domingo, 20 de fevereiro de 2011

Debate sobre o teatro experimental

A Fundação da Juventude, no âmbito do seu novo projecto cultural, o Palácio das Artes – Fábrica de Talentos, deu início em Janeiro de 2009 a um Ciclo de Tertúlias mensais, um espaço de informação e de debate, alargando o seu âmbito de actuação à opinião e às ideias que são apresentadas por parte dos convidados e de todos os presentes.

A 25ª Tertúlia terá como tema "O Teatro Experimental" e realiza-se no dia 24 de Fevereiro (quinta-feira), entre as 21h30 às 23h30, onde a organização conta com a participação de diversos actores, encenadores, directores de companhias e sociólogos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A Companhia de Música Teatral no FETEN

A Companhia de Música Teatral foi seleccionada para integrar o FETEN- Feria Europea de Artes Escénicas, em Gijon, Espanha, onde irá apresentar a peça "AliBaBach", no próximo dia 24 de Fevereiro.

"AliBaBach" é um espectáculo que explora o universo de Johann Sebastian Bach como elemento de mediação para a comunicação musical entre adultos e crianças. Esta é a primeira acção do projecto "The HandyBach Project", um laboratório conceptual que visa desenvolver estratégias criativas para uma aproximação à música através da reinvenção musical e teatral da música de Bach.

A Companhia de Música Teatral trabalha na criação de espectáculos cuja natureza estética se enquadra dentro da designação de "música cénica" e do "teatro musical". Estabelecendo pontes de ligação entre várias linguagens, a CMT visa dinamizar a produção de iniciativas de carácter interdisciplinar e priveligia a Música como ponto de partida para a interacção entre várias técnicas e possibilidades de comunicação artística

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Co-produção internacional do Teatro o bando

No próximo dia 22 de Fevereiro de 2011, no Pequeno Auditório do Oulu City Theatre, Filndândia estreia o espectáculo BEGINNING, uma co-produção do Oulu City Theatre (Finlândia), do Emergency Exit Arts (Inglaterra) e do Teatro bando.

Esta produção internacional apresenta um texto desenvolvido a seis mãos - entre as quais se contam as de Rui Pina Coelho - e foi desenvolvida no âmbito do projecto Europeu PLATFORM11PLUS, uma rede de treze grupos de teatro de doze países diferentes, que pretende criar obras dirigidas para os jovens entre os onze e os quinze anos.

Texto de RUI PINA COELHO, JUKKA HEINÄNEN e ARJUNAN MANUELPILLAI. Dramaturgia e Encenação de ALEX EVANS

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

CICLO DE TEATRO DO PORTO? DE ANTÓNIO PEDRO À FÁBRICA DA RUA DA ALEGRIA

Dez anos depois da
Capital Europeia da
Cultura, a multifacetada
realidade das
companhias e projectos
teatrais portuenses é
actualizada num inédito
e subjectivo ciclo.
Dezoito grupos, várias
tendências e linguagens,
um especulativo arco
histórico, algumas
polémicas ausências,
a crise? Seis fins-desemana
de espectáculos
e debates em vários
espaços. E alguns
momentos de luto para
evocar a memória de
figuras referenciais:
Isabel Alves Costa,
Paulo Eduardo
Carvalho e João
Paulo Seara Cardoso.

Com este texto, João Pedro Vaz apresenta o CICLO DE TEATRO DO PORTO? DE ANTÓNIO PEDRO À FÁBRICA DA RUA DA ALEGRIA, que se realiza em Lisboa entre 18 de Fevereiro e 27 de Março, no Teatro São Luís.

No que diz respeito a espectáculos, o ciclo abre nos dias 19 e 20 de Fevereiro, com A Morte De Um Caixeiro Viajante , de Arthur Miller, pelo Tep - Teatro Experimental do Porto. Mas no dia anterior será exibido o documentário Era Preciso Fazer As Coisas, de Margarida Cardoso, às 18h30, no Jardim de Inverno.

