domingo, 8 de maio de 2011

Conferência de Imprensa | Apresentação da programação do 34º FITEI | 10 de Maio, Terça, 11:30 | Centro Português de Fotografia - Porto


Na 34ª edição, o FITEI - Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, a decorrer de 27 de Maio a 5 de Junho de 2011, volta a trazer aos palcos do Porto algumas das mais recentes criações que cruzam o universo de expressão ibérica, atravessando uma grande diversidade de géneros e propostas estéticas e apostando no panorama contemporâneo das artes do palco.

A par da apresentação de algumas das peças mais premiadas no decorrer do último ano, no universo das línguas ibéricas, o FITEI dá este ano um especial destaque às mais recentes estruturas teatrais da cidade do Porto que nos últimos anos têm desenvolvido um trabalho importante no panorama actual do teatro em Portugal, como os Bisturi, Erva Daninha ou A Turma. Em estreia estará o Ponto Teatro.

Do Brasil, numa parceria com o Teatro Nacional S. João, o programa conta com a participação de Antunes Filho, criador incontornável do teatro brasileiro, que com "Policarpo Quaresma" e "Lamartine Babo" traz as cores e os sons da cultura carioca. Também da América Latina, a companhia Mefisto Teatro (Cuba), com "Fuenteovejuna", e o grupo Teatro de Ciertos Habitantes, com "El Gallo" (México). Todos estes espectáculo têm um denominador comum: a música interpretada ao vivo.

A abertura deste ano vai fazer-se com um espectáculo de dança vertical intitulado "Pala Pala", que terá lugar na fachada do Centro Português de Fotografia (antiga Cadeia da Relação do Porto).

O Festival decorre em vários espaços da cidade do Porto (Teatro Nacional São João, Estúdio Zero, TeCA, Teatro Latino, Fábrica, entre outros) e o Cine-teatro Constantino Nery, em Matosinhos.

sábado, 7 de maio de 2011

Feria de Artistas Callejeros de Leioa


A Feria de Artistas Callejeros de Leioa (Bizkaia), está a celebrar a sua duodécima edição até ao próximo domingo, dia 15 de Maio, onde a rua se converte num imenso espaço cénico. Trata-se de um evento de reconhecido êxito, que leva a Leioa milhares de pessoas com o intuito de desfrutar as propostas de teatro de rua, onde o circo, a dança, o clown, o teatro e as marionetas, constituem os principais atractivos.

Consulte o extenso programa AQUI.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

4º Encontro de Serviços Educativos em Teatros

O 4º Encontro de Serviços Educativos em Teatros, organizado em torno do tema "Envolver a Comunidade na Construção dos Projectos Educativos" realiza-se no próximo dia 19 de Maio de 2011 no Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida (Montijo).

Os encontros dos serviços educativos de teatros e outras estruturas das artes performativas são já uma realidade. Trata-se de um espaço que garante o diálogo e a partilha de todos os que pensam as questões artísticas e pedagógicas.

O envolver o público real e/ou potencial no que se cria e no que se mostra nos espaços onde trabalhamos tornou-se um ponto fulcral. O papel do programador e do projecto de serviço educativo passa por potenciar o desenvolvimento das capacidades humanas e sociais. Assim, a desmistificação do produto artístico e o envolvimento activo das comunidades na sua criação ganharam um lugar de destaque.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Bamboo Blues, de Pina Bausch, dias 6 e 7 de Maio no Teatro Nacional S. João

