domingo, 20 de março de 2011

No dia Mundial do Teatro a Casa da Música apresenta A Fevre de Wallace Shawn

O teatro e a música trocam de casa para se celebrarem: a Casa da Música comemorou, no dia 1 de Outubro, o Dia Mundial da Música no TNSJ, que no dia 27 de Março retribui o gesto, assinalando o Dia Mundial do Teatro no edifício de Rem Koolhaas. Na ocasião, João Reis interpreta A Febre, monólogo incómodo de Wallace Shawn, actor que reconhecemos de filmes de comédia norte-americanos, mas que é também autor de peças politicamente controversas. Neste texto de 1990, o dramaturgo explora sem piedade a ambiguidade moral da América liberal na relação com os países do "terceiro mundo". Num cenário de guerra, um homem adoece num miserável quarto de hotel. Olhar pela janela implica testemunhar execuções e outras atrocidades. Mergulho em profundidade na consciência da culpa, este A Febre encenado por Marcos Barbosa tem em João Reis um intérprete inteiro, que nos devolve um teatro para ver o mundo no dia em que o mundo olha para o teatro.

A Febre é um texto político, com certeza, mas não como esses outros, aqueles outros, esses tais que sabiam a verdade toda, e a verdade logo com V grande, ó caneco, e não admitiam qualquer "senão", nenhum "porém", nem sequer um tremelicante "quê?". Não, este A Febre não é nenhuma cassete desbobinada a partir do púlpito ou do palanque, aqui não há nada dessa pose de "dono da verdade" de tanto texto dito "político". Aqui "político" não precisa de aspas, aqui "político" não é a tradução nacional-porreirista de "fraquito", ou "ali entre o medíocre e o mediano", ou chato-como-a-potassa-mas-aguentem-lá-em-nome-da-crença-ideológica-ou-clubística-cá-da-malta. Nesta magnífica peça - monólogo? conto? ensaio? discurso? - de Wallace Shawn, o político vem do próprio texto, não aparece imposto de fora, caído de pára-quedas, descido dos céus para nos vender uma qualquer metáfora-lição em palavras de pedra. Aqui o político surge das entrelinhas da vida; de uma vida na primeira pessoa que nos é mostrada mais do que explicada. Aqui o político implica-nos de imediato porque parte de um viver concreto, de uma história bem-feita, isto é, feita verdade.- Jacinto Lucas Pires - Excerto de "Punho fechado". In Solos: [Programa]. Porto: Teatro Nacional São João, 2010.

Jacinto Lucas Pires é responsável pela tradução e a interpretação é de João Reis.

sábado, 19 de março de 2011

Continua em Lisboa o "CICLO DE TEATRO DO PORTO? DE ANTÓNIO PEDRO à FÁBRICA DA RUA DA ALEGRIA"



"CICLO DE TEATRO DO PORTO? DE ANTÓNIO PEDRO à FÁBRICA DA RUA DA ALEGRIA" continua no Teatro São Luiz, em Lisboa. Destaques deste fim-de-semana:

18 e 19 Mar
A COMISSÃO
de Ana Vitorino e Carlos Costa
VISÕES ÚTEIS
Sexta e Sábado às 22h00
Foyer Jardim Inverno

Numa sala de reuniões uma Comissão reúne para aprovar o Plano de Acção elaborado pelo Comité Executivo a partir do Programa Estratégico previamente definido e aprovado. Os membros do Comité Executivo (o elenco) recebem os restantes membros da Comissão (os espectadores) e têm a delicada missão de apresentar de modo convincente o Plano de Acção que prepararam de modo a obter uma maioria de votos positivos. Ao longo da reunião exibem-se gráficos, esmiúçam-se burocracias e esgrimem-se terminologias. E aos poucos vai-se instalando a dúvida quanto à competência e à isenção dos principais responsáveis. Conseguirá esta Comissão reunir o consenso generalizado? Uma bem-humorada reflexão acerca dos actuais mecanismos de decisão política e económica, questionando a linguagem enquanto mecanismo de exercício de poder e domínio.

