sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Ovo é a nova criação da companhia Teatro de Marionetas do Porto

© João Tuna

OVO, a partir de uma ideia original de Eric de Sarria, é o novo espectáculo do Teatro de Marionetas do Porto, com estreia marcada para hoje no Mosteiro de São Bento da Vitória, onde ficará em cena até 26 de Fevereiro.

O homem caiu. O crânio abre-se. O tempo expande-se.
O que resta da memória esvai-se no chão. Acabou de perder a noção de futuro, apenas o passado e os seus automatismos persistem.
Era um actor – sem o lastro do teatro – um marionetista?
Aquilo que foi a sua vida, e de que não restam mais do que as ruínas da memória, vê-se fragmentado, dividido em 4 personagens. Nesses instantes em que tudo se constrói e desconstrói com a mesma facilidade, as fronteiras entre os mundos tornam-se cada vez mais porosas. O espaço do palco é o espaço interior povoado pelas 4 personagens surgidas do inconsciente mas capturadas no mundo da representação teatral.

Co-criação de Edgard Fernandes, Eric de Sarria, Isabel Barros, Rui Queiróz de Matos, Sara Henriques e Shirley Resende, com música dee Pedro Tudela e Miguel Carvalhais e interpretação de Edgard Fernandes, Rui Queiróz de Matos, Sara Henriques e Shirley Resende.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Carmen Werner regressa a Madrid

A coreógrafa e Prémio Nacional de Dança em Espanha Carmen Werner e a sua companhia Provisional Danza regressam à Sala Cuarta Pared, em Madrid, entre os dias 22 e 25 de Fevereiro com 'La Mujer Invisible', uma montagem com a linguagem directa e discreta do corpo, sobre o privado e o público.

A companhia Provisional Danza, com presença habitual nos festivais internacionais de dança e participante habital em co-produções com inúmeros países, é dirigida pela coreógrafa e bailarina Carmen Werner.

Para esta criação, Carmen Werner (directora artística e coreógrafa da montagem) contou com o seu colaborador habitual Daniel Abreu e com intérpretes tanto da sua própria companhia, como da 360 Danza, para além da colaboração especial de Rebeca Martín Tassis.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

'Dantzaldia' em Bilbao

No dia 3 de Fevereiro começou em Bilbao o festival de dança contemporânea 'Dantzaldia' , na sua 13ª edição, que até 29 de Março oferecerá representações, projecções de vídeo e ateliers, ocupando um largo número de espaços culturais da cidade.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

“ÓPERA DO MALANDRO” em cartaz na Sede do Teatro Contemporâneo


Ópera do Malandro, de Chico Buarque, uma das peças mais conhecidas do teatro musical brasileiro, é de novo levada a cena, agora numa adaptação e direcção de Eliza Pragana. Repleta de músicas, humor e cenas inusitadas, a peça, que originalmente conta a trajetória da decadência da malandragem carioca dos anos 40, foi transposta para a actualidade onde Max Overseas, o malandro contrabandista, se casa com Teresinha, acobertado pelo delegado Chaves para o desespero dos pais da noiva, Duran e Vitória – donos de todos os prostíbulos da Lapa e inimigos de Max. O enlace instaura a disputa pelo poder entre o malandro e seu sogro.

O texto é extremamente actual, pois o poder do dinheiro, a malandragem e a corrupção estão bem presentes nos dias de hoje, tornando essa montagem, segundo eles próprios, 'a mais política da companhia'.

“ÓPERA DO MALANDRO” em cartaz na Sede do Teatro Contemporâneo, Rio de Janeiro, até 12 de Fevereiro.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A Propósito da Senhorita Júlia | Teatro Nelson Rodrigues

100 anos após a morte de August Strindberg, a peça A propósito de senhorita Júlia está em cartaz no Rio de Janeiro para homenagear um dos maiores escritores da dramaturgia escandinava. Baseado em 'A Menina Júlia', do dramaturgo sueco, com pitadas também de 'After miss Julie', do inglês Patrick Marber, o drama tem direcção de Walter Lima Jr e conta nos papeis principais com Alessandra Negrini e Armando Babaioff.

