segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Filipa Francisco relê "A verdadeira história dos pássaros"


Vento & Pássaros de Filipa Francisco, uma leitura coreografada a partir do livro "A verdadeira história dos pássaros" de Valter Hugo Mãe., estreia no Teatro do Campo Alegre, Porto, no dia 13 de Novembro. Direcção artística e coreografia de Filipa Francisco, com dramaturgia de Bruno Cochat, Vento & Pássaros é uma co-produção da Fundação Ciência e Desenvolvimento e Filipa Francisco.

“A verdadeira história dos pássaros” de Valter Hugo Mãe, é um livro sobre o poder da amizade e da imaginação. A personagem do vento, não suporta a solidão. "A solidão leva a uma tristeza muito grande, aprendera o vento. Era preciso ter amigos, porque ninguém fica completo assim abandonado. A partir deste desejo do vento, começa a aventura... O meu trabalho coreográfico desenvolve-se à volta do corpo: como este se pode transformar em diferentes imagens e como pode o público participar destas transformações? A partir deste livro, desenvolver uma leitura coreografada, em que a voz, o corpo, o canto e a dança, se ligam e misturam para contar uma história. Esta é uma peça para duas pessoas, o público e eu, eu e o público. Eu faço simultâneamente de Filipa, público, vento, elefante, girafa, pássaros. O público faz simultâneamente de público, vento, elefante, girafa, pássaros e de cenário desta peça. Esta é uma peça para duas pessoas tu e eu, eu e tu...

domingo, 7 de novembro de 2010

Josep Maria Flotats no papel de “Beaumarchais”


Foi o maior autor dramático do seu tempo, foi o homem mais amado e mais odiado do século XVIII. Baumarchais está em cena em Madrid. Não com qualquer das suas peças, mas com a sua história escrita por Sacha Guitry há sessenta anos.

Beaumarchais, é, segundo os criadores deste espectáculo, uma homenagem ao teatro. São 31 intérpretes, numa produção do Teatro Español e do Teatro Arriaga.

Estará em cena até Janeiro de 2011 na Sala Principal do Teatro Español, em Madrid.

sábado, 6 de novembro de 2010

RADIO TEATRO CLOWN

O Grupo Mimonerías Clown, de Medellín, Colômbia, estreia a obra RADIO TEATRO CLOWN, vencedora da 7ª Convocatoria de Becas de Creación del Municipio de Medellín 2010. Apresentação nos dias 11 e 12 de Novembro, na sala Arca de NOE.

Três clowns, com comprovados sucessos, divertidos e originais, atrevem-se a explorar o mundo da rádio, começando a transmitir rádio-novelas a partir de um estúdio de som e, outras vezes, entretêm-se escutando o que a rádio lhes permite ouvir: notícias, música, anúncios, transmissões desportivas. As três personagens, fazem chegar aos espectadores um conjunto de acções onde a rádio é a protagonista. O grupo Mimonerías Clown, propõe uma encenação que destaque a importância que tem tido a rádio na vida quotidiana e a forma como os ouvintes recebem as transmissões radiofónicas.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

DURAÇÕES DE UM MINUTO | CLARA ANDERMATT E MARCO MARTINS


A partir de hoje e até 28 de Novembro, o São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, apresenta DURAÇÕES DE UM MINUTO.

Clara Andermatt e Marco Martins criam um espectáculo que reflecte sobre a forma como cada minuto é "consumido" na nossa vida e o modo como as pessoas tendem a relacionar-se com o tempo e a memória. As personagens, fechadas num espaço isolado e intemporal, fazem experiências - sobre o tempo, e com o tempo.

A partir de textos de Gonçalo M. Tavares, os intérpretes – bailarinos e actores - emprestam a sua experiência autobiográfica à peça: o tempo de uns será necessariamente diferente do tempo de outros – e não apenas por as idades variarem entre os 24 e os 86 anos.

Os dois criadores, de áreas de expressão distintas, oferecem a esta criação conjunta os seus olhares que se misturam e que se cruzam, contaminam, fazendo de durações de um minuto uma criação que vai além da dança ou da imagem.

