© Victor Hugo Pontes quinta-feira, 7 de abril de 2011
Com “As Três Irmãs” Nuno Cardoso encerra a trilogia tchekhoviana
© Victor Hugo Pontes quarta-feira, 6 de abril de 2011
António Pinto Ribeiro nos Encontros Derivas "Para que servem a Arte e o Conhecimento em Geral?"

Sexta-feira, 15 de Abril entre as 22:00 e as 23:30, no Centro de Memória, Vila do Conde, os Encontros Derivas "Para que servem a Arte e o Conhecimento em Geral?" contam com a participação de António Pinto Ribeiro.
António Pinto Ribeiro tem formação académica nas áreas da Filosofia, Ciências da Comunicação e Estudos Culturais. É professor-conferencista em universidades nacionais e internacionais, investigador, programador cultural e colabora regularmente com a imprensa especializada. Já publicou vários livros de ensaio e ficção. Foi director artístico da Culturgest, programador geral do fórum cultural O Estado do Mundo na Fundação Calouste Gulbenkian e coordenador do Programa Gulbenkian Próximo Futuro, entre outros. Da sua obra publicada destacam-se Ser Feliz é Imoral? - Ensaios sobre Cultura, Cidades e Distribuição e À Procura da Escala - cinco exercícios disciplinados sobre cultura contemporânea.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Maratona Cultural em homenagem aos 447 anos de Shakespeare terá 13 horas ininterruptas de cultura e lazer com entrada franca
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Feria de Teatro de Castilla-La Mancha até 7 de Abril
domingo, 3 de abril de 2011
Teatro Viriato tem programação em risco a partir de setembro
A programação do Teatro Viriato, em Viseu, pode ser “drasticamente reduzida” a partir de setembro por falha na contratualização de uma candidatura a fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). O diretor do Teatro Viriato, Paulo Ribeiro, explicou à Lusa que em causa estão 150 mil euros já devidamente programados mas que dependem do cumprimento de um projeto aprovado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC), entidade competente na gestão das candidaturas ao QREN.
“Nós cumprimos todas as regras, preenchemos todos os requisitos, num processo extremamente burocrático, mas, depois, somos confrontados com a irresponsabilidade da CCDRC, que simplesmente deixa cair uma candidatura ao QREN por não ser capaz de cumprir prazos”, acusou Paulo Ribeiro.
Esta situação leva a que, de uma programação anual orçada em 300 mil euros, metade pode estar em causa “apenas porque a entidade (CCRC) a quem compete a contratualização das candidaturas deixa o processo morrer por incumprimento de requisitos simples”.
Esta candidatura foi feita em 2009, englobada num projeto denominado Rede 5, que agrega ainda espaços semelhantes na Guarda, Guimarães, Torres Novas e o Maria Matos, em Lisboa.
sábado, 2 de abril de 2011
Programação do Teatro Ensalle
Helen Bertels - Wir Frauen ©Teresa Borace sexta-feira, 1 de abril de 2011
A Loja das Lamparinas contos do mundo
- Qual a razão de tão singular prática?
- É para me protejer dos tigres.
- Mas aqui não há tigres.
- Pois. Vês que resulta.
quinta-feira, 31 de março de 2011
"O Fidalgo Aprendiz" no Teatro Nacional
quarta-feira, 30 de março de 2011
Conferências de Cucha Carvalheiro e Eugénia Vasques

Integradas nas Comemorações dos 100 Anos da Universidade de Lisboa e no Primeiro ciclo de palestras "100 Lições", na Segunda-feira, 4 de Abril, entre as 18h00 e as 21h00, realizam-se as conferências de Cucha Carvalheiro 'O MELHOR DOS MUNDOS POSSÍVEIS: DA FILOSOFIA AO TEATRO' e de Eugénia Vasquez 'ENCONTRO MESTR@S NOTÁVEIS'.
