terça-feira, 11 de outubro de 2011

Tiago Bartolomeu Costa recebeu o Prémio Internacional de Jornalismo Carlos Porto

Tiago Bartolomeu Costa, jornalista e crítico de teatro e dança do jornal Público, recebeu ontem o Prémio Internacional de Jornalismo Carlos Porto 2011, após a estreia no Teatro Municipal de Almada da peça Não se brinca com o amor, apresentada pelos Artistas Unidos, com lotação esgotada. O Prémio Internacional de Jornalismo Carlos Porto/Festival de Almada distingue, anualmente, a melhor reportagem publicada na imprensa sobre este Festival. Eunice Muñoz, Maria José Paschoal, Carlos Santos e Pedro Lima foram alguns dos actores que assistiram ao espectáculo.

No seu discurso de agradecimento, Tiago Bartolomeu Costa referiu que:

“Só se pode agradecer prémios como este. O nome de Carlos Porto, mais do que um nome, é um mestre, um gestor hábil da ideia e da palavra. Um guia que sempre nos guiou, a nós que escolhemos, todos os dias, fazer dos nossos dias, dias de escrita. Agradeço, por isso, um prémio que homenageia também um Festival que desde 1984 ajuda a fazer a história do teatro em Portugal. E dizer que ajuda a fazer é dizer pouco. Quantos de nós aprendemos a dizer teatro, palavra sempre por escrever, nos espectáculos que o Festival de Almada nos mostrou? Ou fomos nós que nos mostrámos a eles?”

Além deste prémio, foi também entregue uma menção honrosa a Joana Emídio Marques, jornalista do Diário de Notícias, pela sua cobertura do Festival de Almada de 2010.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Teatro del Preságio em cena

ANIMAL TRISTE, uma pesquisa sobre a emoção do Teatro del Preságio, da Colômbia, está em cartaz nos dias 14 e 15 de Outubro de 2011, no Teatro Municipal "Enrique Buenaventura".

Com texto e encenação de Diego Fernando Montoya, este espectáculo aborda os segredos que apenas dizemos em voz baixa e logo voltamos a cabeça para confirmar que ninguém nos ouviu.

domingo, 9 de outubro de 2011

A Máscara na Commedia Dell’Arte

O Coletivo Teatral Commune e Ponto de Cultura, de São Paulo, Brasil, organizam o workshop "A Máscara na Commedia Dell’Arte" com Tiche Viana.

Toda a Commedia Dell’ Arte serve-se do uso da máscara teatral, mas nem toda máscara teatral é Commedia Dell Arte. O workshop visa informar o público interessado sobre o significado da utilização das máscaras dentro do género teatral Commedia Dell Arte, mostrando e comentando cada uma das máscaras das personagens tipo (Arlecchino, Pantaleão, Briguela, Capitão, Doutor, etc)

TICHE VIANNA é formada pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD/ECA), em 1987. Especializou-se na linguagem das máscaras e na Commedia dell´Arte, na Itália, pela Università degli Studi di Bologna (1989/90) e pelo Firenze of Papier Machê (antigo Alice Atelier – 1988/89). Leccionou (1991/1993) e coordenou (1997) a Escola Livre de Teatro de Santo André/SP e foi professora de improvisação, interpretação e máscaras no Departamento de Artes Cênicas da Unicamp (1994/1999).

sábado, 8 de outubro de 2011

COM UMAS ASAS ENORMES nos teatros da Artemrede

COM UMAS ASAS ENORMES, co-produção Artemrede e Figuren Theater Tübingen é um espectáculo que une o universo mágico de García Márquez à mestria do teatro de marionetas da companhia Figuren Theater Tübingen.

A chuva evapora-se, na lama, uma coisa com umas asas enormes move-se fragilmente…

O “anjo” tão velho, tão débil mas obstinado (como é que podemos descrever de uma outra forma uma criatura de aparência humana com asas?), está fechado no galinheiro e transforma, apenas com a sua presença, as condições de vida à sua volta.

Uma vizinha “especialista” no assunto, bem como o padre, dedicam-se a encontrar uma explicação e a estudar o problema. A surpreendente novidade espalha-se rapidamente.
O fenómeno desperta a curiosidade de todos.
Duvidosos milagres provocam inquietação.