Direcção de Clara Andermatt e Marco Martins, a partir de textos de Gonçalo M. Tavares e com testemunhos biográficos dos intérpretes. Música original de João Lucas.

Intérpretes: Luna Andermatt, Ana Diaz, Carla Maciel, Ivo Canelas, Nuno Lopes, Romeu Costa, Sam Louwyck, São Castro, Sofia Dias e Vítor Roriz.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Festival Don Quijote em Paris




Depois de um ciclo de três anos dedicados à memória histórica e à guerra civil espanhola, o Festival Don Quijote, organizado em Paris por Luis F. Jimenez, propõe para a edição de 2010, que se inicia no próximo dia 19 de Novembro, uma programação aberta sobre as artes cénicas contemporâneas hispânicas e seus autores: Buenaventura, Gustavo Ott, Veronese, uma evocação de Miguel Hernandez, e adaptações contemporâneas de Valle Inclan e Cervantes.

O Festival Don Quijote realiza-se pela 19ª vez.

O programa geral pode ser consultado no site oficial do festival.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

'Flutuando no Espaço/Flotando en el Espácio' no Teatro Garcia de Resende



Flutuando no Espaço/Flotando en el Espácio, co-produção Cendrev/Teatro del Astillero, de Madrid, até 21 de Novembro, no Teatro Garcia de Resende, em Évora.

Flutuando no Espaço/Flotando en el Espácio, de Luís Miguel González Cruz, tem encenação de Luis Miguel González Cruz e interpretação de Ángel Solo, Daniel Martos, Jorge Baião, Maria Marrafa, Oren Moreno e Rosário Gonzaga.

Dois astronautas convivem, depois de muitos anos, numa estação espacial farol recebendo e descodificando mensagens que provêm de todos os lados, tentando ser os receptores de qualquer tipo de mensagem que venha do exterior. O tempo passa, a vida continua na Terra mas, no espaço, tudo parece estar como sempre.Dezoito anos de órbita fizeram com que estes personagens tenham desenvolvido uma vida virtual e umas personalidades ocultas. Entregues aos contactos por internet, as comunicações com a Terra são as únicas relações supostamente reais que estes dois homens têm no espaço, em microgravidade.Mas os acontecimentos desencandeiam-se. O transtorno, completamente humano, faz com que nessa nave imóvel, estação farol, estes dois personagens relembrem, inconscientemente, a mesma história de Caim e Abel, a fundação do bem e do mal, mas, flutuando no espaço, não se sabe muito bem onde está o bem e onde está o mal.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

AO RELENTO - exposição de máquinas de cena

Um percurso pela encosta da Serra do Louro que atravessa memórias e paisagens, objectos e sensações que cruzam e cruzaram o trajecto do Teatro bando.

Direcção Artística JOÃO BRITES Concepção e Coordenação Geral CLARA BENTO e RUI FRANCISCO Coordenação de Recuperação e Instalação FÁTIMA SANTOS Iluminação JOÃO CACHULO Sonoplastia SÉRGIO MILHANO Produção Executiva e Guia de Viagem PEDRO ANTUNES Assistência de Concepção e Coordenação JOANA SABOEIRO Recuperação de Figurinos e Objectos MARGARIDA MATA Sinalética CLARA BENTO, JOANA SABOEIRO e RUI FRANCISCO Recuperação e Instalação de Máquinas de Cena JOÃO DOURADO (responsável), LUÍS VIEIRA DIAS e DINO NICOLAE Suporte Técnico CIVIPALMELA Criação TEATRO O BANDO

O que fazer do trabalho que vamos teimosamente guardando nos sótãos para mais ninguém ver? O que fazer dos figurinos e das máquinas de cena dos espectáculos que apodrecem em armazéns que mais ninguém visita? Ao tentar responder às perguntas que a nós próprios fazíamos, pensámos que o tempo corrói as formas e as texturas até ao aniquilamento total mas que também lhes vai dando a qualidade que só o tempo pode dar, e que, ao expôr essa degradação, estaríamos a enaltecer a beleza que o inexorável envelhecimento pode ter.
Não se trataria, então, de fazer uma exposição que procurasse conservar a obra na sua aparente imobilidade, porque a permanência é sempre transitória. Pelo contrário, tornaríamos mais visível o impacto do sol, da chuva, das estações do ano. Sujeitaríamos a obra ao risco de ser roubada, agredida ou mordida pelos rebanhos que por aqui passam. Assim, até os indeléveis resquícios da memória se transformariam numa coisa bem viva e em constante actualização. As velharias não seriam mais uma projecção nostálgica do passado mas constituir-se-iam como o terno amparo do presente.

