sábado, 10 de julho de 2010

“La maldición de Poe” premiada na Croácia

La maldición de Poe” do Teatro Corsario obteve o Prémio Nube para o melhor espectáculo no PUF Festival Internacional de Teatro de Pula (Croácia),ex-aequo com a companhia Bacači Sjenki e a sua obra “Odmor od povijesti”.

OFestival, realizado entre os dias 1 e 5 de Julho, contou com a participação de companhias da Croácia, Itália, Eslovénia, Polónia, República Checa, Israel e França.

La maldición de Poe”, donde se recriam com marionetas vários contos de Edgar Allan Poe, foi igualmente premiado como o melhor espectáculo na última edição da Feria de Teatro de Títeres de Lleida.

O Teatro Corsário, que esteve por diversas vezes no FITEI, é uma das mais premiadas companhias teatrais de Espanha.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Júlio Cardoso no Palco da Vida


Foi ontem apresentado no Cine Teatro Constantino Nery, em Matosinhos, o livro Júlio Cardoso no Palco da Vida da autoria de António Rebordão Navarro. O livro foi apresentado pelo Prof. Arnaldo Saraiva, antecedendo a abertura das exposições "Fragmentos de um Quimérico Vôo" e de obras do artista Paulo Carteiro, alusivas à carreia do actor.

Estas exposições podem ser vistas até ao final de Julho.

A publicação deste livro sobre a vida do actor Júlio Cardoso, insere-se no programa idealizado para comemorar os seus cinquenta anos de carreira.

Também naquele teatro terão lugar duas representações da obra EU SOU A MINHA PRÓPRIA MULHER, um trabalho solo de Júlio Cardoso recentemente estreado com encenação de João Mota.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Emmanuel Demarcy-Mota volta ao TNSJ

Casimir et Caroline, de Ödön von Horváth, com encenação Emmanuel Demarcy-Mota, sobe à cena no Teatro Nacional de S. João, no dia 9 de Julho.

Munique, anos 1930, uma noite na festa da cerveja, posto de observação que Ödön von Horváth escolheu para contar, em Casimir et Caroline, a euforia angustiada de uma geração a viver o pesadelo do período entre as duas Guerras Mundiais. Uma peça política, sem “mensagem” e sem moralismos de circunstância, que permite a Emmanuel Demarcy-Mota prosseguir a sua pessoalíssima reflexão sobre a condição dos heróis contemporâneos, homens sem qualidades submersos em violentas crises identitárias, primos direitos do Bérenger de Rhinocéros, de Ionesco (que o TNSJ acolheu em 2006), ou do Galy Gay de Homme pour homme, de Brecht. “Carrossel fúnebre”, lemos numa recensão crítica a este espectáculo rigoroso e feérico, de uma tristeza serena, o primeiro que Demarcy-Mota assinou na qualidade de director do parisiense Théâtre de la Ville.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Prémio para Cristina Reis


A cenógrafa e figurinista Cristina Reis foi distinguida com o Prémio Gulbenkian de Arte 2010. O júri destacou a “excepcional capacidade de invenção” de Cristina Reis, que, numa carreira com 35 anos, tem trabalhado sobretudo com o Teatro da Cornucópia.

O prémio foi anunciado juntamente com o Prémio Gulbenkian Educação, atribuído ex-aequo à ACTA-Companhia Teatral do Algarve e à Academia de Música de Viana do Castelo. O juri “decidiu distinguir duas instituições com âmbitos de actuação distintos, uma no domínio do teatro e outra no do ensino musical, com uma marcada acção pedagógica em cada uma das áreas e que têm investido fortemente na formação e sensibilização de públicos.”

Todos os prémios serão entregues no dia 20 de Julho às 18h, no Anfiteatro ao ar livre da Fundação Gulbenkian numa cerimónia aberta ao público.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Novo reinado de Mina e Fifi no Alquibla Teatro

Treze anos depois da estreia, ALQUIBLA TEATRO, de Múrcia, volta a apresentar Mina e Fifí em LAS REINAS DEL ORINOCO, do mexicano Emilio Carballido, espectáculo que deu à companhia extraordinários resultados de público e crítica.