É uma certa Índia, uma possibilidade de Índia. Porque não é possível definir tamanho país, nas suas brutais diferenças e contradições, o Tanztheater Wuppertal focou-se nas sensações e impressões colhidas em residências artísticas em Calcutá e Kerala – odores, cores, sabores – para traçar o retrato pessoal de uma cultura sobre a qual “sabemos tão pouco”. Depois das peças “topográficas” sobre Palermo, Lisboa, Istambul ou Tóquio, e antes da derradeira produção em Santiago do Chile, em 2009, Pina Bausch deixou uma síntese da Índia contemporânea e das tradições ancestrais, como a mitologia ou a dança clássica indiana. Shantala Shivalingappa destaca-se, com os seus solos, do conjunto de 16 bailarinos, que dão corpo a uma coreografia vibrante, de intensa fisicalidade, com velozes movimentos de pés. Com um fino humor (em que múltiplas ventoinhas convivem com simulações de elefantes), uma disposição optimista (apesar dos conflitos e do absurdo) e a comicidade e inspiração de elementos locais (como os panejamentos ou os bambus), Bamboo Blues convoca Talvin Singh e a Bombay Dub Orchestra com o mesmo à-vontade com que introduz uma foto de um casal de estrelas de Bollywood. A nota dominante, porém, é melancólica, como o próprio título sugere. Nostalgíndia? - in Website TNSJ

Bamboo Blues, de Pina Bausch, com música de Trilok Gurtu & Arke String Quartet, Suphala, Sunil Ganguly, U. Srinivas & Michael Brook, Talvin Singh, James Asher and Sivamani, Bombay Dub Orchestra, Anoushka Shankar, Amon Tobin, Alice Coltrane, Bill Laswell, Talk Talk, Michael Gordon, Lisa Bassenge, Emmanuel Santarromana, Lutz Glandien, 4hero, Jun Miyake, Solveig Slettahjell, Slowhill e Djivan Gasparyan.

Dias 6 e 7 de Maio no Teatro Nacional S. João.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Cine-Teatro Constantino Nery novamente parceiro do FITEI

A edição de 2011 do FITEI conta novamente com o Cine-Teatro Constantino Nery, de Matosinhos, como parceiro. Naquele teatro serão apresentados 3 espectáculos da programação oficial do festival – Núria Sotelo, Teatro Corsário e Zero no Zero – para além da estreia absoluta da sua nova produção. No dia 5 de Junho, no encerramento do 34º FITEI, um espectáculo de teatro de rua será apresentado nas imediações do teatro. Mais uma vez, a Câmara Municipal de Matosinhos, através do seu teatro municipal, colabora com a organização do Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Jacomino fala de cinema e teatro cubano no FITEI



Fernando León Jacomino foi mais uma vez convidado pelo FITEI para participar no festival como conferencista. Este ano traz ao Porto o tema "Cine com gente de verdad: teatro, ilusión e realidade en el cine cubano", a proferir dias 30 e 31 de Maio e 1 de Junho, às 10h00, na ESAP. A entrada é livre mas requer inscrição prévia. As inscrições decorrem na Escola Superior Artística do Porto, junto da Secretária das Direcções de Curso – Dr.ª Sónia Nunes – mediante o preenchimento de uma ficha. Para qualquer esclarecimento contactar através do número 22 339 21 30 ou do endereço electrónico cursos@esap.pt

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A Flauta Mágica de Mozart encenada por Peter Brook no Porto

A Flauta Mágica de Mozart encenada por Peter Brook será apresentada no Porto, no TeCA, nos próximos dias 8 e 9 de Maio, integrada no ciclo Odisseia.

Poderíamos começar por dizer que Peter Brook adaptou “livremente” a ópera A Flauta Mágica de Mozart, mas isso seria uma redundância para quem, como ele, construiu uma obra desassombradamente livre, indiferente a modas e escolas. Brook é um gigante porque ousou sempre trilhar o seu próprio caminho. No dicionário brookiano, “adaptar” pode ser um sinónimo de “reduzir”, e em Une Flûte Enchantée “reduzir” significa antes de tudo o mais recusar pesados e serôdios conceitos de ópera. Com Franck Krawczyk (músico que adaptou para piano a partitura de Mozart) e Marie-Hélène Estienne (colaboradora de longa data do encenador britânico, com quem condensou o libreto original de Emanuel Schikaneder), Peter Brook disse não à habitual panóplia de instrumentos e efeitos cénicos para nos restituir uma Flauta leve e efervescente, permitindo assim um acesso desimpedido à magia e à ternura da obra. Em Une Flûte Enchantée, confessam-nos, correram para Mozart de “braços abertos, com aquela impudência que esconde, na verdade, um amor e um respeito profundos pelo mundo que ele nos abre”. Preparemo-nos então para viajar aos ombros deste gigante de 86 anos, que conduz com um sorriso malicioso este divertimento mozartiano. Ignorá-lo seria como privarmo-nos de um irrecusável prazer sem culpa. - in website TNSJ