Os eventos sucedem-se…e deixam um mundo metamorfoseado.

Entre o sonho e a recordação, um narrador (em jeito de contador de histórias) junta as peças deste mundo, numa realidade mágica e grotesca, tão habitual na obra de García Márquez. Mas ele não é o único a recordar: há também o barco, a aranha, o tamborete… e também a multidão.

Associações recorrentes guiam a acção como personagens pensantes, interrogam e depois dissipam-se voluptuosamente como irritantes sonhos interrompidos. Num jogo por vezes fantástico por vezes excessivo em que a interacção entre actores e marionetas cria um universo cénico mágico no qual, no fim, tudo parece ter ganho vida.

Os contornos de um mundo quotidiano esfumam-se e debaixo dos nossos pés abrem-se armadilhas de um outro saber.

Almada ter 04 out 11 21h30
Auditório Fernando Lopes Graça

Palmela qua 05 out 11 21h30
Cine-Teatro São João

Moita sex 07 out 11 22h00
Fórum Cultural José Manuel Figueiredo

Sesimbra sáb 08 out 11 21h30
Cineteatro Municipal João Mota

Montijo dom 09 out 11 21h30
Cinema-Teatro Joaquim d'Almeida

Alcobaça ter 11 out 11 21h30
Cine-Teatro de Alcobaça João d'Oliva Monteiro

Cartaxo sex 14 out 11 21h30
Centro Cultural Município do Cartaxo

Santarém sáb 15 out 11 21h30
Teatro Sá da Bandeira

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Cucha Carvalheiro e Rogério Samora em Matosinhos



No dia 8 de Outubro pelas 21h30 estará em cena, no Cine-Teatro Constantino Nery, a peça “Casamento em Jogo” com Rogério Samora e Cucha Carvalheiro.

Com interpretação de dois dos mais conhecidos actores do público português: Cucha Carvalheiro e Rogério Samora, esta comédia dramática de Edward Albee, inédita em Portugal, expõe com intensidade as decepções, alegrias, memórias e traições que se revelam durante uma noite de conflito entre um homem e uma mulher.

“Tu vais ter saudades de mim. Tenho saudades de ti há anos, e então porque não agora – é isso que queres dizer? O que é o amor conjugal? Será possível manter o amor vivo durante trinta anos sem que haja lugar para ressentimentos e recriminações? Será que um casamento é feito por dois seres que se complementam, ou por duas pessoas que afinal se desconhecem? Esta comédia dramática de Edward Albee, inédita em Portugal, expõe com intensidade as decepções, alegrias, memórias e traições que se revelam durante uma noite de conflito entre um homem e uma mulher. Ao amanhecer a separação parece inevitável, mas nenhum dos dois dá o primeiro passo.”

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

[agora já tinham passado dez anos e] nem sombra deles em lado algum

Em 2001 o Teatro do Vestido apresentou na Galeria Zé dos Bois Tua, a sua primeira criação.
Em Outubro de 2011, retorna à ZDB, no NEGÓCIO, celebrando e confrontando uma década.
Este aniversário é ocasião para, com ele, também o público e a ZDB reflectir, conjecturar e festejar.

isto não é um objecto nostálgico
isto não é uma reconstituição
isto não é um trabalho de arquivo
isto não é uma reinvenção
isto se calhar não é o que parece
isto se calhar afinal é todas as coisas que diz não ser

É uma espécie de celebração, mas mais do presente do que do passado.
É que de facto passaram dez anos e nós, perplexos, decidimos começar a falar sobre isso.

Como é que se comemora e reflecte acerca de 10 anos de trabalho de uma companhia?
Com esta premissa, o Teatro do Vestido lança-se aos seus arquivos,
dossiers, textos não editados, e as memórias de cada um,
não exactamente para recontar ou reconstituir uma história,
ou para chapinhar na nostalgia,
mas para construir um novo objecto performativo
e assim o passado deixar de ser uma coisa obsoleta para passar a ser algo com que se constrói o futuro.
Ao escrever sobre a sua performance A Decade of Forced Entertainment, a companhia Forced Entertainment dizia:
“part autobiographical, part archive, part historical meditation and part theoretical speculation”.
Sem querermos copiá-los, ainda assim dizemos: o mesmo.
Desde o início da companhia que queríamos comemorar os dez anos dela.
E este ano vamos finalmente conseguir.
Este é um objecto performativo circunstancial,
efémero e único, que reflecte o nosso percurso de 10 anos enquanto companhia de pesquisa e criação.

