terça-feira, 11 de maio de 2010

Resto de Cerveja em Copo Transparente

Com encenação de Emerson Rossini e texto de Sérgio Pires, o Espaço Cultural Pyndorama, em São Paulo, apresenta até 27 de Junho a peça Resto de Cerveja em Copo Transparente. Esta produção da Companhia Teatro no Pires conta a história de um casal à beira da separação, interpretados por Pedro Vieira (Giovanni) e Izabel Lima (Marcela).

Enquanto ele bebe cerveja num bar e procura conclusões na iminência do divórcio, ela fica em casa e remonta o seu passado, tentando entender o que aconteceu com o presente. Há ainda Henrique, que existe apenas nas entrelinhas do texto e se torna a base dos desencontros da dupla, já que é gay e muito amigo de Giovanni, o que causa ciúmes em Marcela. O espectáculo aborda a procura da felicidade, do desejo e da devassidão.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O Príncipe de Homburgo no Porto

O Príncipe de Homburgo, de Heinrich von Kleist, com tradução e dramaturgia de Luísa Costa Gomes e encenação de António Pires e Luísa Costa Gomes, estreou no TeCA, no Porto, onde se manterá em cartaz até 16 de Maio. Com interpretação de Graciano Dias, João Araújo, João Barbosa, João Ricardo, Luísa Cruz, Marcello Urgeghe, Margarida Vila-Nova e Mário Redondo, é uma co-produção da Ar de Filmes, Centro Cultural de Belém e TNSJ.

"Frederico Artur, Príncipe de Homburgo, sonha com a glória. Passeia, sonâmbulo, até ao jardim do palácio, na véspera da batalha de Fehrbellín, que em 1675 opôs o Brandeburgo de Frederico Guilherme aos suecos do Rei Carlos Gustavo. Dormindo, entrança uma coroa de louros. Aí o encontram o Eleitor do Brandeburgo e respectiva Corte. Troçando, o Eleitor impõe-lhe a coroa. Desta aparentemente inócua brincadeira se desencadeia o drama de magnas e inesperadas consequências de O Príncipe de Homburgo, última peça de Heinrich von Kleist, concluída há duzentos anos, poucos meses antes de o génio romântico se suicidar com a amante cancerosa, junto a um lago de Potsdam. Escrita numa Prússia ocupada pelo exército napoleónico, O Príncipe de Homburgo foi classificada pelo próprio Kleist como um “drama patriótico”, mas o seu protagonista órfão, imaturo, contraditório, cheio de fraquezas e delírios de grandeza devolve à nação uma imagem pouco favorável de si própria. Ao confrontar-se com a peça, a escritora Luísa Costa Gomes percebeu de imediato que não poderia ficar-se pela leitura: traduziu-a e, na companhia de António Pires, estreia-se na encenação, para nos restituir a tragédia solitária de um príncipe escandalosamente humano e a surpreendente dinâmica dramatúrgica da obra de Kleist."

domingo, 9 de maio de 2010

Novo prémio para os Titzina com 'Exitus'


A obra ‘Éxitus’, de Titzina Teatre (Barcelona), ganhou o Primeiro Prémio da XXXII edição do Certame Nacional de Teatro Arcipreste de Hita.

Os catalães Titzina Teatre receberam ainda, das mãos da Conselheira de Cultura da Junta de Castilla-La Mancha, Soledad Herrero, o prémio do grupo mais popular, além de terem sido distinguidos com o galardão para o melhor actor, Pako Merino.

Éxitus’ faz parte da programação do FITEI 2010. Será apresentada no Teatro Nacional de S. João, no dia 3 de Junho, pelas 21h30.