Algumas destas máquinas de cena estiveram no Porto em 2005, integrando a programação do FITEI, numa Exposição denominada precisamente "Máquinas de cena".

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

As marionetas do Teatro Corsário continuam a receber prémios

O espectáculo de marionetas para adultos La maldición de Poe do Teatro Corsario, dirigido por Jesús Peña, foi distinguido com o segundo prémio do 17º Festival de Títeres Spotkania de Torun (Polónia). O primeiro prémio foi para "Zlotowlosa” (Ricitos de Oro) da companhia checa Divadlo Drak. O festival contou com a participação de 14 espectáculos de 7 países.

La maldición de Poe obteve também um duplo prémio Drac d’Or para o Melhor Espectáculo (júri e espectadores) na la última edição da Feria de Títeres de Lleida e o Prémio Nube para o Melhor Espectáculo no Festival de Pula (Croácia).

domingo, 31 de outubro de 2010

Natureza Morta no Teatro Taborda

O Teatro da Garagem e a Dinis Machado, corp. estrearam "Natureza Morta" , de Dinis Machado, no passado dia 29 de Outubro, às 21h30, no Teatro Taborda.

Construí esta peça como uma imagem, uma presença epifânica inicial, em torno da qual se vai construindo uma constelação dramatúrgica, em busca de uma qualquer significação. Natureza Morta deveria falar de fome e amor, não se tivesse a própria escrita tornado mais forte e mais presente. Penso que se trata de uma reconciliação com as imagens naquilo de que nelas me apercebo ser gramática. Uma reconciliação lenta e silenciosa. Natureza morta é talvez sobre um tempo de espera. É um trabalho solitário que sobre isso mesmo se debruça. É sobre a poética de um espaço em potência e sobre os esboços que dele se projectam. É um gesto de persistência numa paisagem um pouco árida. Fala sobre aquilo que não quero dizer aqui. Natureza Morta é uma história em três actos, com um Principio, um grande Meio, e um Fim acelerado. É a minha releitura vaga das histórias secretas de amor, onde a distância do mundo e dos outros, entrega aos amantes essa intensidade tão viva para eles, e tão autocentrada para quem os pudesse observar. Algumas pessoas surgem-me em conversas mais ou menos próximas e circunstanciais, sem me aperceber (ou lembrar) de como vieram cá parar. Nunca me lembro também de como partiram. Apenas a imagem difusa de um estar, de um balbuciar a dois que parece talvez nunca se ter de facto concretizado.

sábado, 30 de outubro de 2010

Morreu João Paulo Seara Cardoso













João Paulo Seara Cardoso, director artístico e fundador do Teatro de Marionetas do Porto, faleceu ontem, ao início da noite. O funeral realiza-se amanhã, dia 31 de Outubro, Domingo, às 14h00, na igreja de Cedofeita, no Porto.

João Paulo Seara Cardoso era natural do Porto onde iniciou sua actividade teatral e formação no Teatro Universitário do Porto. Dedicou-se à pesquisa e reconstituição do Teatro Dom Roberto, fantoches populares portugueses e recebeu de Mestre António Dias a herança desta tradição secular. Efectuou, nos últimos vinte anos, cerca de mil e quinhentas representações do Teatro Dom Roberto.

Criou e dirigiu para a RTP quatro séries de programas para a infância que rapidamente se tornaram em clássicos da produção televisiva nacional: A Árvore dos Patafúrdios, Os Amigos do Gaspar, Mópi e No Tempo dos Afonsinhos.

No domínio da literatura infantil tem nove livros publicados, a maioria dos quais peças de teatro. A sua primeira obra “Dás-me um tesouro?” foi premiada pela Associação Portuguesa de Escritores.