- pensei: onde é que estiveste este tempo todo?
-também já pensei isso uma vez
-depois pensei que nunca mais ia acabar
- também pensei que nunca mais ia acabar
- pensei que já passou um ano e parece impossível que tenha aparecido isto
- pensei se tinha alguma coisa para dizer
- penso sempre isso
- pensei: porque é que eles continuam a não ter confiança no que têm para dizer?


(fragmento de uma cena desta peça)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Começa dia 7 a edição 2011 do Festival de Teatro Cómico da Maia


Duas companhias brasileiras e duas companhias galegas integram a programação da 17.ª edição do Festival de Teatro Cómico da Maia (FTCM), que decorre nesta cidade portuguesa entre 7 e 16 de Outubro, sob a produção e direcção artística do grupo Art'imagem. Para além da participação de vários grupos portugueses, destaque ainda para as representações de outras regiões espanholas, Venezuela, Áustria e Itália.

Do Brasil chegam a Companhia Forrobodó (que apresenta "O Pavão Misterioso" nos dias 7 e 9 de Outubro) e a Companhia Lá Vem o Rizzo, fundada em 2003 pela actriz e encenadora Beth Rizzo. Depois de um percurso marcado sobretudo por espectáculos e sessões de contadores de histórias para o público infantil, a "Lá vem o Rizzo" estreou em 2011 a sua primeira peça para adultos - "Quem é a fofinha?", de Beth Rizzo e Ênio Gonçalves - , que apresenta no Café-teatro do Forum da Maia no próximo dia 10 de Outubro. Ambas as companhias se apresentam em Portugal pela primeira vez.

A Galiza, também presença habitual nos festivais organizados pelo Art'imagem, é este ano representada pela Companhia do Elefante Elegante ("Tristan", no dia 8 às 16h00) e pelas Produções Teatrais Excêntricas ("Um crânio furado" no dia 13, às 21h30).

Verena Vondrak (Áustria), Nacho Vilar (País Basco, Espanha), Teatro de San Martín de Caracas (Venezuela) e Alessandra Casali são algumas das restantes presenças internacionais nesta edição do FTCM). De Portugal, participam a Companhia do Chapitô, o Fio de Azeite/Chão de Oliva, o Varazim Teatro e o Entretanto Teatro, para além do grupo Cenas de Fora, que assegura animação nas ruas da Maia durante todos os dias do festival.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Morreu o cenógrafo Mário Alberto


O cenógrafo Mário Alberto, co-fundador do Teatro Adoque e do grupo A Barraca, morreu hoje, em Lisboa, aos 86 anos. Pintor, cenógrafo, figurinista, profissional de teatro, cinema e televisão Mário Alberto nasceu no Lubango (ex-Sá da Bandeira), a 20 de Julho de 1925, e cresceu no Alentejo.

Discípulo de Yves Brayer e Henri Goetz, na Academia de La Grand Chaumiére, onde se inscreveu, em 1957, por conselho da pintora Vieira da Silva, expôs pela primeira vez na Galeria de Raymond Duncan, no final da década de 1950.

A sua estada em Paris foi financiada pela actriz Beatriz Costa, como revelou o próprio em várias entrevistas.

Fundador dos grupos de teatro Adoque e A Barraca, foi um dos principais responsáveis pela renovação da “Revista à Portuguesa” iniciada com “O Fim da Macacada”, no Teatro ABC.

Integrou centenas de revistas dos teatros de Lisboa, de todo o país e no estrangeiro, assinando os figurinos, os cenários, tendo sido igualmente co-autor de textos e director de montagens.

Foi professor de Cenografia, na Companhia de Teatro de Almada e na Escola de Circo - Secção de Teatro.

Dirigiu a cenografia de “Tem a Palavra a Revista”, que estreou no Maria Vitória no ano 2000, com cenários de António Casimiro, Avelino do Carmo, Eduardo Cruzeiro, Jorge Rosa, Juan Soutullo, Luís Furtado, Mário Alberto, Moniz Ribeiro e Octávio Clérigo.

