domingo, 9 de dezembro de 2012

O grande salão, de 19 dez - 5 jan (qua a sáb) 23h30 São Luiz Teatro Municipal

O Grande Salão é um espectáculo-cabaret com direcção de Martim Pedroso e dramaturgia de Martim Pedroso e Nelson Guerreiro, construído com base no Facebook. Servindo-se de diversos comentários, diálogos e signos expressivos, é festivo, descartável e fugaz, mas também um espaço de reflexão, de purga e lamentação. É um sítio confortável, onde todos entram sem bater à porta. Quem não entra é porque quer ficar de fora. Um objecto poético e político que se serve da banalidade para construir um discurso sobre este espectáculo que é o mundo.
Interpretação de Catarina Guerreiro, Elmano Sancho, Hugo Bettencourt, Inês Rosado, Íris Cayatte, João Villas-Boas, Juana Pereira da Silva, Manuel Sá Pessoa, Maria Ana Filipe, Marina Albuquerque, Martim Pedroso, Miguel Damião, Nelson Guerreiro, Paula Só, Paulo Duarte Ribeiro, Sandra Simões, Statt Miller, Tânia Leonardo Colaboração na criação Flávia Gusmão e Sofia Ferrão

sábado, 8 de dezembro de 2012

Pedro Lamares leva O Fraseador para o Teatro do Bolhão

O Fraseador estreou em Março de 2011 no Teatro do Campo Alegre, com sete apresentações. Depois voltou lá em Fevereiro de 2012, com outras tantas. Seguiu para o CCB, em Março e, recentemente, para a Casa das Artes de Felgueiras. Agora vai voltar à cena, no Teatro do Bolhão, no Porto. São só dois fins de semana.

O Fraseador é um espectáculo de Pedro Lamares, direccionado para crianças e jovens (maiores de 6 anos) que visa estimular e promover a poesia, aproximar a escola do teatro, formar novos públicos e sensibilizar para a leitura, sempre mantendo implícita a valorização e promoção da identidade, dos autores, da cultura portuguesa. Incidindo sobre textos e autores emblemáticos do universo poético da língua portuguesa (recomendados pelo Plano Nacional de Leitura/ Ler +), esta é uma viagem pela palavra, um percurso que deseja estimular no público infanto-juvenil o interesse e o amor pela leitura, mas adequado a todos aqueles que amam a palavra, escrita, dita, teatralizada. É pela mão do actor/encenador que celebramos a vida prodigiosa da palavra, o seu gesto incarnado, a sua vivência para lá da folha de papel. Essa vontade de colocar o livro no teatro ou de teatralizar o livro transporta-nos para um espaço de pura magia em que o universo poético de vários autores portugueses de referência, entre os quais Fernando Pessoa, João Paulo Seara Cardoso, Álvaro Magalhães, Manuel António Pina, valter hugo mãe e António Torrado…, ganham uma outra realidade, transmutam-se num palco e num cenário visualmente encantatório cuja melhor metáfora é a de uma “chuva de livros”.

Sábados 8 e 15 de Dezembro - 16h e 21h30. Domingos 9 e 16 de Dezembro - 16h. (Vai haver sessões para escolas de 11 a 14 de Dezembro)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

“Agatha” de Marguerite Duras

“Agatha” de Marguerite Duras é a nova produção da companhia portuense ASSéDIO, em cena no seu espaço, agora inaugurado como sala de espectáculos, em Miragaia, no centro histórico do Porto. Com tradução de Alexandra Moreira da Silva, encenação de Rosa Quiroga, espaço e figurinos de Sissa Afonso, luz de Nuno Meira, sonoplastia de Francisco Leal e interpretação de Constança Carvalho Homem e Pedro Frias, a peça pode ser vista até ao próximo dia 16 de Dezembro.