Os actores da companhia orientarão, durante a sua estadia no Porto, um workshop sobre o seu método criativo, que decorrerá no Contagiarte.

http://www.certamenarciprestedehita.org/home/index.php


sábado, 8 de maio de 2010

Mopa regressa a Sevilha

Começou no festival Endanza, em Sevilha, e era necessário voltar a apresentar os resultados, precisamente ali. Elo e Juan Luís começaram uma proposta chamada "Supongo que quiero saber lo que viene luego". Um compacto de 15 minutos onde mostravam a sua dança e música. Pouco tempo depois, Juan Kruz Díaz de Garaio Esnaola junta-se à direcção do projecto, mudando o nome da peça e imprimindo-lhe um estilo próprio e muito pessoal.

Depois de passar por por Sarajevo, Teatro Central, Palma de Maiorca, Teatro Alhambra, entre outros palcos, Mopa volta ao Centro das Artes de Sevilha com (espérame despierto) , dias 7 e 8 de Maio, pelas 21h30.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Festival das Artes de Castilla y León

O Festival das Artes de Castilla y León que se realiza em Salamanca, este ano com direcção artística de Calixto Bieito, passa a designar-se pela sigla FÀCYL. Centrado na criação contemporânea, esta 6ª edição, que se realiza entre 30 de Maio e 12 de Junho, será palco de um encontro multidisciplinar de manifestações artísticas como o teatro, a dança, a música, as performances, as instalações urbanas, a literatura e os espectáculos de rua.

No que diz respeito a espectáculos de teatro, a programação inclui espectáculos de Théâtre Vidy-Lausanne, Ro Theater, Staatsschauspiel Dresden, Rayuela Producciones Teatrales e Betty Nansen Teatret de Copenhague. Na dança, destaque para Akram Khan Company, Compagnie Marie Chouinard, Splintergroup e Lia Rodrigues.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Temporada 2010 do Bando

O Teatro bando deu início a mais uma TEMPORADA de espectáculos em Vale dos Barris, Palmela. De 29 de Abril a 30 Julho, várias reposições, uma nova estreia – NÓS MATÁMOS O CÃO TINHOSO!, encontros, exposições ao ar livre, debates, acolhimentos, uma residência de artistas plásticos europeus, uma mostra de teatro profissional e não-profissional, ciclos de poesia, de música e de cinema… culminando tudo no grande evento comunitário PINO DO VERÃO.

"Maio maduro Maio. Com o despontar do calor e das noites amenas em Vale dos Barris, partimos a fundo para mais uma TEMPORADA no Teatro bando onde apresentaremos diversas criações, encontros, acolhimentos e outras actividades. Começaremos por apresentar a trilogia dedicada à infância e juventude, ponto linha plano, com as reposições de: GRÃO DE BICO, espectáculo com encenação de João Brites onde o corpo se torna universo e o espectador viajante (de 29 de Abril a 2 de Maio, de Quinta a Sábado às 20h30 e Domingo às 17h00); LINHA DA VIAGEM, uma criação de Madalena Victorino que faz da pintura de Nadir Afonso uma coreografia de afectos (de 6 a 9 de Maio, Quinta a Sábado às 20h30 e Domingo às 17h00); e A CAÇA, espectáculo encenado por Rogério de Carvalho desenvolvido a partir da curta-metragem homónima de Manoel de Oliveira (de 13 a 16 de Maio, Quinta a Sábado às 20h30 e Domingo às 17h00).Mas claro, antes disto teremos PRIMEIRO SÁBADO DO MÊS, logo no dia 1 de Maio. Não se esqueçam de fazer as vossas reservas com a Manuela Mena, apesar de não sabermos ainda qual será a ementa, sabemos já que depois de almoço iremos ter a oportunidade de espreitar um ensaio aberto da próxima estreia do Teatro bando, NÓS MATÁMOS O CÃO TINHOSO!. Este é um espectáculo com encenação de Nuno Pino Custódio que parte do conto homónimo do Moçambicano Luís Bernardo Honwana e tem estreia marcada para dia 20 de Maio, ficando em cena até 20 de Junho (sempre de Quinta a Domingo às 22h00)".