domingo, 1 de maio de 2011

Conversa sobre Heiner Müller, com Jorge Silva Melo


"De certo modo, a arte é uma prática cega. Vejo aí uma possibilidade: utilizar o teatro para grupos muito pequenos (para as massas, já deixou de existir há muito tempo), no sentido de produzir espaços de imaginação, lugares de liberdade para a imaginação – contra este imperialismo da invasão e do assassino da imaginação pelos clichés e standards pré-fabricados dos media. Julgo que se trata de uma tarefa política de primeira impo...rtância, mesmo que os conteúdos não tenham absolutamente nada a ver com dados políticos."
(Heiner Müller in “O caso Althusser interessa-me – Acta de uma conversa”, 1981)

Actualmente em cena na Casa Conveniente, em Lisboa, o tríptico ANÚNCIO DE MORTE (enc. Mónica Calle) marca o início de uma programação inteiramente dedicada a Heiner Müller até ao final do ano.

No Sábado, dia 7 de Maio, a partir das 17h, JORGE SILVA MELO conversa com o público sobre este autor, considerado um dos mais importantes dramaturgos do século XX, mas cuja obra continua a ser pouco conhecida e editada em Portugal.

sábado, 30 de abril de 2011

Texto de Raul Brandão numa dramaturgia e encenação de João Brites

Ana Brandão, Guilherme Noronha, Paulo Castro (actores), Christian Luján, Diogo Oliveira, Inês Madeira, Paulo Carrilho, Sara Belo (cantores), Sandra Rosado (bailarina), Jorge Salgueiro (maestro), Bruno Sousa, Catarina Claro, Jacinto Loy Perez Rodriguez, Marisa Correia, Ricardo Sousa, Rogério Monteiro e Sara Araújo (músicos), constituem o elenco de A MORTE DO PALHAÇO, de Raúl Brandão, que está em cena no Mosteiro de São Bento da Vitória, no Porto, numa encenação de João Brites co-produzida pelo Teatro o bando e Teatro Nacional de S. João.

De uma galeria de figuras marginais que se encontram de passagem no seu percurso infindável, de uma colecção de refugiados cujo olhar está sempre à espera de um Verão que nunca chega, surge-nos um palhaço indigente que se ergue contra o mundo, “como se um bicho de esgoto criasse asas e se pusesse a voar”. Passados vinte anos, o Teatro O Bando regressa às palavras de Raul Brandão (1867-1930) e à música de José Mário Branco, mas a este gesto dificilmente poderíamos chamar reposição, porque no caso concreto destes incansáveis alquimistas, uma nova paisagem cénica e uma nova visão dramatúrgica implicam necessariamente outras formas de organização e percepção. A Morte do Palhaço que co-produzimos e apresentamos no claustro do Mosteiro de São Bento da Vitória é um espectáculo onde a luta quotidiana se aproxima dos sonhos, ainda que para tal tenha de sacrificar a realidade. Um espectáculo que procura derrubar portas invencíveis, portas que não se abrem, que não se vergam e que só cedem sob o peso de uma vida, pois sempre morre alguém para que a humanidade dê um novo passo. Passados vinte anos, João Brites regressa inquieto aos mesmos pontos de interrogação: “Quais são os nossos sonhos e quimeras? E que força precisamos para os atingir? E quem são os nossos pares nesta luta?” - in website TNSJ

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A MENINA DOS MEUS OLHOS Estreia dia 27 de Maio de 2011 Festival TAC Valladolid, Espanha

A Menina dos Meus Olhos, estreia no dia 27 de Maio de 2011, no Festival TAC Valladolid, Espanha.

Espectáculo de teatro dança, concebido para ser também apresentado em teatros e onde o grupo de teatro As Avozinhas contracena com o projecto musical Mudo as Maria.

