quinta-feira, 31 de maio de 2012

Morreu Rosa Maria Cano

Rosa María García Cano, fundadora e directora da Feria de Teatro de Castilla y León que se realiza todos os anos no final de Agosto em Ciudad Rodrigo, faleceu em Salamanca. Era também presidente da Cívitas Animación Teatral, associação promotora de inúmeras actividades culturais em toda a região de Ciudad Rodrigo e Salamanca. A consternação é enorme em toda a região e no mundo do teatro ibérico.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Inversa Teatro prepara viagem à Colômbia

Inversa Teatro, companhia galega, foi seleccionada para participar no Festival Santander a Escena de Bucaramanga, na Colômbia, com a peça Kamouraska. Trata-se do segundo convite à companhia; no ano passado não poderam aceitar por falta de financiamento.

Para realizar a verba necessária à deslocação, Inversa Teatro realiza nos dias 31 de Maio e 3 de Junho, no SalaSon, de Cangas, dois espectáculos onde colocarão à venda artigos de merchandising da companhia.

Na Colômbia, aproveitando a deslocação ao festival, apresentarão a peça Kamouraska em Bucaramanga e ainda no Centro de Cooperación e Desarrollo do Goberno Español em Cartagena de Indias.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Sinfonia Erasmus e Soy La Otra

Em destaque na programação para os primeiros dias do Festival está a produção própria do FITEI para esta edição – “Sinfonia Erasmus” (29 de Maio, Terça, 17h00, Estação de São Bento), realizada com a comunidade de estudantes de Erasmus da cidade e dirigida por Claire Binyon, em estreia absoluta.
O segundo dia do Festival traz-nos ainda a peça “Soy la Outra (La Diva)” (29 de Maio, Terça, 22h00, Teatro Helena Sá e Costa) na qual num só acto, a actriz Alba Sarraute, que é também palhaça, música e acrobata, narra os impulsos que levaram a sua personagem a aspirar uma vida de excentricidade.

Antes do fim-de-semana, duas estreias absolutas: "As Intermitências da Morte", de Itaca Teatro e Quinta Parede, com encenação de José Caldas e "O Doente Imaginário" pela companhia portuense Ensemble, numa encenação de Rogério de Carvalho"

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Labaret 3 - A Morte

O Clown Laboratori Porto está a apresentar o seu novo espectáculo "Labaret 3 - A Morte" no foyer da Fábrica da Rua da Alegria, nº 341.

Esta nova aventura estará em cena todo o mês de Maio até Junho, todas as Quintas, Sextas e Sábados.

domingo, 27 de maio de 2012

S.A.Marionetas – digressão internacional 2012

A companhia S.A.Marionetas – Teatro & Bonecos durante o ano de 2012 celebra o 15º aniversário como estrutura profissional de teatro de marionetas e irá realizar uma digressão internacional com as várias produções que tem em cena passando por 3 continentes e 6 países.

A recente abertura da sede nacional da UNIMA Portugal na cidade de Alcobaça é mais um sinal do apoio dado ao teatro de marionetas pelo Município de Alcobaça, que também apoia esta digressão, colocando o nome de Alcobaça mais uma vez no centro do movimento artístico e cultural deste país.

A digressão começa na China, mais concretamente na cidade de Chengdu com a apresentação do espetáculo “TUBIC”, que desta vez terá a participação do tubista Gil Gonçalves. A companhia estará no Festival Internacional de Marionetas de Chengdu que se realiza integrado no 21º Congresso Mundial da UNIMA -União Internacional da Marioneta, dia 30 de Maio no International Intangible Cultural Heritage Park. Estarão presentes 60 companhias que realizarão 180 espetáculos.

Macau. Inglaterra, Cazaquistão e Eslováquia estão também no roteiro desta digressão.

sábado, 26 de maio de 2012

Indian Tempest (Tempestade Indiana) na abertura do FITEI 2012

Inspirado na “Tempestade”, de William Shakespeare, este espectáculo foi criado em três meses de residência artística em Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura. A companhia itinerante saiu da sua sede em França e montou a tenda no Parque Desportivo de Creixomil, onde desenvolveu um trabalho de interacção com a comunidade.