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ante-estreias dos Artistas Unidos



Comemoração & Nova Ordem Mundial, de Harold Pinter, pelos Artistas Unidos faz 3 ante-estreias: no Teatro Aveirense (Aveiro) a 6 e 7 de Maio de 2010, no Teatro Municipal da Guarda a 13 de Maio de 2010 e no Cine-Teatro Municipal de Ponte de Sor (Teatro da Terra) a 14 e 15 de Maio de 2010. A estreia será no CCB a 21 de Maio de 2010.

"Harold Pinter. Um universo de incertezas, contradições, mentiras, invenções, não-ditos, uma escrita sucinta, rarefeita. E um diabólico domínio da lingua que lhe permite, com quase nada, criar tensões. Numa segunda-metade do século XX dinamitada por tantas vanguardas, Pinter insistiu sempre no realismo presencial do teatro: um sofá é um sofá e ele gosta de quartos de três paredes. Os seus celebrados diálogos são coloquiais e muitas vezes anódinos. Mas um "bom dia" dito por uma personagem sua pode ser um jogo mortal e não uma fórmula de cortesia. O seu ramo não é o da psicologia. Não temos passado para muitas personagens, nem motivação para os seus actos. Filho do "behaviourismo" dos "Assassinos" de Hemingway, O Serviço, um dos seus primeiros textos, é uma constatação. Ora, como é que um actor se pode limitar a constatar? Limitar-se a estar presente, sem as armadilhas das intenções profundas? (…)Mais tarde, Pinter, começando um novo ciclo na sua obra, depois de em 1970 ter encenado no Mermaid Theatre de Londres uma peça de James Joyce, Exilados, peça então esquecida, debruçou-se sobre esta estrutura ibseniana e veio sobrepor ao teatro da surda ameaça com que as suas peças iniciais foram rotuladas, um teatro da memória, os intrincados torcidos e tremidos da memória de que são exemplo Paisagem e Há Tanto Tempo. Parece ter deixado de haver perigo ou o perigo está dentro de nós, num passado nunca lembrado mas sempre presente. A que também não é alheio o trabalho que fez com Joseph Losey ao tentar adaptar Proust ao cinema (que dará, em 2000, a adaptação cénica Remembrance Of Things Past). Porque a sua escrita é viva, se move imparável numa tentativa cada vez mais acerada de abranger o mundo pantanoso, houve quem se surpreendesse com a clareza política de alguns dos seus textos dos anos 80/90 de que Um Para O Caminho é famoso exemplo. Mas esta clareza, esta economia, esta brutalidade rarefeita vinham de trás, de muito longe: e os pobres diabos ameaçados de O Serviço ou de Feliz Aniversário estavam no mesmo universo onde o poder é arbitrário. Só que agora quem entra em cena é o ameaçador, quem toma a palavra e vaiaté à boca de cena não é o ameaçado. E também Harold Pinter dá voz (e deu corpo ao representá-lo ele próprio) ao torturador…"
Jorge Silva Melo

terça-feira, 4 de maio de 2010

'Dies Irae' de Marta Carrasco ganha novo prémio

Marta Carrasco foi a vencedora do Prémio da Melhor direcção no XIII Certame de Teatro para Encenadoras de Torrejón de Ardoz, destacando-se entre as seis finalistas deste festival onde participaram cerca de uma centena de propostas. A sua obra ‘Dies irae. En el requiem de Mozart’ recebeu também o Prémio Especial José María Rodero.

Depois de actuar em várias companhias de dança, Marta Carrasco empreende, em 1995, uma nova trajectória como criadora e intérprete com um espectáculo de dança-teatro «Aiguardent». Desde aí que coordena a criação de coreografias próprias com a direcção de outros espectáculos. Em 2005 participou no filme de Carlos Saura «Iberia». Entre os vários galardões que já obteve, destaca-se o prémio da Crítica Teatral de Barcelona por «Aiguardent» e «Pesombra»; o Butaca (Prémio do público) por «Blanc d’ombra» e «Mira’m». Ganhou também quatro Max de las Artes Escénicas, dois por «Aiguardent», e outros dois por Ga-gà (2006), como Melhor espectáculo de dança e Melhor Coreografia. Em 2005, venceu o prémio nacional de Dança da Catalunha pelo reconhecimento da sua trajectória.

