segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

OPERA | O Teatro Nacional de S. Carlos visto por Augusto Alves da Silva


A exposição resulta de uma parceria entre a Fundação EDP e o TNSC que, em 2006, encomendou a vários fotógrafos um levantamento das instalações daquele que permanece como o único teatro de ópera do país.

“É sobre esse grande corpo fragmentário (que no seu interior guarda cenários de tantas dramaturgias e que Augusto Alves da Silva transforma ele mesmo em cenário) que a fotografia regista um pequeno número de ficções: recebe a vida de um cão que descansa na vasta sombra do largo, o incómodo de um sem-abrigo preso ao chão do pórtico, a velocidade de uma jovem que dobra uma esquina ou o peso da velha que para essa esquina se arrasta, o trabalho exposto dos que preparam um espetáculo, a alegria suspensa das multidões indistintas que assistem ‘de fora’ ao que se passa ‘lá dentro’...”, escreve João Pinharanda, responsável pela programação artística da Fundação EDP.

O olhar artístico de Augusto Alves da Silva surpreende, nomeadamente quando nos oferece momentos que a banalidade tornou já invisível. A sua obra, que foge sempre do imediato, testa o observador desafiando-o a ler pequenas narrativas do quotidiano, sugeridas por enquadramentos e jogos cromáticos.Opera é o primeiro olhar de um ciclo expositivo que revela o TNSC por fora e por dentro. A partir de 25 de Março, este ciclo prossegue com uma exposição fotográfica que, pelo olhar de Paulo Catrica, nos levará então ao interior do São Carlos.

Augusto Alves da Silva, português e fotógrafo, nasceu em Lisboa em 1963. Estudou no London College of Printing e na Slade School of Fine Art, em Londres. O seu trabalho ganhou grande protagonismo a partir da década de 90, altura a partir da qual começou a participar regularmente em exposições em Portugal e no estrangeiro. No seu currículo de exposições individuais destacam-se, entre outras, Iberiano MUSAC - Museo Arte Contemporanea Castilla y León (2010), Sem Saída / Ensaio sobre o Optimismono Museu de Serralves (2009) e Una Ciudad Así e Carretera en Obrasno Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madrid. Foi aliás, o primeiro artista português a ter uma exposição individual Museo Reina Sofia. A título colectivo destacam-se, também entre muitas outras, Metafluxna IX Bienal de Veneza de Arquitectura (2004), Revisitar Canariasna Galeria Elba Benitez, Madrid (2003) e Initiareno Centro Cultural de Belém, Lisboa (2000).


Expo/OPERA
Museu da Electricidade, Lisboa
28 de Janeiro a 20 de Março

sábado, 29 de janeiro de 2011

Mímica Total e Teatro Físico

O Estúdio Luis Luis, que procura realizar no Brasil, cursos e workshops na área das artes cénicas com a mesma qualidade e seriedade encontrada nas grandes escolas européias, anuncia a realização de Mímica Total e Teatro Físico (Módulo 1).

O estudo e a vivência da Mímica Total e do Teatro Físico, sob as referências de Etienne Decroux, Jacques Lecoq, Desmond Jones e Luis Louis. Serão abordados: Os conceitos e a técnica da Mímica Total e do Teatro Físico / A construção de uma gramática corporal refinada, possibilitando meios e liberdade para tornar pensamentos, idéias e emoções em realidade física / O processo de criação de cenas e composições de dramaturgias por meio das ações físicas / O actor criador e a persona na "Mímica Total".

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Prémio da Crítica para FIMFA e João Paulo Seara Cardoso


A Associação Portuguesa de Críticos de Teatro atribuiu o Prémio da Crítica, relativo ao ano de 2010, ao FIMFA e a João Paulo Seara Cardoso. O júri foi constituído por Alexandra Moreira da Silva, João Carneiro, Maria Helena Serôdio e Rui Pina Coelho.

O mesmo júri decidiu ainda atribuir três Menções Especiais, respectivamente, a Miguel Guilherme (O Senhor Puntila e o seu Criado Matti, Novo Grupo/Teatro Aberto), Luís Castro/Karnart (Húmus) e ao colectivo de Mulheres Profundas / Animais Superficiais, espectáculo d’ As Boas Raparigas: Carla Miranda, Maria do Céu Ribeiro e Miguel Eloy.

A cerimónia da entrega destes prémios realiza-se no próximo dia 12 de Março (sábado), no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal (Lisboa), às 15h00, sendo livre a entrada.