O grupo, que se recusa a ter “estrelas”, aposta na improvisação dos actores sobre o texto como principal método de trabalho. Os próprios explicam: “Quem dirige a peça é a própria peça. O trabalho do actor é dar vida à história e oferece-la ao público”.

A história é contada em inglês, francês, sânscrito e malavalam (língua oficial do Kerala, estado indiano). Dias 28 de Maio (21h30) e 29 de Maio (19h00), no Mosteiro S. Bento da Victória.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

ANATOL - Nova produção TRUTA

O ciclo Anatol (1893), é uma peça composta por sete peças de um acto (episódios), faz uma crítica social, tomando por referência as relações íntimas do homem e da mulher. Anatol é um solteirão solitário, sem família, sem profissão, sem idade, sem ocupação, desiludido e decadente que busca a sua afirmação pessoal no amor e que sacrifica a dignidade da mulher ao procurar impôr as suas leis - mas sai vencido e humilhado. E não podia ser de outro modo. A mulher não é o elemento passivo, um simples objecto de prazer, vítima dos caprichos e da obsessão doentia de Anatol, marcado pelo ciúme; ele próprio acaba por ser a única vítima das suas obsessões - de facto ele foi o usado, sempre que recusou o amor da mulher emancipada. A sexualidade conhece uma nova moral, expressa na igualdade de direitos do homem e da mulher. Anatol é a primeira criação consequente duma nova forma de aprender a realidade, sempre mutável, inconstante, tal como são inconstantes os estímulos que vêm do mundo exterior. “As suas relações para com o mundo não resultam propriamente da reflexão, elas são exclusivamente transmitidas pelos sentidos. Há em Anatol uma capacidade de sentir e experimentar pelos sentidos. A realidade é em primeiro lugar compreendida como uma sequência de estímulos sensoriais e não como o lugar de decisões e de actuações próprias”.

Autor Arthur Schnitzler | Direcção artística de Tónan Quito

Interpretação Joana Bárcia, Miguel Borges, Mónica Garnel, Sérgio Praia e Sofia Marques

PEQUENO AUDITÓRIO DO CENTRO CULTURAL DE BELÉM | de 24 a 27 de Maio


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Extensões e paralelas

Esta edição do FITEI conta com várias extensões de norte a sul do País. Felgueiras, Faro, Viseu e Guarda acolhem a peça “Farfalle”. Em parceria com o Festival Imaginarius, no dia 27 de Maio a peça “Girafes” dos espanhóies Xirriquiteula Teatre será apresentada em Santa Maria da Feira. Integrado no Ciclo São Palco, projecto que conta com a parceria do FITEI, os brasileiros da Companhia São Jorge de Variedades apresentam “Quem não sabe mais quem é, o que é e onde está, precisa se mexer”, a 29 de Maio no Teatrão - Oficina Municipal do Teatro, em Coimbra.

Como tem sido habitual, o FITEI apresenta um conjunto de actividades paralelas em complemento à programação de espectáculos. A 27 de Maio (Domingo), inauguram as exposições “Processo Criativo – Pacífica” (11h00, Fnac Santa Catarina) e “Atrás da Farsa”, de Susana Neves (16h00, Centro Português de Fotografia) [Foto]. Ainda no dia 27 (18h30, Auditório de Miragaia), é apresentado o filme “E não se Pode Exterminá-lo?”, de Solveig Nordlund e Jorge Silva Melo, integrado no ciclo de cinema “O Caso Solveig Nordlund na Cornucópia” que se prolonga para além do Festival. A 31 de Maio (19h30, Teatro Helena Sá e Costa), o autor Lautaro Vilo vai estar presente no FITEI para uma conversa sobre a peça “Um Acto de Comunhão”. As Instalações da UNICEPE acolhem a 31 de Maio (22h00), a palestra “El arte de esquivar la censura y la represión: Teatro y dictaduras del Cono de América del Sur”, orientada pelo chileno Mario Rojas, sobre o impacto da censura e da repressão nas artes cénicas na Argentina, Chile e Uruguai durante as ditaduras militares da segunda metade do século XX. Por último, a 1 de Junho (18h30, Fnac de Santa Catarina) é apresentado o livro “José Caldas – 40 anos de Teatro: Por um Teatro Popular a Partir da Infância”. O livro, apresentado por Alberto Serra, percorre as quatro décadas de carreira de José Caldas.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Prólogo | Dia FITEI em Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura

A 26 de Maio, o FITEI passa um dia na Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura com a apresentação de três espectáculos, duas animações de rua vindas de Espanha e um espectáculo de espírito rebelde e comprometido proposto pela companhia paulista São Jorge de Variedades. O dia começa com os espanhóis Kinoa que vão transformar a rua numa “box” de Fórmula 1 de um qualquer autódromo imaginado. Os Xirriquiteula Teatre, de Espanha, apresentam uma ocupação de rua com “Girafes”. A terminar este Prólogo do FITEI em Guimarães 2012, a companhia São Jorge de Variedades, Brasil, leva ao palco do Espaço Oficina “Quem não sabe mais quem é, o que é e onde está, precisa se mexer”. Nesta proposta, três actores, que agem como cómicos e lúcidos revolucionários, ocupam, primeiro, a rua, chamando os espectadores para o espaço íntimo da apresentação.

Mais informações em

e
http://www.guimaraes2012.pt/index.php?cat=191&item=39832

terça-feira, 22 de maio de 2012

Teatro Corsário volta a Calderón de la Barca



A companhia Teatro Corsario completa em 2012 trinta anos de actividade teatral e comemora o facto levando à cena um texto que consideram essencial. Ao longo da sua trajectória, montaram, com direcção de Fernando Urdiales, uma vintena de obras de autores como Lope de Vega, Tirso de Molina, Shakespeare, Sófocles, entre outros, e um autor especialmente querido: Calderón de la Barca.

Teatro Corsario volta a Calderón com a encenação de EL MÉDICO DE SU HONRA, numa versão de Jesús Peña, que também assina a encenação.

Em 12 de Maio estreou EL MÉDICO DE SU HONRA com grande êxito. Proximamente a companhia apresentará a peça nos festivais de Alcalá de Henares, Olmedo, Almagro, Niebla e Guayaquil (Equador).

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Abriu a Loja FITEI 2012

©Susana_Neves

Em 2012, o FITEI ocupa temporariamente o nº 64 da Rua Cândido dos Reis para instalar a loja do Festival. O espaço, que está aberto de 21 de Maio a 3 de Junho (Domingo a Quarta – das 12h30 às 20h00 e Quinta, Sexta e Sábado – das 12h30 às 24h00), possibilita a compra de bilhetes e a aquisição em exclusivo da assinatura FITEI que por 30 € permite o acesso a 6 espectáculos à escolha.


domingo, 20 de maio de 2012

27 Ossos estreia em Paris

A coreógrafa Tânia Carvalho apresenta-se este domingo em Paris com 27 Ossos, uma estreia mundial nos Rencontres Chóregraphiques Internationales Seine Saint-Denis, a mais importante plataforma de dança francesa. Em Portugal só em Novembro. O futuro da coreógrafa decide-se, cada vez mais, lá fora.

27 Ossos tem estreia mundial em Paris e, depois, apresentar-se-á em Berlim, no Verão. A Portugal só chega em Novembro, ao Teatro Viriato, que é co-produtor e onde a peça esteve em residência nos meses de Abril e Maio (também em Montemor-o-Novo e em Alcanena). Não teria sido possível de outra forma. A estrutura de produção Bomba Suicida, dirigida por Tânia Carvalho, é uma das mais afectadas pelos cortes de 38% nos apoios da direcção-geral das artes. Os artistas deixaram o estúdio que tinham no Bairro Alto, dispensaram elementos da equipa, e, apesar de venderem alguns espectáculos, a balança orçamental não permite acompanhar o salto que representou, em termos de visibilidade, a presença nos festivais internacionais do ano passado.

- a partir de Tiago Bartolomeu Costa, no Público.

sábado, 19 de maio de 2012

São Palco em Coimbra

Coimbra vai receber diversos espectáculos brasileiros na Mostra São Palco, que conta com a parceria do FITEI. Organizada pelo Teatrão, a mostra irá apresentar cinco espectáculos, num programa dedicado em exclusivo ao teatro produzido em São Paulo.

