sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Solos com convicção


As coreógrafas/performers Filipa Francisco, Cláudia Dias, Joana Von Mayer Trindade, Sofia Fitas e Susana Gaspar a convite de Madalena Vitorino vão homenagear cinco pioneiras do movimento feminista português, no âmbito das comemorações da República Portuguesa. “Solos com convicção” serão cinco performances que terão lugar no Jardim da Estrela, em Lisboa.

A primeira será Filipa Francisco que se inspirou na vida de Maria Veleda, no dia 14de Agosto, pelas 19h00. Um solo de palavras e discursos reivindicativos. Frases de Maria Veleda são lançadas através de uma musicalidade da voz, num tom de convicção e luta. Música ao vivo persegue estes discursos de conteúdo político e social. Reivindicações muito actuais afinal conquistadas há muito pouco tempo por mulheres como esta.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ciudad Rodrigo prepara-se para mais uma festa teatral


Começa no próximo dia 24 de Agosto uma nova edição da Feria de Teatro de Castilla y León, que se realiza anualmente em Ciudad Rodrigo, este ano com maior participação de companhias portuguesas: Teatro de Marionetas do Porto, Teatro do Mar e Companhia de Música Teatral.

A Feria de Ciudad Rodrigo dá, como habituamente, uma particular atenção à infância e juventude, que ocupa quase toda a programação paralela.

Algumas companhias bem conhecidas do público do FITEI estarão nesta mostra apresentando novos trabalhos.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Duas criações de Elena Córdoba no CITEMOR

Esta Quinta, dia 12 e Sexta, dia 13 de Agosto, o CITEMOR apresenta TODO LO QUE SE MUEVE ESTÁ VIVO (estreia nacional), seguido de EXPULSADAS DEL PARAÍSO (co-produção, residência de criação, estreia), criações de Elena Córdoba.

Todo lo que se mueve está vivoé um estudo sobre o aparelho locomotor, centrado nos ombros, braços e mãos.
A anatomia disseca partes do corpo em estruturas de menor dimensão para atingir o conhecimento da natureza do corpo. Assim, esta peça foi construída a partir de um estudo minucioso dos músculos, ossos, e articulações dos braços e dos seus movimentos.
Subdividimos o conhecimento e a sensibilidade dos braços, para chegar assim a um reconhecimento poético das suas acções. Cada uma destas acções está inscrita na sua estrutura.
Se efectivamente existe o que chamamos primeiro movimento, este seria a prova da geração e da corrupção, igualmente, de todos os movimentos. (Aristóteles, “El movimiento de los animales”)
Penso, como Aristóteles, que o movimento supõe uma transformação. Que tudo o que se move está vivo e move-se e desgasta-se para se manter com vida.
Elena Córdoba

Direcção: Elena Córdoba Bailarinas: Camille Hanson, Carme Torrent e Getsemaní de San Marcos

«Expulsadas del paraíso» é uma fábula sobre a aceitação da passagem do tempo contada através do ventre, o primeiro lugar do corpo a corromper-se, o mais fértil e o mais fétido. O nosso corpo, tal como o de Eva expulsa do Paraíso, caiu na consciência do tempo onde não há dois movimentos iguais, onde o ritmo não é eterno e não ordena o pulso da vida, onde cada prazer tem a gravidade do que não se repete, onde devemos usar os orifícios que abrem o nosso corpo ao mundo para continuar a viver, continuar a pulsar e continuar a ter alento.
E agora que as nossas tripas nos pesam como as de Eva quando cruzou as portas do Éden, sentimos que esta queda no tempo não é um mau castigo, ainda que pressuponha que o tempo em que nos movemos e respiramos tenha algum dia que acabar.
Elena Córdoba

Bailarinas: Montse Penela, Camille Hanson e Elena Córdoba Iluminação: Carlos Marquerie Direcção: Elena Córdoba

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Programa alargado de dança em Barcelona