Mário Alberto recebeu o Prémio de Cenografia da Casa da Imprensa em 1957, e o Prémio de Cenografia da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro pela cinematografia da adaptação dramática de “Valente soldado Schveik”, do escritor checo Jiri Hájek.

Foi o homenageado do Ano no Festival de Teatro de Almada, em 1990. Em 2008, foi homenageado no Teatro Nacional D. Maria II por iniciativa de A Barraca e da Câmara de Lisboa, sendo essa uma das últimas vezes em que apareceu em público.

Mário Alberto está representado no acervo do Museu do Teatro, em Lisboa, e em diversas colecções nacionais e estrangeiras.

[informação do PÚBLICO]

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

No sé si... Nova criação de Marta Carrasco


Marta Carrasco estreou a sua nova criação no passado Sábado 1 de Outubro no Teatre Alegria de Terrassa integrada na programação do Festival TNT Terrassa Noves Tendències, que este ano se realiza entre 29 de Setembro e 4 de Outubro.

Nesta nova proposta, segundo a própria Marta Carrasco, muito lúdica, contracena com o actor Alberto Velasco, com quem já tinha trabalhado em Días Irae, en el Réquiem de Mozart.

La compañía remite a dos filósofos para tener un punto de partida, para cómo acercarse a su nueva puesta en escena: al alemán Schiller (que nos indica que el ser humano sólo lo es cuando juega, y que además sólo juega cuando es realmente libre) y al esloveno Žyžek, que esta primavera del 2011 afirmaba en la revista Barcelona Metrópolis: «La situación actual es una gran mierda y, precisamente por eso, hay que recurrir a la comedia. Insisto: cuando las cosas están malogradas, sólo nos queda la risa. Evidentemente, es una risa medio vacía, medio enloquecida.

No sé si... é uma obra construída a partir da dúvida. Depois da apresentação no Festival TNT, segue para o Festival Temporada Alta de Girona 2011.

domingo, 2 de outubro de 2011

"Conversación en la casa Stein sobre el ausente señor Von Goeth" no TEMFest

O TEATRO COMPLICE anuncia a presença da actriz Susana Perez no TEMFest com a peça "Conversacion en la casa Stein sobre el ausente senor von Goethe". A apresentação está prevista para o Teatro en Miami Studio, nos dias 14, 15 e 16 de Outubro de 2011.

"Conversación en la casa Stein sobre el ausente señor Von Goeth", da autoria do dramaturgo alemão Peter Hacks, escrita em 1976, é dirigida pelo encenador argentino Miguel Pittier.

A actriz Susana Perez, que protagonizou já inúmeras montagens teatrais, fez a sua formação na Escola de Actores do Instituto Cubano de Radio y T.V.

Este espectáculo está integrado na programação do TEMFest [TEATRO EN MIAMI FESTIVAL], que está a decorrer em Miami – termina a 23 de Outubro – e é um dos mais prestigiados festivais de teatro latino-americano do mundo.
http://www.temfest.net/

sábado, 1 de outubro de 2011

Territorio Danza em Madrid

A Cuarta Pared, de Madrid, organiza a VIII edição de Territorio Danza, com programação para público adulto e familiar, evento que se consolidou no panorama actual como referência para o conhecimento da dança actual.

O festival apresenta este ano propostas que abordam um claro e interessante diálogo com o mundo em que vivemos; propostas intimistas que farão viajar tanto o público especializado como o público em geral; e propostas que convidam o espectador a fazer uma reflexão sobre a dança, fazendo-o participante de uma parte do espectáculo que poucas vezes vive no palco, a sua criação.

A dança da Catalunha estará presente através de três companhias de reconhecida trajectória (Erre que Erre, Alta Realitat e Senza Tempo); será apresentada uma criação para treze bailarinos da companhia residente na Cuarta Pared, Provisional Danza, em colaboração com a companhia mexicana Danza Joven de Sinaloa; também será apresentado o último trabalho da bailarina e coreógrafa norte-americana Camille Hanson. A portuguesa Vice-versa actuará no espaço dedicado ao público familiar.

