sexta-feira, 30 de março de 2012

Peças curtas de teatro de GUY DE COINTET

A Fundação de Serralves apresenta um programa de peças curtas de teatro do artista Guy de Cointet, interpretado por Mary Ann Duganne Glicksman, integrado no Ciclo paralelo à Exposição Locus Solus. Impressões de Raymond Roussel, dia 30 de Março, às 21h30, e dia 31 de Março, às 19h00, no Auditório de Serralves.

Guy de Cointet (Paris - 1934, Los Angeles - 1983), representado na exposição Locus Solus.Impressões de Raymond Roussel, é um dos artistas cuja obra foi fortemente marcada pela escrita e pelos jogos de linguagem usados por Raymond Roussel — a codificação, a criptografia, o hieróglifo – influência reconhecível nos seus objectos cénicos, verdadeiros quadros vivos próximos do teatro e da poesia sonora e visual. Figura chave do movimento da arte conceptual e da performance que emergiu na cena californiana nos anos 1970, Cointet é um dos artistas que melhor sintetizam a relação entre o teatro e a arte contemporânea e o responsável pela divulgação da obra de Raymond Roussel junto das neo-vanguardas norte americanas.

Frente ao cubo branco como lugar de exposição, a obra de Cointet acontece num território ambíguo e fronteiriço, entre o museu e o espaço cenográfico do teatro. As peças curtas de teatro que apresentamos no Auditório de Serralves são representativas desta arte que situa o teatro dentro do teatro, partindo do hermetismo da linguagem e da sua capacidade para inventar sistemas de representação entre o jogo e a lógica, a literalidade e a alegoria.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Esta é a Minha Cidade e Eu Quero Viver Nela


Esta é a Minha Cidade e Eu Quero Viver Nela, com partida do Mosteiro de S. Bento da Vitória, no Porto, em últimas apresentações, hoje e amanhã.


Esta é a Minha Cidade e Eu Quero Viver Nela é um projeto que parte da cidade, da vivência que nela se constrói dia-a-dia, do quotidiano às vezes doloroso dos espaços, dos sentidos que se encontram nas coisas mínimas, nas pessoas, atrás de um muro, de uma esquina, de um banco de jardim, de uma porta fechada, de uma janela entreaberta. É um projeto de colaboração que já conheceu quatro edições em Lisboa e agora se estende ao Porto, sempre com a mesma premissa: o Teatro do Vestido convida criadores exteriores à companhia e durante duas semanas de trabalho intensivo concebe um projeto de intervenção e questionamento da cidade. Para esta edição especial no Porto, o Teatro do Vestido propõe-se descobrir uma cidade que lhe é, de certa forma, estrangeira, com a ajuda de criadores que a ela pertencem, ou pertenceram, ou se encontram em processo de vir a pertencer. Conduzidos pelos seus olhos, memórias e interrogações, lançam-se como cegos numa cidade nova para poderem vir a desejar viver nela também. Como descobrir uma cidade? “As grandes cidades ensinam, educam, e não com doutrinas roubadas aos livros. Não há aqui nada de académico, o que é lisonjeiro, pois o saber acumulado rouba-nos a coragem”, responde Robert Walser. Coragem – uma palavra-chave para conquistar território desconhecido. - in Web site TNSJ

quarta-feira, 28 de março de 2012

Greek | Versão de Édipo Rei | de Steven Berkoff




Greek de Steven Berkoff, tradução de Rafael Spregelburd e interpretação de Ingrid Pelicori, Roxana Berco, Horacio Roca e Martín Urbaneja, está em cena na Sala Gonzalez Tuñón, em Buenos Aires (Centro Cultural de la Cooperación).


Na versão do dramaturgo inglês Steven Berkoff o mito situa-se na década de 80. A violência no futebol, os ódios raciais, a especulação económica, a perda de contacto de uns com os outros, a exploração laboral, são alguns elementos que Berkoff toma para descrever a peste contemporânea.

terça-feira, 27 de março de 2012

Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2012 por John Malkovich

Sinto-me honrado por ter sido convidado pelo Instituto Internacional de Teatro, órgão da UNESCO, para escrever esta mensagem, na comemoração do 50º aniversário do Dia Mundial do Teatro. Vou tecer os meus breves comentários aos meus companheiros trabalhadores de teatro, colegas e camaradas:

– Que a vossa arte seja atraente e original.
– Que ela seja profunda, comovente, contemplativa e única.
– Que ela nos possa ajudar a reflectir sobre a questão do que significa hoje o ser humano, e como essa reflexão pode ser acompanhada com o coração, a sinceridade, a franqueza e a graça.
– Que possam superar a adversidade, a censura, a pobreza e o niilismo, como muitos de vós certamente terão de o fazer.
– Que sejam abençoados com o talento e o rigor para nos ensinar sobre o bater do coração em toda a sua complexidade, e a humildade e curiosidade para fazer o trabalho das vossas vidas.