Cesc Gelabert, María Pagés e a companhia de Pina Bausch são alguns dos artistas e companhias que participarão no Dansalona. Trata-se de um amplo programa a que se ligaram treze teatros de Barcelona – Almeria Teatre, Antic Teatre, Gran Teatre del Liceu, Villarroel, Mercat de les Flors, Poble Espanyol, Sala Beckett, SAT, Tantarantana Teatre, Teatre Goya, Teatre Lliure, Teatre Goya, Teatre Romea e Cloenda Dansalona – com a intenção de impulsionar este género durante os meses de Agosto e Setembro na capital da Catalunha. Para além das companhias estrangeiras, participarão também catalãs e espanholas. O evento inicia-se em 21 de Agosto e prolonga-se até 26 de Setembro.


Pode ser AQUI consultado o programa em PDF.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Gabriel Villela encena texto de Alber Camus

No Rio de Janeiro, o Teatro Sesc Ginástico tem em cartaz até ao dia 3 de Outubro a peça Calígula, de Albert Camus, prémio Nobel de Literatutra precisamente com esta obra, em 1957.

O espectáculo conta com Thiago Lacerda no papel do imperador romano Gaius César Germanicus, o Calígula, que reinou entre os anos 37 e 41, ficando conhecido pela sua natureza extravagante e, por vezes, cruel. O imperador apaixona-se por sua irmã, Drusilla, e acaba perdendo a cabeça quando ela morre. A intenção de Albert Camus ao retratar um imperador louco era fazer uma alegoria do líder nazista Adolf Hitler.

Neste sentido, a peça aborda questões da felicidade, da liberdade e do poder. Trata-se de uma reflexão sobre o homem e aqueles que podem ser seus extremos, como a loucura, o absurdo, a tristeza, o desencanto e a ferocidade.

Texto de Albert Camus, com tradução de Dib Carneiro Neto e interpretação de Thiago Lacerda, Magali Biff, Cláudio Fontana, César Augusto, Rodrigo Fregnan, Pedro Henrique Moutinho e Ando Camargo. A encenação é de Gabriel Villela.

domingo, 8 de agosto de 2010

Nova Criação 2010 de Francisco Camacho estreia no CITEMOR

O novo trabalho de Francisco Camacho e Bruno de Almeida explora as diferentes potencialidades da presença na imagem e no palco. "Nova Criação 2010" mostra, com ironia e comédia, questões relacionadas com a ética dos que representam a peça, dos que assistem e dos que aparecem no vídeo exibido. No dia 8 de Agosto no Teatro Esther de Carvalho, em Montemor-o-Velho.

Através da articulação entre os figurinos e a iluminação, criam-se certas lógicas cromáticas que levam o espectador a questionar-se "e se...?!". A resposta implica decisão e opção, a partir das quais se colocam as questões éticas.

Direcção artística de Francisco Camacho, filme de Bruno de Almeida Criação e interpretação de Mariana Tengner Barros, Rafael Alvarez, Tiago Cadete e Francisco Camacho
Produção: EIRA Co-produção: Dupla Cena/Festival Temps d'Images e Citemor

sábado, 7 de agosto de 2010

Resposta da Plataforma das Artes a José Pacheco Pereira

Não encontramos razão atendível para que um deputado da nação, um investigador, alguém que claramente não é info-excluído e comprovadamente sabe usar e navegar na internet, baseie um artigo de opinião não em factos mas antes em mitos preconceituosos que irresponsável ou intencionalmente ressuscita. E não é a primeira vez que José Pacheco Pereira (JPP) o faz. Visivelmente, nem a sua condição de deputado o obriga a um código de ética.