Segundo uma nota do juri, o prémio da cítica é atribuido ao FIMFA – Festival Internacional de Marionetas de Lisboa – por dez anos de trabalho perseverante e continuado na apresentação, em Portugal, do que de mais interessante e importante existe no Teatro de Marionetas, Objectos e Formas Animadas. E a João Paulo Seara Cardoso, sem o qual o Teatro de Marionetas em Portugal não existiria na sua forma, dimensão e qualidade actuais.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Nature Theater of Oklahoma apresentam Life and Times

De volta a Lisboa, os Nature Theater of Oklahoma apresentam Life and Times, um musical que conta a história da vida de uma mulher perfeitamente normal registada em 16 horas de conversas telefónicas. O resultado é uma jornada épica da vida quotidiana. Este primeiro episódio transporta-nos de volta à infância: os primeiros passos, o primeiro dia de escola…

Life and Times - Episode 1 - quinta 27 a sábado 29 Janeiro - Teatro Maria Matos, Lisboa

O modus operandi da companhia nova-iorquina Nature Theater of Oklahoma basea-se quase sempre na utilização de elementos biográficos nos seus trabalhos. A partir de histórias, gestos e situações do dia-a-dia de amigos e familiares, constroem as suas peças de teatro, desafiando sempre convenções e estilos. O público lisboeta já teve oportunidade de conhecer o resultado fascinante deste método de trabalho em No Dice, a grande surpresa do alkantara festival 2008, mas em Life and Times a ambição é incomparavelmente maior: os Nature Theater querem, nem mais nem menos, do que contar a vida inteira de Kristin Worrall, um dos membros da companhia. O objectivo é tornar as 16 horas de gravações de conversas telefónicas com Kristin num género de novela teatral da vida quotidiana em dez episódios. Episode 1 é a primeira parte desta epopeia biográfica em versão musical, no qual se começa precisamente pelo início da vida: a infância.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Teatro La Mascara vai apresentar 'Acéfalos' do Teatro del Presagio


O TEATRO del PRESAGIO, de Cali, Colômbia, vai apresentar nos dias 11 e 12 de Fevereiro, no Teatro La Mascara, 'Acéfalos', trabalho já apresentado na Europa, em Londres, e que ganhou o Prémio de Teatro de Cali.

'Acéfalos' tem encenação de Diego Fernando Montoya.

O Teatro del Presagio é um grupo de investigação, produção e cração de espectáculos de teatro contemporâneo. É constituido por profissionais formados nas escolas de teatro da cidade de Cali (Colômbia). Foi fundado em 2005 e tem actualmente cinco espectáculos em reportório.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

3D pela Mala Voadora

3D

26 a 30 janeiro (Quarta-feira a Domingo) às 21:30
NEGÓCIO: Rua de O Século nº 9 porta 5, Lisboa Tel. 21 343 02 05

Um grupo de pessoas reúne-se. Chegam ao local com um pouco de antecedência, sozinhas ou em pequenos grupos. Esperam um pouco. Algumas fumam um cigarro. Algumas lêem na expectativa de ficarem mais bem preparadas para o que vai acontecer. Algumas regozijam-se por se encontrarem, mesmo que a situação não seja propícia a grandes convívios. Algumas trocam palavras de circunstância, por cordialidade. Quando chega a hora, e se encontram reunidas as condições para que tal aconteça, entram. As portas fecham-se e as pessoas ficam lá dentro, protegidas do exterior. Procura-se que, nesta circunstância, se sintam confortáveis. Sentam-se. Ocupam cadeiras dispostas em fila, todas voltadas para o mesmo lado – as de trás numa posição ligeiramente mais alta do que as da frente.
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http://en.wikipedia.org/wiki/Realism