Uma casa à beira-mar. Um homem e uma mulher. Uma luz de inverno. É neste cenário profundamente durasiano que a viagem ao passado destas duas personagens se inicia. Ao fundo, o espectro de uma separação anunciada. O recurso à memória convoca um tempo interior repleto de silêncios, de ausências, de palavras e vozes desfeitas. Trata-se de contar a história a dois. O amor e a sua evidente impossibilidade. Contudo, o desejo suspenso, ameaçador, contraria a ambiguidade do discurso. Perdidos e simultaneamente expostos, dois corpos em ruínas seguram o passado através de múltiplos movimentos interiores e íntimos, evocam o futuro incerto, exorcizam o presente – essa perda indizível da plenitude original. Trata-se de contar a história a dois. E talvez a ausência dessa história. Como sempre, em Duras, “aparentemente, não se diz nada, a não ser o nada que existe em todas as palavras”.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Casas Pardas

Com interpretação de Anabela Teixeira, Carmen Santos, Catarina Lacerda, Emília Silvestre, Joana Carvalho, João Castro, Jorge Mota, Leonor Salgueiro, Paulo Freixinho, Paulo Moura Lopes e Rute Miranda, o Teatro Nacional S. João estreia neste dia 6 de Dezembro a sua nova produção, 'Casas Pardas'. encenação de Nuno Carinhas a partir do texto de Maria Velho da Costa, com adaptação de Luísa Costa Gomes. "Há uma citação de Gil Vicente gravada na porta de entrada de Casas Pardas (1977), a sinalizar uma inconsciente passagem de testemunho nos projetos encenados por Nuno Carinhas em 2012: da Alma de Mestre Gil para as Casas Pardas de Maria Velho da Costa, romancista que escreve sabendo que a poesia e o teatro existem. Antes de ser um romance-em-cena, Casas Pardas já tinha fingimentos de texto dramático, por via das suas muito brincadas reminiscências de várias vozes a várias vozes, que Luísa Costa Gomes escutou e adaptou. Diálogos acesos entre oficiantes do mesmo ofício, portanto. Casas Pardas cartografa Lisboa no final dos anos sessenta, em plena agonia do regime salazarista: crise política e social, rumores das guerras coloniais e dos tumultos estudantis. O Portugal pardacento à espera do terramoto que virá em 1974, enquanto se escreve o caos afetivo em comunidade, por dentro das casas do amor e desamor de Elisa, Mary, Elvira e companhia. Mas Casas Pardas é acima de tudo a casa da língua portuguesa e dos seus vários linguajares, aqui em jubiloso processo de miscigenação com outras falas do mundo. Em “crioulo galáctico”, a psicopátria diz de si e dos outros, agora num palco perto de nós."

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Faleceu encenador Joaquim Benite, director do Festival de Almada


Joaquim Benite, encenador, director do Teatro Municipal de Almada/Companhia de Teatro de Almada e do Festival de Almada, morreu esta madrugada, aos 69 anos, na sequência de uma pneumonia. “O país perde um dos seus mais prestigiados encenadores, ligado ao movimento de renovação do teatro português no período que antecedeu e se seguiu à revolução de 1974”, afirma a companhia em comunicado.
Benite encenou mais de cem obras do reportório internacional e português. Em 1984, criou o Festival de Almada, certame internacional que se tornou um dos mais importantes do país. Escreveu textos para teatro e ensaios e leccionou vários cursos de teatro. Dirigiu até à data a revista de teatro «Cadernos» e a colecção de «Textos d' Almada».
Das várias distinções que recebeu ao longo da sua vida, contam-se o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, de Comendador da Ordem de Mérito Civil de Espanha, e de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras de França. Obteve a Medalha de Honra da Cidade da Amadora, a Medalha de Ouro da Cidade de Almada e a Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O FITEI participa no Congresso Ibero-americano de Produtores Cénicos

No Congresso Ibero-americano de Produtores Cénicos, que hoje se iniciou em Valladolid, contará com uma intervenção do director artístico do FITEI, cuja sinopse é aqui divulgada:

Os anos recentes do Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI) têm sido caracterizados por uma aproximação da sua programação à contemporaneidade teatral e performativa, traduzida num intercâmbio artístico constante com criadores, produtores e organizações culturais de Portugal e Espanha e também do universo dos PALOPS e da América Latina. Esta nova linha programática tem tido um impacto renovador nos públicos do Festival, revelando ao mesmo tempo uma nova forma e modo de organização do trabalho de produção do FITEI. Com uma história de 36 anos de existência ininterrupta, o FITEI foi progressivamente abandonando a forma tradicional de produção e, a partir de 2005, inicia um novo ciclo centrado numa jovem equipa profissional, tendo em vista a nova linguagem de comunicação, condizente com a renovada programação e o novo público.

As recentes alterações de financiamento impostas pela actual crise económica que atravessa os países europeus, com forte incidência em Portugal, têm imposto novos desafios ao Festival, fundamentalmente, em dois níveis distintos: no acesso aos programas de financiamento europeus e no papel de cooperação com as economias emergentes através da cultura, nomeadamente com países como o Brasil ou Angola. Um dos aspectos centrais que urge debater é a extrema complexidade dos concursos a fundos europeus, a extensa rede de parecerias exigida e o elevado montante necessário em verbas locais, que, na maioria das vezes, impossibilitam as candidaturas às estruturas da dimensão do FITEI.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Cendrev cancela espectáculos dos Bonecos de Santo Aleixo

Em comunicado o Cendrev infoma do cancelamento dos espectáculos dos Bonecos de Santo Aleixo: "Já vão longe os tempos em que, no Alentejo, o teatro dos títeres era uma das poucas diversões das gentes destes lugares, mas a verdade é que os “pícaros” e “atrevidos” bonecos não perderam o brilho e continuam a encantar o público na aldeia de Santo Aleixo que lhes deu o nome, nesses lugares do Alentejo perdido, onde a memória destas “figuras de pau” continua a alimentar conversas, mas também em muitos cantos do mundo onde a magia do espectáculo parece até fazer esquecer a barreira da própria língua. Quem nos havia de dizer que hoje nos iríamos deparar com a impossibilidade de apresentar os Bonecos de Santo Aleixo. Mas assim vai ser, o Cendrev não tem condições de assegurar os salários aos seus trabalhadores devido aos brutais cortes nos apoios à cultura por parte do Governo e da Câmara Municipal, situação para a qual concorre também a dívida acumulada pela autarquia que atinge, para além do Cendrev, a maioria dos agentes culturais do concelho. Os trabalhadores do teatro têm necessidades e obrigações exactamente iguais a qualquer outro cidadão, a solução para que nos estão a empurrar é profundamente injusta e completamente implacável, obrigando ao recurso à suspensão para poder usufruir do subsídio de desemprego, ficando, desta forma, os trabalhadores impedidos de participar na realização dos espectáculos. Assim, as apresentações dos Bonecos de Santo Aleixo, previstas para o Teatro Garcia de Resende de 11 a 16 de Dezembro não vão acontecer, situação que lamentamos profundamente uma vez que o que se está a pôr em causa é o direito à criação artística e à fruição cultural. Embora o que se anuncie para o sector da cultura traga ainda maiores restrições às práticas artísticas, será a nossa capacidade de resistência que irá determinar o futuro do nosso projecto cultural. Nós, como muitas outras estruturas artísticas, tudo faremos para cumprir a indispensável função de serviço público que determina a nossa intervenção. O que falta mesmo é o Estado assumir as suas responsabilidades."

domingo, 2 de dezembro de 2012

Luz Verde, em Buenos Aires

Protagonizada por Leonora Balcarce, a peça teatral Luz Verde, integrada no Proyecto 34° está a ser apresentada no Teatro El Cubo, de Buenos Aires. O Proyecto 34°S, é uma iniciativa que promove intercâmbios artísticos entre a Argentina e a África do Sul. O tema da peça decorre nas seis semanas que antecederam as segundas eleições democráticas multirraciais que tiveram lugar na África do Sul em 1999. Neste contexto, a assistente pessoal branca de um ministro de gabinete, de raça negra, acusa-o de violação. Pela gravidade da situação, o partido designa uma delegação para convencer a assistente a não apresentar queixa e a acção do texto, escrito de forma cinematográfica, desenvolve-se em torno do que poderão ser as decisões da protagonista.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Mala Voadora no Festival de Rennes