Na sala de Conferências, Reitoria da Universidade de Lisboa.
terça-feira, 29 de março de 2011
Morreu Ângelo de Sousa
Morreu Ângelo de Sousa. Um dos grandes artistas portugueses, pintor, escultor, professor e um grande ser humano. Em 2007 concebeu para o FITEI uma escultura, de que foram feitas 30 cópias numeradas e assinadas pelo autor. Foram oferecidas às companhias que participaram no XXX FITEI.
Nascido em Maputo (então Lourenço Marques), Moçambique, em 1938, Ângelo César Cardoso de Sousa radicou-se no Porto em 1955, para frequentar a Escola de Belas-Artes, onde se formou em Pintura.
Integrou, nos anos 60, nessa cidade, o grupo “Os Quatro Vintes” (com Armando Alves, Jorge Pinheiro e José Rodrigues). Criou depois uma obra pessoal e única, que viria a marcar a cena artística portuguesa.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Azul Longe nas Colinas
"Atravessemos este sonho aflitivo de uma tarde de Verão pela mão do seu autor, o dramaturgo britânico Dennis Potter (1935-1994): “Quando sonhamos com a infância transportamos o que agora somos. Não é o mundo adulto escrito em letra pequena; a infância é o mundo adulto escrito em letra grande”. Willie, Peter, John, Raymond, Donald, Angela e Audrey brincam no bosque. Libertos da presença inibidora dos adultos, entregam-se a jogos de fantasia e selvajaria. Mas à medida que o jogo avança, a sua inocência ameaça perder-se para sempre… Miúdos de sete anos fisicamente dramatizados por corpos adultos, máscara ficcional que Potter engendrou para sublinhar os aspectos mais negros e mais ternos da imaginação das crianças, compondo um retrato ambivalente dessa “terra do azul” (paraíso perdido ou inferno reencontrado?) evocada no poema de A.E. Housman que lhe serve de mote e epílogo (irónico, ou talvez não). Com Azul Longe nas Colinas, peça escrita para televisão que a BBC estreou em 1979, a actriz Beatriz Batarda volta a sentar-se na cadeira da encenação, para materializar em palco estes ecos distantes de uma memória em eterna reconstrução." - in website TNSJ domingo, 27 de março de 2011
Mensagem do Dia Mundial do Teatro, por Jessica Atwooki Kaahwa
O TEATRO AO SERVIÇO DA HUMANIDADEEste é o momento exacto para uma reflexão sobre o imenso potencial que o Teatro tem para mobilizar as comunidades e criar pontes entre as suas diferenças.
Já, alguma vez, imaginaram que o Teatro pode ser uma ferramenta poderosa para a reconciliação e para a paz mundial?
Enquanto as nações consomem enormes quantidades de dinheiro em missões de paz nas mais diversas áreas de conflitos violentos no mundo, dá-se pouca atenção ao Teatro como alternativa para a mediação e transformação de conflitos. Como podem todos os cidadãos da Terra alcançar a paz universal quando os instrumentos que se deveriam usar para tal são, aparentemente, usados para adquirir poderes externos e repressores?
O Teatro, subtilmente, permeia a alma do Homem dominado pelo medo e desconfiança, alterando a imagem que tem de si mesmo e abrindo um mundo de alternativas para o indivíduo e, por consequência, para a comunidade. Ele pode dar um sentido à realidade de hoje, evitando um futuro incerto.
O Teatro pode intervir de forma simples e directa na política. Ao ser incluído, o Teatro pode conter experiências capazes de transcender conceitos falsos e pré-concebidos.
Além disso, o Teatro é um meio, comprovado, para defender e apresentar ideias que sustentamos colectivamente e que, por elas, teremos de lutar quando são violadas.
Na previsão de um futuro de paz, deveremos começar por usar meios pacíficos na procura de nos compreendermos melhor, de nos respeitarmos e de reconhecer as contribuições de cada ser humano no processo do caminho da paz. O Teatro é uma linguagem universal, através da qual podemos usar mensagens de paz e de reconciliação.
Com o envolvimento activo de todos os participantes, o Teatro pode fazer com que muitas consciências reconstruam os seus pré-conceitos e, desta forma, dê ao indivíduo a oportunidade de renascer para fazer escolhas baseadas no conhecimento e nas realidades redescobertas.