  • Realism (arts), the depiction of subjects as they appear in everyday life
  • Realism (theatre), a movement towards greater fidelity to real life
  • Realism (visual arts), a style of painting that depicts what the eye can see
  • American realism, a turn of the 20th century idea in arts
  • Classical Realism, an artistic movement in late 20th Century that valued beauty and artistic skill
  • Hyperrealism (painting), a genre of painting that resembles high resolution photography
  • Kitchen sink realism, an English cultural movement in the 1950s and 1960s that concentrated on contemporary social realism
  • Literary realism, a 19th century literary movement
  • Magic realism, an artistic genre in which magical elements appear in an otherwise realistic setting
  • Nazi heroic realism or the art of the third Reich, a style of propaganda art associated with Nazi Germany
  • Neorealism, a movement emphasising realism in cinema and literature
  • New Realism, an artistic movement founded in 1960 by Pierre Restany and Yves Klein
  • Poetic realism, a film movement in France in the 1930s that used heightened aestheticism
  • Photorealism, a genre of painting that resembles photography
  • Pseudorealism, a genre of art initiated by Indian artist Devajyoti Ray where reality is approached via abstraction.
  • Pseudorealism, a term coined by American film critics, used to describe films in which digital unreal images are created and amalgamated with regular scenes thereby creating an illusion that is difficult to distinguish from reality.
  • Romantic realism, an aesthetic art term popularized by writer/philosopher Ayn Rand
  • Social realism, an artistic movement which depicts working class activities
  • Socialist realism, a style of propaganda art associated with Communism

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direcção Jorge Andrade . texto a partir de A Vida Modo de Usar de Georges Perec, Desimaginação, Farsa Quotidiana de António Pedro, Design for Rehearsal de Noël Coward e The Cocktail Party de T.S. Eliot . com Anabela Almeida, Bernardo de Almeida, Bruno Huca, Jorge Andrade, Rita Seguro, Vítor Oliveira, Wagner Borges e, também, Diana Dias, Diogo Campos, Emília Ferreira, Gracinda e Tiago Rafael . cenografia e figurinos José Capela . produção Manuel Poças . agradecimentos Ilídio Silva, Júlio Esteves e Liz Vahia

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espectáculo para maiores de 18 anos . Contém cenas eventualmente chocantes.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Colóquio Internacional Imagens de uma Ausência

O Centro de Estudos de Teatro (CET) organiza o Colóquio Internacional Imagens de uma Ausência - Modos de (re)conhecimento do teatro através da imagem, nos dias 17, 18 e 19 de Fevereiro, tendo como convidados Sandra Pietrini e John Kulvicki.
Clique na imagem para ter acesso a outras informações

sábado, 22 de janeiro de 2011

Curso de Introdução às Técnicas de Palco

Um Curso de Introdução às Técnicas de Palco inicia-se no dia 29 de Janeiro na Culturgest.

Com o “Curso de Introdução às Técnicas de Palco” pretende-se fazer a iniciação nas áreas cénicas da Cenografia, Iluminação Cénica, Sonoplastia, Vídeo, Figurinos, Adereços e Caracterização. Cada tema terá uma oficina com a duração de um fim-de-semana. Serão sete entre Janeiro e Julho, uma por mês. Apesar de autónomas, estas oficinas permitem, no conjunto, uma visão alargada e integradora do universo das técnicas teatrais não performativas. O curso terá uma forte componente técnica, com espaço para a experimentação e criação por parte dos formandos.

Os destinatários são encenadores e coreógrafos que queiram ter conhecimentos básicos das diversas áreas cénicas, actores, bailarinos e performers interessados em dominar os aspectos técnicos para potenciar a sua capacidade performativa, profissionais da área do espectáculo para quem seja útil uma visão de conjunto das artes cénicas (produtores, directores de cena, directores técnicos) e estudantes dos cursos de artes cénicas.

Para estudantes universitários, o Curso de Introdução às Técnicas de Palco permite a obtenção de créditos ECTS (European Credit Transfer and Accumulation System), que serão emitidos pela Universidade de Évora. Cada oficina vale um crédito, o curso completo dá direito a sete créditos. Para a obtenção de créditos ECTS é obrigatória a apresentação de um trabalho escrito.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"A Acácia Vermelha", de Manuel Poppe


A nova co-produção Projéc~ /Teatro Art'Imagem: "A Acácia Vermelha", de Manuel Poppe estreia no Teatro Municipal da Guarda a 23 de Fevereiro e que ficará em cena até ao dia 26 do mesmo mês. A peça está integrada no Ciclo Manuel Poppe e tem encenação de Valdemar Santos.