E que o melhor de vós - para cada um será o melhor de si, e mesmo assim só nos momentos mais raros e mais breves - ter sucesso na hora de pensar a mais básica das perguntas: "Como é que vamos viver?"

Merda!!!

John Malkovich

segunda-feira, 26 de março de 2012

PLAY, THE FILM, UM ESPECTÁCULO CONSTRUÍDO A PARTIR DO FILME THE GREAT GABBO (1929) de JAMES CRUZE


PLAY, THE FILM, UM ESPECTÁCULO CONSTRUÍDO A PARTIR DO FILME THE GREAT GABBO (1929) de JAMES CRUZE, por CÃO SOLTEIRO & ANDRÉ GODINHO, no Teatro Camões, de 27 a 31 de Março.

PLAY: The Film, PLAY/ THE FILM, PLAY THE FILM GODDAMMIT.
(Começamos mal)
O que adiante se visionará não é um filme nem um espectáculo de teatro mas o espaço ínfimo entre os dois formatos. Um momento de interferência em que as regras aceites de bem fazer (fazer bem sem olhar a quem) coexistem enervadas e sobrepostas. 
Àquilo que se enuncia logo se renuncia: propõe-se um OLHAR deslocado sobre dois objectos cuja vista se atravanca para que a sua forma original, desprovida de significado, seja apenas matéria da cena. Des/monta-se o filme através do acto teatral, e o invés. Ao filme, aliás, faz-se-lhe de tudo: cortar, colar, inverter, dobrar. Sem qualquer um dos pudores da cinefilia. 
Opera-se sobretudo pela transferência de dados, quer cénicos quer textuais, entre formatos recorrendo a encontros já de si históricos como o do Vaudeville com o Musical de Hollywood, concentrando-nos na figura de maravilhoso mau gosto - o ventríloquo. 
(Não se nos apresentam soluções, apenas o desejo de sublimar neste local o caos instaurado nas nossas cabeças.

Um espectáculo dobrado por :
André Godinho / Frank . Joana Manuel / Mary .Noëlle Georg /Babe .
Paula Sá Nogueira /Otto . Paulo Lages / Gabbo

Participação especial de :
António Gouveia . Michelle D'Orleans e
CAIS SODRÉ CABARET

domingo, 25 de março de 2012

Cinco estruturas teatrais do Porto pedem reuniões com deputados dos 5 partidos com assento parlamentar

O FITEI Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica integra um conjunto de 5 estruturas de teatro do Porto, que decidiu, no âmbito da comemoração do Dia Mundial do Teatro a 27 de Março, solicitar uma reunião a 5 deputados eleitos pelo circulo do Porto (um deputado por cada um dos grupos parlamentares que elegeram deputados no distrito).

2012 é um ano decisivo para o futuro de Portugal e da Europa, no qual se encerram diversos processos de decisão política e orçamental relativamente aos quais importa reflectir, nomeadamente no que diz respeito ao papel da cultura, do património e da criação artística enquanto eixos do desenvolvimento nacional e europeu.

O FITEI solicitou assim ao Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda o agendamento de uma reunião - que se realizará a 27 de Março, terça-feira, no Porto - com a deputada eleita pelo círculo do Porto, Catarina Martins.

sábado, 24 de março de 2012

João Torto | Produção Magnólia Teatro

Junho de 1540, o homem anunciou: “Saibam todos os senhores habitantes desta cidade, que não terminará este dia sem se ver a maior das maravilhas, a qual vem a ser um homem desta cidade voar, com asas feitiças, da Torre da Sé ao Campo de São Mateus, pelo que responde por sua pessoa e bens, João de Almeida Torto”. 20 de junho de 1540, o homem fez: lançou-se do alto da Sé de Viseu, para voar claro, com duas asas que manufaturou. História ou Lenda? No curso da História, a experiência de 1540 é pioneira em Portugal e sucedeu aos estudos que Leonardo da Vinci (1452-1519) desenvolveu sobre a possibilidade humana de voo. João Torto, o espetáculo, é o sonho de todos os homens que sonham fazer mais. Em palco, o sol nasce e todos avançamos pelo dia acima. Todos somos ecos de um só homem. E tememos, vacilamos, trememos. Mas, assumimos o mesmo compromisso: tentar falhar o melhor possível. E hoje. Não podemos dormir enquanto é tempo.