18 e 19 Mar
LIBRAÇÃO
de Lluïsa Cunillé
AS BOAS RAPARIGAS VÃO PARA O CÉU, AS MÁS VÃO PARA TODO O LADO
Sexta e Sábado às 23h30
Teatro-Estúdio Mário Viegas

Libração significa "movimento como que de oscilação que um corpo, ligeiramente perturbado no seu equilíbrio, efectua até recuperar pouco a pouco." Libração é o "encontro entre duas mulheres num parque de uma cidade durante três noites de lua cheia. Faz frio, talvez seja Inverno ou finais de Outono." (Lluïsa Cunillé)
O tempo: meia-noite em ponto. O espaço: um parque onde tudo é de ferro. No parque, mobiliário urbano onde se encontram imagens de infância: cavalos que chiam, placas que proíbem deixar os cães à solta, a ronda da polícia vigiando ciclicamente todas as presenças reais... As palavras, as estratégias, os reconhecimentos, as memórias, as necessidades, o filho de uma e os cães da outra...

19 e 20 Mar
MÃO NA BOCA
de Joana Providência
TEATRO DO BOLHÃO
Sábado às 21hOO; Domingo às 17h30
Sala Principal

Mão na Boca nasce do desafio lançado pelo Museu de Serralves à coreógrafa e membro da direcção artística da companhia, Joana Providência, no âmbito da Exposição Retrospectiva de Paula Rego, em 2004. Para Joana Providência a criação de Mão na Boca "desenvolveu-se num duplo sentido: por um lado, constituíram-se como impulsos geradores do processo as gravuras, os desenhos e as pinturas de Paula Rego e os universos de conto/fábula/romance que são a sua moldura, por outro lado, configuraram-se como motes do trabalho as marcas escondidas, ou menos legíveis, de uma memória: os seus medos, os seus sons, o seu imaginário".

sexta-feira, 18 de março de 2011

José Monleón receberá no dia 9 de Maio em Córdoba o Prémio Max de Honra.


O dramaturgo, crítico teatral e encenador José Monleón foi galardoado com o Prémio Max de Honra 2011. Prémio Nacional de Teatro (2004), o crítico teatral vê premiada assim uma vida inteira dedicada ao Teatro. Fundador e director do Instituto Internacional de Teatro do Mediterrâneo, a sua trajectória profissional esteve sempre vinculada à promoção e defesa das Artes Cénicas.

O Prémio Max de Honra é uma das quatro estatuetas entregues por designação directa, tal como o PrémioNovas Tendências, o Prémio da Crítica e o Prémio Iberoamericano. José Monleón receberá o galardão na cerimónia de entrega da XIV Edição dos Prémios Max, em Córdova.

Nota de imprensa dos Prémios Max AQUI

quinta-feira, 17 de março de 2011

Jacinto Lucas Pires de novo no TNSJ

Exactamente Antunes, de Jacinto Lucas Pires a partir de "Nome de Guerra", de Almada Negreiros, com encenação de Cristina Carvalhal e Nuno Carinhas, que também assina a cenografia e figurinos, e interpretação de Joana Carvalho, João Castro, Jorge Mota, José Eduardo Silva, Lígia Roque, Mané Carvalho, Paulo Freixinho e Paulo Moura Lopes, estreia no Teatro nacional São João, no dia 17 de Março.

“Nós não somos do século de inventar as palavras. As palavras já foram inventadas. Nós somos do século de inventar outra vez as palavras que já foram inventadas.” Com Exactamente Antunes, é como se Jacinto Lucas Pires – concitado por Nuno Carinhas – respondesse ao apelo de Almada Negreiros, desencaminhando-lhe Nome de Guerra para a cena. Obra de uma prodigiosa frescura e ingenuidade, o romance instala-nos no percurso (ou carrossel) iniciático de Antunes, provinciano sacudido pelos acasos da sorte na grande cidade, que, entre o clube nocturno e o quarto de hotel, acumula a experiência bastante para concluir que… nenhum saber resulta da acumulação de experiência. Partilhando com Almada o prazer dos paradoxos e a lúdica reinvenção da linguagem, Jacinto Lucas Pires explora a teatralidade que informa este “espectáculo de um homem em luta livre consigo mesmo”, ora pirandellizando-o – por lá irrompe, em futurista fato-macaco, o Autor em busca da sua personagem –, ora brechtianizando-o, ao projectar em cena títulos de capítulos e outras sentenças, irónicas e desconcertantes. Nuno Carinhas assume, enquanto cenógrafo e figurinista, o papel de tridimensionar esta “obra-prima de desenho”, como lhe chamou David Mourão-Ferreira. A encenação, partilha-a com Cristina Carvalhal, num gesto de celebração do génio de Almada, para quem o teatro é “o escaparate de todas as artes”. - in Web site TNSJ