De 27 de Setembro até 16 de Outubro na Sala Cuarta Pared, Madrid.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Apresentação em processo de 'Fuga Sem Fim'



A Companhia Instável, em co-produção com O Espaço do Tempo, o Centro de Artes Performativas do Algarve e o Centro Cultural Vila Flor, realiza a apresentação em processo de 'Fuga Sem Fim', um projecto da autoria de Victor Hugo Pontes a partir de uma ideia de João Paulo Serafim, hoje, dia 30 de Setembro, pelas 19:00, na Quinta da Bonjóia, no Porto.

Os criadores elegeram um tema transversal às áreas de trabalho de cada um: a ideia de «fuga». O movimento (e a dança) trabalha sobre a alternância de momentos de encontro e momentos de fuga. As imagens (e a fotografia) trabalham sobre o tópico do ponto de fuga. Para além disso, a fuga é um impulso recorrente no ser humano, com reminiscências ancestrais e projecções futuras – o homem foge desde sempre, quer seja de um território, de uma circunstância histórica, das outras pessoas, da guerra, do compromisso, da miséria ou do amor.

O processo criativo deste projecto está a decorrer no Teatro Carlos Alberto e na Quinta da Bonjóia, no Porto, e passará também por Montemor-o-Novo e Faro, em regime de residências artísticas, e estreará no próximo dia 4 de Novembro no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

VIII edição do Festival Internacional de Teatro Mercosur

Desde o dia 22 de Setembro está a decorrer a VIII edição do Festival Internacional de Teatro Mercosur 2011, que abriu com a apresentação da companhia espanhola La Zaranda, com a obra “Nadie lo quiere creer – La patria de los espectros”.

Durante 10 dias, até 7 de Outubro, a festa teatral invade as ruas e os teatros de Córdoba, Argentina.

O teatro daquela cidade estará presente com sete obras seleccionadas por um júri que propôs para a programação oficial do festival: “El Preciso Instante para no ser amado” do Grupo Teatral Sr. Barbijo; “Valor Agregado” da companhia Valor Agregado; “Vaticinio por debajo del umbral de la conciencia” uma criação de Episodio 11; “Black Dreams” do grupo Documenta Escénica; “Lopatológico” da companhia Cirulaxia Teatro; “Simulacro y Fin” de Simulacro y Fin e “Quien quiera que seas” da companhia La Convención Teatro.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Companhia de Teatro Pé de Vento - Temporada 2011-2012 Duas estreias

Duas estreias, Ensalada Vicentina, montagem de textos de Gil Vicente, e Pethelo-a-Kuma, o menino inteligente, de João Miranda, marcam a Temporada 2011-2012 do Pé de Vento.

Destaque também para a nova versão da História do Sábio Fechado na sua Biblioteca, de Manuel António Pina. João Luiz encena os três espectáculos, um dos quais em co-produção com a Jangada Teatro. Os habituais Encontros de Bastidores e novos ateliês de Voz e Expressão Dramática completam a programação.

Há muito que João Luiz planeava a incursão no universo dramático e poético de Gil Vicente que o Pé de Vento ensaia desde o início de Setembro. Ensalada Vicentina é uma montagem de textos do Monólogo do Vaqueiro, O Velho da Horta e Pranto de Maria Parda, que leva à cena quatro das figuras mais típicas e tradicionais criadas por Gil Vicente - o pastor, o enamorado serôdio, a alcoviteira e o parvo. E porquê esta ensalada há muito pensada mas só agora concretizada? "Porque o teatro vicentino é uma criação original e ímpar, atestando um prodigioso poder de invenção, a partir de elementos tradicionais dispersos, não se conhecendo em Portugal, anteriormente a Gil Vicente, realizações teatrais deste ou de outro tipo", justifica João Luiz, encenador e director do Pé de Vento.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

LA GRAN CIUDAD em Antioquia



A 14ª edição do Festival de Teatro del Ágora, organizado em Antioquia, na Colômbia, apresenta em estreia o espectáculo LA GRAN CIUDAD, com textos do dramaturgo natural daquela cidade, Juan Alvaro Romero, no dia 30 de Setembro. O festival, que começou no dia 23 de Setembro, termina no dia 1 de Outubro.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett, um espectáculo de Diogo Bento e Inês Vaz

De 7 a 9 de Outubro e de 24 de Novembro a 4 de Dezembro 2011 no Espaço Teatro Praga, em Lisboa e de 9 a 18 de Dezembro 2011, no Teatro Taborda, também na capital portuguesa, Diogo Bento e Inês Vaz apresentam ‘Frei Luis de Sousa de Almeida Garrett’.