Criação Magnólia Teatro, direção artística de Rafaela Santos, consultoria artística Cristina Carvalhal, dramaturgia Fernando Giestas, co-criação e interpretação de Leonor Keil, Margarida Gonçalves, Miguel Fragata e Rafaela Santos.

Até dia 1 de Abril no Teatro Nacional D. Maria II [Sala Estúdio]

sexta-feira, 23 de março de 2012

LOS MUERTOS OLVIDADOS

O projecto teatral LA PETISA BABILONIA estreou em Buenos Aires LOS MUERTOS OLVIDADOS, de Jeremy Vagabundo, no Teatro La Mascara.

LA PETISA BABILONIA é um projecto teatral multiétnico e itinerante que conta com três equipas de trabalho artístico em três cidades: Bogotá, Quito e Buenos Aires. O seu director Jeremy Vagabundo, realizou mais de doze montagens, convocando artistas em cada cidade, destacando-se por ser um teatro de vanguarda com enfâse na dramaturgia, na imagem e na partitura corporal.

LOS MUERTOS OLVIDADOS, é a história de uma família de aldeia, afectada pelo conflito e pela violência em seu país. Uma história contada de forma anacrónica através de três irmãs. Uma dessas historias que não se quer contar, uma voz, um grito, um eco no silêncio.

Interpretação de AILEN ACOSTA, GISELLE BALADO, LUCILA URQUIOLA e MIRTA WAINGARTEN.

quinta-feira, 22 de março de 2012

O teatro sai às ruas de Porto Alegre

O 4º Festival de Teatro de Rua será realizado de 8 a 17 de Abril, em Porto Alegre. Consolidado como um dos maiores eventos do gênero no Brasil, conta com 150 inscrições de grupos de 15 estados, numa demonstração cultural para a comunidade.

"O teatro de rua é herdeiro da Commedia Dell''Arte, do século XVI, mas hoje é difícil conceber um espetáculo de rua sem que seus artistas dominem as técnicas de interpretação, da dramaturgia dos espaços e diversos elementos, como, por exemplo, a ressignificação dos espaços públicos", afirma o director do evento.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Apresentação pública de Tempestade Indiana

De passagem por Guimarães 2012, e procurando conhecer as histórias de quem a visita, a Footsbarn Travelling Company convida a população para um serão à fogueira, no dia 22 de Março, às 20h00, no Parque Desportivo de Creixomil.

Trata-se da apresentação pública da companhia que estará em residência artística, criando um espectáculo para Guimarães 2012, a estrear no dia 21 de Maio e que será posteriormente apresentado no FITEI, na cidade do Porto, nos dias 28 e 29 de Maio.

terça-feira, 20 de março de 2012

Texto de Brecht em cena na Cidade do México

A companhia mexicana TeatroSinParedes tem em cena no TEATRO BENITO JUÁREZ até ao próximo dia 25 de Março "El que dijo sí / El que dijo no", de Bertolt Brecht.

Com encenação de David Psalmon e Música original e arranjos de Daniel Hidalgo e Alexander Daniels, esta produção conta com a participação de 16 actores e bailarinos.

A companhia TeatroSinParedes foi fundada na Cidade do México em 2001.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Mónica Calle e Rita Só na Casa Conveniente

O Livro de Lob, a partir de uma ideia de Rita Só, é um espectáculo de Mónica Calle e Rita Só, em cena de 19 a 25 de Março de 2012, na Casa Conveniente, em Lisboa.

Mónica Calle recebeu recentemante o Prémio Autores SPA/RTP na categoria “Teatro - Melhor espectáculo” por "A Missão - Recordações de uma revolução".