quarta-feira, 16 de março de 2011

O Pyrgo de Chaves no Teatro Maria Matos

Um dos fundamentais projectos experimentais portugueses estreia a sua nova peça num concerto intimista no palco do Teatro Maria Matos. David Maranha, Patrícia Machás e Manuel Mota dedicam-se aos instrumentos convencionais, André Maranha e Francisco Tropa a outras fontes sonoras e a projecções de imagens num jogo minuciosamente calculado de luz e som, de sombras e percussões: O Pyrgo de Chaves, Domingo. 20 de Março, às 18h00.

Entre Janeiro e Março de 2010, os Osso Exótico apresentaram na Fundação Serralves (Porto), na Appleton Square (Lisboa) e no Beursschouwburg (Bruxelas) O Vapor Que Se Eleva Do Arroz Enquanto Coze, uma das peças que define melhor o actual estado de alma deste projecto: David Maranha, Patrícia Machás e Manuel Mota dedicaram-se aos instrumentos convencionais, André Maranha e Francisco Tropa a outras fontes sonoras e a projecções de imagens arquitectando um som que orbitou entre o rigor tenso dos instrumentos de teclas e a guitarra sinuosa de Manuel Mota, aliado a um contraponto visual, também minimal, de projecções de figuras fora de escala, equilibrando na perfeição o que o grupo lisboeta quer fazer dentro de um campo artístico muito alargado. Sons e imagens tornam-se formas plásticas, moldáveis ao longo do tempo, jogando habilmente com a nossa percepção. Levando ao limite a nossa aproximação ao seu universo, os Osso Exótico propõem uma nova peça,convidando o público para se sentar em seu redor, no palco, atraindo diferentes perspectivas das suas novas composições.

Osso Exótico - David Maranha, Patrícia Machás, Manuel Mota, André Maranha, Francisco Tropa

terça-feira, 15 de março de 2011

"Holiday" no Porto, no dia mundial de teatro e integrado no programa Odisseia.


Chamam-lhe musical barroco contemporâneo e dizem que é de um realismo minimal. Depois de se ter apresentado em Lisboa, é a vez da galardoada peça da companhia australiana Ranters Theatre se mostrar ao Porto. De 24 a 27 de Março, no Estúdio Zero, a convite do Teatro Nacional de São João.A língua é a inglesa (com legendas), a banda sonora barroco-contemporânea (com Vivaldi, Corelli e Albinoni) e o cenário principal, uma piscina insuflável. É em torno dela que dois homens (Paul Lum e Patrick Moffatt), supostamente de férias, falam das ansiedades escondidas, das fantasias privadas, do tédio, das mitologias pessoais e de comportamentos inexplicáveis do homem.

"Holiday" foi bem recebido pela crítica e pelo público. Os dois actores foram distinguidos com o prémio de melhor intérprete masculino do Dublin Fringe Festival 2009 e a peça recebeu cinco Green Room Awards em 2007.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Encenação de Chung-euy Park na abertura da dFeria de Donostia

Começou hoje em Donostia / San Sebastian, no País Basco, mais uma edição da dFeria, este ano com uma dimensão um pouco mais pequena. O espectáculo de abertura coube ao grupo CHO-IN THEATRE, com a tragédia "Hotel Splendid", sobre as 200.000 jovens coreanas transformadas em escravas sexuais pelo exército japonês durante a II Guerra Mundial.