LAS REINAS DEL ORINOCO é uma “comédia amarga”, como lhe gosta de chamar o encenador Antonio Saura, a partir da sua visão becketiana. É a história de uma viagem pelo Orinoco. A viagem, num barco à deriva, de duas vedetas de terceira linha: MINA e FIFÍ, FIFÍ e MINA. A viagem de tantos homens, mas sobretudo de tantas mulheres, como metáfora da vida entendida como rio, como viagem, como navegação.

Lola Martínez e Esperanza Clares dão de novo vida a MINA e FIFI. O espectáculo encontra-se agora em digressão por Espanha.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Texto e encenação de Jorge Silva Melo em estreia na Culturgest

FALA DA CRIADA DOS NOAILLES QUE NO FIM DE CONTAS VAMOS DESCOBRIR CHAMAR-SE TAMBÉM SÉVERINE NUMA NOITE DO INVERNO DE 1975, EM HYÈRES, de Jorge Silva Melo, com Elsa Galvão, Vânia Rodrigues, Pedro Lamas, Pedro Mendes, António Simão, David Granada, Diogo Cão, Estevão Antunes, Inês Cunha, Jessica Anne, Joana Barros, Joana Sapinho, João de Brito, João Delgado, Marta Borges, Miguel Aguiar, Raquel Leão, Ricardo Batista, Rúdi Fernandes, Sara Moura, Sérgio Conceição, Susana Oliveira e Tiago Nogueira, estreia no Grande Auditório da Culturgest, na 6ªfeira, dia 16, às 21h30. Espectáculo integrado no Festival de Almada, com encenação de Jorge Silva Melo e cenografia e figurinos de Rita Lopes, é uma Co-produção Artistas Unidos / Fundação Culturgest/ Festival de Almada.

domingo, 4 de julho de 2010

Comunicado da PLATAFORMA DO TEATRO

O profissionais do teatro reunem-se Segunda-feira, dia 5, em Lisboa com os profissionais da dança e do cinema e audiovisual, no Teatro Maria Matos. Trata-se de uma reunião dos criadores, trabalhadores e agentes das áreas artísticas e culturais para encontrar soluções que impeçam a aplicação dos cortes anunciados pelo Ministério da Cultura que atirarão a arte e a cultura de Portugal para uma crise sem precedentes.