O grupo de Teatro AS AVÓZINHAS existe há nove anos, formado por mulheres com mais de sessenta anos, dirigido por Dolores de Matos. Para além da reflexão e debate sobre a participação do idoso nesta sociedade tão desigual, busca a oportunidade de experiências estéticas em diferentes linguagens artísticas, negadas anteriormente a estas pessoas.

As Avózinhas, nome escolhido pelo Grupo, é um projecto de intervenção experimental, que tem a intenção de formar estas mulheres/actrizes, e utilizar o teatro como um recurso na compreensão das subjectividades dos idosos, a partir da encenação das suas lembranças, mesmo que recorrendo a textos escritos a propósito para o grupo, ou propostos por dramaturgos e escritores: como Gonçalo M. Tavares – Os Henriques; Cândido Ferreira Canja de Mel; A Cotovia com dramaturgia de João Brites a partir da poesia de Natália Correia, entre outros, e agora com Cláudia Lucas Chéu nesta criação A Menina Dos Meus Olhos.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Atrasos no QREN obrigam rede de teatros a cortar na programação

As actividades nos teatros da Guarda, Maria Matos (Lisboa), Virgínia (Torres Novas), Viriato (Viseu) e no Centro Cultural Vila Flor (Guimarães) estão a ser afectadas por sérias restrições orçamentais devido a um atraso nos financiamentos do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).
Este atraso, explicaram esta terça-feira quatro representantes destas cinco estruturas numa conferência de imprensa em Lisboa, está já a limitar a programação e a obrigar os responsáveis a recorrer às autarquias mais do que seria desejável e até mesmo a contrair empréstimos bancários.
Tudo porque, explicou José Bastos, director do Centro Cultural Vila Flor, a 5 Sentidos, a rede de programação com a qual se candidataram ao financiamento do QREN em Abril do ano passado - dinheiros que chegam via Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), um sistema que envolve apoios da União Europeia mas que exige uma comparticipação dos Estados membros que a ele recorrem - continua sem receber qualquer verba.
A candidatura que estes cinco teatros apresentaram ao QREN, programa tutelado pelo Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, implicava a constituição de uma rede de programação destinada a reduzir as assimetrias regionais no que toca à produção e fruição cultural e foi aprovada apenas em Fevereiro deste ano, nove meses depois do prazo previsto, segundo os directores dos teatros.
Mas a falta de aprovação – tudo indicava que ela chegaria – e o facto de não estarem ainda assinados nem o protocolo, nem o contrato de financiamento não impediu os teatros de avançarem como previsto até 31 de Março, graças à banca e às câmaras municipais que os apoiam.
Neste momento, dos 2,9 milhões de euros de investimento aprovado para os 34 meses abrangidos pela candidatura, os cinco teatros já investiram 709 mil euros, dos quais quase 535 mil deveriam ter sido cobertos pelo FEDER (é supostos que os fundos europeus garantam 1,8 milhões dos quase três milhões aprovados).
“A asfixia financeira está a limitar a execução orçamental”, explicou ainda o director do Vila Flor. “O impacto nas estruturas é evidente e o atraso obriga-nos a ir à banca, o que tem custos elevados e vai prejudicar a programação dos teatros, mesmo a que não é feita no âmbito da rede.”
Com a 5 Sentidos estas cinco salas já apresentaram 40 projectos – produto de encomendas directas, co-produções ou da simples compra de espectáculos – em mais de 200 sessões, entre os quais "As Lágrimas de Saladino", de Rui Horta, "A Gaivota", numa encenação de Nuno Cardoso, e "Out of Context – For Pina", de Alain Platel.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Zé Paredes encena texto de Copi








O actor e encenador português radicado na Galiza, Zé Paredes, prepara a encenação de Le Frigo, um texto de Copi, interpretado por Mundo Villalustre, com estreia prevista no Festival Visibles de Madrid, no Teatro Triángulo, nos dias 23, 24 e 25 de Junho.