Na edição de 2011 da dFeria, Portugal está representado pelo Teatro de Marionetas do Porto, que apresentará "Wonderland", no dia 16.

domingo, 13 de março de 2011

Xan Cejudo galardoado na Galiza


A Associação de Actores e Actrizes da Galiza (AAAG) entregará o prémio de Honra Marisa Soto de 2011 ao actor da Corunha, Xan Cejudo, pela “longa trajectória e singular contribuição à profissionalização do teatro na Galiza”.

O presidente da Associação, Antonio Durán Morris, afirmou que Cejudo “deixou um legado técnico e intelectual no teatro”, e salientou que o mundo da cena lhe deve muito”. Também a vogal de AAAG, Casilda Alfaro elogiou o premiado, a que chamou “mestre dos mestres, de grande capacidade criativa e generosidade artística”.

O galardão será entregue no próximo dia 23 de Março, no Teatro Rosalía de Castro, da Corunha.

sábado, 12 de março de 2011

Ciclo de Teatro do Porto? | 4ª semana


O Ciclo de Teatro do Porto? prossegue no Teatro São Luiz, em Lisboa.

12 e 13 Mar
MANSARDA, pela Companhia
CIRCOLANDO
Sábado às 21h00; Domingo às 17h30
Sala Principal
M/6
Duração 80 min

Espectáculo final do ciclo Poética da Casa, Mansarda instala-nos nesse lugar entre céu e terra – o sótão, as águas-furtadas –, propondo-nos uma súmula de várias ideias de casa. Uma súmula de memórias vivas, feitas de terra, ar e água, com a forma redonda do tempo solar: dia, noite, Inverno, Verão. Na base das nossas pesquisas, as casas onde guardamos o coração. As casas com raízes e sabor a terra, com a lembrança dos campos e dos animais, com o frio, a neve e os serões em comunidade. As casas com vento, barcos-baloiços, amores e desamores. As casas da terra sedenta, as casas com sonhos de mar. Sucessão de quadros que podem ter diversas leituras, a obra abre-se às histórias singulares de cada espectador.

Debate 12 MAR
DRAMATURGIA A NORTE

Participantes Daniel Jonas, Jorge Louraço Figueira, Luís Mestre, Regina Guimarães e Saguenail
Moderação Alexandra Moreira da Silva

sexta-feira, 11 de março de 2011

PEDRO E INÊS - ESTREIA NACIONAL, pelo Teatro O Bando, dia 11 Março no Grande Auditório das Caldas da Raínha


Pretendendo revisitar a lenda e a história de Pedro e Inês, o Teatro O Bando convidou o encenador russo Anatoly Praudin e a dramaturga alemã Odette Bereska a criarem um espectáculo onde a sua visão externa, influenciada por outras tradições literárias, pudesse trazer algo de novo a uma história profundamente enraizada na cultura portuguesa. Procurando também promover o contacto com novos autores portugueses, foi pedido a Miguel Jesus que criasse um texto inédito para esta produção. Num registo dramático e realista que caminha progressivamente para o poético e para o metafórico, o texto actualiza esta temática conferindo-lhe um cariz intemporal que explora sobretudo as relações de culpa e de vingança que se estabelecem entre os vários personagens envolvidos no assassinato de Inês.

A partir do texto inédito "Inês Morre" de Miguel Jesus

Encenação de Anatoly Praudin

Interpretação de Estêvão Antunes, Helena Afonso, Horácio Manuel, Ivo Alexandre, Miguel Borges, Sara de Castro e Susana Blazer

Coordenação artística de João Brites

quinta-feira, 10 de março de 2011

A Philosophia do Gabiru, de Quinta, 10 a Segunda 14 de Março, no Teatro Maria Matos em Lisboa

A Philosophia do Gabiru revisita o universo literário de Raul Brandão. As diversas personagens que povoam a sua poesia correspondem a um prolongamento do seu eu contraditório e do seu pensamento crítico. O espectáculo pretende explorar aquilo que eram os sonhos e as liberdades filosóficas deste filho da República.