O anunciado corte de 10% dos apoios do Ministério da Cultura já contratualizados com todos os agentes culturais decorre da cativação de 20% no orçamento do MC. No entanto, o orçamento do MC tem vindo a ser reduzido de forma drástica nos últimos anos e é um dos mais baixos da Europa. Apesar disso, o trabalho dos agentes culturais tem um impacto positivo crescente na economia portuguesa. Os agentes culturais têm criado cada vez mais riqueza, o que torna as estruturas e trabalhadores da cultura num exemplo de solidariedade com as dificuldades económicas do país e de sucesso no esforço de crescimento com que Portugal é hoje confrontado. Neste sentido, os cortes anunciados são profundamente injustos.
A Senhora Ministra Gabriela Canavilhas considera os cortes anunciados "uma redução de uma pequena parte das verbas". Trata-se, é certo, de uma parcela residual no esforço global que é exigido a todo o país. No entanto, dada a precariedade do meio cultural e artístico, tal como a ausência de protecção social dos trabalhadores desta área, qualquer redução das já parcas verbas atribuídas aos agentes culturais tem um impacto tremendo e fará entrar em recessão uma actividade que está em crescimento. Ou seja, cortar pouco dinheiro numa actividade que já tem muito pouco, tem efeitos mais graves do que cortes iguais em actividades onde os apoios são muito mais significativos. Neste sentido, os cortes anunciados são desproporcionais e desiguais. São também ineficazes, uma vez que causam estragos irreversíveis no tecido cultural e artístico. Diversos projectos serão cancelados sem grandes benefícios no combate ao défice, uma vez que, como a própria titular da pasta assume, são "pequenas" as verbas resgatadas. É, assim, em nosso entender uma medida incorrecta que não defende nem o esforço de redução da despesa pública, nem a população portuguesa nem os agentes culturais.
O corte de 10% de todos os apoios estatais aos agentes culturais de todas as áreas é anunciado pela Senhora Ministra da Cultura como a "única forma" de assumir compromissos anteriores e novos financiamentos para 2010. No entanto, a tutela esquece-se de mencionar a total ausência de informação por parte da Direcção Geral das Artes em relação aos apoios anuais e pontuais já atribuídos e por atribuir. Estes cortes são anunciados num momento em que os atrasos nos concursos e a total ausência de comunicação por parte do MC, tinha já lançado o tecido artístico e cultural num impasse impossível de suportar.
Ainda que se entenda que, num conjunto de medidas de restrição orçamental em todos os sectores, o Governo não queira criar nenhuma situação de excepção que pudesse descredibilizar perante a opinião pública o conjunto dessas medidas, também nos parece inaceitável que os cortes no financiamento se transformem, no caso da produção cultural, em medidas de penalização de um sector que contribui generosamente para uma valorização do país contando apenas com verbas de apoio Estatal extremamente reduzidas. E muito menos aceitável que as medidas possam ter carácter retroactivo, obrigando os produtores culturais a pagar ao Estado verbas que já gastaram e que acreditaram que lhes tinham sido atribuídas, destinadas a viabilizar projectos de utilidade pública. Tais medidas retroactivas viriam a pôr em causa a própria boa fé do Governo aquando da atribuição dos apoios, como se afinal não julgasse essas verbas necessárias.
Também é difícil de aceitar que o próprio Ministério da Cultura desconheça os mecanismos de produção e não entenda como em tantos casos (os mais organizados), baseados nas anunciadas e tantas vezes já contratadas atribuições de apoios, será impossível voltar atrás na programação prevista e cancelar compromissos já assumidos com terceiros.
Dado que no orçamento geral do Estado as verbas destinadas à Cultura pesam afinal tão pouco e que os produtores culturais tanta generosidade têm demonstrado trabalhando com verbas tão escassas para a valorização cultural do país, (e uma breve comparação com os custos de produção de outros países europeus imediatamente o confirmaria), julgamos que seria indispensável uma mais profunda revisão das medidas de restrição anunciadas pela Senhora Ministra da Cultura.
PLATAFORMA DO TEATRO
Ar de Filmes
Artistas Unidos
Barba Azul
Casa Conveniente
Chão de Oliva
Joana Teatro
KARNART C. P. O. A. A
Mala Voadora
Mundo Perfeito
O Bando
Plateia
Primeiros Sintomas
Qatrel
Teatro da Comuna
Teatro da Cornucópia
Teatro da Garagem
Teatro da Rainha
Teatro do Vestido
Teatro dos Aloés
Útero

sábado, 3 de julho de 2010

Audição para actores na Galiza

O Centro Dramático Galego anunciou a abertura de uma candidatura para 6 actores e actrizes para a produção de 2010 “Salomé”, de Oscar Wilde.

A contratação, numa modalidade de contrato especial para artistas, prevê uma duração de 6 meses, a partir do 27/09/2010.

O procedimento de selecção será através de uma audição pública.

Os candidatos devem ser espanhóis ou de qualquer dos Estados membros da União Europeia, ou de um Estado com o qual, em virtude dos tratados internacionais celebrados pela União Europeia e ratificados por Espanha, seja aplicada a livre circulação de trabalhadores.

Outras informações e regulamento em
http://www.agadic.info/mediateca/documentacion/cdg/convocatoria_salome.pdf

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O FESTLIP arranca dia 14, no Rio de Janeiro

O FESTLIP 2010 - Festival do Teatro da Língua Portuguesa surge na sua 3ª edição entre 14 e 25 de Julho. Realizado na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, reunindo de forma inédita os oito países da CPLP – Comunidade dos Países da Língua Portuguesa, que tem o português como língua oficial: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Brasil.

O FESTLIP pretende ser "um cenário onde as culturas e as manifestações artísticas destes países unem forças para desenhar um novo momento na história do Teatro". Serão 12 dias com 15 espectáculos teatrais inéditos, exposição de fotografias, palestras, leituras, oficinas, mostra gourmet e uma festa com nomes importantes da música brasileira e dos países participantes no Teatro Odisséia, na Lapa, centro do Rio.

