de 2010

"Contrapontos visuais" continua a digressão em Paredes de Coura


"Contrapontos visuais", selecção de imagens de Susana Neves e Pedro Sottomayor sobre três edições do FITEI, de 2006 a 2008, continua em digressão, estando neste momento, patente em Paredes de Coura.

A exposição revela dois olhares que ora se complementam ora se opõem, sublinhando também o espírito do festival, que nos últimos anos abriu os seus palcos a outras práticas artísticas.

Pode ser visitada até ao dia 18 de Abril, no Centro Cultural de Paredes de Coura.

A exposição segue depois para o Museu do Teatro, em Lisboa.