Para que o Teatro prospere entre as outras formas de arte, deveremos dar um passo firme no futuro, incorporando-o na vida quotidiana, através da abordagem de questões prementes de conflito e de paz.
Na procura da transformação social e na reforma das comunidades, o Teatro já se manifesta em zonas devastadas pela guerra, entre comunidades que sofrem com a pobreza ou com a doença crónica.
Existe um número crescente de casos de sucesso onde o Teatro conseguiu mobilizar públicos para promover a consciencialização no apoio às vítimas de traumas pós-guerra.
Faz sentido existirem plataformas culturais, como o Instituto Internacional de Teatro, que visam consolidar a paz e a amizade entre as nações.
Conhecendo o poder que o Teatro tem é, então, uma farsa manter o silêncio em tempos como este e deixar que sejam “guardiães” da paz no nosso mundo os que empunham armas e lançam bombas.
Como podem os instrumentos de alienação serem, ao mesmo tempo instrumentos de paz e reconciliação?
Exorto-vos, neste Dia Mundial do Teatro, a pensar nesta perspectiva e a divulgar o Teatro, como uma ferramenta universal de diálogo, para a transformação social e para a reforma das comunidades.
Enquanto as Nações Unidas gastam somas colossais em missões de paz com o uso de armas por todo o mundo, o Teatro é uma alternativa espontânea e humana, menos dispendiosa e muito mais potente.
Não será a única forma de conseguir a paz, mas o Teatro, certamente, deverá ser utilizado como uma ferramenta eficaz nas missões de paz.
Jessica Atwooki Kaahwa
sexta-feira, 25 de março de 2011
Atribuidos os Prémios de Teatro María Casares 2010
'Super 8', da companhia galega Voadora, ganhou o Prémio para a Melhor Encenação, nos Prémios de Teatro María Casares. Este espectáculo estará no Porto, na próxima edição do FITEI. A direcção artística de "Super 8" é de Marta Pazos.Os Prémios de Teatro María Casares, de periodicidade anual, foram criados pela Associação de Actores e Actrizes da Galiza como estímulo e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelos profissionais das artes cénicas galegas.
A obra 'Un cranio furado', de Producións Teatrais Excéntricas, foi um dos grandes vencedores dos XV Prémios María Casares, uma vez que conseguiu quatro galardões, sendo um deles o melhor espectáculo teatral do ano na Galiza.
A peça 'Trogloditas', de Taranxina Teatro, ganhou nas categorias Melhor Maquilhagem e Melhor Vestuário; 'Memorias das memorias dun neno labrego', de Abrapalabra, e 'Limpeza de Sangue', de Espello Cóncavo, venceram na Melhor Adaptação e Melhor Texto Original, respectivamente.
'Life is a paripé', de Obras Públicas, ganhou a Melhor Música Original e Melhor Actriz protagonista (Iolanda Muíños). 'Volpone', de Talía Teatro, ganhou o María Casares para a Melhor Actriz Secundária (Marta Ríos). 'O incerto señor don Hamlet, príncipe de Dinamarca', de Sarabela Teatro, recebeu o galardão correspondente ao Melhor desenho de Luz.
quinta-feira, 24 de março de 2011
TARDE MUNDIAL DO TEATRO | A FÁBRICA DA RUA DA ALEGRIA – OS EMERGENTES DO PORTO?

A 27 de Março, a partir das 15h00, na Tarde Mundial do Teatro, os públicos de Lisboa e do Porto juntam-se numa festa performativa e cheia de surpresas.
Uma antiga fábrica (sita na Rua da Alegria logo abaixo da Escola Superior de Musica e Artes do Espectáculo) tornou-se uma incubadora não oficial de novos projectos teatrais que agora vêm ocupar o Teatro São Luiz numa festa performativa cheia de surpresas – serão estes os emergentes do Porto?