O ciclo inclui um conjunto de conversas que convida a um olhar atento sobre o teatro que se faz no norte do país, a realizar aos sábados, sendo a primeira o passado, agora: alguns contributos para história do teatro no Porto (Evocação de Paulo Eduardo Carvalho) com os participantes Constança Carvalho Homem, Mário Moutinho, Rui Pina Coelho. Moderação de Maria Helena Serôdio.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Ester Bellver volta a Madrid com ProtAgonizo

ProtAgonizo é um espectáculo que, após uma larga carreira com enorme êxito de público e crítica, (5 reposições em Madrid, temporada em Barcelona e digressaão por toda a Espanha), chega à Sala AZarte, em Madrid.

Estará em cena aos sábados e domingos 19, 20, 26 e 27 de Fevereiro e 19, 20, 26 e 27 de Março.

A obra é baseada num texto nascido da rotura pessoal da sua autora, uma experiência, que por diversos motivos, um dia pode acontecer a qualquer um e que será mais fácil viver se tivermos reflectido sobre isso. Num momento a vida parece parar, podendo contemplá-la com assombro. A descoberta de que um não é um. O seu desmoronamento. O abismo de não saber. Ester Bellver (autora e actriz).

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

RUI CATALÃO | DENTRO DAS PALAVRAS | TEATRO MARIA MATOS


O OBJECTIVO É APAGAR A LINHA QUE SEPARA PERSONAGEM DE PERSONALIDADE – A REALIDADE DA FICÇÃO.

No seu primeiro solo, Rui Catalão é um corpo dentro das palavras, à procura de si próprio.
A palavra inglesa "character" significa personalidade e personagem. Se imaginarmos um solo intitulado My character, estão criadas as condições para uma peça que pode consistir num retrato psicológico na primeira pessoa (quem sou), mas também denunciar o dispositivo fictício (o que represento). Na língua portuguesa, "personalidade" e "personagem", tal como "ser" e "representar", são termos antitéticos. Em Dentro das Palavras, Rui Catalão constrói uma teia de narrativas, uma Casa dos Espelhos onde deixa de ser claro o que é personalidade e personagem, biografia e ficção, privado e público.

Rui Catalão divide o seu tempo entre a escrita e a dança. Foi jornalista e crítico do Público, escreve argumentos de cinema e textos sobre as artes do espectáculo. Colaborou com coreógrafos como João Fiadeiro, Miguel Pereira e Ana Borralho & João Galante e criou várias peças de dança durante a sua estadia na Roménia, onde esteve ligado ao CNDB (Centrul National al Dansului din Bucuresti). Dentro das Palavras representa um balanço de dez anos a trabalhar entre os mundos da escrita e da dança e reflecte sobre o seu progressivo afastamento da linguagem falada como principal meio de expressão a favor da linguagem corporal.

TEATRO MARIA MATOS
QUARTA 2 E QUINTA 3 MARÇO 21H30

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Helen Bertels prepara 'Wir Frauen'

Helen Bertels vai apresentar um work in progress da sua primeira criação a solo 'Wir Frauen'. Trata-se de uma produção conjunta com a produtora galega La Tia Mardalina, dirigida por Manu Lago e Cristina Balboa.

Para além de criadora e intérprete de 'Wir Frauen', Helen Bertels é autora dos textos com Clara Gayo.

A apresentação do work in progress terá lugar na Sala do Lurcenario da Fudación Garnel, no dia 24 de Fevereiro, e a estreia será em Vigo, na Sala do Teatro Ensalle, entre 29 de Abril e 1 de Maio.

Helen Bertels trabalhou na companhia galega Matarile Teatro nos últimos anos. Inicia agora um novo projecto.


domingo, 13 de fevereiro de 2011

Imagens de uma Ausência: modos de (re)conhecimento do teatro através da imagem


O CENTRO DE ESTUDOS DE TEATRO promove nos próximos dias 16, 17 e 18 de Fevereiro o encontro Imagens de uma Ausência: modos de (re)conhecimento do teatro através da imagem, no âmbito do projecto OPSIS – Base Iconográfica de Teatro (PTDC/EAT/69595/2006).

Para além de conferências a cargo de especialistas convidados - Sandra Pietrini (Universitá degli Studi di Trento, Itália) e John Kulvicki (Dartmouth College, Hanover, NH, USA) - o colóquio vai contar com uma sessão de apresentação do projecto OPSIS- Base Iconográfica de Teatro em Portugal. Paralelamente vai também decorrer uma Oficina de Fotografia de Cena dirigida pelo fotógrafo Pedro Soares. Os trabalhos produzidos no âmbito da oficina vão ser apresentados no último dia do colóquio.