A Companhia Mala Voadora com o seu espectáculo "Casa e Jardim", com direcção de Jorge Andrade, assistência de Cláudia Gaiolas, texto de Chris Thorpe e interpretação de Ana Lúcia Palminha, Anabela Almeida, Carla Bolito, Crista Alfaiate, Joana Bárcia, Maria Ana Filipe, Mónica Garnel e Tânia Alves, participa no Festival Mettre en Scène de Rennes, França, de 21 a 23 de Novembro. Oito mulheres, numa festa, movimentam-se entre o interior e o exterior de uma casa. Entre a casa e o jardim. Casa e jardim são duas peças representadas em simultâneo pelas mesmas actrizes, a desempenharem os mesmos papéis, em dois palcos diferentes. O público vê primeiro uma e depois a outra. Casa e jardim estão apenas à distancia de uma parede, tal como os dois lados de uma muralha. Partindo de uma ideia de Alan Ayckbourn, os dois textos foram escritos para a Mala Voadora por Chris Thorpe.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Curso de Gestão de Projectos e Organizaçõ​es Culturais no Porto

A Cultideias organiza no Porto mais um curso de Gestão de Projectos e Organizaçõ​es Culturais, na sequência de um conjunto de acções de formação desta área que tem desenvolvido por todo o país. Este curso intensivo visa proporcionar aos participantes as ferramentas e metodologias fundamentais da Gestão de Projectos no contexto específico da Cultura. Por outro lado e considerando que o financiamento das organizações, projectos e actividades é hoje uma das questões críticas das organizações culturais, pretende-se dotar os formandos com instrumentos que lhes permitam implementar estratégias de angariação de apoios e patrocínios, de forma a cofinanciarem as suas actividades. A realizar nos dias 5, 6, 7 e 13, 14, 15 de Dezembro, com orientação de Vitor Martelo.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

VOADORA • Happy End

Tudo está bem quando acaba bem, mas às vezes pelo caminho que mal se passa. Happy End é uma micro-comédia romântico-musical ao estilo da companhia galega Voadora. Com Marta Pazos, Hugo Torres e Jose Díaz. Uma pequena peça idealizada para um espaço pequeno. Um pequeno conto sobre o amor. Depois da estreia em 15 de Novembro e de uma curta carreira, volta a estar em cena nos dias 28, 29 e 30 de Novembro, na Sala Regadeira de Aldeia, em Santiago de Compostela.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

'La decorosa vida de los Stuart' em Madrid

Os membros da família Stuart vivem o seu momento de glória; pai, Patrick, é um importante homem de negócios; sua mulher, Caroline, uma considerada estilista, e a filha, uma prometedora universitária; a vida é bela para os triunfadores, mas algo pode fazer que mude a direcção do vento. Este é o ambiente de 'La decorosa vida de los Stuart', em cena no Teatro Lagrada, de Madrid, até 2 de Dezembro, obra de José Alberto Maestro com interpretações de Samuel Señas, Mónica Caballero, Carlos Jiménez-Alfaro, Irene Santos e Manuel de la Fuente. A encenação é de Lidio Sánchez Caro. 'La decorosa vida de los Stuart' mostra, em registo de humor e tom de farsa, uma crítica a um sistema capitalista que devora o ser humano e que anula qualquer princípio ético.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Espectáculo brasileiro na Escola da Noite