Nesta história vamos viajar até um passado bem recente, ou um presente eterno, com outros nomes e outros lugares, porque o Homem sempre sentiu aquela vontade indomável de ser estrangeiro, apropriando-se, vangloriando-se, extorquindo o bem alheio para gáudio do seu melhor bem-estar, por vezes não olhando a meios para atingir os fins. E se a tragédia de Ednilza é o acontecimento, os comportamentos de todas as outras personagens são pautados por esta pobre jovem sonhadora... “A Acácia Vermelha” é uma peça do escritor Manuel Poppe, trata-se de uma adaptação do conto com o mesmo nome, publicado em “Um Inverno em Marraquexe”.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Morreu Nelson Cardoso


Morreu subitamente, em Salamanca, Nelson Cardoso, desde sempre ligado às estruturas culturais da cidade do Porto, principalmente nos anos 80, quando dirigiu a delegação regional do FAOJ e coordenou uma vasta equipa de animadores culturais. Era Presidente da Gaianima e vereador na Câmara Municipal de Matosinhos.

Na última edição do FITEI foi orador no debate 'Públicos e animação cultural' (foto), temas a que dedicou parte da sua vida e dos quais era um profundo conhecedor.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Maria Beatriz Vergara e nova estreia


A actriz Maria Beatriz Vergara, do Equador, anuncia a estreia no Teatro Variedades da sua nova criação, no dia 21 de Janeiro: '8 x Quién' .

Uma mulher presa nas suas saudades, abandonos e esperas, faz uma viajem ao passado em busca da sua identidade perdida. Quando por fim descobre o seu ponto G, decide empreender uma outra viajem, desta vez rumo ao futuro.

Texto: Maria Beatriz Vergara
Encenação: Maria Beatriz Vergara
Coreografia: Josie Cáceres
Interpretação: Valentina Pacheco e Maria Beatriz Vergara

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ópera no CCB

"Antígono", de Antonio Mazzoni, a última ópera em cena antes do terramoto de 1755, volta à cena na capital portuguesa, nos dias 21 e 22 de Janeiro, no CCB Centro Cultural de Belém. Soterrada entre as ruínas, "Antígono" surge agora numa operação de resgate, uma vez que o terramoto arrasou o teatro e a partitura perdeu-se. O projecto pretende ser um marco na produção operática em Portugal.

"Antígono" é uma ópera em três actos de Antonio Mazzoni com libreto de Pietro Metastasio (1755)

Uma ópera sem memória? Foi de esplendor efémero a estreia de Antigono em 1755. Nesse outono fatídico de Lisboa, a produção em cena era das mais luxuosas da época e contava com um elenco de prestígio internacional: um dos castrati era Gaetano Guadagni (o eleito de Handel para cantar no Messias e o primeiro Orfeu na ópera de Gluck). O Divino Sospiro quer resgatar esse esplendor e dar-lhe a vida que ficou perdida nas ruínas do grande terramoto.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O Homem Elefante

A co-produção TNDM II e Primeiros Sintomas, encenada por Sandra Faleiro, 'O Homem Elefante', chega ao Porto, ao palco do TeCA, no dia 20 de Janeiro.

O texto de Bernard Pomerance, numa tradução e dramaturgia de Miguel Castro Caldas, é interpretado por António Fonseca, António Mortágua, Cláudio da Silva, Manuel Coelho, Ricardo Neves-Neves, Rita Lello e Vera Kalantrupmann.

A história de Joseph Merrick – inglês da segunda metade do século XIX, vítima de uma doença rara que lhe deformou cara e corpo – começou a ser imortalizada por David Bowie, que protagonizou a peça de Bernard Pomerance durante longos oito meses nos palcos da Broadway. Imortalizou-a definitivamente John Hurt, no filme de David Lynch que tinha por teaser uma das declarações de Merrick: “Eu não sou um elefante! Eu não sou um animal! Eu sou um ser humano! Eu sou… um homem!” Retomando um projecto gorado de Mário Viegas em que participava como actriz, Sandra Faleiro encena O Homem Elefante, descrevendo-nos a trajectória desta criatura que de atracção em freak shows passa a curiosidade da comunidade científica e, finalmente, a coqueluche do meio artístico e aristocrático. O espectáculo desencadeia um jogo de espelhos, privilegiando uma leitura mais alegórica que naturalista: ao revelar a humanidade que se esconde sob uma repulsiva monstruosidade, dá também a ver a subtil monstruosidade que radica sob uma aparência de normalidade… “Venham ver que eu monstro-vos.”

sábado, 15 de janeiro de 2011

De que falamos quando falamos da Odisseia?

Com coordenação de José Luís Ferreira, realiza-se no Mosteiro de São Bento da Vitória, nos dias 28 e 29 de Janeiro, ODISSEIA: Colóquio - De que falamos quando falamos da Odisseia?