O encontro vai decorrer na Sala 5.2. da Faculdade de Letras de Lisboa.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A Illa das Mulleres Loucas no Auditorio Municipal de Vigo

Inversa Teatro fará uma representação de Illa das Mulleres Loucas no dia 18 de Fevereiro, ás 21:00 horas no Auditório Municipal de Vigo.

Baseada na obra homónima de Alfonso Pexegueiro, a Illa das mulleres loucas é um recital dramático onde a linguagem do corpo (encarnada pelas actrizes María Caparrini e Vanesa Sotelo) e a palavra do próprio autor em cena se combinam com a música original que os integrantes de Berrogüetto, Anxo Pintos (sanfona) e Quico Comesaña (harpa) compuserem para a peça e interpretam ao vivo.

Isto, junto com o desenho de luz criado por Baltasar Patiño, resulta numa peça poética de grande plasticidade onde as fronteiras entre o passado, o presente e o futuro se esvaem para revelar um tempo suspenso onde uma mulher trava a sua própria batalha para definir os limites entre compostura e loucura.

Próximos espectáculos de A Illa das Mulleres Loucas:
(Rede Galega de Teatros e Auditórios)
3 de Março ás 20:30 h no Teatro Colón de A Coruña
24 de Março ás 20:30 h no Auditório Gustavo Freire de Lugo
27 de Maio ás 21:00 h no Teatro Principal de Santiago de Compostela

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ser Tão Teatro navega pelo Velho Chico para contar a história da Flor de Macambira

Depois de circular com o espetáculo “Farsa da Boa Preguiça” em 2010 por 21 cidades brasileiras de sete estados nordestinos, atingindo um público de mais de 17 mil pessoas, o Ser Tão Teatro empreende sua nova aventura: a realização da tournée de “Flor de Macambira” por dez cidades do leito do Rio São Francisco, além de Belo Horizonte e Rio de Janeiro, entre 11 de Fevereiro e 3 de Abril. As dezoito pessoas da equipa técnica percorrem, de autocarro, cerca de 5.860 km, levando seu teatro às praças públicas de Penedo (AL), Propriá (SE), Petrolina (PE), Paulo Afonso (BA), Juazeiro (BA), Bom Jesus da Lapa (BA), Xique-Xique (BA), Januaria (MG), São Francisco (MG) e Pirapora (MG).

A ESTREIA É NA PRAÇA DOZE DE ABRIL, NO CENTRO DE PENEDO, ALAGOAS, NO DIA 11 DE FEVEREIRO, ÀS 19H.

Dirigido por Christina Streva, o espetáculo é baseado na obra “O Coronel de Macambira”, de Joaquim Cardozo, publicada em 1963, mas pouco encenada até hoje. A pesquisadora Rosyane Trotta e o Ser Tão Teatro assinam a dramaturgia da montagem. O patrocínio é da Chesf, através do Programa Eletrobras de Cultura 2010.

Flor de Macambira” é uma festa popular com música, comicidade, cor e teatralidade que conta a história da jovem Catirina, a mais bela flor da Fazenda Macambira, que sucumbe aos vícios e tentações mundanas e, para salvar-se a si e a seu amado, mergulha nas profundezas de sua alma. Tipos do quotidiano brasileiro como o coronel sanguinário, o padre mercantilista, o bicheiro corrupto, e o triunvirato do capitalismo: o economista ilusionista, o banqueiro especulador e o marqueteiro enganador vão sendo apresentados, quadro a quadro, no espetáculo. “Aparentemente simples, as historias populares ocultam poderosas pistas para o entendimento do ser humano”, diz a diretora, atualmente docente e coordenadora de Cultura da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). A montagem é uma leitura contemporânea da dramaturgia da década de 60 e, apesar de não ignorar a dimensão política original da época, actualiza a narrativa personificando o drama na protagonista, que não existia no texto de Cardozo. “O autor de O Coronel de Macambira não poupou liberdade poética para enlaçar literatura erudita, crítica social e festa popular. Nós buscamos entrelaçar sua poesia com o Brasil de nosso tempo e a linguagem cênica que emana do jogo vivo dos atores”, diz Rosyane Trotta.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Falar Verdade a Mentir

Estreia a 17 de Fevereiro, às 21h30, no Teatro Garcia de Resende, em Évora, Falar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett.