Era director artístico e fundador do Teatro de Marionetas do Porto, tendo encenado todos os espectáculos apresentados pela companhia, desde 1988. As suas criações foram apresentadas em diversos países: Holanda, Espanha, Inglaterra, Irlanda, Itália, Bélgica, Canadá, França, Suiça, Cabo Verde, Áustria, China, Brasil, Polónia, Republica Checa, Israel e Marrocos.

Com a coreógrafa Isabel Barros, com quem era casado, co-dirigiu dois espectáculos explorando o cruzamento das marionetas e da dança: “3ª Estação” e “Hamlet Machine”.

Colaborou com a companhia Visões Úteis com a encenação de três peças, com o evento Peregrinação da Expo 98, e numa co-produção Casa da Música e Orquestra Nacional do Porto.

Aquilino Ribeiro, Samuel Becket, Eugene Ionesco, Al Berto, Gregory Motton, William Shakespeare, António José da Silva, Lewis Carrol, A. Milne, Almada Negreiros, Heiner Muller, Marguerite Duras, Alfred Jarry e Luísa Costa Gomes, foram alguns dos autores encenados por João Paulo Seara Cardoso.

Era professor da cadeira de Interpretação Teatral no Balleteatro Escola Profissional.

Hoje, pelas 16h00, a sua companhia apresentará "Cinderela" no Balleteatro Auditório, em Arca d'Água.


Entrevista com João Paulo Seara Cardoso na SIC Notícias, 08/05/2009
sic.sapo.pt

Revista Obscena #5 (2007)
Perfil do Teatro de Marionetas do Porto e do seu director João Paulo Seara Cardoso,escrito por João Paulo Sousa
daliteratura.blogspot.com

Entrevista com João Paulo Seara Cardoso ao Jornal Público, 14/12/2006
quartaparede.wordpress.com

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O FITEI recebeu o título de Membro Honorário do Centro Latinoamericano de Creación e Investigación Teatral

Três anos mais velho do que o FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, o CELCIT - Centro Latinoamericano de Creación e Investigación Teatral foi desde o início uma fonte de inspiração para o trabalho que o FITEI se propôs realizar desde 1978.

Tendo como objectivos comuns promover a produção e a divulgação do teatro ibérico e ibero-americano, ambas as instituições têm-se empenhado, ao longo de três décadas, no combate contra o isolamento cultural e pela criação de condições favoráveis à expansão criativa dos artistas deste e do outro lado do Atlântico.

A relação entre as duas entidades cedo se demonstrou benéfica. Caracas, onde nasceu a instituição, foi naqueles primeiros anos - final da década de 70 e nos 80 - uma espécie de representante permanente do FITEI na América Latina; e o Porto foi a porta de entrada de numerosas companhias latino-americanas em Portugal e na Europa.

Entusiasta do FITEI, o CELCIT revelou-se um parceiro inestimável. Com ele, o festival do Porto pode afirmar uma ligação cultural entre os dois continentes e estreitar laços que perduram.

De lembrar que há 30 anos, não existiam os imediatos meios de comunicação de hoje - como a Internet ou o fax. Mas por telefone, telex e carta, o que se queria fazer fazia-se, com o esforço e o entusiasmo de quem acredita no que faz.

Este é mais um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo FITEI.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ana Vallés e Nuria Sotelo, duas referências da dança contemporânea galega, juntam-se para criarem 'Métanse nos seus asuntos'


Ana Vallés e Nuria Sotelo estreiam o solo Métanse nos seus asuntos no Festival Internacional de Teatro de Ourense FITO, no día 29 de Outubro no Teatro Principal de Ourense.