Se não, vejamos. Com menos trabalho e utilizando a mesma tecnologia, poderia (deveria) JPP ter visitado os sites da Direcção-Geral das Artes (DGA) e do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA). Lá encontraria toda a legislação e regulamentação dos concursos públicos para atribuição de apoios financeiros à criação/produção artística contemporânea de iniciativa não governamental. Aí verificaria como estão definidos os objectivos, os critérios de avaliação dos projectos e programas e respectiva ponderação, a composição das Comissões de Avaliação/Júris especializados. Encontraria ainda, para cada acto concursal, a avaliação quantitativa e qualitativa dos projectos, a decisão final com lista ordenada de todos os projectos seleccionados para apoio e respectivos montantes. No caso concreto da DGA, ficaria a saber que os apoios financeiros (que cobrem apenas, em média, 50% do orçamento total de cada projecto ou programa) se destinam à produção e programação nas áreas de teatro, dança, música, artes plásticas, fotografia, design, arquitectura, artes digitais e cruzamentos disciplinares em todo o território nacional, bem como da existência e funcionamento das Comissões de Acompanhamento regionais da execução dos projectos, a obrigatoriedade de apresentação de relatórios de actividades e contas intermédios no caso dos apoios plurianuais. Poucos sectores do investimento público serão tão transparentes, publicitados, avaliados à partida e durante a sua execução.

Não é por acaso que na nossa Constituição, no capítulo dedicado aos Direitos e Deveres Culturais, surgem a par Educação, Cultura e Ciência; a função do Estado nestas áreas é equivalente; todas são áreas do conhecimento, motor do desenvolvimento socioeconómico. E na Constituição o foco dos direitos dos cidadãos está tanto na fruição como na criação/promoção.

No site da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), a congénere da DGA e do ICA no Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, encontraria JPP informações equivalentes, o mesmo espírito de concurso público, transparência e publicitação, avaliação e acompanhamento especializados.

Há no entanto uma gritante diferença na evolução do investimento público nestas duas áreas. Se em 2004 o orçamento da FCT era cerca do quádruplo do orçamento conjunto de DGA e ICA actualmente o investimento na criação artística mantém-se e essa relação é de onze para um. Evolução correcta do orçamento para a ciência e tecnologia; errada para a criação artística.
Menciona JPP um critério de avaliação que será, supostamente, “abominado” pelos profissionais das artes: o número de espectadores da arte. Ora sabe JPP que esse é um critério do mercado que é precisamente aquele a que assumidamente não pode sujeitar-se o desenvolvimento das tais áreas – educação, cultura e ciência – sob pena de estagnação, risco de extinção.

Pegando novamente na Ciência e Tecnologia, com um sistema de desenvolvimento mais paralelo à Arte. Grosso modo podemos classificar a investigação científica e tecnológica em essencial e aplicada. Enquanto a primeira, sem interesse comercial directo, pouco apreciada pela população que não conhece os seus códigos de leitura, só sobrevive com financiamento público, já a segunda, com aplicação prática na sociedade, tem potencial atracção de investimento privado. No entanto, a investigação aplicada tem de ser permanentemente alimentada pelas novas descobertas da investigação essencial; sem ela pára, deixa de evoluir.
Que seria da investigação essencial sem apoio público? E, em consequência, o que seria da investigação aplicada?

Em paralelo: Que seria da criação artística sem apoio público? E, em consequência, que seria das indústrias criativas, do empreendedorismo, da indústria têxtil – mero exemplo - e tantos outros domínios da economia?

Os artistas e demais profissionais das artes são altamente especializados, formados em instituições superiores públicas e privadas, tal como o são os médicos, os historiadores, os engenheiros… Mas antes de tudo, e tal como todos os outros, são cidadãos. Têm ascendentes e descendentes, têm de cumprir as mesmas leis, comem, bebem, pagam renda, pagam impostos. Não são gente “vulgar” – a utilização deste termo foi por certo um lapsus linguae de JPP -, mas também não são gente comum como gostariam. Apenas gente tendencialmente comum, milhares de cidadãos portugueses que pagam uma segurança social desajustada à cobertura que lhes é assegurada porque não têm quadro contributivo adequado (como JPP terá de saber já que o partido a que pertence, na Assembleia da República a que pertence, viabilizou a passagem para discussão em comissão parlamentar de propostas legislativas para criação deste quadro). Gente tendencialmente comum que todos os dias multiplica o parco investimento público que lhes é entregue contribuindo para que a criação artística contemporânea portuguesa não se extinga.