Duarte é um jovem peralvilho, mentiroso compulsivo, apaixonado de Amália e esta dele. Amália é filha do Sr. Brás Ferreira, um comerciante rico, do Porto que vem a Lisboa para casar a menina. Mas se Brás Ferreira apanhar o Duarte (mentiroso compulsivo) numa mentira, lá se vai o casamento de Amália com Duarte. Joaquina criada de Amália, esperta e ladina pretende casar com José Félix, ladino e imaginativo criado do General Lemos. Juntos tratarão de tornar verdade, perante Brás Ferreira, as mentiras que Duarte inventa. Nesta comédia em acto único de dezassete cenas, Almeida Garrett põe a ridículo a sociedade burguesa no Portugal do século XIX.

Encenação de Victor Zambujo e interpretação de Álvaro Corte Real, Ana Meira, Jorge Baião, José Russo, Maria Marrafa e Rui Nuno.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Prémios Max, 14ª edição, em Córdova

Marta Carrasco no FITEI 2010
©Susana_Neves

O Comité Organizador dos Prémios Max, na sua 14ª edição, deu a conhecer a lista dos finalistas para as 23 categorias do prémio.

O Comité Organizador quis destacar "a elevada participação de espectáculos apresentados nesta edição (apesar da crise económica e financeira), a heterogeneidade das propostas e o elevado número de obras que obtiveram nomeações como finalistas".

A Fundación Autor de la SGAE é a entidade fundadora e organizadora dos Premios Max que, para esta edição conta com os patrocínios do Ayuntamiento de Córdoba e do INAEM. A cidade de Córdoba acolherá a cerimónia da XIV edição dos Prémios Max de las Artes Escénicas, no dial 9 de Maio de 2011, no Gran Teatro.

O Comité Organizador tornará público, proximamente, os Prémios Especiais desta edição 2011. Lembramos que o FITEI já ganhou, em 2008, um Prémio Max Especial.

A lista de nomeados inclui Marta Carrasco, pelo seu trabalho ‘Dies Irae - en el Requien de Mozart’, apresentado na edição do ano passado do FITEI.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A Cacatua Verde


A Cacatua Verde” de Schnitzler é aparentemente uma peça histórica. A acção situa-se na noite de 13 para 14 de Julho de 1789 em Paris. Numa cave dos arredores de Paris, Prospère, um velho director de uma Companhia de Teatro, abriu uma taberna (A Cacatua Verde) onde a sua Companhia finge que não faz teatro, e cria a ilusão de uma verdadeira taberna de gente de mau porte, ladrões, pedintes, prostitutas, marginais, possibilitando aos nobres que a visitam a sensação, sem perigo, do contacto com o povo e com os episódios excitantes das suas violentas vidas. O processo complica-se quando, na noite da Revolução Francesa, a violência da realidade faz esquecer o processo de ilusão e a história que um dos actores inventou, que a sua mulher, também actriz, o trai sendo amante de um Duque, leva-o a assassinar o nobre seu rival. Seja a razão do crime verdade ou ficção, o crime acontece, mas a realidade da revolução faz com que o acto ciumento do actor se torne num acto de heroísmo na defesa do povo revolucionário e triunfante. E a alegria do “Viva a Liberdade!” é vivida pelo casal como o fim da sua felicidade.


A profunda ironia, própria de toda a obra de Schnitzler, torna a peça quase numa comédia em que o próprio teatro entra em jogo, antecipando os temas caros a Pirandello. Aqui a tensão entre sonho e realidade, ou ilusão e verdade, adquire uma dimensão especial e particularmente interessante pelo facto de a tensão entre ficção e realidade incluir também a tensão entre a História e as consciências individuais, e tocar a própria noção de responsabilidade política. A taberna é uma Cave, o que remete para a imagem da Caverna de Platão e o próprio facto de o taberneiro se chamar Prospére-Próspero remete para o processo ambíguo de “A Tempestade” de Shakespeare. Afinal como em Pirandello, a peça fala mais da vida que do teatro. Com a maior leveza e elegância, e num único acto de uma economia exemplar, Schnitzler desenha um teatro de sombras da própria Revolução, que é um prodígio de ironia na revelação da profunda complexidade do real.