Ana Vallés dirigiu e é co-criadora do solo interpretado por Nuria Sotelo:

unha pequena pista
a pel dunha muller
o comportamento dunha vaca
a corda frouxa
quen mira é benvido
¿quere vostede pasar?
No trapecio, baixo as miradas,
O meu asunto é o seu asunto
O meu medo é o seu medo
A mina nudez é a súa

Métanse nos seus asuntos

Um trabalho sobre a presença. Um solo de dança que se move entre a evocação de lugares comuns e a exposição da privacidade, colocando a implicação ou desentendimento do que olha ou assiste a um acto público e questionando a nossa passividade ante os acontecimentos alheios. Alguém diria que de bom grado se meteria nos seus assuntos, mas quais são?. Às vezes tudo nos interessa e de repente nada nos toca. O fio condutor é a transformação, duma mulher, da sua presença, da energia, do olhar ao que observa, o camaleonismo duma pessoa segundo: Segundo se trata, segundo se mira, segundo se mostra, segundo se lembra. A cena é uma ferramenta de comunicação e o objectivo é conectar. É eficaz o que fazemos? O prazer de evocar imagens que provoquem a emoção do que olha. - Ana Vallés

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Financiamento da Cultura: abordagens públicas e privadas


ENCONTROS DE CRIATIVIDADE

Financiamento da Cultura: abordagens públicas e privadas
com João Aidos (Presidente da DGA)
28 de Outubro | 20h30
Maus Hábitos, Porto

No momento em que o Estado apresenta o Orçamento para 2011, discutem-se nos Maus Hábitos no dia 28 de Outubro, pelas 20h30 as opções estratégicas e modelos de apoio possíveis para a área cultural.

O financiamento da Cultura é problemática antiga do sector e de embate com governos e entidades financiadoras. Do mítico 1% francês às estratégias mais recentes no mercado do mundo anglófono tudo conta para financiar a criação. Mais do que tentar encontrar a solução ideal vai-se percorrer um rodízio de hipóteses, guiados pelas mãos de especialistas, para construir uma solução, camada a camada, para o mesmo problema.

Para além da presença de João Aidos (director da Direcção Geral das Artes) contam-se as intervenções de:

Andy Feist (Professor de Indústrias Culturais na Faculdade de Warwick e na
City University em Londres);
João Fernandes (Director do Museu de Serralves)
Ricardo Alves (companhia de Teatro Palmilha Dentada)
Manuel Ferreira da Silva (Presidente Executivo do BPI)

Este segundo Encontro de Criatividade decorrerá nos Maus Hábitos no dia 28 de Outubro com jantar marcado para as 20h30 e primeiras intervenções previstas para as 21h30.

Quem estiver interessado em partilhar a mesa connosco deve confirmar a sua presença para mail@maushabitos.com mediante o pagamento de 15 euros. Poderá ser uma boa oportunidade para os profissionais das artes cénicas fazerem algumas perguntas concretas.

Mais informações: www.maushabitos.com (Programa PDF)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Jacaszek + Pedro Maia / Viagens com Alma / Evento de abertura | 27 de Outubro, 22h00, Mosteiro S. Bento da Vitória, Porto













Viagens com Alma - Evento de abertura - Jacaszek + Pedro Maia

27 de Outubro · Quarta · 22:00 - 23:00
Mosteiro de São Bento da Vitória

A abertura oficial do projecto "Viagens com Alma", promovido pela Diocese do Porto e no âmbito do qual o Visões Úteis desenvolverá um conjunto de intervenções artísticas, está agendada para o dia 27 de Outubro. O evento de abertura inclui a apresentação de uma curta-metragem realizada por Michele Putortì e uma performance inspirada nos próprios cruzamentos artísticos e históricos que marcam todo o projecto: um Live Act com imagens e música misturadas em tempo real a preencher o claustro do Mosteiro de São Bento da Vitória.

Há cerca de 1000 anos, a instalação dos costumes e da liturgia de Cluny na vida monástica portuguesa implicou uma profunda influência na música dos séculos seguintes. Porque o papel central da música nos rituais religiosos sempre foi uma marca distintiva do projecto de Cluny, gerando um importante legado onde se enquadram as peças musicais do século XVI, que serão interpretadas pelo ensemble de música antiga “Mi Contra Fa” – voz, flautas e viola de mão. Estas peças serão, posteriormente, misturadas pelo músico polaco Michal Jacaszek enquanto o cineasta Pedro Maia combina a música com a projecção de imagens suas dos Mosteiros de Cête, Paço de Sousa, Santo Tirso e Vairão – locais marcados pela influência do projecto europeu de Cluny e que serão alvo de intervenções artísticas do Visões Úteis.