direcção artística e encenação Martim Pedroso texto Raul Brandão & Nelson Guerreiro dramaturgia Martim Pedroso & Nelson Guerreiro consultoria literária Maria Antónia Oliveira assistência de encenação Ana Ribeiro interpretação Carlos Alves, Flávia Gusmão, Martim Pedroso, Nelson Guerreiro, Paula Só, Tânia Leonardo e Tiago Barbosa colaboração no espaço cénico Sttiga colaboração nos figurinos Carla Freire sonoplastia António Duarte desenho de luz Mafalda Oliveira produção executiva Filipa Achega produção Materiais Diversos co-produção Teatro Maria Matos / Centro Cultural Vila-Flôr residência artística Negócio – ZDB apoios CCB – Centro Cultural de Belém / São Luiz – Teatro Municipal / Atelier RE.AL / Flora Garden

quarta-feira, 9 de março de 2011

Programação do ALT VIGO 11

Começa no próximo dia 10 o ALT11, realizado em Vigo, um dos mais inovadores certames de artes cénicas realizados em Espanha.

Na sua 10ª edição o ALT VIGO apresenta o seguinte programa:

Dia 10 Dia especial da Mulher
"Novas creadoras galegas" (programa em colaboração com a unidade de igualdade da Universidade de Vigo)

Local: MARCO ( 20h)
Compahia: Nut Teatro (Galiza) - "My Own Life" (teatro/performance)

Local: Auditório do Concelho de Vigo (21h30)
Compahia: Nuria Sotelo (Galiza) - "Métanse nos seus asuntos" (dança)

Dia 11
Local: MARCO (20h.)
Companhia: Neil Harbison e Mon Ribas - "SONOCROMATISMO"
(Debate sobre o trabalho do dia 11: Neil Harbisson é o primeiro homem reconhecido oficialmente como cyborg)

Local: Auditório do Concelho de Vigo (21h30)
Compahia: Francisco Camacho (Portugal)
"RIP" (dança)

Sábado 12
Local: MARCO (20 h.)
Companhia: Neil Harbison e Mon Ribas (Cataluña)
"El sonido del naranjo" (Dança- teatro experimental)

Local: Auditório do Concelho de Vigo (21.30h.)
Companhia: Flakos Danza (Euskadi)
"Out" (Dança Contemporânea)


Domingo 13
Local: Auditório do Concelho de Vigo (18h.)
Compahia: Ambra Senatore (Itália)
"Passo-duo, EDA-solo" (dança contemporânea, dança-teatro)

Dia 17
Local: MARCO
Companhia: José Antonio Portillo (Valencia)
"Biblioteca de cuerdas y nudos" (Instalação – Espaço - narração)

Local: Auditório do Concelho de Vigo
Companhia: Mimán Teatro (Madrid)
"Y así pasan los días"

Dia 18
Local: Praza da Constitución (19h.)
Companhia: Los Torreznos (Madrid)
"El cielo" (Performance)

Local: MARCO (19h00)
Companhia: José Antonio Portillo
"Biblioteca de cuerdas y nudos" (Instalação – Espaço - narração)

Local: Auditório do Concelho de Vigo (21.30h.)
Companhia: Javier Martín (Galiza)
"El estado crudo" (artes do movimento)

Sábado 19
Local: MARCO (20h.)
Companhia: Los Torreznos
"El desierto" (Performance)

Local: Auditório do Concelho de Vigo (21.30h.)
Compahia: Macarena Recuerda (Catalunha)
"That’s the story of my life" (Performance stop motion)

Domingo 20
Lugar: Auditório do Concelho de Vigo (19h.)
Compahia: Kaputt (Madrid)
"Hamlet"

DURANTE TODO O ALT PERMANECERÁ NO HALL DO AUDITÓRIO A INSTALAÇÃO "La medusa parlante" de Marco Canevacci.

terça-feira, 8 de março de 2011

El Trueque repõe a sua adaptação de Lolita

A companhia colombiana Teatro El Trueque, de Medellin, repõe durante o mês de Março, entre os dias 3 e 19, "Confesiones de un amor casi posible", baseado no romance de Vladimir Nabokov "Lolita".