Nós temos de continuar, não podemos continuar, mas vamos continuar. Desta vez com Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett, um clássico da literatura portuguesa, um desejo de homenagem ao Senhor Almeida da parte do Senhor Bento e da Senhora Dona Vaz.
Mesmo sabendo que a Maria morre e que os outros ficam sozinhos ou vão para o convento, mesmo sabendo que não vai dar certo, mesmo sabendo que a vinda do Romeiro é inevitável, mesmo sabendo que não há salvação para ninguém e que é preciso haver um bode expiatório, nós vamos continuar.
É mais ou menos como um pensamento esquizofrénico que nos guia quando acreditamos que não é possível e que não depende de nós e, mesmo assim, fazemos tudo com a mesma convicção, ou até mais, para que aconteça. Neste caso, para que a Maria não morra sozinha a cuspir sangue. Porque, até lá chegarmos, tudo pode mudar. Porque, na verdade, tudo tem em si a potência para ser tudo e para mudar.

domingo, 25 de setembro de 2011

Sósia no Teatro da Trindade

Entre 28 de Setembro a 2 de Outubro, no teatro da Trindade está em cena Sósia, uma encenação de Lígia Roque.

Uma autora de peças radiofónicas conta a uma realizadora de peças radiofónicas a história que inventou sobre um Homem que acorda a meio da noite e depara com o seu Outro (sósia), que lhe veio comunicar a sua condenação à morte por um crime que ele (Outro) tinha cometido.
Este é um texto que faz uma reflexão filosófica sobre a justiça. Durrenmatt acreditava que não há culpados nem inocentes, já que todos somos culpados e responsáveis. Cada ser humano é o seu próprio juiz e por isso há sempre um outro/sósia á nossa espera. No final, a personagem do realizador chega finalmente ao parque supostamente real onde se encontra o deserto castelo da justiça e pergunta-se “e quer certamente que eu fique contente com isso?” ao que o escritor responde “temos mesmo de ficar muito contentes com isso”. Será “isso” a impossibilidade de acreditar na ficção ou de acreditar na justiça? Não será a justiça uma enorme ficção?

Texto de Durrenmatt com interpretação de Daniel Pinto, Daniela Vieitas, Joana Carvalho, João Castro e Sara Carinhas.

sábado, 24 de setembro de 2011

Últimos dias do FIMP Festival de Marionetas do Porto


Hoje, dia 24, BAILE DOS CORPOS EXTRAORDINÁRIOS, parceria FIMP 2011 e Porto 2.0 – Manobras no Porto, com o envolvimento das companhias Teatro do Frio e Erva Daninha.
O ponto de partida foi o “Baile dos Gordos”, um conceito original de Diana Regal: um baile mandado em que os dançarinos, voluntários de entre o público, envergam fatiotas concebidas por esta artista. Assim vestidos, roliços e divertidos, executam, ao som de música popular tocada ao vivo e da voz de comando da mandadora, um conjunto de danças tradicionais europeias. A dança, a música e a festa são potenciadas por estes corpos ligeiros e volumosos.
Esta experiência convocou para um mesmo espaço e tempo aspectos, temas, ritmos, ritos e risos anacrónicos e dissonantes que, ainda assim, parecem apontar para o futuro. Assim foi no encerramento do FIMP 2010.
Doravante trabalharemos sobre a ideia de uma dança de corpos novos e inesperados em que o dançarino anima através dos seus impulsos uma grande quantidade de matéria, numa mistura de máscara, marioneta e extensão do corpo.
Neste baile / festa serão experimentadas múltiplas interacções coreográficas (em par, em roda, etc.) e diversas reconfigurações fisionómicas. Gordos e gordas, macrocéfalos (cabeçudos) e gigantes (gigantones) já estão inscritos neste baile, outras formas serão inventadas pelo colectivo alargado de criadores.
As formas tradicionais e populares, os projectos vanguardistas, as utopias modernistas, as rupturas propostas pela performance e um número ilimitado de influências, referências e imaginários, pululam (e pulam!) nesta dança.
Estes corpos novos e extraordinários são criados em regime de oficina aberta, a dança e os corpos estão só à nossa espera para começar.
Estão todos convidados a participar!