A Escola da Noite recebe em Coimbra, a 7 e 8 de Dezembro, o espectáculo “12 homens e uma sentença”, de Reginald Rose, um dos mais aclamados espectáculos de teatro do Brasil dos últimos anos, que se mantém em cena desde 2010. Com encenação de Eduardo Tolentino (director do Grupo TAPA, de São Paulo), “12 homens e uma sentença” ganhou em 2010 o Prémio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) para melhor espectáculo do ano e foi nomeado para duas categorias do Prémio Shell (melhor encenador e melhor actor). Desde então, conta com mais de 300 apresentações e mais de 100 mil espectadores. Chega agora a Portugal, numa digressão que inclui Lisboa (por iniciativa do Ano do Brasil em Portugal) e as cidades de Coimbra, Braga e Évora, numa parceria entre a Cena Lusófona e a rede Culturbe.

Originalmente escrita para teatro televisivo, a peça viria a ficar famosa pela sua adaptação ao cinema no filme “Doze homens em fúria” (“12 angry men”), realizado em 1957 por Sidney Lumet, com Henry Fonda como actor e produtor. Numa sala fechada, doze jurados devem decidir se condenam ou não à morte na cadeira eléctrica um jovem acusado de assassinar o pai. Desenvolve-se a partir daí um surpreendente e fascinante exercício de argumentação e de conflito entre os 12 homens. O que parecia uma decisão fácil e rápida de tomar, com a unanimidade garantida, torna-se afinal bem mais complexo, a partir do momento em que um dos jurados questiona o senso comum e começa a levantar dúvidas. Ao mesmo tempo, vão sendo expostos os preconceitos de cada um dos jurados e a fragilidade das certezas absolutas na base das quais são tantas vezes tomadas decisões, na justiça como na política. É um espectáculo “contra a burrice da unanimidade”, que mostra como “as dúvidas razoáveis são bem mais interessantes dos que as verdades aparentes”, afirma o encenador.

domingo, 25 de novembro de 2012

Ivan I Els Gossos, no Lliure, de Barcelona, sai hoje do cartaz

Hoje representa-se pela última vez em Barcelona o aclamado espectáculo Ivan I Els Gossos, de Hattie Naylor, um monólogo baseado em factos reais, da dramaturga inglesa Hattie Naylor. A história um menino selvagem urbano em Moscovo na era Putin. Um retrato da condição humana, localizado em 1996, quando a queda do sistema atirou milhares de pessoas para as ruas. Ivan Mishukov tem 4 anos e em sua casa há muito que não há dinheiro. Foge, procura um lugar para viver entre as pessoas que vivem na rua da sua cidade. Acaba por viver durante dois anos com uma matilha de cães abandonados. Produção do Teatre Lliure, com interpretação de Pol López e encenação de Paul Carrió.

sábado, 24 de novembro de 2012

ATEM le souffle, uma peça de Josef Nadj

O primeiro factor de inquietação em ATEM le souffle advém do dispositivo: um teatro miniatural, cuja plateia é constituída por sete filas (para um máximo de 60 espectadores) e um palco que consiste numa caixa preta elevada com quatro metros de largura e três de profundidade. É neste exíguo paralelepípedo – cuja simplicidade oculta a existência de aberturas, passagens, nichos e fundos falsos – que Josef Nadj nos propõe uma experiência simultaneamente espectacular e íntima. À luz de velas, o coreógrafo francês partilha o ínfimo palco com a bailarina Anne-Sophie Lancelin, operando sobre objetos, vestígios e sinais para construir um teatro da atenção e do detalhe, repleto de pequenos acontecimentos vivos. Ao mesmo tempo que relança alguns tópicos nucleares do seu universo artístico – a exploração de materiais e a sua transformação, os elementos e o cosmos, e a questão do tempo, cíclico ou linear –, Josef Nadj aborda, pela primeira vez, duas das suas primordiais fontes de inspiração artística: as gravuras de Albrecht Dürer (em especial Melencolia I) e a obra poética de Paul Celan. Coproduzido pelo TNSJ, ATEM le souffle assinala o regresso do artista de origem sérvia ao Porto, depois de em 2011 ter apresentado Les Corbeaux – espectáculo de uma intensidade verdadeiramente hipnótica – no festival Odisseia. No Mosteiro de São Bento da Vitória, até Domingo, dia 25.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