Marta Carrasco, com o espectáculo ‘Dies irae. En el requiem de Mozart’ estará no FITEI 2010, com uma apresentação única no Teatro Nacional São João, no dia 7 de Junho.

segunda-feira, 3 de maio de 2010



A Tarumba – Teatro de Marionetas realiza em Lisboa, pelo décimo ano consecutivo, o FIMFA Lx – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas, um projecto aberto a novas tendências, de dimensão internacional, que pretende promover e divulgar uma área específica de expressão artística: o universo das formas animadas.

De 6 a 30 de Maio de 2010, Lisboa será de novo o grande ponto de encontro do teatro de marionetas e formas animadas. Artistas de todo o mundo e de reconhecido mérito internacional estarão presentes no festival.

O FIMFA Lx afirmou-se desde 2001, como um espaço de programação contemporânea, inovadora e alternativa, apresentando as formas contemporâneas de teatro de marionetas para um público adulto, mas não esquecendo o seu contraponto com as mais tradicionais. Espectáculos que revelam técnicas ancestrais estarão em confronto com linguagens inovadoras.

Nesta edição comemorativa, que cobre o período de vinte e cinco dias, vinte e sete companhias foram convidadas, provenientes de treze países, Alemanha, Argentina, Bélgica, Espanha, Estados Unidos da América, França, Finlândia, Holanda, Japão, Reino Unido, República Checa, Taiwan e, é claro, Portugal. Estão previstas cerca de cem representações, que envolvem espectáculos de sala, de pequenas formas e de rua. É ainda desenvolvida uma componente laboratorial e experimental, que permite a aproximação e troca de experiências entre criadores, bem com um conjunto de actividades complementares.

domingo, 2 de maio de 2010

Parole, parole, parole…


Parole, Parole, Parole..., de Dinis Machado, hoje, 2 de Maio, 21h30, de novo no Espaço NEC, Porto.

Parole, parole, parole… é pouco mais que uma rima poética. Levemente melancólica, talvez , quando quase se inclina para uma comédia de um mal de vivre tão próximo, um tédio tão naturalmente burguês, tão nosso portanto.

O espectáculo parte daquilo que na linguagem é o seu potencial projectista, de desenhar aquilo que vamos querer que seja, e encontra-se em diálogos a dois, reais ou hipotéticos, que tentam construir utopias (Pessoais, domésticas ou comunitárias), que se confrontam pacificamente com a falha de todos os seus épicos projectos, e que faticamente se consolam no vazio das frases que procuram esconder a descrença no futuro (que se tornará [ou ter-se-á já tornado?] prematuramente presente)

Eles (ou seja, nós) procuram reencontrar-se com a ilusão, manter-se activos na construção de qualquer coisa que intuem, não se deixar esmorecer, e permanentemente se confrontam com o seu reverso, a desilusão, a inevitável derrocada dos materiais concretos, que não espelham nunca essa realidade mais real, porque mais viva e mais presente, que se desenrola continuamente nos seus projectos de um mundo por vir, juntamente com o tão esperado consolo final.

Eles, vigiam-se fantasmaticamente no seu fazer, num paternalismo exercido sobre si mesmo. Porque não querem aprender a contemplar poeticamente a sua própria morte.

Com Ana Rocha, Dinis Machado, Inês Vaz e Jorge Gonçalves

sábado, 1 de maio de 2010

Daniel Abreu em digressão

A Companhia Daniel Abreu, de Madrid, mantém em digressão "Negro", tendo sido apresentada no Teatro Auditório de Albacete, integrada na programação da Feria de Teatro de Castilla la Mancha. Este trabalho, é uma co-produção do Centro Coreográfico Galego e do Auditório de Tenerife.