O PÙBLICO VAI AO TEATRO
TEATRO MEIA VOLTA E DEPOIS À ESQUERDA QUANDO EU DISSER
DURAÇÃO APROXIMADA 60 MIN
Um ciclo dedicado à produção teatral do Porto em jeito de retrato de família no teatro da capital. Incontornável na definição dos limites da criação e na contextualização dos movimentos artísticos, o público merece a nossa atenção. E se os artistas do Porto vão à capital, porque não ir também o seu primeiro público – conterrâneo e contextual –, se é de traçar um perfil da criação teatral destas Terras de Aquém-Douro que estamos a falar? Dia 27 de Março de 2011, chega às portas do Teatro São Luiz um autocarro cheio de público do Porto para ver o que pelo Porto se faz e para que o público de Lisboa veja quem pelo Porto vê. Mas será que vê? Se não viu, vai ver. E quem quiser, pode levar farnel.
DEAMBULAÇÃO (de UTÓPOLIS)
DURAÇÃO 20 MIN
Eles chegam vindos de outras rotinas em busca de novas perspectivas para os enquadramentos de sempre.
Esta proposta artística vive da interacção com o público e com o espaço físico que acolhe a intervenção. Apostamos numa linguagem plástica forte e procuramos a nossa inspiração na sinalética e nas mensagens codificadas que revestem o nosso quotidiano. Introduzimos o cómico e o absurdo. Orientamos e Desorientamos as regras de organização que suportam as nossas deslocações de um lado para o outro.
Este acto performativo será o resultado de uma acção de formação sob a orientação da Radar 360, que irá decorrer ao longo do Ciclo de Teatro do Porto. O objectivo desta formação será experimentar as ferramentas essenciais que suportam o trabalho de um intérprete de teatro de rua.
DIMAS E GESTAS - Um espectáculo de café-teatro para crucificados
Dimas, o bom, e Gestas, o mau ladrão, aguardam a chegada de um terceiro elemento que se adivinha que virá pois há uma cruz livre entre as cruzes onde os dois estão crucificados. Enquanto aguardam as personagens vagueiam pelas memórias da sua vida, pelas opções que tomaram e pelas oportunidades que perderam. Quando as personagens se cansam desaparecem, até porque é quase imoral pedir a actores que aguentem 4 horas crucificados. Nesses momentos os dois actores descansam, aproveitando para vaguear pelas memorias da sua vida, pelas opções que tomaram e pelas oportunidades que perderam.
METO A COLHER?!
Esta instalação/performance contínua resulta da pesquisa e aprofundamento do tema da violência doméstica, ao longo dos últimos cinco anos, através de vários projectos com diferentes populações, nomeadamente vítimas e agressores. Numa estrutura em forma de cubo, vários intérpretes alternam entre si e recriam quadros domésticos, retratando as diferentes formas de violência no contexto da esfera privada. Como fundo, uma sonoridade constante e cíclica que sustenta a violência doméstica e a improvisação dos intérpretes. Diz o ditado popular que “Entre marido e mulher, ninguém mete a colher!”. Pegando nesta máxima tão profundamente enraizada no quotidiano dos portugueses, esta proposta transfere o espaço privado para o espaço público, desnudando-se aquilo que muitas vezes preferimos não ver, ouvir ou saber. O público opta se entra, ou não, neste espaço íntimo, para que simbolicamente possa, ou não, “meter a colher”.
SILÊNCIO (de DIZ QUE DIZ)
Em Diz que Diz tomámos um poema e cantámos uma cena. Agora transbordamos essa cena numa atmosfera polifónica a algumas vozes e muitos lençóis.
CEM LAMENTOS
Regra número 1: se aceitar este encontro, terá de estar seguro de que ele o irá mudar para sempre. Regra número 2: quanto mais expuser de si mesmo, mais probabilidades tem de vir a ganhar o prémio final. Regra número 3: a decisão da Mestre de Cerimónias é soberana. Regra número 4: as apostas apenas podem ser realizadas no momento reservado para tal. Regra número 5: este encontro nunca existiu. Regra número 6: o importante é acreditar. Regra número 7: não há regras. Marta Freitas
FIO DE PRUMO
DURAÇÃO 15 MIN
Encontramo-nos num ambiente industrial assombrado pelos fortes ruídos das máquinas, pelo ar opaco envolto de uma névoa de pó. Perdidos neste amontoado de calor, tijolos e cansaço três malabaristas deixam-se levar pela poesia da construção. Da rigidez de um trabalho árduo nasce a maleabilidade da expressão máxima do corpo com o espaço e com os objectos que o rodeiam.