O universo prodigioso de L., um homem que é mulher e que no dia do seu quinquagésimo aniversário recebe um estranho presente: um frigorífico. Le Frigo, um retrato saturado de imagens e solidão, é uma das mais fascinantes propostas de interpretação do teatro contemporâneo. É um texto cáustico e intemporal onde todos os géneros sexuais e todos os estilos teatrais se sucedem promiscuamente de forma vertiginosa e surpreendente: da comédia de situação à farsa de costumes, do melodrama ao cabaret, da tragicomédia à sátira social. - Zé Paredes

terça-feira, 26 de abril de 2011

Mensagem da REDE no Dia Mundial da Dança 2011


Em 1982, a UNESCO, através do seu Conselho Internacional para a Dança, estipulou o dia 29 de Abril como o Dia Mundial da Dança considerando a importância desta manifestação artística e a necessidade de ser reconhecida.

Em 2011 celebra-se pelo 29º ano consecutivo esta efeméride com a organização de diversos eventos, nos mais variados formatos, em diversas partes do mundo. Num momento de difícil contexto político nacional e no meio de uma crise económica mundial, a REDE, associação que reúne 26 estruturas dedicadas ao desenvolvimento da dança contemporânea e dos seus cruzamentos disciplinares, vem, mais uma vez, chamar a atenção para o enorme trabalho que ainda há a fazer em Portugal. A visibilidade e o reconhecimento desta disciplina, da sua especificidade, da sua pluralidade e a necessidade inadiável da criação de estratégias a longo prazo para o seu desenvolvimento e implantação no tecido social do país são objectivos a perseguir.

A celebração possível neste momento específico que atravessamos passa não só por continuar um trabalho de resistência e de produção de alternativas, como também por relembrar, de forma sintética, aquilo que defendemos:

- A dança deve fazer parte do plano estratégico e financeiro de qualquer governação, tendo em conta os aspectos específicos do seu exercício enquanto actividade profissional e da sua implantação no imaginário e no tecido social do país;
- A actividade no campo da dança, tal como em qualquer outra categoria profissional, deve ter uma regulamentação adequada que permita zelar pelo respeito e pela dignidade dos profissionais que a desenvolvem;
- A dança deve ser uma parte imprescindível na educação de crianças, jovens e adultos, como potenciadora do desenvolvimento de uma relação saudável com o próprio corpo e com os outros;
- A dança deve deixar às gerações futuras uma memória, a sua documentação e transmissão faz parte de um património comum que deve ser preservado e valorizado;
- A dança deve ser acessível a todos e merece ter espaço regular de apresentação, de experimentação e de divulgação na programação nacional e internacional.

A REDE é uma organização supra-associativa que representa os interesses da comunidade da dança contemporânea portuguesa.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

TEP E PRIMEIROS SINTOMAS APRESENTAM “OS ASSASSINOS”

A convite do Teatro Experimental do Porto, Bruno Bravo, director do grupo teatral Primeiros Sintomas, assina a encenação de um novo espectáculo, co-produzido pelas duas companhias.

“OS ASSASSINOS”, de Miguel Castro Caldas, ocupação de um conto de Ernest Hemingway, com encenação de Bruno Bravo, que estreará, no Auditório Municipal de Gaia, no dia 5 de Maio. A cenografia é de Stéphane Alberto, os figurinos de Susana Sá, o desenho de luz de André Calado, estando a interpretação a cargo de Dinis Gomes, Miguel Loureiro, Paulo Pinto, Ricardo Neves-Neves e Susana Sá.

O conto The Killers, de Ernest Hemingway, foi fonte de inspiração para vários filmes, sobretudo americanos, mas também para Andrei Tarkovsky, o único realizador que respeitou o final do autor, deixando-o em aberto.