Com direcção de Daniel Abreu e com os intérpretes Janet Novas, Carmen Fumero, Anuska Alonso e o próprio Daniel Abreu, esta coreografia tem música original de Masahiro Hiramoto.

Negro é um trabalho coreográfico para quatro bailarinos, que se fundamenta no corpo como único instrumento motor de toda a sensação. A coreografia é constituída por cenas criadas a partir da reflexão das acções do quotidiano.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Fazer 28 vezes a Festa!


Pretende sensibilizar públicos diversificados, especialmente os mais jovens. O "Fazer a Festa" tem 28 anos e, está de novo nos Jardins do Palácio de Cristal de onde saíu o ano passado por divergências com a Câmara Municipal do Porto.

Em 2010 pretende continuar aquilo que defeniu como objectivos, como apresentar espectáculos das mais importantes companhias e criadores portugueses, em espaços não convencionais, assim como dar a conhecer espectáculos e companhias estrangeiras e criar laços artísticos e de intercâmbio com o teatro e o público português.

Tem, ao longo deste anos - é o terceiro mais antigo festival de teatro português - mostrar o trabalho das companhias portugueses fora das áreas de Lisboa e Porto, das companhias espanholas, especialmente da Galiza e a apresentação de novos projectos, companhias e criadores. Tem feito coincidir na mesma programação nomes consagrados e desconhecidos, num caleidoscópio de várias disciplinas teatrais.

A programação deste ano volta a contemplar um programa teatral especialmente dirigido às escolas. Até ao dia 2 de Maio, os Jardins do Palácio de Cristal, o Museu Nacional Soares dos Reis e o Cine-Teatro Constantino Nery de Matosinhos estão a 'fazer a festa'.

Programa geral pode ser consultado AQUI

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Teatro Corsário com nova criação de marionetas

O espectáculo de marionetas inspirado nos contos de Edgar Allan Poe "La Maldicion de Poe" tem acolhido críticas muito favoráveis na comunicação social. A Companhia Teatro Corsário, dirigida por Fernando Urdiales, que tem feito digressões por toda a Espanha e ainda por França, Inglaterra, Alemanha, Áustria, Itália, Portugal (esteve no FITEI em várias ocasiões), Bélgica, Holanda, Dinamarca, Polónia, México, Colômbia, Porto Rico e Estados Unidos, criou em 1994 uma secção dedicada ao teatro de marionetas, dirigida por Jesus Peña.

"La Maldicion de Poe", estreada em Fevereiro último é uma segunda versão, já que foi com esta peça que iniciaram as criações com formas animadas.

Ferran Baile, diz que "os insólitos, espectaculares e soberbos espectáculos de marionetas do Teatro Corsário converteram-se em espectáculos de culto e não só para o público teatral".
Por sua vez, Javier Vallejo escreve que"não há filme que iguale a experiência de ver ao vivo um espectáculo de marionetas de terror do Teatro Corsario".

quarta-feira, 28 de abril de 2010

AT ONCE - Performance de Ana Mira


Nas COMEMORAÇÕES DO DIA MUNDIAL DA DANÇA, o Balleteatro Escola Profissional apresenta AT ONCE, Performance de Ana Mira, dia 28 Abril, pelas 16h30.

Em Setembro 2009 participei no Solo Performance Commissioning Project em Findhorn, na Escócia.Neste projecto coreógrafos e bailarinos, com o apoio de várias entidades e pessoas da sua comunidade artística, comissariam um solo de Deborah Hay. A coreógrafa norte-americana transmite o solo e guia os participantes na sua performance durante um período de 11 dias num contexto de residência. Após a conclusão desta experiência com Deborah Hay, cada participante compromete-se a praticar o solo diariamente e adaptá-lo consoante a sua linha estética e processo criativo, por um período mínimo de 3 meses antes da primeira apresentação pública do solo. Ao longo de 5 meses, em colaboração com o artista plástico Francisco Tropa, fiz a adaptação de At Once. Neste evento apresento a versão de At Once para estúdio com duração aproximada de 30 minutos.” – Ana Mira


No dia 29, pelas 19h00 é apresentado V.E.R. - VERMELHO, ENCARNADO E RUBRO, com direcção artística de Ana Macara.