"Entendemos que promover a língua portuguesa em sua diversidade e dinamismo é tarefa indispensável ao fortalecimento de nossa cultura e para afirmação de nossa visão de mundo. As edições anteriores do FESTLIP deixam claro que a unificação da língua falada é algo intangível e é a referência mais forte de um povo. Neste Festival os artistas se unem, se despem e se apresentam dando vida às peculiaridades de suas expressões artísticas e vocabulários. Este intercâmbio cultural entre os países falantes da mesma língua dá o brilho anual ao FESTLIP."

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Se o mundo fosse bom, o dono morava nele


O CENDREV, de Évora, estreia dia 13 de Julho e manterá em cena até dia 31 de Julho
Se o mundo fosse bom, o dono morava nele a partir de Ariano Suassuna, Gil Vicente e Januário de Oliveira (Ginu). Um espectáculo integral, onde até o público é convocado a participar, numa fusão de actores/bonecos/músicos, subvertendo as unidades de tempo, lugar e acção, deixando soltar-se a imaginação dos espectadores. Uma dramaturgia que mergulha no universo popular para falar do desconcerto do mundo. Encenação: José Russo e Maria Marrafa. Cenografia, Figurinos e Bonecos: Inêsde Carvalho. Interpretação: Álvaro Corte Real, Ana Meira e José Russo.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Pacífica e cartaz do FITEI 2009 na "Revolution 99-09"

A Experimenta contactou a Pacifica para estar na exposição de Revolution 99-09 que apresenta o que fez de melhor em de Design em Portugal nos ultimos 10 anos.

Revolution 99-09 é uma exposição sobre design português nas áreas de design gráfico e de produto. Reunindo cerca de 190 projectos de mais de 70 designers e estúdios, apresenta uma visão da produção nacional dos últimos 10 anos através de um acervo que ultrapassa as 400 peças.

Entre outros trabalhos, a Pacífica irá expor o cartaz que desenvolveu para o FITEI 2009.

Podem ter mais informação nos seguintes links:
http://www.experimentadesign.pt/revolution/pt/index.html
http://www.experimentadesign.pt/revolution/pt/dg-pacifica-fitei.html

terça-feira, 29 de junho de 2010

Mónica Calle no Teatro Maria Matos

O ginjal ou o sonho das cerejas, em cena entre 1 e 10 Julho 21h30 (excepto segunda 5) e domingo 11 às 16h30, no Teatro Maria Matos, em Lisboa. Criação de Mónica Calle.

Desde 1992 que Mónica Calle, directora artística da Casa Conveniente, tem vindo a desenvolver um trabalho que procura uma interacção privilegiada com a palavra, visitando autores como Bernhard, Beckett, Handke e Tchekov. "Sabem uma coisa? Eu levanto-me às quatro da manhã. Às vezes quando não consigo dormir, penso: meu Deus, deste-nos florestas enormes, campos infinitos, horizontes sem fim, e por isso tudo, nós, vivendo aqui, devíamos ser autênticos gigantes...". O sonho das cerejas. Contar histórias e rir enquanto a casa é destruída. E continuar a viver.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

I really want to stay here now

Mónica García, Ricardo Santana e Iván Marcos estreiam o espectáculo de dança I really want to stay here now! no Festival de Dança de Rua Empape, no dia 3 de Julho (18,50 h) na Torre de Hércules, Corunha.

Fascinados pela música, a dança e a estética Soul dos anos 70, "I really want to stay here now" procura investigar a sua essência; o ritual, a apropriação, a afirmação do indivíduo, o grupo; o uso do corpo perante a transcendência do mesmo, a repetição e o movimento rítmico como facilitador de uma viagem que parte do superficial e artificial para o íntimo e o natural, e do individual para o colectivo.

Teatro Praga no CCB

3 e 4 de Julho no Grande Auditório do CCB, Sonho de uma Noite de Verão, um espectáculo do Teatro Praga em colaboração com Os Músicos do Tejo, a partir de Sonho de Uma Noite de Verão de William Shakespeare e de The Fairy Queen de Henry Purcel.