A Cacatua Verde”, de ARTHUR SCHNITZLER, tradução de FREDERICO LOURENÇO e encenação de LUIS MIGUEL CINTRA, com ALICE MEDEIROS, ANTÓNIO FONSECA, CATARINA LACERDA, CLEIA ALMEIDA, DINIS GOMES, DUARTE GUIMARÃES, GONÇALO AMORIM, JOANA DE VERONA, JOÃO GROSSO, JOÃO VILLAS-BOAS, JOSÉ MANUEL MENDES, LUIS LIMA BARRETO, LUIS MIGUEL CINTRA, MIGUEL LOUREIRO, MIGUEL MELO, NEUSA DIAS,NUNO CASANOVAS, RICARDO AIBÉO, RITA BLANCO, RITA LOUREIRO, SOFIA MARQUES, TIAGO MANAIA, TIAGO MATIAS, TOBIAS MONTEIRO e VÍTOR D’ANDRADE.

co-produção TNDM II e TEATRO DA CORNUCÓPIA

Sala Garrett Teatro Nacional D. Maria II
17 de Fev a 27 de Mar 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Alexandria (fragmentos) de Joclécio Azevedo | Apresentação informal

Dia 11 de Fevereiro, 6ª feira, pelas 19horas, nas novas instalações do NEC - Av. Rodrigues de Freitas,164, Porto, será apresentado informalmente o projecto Alexandria (fragmentos) de Joclécio Azevedo.

Esta criação nasceu do convite do CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória e da Biblioteca Central da Faculdade de Letras da Universidade do Porto para a realização de uma intervenção / comunicação, no âmbito da Conferência “Alexandria ad Aegyptum”, realizado na Faculdade de Letras do Porto, em Outubro de 2010. O processo de trabalho continuará a ser desenvolvido durante o ano de 2011, contando com algumas apresentações informais de fragmentos do material produzido. As apresentações finais do trabalho deverão decorrer a partir de Outubro.

Concepção e interpretação: Joclécio Azevedo
Produção:
Contentor
Produção executiva:
Núcleo de Experimentação Coreográfica

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Oficina de dança contemporânea e pesquisa coreográfica

Continuam abertas as inscrições para o Programa de Formação com o coreógrafo Nir de Volff da TOTAL BRUTAL

AULA de dança contemporânea
A aula começa com uma dinâmica lenta e vai aumentando a sua intensidade com o vocabulário de movimento do coreógrafo.
Concentra-se na forma de usar os músculos utilizando menos força e trabalhando com um corpo vazio e leve. LESS is MORE, é o ponto de partida do aquecimento, trazendo ao corpo uma total relaxação dos músculos e da mente, através de uma intensa massagem a pares.
Nir foca o seu trabalho no movimento do corpo como se não tivesse estrutura óssea e na reconstrução do nosso centro a partir do pescoço.


Considero o pescoço como uma parte essencial no corpo, onde consigo detectar se alguém usa demasiada força através dos movimentos. Acho que todo o tipo de corpo tem habilidade para encontrar harmonia no sentido de fluidez, suavidade de movimento, fundindo-se facilmente com movimentos mais energéticos e directos. Nir de Volff

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Ibsen no CCB

Dias 10, 11 e 12 de Fevereiro às 21:00 e dia 13 às 16:00, o CCB Centro Cultural de Belém apresenta ROSMERSHOLM, de Ibsen, encenação de Gonçalo Waddington.

Escrita em 1886 e considerada uma das obras-primas do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, ROSMERSHOLM é apresentada num ambiente cénico contemporâneo, que faz uso das novas tecnologias.