Dos despojos de Tróia até regressar a Ítaca, Ulisses errou durante vinte anos. A sua viagem, feita de empreendimento e astúcia, de fado e perigo, de descidas ao inferno da verdade, de uma candura poética que resgata a mentira e a sedição, de um turvo olhar ocidental sobre o outro, é a fonte de todas as viagens, é o espelho vertiginoso onde, tal como Ulisses conta a sua viagem aos Feaces, nos transformamos nos narradores de nós próprios. Essa viagem é a Odisseia. Para a desbravar, convidamos um número apreciável de pessoas interessantes, que vêm dos universos da política, da filosofia, da criação artística, das universidades, de Portugal e do mundo lá fora. Desde as releituras da obra em tradução até à interpelação da criação artística nas aras da cidadania e das novas sociedades multiculturais, cheias de viajantes sem retorno, até à utopia de uma cultura da política, outra que não esta espécie de teia de Penélope, sempre fazendo-se e desfazendo-se enquanto os pretendentes arruínam o presente afirmando construir um futuro, de tudo um pouco se discutirá ao longo destes dois dias de Janeiro. Odisseia: Colóquio é o primeiro passo de uma iniciativa conjunta do Teatro Nacional São João, do Centro Cultural Vila Flor, do Theatro Circo de Braga e do Teatro de Vila Real, com o envolvimento activo da União dos Teatros da Europa, um projecto que tenderá a envolver a comunidade teatral da região Norte, dos criadores aos públicos, dos programadores aos mediadores, num processo de interrogação e qualificação das suas experiências, à descoberta dos mecanismos reais de diálogo entre a criação artística teatral e os processos políticos e sociais que determinam a contemporaneidade.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Angélica Liddell na Culturgest

Angélica Liddell, uma das mais inovadoras criadoras de Espanha, que tem participado regularmente no CITEMOR, em Montemor-o-Velho, vai apresentar "La casa de la fuerza" na Culturgest, dias 11 e 12 Fevereiro.

O "Libération" escreve que é "como uma cerimónia aos mortos, um ritual cuidadosamente orquestrado para arcar com a infelicidade do mundo, um modo de reabrir as feridas antes de eventualmente voltar a fechá-las."

No dia 2 de Outubro de 2008, dia do meu aniversário, sentia-me mal, estava fodida com o passar do tempo, e já tinha plena consciência de que tinha perdido tudo o que amava ou tinha amado. Estava assustada, furiosa e triste. Tinha praticamente deixado de ler e escrever. Nesse mesmo dia, 2 de Outubro, inscrevi-me num ginásio, o lugar da força e da resistência, em busca de um tipo qualquer de contradição ou alívio. E ali começou La casa de la fuerza. Descobri que a extenuação física me ajudava a suportar a derrota espiritual. Esgotava-me. Eram exercícios de preparação para a solidão. [...]
Um dia em que estava a escrever na cinemateca, o auto-engano das três irmãs de Tchékhov retumbou como uma estalada sideral. “É preciso trabalhar”, dizia Irina, “É preciso trabalhar”. O trabalho revelava-se como uma forma de aniquilação. Para além disso, a segunda viagem ao México foi definitiva. Com efeito, ali até o comentário mais banal culmina em acção. Do mesmo modo que as piadas de judeus culminam em Auschwitz, as rotinas de desprezo pela mulher culminam no feminicídio. A humilhação quotidiana culmina nas mortas de Ciudad Juárez, Chihuahua, e em leis deterioradas pela misoginia. [...]

Encenação Angélica Liddell
Interpretação María Morales, Lola Jiménez, Getsemaní de San Marcos, Angélica Liddell, Perla Bonilla, Cynthia Aguirre e María Sánchez

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Estreia no Estúdio Zero

TELEGANZA, texto de Jorge Louraço Figueira, encenação de António Durães e interpretação de João Miguel Mota, Tânia Dinis e Tiago Correia, produção do Teatro Nova Europa, estreia no Estúdio Zero, no Porto.