Interpretação Rita Só
Participação especial Mário Fernandes
Espaço cénico, luz e montagem Mónica Calle

domingo, 18 de março de 2012

A Culturgest volta a apresentar uma criação de Lia Rodrigues

Piracema foi criado em Novembro de 2011 no CENTQUATRE – Paris em co-produção com o Festival d’Automne em Paris, Théâtre Jean Vilar de Vitry-sur-Seine, KING’S FOUNTAIN, Kaaitheater – Bruxelas e Charleroi/Danses, Centre Chorégraphique de la Communauté française de Belgique, por ocasião do festival Europalia.Brasil – Bélgica. Será agora apresentado em Lisboa, na Culturgest, nos dias 21 e 22 de Março.

Direcção artística e coreografia de Lia Rodrigues, criado em colaboração com Amália Lima, Ana Paula Kamozaki, Lidia Larangeira, Calixto Neto, Thais Galliac, Jamil Cardoso, Leonardo Nunes, Gabriele Nascimento, Paula de Paula, Bruna Thimotheo e Francisco Cavalcanti, dramaturgia de Silvia Soter, com a colaboração artística de Guillaume Bernardi.

Nesta nova peça, Lia Rodrigues prossegue o seu trabalho sobre a noção de colectivo e as complexas relações entre o grupo e o indivíduo. Este questionamento era já um elemento chave de Pororoca (que a Culturgest apresentou em Abril de 2010), mas, neste novo projecto com onze intérpretes, a coreógrafa usa como ponto de partida as histórias pessoais, histórias que misturam a vida quotidiana e o sonho, abordando o colectivo do ponto de vista do indivíduo, da sua percepção singular das coisas e dos seus estados corporais singulares.

sábado, 17 de março de 2012

No Sé Si...


A nova criação de Marta Carrasco é uma obra cómica e hipnótica, provocadora e enérgica, onde é acompanhada pelo actor Alberto Velasco. Depois de uma intensa digressão, chega ao Versus Teatre de Barcelona, onde estará em cena entre 23 de Março e 29 de Abril. Um percurso intenso e lúdico pela vida.

Criadora de espectáculos polémicos, Marta Carrasco esteve no Porto, no FITEI, onde apresentou Dies Irae.

'No Se Si...' é a sua última criação.

sexta-feira, 16 de março de 2012

"A VIAGEM", DE FILIPA FRANCISCO

"A Viagem" é uma criação desenvolvida pela coreógrafa e performer Filipa Francisco com grupos de dança tradicional portuguesa e bailarinos de dança contemporânea. Depois de uma primeira fase de investigação com o Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Riachos (Torres Novas), Filipa Francisco esteve um mês e meio em residência na Corredoura – o grupo folclórico desta aldeia de São Torcato, em Guimarães, é o seu companheiro de viagem.
O desejo de trabalhar com grupos de dança tradicional nasceu na Palestina: ”Ao assistir a vários espetáculos em pequenas aldeias da região, apercebi-me que a dança tradicional toca questões tão atuais como entidade, género e liberdade. O ato de dançar para estes jovens de Ramallah era na verdade um grito de liberdade, uma forma de se libertarem das duras memórias da guerra”.
O processo de construção de "A Viagem" estabelece pontes entre "mundos" que não se cruzam nem dialogam com frequência e estimula o público para novas formas de fruição cultural, quer do objeto artístico, quer do património. Promove o encontro entre artistas locais da Cultura Popular e artistas de Arte Contemporânea, com vista à transmissão de saberes e práticas que visam o enriquecimento mútuo, a manutenção das tradições na modernidade e a sua apropriação e reformulação. "A Viagem" continua em cada localidade com novos costumes, tradições, trajes e cantares de cada grupo folclórico.

Direção artística Filipa Francisco
Assistência de direção artística Pietro Romani
Interpretação Antonia Buresi, David Marques, Grupo Folclórico da Corredoura

16 e 17 de Março de 2012, Fábrica ASA, Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura

quinta-feira, 15 de março de 2012

Encontro FITEI, jornada de reflexão e debate

Realiza-se no Sábado, dia 17 de Março, na Sala de Ensaios do Teatro Carlos Alberto um Encontro FITEI, jornada de reflexão e debate sobre o papel do FITEI no actual panorama teatral português, o seu relacionamento com as estruturas portuguesas e internacionais e estratégias de funcionamento face à actual conjuntura.