Para quê fazer teatro quando só se pensa no Verão e no Amor?
Para quê a chatice do teatro quando só se pensa no Verão e no Amor?
Para quê chatearmo-nos com as questões mais quentes e hodiernas quando só se pensa no Verão e no Amor?
Para quê desinquietar as mentes? Para quê pretender a inscrição? Para quê dominar o léxico contemporâneo? Para quê tanta ironia e multi-referência? Para quê tantas horas passadas na internet com esperança de não largar o zeitgeist? Para quê tanto download?
Para quê fazer inimigos ideológicos e estéticos? Para quê queimar pestanas a ler os benjamins do Badiou? Para quê ganhar rugas e cabelos brancos? Quando o que queremos é: Verão e Amor?

Sonho de Uma Noite de Verão é para relaxar e “enjoyar”.
É estar sempre on, sem pensar nos que estão off.
É ser tratado como um príncipe e adorar cada momento.
É sentir a corrente passar e esqueceeeeeeeer-me de miiiiiiiim…
É como dar um jantar em casa e evitar “certos temas” para que ninguém se aborreça e a
conversa possa fluir imaculada.
É como ir na auto-estrada para o Algarve, ar condicionado no máximo, musiquinha barroca no rádio, namorad@ ao lado a dar beijos no pescoço… e aí vão eles, a duzentos à hora rumo ao futuro onde lhes espera uma festa temática, um cocktail da moda e uma conta astronómica para pagar no Inverno.

domingo, 27 de junho de 2010

Teatro El Baúl estreou nova peça

O grupo colombiano Teatro El Baúl apresentou na sala Zero no Zero, de Quito, Equador, nos dias 25 e 26 de Junho, em estreia absoluta, a sua nova produção, ‘Con mis pies en tu tierra’. Na peça, escrita e dirigida por Jorge Romero e interpretada por Catherine Gutiérrez, uma jovem encontra-se só protegendo a sua herança ancestral, reduzida a uma pequena parcela que se encontra em perigo dado o interesse de outros. Neste espaço cheio de pinceladas andinas, as imagens dialogam com problemáticas desgraçadamente familiares para a povoação camponesa da América Latina como a opressão, a pobreza e as deslocações ocasionadas tanto por conflitos de guerra como pela pressão de multinacionais, monopólios e empresas poderosas.

sábado, 26 de junho de 2010

Destaques do Festival de Almada


Uma lição dos aloés, de Athol FUGARD, com encenação de José PEIXOTO, abre o Festival de Teatro de Almada, no próximo dia 4, pelas 22h00. Um africânder, Piet, aguarda o seu amigo de "cor" Steve e a família deste para um jantar de despedida. Na espera tenta identificar um aloé desconhecido cuja colecção e estudo é a sua última grande paixão. A sua mulher, Gladys, emocionalmente desequilibrada devido à apreensão dos seus diários pela polícia, tem uma total descrença na sociedade em que vive. Entretanto, o amigo aparece sozinho, pois a sua mulher não confia em Piet. No desenrolar da trama constata-se que se é possível classificar os aloés já o mesmo não sucede com as pessoas, pois estas modificam-se e afastam-se da matriz original.Intérpretes Daniel Martinho, Elsa Valentim e Jorge Silva.

Destaque nos primeiros dias do festival (dia 5) é o regresso de Diálogo de um cão com o seu dono sobre a necessidade de morder os seus amigos, de Jean-Marie PIEMME, com encenação de Philippe SIREUIL. O público votou e o espectáculo está de volta ao Festival de Almada como Espectáculo de Honra da edição deste ano. Vamos rever os actores Philippe Jeusette e Fabrice Schillaci nesta deliciosa farsa do dramaturgo Jean-Marie Piemme. Nela se conta a história de um encontro improvável entre um homem e um cão. O primeiro é porteiro de um hotel de luxo, mas mora numa caravana; o segundo passa o tempo a fazer cabriolas à frente dos carros para saborear o rangido das derrapagens. A caravana, a poltrona esventrada, um céu negro ou cor-de-rosa, uma cauda, orelhas e um focinho falsos, a vistosa libré de porteiro do Hotel Claridge são sinais de um mundo de pernas para o ar, em que só o discurso desconcertante das personagens parece fazer sentido.