A história, adaptada por José Almino, passa-se no Brasil do início do século XXI, questionando o duelo dos sexos e das classes sociais tão presentes na sociedade. Na história, a milionária Júlia envolve-se com o motorista do pai, Moacir (Jean, no original). A relação ganha diferentes tons de acordo com os sentimentos da protagonista: ora ela odeia os homens, ora os deseja de forma quase compulsiva. A fragilidade feminina e o poder do dinheiro levam a narrativa a um desfecho trágico.

No Teatro Nelson Rodrigues, Rio de Janeiro, até 12 de Fevereiro.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Nova montagem de "As Lágrimas Amargas de Petra von Kant"

Foi estreada do dia 3 de Fevereiro, no Auditório Carlos Paredes, com representações nos dias 4, 5, 9, 10, 11 e 12 de Fevereiro de 2012, uma nova montagem da peça de Rainer Werner Fassbinder As Lágrimas Amargas de Petra von Kant, na tradução de Yvete Centeno, com direcção de Manuela Passarinho.

Nas palavras da encenadora, "Petra von Kant representa a genialidade lado a lado com a fragilidade".

Adriana Pereira, Diana Figueiredo, Inês Kapinha, Isabel Carreira, Maria Figueiredo, Myriam Santos, Rafaela Covas, Susana Rodrigues e Vitória Sousa interpretam esta nova montagem do texto de Fassbinder, escrito no início dos anos 70.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

TRISTEZA E ALEGRIA NA VIDA DAS GIRAFAS | Teatro Viriato

A produção Mundo Perfeito & AnaPereira.PedroGil TRISTEZA E ALEGRIA NA VIDA DAS GIRAFAS está hoje em cena no palco do Teatro Viriato, em Viseu.

Uma menina de 9 anos, a quem a mãe chamava girafa por ser demasiado alta para a sua idade, atravessa a cidade de Lisboa à procura da única pessoa que pode ajudá-la: o Primeiro-Ministro português Pedro Passos Coelho. Ao longo desta procura pertinente cruza-se com personagens familiares à maioria dos portugueses. A crise económica, a aventura heroica de um urso de peluche com tendências suicidas, o Discovery Channel, uma violinista que já é só uma fotografia, um pantera negra, o dicionário escolar da editorial Sampaio, o cientista búlgaro ou dramaturgo russo Anton Tchekhov compõem esse estranho mundo chamado Lisboa.

Em a Tristeza e alegria na vida das girafas, Tiago Rodrigues volta a usar o teatro para tentar interferir com a nossa perceção da realidade social e política, mas também do próprio teatro. E fá-lo através da voz de uma criança que apresenta um trabalho escolar e empreende a tarefa enciclopédica de tentar explicar o mundo. Mergulhado nas trevas esperançosas do imaginário infantil, este espetáculo tem medo do que as crianças pensam e raiva do que os adultos fazem.

Texto e Encenação Tiago Rodrigues

Intérpretes Carla Galvão, Miguel Borges, Pedro Gil e Tónan Quito

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Mujer muerta caminando


Mujer muerta caminando’ é uma proposta cénica fruto de um processo de investigação teatral desenvolvido a partir de textos da novela ‘O Idiota’ de Fiodor M. Dostoievski. Um espaço cénico pequeno com os espectadores rodeando a cena íntima, como clientes dum peep-show, convidados a presenciar uma cerimónia de autodestruição, um harakiri público.

Mujer muerta caminando’ a partir de textos da novela 'O idiota' de Dostoievski, pela Cámara Negra Teatro, com Teté García, Alfredo Padilla, Xosé M. Esperante e Mónica de Nut, sob a direcção de Carlos Álvarez-Ossorio. De 2 a 25 de Fevereiro na Zona C, Santiago de Compostela.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A grande catástrofe do Teatro Baquet em cena no Cine-Teatro Curvo Semedo

A partir da obra “A grande catástrofe do Teatro Baquet. Narrativa fidedigna do terrível incêndio ocorrido na noite de 20 para 21 de Março 1888”, de Jayme Filinto.

Onde eram os camarins são os quartos, os arrumos, e o elevador. A recepção era a bilheteira, a plateia ficava situada onde hoje está o bar. De teatro resta apenas o nome e a memória que hoje remexemos.