Não é de (ir)responsáveis “políticos” assim que o nosso país precisa. O que o nosso país precisa é de um sério escrutínio aos “políticos” que tem.

Portugal precisa de políticos que desenhem uma estratégia para o país. Para quando aplicar-se cá o que em todos os países ditos desenvolvidos se aplica há mais de uma dezena de anos? Para quando Portugal perceber que só pode crescer estruturadamente, que só se pode implantar nas plataformas supra-nacionais – UE, CPLP…. – através do investimento na arte e na cultura? Para quando o 1% do O.E. para a Cultura?

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

I Congresso Ibero-americano de Pedagogia Teatral


O I Congresso Ibero-americano de Pedagogia Teatral vai realizar-se na Galiza, nos dias 15 e 16 de Setembro, com a participação do ESTC de Lisboa, ESMAE do Porto, RESAD de Madrid, Instituto do Teatro de Barcelona, ESAD de Múrcia, ESAD da Galiza. Do outro lado do Atlântico participarão a Universidade de São Paulo, o Instituto Superior de Arte de La Habana, o IUNA de Buenos Aires, a Universidade do Chile e ENAT do México. O congresso terá como tema central "Modelos e processos da educação teatral"

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Feira do Livro Teatral em Buenos Aires

Desde o dia 4 de Agosto e até ao dia 15 está patente ao público em Buenos Aires, Argentina, no Teatro Cervantes, uma Feira do Livro Teatral.

Este evento, precursor na América Latina na sua especialidade, é realizado através do sector de Extensão Cultural do Teatro Nacional, e é organizada desde o ano de 2003.
É considerado um acontecimento maior da Cultura Argentina, tem crescido anualmente – esta é a VII edição - e é muito visitada por profissionais das artes cénicas, estudantes, investigadores, entidades públicas e privadas, e público em geral.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Novo curso de Sivana Abreu

Silvana Abreu prepara mais uma acção de formação em São Paulo: "Estou formando uma turma especial para mergulharmos nessa pesquisa da afirmação da arte no corpo, que eu chamo de Dramaturgia do Desejo".

O curso "O Actor-Performer - Dramaturgia do Desejo" realiza-se na Carla Lazazzera Academia de Dança – São Paulo / SP.

Silvana Abreu trabalha o processo criativo do actor a partir de uma abordagem corporal e autoral, para identificar e potencializar o que cada actor tem de mais expressivo e único. O objetivo é que o performer esteja tão comprometido com a criação (com corpo-voz-pensamento-emoção-intuição) que a cena seja necessariamente intensa, autêntica, prazerosa, alegre e vibrante.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Suite em Madrid


As Producciones OFF MADRID anunciam para Outubro a estreia do texto teatral "Suite" de Carles Batlle, prémio SGAE 1999.

Segundo as Produções Off, esta peça é agora montada dada "a experiência, o amor ao teatro, o desejo de compartilhar com o público este texto onde se propõe uma reflexão sobre nós mesmos. Um olhar poético, uma crítica sobre os espaços que nos constroem e nos confinam; a família, as nossas relações, mas também as carências que geram, as nossas ânsias, sonhos, amores perdidos, frustrações. Todos estes elementos valorizam esta nova produção que nos entusiasma num novo empenho teatral de grande valor literário, estético, crítico, mas também ético e social."

A encenação de "Suite" é de Luis Maluenda, que contará com as interpretações de Pepa Sarsa, Abel Vitón, Jorge del Río e Clara Macías

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Duplo prémio para Su-seso Taladro


O espectáculo Su-seso Taladro, do Teatro Gestual do Chile, que obteve assinalável êxito no FITEI 2010 nas suas intervenções nas ruas do Porto, acaba de obter o prémio do juri e o prémio do Público na edição deste ano do Festival Mira Miro de Gent.