Um trabalho cénico afectado pela obra de Roland Barthes, onde o vermelho da paixão se cruza com os rubros do quotidiano e o encarnado da nossa sanguinidade.
Fragmentos de um Discurso Amoroso, é uma resposta do autor Roland Barthes aos seus contemporâneos, que haviam marginalizado completamente a linguagem do amor de sua esfera do pensamento, das suas concepções artísticas, culturais ou científicas. Ela era reputada como algo pertencente a um passado excessivamente sentimental, sendo, portanto, segregada por aqueles que se consideravam modernos.
Também neste espectáculo queremos recuperar o valor das paixões, emoções levadas ao rubro, encarnadas em nossos corpos.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Conferência de imprensa do FITEI 2010

O director artístico do Teatro Nacional de São João, Nuno Carinhas, acompanhado pela presidente do conselho de administração, foram os anfitriões da Conferência de Imprensa do FITEI realizada hoje, pelas 16 horas, no Salão Nobre do TNSJ. A programação da trigésima terceira edição do festival foi apresentada por Mário Moutinho, director artístico do FITEI. A conferência contou com a presença da directora artística do Teatro da Trindade, que se deslocou ao Porto propositadamente para participar na conferência, uma vez que o Teatro da Trindade é, este ano, parceiro do festival do Porto.

Para além de apresentar as linhas gerais da programação do FITEI 2010, Mário Moutinho referiu as diversas parcerias do festival deste ano, com destaque para o Teatro Nacional de São João, daí esta apresentação se realizar nas suas instalações, o Cine-Teatro Constantino Nery, o Teatro da Trindade e a Fundação Serralves.

Enquanto estrutura convidada para a edição 33 do festival, o NEC Núcleo de Experimentação Coreográfica, apresentou o projecto Viver a Rua, no âmbito da primeira edição de «Livro de Visitas», concebido pelo britânico Joshua Sofaer.

Foram ainda destacadas as diversas estreias absolutas, as co-produções e as extensões do festival a Bragança, Vila Real, Estarreja, Lisboa, Guarda e Santiago de Compostela.

A programação completa, incluindo as actividades paralelas, as extensões, o Último Acto em Matosinhos e as Oficinas FITEI, estará disponível no site www.fitei.com a partir das primeiras horas do dia 28 de Abril.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Encenada peça de Abel Neves que ganhou prémio luso-brasileiro

Até 30 de Maio, no Teatro Nacional D. Maria II , está em cena "Jardim Suspenso", a peça vencedora da edição de 2009 do Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva. Abel Neves assina uma história que tenta apresentar-se simples e, simultaneamente, complexa, e que é também uma história da nossa condição humana.

Até onde pode levar a fidelidade num amor que não é correspondido?
Luzia, jovem arquitecta, não abdica da sua fidelidade. No "jardim" que construiu por amor, cresce a sua devoção amorosa por Mateus. Ignorando este sentimento, a família tenta compreender o enigma. Mas a vida continua e o jardim... suspenso.

Encenação de Alfredo Brissos, com Carla Chambel, Carlos Oliveira, Carmen Santos, Luciana Ribeiro, Manuel Coelho e Simone de Oliveira.

Parceria FUNARTE, DGArtes, Instituto Camões, TNDMII

domingo, 25 de abril de 2010

Prémio para Vanessa Sotelo

O IV Premio "Diario Cultural" de Teatro Radiofónico foi atribuído à obra Indoor, de Vanesa Martínez Sotelo.

O júri sublinhou "a escrita contemporânea da obra vencedora, Indoor, assim como a originalidade do texto com ritmo medido e marcado para o tempo exigido e a sua linguagem expressiva e poética onde se destaca também o manejo da síntese".