Participarão neste encontro os corpos gerentes, antigos directores, cooperantes e colaboradores.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Os Juramentos Indiscretos

A coprodução TNSJ e Teatro dos Aloés 'Os Juramentos Indiscretos', de Marivaux, estreou no Teatro Carlos Alberto – Porto, onde estará em cena até 18 de Março.

Conforme as regras do séc. XVIII dois jovens são destinados um ao outro para fazerem um casamento programado pelos pais sem o seu conhecimento e no interesse das respectivas famílias.

Numa atitude de irreverência e revolucionando os costumes da época decidem encontrar-se para declararem a respectiva indisponibilidade para esse casamento.
Nesse encontro porém são surpreendidos pelo estranho sentimento de não aceitação da rejeição proposta pelo outro.

Todo o resto da história é a tentativa da manutenção da fidelidade à palavra dada e a resistência a um amor que se vai impondo à maneira que se vão tentando explicar e supostamente afastar.
Nesta luta entra uma irmã que se põe entre o par amoroso e vai fazendo crescer o ciúme e o sofrimento de amor.
Entram uns criados que defendem os interesses dos amos enquanto defendem os seus.
Resta analisar se as famílias não continuam a controlar e a conduzir os nossos afectos e as sociedades a condicionar as nossas opções.

Encenação José Peixoto com interpretações de Carla Chambel, Adriana Moniz, Carlos Malvarez, Nuno Nunes, Jorge Silva, Sara Cipriano e José Peixoto.

terça-feira, 13 de março de 2012

Peaufine | uma performance de Sónia Baptista

No dia 15 de Março, Encontro com Sónia Baptista, na Sala 6X6 do NEC, no Porto, às 21h30.

Sónia Baptista irá apresentar a performance “Peaufine”, de que é responsável pela direcção artística, textos, co-criação video e música e interpretação

Helena Nogueira-Silva assina a fotografia, a coordenação editorial, a co-criação vídeo e a música.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Donostia acolhe nova edição da dFeria

Começa hoje a 18ª edição de dFERIA Feria de Artes Escénicas de Donostia, que dedicará uma especial atenção ao centenário do Teatro Victoria Eugenia com a realização de uma série de actividades paralelas nos seus espaços.

A programação deste importante certame teatral do País Basco, conta com a participação de Gonçalo Waddington, que apresentará Rosmersholm, de Ibsen, com interpretação dele próprio e de Carla Maciel, Pedro Lacerda, Peter Michael, Flávia Gusmão e João Lagarto.

Cerca de 200 programadores são esperados em Donostia para assistir aos espectáculos das companhias programadas.

domingo, 11 de março de 2012

TMA assinala 150º aniversário do nascimento de Schnitzler com a peça Dança de roda


O Teatro Municipal de Almada assinala os 150 anos do nascimento de Arthur Schnitzler (1862-1931) com a estreia, a 15 de Março, de Dança de Roda, com encenação de Rodrigo Francisco. Trata-se de uma peça polémica, cuja encenação foi proibida pelo próprio autor no final do século XIX - a abordagem das relações sentimentais entre as personagens chocou a sociedade vienense da altura. O espectáculo está em cena, na Sala Principal, até dia 1 de Abril. Paralelamente, no foyer do teatro é apresentada uma exposição biográfica de Schnitzler e Klimt (também nascido em 1862). No dia 31 de Março, em parceria com a Embaixada da Áustria em Lisboa, o TMA organiza um colóquio internacional sobre o autor de Anatol, Dança de roda e A cacatua verde.

Dança de roda traz para o palco a roda-viva das relações instáveis e permissivas entre homens e mulheres, numa frenética dança de casais, com pares que se formam e desfazem de cena para cena, abordando de uma forma surpreendente as teorizações de Freud acerca dos impulsos sexuais e dos jogos de poder. A acção circular desta peça evoca a propagação da sífilis, uma doença sexualmente transmissível que era no final do século XIX um flagelo semelhante ao que é hoje em dia o HIV. A publicação da peça causaria grande controvérsia, tal como a sua primeira representação, em 1920, levando a que, no ano seguinte, um tribunal de Berlim a considerasse ofensiva da moral pública e Schnitzler viesse a proibir a sua apresentação em palcos europeus até à data da sua morte.