Neste excerto podemos visualizar uma composição de diferentes momentos deste espectáculo de Circo Contemporâneo. O seu carácter experimental surge do cruzamento entre o malabarismo, a manipulação de tijolos e outras expressões das artes performativas. O trabalho busca um olhar contemporâneo do individuo/artista e do seu lugar na sociedade e na criação.
PERSONAGENS FRAGMENTADAS
DURAÇÃO 30 MIN
Do repErtório de espectáculos criados pela Radar 360º, extraímos algumas personagens e decidimos habitar zonas específicas do Teatro São Luiz. O público é convidado a fazer uma visita panorâmica a estes fragmentos, que transportam universos multidisciplinares e marcam a identidade da companhia.
Decidimos fragmentar os seguintes projectos:
O Baile dos Candeeiros (Projecto Concluído em fase de digressão e internacionalização)
Inspirados em rituais e tradições que remontam ao final dos anos 60, fomos buscar as bases para esta criação ao famoso Baile dos Cinco Candeeiros da Foz do Douro.
Histórias Suspensas (Projecto Concluído em fase de digressão)
Todos nós já ouvimos histórias… Todos nos já a contamos… E quem conta um conto…é um contador de histórias! O Tempo nas histórias ou pára ou passa muito rápido… Aqui suspende-se no olhar de quem assiste e partilha esta aventura!
Off Balance (Work in progress)
Procuramos o equilíbrio no desequilíbrio! Encontramos no absurdo e no burlesco a metáfora perfeita para existir. Reinventamos um mundo ao contrário…Rompemos regras, conceitos e preconceitos, com a vontade clara de comunicar… eu existo, estou aqui, olha para mim.
Zumanos (Projecto em fase de criação)
Uma metamorfose, algures entre Zoo e Humanidade, o indígena civilizado… Uma fronteira ténue, provocativa e simultaneamente poética… O Zoológico: espaço de ficção que pretende recriar a realidade através dos habitats naturais das diferentes espécies que nele habitam.
CENA 10 (de S.Ó.S.)
DURAÇÃO 10 MIN
Da fragmentação de S.Ó.S. tomámos três cenas em linha de montagem. Ascenção e queda. Abel e Caim. Raquel e Rodolfo. À velocidade da luz.
ÓPERA DOS CINCO EUROS
M/12
DURAÇÃO 60 MIN
“(...) porém foi-nos parecendo que, da mesma maneira que o diplomado sub-empregado a recibo verde deveria sentir-se socialmente solidário do trabalhador sem contrato nem salvaguarda contra a adversidade, o actor sem tecto deveria sentir-se politicamente próximo do migrante sem eira nem beira. É pois de muitos infixáveis que o sonho deste espectáculo se fez e faz. Não imaginávamos que a realidade da actual perseguição movida contra as comunidades ciganas viesse trazer tanta e tão dura água ao nosso moinho. Para combater a tentação modelo único e a formatação made in Europe, os filhos de Caim, grudados aos valores da propriedade e da raiz, terão de reconhecer em si mesmos tudo quanto foram recalcando dos seus desejos inconfessados de nomadismo. Possa a Ópera de 5 Euros ser parte, ínfima mas parte, desse feliz reconhecimento.” Regina Guimarães, Setembro 2010
LIE ACT – THEATRE FOR THE E ARNOISE ’R’ US
Um espectáculo que pretende levar-nos a uma viagem, provocar uma espécie de hipnose. Um concerto-performance de música electrónica, experimental, pop e electroacústica. O meio para fixar a performance de instrumentos musicais passará a ser agora a performance em si.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Dois Festivais de Teatro e as Relações Culturais Norte de Portugal/Galiza
Realizam-se as Jornadas de Reflexão Teatral Luso-Galaicas“O CÓMICO DA MAIA E A MOSTRA DE TEATRO DE CANGAS”, no Forum da Maia, nos dias 25 e 26 de Março de 2011(inserido na 5ª edição da “Primavera do Teatro” – Comemorações do dia Mundial do Teatro)Organização: Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Maia
Coordenação: José Leitão (director artístico do Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia)Colaboração do Teatro Art´ImagemApoio:Asociación Xíria (organizadora da Mostra Internacional de Teatro Cómico e Festivo de Cangas do Morrazo)RGT – Revista Galega de Teatro
Temas em debate:
RELAÇÃO E HISTORIAL DOS DOIS FESTIVAIS
a) Suas estruturas de criação e produção
b) A presença de companhias dos dois lados do Minho
c) Aprofundamento dos conceitos “cómico” e “festivo”.