Ainda no início do festival Dança da morte, a partir de textos portugueses e espanhóis dos séculos XIV a XVI, com dramaturgia e direcção de Ana Zamora. A nova criação de Ana Zamora recupera textos portugueses e espanhóis dos séculos XIV a XVI, centrados na temática da morte. A peste negra, pandemia que assolou a Europa durante o século XIV dizimando um terço da população, desencadeou uma intensa reflexão acerca da precariedade da vida, sendo a «dança macabra» uma das suas expressões culturais mais impressivas. Neste espectáculo, actores (destacando-se Luís Miguel Cintra), títeres e músicos confrontam o apagamento contemporâneo da morte com esta sua dramatização arcaica, tão satírica quanto esperançosa. Os intérpretes são Luis Miguel Cintra, Sofia Marques e Elena Rayos, com interpretação musical ao vivo. Entre 6 e 13 de Julho.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

ENCONTRO ARTES CÉNICAS em Muxía

Entre 12 e 17 de Julho, com o patrocinio do Concello de Muxía, realiza-se o ENCONTRO ARTES CÉNICAS, composto por uma acção de formação de Dança Contemporânea.

ANA BUITRAGO, bailarina de Granada, orienta a acção CARTOGRAFAIS INCERTAS (Diálogos do corpo com a memoria e o imediato). A sessão final é aberta ao público.

Esta formação é aberta à participação de pessoas interessadas na composição do movimento e nas ferramentas de traballo do corpo em cena.

A inscrição deverá formalizar-se para correo@muxia.dicoruna.es ou fax 981742298.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Final da temporada do Teatro Ensalle

Nos dias 25 (22:00h.), 26 (22:00h.) e 27 (21:00h.), a Companhia Teatro Ensalle, de Vigo, fecha a temporada com a estreia de LA MALEZA.

Depois de abordar em 105 pasos o la mecánica de la carne a situação política do planeta, a separação radical entre hemisférios e a injustiça reinante entre os que fazem e os que olham; mergulhamos em La última fila para fixar de alguma maneira a nossa atenção no que chamamos a “política individual”, as nossas relaçoes e o nosso comportamento com os que nos rodeiam.

A Companhia Teatro Ensalle foi escolhida para o Circuito Estatal de Salas Alternativas, para além de apresentações em Buenos Aires, Montevideo, Salto, Resistencia e Formosa. O êxito alcançado pela companhia no continente americano, levou Pedro Fresneda, director e dramaturgo, a voltar a “incidir na procura de pontos de encontro entre a “política global” e a “política individual. […]“Em LA MALEZA, perguntamo-nos que relação existe entre o comportamento de cada individuo e o comportamento dos “nossos” políticos. Tentamos descobrir as semelhanças entre a velha Europa e as velhas políticas de repetição que vimos assistindo na primeira década do século XXI.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

dFeria em Donostia

La Mujer Justa - Tantaka

Iniciou ontem, dia 22, uma nova edição da dFeria, em Donostia / San Sebastian. Embora num formato mais reduzido, esta edição pretende ser um amostragem das diversas propostas que hoje o País Basco oferece no que diz respeito às artes cénicas. Assim, o programa propõe um conjunto de espectáculos de teatro e dança, desde os mais contemporâneos aos mais tradicionais.

A dFeria deste ano tem a duração de três dias e apresenta um total de 16 espectáculos.

terça-feira, 22 de junho de 2010

CURSO INTERNACIONAL ITINERANTE DE APERFEIÇOAMENTO TEATRAL

Estão abertas até 22 de Junho de 2010 as inscrições para as audições relativas à XIX Edição da Nova École des Maîtres – Curso internacional itinerante de aperfeiçoamento teatral, que este ano se realiza de 02 de Agosto a 14 de Setembro e de 7 a 11 de Dezembro. Com direcção artística de Franco Quadri, esta edição da Nova École des Maîtres conta com Matthew Lenton como encenador convidado. As audições de actores e bailarinos (M/F) são da responsabilidade da Direcção-Geral das Artes do Ministério da Cultura, que tem vindo a organizar regularmente o processo de selecção deste projecto desde 1999.