Esta é uma história trágica que aconteceu na noite de 20 para 21 de Março de 1888 no Porto. Um espectáculo de homenagem decorria, a sala estava lotada, perfazendo cerca de seiscentos espectadores quando em menos de meia hora um fogo destruiu um teatro por completo.

Sabia que um teatro, desde que o fogo lhe pegasse, ardia depressa e não havia meio de o salvar; mas o que não sabia era que ardesse tão rapidamente.

O texto propõe uma fragmentação do discurso em vozes. A palavra e a sua escuta serão o espaço privilegiado para a emergência de imagens. Depois já só falta chegar à forma, à acção teatral (ou a sua recusa), à possibilidade de estarmos em 1888 ou de estarmos no aqui e no agora. O Teatro Baquet desapareceu ficando para a história apenas um mausoléu no cemitério de Agramonte no Porto em homenagem às vitimas desse trágico incêndio. É uma metáfora perigosa!

Estreia no dia 9 de Fevereiro, no Cine-Teatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Homenagem a Fernando Urdiales

A Associação de Directores de Escena de España (ADE) entregou a medalha da entidade a Fernando Urdiales, a título póstumo, correspondente a 2011. Fernando Urdiales foi director do Teatro Corsario e esteve várias vezes no Porto, no FITEI.

Neste reconhecimento, resultado da votação de todos os associados da ADE, prestigiada associação profissional e cultural, ressalta o rigor, a tenacidade e a extensa trajectória do dramaturgo de Castela e Leão durante os 29 anos que esteve à frente do colectivo Teatro Corsario.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A revista galega NUA publica o 4º número


NÚA, publicação galega de artes cénicas, fez sair o 4º número, tanto em edição digital como em edição impressa, sob o tema "Núa é uma caixa". A revista define-se como "um espaço que pretende dar voz a criadores que trabalham na linha das novas linguagens, com destaque para os processos de criação e investigação."

O português Jorge Palinhos tem a sua peça ‘Bruce Lee’ publicada neste número, juntamente com ‘Drama virtual’ de Pedro Montalbán Kroebel, ‘Fantasía nº1 en mi menor’ de Sther f. Carrodeguas e ‘Fame negra cultural’ de Carlos Vidal Puga. As peças publicadas são acompanhadas de uma introdução de Julio Fernández Peláez.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Começou o Escena Contemporanea de Madrid


Começou no passado dia 26 de Janeiro e prologa-se até 17 de Fevereiro a edição 2012 do Escena Contemporanea, de Madrid, aquela que constitui a 12ª edição deste importante certame de artes cénicas contemporâneas.

A equipa do festival assume que "en esta edición, EC2012 quiere ser, más que nunca, no una suma de eventos, sino una totalidad por construir".

A programação, que pode ser consultada AQUI, inclui propostas de teatro, dança, circo, instalações e performance, para além da realização de ateliers.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Por um rio | Teatro Municipal de Almada | 28 e 29 de Janeiro

O espectáculo parte da observação e da co-criação em residência artística de toda a equipa. Como base de pesquisa, o rio, o corpo enquanto rio e o rio como identidade. Em palco, três intérpretes, dois homens e uma mulher: Alban Hall, Tonan Quito e Marina Nabais. Tal como as margens de um rio, são as diferenças e semelhanças que contribuem para a constituição das identidades. Em palco está também o público, testemunhando e integrando o fluxo e as margens deste rio.

Marina Nabais (Luanda, 1974) estudou na Escola Superior de Dança, no ramo de Espectáculo. Frequentou a School For New Dance Development (Amesterdão), onde fez a sua pós-graduação, e foi bolseira do Centro Nacional de Cultura, tendo participado em vários workshops com grandes nomes nacionais e internacionais da dança. Como coreógrafa, estreou-se com Dying Eyes (1996), sendo desde então autora de inúmeras criações. Como intérprete, tem trabalhado nas áreas de dança, teatro e vídeo. Desenvolve paralelamente um trabalho pedagógico. É, desde 2003, directora artística d’ a menina dos meus olhos – associação cultural.