"Confesiones de un amor casi posible", tem encenação e adaptação dramatúrgica de José Félix Londoño. A companhia, que já encenou textos de Marco Antonio de la Parra, Edgar Allan Poe, Tennessee Williams, Charles Bukowski, Bernard-Marie Koltès, Tomás Carrasquilla e Tchekov, estreou esta peça em 2010.

segunda-feira, 7 de março de 2011

A companhia de dança La Intrusa apresentou a sua nova criação


ATARAXIA, a nova criação da companhia La Intrusa Danza, estreou no País Basco, no dia 4 de Março de 2011 no Auditorium Kultur de Leioa.

Segundo Ana Lopez Asencio, “Virginia atraviesa delirios, deseos de hacer, de obtener, de parecer alrededor de un ser ausente. Luego resiste a los encantos de su propia alma y perfora el corazón del éxtasis para caer en las tinieblas donde por fin puede sonreír, sobre un rojo reposado. Con Damián bien cerca. Precioso trabajo recién estrenado el de La Intrusa Danza..."

domingo, 6 de março de 2011

Prémio APCA para As Folhas do Cedro


©f e r n a n d o s t a n k u n s

O prémio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) para o melhor autor 2010, foi atribuído a Samir Yazbek, por "As Folhas do Cedro".

A peça, que iniciou carreira no SESC Vila Mariana, em São Paulo, é inspirada na imigração libanesa no Brasil, durante a construção da estrada trans-amazónica, no período da ditadura militar.

"As Folhas do Cedro" é o quinto trabalho da Companhia Teatral Arnesto nos Convidou, com Helio Cicero, a mesma de "O Fingidor" (Prémio Shell/99 de melhor autor).


Este prémio foi o coroamento de uma temporada de sucesso de crítica e público em São Paulo, além de outras cidades, durante o segundo semestre de 2010.

sábado, 5 de março de 2011

Estreia absoluta de O Senhor do Seu Nariz


5 de Março é a data de estreia, no Teatro da Vilarinha, de O Senhor do Seu Nariz, história de Álvaro Magalhães, com encenação de João Luiz e interpretação de Patrícia Queirós. O Senhor do seu Nariz fica em cena até 10 de Abril.

Segundo João Luiz, director da companhia Pé de Vento e encenador do espectáculo, a transposição deste conto para o palco «aposta de novo na personagem do contador/narrador e na ambiguidade que a leitura dramatúrgica permitiu aprofundar. A nossa proposta é fazer uma transposição da situação narrada para um plano onde é possível reencontrar a dimensão mágica da escrita de Álvaro Magalhães».

Custou-me muito a nascer. Estava tão bem desnascido, aconchegado, sem ter nada que fazer. Mas tinha que ser e lá acabei por nascer. Foi então que apareceu a fada… Pousou a mão na minha testa e disse:- A vida deste rapaz vai dar para o torto. E foi isso que aconteceu. Era desagradável ser tão diferente do resto da gente, mas que havia de fazer se era esse o meu destino?

Assim começa a história de um rapaz condenado a carregar desde a nascença um nariz do tamanho de um chouriço e que transforma a sua graça em desgraça.


sexta-feira, 4 de março de 2011

"DO OUTRO LADO" DE JOÃO BRITES NA 12ª QUADRIENAL DE PRAGA

A Direcção-Geral das Artes do Ministério da Cultura de Portugal convidou o encenador e cenógrafo João Brites para representar oficialmente Portugal na Quadrienal de Praga 2011 - Espaço e Design da Performance, a exposição de maior prestígio internacional na área da cenografia e design performativo, este ano com direcção artística de Sodja Zupanc Lotker. A Quadrienal de Praga, organizada pelo Ministério da Cultura da República Checa e pelo Instituto de Teatro de Praga desde 1967, é hoje um evento único à escala global constituindo-se como uma exposição que, juntamente com as suas actividades paralelas, cria um espaço para seminários, workshops e encontros de profissionais e estudantes das artes de palco de todo o mundo. Esta edição organiza-se em 3 secções principais: Países e Regiões, Estudantes e Arquitectura.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Ciclo de Teatro do Porto | 3ª semana

No próximo fim-de-semana continua em Lisboa a mostra de teatro da cidade do Porto, com a presença de duas das estruturas mais representativas das artes cénicas da cidade: Assédio e Ensemble. O “Ciclo De Teatro Do Porto? De António Pedro À Fábrica Da Rua Da Alegria”, decorrerá até 27 de Março, numa iniciativa do Teatro São Luiz, ciclo ainda pensado pelo anterior director Jorge Salavisa com a colaboração de Isabel Alves Costa e realizado agora tendo João Pedro Vaz como comissário.