É uma das capitais teatrais de língua portuguesa. São Paulo tem actualmente mais de oitocentas estreias teatrais por ano, entre musicais, comédias, teatro de rua, teatro comunitário e teatro de grupo. Os artistas de teatro criam espectáculos que bebem influências na história e cultura locais, na tradição teatral do país e na produção internacional. Desde o final dos anos noventa que o teatro de grupo, em especial, se afirma diariamente como um dos movimentos mais ricos e multifacetados da criação artística contemporânea de São Paulo, cruzando o que se faz nas outras artes com as mais diversas escolas teatrais e juntando a isto um empenho singular no debate público sobre os destinos do Brasil. Estes grupos têm maneiras muito diferentes de relacionar o teatro com a política, por um lado, e com a vida, por outro, mas é na tentativa de perceber essa relação que as suas obras artísticas se originam. Talvez por virem da América, onde o passado não devastou tudo e o futuro ainda não chegou, tenham a esperança suficiente para se atreverem a relacionar a arte com o dia a dia criando espetáculos realmente novos.

Estes espectáculos têm origem em métodos muito diversos, que vão da improvisação coletiva à adaptação de textos narrativos, da montagem de textos dramáticos à escrita que privilegia a fragmentação e a coralidade. Nestas duas décadas uma mão cheia de autores e encenadores de São Paulo tentou documentar e retratar a cidade, repensar os modos de produção no contexto urbano, actuar no espaço público e em espaços não-convencionais. Estes artistas criaram espetáculos não apenas sobre a cidade mas também para intervir na cidade, tentando impor a arte teatral como experiência do real num mundo em que predominam as narrativas reais e fictícias dos media industriais.

QUEM NÃO SABE MAIS QUEM É, O QUE É E ONDE ESTÁ PRECISA SE MEXER
Prémio Shell 2009
a partir da obra de Heiner Müller
Direcção de Georgette Fadel
Companhia São Jorge de Variedades
OMT
Sala Grande
29 de maio
terça
21h30
M16
Duração: 90min.

MIRE VEJA
Prémio Shell 2003
Prémio APCA 2003
Direcção e dramaturgia de Pedro Pires e Zernesto Pessoa
Companhia do Feijão
OMT
Sala Grande
31 de maio
quinta
21h30
M16
Duração: 65min.

LUIS ANTONIO-GABRIELA
Prémio Shell 2011
Prémio APCA 2011
Prémio CPT 2011
Direcção de Nelson Baskerville
Companhia Mungunzá de Teatro
OMT
Sala Grande
3 de junho
domingo
21h30
M16
Duração: 90min.

HYGIENE
Prémio Qualidade Brasil 2005
Direção de Luiz Fernando Marques
Grupo XIX de Teatro
Largo da Sé Velha
7 de junho
quinta
20h
M14
Duração: 80min.

ÓPERA DOS VIVOS
Direção e Dramaturgia de Sérgio Carvalho
Companhia do Latão
TAGV
8 de junho
sexta
21h30
M16
Duração: 4 horas

sexta-feira, 18 de maio de 2012

15 e 16 de Junho | Ponte de Sor | Nova produção do Teatro da Terra

O Teatro da Terra propõe para o verão de 2012 a sua maior produção da temporada com a peça CHÃO DE ÁGUA de João Monge.