A Nova École des Maîtres

A Nova École des Maîtres, é um curso de formação teatral avançada que oferece uma ocasião de aperfeiçoamento a actores, e este ano também a bailarinos com experiência teatral, com idades compreendidas entre os 24 e os 32 anos. É promovido por quatro países europeus – Bélgica, França, Itália e Portugal – com o objectivo de relacionar encenadores de renome a nível internacional com jovens actores formados nos conservatórios e escolas superiores de teatro da Europa e já exercendo uma actividade profissional. Pretende-se dar vida a uma experiência de trabalho fortemente assente na confrontação e troca de experiências sobre métodos e práticas de encenação, partindo de textos, línguas e linguagens artísticas diferentes, num curso composto por ateliers itinerantes.

A
XIX edição vai decorrer sob a direcção do encenador escocês Matthew Lenton. Matthew Lenton dirige a Vanishing Point Theatre Company em Glasgow desde a sua fundação em 1999. O trabalho de encenação levado a cabo com esta companhia debruça-se sobre um teatro de histórias de poder evocativo, contados através de uma linguagem essencialmente visual, com um estilo que combina a performance física, cenários inovadores, projecções e animações. Lenton já tinha dirigido o Teatro Nacional da Escócia e colabora regularmente como formador na Royal Scottish Academy of Music and Drama. De entre os trabalhos mais recentes destacam-se Journeyman, um imponente espectáculo para o National Theatre Studio de Londres, uma nova versão de A Ópera do mendigo (co-produção Royal Lyceum Theatre, de Edimburgo e Belgrade Theatre, de Conventry), Interiors (co-produção Napoli Teatro Festival, Traverse Theatre e Lyric Hammersmith), Subway (Lyric Hammersmith), Lost ones e Invisible Man (em colaboração com o Théatre de Cornouaille, de Quimper, França). Recentemente dirigiu o seu primeiro filme, Boy, para o Channel 4 e a Touchpaper Television.

A edição deste ano

Para esta edição do curso, Matthew Lenton já definiu o título Wonderland e uma linha precisa de trabalho. "Tal como Alice no País das Maravilhas – explica o encenador – também durante a École faremos a nossa viagem ao desconhecido. E iremos usar a curiosidade como ponto de partida. Será um trabalho de criação colectiva através da improvisação, da representação e da aventura partilhada de 16 actores, orientados por um encenador.

Começaremos com um ponto de partida muito simples: a ideia de uma jovem saindo de casa e embarcando numa perigosa viagem.

Uma base de trabalho será o documentário da viagem de uma jovem europeia até à América, onde espera tornar-se uma actriz na indústria pornográfica. Usaremos ainda outros recursos do imaginário como Alice no País das Maravilhas, as Metamorfoses, de Ovídio, contos de fadas como o Capuchinho Vermelho, as misteriosas fotografias de Gregory Crewdson, bem como o contexto da cultura popular contemporânea (reality shows, arquitectura moderna e música).

Wonderland é também uma referência ao preço a pagar por te tornares uma "celebridade" e te afastares da "normalidade" da vida. Mas a que custo? Depois de deixares para trás tudo o que conheces e entrares neste "país das maravilhas", como é que é possível voltares a sair? O que é que sacrificaste?

A
XIX edição decorre de 2 de Agosto a 14 de Setembro de 2010, tendo duas sedes de trabalho em Itália, primeiro em Udine, de 2 a 19 de Agosto e de seguida em Nápoles, de 20 de Agosto a 6 de Setembro.

Os resultados do curso serão apresentados ao público por ocasião das apresentações abertas: a 6 de Setembro em Nápoles; a 8 de Setembro em Roma; a 11 de Setembro em Bruxelas; a 14 de Setembro em Lisboa (Teatro Nacional D. Maria II); e ainda a 11 de Dezembro em Reims, França.

Para esta edição da Nova École des Maîtres vão ser seleccionados um total de 16 actores e bailarinos, 4 por cada um dos países participantes no projecto.

A língua de trabalho do curso será o inglês.

Os pedidos para a participação nas audições para a Nova École des Maîtres deverão ser enviados unicamente por e-mail (nmoura@dgartes.pt) e ser recebidos até 22 de Junho de 2010.