4 e 5 Mar
OSSÁRIO de Mark O’Rowe
ASSéDIO
Sexta às 22h00; Sábado às 23h15 Teatro-Estúdio Mário Viegas

Ossário é “sobre um lugar ficcional na Irlanda, uma pequena cidade abandonada por qualquer espécie de bondade, na qual todo o tipo de transacções, sejam elas físicas, comerciais ou emocionais, têm lugar a um nível violento e desumano. É como uma espécie de cidade de fronteira, sem leis, é a história de três mulheres diferentes que decorre durante um período de seis horas, e é basicamente sobre esse pequeno vislumbre de bondade, essa tentativa de sobreviver num lugar tão completamente perdido e desumano” (Mark O’Rowe). Três personagens, três mulheres, três monólogos, três narrativas que se cruzam para nos contar uma história passada algures num território entre o pesadelo e a realidade. Através da alternância de intervenções monologadas, multiplicam-se as visões sobre um mesmo conjunto de acontecimentos violentos, servidas por uma linguagem ágil, inventiva e veloz, erguida da sarjeta às alturas da mais surpreendente poesia.


5 e 6 Mar
DUETO PARA UM de Tom Kempinsky
ENSEMBLE
Sábado às 21hOO; Domingo às 17h30 Sala Principal

Uma história simples e trágica. Inspirada na vida da famosa violoncelista inglesa Jacqueline du Pré, é a história de uma mulher, Stephanie Abrahams, conceituada violinista que contrai esclerose múltipla no auge da sua carreira. O seu marido, um compositor, convence-a a visitar o psiquiatra Dr. Alfred Feldman ao perceber o efeito corrosivo que uma tão grande perda está a provocar na mulher. A peça gira à volta das sessões de Stephanie com o médico alemão e das difíceis questões que este lhe coloca e que a forçam a revelar os seus sentimentos e ansiedades mais íntimos perante ela própria, o médico e, claro, o público.A primeira de um conjunto de peças sobre artistas e sobre o papel da arte na vida das pessoas que o Ensemble pretende dar a conhecer ao público. O teatro a conjurar para o palco os músicos, os pintores, os poetas.


No Sábado, dia 5, pelas 17 horas, mais um debate, desta feita subordinado ao tema CONJUNTURAS, POTENCIALIDADES E CONSTRANGIMENTOS que contará com a presença de Ada Pereira da Silva, Daniel Pires, João Alpoim Botelho, José Luís Ferreira e moderação de Rui Pina Coelho.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Criação de Núria Sotelo agora em Vigo

A Companhia Nuria Sotelo irá apresentar o espectáculo Métanse nos seus asuntos no dia 10 de Março, no Auditorio de Vigo, integrado na programação do ALT Vigo 2011, o certame de artes performativas da Galiza que tem anualmente apresentado as propostas mais inovadoras de Espanha.

Métanse nos seus asuntos é interpretado por Núria Sotelo e tem direcção de Ana Vallés.

terça-feira, 1 de março de 2011

Teatro Jofre de Ferrol apresenta em estreia a nova peça do Teatro de Ningures

A companhia galega Teatro de Ningures estreia em 4 de Março no Teatro Jofre de Ferrol a obra '0,7% Molotov', peça com que o seu autor, que é igualmente o encenador desta montagem, Santiago Cortegoso, ganhou a XIV edição do Prémio Rafael Dieste de Teatro.

Rocío González, Salvador del Río, Armando Martén e Ana Beatriz Pérez dão vida aos personagens desta obra que nos situa no contexto de uma sociedade hipócrita e consumista ocidental, onde a solidariedade, o compromisso político e as consciências se comercializam em cómodas prestações.