Dois gangsters entram num restaurante meia hora antes deste começar a servir as refeições. Dirigem-se ao balcão e dizem que estão à espera do Sueco. Rapidamente percebemos que vêm para o matar. O Sueco costuma ir àquele restaurante todos os dias. Eles ficam à espera dele. Mas ele não vem. No fim, o criado do restaurante vai ao quarto de hotel onde o Sueco está instalado. Avisa-o de que andam uns tipos à procura dele para o matar, que o melhor é ele fugir. Mas ele diz que não foge, que está farto de fugir, não sairá do sítio onde está…” (Miguel Castro Caldas)

domingo, 24 de abril de 2011

Simplesmente Complicado em Lisboa

A co-produção CENDREV / Teatro Municipal da Guarda, Simplesmente Complicado, de Thomas Bernhard, com encenação de Américo Rodrigues, será apresentada em Lisboa, na Sala da Comuna, nos dias 29 e 30 de Abril.

Três cenas, divididas segundo as partes do dia – manhã, meio-dia e fim da tarde: um velho actor está em pé de guerra com o seu passado. Ele sobreviveu a toda a família, mas em conversas solitárias continua as discussões com a esposa, há muito falecida. Até Shakespeare e Schopenhauer se tornaram seus adversários. O seu dia-a-dia decorre agora num quarto degradado, onde recebe a visita de ratos, que vivem por trás de um rodapé. A esses animais atribui nomes como almirante Nelson ou Dönitz até que por fim os quer envenenar. A sua única ligação ao mundo exterior é uma menina de nove anos, que lhe traz leite uma vez por semana, apesar dele abominar leite. Além dele – ela é a única pessoa a poder usar a coroa de Shakespeare, que ele outrora levara consigo como recordação de um espectáculo.

sábado, 23 de abril de 2011

I Mostra de Dança da Galiza em Santiago de Compostela

O Centro Coreográfico Galego (CCG) organiza a I Mostra de Dança da Galiza, que se realizará entre 26 e 30 de Abril em Santiago de Compostela, com a participação de 37 companhias galegas de todos os estilos. O Salón Teatro e a Praça de Cervantes serão os palcos desta programação.

Esta iniciativa tem como principal objectivo reflectir diante do público o dinamismo coreográfico da Galiza, apresentando criadores emergentes ao lado de consagrados.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Seiva Trupe encena texto de Thomas Bernhard

Thomas Bernhard, um dos mais importantes dramaturgos contemporâneos universais, é o autor da nova produção da Seiva Trupe. À BEIRA DO FIM, texto sobre a irresistível teatralidade do nazismo na qual um respeitável presidente do Tribunal da República Federal Alemã, ex-oficial SS, torna a vestir o seu uniforme para celebrar o aniversário de Himmler. Estamos em plena democracia, têm de esconder uma coisa destas, embora a achem justa, repetem-na a cada ano, vestem-se, bebem champagne, fazem um jantar e recordam. Nem todos estão de acordo em tudo, uma das irmãs discorda totalmente desta ideologia e fá-lo com raiva, embora seja inútil qualquer coisa que faça. Adivinha-se a loucura mais total e perigosa por baixo das relações, o seu segredo vital fá-los endogâmicos, o seu amor à sua raça e à sua classe fá-los perversos. É a teatralização do fascismo na versão de Bernhard.

A obra À BEIRA DO FIM é apresentada pela primeira vez em Portugal, com um elenco composto por LURDES NORBERTO, MÁRIO JACQUES e PAULA GUEDES. A encenação é de JÚLIO CARDOSO.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

'Dura dita dura' do Teatro de Ferro em Estarreja | Segunda-feira, 25 de Abri


«Era uma vez um menino pequeno que vivia num país pequeno virado para o grande oceano. Dizia-se que, nesse país, grandes homens e homens de todos os tamanhos se tinham lançado pelo mar dentro à procura de outros países e de outros homens. Mas isso tinha acontecido há tanto tempo que o menino de que estamos a falar nunca tinha molhado os pés no mar..

DURA DITA DURA é a história de um menino, o Baltazar, que cresce algures, numa te...rreola perdida de um Portugal esquecido - mas apertadamente vigiado e auto-vigiado. Baltazar é mudo, mas não surdo. A sua vivacidade de menino fora do baralho conflitua manifestamente com o obscurantismo que caracteriza o Portugal dos pequeninos. Baltazar é um escândalo de silêncio num país silenciado. Mas não se escolhe o lugar e o tempo onde se nasce.