Interpretação/Co-criação de Alban Hall, Marina Nabais, Tonan Quito

sábado, 28 de janeiro de 2012

Berliner Ensemble é o destaque da temporada 2012 do TMA



Simplesmente complicado, de Thomas Bernhard, com direcção de um dos maiores encenadores do teatro mundial, Claus Peymann (pela primeira vez em Portugal), é o grande destaque da programação anual do TMA apresentada no sábado. Uma programação que inclui seis produções da Companhia de Teatro de Almada (cinco peças de teatro e uma ópera) e 44 produções de teatro, dança e música.

Timão de Atenas, peça escrita por William Shakespeare com encenação de Joaquim Benite, é uma das produções próprias da CTA, que sobe ao palco em Dezembro e que será reposta em Janeiro de 2013. Em Outubro e Novembro, o TMA apresenta O mercador de Veneza, uma co-produção com o Teatro Nacional São João, em que Ricardo Pais encena o texto de William Shakespeare. A ópera A rainha louca, com música e libreto de Alexandre Delgado a partir do texto O tempo feminino, de Miguel Rovisco, e encenação por Joaquim Benite - que estreou em 2011 no Centro Cultural de Belém – regressa ao palco em Abril e Maio. Em Março será a vez de Dança de roda, texto de Arthur Schnitzler com encenação de Rodrigo Francisco, uma peça que conta com um elenco jovem, na sua maioria finalistas do Conservatório que participaram em Santa Joana dos matadouros. O TMA apresentará ainda duas reposições durante o ano de 2012. A peça O carteiro de Neruda, texto de Antonio Skármeta adaptado por Carlos Porto e encenação de Joaquim Benite, será apresentada já em Janeiro. Em Novembro é a vez de Tuning, com texto de Rodrigo Francisco e encenação de Joaquim Benite.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Thom Sharpe adaptado ao teatro pelos bascos Ados Teatroa





Wilt novela de Thom Sharpe recheada de situações divertidas vendeu mais de 10 millões de exemplares em 22 idiomas. É agora adaptada ao teatro pelos Ado Teatroa, de Donostia / San Sebastian, grupo que já esteve no FITEI com Emotikon.

Trata-se de uma comédia que cruza elementos tão diferentes como um professor de literatura, sua esposa desaparecida, uma boneca insuflável, uma delirante investigação policial e muitas outras situações surrealistas numa história trepidante e divertida.

A adaptação e encenação é de Garbi Losada.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

'Dimas e Gestas' | Um musical para crucificados


De 20 de Janeiro a 18 de Fevereiro, no Teatro Helena Sá e Costa.

Dimas, o bom ladrão, e Gestas, o mau ladrão, aguardam a chegada de um terceiro elemento que se adivinha que virá pois há um espaço livre entre as cruzes onde os dois estão crucificados. Enquanto aguardam, as personagens vagueiam pelas memórias da sua vida, pelas opções que tomaram e pelas oportunidades que perderam. Afinal como chegaram ao Gólgota?
Segundo o evangelho de Lucas, Cristo foi crucificado no meio de dois ladrões ou malfeitores: “E também conduziram outros dois, que eram malfeitores, para com ele serem mortos.
E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. […] E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós.
Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?
E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.
E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.
E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.”
Mas será que esta é a verdadeira historia? Claro que não. À luz das mais recentes evoluções da psicologia forense acreditamos que Dimas era na verdade um malandro, bem disposto é certo, um bom malandro, mas não seguramente um bom ladrão. Era um pintas. Um mentiroso compulsivo.
Aliás, quem senão um oportunista diria a Cristo: - “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino” Já o pobre do Gestas mais não era que um pai de família que fruto de um desemprego prolongando e da perseguição da usura a que foi obrigado a recorrer, mais solução não teve que enveredar pela profissão e ladrão. Ladrão de pouca monta, ladrão de pão. Não foi blasfémia, foi suplica sentida: - “Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós.”


Texto e encenação de Ricardo Alves.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

PROGRAMA DE INCENTIVO A NOVOS TALENTOS GLOBE-SP

O GLOBE-SP Centro de Formação do Actor abre audições em busca de novos talentos e oferecerá bolsas de estudos para os selecionados.