O desafio lançado ao escritor e letrista entrelaça as vivências do povo alentejano no afogamento de territórios ancestrais, com a tragédia de um outro povo: o de Troia e de AS TROIANAS de Eurípides. Este clássico da tragédia grega serve de matriz ao paralelismo entre o desenraizamento provocado pela deslocalização compulsiva das populações dos seus territórios - a pretexto da construção de barragens e de um questionável desenvolvimento económico, o nosso cavalo de Tróia, esquecido do impacto social de tais empreendimentos – e a solidão revoltada das mulheres troianas quando a guerra lhes rouba os seus homens. A abordagem que propomos centra-se no teatro épico, onde as intervenções do coro - em Cante Alentejano com letras originais e interpretado por mulheres - pontuam a narrativa como um transmissor referencial e metafórico, exultando o espectador a desenvolver uma consciência social interventiva, na medida em que os valores que regem o mundo podem e devem ser modificados. O enredo desenvolve-se sem obedecer a um encadeamento linear cronológico das cenas, misturando presente e passado, deixando claro que aquilo é teatro e não a realidade propiciando ao espectador o conforto do distanciamento analítico. Um dos grandes textos da literatura da Antiguidade Clássica, AS TROIANAS, fala-nos da impotência humana, tendo por fundo a incendiada cidade de Tróia. O enredo começa com as mulheres escravizadas esperando para embarcar nos navios que levam os guerreiros gregos de volta para suas casas, depois do massacre generalizado dos troianos. João Monge pega neste dilacerante drama grego e transporta-o para os nossos dias criando uma analogia revitalizante de exaltação da saudade pela voz das alentejanas no seu êxodo forçado.

“ … Eu que fui arrancada à casa como um animal que sorte será a minha?... … As casas ainda respiram, que eu bem vejo As ruas ainda respiram que eu bem vejo O templo ainda respira, que eu bem vejo Os nossos antepassados ainda respiram que eu bem vejo, que eu bem vejo Ou finjo que vejo…ou finjo que vejo Não há luto que cubra tanta dor…” Chão de Água, João Monge

CHÃO DE ÁGUA é uma grande parábola sobre a vida e a morte, uma epopeia dedicada ao povo alentejano, mesclada com referências da vida contemporânea de fácil reconhecimento, numa composição teatral dramaturgicamente expressiva, com o intuito de potenciar uma visão critica abrangente.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Peça teatral conta a história de ADONIRAN BARBOSA

Espetáculo musical, teatral e performático, baseado na vida e obra do grande poeta, músico, compositor e actor ADONIRAN BARBOSA,'Aguenta a mão, João!' está em cartaz até ao dia 01 de Julho de 2012 no Teatro STUDIO 184, de São Paulo.

A história de ADONIRAN BARBOSA, que desde a adolescência conviveu com os acontecimentos, evolução transformação da cidade de São Paulo. E do homem que criou o mito Adoniran Barbosa, João Rubinato. Um artista que sempre lutou para adquirir um lugar ao sol e ser compreendido pelo seu tempo. São casos, anedotas que o Personagem conta sobre sua vida, sua relação com os seus companheiros de “maloca”, a vida passada, presente, futura. O início da carreira como calouro de rádio. As histórias da boemia e das canções - como compôs, quem gravou, o que se sucedeu - numa linguagem simples, directa, humorada, como ele mesmo, numa estética e linguagem que fala directo ao espectador interagindo com ele, tornando-o activo e participativo.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Texto de Alejandro Ricaño na cena de Buenos Aires

RIÑON DE CERDO PARA EL DESCONSUELO, de Alejandro Ricaño, com interpretação de Claudio Martínez Bel e Teresita Galimany, cenário de Fernando Díaz e música de Osvaldo Aguilar, estreia no próximo dia 2 de Junho de 2012, no CELCIT de Buenos Aires.

A encenação é de Carlos Ianni.

'Samuel Beckett se mudó a París en 1929. Cuenta James Knowlson, autor de su biografía más completa ("Condenado a la fama"), que allí se reunió con otro irlandés, protagonista fundamental también de la literatura del siglo XX: James Joyce. El encuentro suscitó una anécdota un tanto curiosa y ridícula: Lucía, la hija de Joyce, se enamoró del discípulo de su padre, Beckett, pero éste la rechazó por ser bizca. Esta anécdota tal vez banal pero que sin duda humaniza a estos dos grandes hombres, es el punto de partida para contar la historia de Gustave y Marie, dos personajes que no logramos saber con claridad si son reales o ficticios, si formaron parte de la Historia o son sólo parte de una ficción y que, según alega su relato, ayudaron a Beckett a escribir una de sus obras más conocidas. El espectáculo rinde varios homenajes: a Beckett, recorriendo fielmente hechos relevantes de su trabajo y de su vida; a su mentor y amigo Joyce, a través de sucesos de su monumental "Ulises"; al amor incondicional, en la figura de Marie y al artista malogrado, al artista anónimo, que da todo de sí por un bien mayor, en la de Gustave. Y sobre todo, es un tributo al amor que, trascendiendo lo personal, se convierte en grande. Un amor que se entrega a la esperanza, ofrendándose al incierto futuro'.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Joclécio Azevedo - artista residente da Circular