A companhia chilena intervém no espaço público de uma forma muito pouco convencional, que vai do bizarro ao absolutamente provocador. Através de uma representação marcada pela caricatura, aborda os infortúnios e os obstáculos presentes na vida labiríntica das cidades. Teatro satírico, por vezes até cruel, mas sempre com muito humor.

domingo, 1 de agosto de 2010

Voalà na FiraTàrrega


A companhia VOALA PROJECT, que encerrou o FITEI 2009 com o espectáculo de dança aérea ‘Voalà’, é a companhia convidada para o espectáculo de abertura da FiraTàrrega 2010. Será apresentado o espectáculo ‘Muaré’ em estreia absoluta. Roberto Strada e Gastón Iungman dirigem esta nova produção da companhia, que aborda os ambientes dos concertos ao vivo e os acontecimentos estéticos em espaço aberto.

sábado, 31 de julho de 2010

Lisístrata em Mérida

Lisístrata, de Aristófanes, em representações exclusivas no Festival de Mérida, que na sua 56ª edição apresenta este espectáculo até 8 de Agosto, com encenação de Jérôme Savary. Versão de Jérôme Savary e Joaquín Oristrell. Sobre este espectáculo, Jérôme Savary afirmou: O Teatro romano de Mérida é o mais impressionante teatro antigo que conheço, talvez apenas Orange poderia competir. Dirigir una obra neste palco mágico é uma honra imensa. Lisístrata é uma comédia incrivelmente moderna. É uma obra feminista, e muito atrevida. Poucas obras tratam a sexualidade de forma tão livre.

Outros espectáculos da programação do Festival de Mérida:

CALÍGULA, de Albert Camus, de 11 a 15 de Agosto.
Versão e encenação de Santiago Sánchez
Actores principais: Sandro Cordero, Garbiñe Insausti, José Juan Rodríguez Jabao

ELECTRA, de Benito Pérez Galdós, de 19 a 22 de Agosto
Encenação de Ferrán Madico e adaptação de Francisco Nieva
Actores principais: Sara Casasnovas, Miguel Hermoso, Maru Valdivielso, Antonio Valero

EL AVARO, de Molière, de 25 a 29 de Agosto
Concepção e encenação de Jorge Lavelli
Actores principais: Juan Luis Galiardo, Javier Lara, Irene Ruíz, Rafael Ortiz

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem e agradeçam cada momento. Não deixem nada por dizer, nem nada por fazer

Morreu António Feio, actor desde os 12 anos, idade com que se estreou no Teatro Experimental de Cascais. António Feio nasceu em 1954 em Lourenço Marques, actual Maputo. Fez cinema, televisão, rádio e publicidade, mas foi no teatro que o actor mais se distinguiu como criador. Procurando "trazer as pessoas ao teatro", encena O Que Diz Molero, seu primeiro grande êxito no teatro, êxito que repetiria com Arte, em 1988. Mas a sua versatilidade fê-lo passar por textos clássicos (Shakespeare, por exemplo) e contemporâneos (nomeadamente no ciclo Cumplicidades).

"Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem e agradeçam cada momento. Não deixem nada por dizer, nem nada por fazer." - António Feio

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Prémio Revelação Larruz para Kabia

KABIA - Espacio de Investigación de Gaitzerdi Teatro, recebeu o PRÉMIO REVELAÇÃO LARRUZZ DE ARTES CÉNICAS, como reconhecimento à pessoa ou entidade que, na qualidade de emergente, estudante ou principiante, durante a última temporada se tenha destacado pela sua contribuição ao universo das artes cénicas.

A última produção da companhia Kabia, de Bilbau, é DECIR LLUVIA Y QUE LLUEVA.