2. RELAÇÕES TEATRAIS NORTE DE PORTUGAL/GALIZA
a) O historial e a situação actual
b) Relação e informação sobre entidades públicas e privadas existentes e estratégias para melhorar o trabalho de cooperação
c) Festivais, companhias e estruturas teatrais destas regiões e seu relacionamento
d) O português e o galego ou o português “galego” e o galego “português” e /ou a proximidade geográfico –cultural como plataformas imediatas de aproximação teatral.
3. AS AUTARQUIAS E O ESTADO NO DESENVOLVIMENTO DAS RELAÇÕES CULTURAIS DAS DUAS REGIÕES
terça-feira, 22 de março de 2011
"Missa do Galo", uma "cantata pop"
O Cine-teatro Constantino Nery, em Matosinhos, tem em cena "Missa do Galo", uma "cantata pop" e profana, inspirada nas cerimónias da noite de Natal em Trás-os-Montes, mas que leva ao palco os pecados dos dias que correm numa atmosfera actual e urbana. "Missa do Galo" é uma metáfora musical da autoria do letrista Carlos Tê e do ex-trovante Manuel Paulo, com encenação da directora artística do teatro, Luísa Pinto.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Um espectáculo de Mónica Calle na Casa Conveniente
ANÚNCIO DE MORTE 1. ÁLBUM DE FAMÍLIA, um espectáculo de Mónica Calle a partir de "A Máquina-Hamlet" de Heiner Müller, com Tiago Vieira, estreia dia 24 de Março, mantendo-se em cartaz até 3 de Abril de 2011, todos os dias, em sessões contínuas, das 20h às 24h, na Casa Conveniente, em Lisboa."A fórmula do teatro é apenas nascimento e morte. O efeito do teatro, o seu impacto, é o medo da transformação porque a última transformação é a morte. Existem apenas duas formas de lidar com esse medo: como comédia, deflagrando o medo da morte; e como tragédia, elevando-o".
Com o tríptico ANÚNCIO DE MORTE, inicia-se na Casa Conveniente uma programação inteiramente dedicada a Heiner Müller até ao final do ano. "Álbum de Família", "Sete Espelhos no Quarto de Dormir" e "O Passeio das Raparigas Mortas", três monólogos a estrear em Março, Abril e Maio de 2011, marcam a abertura deste ciclo.