FITEI no 2º Congresso Iberoamericano de Produtores Cénicos


O director artístico do FITEI, Mário Moutinho, vai participar no 2º Congresso Iberoamericano de Produtores Cénicos, organizado pela ARTESA (Artes Escénicas Asociadas de Castilla y León) e pela IBERESCENA, a realizar de 4 a 6 de Dezembro, em Valladolid. Dirigido por Jacinto Gómez e Carlos Tapia, que em 2009 estiveram no FITEI com a sua companhia Rayuela (apresentando “El Jardin de los cerezos”), este encontro pretende promover a análise e o debate à volta desta profissão, contribuindo para o seu enriquecimento através de intercâmbios, troca de experiências e formação. O FITEI é parceiro oficial do evento, que dá continuidade a processos iniciados na Cidade do México – 1º Foro sobre la Producción Escénica en Iberoamérica, 2009, e 1º Congreso Iberoamericano de Productores Escénicos, 2010 – e em Buenos Aires – 2º Foro sobre la Producción Escénica en Iberoamérica, 2011. O programa do congresso pode ser obtido no seu site oficial: http://www.2cipe.com.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Encontro de Professores e Escolas de Teatro no Equador

A Escola de Teatro da Facultade de Artes da Universidade Central do Equador, anuncia a organização de um novo Encontro de Professores e Escolas de Teatro, uma jornada internacional iniciada em 2002 com a participação de instituições, profissionais e estudantes de diversos países do mundo. Os objectivos centrais deste encontro são: Confrontar o trabalho realizado pela escola do Equador com os processos das escolas participantes, conhecer novas pedagogias teatrais com realização de oficinas destinadas a estudantes equatorianos e estrangeiros, procurar o reconhecimento das actividades teatrais por parte das autoridades e da comunidade universitária, bem como apoiar o desenvolvimento da actividade teatral no território equatoriano. As inscrições para o encontro, que se realizará entre 31 de Março e 6 de Abril de 2013, terminam no dia 23 de Dezembro.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Action Culture Europe contra o desinvestimento do Programa 'Europa Criativa'

Na próxima Quinta e Sexta feira (22 e 23 de Novembro) os líderes dos países da União Europeia reúnem-se para discutir o orçamento comunitário para 2014-2020. Pensando ser este o momento de se dirigirem ao Governo Português em defesa do investimento europeu na cultura, recusando cortes no orçamento inicialmente previsto para o Programa "Europa Criativa", a PLATEIA Associação dos Profissionais das Artes Cénicas juntou-se ao Action Culture Europe numa ação à escala europeia que envolve todos os profissionais das artes e da cultura, bem como de todos aqueles que consideram este um sector fundamental da sociedade: Subscrever o documento comum em http://www.wearemore.eu/ que será automaticamente enviado ao governo português e a diversas entidades europeias. No preciso instante em que se assiste à desorçamentação da cultura em Portugal, importa agir para que a União Europeia não siga o mesmo caminho.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Prémio para Angélica Liddell

O júri do Prémio Nacional de Literatura Dramática de Espanha atribuiu o prémio deste ano à actriz, directora e escritora Angélica Liddell, pela sua obra 'La casa de la fuerza'. Esta peça foi encenada pela própria autora, com uma duração de cinco horas e meia, aclamada em 2009 no Festival de Outono de Madrid e, um ano depois, apresentou-se também com grande êxito no Festival d’Avignon 2010. Nas palavras do teórico teatral Óscar Cornago, “Liddell es acuñadora de un lenguaje teatral de dialécticas imposibles y sus producciones oscilan entre el expresionismo desgarrador, la crítica social, la pureza, la escatología y la búsqueda del significado a través del dolor y la subversión”. A obra de Angélica Liddell está editada pela Editorial Artezblai.