A autora de Indoor, Vanesa Martínez Sotelo, é actriz e dramaturga. Trabalhou em diferentes companhias teatrais como a Aula de Teatro da Universidade de Santiago, na companhia francesa Amphi-Théâtre, Teatro no Aramio e, actualmente, na Inversa Teatro, cujo trabalho de estreia é a obra Expostas de que é co-autora. Foi dramaturga residente para o CDG com a obra Estigma e artista residente na mesma instituição em 2009 com o projecto Corpo-puta-vaca-berro. Membro do conselho de redacção da Revista Galega de Teatro (fez para esta revista a cobertura crítica do FITEI 2008), actualmente combina o seu trabalho como actriz com os estudos de encenação na Escola Superior de Arte Dramática de Galicia.

sábado, 24 de abril de 2010

25 anos de Angels Margarit/cia. MUDANCES

Em 2010, a Angels Margarit/cia. MUDANCES comemora 25 anos de actividade; um percurso que pretende celebrar.

25 ANYS MUDANCES propõe um conjunto de actividades que mostram perspectivas diferentes de trabalho da companhia em torno da dança e da criação. No encerramento de um ciclo, pretende oferecer uma retrospectiva sobre a sua trajectória e, ao mesmo tempo, orientar e fazer emergir projectos futuros.

O projecto é transversal e contempla formação, transmissão, criação, difusão e arquivo com o objectivo de passar testemunho, de deixar memória de sua experiência e conhecimento acumulados com a prática e o compromisso da dança; um saber que se transmite de pessoa a pessoa.

25 ANYS MUDANCES inicia-se em 25 de Abril e prolonga-se até Novembro.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Becket no Abadia

Estreou no passado dia 13 no Teatro de la Abadía, em Madrid, 'Fin de partida', de Samuel Beckett, dirigido por Krystian Lupa e com um elenco encabeçado por José Luis Gómez, que dá vida a Hamm, acompanhado por Susi Sánchez no papel de Clov e por Ramón Pons e Lola Cordón.
Krystian Lupa (Prémio Europa de Teatro 2009), depois de dirigir textos de Thomas Bernhard e montagens sobre figuras como Andy Warhol e Marilyn Monroe, decide abordar pela primeira vez Beckett.

‘Fin de partida’, é uma obra essencial de Beckett. "Devemos arrancar o máximo de gargalhadas que seja possível com esta coisa atroz", disse Beckett aos actores de ‘Fin de partida’.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Teatro Mosca na Casa Conveniente

Depois de ter estreado "Dor Fantasma", com textos de Manuel Bastos e direcção de Mário Trigo, no Porto, no Estúdio Zero, em Novembro do ano passado e depois da apresentação em Sintra, na Casa de Teatro de Sintra, em Janeiro deste ano, o espectáculo é reposto, agora em Lisboa, na Casa Conveniente, em Lisboa (Cais do Sodré), entre 26 de Abril e 2 de Maio.

"Dor Fantasma" constitui-se como um «monólogo a duas vozes», no qual duas personagens – um combatente e uma mulher - relatam episódios da «sua guerra», avaliando-a até às suas ínfimas, imponderáveis consequências.


Os «fait-divers» do teatro de guerra - entenda-se, o conjunto de acontecimentos que, em meio do caos, instituem essa espécie de perverso «padrão de normalidade» - são permanentemente desmontados pelo olhar lúcido, clínico, distanciado das personagens, apostadas em transmutar o horror da guerra em material de reflexão política (apartidária) ou em exercício extremo de auto-conhecimento.


A deliberada inclusão da personagem feminina na colagem de que o guião resulta- caucionada pela tematização que Manuel Bastos, atentamente, lhe vota - corresponde à candente necessidade de reconhecimento do papel (ainda hoje secundado) que a mulher portuguesa desempenhou antes, durante e depois do conflito armado aduzido.