DIRECÇÃO ARTÍSTICA: IGOR GANDRA
DIRECÇÃO PLÁSTICA: DIANA REGAL E RAUL CONSTANTE PEREIRA
ASSISTENTE DE DIRECÇÃO ARTÍSTICA: RODRIGO MALVAR
MÚSICA: CELINA PIEDADE, GUSTAVO COSTA, HENRIQUE FERNANDES
MANDADORA: MERCEDES PRIETO MARTINEZ
EQUIPA DE DINAMIZAÇÃO: JOANA DOMINGOS, JULIETA GUIMARÃES, RITA GOMES, ROSÁRIO COSTA E VASCO GOMES


No Domingo, às 22h00, no Centro Culural Vila Flor, em Guimarães, SHOWROOMDUMMIES, criação de GISÈLE VIENNE e ETIENNE BIDEAU REY.

Showroomdummies explora a fronteira entre o animado e o inanimado assim como a relação entre a vida real e a sua representação. O objectivo, com este espectáculo, é pôr em evidência o caos que o corpo vivo pode despoletar quando roça o inanimado e a paixão que pode incendiar através da sua mera presença, que pode ser, ao mesmo tempo, imóvel e provocativa.
Ao abordar a personagem de Wanda von Dunajew, da novela de L. von Sacher-Masoch “A Vénus das Peles”, interessou-nos o erotismo inquietante que pode emergir da aparência exterior e da imobilidade.
A linguagem corporal é moldada, especialmente, pelas dinâmicas tumultuosas que surgem do erotismo e da repulsa face à inércia. A inércia da figura representada por Wanda von Dunajew é expressada, em parte, através do seu caráter gelado. Da figura de Wanda transborda uma perturbadora ambigui­dade causada pela sua intimidade tanto com o manequim como com a morte. Ela perturba e apoia o seu ambiente; ela deixa-se manipular pelo seu diretor / amante, enquanto assume o papel de manipuladora.
O trabalho foca-se na plasticidade e no gesto de modo a sondar a relação única entre a existência de uma imagem e a existência de seres reais. A dramaturgia resulta da imagem e da linguagem corporal do bailarino, actor e manequim, abarcando os seus contrastes sem os fundir, trazendo-os antes ao encontro uns dos outros. Através da coreografia o corpo estilizado pode afastar-se do corpo de todos os dias e aproximar-se de um corpo que é imaginado, e por isso artificial.
A coreografia de Showroomdummies vai assim misturar bailarinos e manequins numa linguagem comum.

DIRECÇÃO, COREOGRAFIA E CENOGRAFIA: ETIENNE BIDEAU REY e GISÈLE VIENNE

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Oiseau Rebelle (paxaro rebelde) em Santiago de Compostela


Oiseau Rebelle (paxaro rebelde) é um espectáculo de teatro-dança acerca do imaginário amoroso e não-amoroso. Um ritual do coração como músculo, como metáfora e como alimento.

Oiseau Rebelle estreou no dia 5 de Julho na XXVIII Mostra Internacional de Teatro Cómico e Festivo de Cangas e apresentou-se também na XXIII Mostra de Teatro de CEE.

"Somos vítimas e verdugos desse objecto de desejo. Somos jogadoras do três em raia, do esconde-esconde, verdade e consequência. Estamos no miolo, no olho do furacão, no centro de gravidade permanente. Sofremos mais que ninguém, amamos mal, tarde e de rastos. Procuramos o Nemo, o Jacks, o homem do saco. Pintamos um coração com o teu nome dentro, uma aguarela de ilusão, a tonta. Desejamos amar, voar, saltar sem rede. Temos medo da noite que virá, a escuridão cai sobre mim..."

Dias 23, 24 e 25 na Sala Santart, em Santiago de Compostela.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Circular Festival de Artes Performativas / 24 de Setembro a 1 de Outubro / Vila do Conde / 7ª edição

Alexandre Estrela, o colectivo Cecilia Bengolea, François Chaignaud, Trajal Harrell, Marlene Monteiro Freitas, Drumming GP & Miquel Bernat com Mark Tompkins & Guests, Francisco Tropa & Laurent Pichaud, Sidney Leoni & Luís Miguel Félix e Mariana Tengner Barros são as os artistas que compõem a programação da 7ª edição do Circular Festival de Artes Performativas que acontece de 24 de Setembro a 1 de Outubro de 2011, em Vila do Conde.