A acção da peça decorre em Rosmersholm, uma velha casa senhorial onde vive Johannes Rosmer, antigo pároco que renunciou ao cargo após o suicídio da mulher. Os seus crescentes ideias liberais tornam-no objeto de suspeição entre a comunidade, que também reprova a sua aproximação a Rebekka, antiga companheira da sua falecida mulher. Enquanto a relação entre estas duas personagens se aprofunda, o seu isolamento face à comunidade aumenta – e pressões morais, políticas e sociais irão ditar o seu destino.

Interpretação de Gonçalo Waddigton, Carla Maciel, Pedro Lacerda, Peter Michael, Flávia Gusmão e João Lagarto.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Patrícia Portela em digressão pela Bélgica


A COLECÇÃO PRIVADA DE ACÁCIO NOBRE, criação de Patrícia Portela, está em tournée na Bélgica.

10 e 11 de Fevereiro no Monty, em Antuérpia
16 de Fevereiro no festival ARTEFACT, no STUK em Leuven
26 de Fevereiro no festival PERFORMATIK, no Kaaitheater em Bruxelas.

Acácio Nobre foi um homem de referência do século XIX para quem foi um fardo viver no século XX.Uma máquina de escrever vintage, um teclado wireless e um filme mudo dão um concerto e desenvolvem um diálogo sobre o arquivo de Acácio Nobre, recriando o ambiente 2,5 D de um autor enquanto escreve.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Titzina em Madrid

©Susana_Neves



A companhia Titzina estreia em Madrid 'Exitus', na sala do Teatro de La Abadía, onde permanecerá em cena de 2 a 13 de Fevereiro.

A morte é o tema de partida para este espectáculo com autoria, direcção e interpretação de Diego Lorca e Pako Merino. Quatro personagens com histórias e desejos diferentes cruzam-se sem terem a consciência do destino comum que as une. São elas um agente funerário, um homem à procura de emprego, o director de um laboratório farmacêutico e um advogado. Nesta tragicomédia cheia de emoções, as personagens enfrentam a morte e encaram-na de diferentes pontos de vista; uma profissão, uma tragédia, um acto irreversível da vida…

“Exitus” é o terceiro trabalho produzido pela companhia Titzina Teatro, uma das peças mais aplaudidas na última edição do FITEI, onde já antes tinham obtido assinalável sucesso com as suas criações anteriores.

Durante a sua temporada em Madrid, será lançado o livro editado pela Artezblai com os textos das três obras criadas por Titzina: "Folie à deux. Sueños de psiquiátrico", "Entrañas" e "Exitus".

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Prémio para Paloma Pedrero

No próximo domingo, 6 de Fevereiro, na Nova Cena do Teatro Nacional de Praga, será entregue mais um prémio à dramaturga espanhola Paloma Pedrero, cerimónia integrada na abertura oficial da XVI Mostra de Teatro Checo.

Paloma Pedrero consegue este novo reconhecimento internacional, ao obter o Prémio do Público do Teatro Checo 2010 pela montagem da sua Ana el once de marzo. A peça teve encenação de Jana Janeková e foi estreada no Teatro Nacional de Opava em Janeiro de 2010 na presença da autora.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O Teatro Bisturi vai estrear Histórias de Família


Uma das estruturas emergentes da cidade do Porto, o Teatro Bisturi, vai estrear Histórias de Família de Biljana Srbljanovic, com direcção de actores de Daniel Pinto.

Com tradução de Maria do Céu Ribeiro e interpretação de Cátia Guedes, Cristovão Carvalheiro, Miguel Lemos e Rita Lagarto, Histórias de Família é uma visão mordaz e critica do nacionalismo sérvio e da sua pesada herança numa negra e irónica comédia trágica.

"Todas as personagens desta peça são crianças. Conforme as necessidades da história, elas envelhecem e rejuvenescem. Às vezes, mudam de sexo. Não há razão para espanto.
Os actores, em compensação, não são crianças. Nesta peça, são os adultos que fazem de crianças, que, por sua vez, fazem de adultos. Também não há razão para espanto. Haverá muitas outras razões para espanto. Os heróis desta peça não são os pobres, nem pelo seu carácter, nem pela sua vida quotidiana. São os cidadãos de um país em ruínas."

Histórias de Família, Estúdio Zero, Rua do Heroísmo, nº 86,Porto, Portugal, a partir de 9 de Fevereiro.