O projecto Artista Residente criado pela Circular Festival de Artes Performativas, de Vila do Conde, consiste em explorar uma relação de proximidade e colaboração com um criador. Durante 2012/13 Joclécio Azevedo é o artista convidado.

Este projecto da Circular representa uma oportunidade de repensar possibilidades de parceria entre artistas e estruturas numa perspectiva de maior estabilidade, criando processos de diálogo que possam enriquecer mutuamente práticas de trabalho e criar novos horizontes de colaboração.

Este período de residência, assumido como um trabalho em progresso e sem objectivos demasiado fixos, permite o desenvolvimento de uma relação de cumplicidade que deverá vir a reflectir-se em algumas das interacções práticas e cruzamento de percursos, permitindo também o intercâmbio de olhares sobre o contexto local.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Sinfonia Erasmus

Espaço icónico da cidade, a Estação de Comboios de S. Bento é o cenário ideal para se orquestrar esta “Sinfonia Erasmus”, que aborda o tema da viagem, do confronto com o desconhecido. Os estudantes estrangeiros que escolheram o Porto como cidade de permanência temporária dão corpo a esta proposta que cruza diversas linguagens performativas.

Dividida em cinco andamentos, a peça explora o universo da mobilidade nos dias de hoje, numa Europa sem fronteiras mas heterogénea. Explora a questão: “porque é que saímos de uma zona de conforto para viajar, viver e estudar num país diferente?”; irá perguntar: “o que trazes contigo?”, “do que é que tens saudades?”, “o que é que partilhas?”, usando uma performance física que incorpora técnicas de teatro, coreografia/movimento e manipulação de objectos.

A performance é, então, uma sinfonia de corpos colaborando com a música e com os elementos multimédia que serão desenhados com o material desenvolvido pelo grupo ao longo do processo de trabalho, celebrando a pesquisa e a descoberta.

Concepção de Mário Moutinho / Produção FITEI
Direcção artística: Claire Binyon

Criação colectiva coordenada por: Rodrigo Malvar, Vasco Gomes, Henrique Fernandes, António Pires e Inês Mariana Moitas.

Data e Local de Estreia: 29 de Maio de 2012 / 17h00 / Estação de São Bento / FITEI 2012


domingo, 13 de maio de 2012

O cerco de Leninegrado

“O CERCO DE LENINEGRADO” está em cena de 17 a 27 de Maio no Espaço Fontenova, Setúbal. Criação baseada no olhar, na acção e nas memórias de duas mulheres que vivem encerradas num velho teatro, lutando e nunca se rendendo, contra a sua demolição anunciada. “Teatro” como metáfora para tudo o que se desmorona e que tem o fim anunciado por imposições tecnocratas e economicistas.

Texto: José Sanchis Sinisterra
Encenação, Dramaturgia e Desenho de Luz: José Maria Dias
Interpretação: Graziela Dias e Sara Costa

sábado, 12 de maio de 2012

Pilar Villanueva em Madrid

A SALA TRÍAGULO (Madrid) apresenta o último trabalho da coreógrafa Pilar Villanueva.

El arte es experiencia o no es. Es algo interior (algo que sucede interiormente pero que con-mueve) a alguien que entonces y por eso mismo,
ya no puede ser llamado espectador/espectadora

A coreógrafa Pilar Villanueva estará no palco da sala madrilena com a sua criação Contrastes com a sua companhia LAN1 nos dias 24 e 31 de Maio, um espectáculo de dança, teatro… onde o espectador passa a ser o protagonista.

Contrastes é primeira produção de formato médio da companhia, um espectáculo que através de três peças independentes, mostra la flexibilidade criativa e artística da dança contemporânea para contar historias e transmitir sentimentos.

http://www.teatrotriangulo.com/