O grupo teatral TANTTAKA, que esteve na última edição do FITEI, recebeu o PRÉMIO TRAJECTÓRIA.

A cerimónia de entrega dos Prémios Larruzz será amanhã, dia 30 de Julho.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Uma Rulote no FIAR


Num lugar improvável, esquecido e acidental, estaciona uma rulote. Este acontecimento banal engendra uma nova realidade num sítio que até então era como se não existisse. Personagens vindas do escuro da noite, viajantes, seres errantes, figuras do quotidiano mas também do sonho, a pretexto da instituição desse sítio, passam a existir diante do espectador, a existir na sua individualidade e a existir umas com as outras. Pressente-se então, intangível, um mecanismo subliminar que encadeia na sua lógica de caos e de ordem todos os movimentos decorrentes desse acontecimento inicial, num sistema perfeito de ruptura e continuidade.

Esta residência é a primeira parte do projecto de criação teatral, que é apresentado no FIAR – Festival Internacional de Artes de Rua de Palmela, dias 31 de Julho e 1 de Agosto

Com Carolina Bettencourt, David Granada, Gonçalo Portela, Hugo Sovelas, Rita Lucas, Rui M. Silva, Sofia de Portugal. Direcção de Nuno Nunes.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Programação de verão no Teatro Alcalá


O NUEVO TEATRO ALCALÁ (Madrid) propõe uma programação de verão que inclui CLASICORRO LO SERÁS TÚ de 8 de Julho a 1 de Agosto e CON LA MUERTE EN LOS TACONES de 5 a 29 de Agosto.

Trata-se de uma programação de Ribalta Teatro para este renovado teatro situado no centro da capital espanhola.

domingo, 25 de julho de 2010

Erva Daninha em digressão pelo norte

A Companhia Erva Daninha apresenta "Desaguisado", espectáculo estreado a 25 de Junho no Teatro de Vila Real, nos próximos dias 26 de Julho, em Mirandela, 27 de Agosto no Festival Cata Vento, em Vila do Conde e 28 de Agosto na esplanada dos Paços do Concelho, em S. João da Madeira.

"Desaguisado" é uma criação e interpretação de Vasco Gomes, J. Lix e Filipe Caco, com música original de Rodrigo Malvar e participação especial de Julieta Guimarães.

Três companheiros surgem carregando todo o material necessário para montar uma sala de estar. Tapetes, poltrona, mesa, caixas, tudo tem de passar pela porta e ser montado respeitando as paredes da casa. Da coabitação dos três surgem conflitos variados pelo espaço e pelos objectos que o compõem. Quando a sala já está praticamente destruída aparece a proprietária da casa, o que faz com que estas personagem se revelem três homens da mudanças em fuga!

A Companhia Erva Daninha surgiu no ano de 2006 e é uma das estruturas sediadas na Fábrica da Rua da Alegria (Porto), espaço cedido pela Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo. Nasceu de uma vontade de explorar as técnicas teatrais físicas em cruzamento com outras áreas artísticas como o circo, a música, as artes plásticas e tecnológicas seguindo uma estética contemporânea.

sábado, 24 de julho de 2010

A Ilha das mulheres loucas

Inversa Teatro apresenta "A Illa das Mulleres Loucas" no próximo dia 28 de Julho no Auditório Municipal de Cangas, Galiza.

A Illa das Mulleres Loucas, encenação de Vanesa Sotelo, é um recital dramático baseado na obra homónima de Alfonso Pexegueiro, onde a linguagem do corpo, interpretada pelas actrizes María Caparrini e Vanesa Sotelo, e a palavra do próprio autor em palco se combinam com a música original de Berrogüetto Anxo Pintos (sanfona) e Quico Comesaña (harpa) compuserem para este trabalho e interpretam ao vivo, que juntamente com o desenho de luz criado por Baltasar Patiño resulta numa peça poética com uma forte componente plástica.