O trabalho do autor e produtor de música elctroacústica de origem polaca, Jacaszek, combina sons preparados electronicamente com instrumentos acústicos. A sua música é um projecto ambicioso através do qual pretende criar uma linguagem musical única, pessoal e reconhecível na qual a manipulação electrónica dos sons gravados enriquecerá os instrumentos acústicos tradicionais. Pedro Maia apresentará nesta performance conjunta uma variante do seu projecto Super 8 Series. Trabalhando directamente sobre a película e tendo como ponto de partida um tipo de exploração visual resultante da interacção dos quadros vibrantes e de padrões abstractos, a intervenção pretende explorar os limites sensoriais da repetição e da abstracção.

Mais informações em:
http://www.visoesuteis.pt/
http://www.myspace.com/jacaszek
http://www.pedromaia.net/
http://www.residentadvisor.net/event.aspx?198891
http://www.bodyspace.net/entrevistas.php?ent_id=359
http://www.facebook.com/event.php?eid=136084813109681
http://www.vimeo.com/3355763

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Festival Iberoamericano de Cádiz até 30 de Outubro


Está a decorrer em Cádis, Espanha, até ao próximo dia 30 de Outubro, o 25º Festival Iberoamericano de Teatro.

Segundo Pepe Bablé, o seu director, "manter um evento destas características durante vinte e cinco anos não é fácil; porém Cádiz tem-no conseguido com base no esforço institucional dos seus patrocinadores, e do trabalho de uma grande equipa humana que o realiza".

São 12 dias de mostra de teatro e dança de Espanha e da América Latina, com apresentação de companhias nos principais teatros de Cádis e nas suas ruas e realização de divesas actividades paralelas.

O CELCIT será alvo de uma homenagem por parte do festival, numa cerimónia onde o FITEI será nomeado membro honorário do Centro de Investigação Teatral.

O Festival Iberoamericano de Cádiz é o terceiro festival de teatro latino-americano mais antigo do mundo, depois do Festival de Manizales, cuja 42ª edição começa no próximo dia 26 de Outubro e do FITEI, que prepara para 2011 o 34º festival.

domingo, 24 de outubro de 2010

Lançamento do livro 'O Segredo de Conceição'


CÂNDIDO GONZALEZ FERREIRA, é o autor do livro O Segredo de Conceição, que irá ser apresentado no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, no dia 25 de Outubro (2ª feira) às 18h30.

O lançamento desta obra, composta por três peças de Teatro, "O Segredo de Conceição", "Paris Fora " e "S. Tomás da Ermida", com prefácio de Jorge Silva Melo, terá apresentação do autor por Eugénia Vasques.

Serão lidas cenas das peças pelos actores e actrizes: Alexandra Viveiros, António Pedro Cerdeira, António Simão, MargaridaVila-Nova, Maria João Luis, João Miguel Rodrigues, Pedro Lacerda, Rita Brutt e Victor Gonçalves.

A sessão conta ainda com a participação da pianista Inês Mesquita.

sábado, 23 de outubro de 2010

O Senhor Puntila e o Seu Criado Matti

Miguel Guilherme é o protagonista de O Senhor Puntila e o Seu Criado Matti, peça escrita por Bertolt Brecht em 1940, na Finlândia, durante o exílio (em cooperação com a escritora finlandesa Hella Wuolijoki). O Senhor Puntila é um apreciador de bebida que sofre de dupla personalidade: quando está sóbrio é arrogante e egocêntrico; quando está ébrio é fraternal e compassivo. Através da oscilação de humor do Senhor Puntila, assiste-se a uma peça que reflecte sobre o poder, a justiça, a igualdade entre os homens e a dependência, mas também sobre o louvor aos prazeres da vida e à natureza. A música foi criada por Mazgani e é interpretada ao vivo pelo elenco.

António Pedro Lima, Cátia Ribeiro, Carlos Malvarez, Carlos Pisco, Cristóvão Campos, Francisco Pestana , Mafalda Lencastre, Mafalda Luís de Castro, Marta Dias, Miguel Guilherme, Patrícia André, Rui Morisson, Sara Cipriano, Sérgio Praia e Sofia de Portugal são os intérpretes.