De 24 de Setembro a 1 de Outubro, Vila do Conde volta a ser palco do Circular Festival de Artes Performativas. Numa edição fortemente marcada pelas estreias absolutas ou nacionais, o Circular apresenta várias propostas que atravessam diferentes linguagens artísticas, como a dança contemporânea, a performance, as artes plásticas, o teatro e a música, privilegiando o envolvimento com os processos criativos.

No primeiro fim-de-semana do Circular, destaques para a inauguração da exposição “Wall Against the Sea” de Alexandre Estrela, uma parceria com o projecto Estaleiro da Curtas Metragens CRL, numa encomenda da 7ª edição do Festival. A inauguração decorre a 24 de Setembro, Sábado, às 18h00, na Solar Galeria de Arte Cinemática e contará com a presença do artista. A mostra fica patente até 13 de Novembro.

Na área da dança contemporânea, é apresentada em estreia nacional a 24 de Setembro, Sábado, às 22h00, no Teatro Municipal de Vila do Conde, a peça “(M)IMOSA – Twenty Looks or Paris is Burning at the Judson Church (M)”, uma colaboração coreográfica entre Cecilia Bengolea, François Chaignaud, Trajal Harrell e Marlene Monteiro Freitas. Trata-se da primeira vez que esta peça sobe aos palcos nacionais, depois de ter sido apresentada nos mais importantes festivais internacionais de dança contemporânea.

No dia 25 de Setembro, Domingo, às 17h00, decorre a apresentação da peça “Improvisação a partir de In C de Terry Riley”, no âmbito do Ciclo "Improvisações/Colaborações", programado pela Fundação de Serralves e integrado no Programa do Circular Festival de Artes Performativas, em resultado da parceria com a Circular Associação Cultural e a Câmara Municipal de Vila do Conde. A performance decorrerá no Centro de Memória, onde o público será convidado a vir e a trazer o seu piquenique para o parque, no terraço inferior. Trata-se de um projecto com direcção Musical de Miquel Bernat, improvisação de movimento de Mark Tompkins, interpretação musical dos Drumming GP e ainda improvisação de movimento/bailarinos de Elizabete Francisca, Frans Poelstra, Mariana Tengner, Sofia Dias, Vera Mantero, Vítor Roriz e Mark Tompkins.

O programa do Circular prossegue com a apresentação de três propostas em estreia absoluta. Nos dias 28, 29 e 30 de Setembro, às 19h00, no Auditório Municipal de Vila do Conde e Terreno Anexo ao Convento de Santa Clara, Francisco Tropa e Laurent Pichaud apresentam "Literal", o resultado de uma colaboração artística iniciada há um ano a convite do festival e desenvolvida em residência artística. No dia 30 de Setembro, às 21h30, no Teatro Municipal de Vila do Conde, é apresentada a peça “War of Fictions”, um trabalho colaborativo de Sidney Leoni e Luís Miguel Félix que resulta de uma co-produção do Circular Festival com o Jardin d´Europe/Cullberg Ballet, o MDT e o WorkSpace Brussels. A fechar a 7ª edição do Festival, a jovem coreógrafa e performer Mariana Tengner Barros apresenta o seu mais recente trabalho “The Trap”, a 1 de Outubro, 21h30, no Teatro Municipal de Vila do Conde.

A par do programa do Festival, decorre um conjunto de conversas com as equipas artísticas participantes e abertas à participação do público.

Programa completo / Circular Festival de Artes Performativas 2011
http://www.circularfestival.com/circular/programa/pt

Vídeo (excerto)/ “(M)IMOSA – Twenty Looks or Paris is Burning at the Judson Church (M)” de Cecilia Bengolea, François Chaignaud, Trajal Harrell e Marlene Monteiro Freitas
http://www.youtube.com/watch?v=zvUpKgJQ9vQ

Spot / Circular Festival de Artes Performativas 2011
http://www.youtube.com/watch?v=vU3EllptQEg

Bilhetes, reservas e outras informações em www.circularfestival.com