TeleGanza mostra um rapaz, RAFA, que tenta fazer uma cascata de São João moderna e ganhar o concurso anual de cascatas, apesar da oposição da namorada, BÁRBARA, que não compreende a nobreza de tal ambição. A chegada de um desconhecido com algo de familiar, FRED, vem agravar a situação. BÁRBARA e FRED conseguem manipular RAFA e parecem levar a melhor, mudando o propósito final da cascata para melhor servir os interesses de ambos, até ao momento em que RAFA finalmente percebe quem é, o que quer, porque está ali e o que tem de fazer.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

1974 no TNSJ

© Susana Paiva

Com interpretação Carla Galvão, Cláudia Andrade, David Pereira Bastos, Emanuel Arada, Filipe Costa, Inês Lua, Inês Mariana Moitas, João Melo, Miguel Damião, Rui M. Silva e Susana Madeira, estreia amanhã no Teatro Nacional S. João, 1974, criação do Teatro Meridional com encenação de Miguel Seabra.


O Teatro Meridional avista Portugal do alto de um promontório, o ano de 1974, ponto a partir do qual é possível, entre continuidades e rupturas, esboçar um antes e um depois na nossa história contemporânea. O Estado Novo, o 25 de Abril, a integração europeia e a “normalidade democrática” – matéria exposta para indagar, de uma forma mais evocativa do que ilustrativa, essa abstracção que leva o nome de “identidade portuguesa”. E como vem sendo habitual no trabalho deste colectivo (recordemos Para Além do Tejo e Por Detrás dos Montes), essa indagação faz-se por via de uma contida e expressiva rede de gestos e músicas, que quase prescinde da palavra para comunicar. Onze actores contam então com o corpo o tempo e o modo deste país eternamente adiado, levantando pequenas fábulas sobre a “efemeridade da utopia”, para pegarmos nas palavras do encenador Miguel Seabra, esse superlativo orquestrador de sentidos. Com 1974, retomamos contacto com o Meridional num momento particularmente feliz do seu percurso: foi distinguido em 2010 com o XII Prémio Europa Novas Realidades Teatrais, atribuído pela União dos Teatros da Europa.


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O Teatro do Mundo Ocidental em Diálogo com o Tempo

O curso de Cultura Teatral ‘O Teatro do Mundo Ocidental em Diálogo com o Tempo’ é organizado pelo Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, com coordenação de MARIA HELENA SERÔDIO, dirigida a público em geral, profissionais e alunos de artes cénicas.

A periodização teatral - suscitada pelo cruzamento entre razões da História, configuração diferenciada dos lugares de cena, princípios estéticos e valores simbólicos em cada momento - permite distinguir conceitos e modalidades do teatro que foi marcando o mundo ocidental.Perceber esses contornos vivenciais e essas modalizações estéticas é uma forma de desenhar diferentes constelações de uma prática que nos devolve não apenas figurações míticas e histórias apaixonantes, mas também a radicação da arte teatral aos espaços do teatro e ao pulsar da vida na variedade dos afectos e das crenças ao longo dos séculos. - Maria Helena Serôdio

A data limite de inscrição é 28 de Janeiro. O Módulo I, ‘Do Teatro Clássico ao Renascimento’ realiza-se nos dias 5, 12, 19 e 26 de Fevereiro, 5, 12, 19 e 26 de Março e dia 2 de Abril.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Teatro Avante no Miami-Dade Country Auditorium

Mario Ernesto Sanchez, o encenador

Entre 28 de Janeiro e até 6 de Fevereiro estará em cena no Miami-Dade Country Auditorium, 'Aire frío', a obra de Virgilio Piñera numa produção do Teatro Avante em versão livre de Raquel Carrión, com encenação de Mario Ernesto Sánchez.

'Aire frío' é uma obra clássica da dramaturgia cubana. Escrita em finais dos anos cinquenta, estreou em Habana em 1962.

Estruturada em três actos, a obra de Virgilio Piñera narra a vida da família Romaguera entre1940 e 1958.

Marilyn Romero, Ana Viña, Gerardo Riverón, José Luis Álvarez, Julio Rodríguez, constituem o elenco deste espectáculo do Avante Teatro que desde a sua estreia já foi visto por mais de cinco mil espectadores tanto em Miami, como em digressões internacionais.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Producciones Accidentales estreiam na Sala AZarte

As Producciones Accidentales estrearam na Sala AZarte, em Madrid, a obra de teatro “No necesito saber tu nombre”, que permanecerá em cartaz até 28 de Janeiro.

Uma prisão, dois homem e a voz de um estranho carcereiro que no lhes permite escapar do lugar nem sequer com a imaginação. “No necesito saber tu nombre” é uma história de "amour fou" onde tudo que os rodeia é determinante para que essa relação apaixonada estale entre eles.

O texto é de Mar Díez e a interpretação de Vicente Navarro, Julio Rojas e Alberto Alonso.