DURA DITA DURA é um espectáculo de marionetas para todas as idades acerca da atmosfera de terror surdo que reinou durante meio século num país onde as paredes tinham ouvidos. Através do olhar atento, por vezes atónito, de uma criança bem amada mas permeável ao mal-estar dominante, pretende-se dar a conhecer um passado ainda próximo que tende contudo a esbater-se nas «brumas da memória»...

Texto e Canção | Regina Guimarães
Encenação, Cenografia e Marionetas | Igor Gandra
Música | Michael Nick

quarta-feira, 20 de abril de 2011

María Beatriz Vergara protagoniza 'A Casa de Bernarda Alba'

LA CASA DE BERNARDA ALBA, de FEDERICO GARCÍA LORCA, estreia em Quito, Equador, com direcção de JESÚS CRACIO.

Trata-se de uma co-produção PRODUCCIONES ESCÉNICAS- FUNDICIONES TEATRALES – IBERESCENA - FUNDACIÓN TEATRO NACIONAL SUCRE.

LA CASA DE BERNARDA ALBA é protagonizada por MARÍA BEATRIZ VERGARA, que estará na próxima edição do FITEI com 'MEDEA LLAMA POR COBRAR'.

Esta encenação do texto mais universal de Garcia Lorca, que ganhou o projecto da IBERESCENA denominado “Fortalecimiento al Teatro Clásico", estreia no dia 5 de Maio, no Teatro Sucre, em Quito.

As actrizes JUANA GUARDERAS, SUSANA PAUTASSO, VALENTINA PACHECO, RANDI KRARUP, SONIA VALDEZ, DOLORES ORTRÍZ, MARILÚ VACA,, PAULINA TAPIA e LORENA RODRÍGUEZ compõem o restante elenco.

terça-feira, 19 de abril de 2011

EARLY WORKS, DE TRISHA BROWN, PELA TRISHA BROWN DANCE COMPANY | 21 Abr - 24 Abr 2011 - Museu e Parque de Serralves

A Companhia de Trisha Brown propõe ao público da Cidade do Porto um percurso pelo Museu e pelo Parque de Serralves ao longo do qual irão sendo reveladas peças fundadoras da obra de Brown. Esta recontextualização espacial das peças coreográficas de Brown - característica distintiva dos Early Works que concorre para a sua vitalidade e actualidade - proporcionará novas leituras das obras e dos espaços de apresentação.

O programa integrará doze “Early Works” (de 1968 a 1974), de Trisha Brown, peças matriciais no trabalho desta extraordinária coreógrafa que pertence a um grupo de artistas que, nos anos sessenta, foi protagonista de uma das maiores experiências de interdisciplinaridade e improvisação em arte na história do século XX.

Criados nos anos 60 e início dos anos 70, os Early Works rompem as fronteiras da dança. Resultam de uma nova experimentação física e conceptual, da improvisação, do cruzamento das artes performativas com as artes visuais, da confluência da arte com a “vida quotidiana ”.
Estes primeiros trabalhos de Brown são ainda criados para espaços não convencionais (como galerias, ginásios e salas de apartamentos) e para espaços exteriores (parques, ruas, terraços ou fachadas de edifícios) numa tentativa de aproximar a arte da vida das pessoas e oferecer aos públicos possibilidades alargadas de percepção das peças.

Nos Early Works, Brown desenvolve as “Equipment Dances” – que implicam a construção e uso de estruturas -, como Floor of the Forest; as “Structured Pieces” – danças que emanam de uma regra simples e das suas permutações -, como Sticks ou Figure Eight e as “Accumulating Pieces” – um movimento, repetido, ao qual se junta um segundo e repete-se a frase, à qual é acrescentada um terceiro movimento… -, como Accumulation ou a Raft piece. É também neste período que Brown cria peças trompe l’œil, que desafiam a gravidade e iludem a perspectiva do espectador, como a emblemática Planes.

No seu conjunto, as peças deste período são rigorosas mas alegres e o movimento é “puro” e abstracto.