domingo, 20 de março de 2011
No dia Mundial do Teatro a Casa da Música apresenta A Fevre de Wallace Shawn
O teatro e a música trocam de casa para se celebrarem: a Casa da Música comemorou, no dia 1 de Outubro, o Dia Mundial da Música no TNSJ, que no dia 27 de Março retribui o gesto, assinalando o Dia Mundial do Teatro no edifício de Rem Koolhaas. Na ocasião, João Reis interpreta A Febre, monólogo incómodo de Wallace Shawn, actor que reconhecemos de filmes de comédia norte-americanos, mas que é também autor de peças politicamente controversas. Neste texto de 1990, o dramaturgo explora sem piedade a ambiguidade moral da América liberal na relação com os países do "terceiro mundo". Num cenário de guerra, um homem adoece num miserável quarto de hotel. Olhar pela janela implica testemunhar execuções e outras atrocidades. Mergulho em profundidade na consciência da culpa, este A Febre encenado por Marcos Barbosa tem em João Reis um intérprete inteiro, que nos devolve um teatro para ver o mundo no dia em que o mundo olha para o teatro.A Febre é um texto político, com certeza, mas não como esses outros, aqueles outros, esses tais que sabiam a verdade toda, e a verdade logo com V grande, ó caneco, e não admitiam qualquer "senão", nenhum "porém", nem sequer um tremelicante "quê?". Não, este A Febre não é nenhuma cassete desbobinada a partir do púlpito ou do palanque, aqui não há nada dessa pose de "dono da verdade" de tanto texto dito "político". Aqui "político" não precisa de aspas, aqui "político" não é a tradução nacional-porreirista de "fraquito", ou "ali entre o medíocre e o mediano", ou chato-como-a-potassa-mas-aguentem-lá-em-nome-da-crença-ideológica-ou-clubística-cá-da-malta. Nesta magnífica peça - monólogo? conto? ensaio? discurso? - de Wallace Shawn, o político vem do próprio texto, não aparece imposto de fora, caído de pára-quedas, descido dos céus para nos vender uma qualquer metáfora-lição em palavras de pedra. Aqui o político surge das entrelinhas da vida; de uma vida na primeira pessoa que nos é mostrada mais do que explicada. Aqui o político implica-nos de imediato porque parte de um viver concreto, de uma história bem-feita, isto é, feita verdade.- Jacinto Lucas Pires - Excerto de "Punho fechado". In Solos: [Programa]. Porto: Teatro Nacional São João, 2010.
sábado, 19 de março de 2011
Continua em Lisboa o "CICLO DE TEATRO DO PORTO? DE ANTÓNIO PEDRO à FÁBRICA DA RUA DA ALEGRIA"

"CICLO DE TEATRO DO PORTO? DE ANTÓNIO PEDRO à FÁBRICA DA RUA DA ALEGRIA" continua no Teatro São Luiz, em Lisboa. Destaques deste fim-de-semana:
18 e 19 Mar
18 e 19 Mar
O tempo: meia-noite em ponto. O espaço: um parque onde tudo é de ferro. No parque, mobiliário urbano onde se encontram imagens de infância: cavalos que chiam, placas que proíbem deixar os cães à solta, a ronda da polícia vigiando ciclicamente todas as presenças reais... As palavras, as estratégias, os reconhecimentos, as memórias, as necessidades, o filho de uma e os cães da outra...
Mão na Boca nasce do desafio lançado pelo Museu de Serralves à coreógrafa e membro da direcção artística da companhia, Joana Providência, no âmbito da Exposição Retrospectiva de Paula Rego, em 2004. Para Joana Providência a criação de Mão na Boca "desenvolveu-se num duplo sentido: por um lado, constituíram-se como impulsos geradores do processo as gravuras, os desenhos e as pinturas de Paula Rego e os universos de conto/fábula/romance que são a sua moldura, por outro lado, configuraram-se como motes do trabalho as marcas escondidas, ou menos legíveis, de uma memória: os seus medos, os seus sons, o seu imaginário".
sexta-feira, 18 de março de 2011
José Monleón receberá no dia 9 de Maio em Córdoba o Prémio Max de Honra.

O dramaturgo, crítico teatral e encenador José Monleón foi galardoado com o Prémio Max de Honra 2011. Prémio Nacional de Teatro (2004), o crítico teatral vê premiada assim uma vida inteira dedicada ao Teatro. Fundador e director do Instituto Internacional de Teatro do Mediterrâneo, a sua trajectória profissional esteve sempre vinculada à promoção e defesa das Artes Cénicas.
O Prémio Max de Honra é uma das quatro estatuetas entregues por designação directa, tal como o PrémioNovas Tendências, o Prémio da Crítica e o Prémio Iberoamericano. José Monleón receberá o galardão na cerimónia de entrega da XIV Edição dos Prémios Max, em Córdova.
Nota de imprensa dos Prémios Max AQUI