Em cena no Teatro Aberto, em Lisboa.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Kamchatka no Brasil

O grupo catalão Kamchatka, que participou no FITEI em 2008, está a preparar um digressão no Brasil, onde se apresentarão no Festival de Artes Cénicas da Bahia e no Circuito Sesc de Artes.

No Brasil, o grupo apresentará a sua primeira produção Kamchatka. A sua última criação, Habitaculum, foi estreada em Setembro passado, em Tàrrega.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Teatro nas varandas do Hotel Lutécia

Há mais de quatro décadas que o Teatro Maria Matos e o Hotel Lutécia partilham um edifício. E tal como a sala do Maria Matos, os quartos do Lutécia também foram palco de dramas, comédias e tragédias. Por convite do Teatro, Tim Etchells, Alex Cassal, Miguel Castro Caldas, José Maria Vieira Mendes, Tiago Rodrigues, Jacinto Lucas Pires e Nature Theater of Oklahoma escreveram uma história que se passa num quarto deste hotel. O público assiste na rua ao espectáculo que decorre nas varandas da fachada do hotel, ouvindo os diálogos com auscultadores.

Hotel Lutécia - de 22 a 24 de Outubro. Encomenda Maria Matos Teatro Municipal, produção Mundo Perfeito e Maria Matos Teatro Municipal, apoio Hotel Lutécia, textos Tim Etchells, Alex Cassal, Miguel Castro Caldas, José Maria Vieira Mendes, Tiago Rodrigues, Jacinto Lucas Pires e Nature Theater of Oklahoma, elenco Álvaro Correia, Ana Borralho, Carla Maciel, Cláudia Gaiolas, Flávia Gusmão, Gonçalo Amorim, Gonçalo Waddington, Isabel Abreu, João Galante, John Romão, Miguel Moreira, Raquel Castro e Tónan Quito.


Em Outubro de 1969, na cidade de Lisboa, foi construído um edifício que é um hotel e também um teatro. Há 41 anos que os cenários dos espectáculos entram pela mesma porta por onde saem os lençóis e as colchas para a lavandaria. Há 41 anos que hóspedes vão por engano pedir as suas chaves à bilheteira do teatro e espectadores distraídos tentam comprar bilhetes na recepção do hotel. Há mais de quatro décadas que o Teatro Maria Matos e o Hotel Lutécia partilham um edifício, mas essa não é a única coisa que têm em comum. Tanto o teatro como o hotel passaram todos estes anos a ser anfitriões de gente muito diferente, vinda de todos os cantos do mundo. Tal como a sala do Maria Matos, os quartos do Lutécia também foram palco de dramas, comédias, tragédias e coreografias inesquecíveis. Neste espectáculo de celebração do 41º aniversário do Teatro Maria Matos, o palco transfere-se para os quartos do hotel. Por convite do Teatro, Tim Etchells, Alex Cassal, Miguel Castro Caldas, Zé Maria Vieira Mendes, Tiago Rodrigues, Jacinto Lucas Pires e Nature Theater of Oklahoma escreveram uma história que se passa num quarto deste hotel. Uma bancada ao ar livre será montada na rua em frente ao edifício e o público assistirá ao espectáculo que decorre nas varandas da fachada do Hotel Lutécia, ouvindo os diálogos em auscultadores. Hotel Lutécia é uma visita ao universo de histórias cruzadas de uma noite na vida de um hotel. Ocupado por hóspedes diferentes, com vidas e línguas e ambições diferentes, mas todos de passagem a caminho de outro lugar nas suas vidas. - Tiago Rodrigues

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

As Espingardas da Senhora Carrar no Teatro Helena Sá e Costa


O TEatroensaio apresenta "As Espingardas da Senhora Carrar" de Bertolt Brecht, com encenação de António Durães, de 20 a 24 de Outubro de 2010 no Teatro Helena Sá e Costa, Porto.


O texto de Bertolt Brecht, com tradução de João Lourenço e Vera San Payo de Lemos, conta com interpretação de André Figueira, António Parra, Clara Nogueira, Inês Leite, José Topa, Julieta Guimarães, Luís Silva e Pedro Estorninho.