Os candidatos devidamente inscritos participarão numa audição cujo objetivo é mensurar e comprovar seus conhecimento e habilidades técnicas e criativas.

Podem inscrever-se jovens e adultos, com idades entre 13 e 25 anos, interessados em cursos de artes cênicas, que desejam ingressar na profissão de actor/actriz e concorrer a bolsas de estudo;

O período de inscrição termina em 28/01/2012.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Digressão no Chile

A produtora/distribuidora de artes cénicas espanhola Mopa Producciones anuncia uma digressão de três das companhias suas representadas no Chile.

Juan Luis Matilla, Roberto Martínez, Eloisa Cantón, Raquel Benito Jiménez Luque deslocam-se aquele país latino-americano para apresentar cinco récitas de três espectáculos e vários workshops. O Centro Cultural de Espanha em Santiago, com a sua mostra ‘Días de Danza’ e o Festival ‘Cielos del Infinito’, que se organiza em Punta Arenas acolhem esta digressão.

As peças a apresentar serão Mala suerte o falta de talento, (espérame despierto) e Sad dance therapy.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

3 Actores à Procura de um Papel

Curta série de espectáculos em Lisboa (de 19 a 29 de Janeiro) de “3 Actores à Procura de um Papel”, com João Cabral, Oceana Basílio e Ângelo Torres, na Sala Novas Tendencias do Teatro da Comuna. O texto de Joaquim Paulo Nogueira (que com Jorge António também encena) traz-nos cinco pequenos contos teatrais onde sobressaem temas como a morte, a política, a identidade de género, a música, a crise financeira e social, que se interligam através da história de 3 actores que se encontram para fazerem um casting público. Depois de Lisboa o espectáculo tem previstas duas apresentações no norte do País e duas apresentações em Luanda.

Três actores, que não se conhecem, entram para uma sala para realizarem um casting público. Num primeiro momento medem-se e estão receosos. Uma vozoff explica o jogo e as regras: os actores vão ter de entrar em cinco cenas, onde representam personagens diferentes que lhes são atribuídas em segredo. Ao longo do tempo em que estão juntos vão começar a cruzar as suas histórias de vida e a sofrerem influência dos personagens que representam. Surgem vários tipos, entre os quais um corrector da bolsa, um desempregado, uma doente de cancro em estado terminal, um professor que é despedido porque inicia um processo de mudança de identidade sexual, um jovem que vai estudar para Teerão e que supostamente irá infiltrar-se numa rede terrorista. Por outro lado eles, como actores, também têm diferentes maneiras de viver a precariedade da sua profissão e isso reflecte-se nas suas atitudes durante o casting.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Co-produção Pé de Vento e Jangada Teatro constitui uma viagem ao universo da tradição cultural angolana


Pethelo-a-Kuma é o pequeno-grande herói desta história do escritor angolano João Miranda, encenada por João Luiz, que estreia no próximo dia 4 de Fevereiro, no Teatro da Vilarinha, no Porto.

Pethelo-a-Kuma, o menino inteligente sabia quase tudo, mas restava-lhe uma dúvida. Em busca da explicação e entendimento daquilo que não sabia ainda e queria a todo o custo saber, parte rumo ao Kalunga (onde o Sol morre). A viagem de Pethelo resulta numa sucessão de acontecimentos que envolvem o sabor da aventura e a inverosimilhança do sobrenatural, num desenrolar típico da narrativa oral – uma história sem tempo e sem espaço, que dá a conhecer aspetos da tradição cultural angolana.

O desafio de levar à cena um autor oriundo de um país africano de língua oficial portuguesa partiu da Jangada Teatro, de Lousada. A escolha recaiu sobre Pethelo-a-Kuma, o menino inteligente, de João Miranda, porque nos encontramos perante um conto que nos conduz a um mundo fantástico e maravilhoso, explica o Pé de Vento. Esta é a primeira co-produção destas duas companhias de teatro nortenhas.

O espectáculo, direccionado para público infanto-juvenil, fica em cena no Teatro da Vilarinha de 4 de Fevereiro a 4 de Março