segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Entrada em 2013 com teatro
Em véspera de novo ano, ficam duas sugestões para quem quiser ter um réveillon teatral. A companhia Fatias de Cá apresenta na Destilaria da Brogueira, em Torres Novas, a peça "L'Odeur", de Carlos Carvalhais. Recria-se aqui a demanda alquímica de um perfume - nigredo, rubedo e albedo - desenrolada numa destilaria de figo desactivada. O espectador vai deambulando pelo enorme espaço atrás dos protagonistas, indo ao encontro dos diversos cenários. Esta sessão de passagem de ano inclui jantar (20h20), espectáculo (22h22) e ceia (0h00). Mais informações aqui.
O Teatro A Barraca, Lisboa, também tem sessão especial de passagem de ano. A proposta é o espectáculo "Make Love Not War" (a partir do clássico grego "Lisístrata", de Aristófanes), com dramaturgia Helder Costa e encenação do próprio e de Maria do Céu Guerra. Conta-se aqui a luta das mulheres contra a guerra através de uma greve do sexo. A sessão começa às 22h30. depois a noite com uma aula de tango e baile até às 4h00. Mais informações no sítio www.abarraca.com.
domingo, 30 de dezembro de 2012
Paulo Rocha (1935 - 2012)
Figura central da história do cinema português, Paulo Rocha faleceu ontem, aos 77 anos. Com os seus filmes "Os Verdes Anos" (1962) e "Mudar de Vida" (1966), destacou-se como um dos mobilizadores do movimento do Cinema Novo Português, que revelou outros nomes como Fernando Lopes ou António da Cunha Telles.
Nascido no Porto em 1935, abandonou os estudos de Direito, em Lisboa, partindo para Paris, em 1959. Lá, frequentou o Institut des Hautes Études Cinematographiques, onde obteve o diploma de Realização de Cinema. Foi assistente de realização estagiário de Jean Renoir em "Le Corporal Épingle" (1962).
De regresso a Portugal foi assistente de Manoel de Oliveira em "Acto da Primavera" (1963) e "A Caça" (1964), estreando-se na realização, em 1962, com "Os Verdes Anos", obra-chave do cinema novo. Teve ainda participações como actor em filmes de Jorge Silva Melo, Manoel de Oliveira, João Canijo, Fernando Lopes e Raquel Freire. Foi director do Centro Português de Cinema e Adido Cultural da Embaixada de Portugal em Tóquio, onde estudou a vida e obra de Wenceslau de Moraes, tema da sua longa-metragem "A Ilha dos Amores".
Lançou vários actores importantes para o cinema e o teatro, sendo de destacar a actriz Isabel Ruth, com quem trabalhou em quase todos os seus filmes. O seu último filme "Se eu Fosse Ladrão... Roubava", terminado este ano, não tem ainda data de estreia.
Paulo Rocha vai a enterrar, amanhã, no cemitério do Prado do Repouso, saindo às 15h00 da Igreja de S. João da Foz, no Porto.
De regresso a Portugal foi assistente de Manoel de Oliveira em "Acto da Primavera" (1963) e "A Caça" (1964), estreando-se na realização, em 1962, com "Os Verdes Anos", obra-chave do cinema novo. Teve ainda participações como actor em filmes de Jorge Silva Melo, Manoel de Oliveira, João Canijo, Fernando Lopes e Raquel Freire. Foi director do Centro Português de Cinema e Adido Cultural da Embaixada de Portugal em Tóquio, onde estudou a vida e obra de Wenceslau de Moraes, tema da sua longa-metragem "A Ilha dos Amores".
Lançou vários actores importantes para o cinema e o teatro, sendo de destacar a actriz Isabel Ruth, com quem trabalhou em quase todos os seus filmes. O seu último filme "Se eu Fosse Ladrão... Roubava", terminado este ano, não tem ainda data de estreia.
Paulo Rocha vai a enterrar, amanhã, no cemitério do Prado do Repouso, saindo às 15h00 da Igreja de S. João da Foz, no Porto.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Iberescena já definiu apoios para 2013
O Comité Intergovernamental do programa Iberescena (constituído por Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Costa Rica, Equador, Espanha, México, Perú, República Dominicana e Uruguai), reunido no Rio de Janeiro, concedeu apoios económicos no total de 1 079 249 euros.
Este montante será distribuído aos países que fazem parte do espaço cultural Iberescena e que fizeram a sua contribuição económica para o período corrente. Os apoios serão distribuídos da seguinte forma: 24 à co-produção de espectáculos de teatro, dança e circo (284 200 euros), 48 a festivais, redes e circuitos (600 800 euros), 9 para encontros e seminários de formação no campo da gestão e da produção (78 000 euros), 26 à criação dramatúrgica e coreográfica (117 049 euros), bem como um montante de 97 000 euros para Projectos Especiais.
O Fundo de apoio às Artes Cénicas Ibero-americanas Iberscena foi criado em Novembro de 2006, tendo como base as decisões adoptadas na Cimeira Ibero-americana de Chefes de Estado e Governo, celebrada em Montevideu (Uruguai), relativas à execução de um programa de fomento, intercâmbio e integração das actividades de artes cénicas. O seu objectivo é promover os Estados- membros e, por meio de ajudas financeiras, criar um espaço de integração para as Artes Cénicas. A lista detalhada dos apoios está disponível no sítio http://www.iberescena.org.
Este montante será distribuído aos países que fazem parte do espaço cultural Iberescena e que fizeram a sua contribuição económica para o período corrente. Os apoios serão distribuídos da seguinte forma: 24 à co-produção de espectáculos de teatro, dança e circo (284 200 euros), 48 a festivais, redes e circuitos (600 800 euros), 9 para encontros e seminários de formação no campo da gestão e da produção (78 000 euros), 26 à criação dramatúrgica e coreográfica (117 049 euros), bem como um montante de 97 000 euros para Projectos Especiais.
O Fundo de apoio às Artes Cénicas Ibero-americanas Iberscena foi criado em Novembro de 2006, tendo como base as decisões adoptadas na Cimeira Ibero-americana de Chefes de Estado e Governo, celebrada em Montevideu (Uruguai), relativas à execução de um programa de fomento, intercâmbio e integração das actividades de artes cénicas. O seu objectivo é promover os Estados- membros e, por meio de ajudas financeiras, criar um espaço de integração para as Artes Cénicas. A lista detalhada dos apoios está disponível no sítio http://www.iberescena.org.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
"Um Grito Parado no Ar" pelo Teatrão
Com texto de Gianfrancesco Guarnieri e direcção de Antonio Mercado, "Um Grito Parado no Ar" pode ser visto em Coimbra, pelo Teatrão. A companhia convida a uma viagem onde se cruzam feirantes, estudantes, cauteleiros, mulheres a dias, vizinhos, jovens do interior, um polícia cansado, prostitutas, um casal no final da relação, professores universitários, uma mãe com a sopa sempre ao lume, o dono de uma tasca, adeptos fanáticos, entre muitas outras figuras. Escrito em 1973, este texto comoveu o Brasil nos tempos de resistência à ditadura militar. Adaptado à nossa realidade, onde o samba de Toquinho se transforma em fado, mostra-nos as voltas que as pessoas dão à vida para poderem ter ou manter o seu trabalho e concretizar os seus sonhos. O mote da peça é a história de um grupo de actores que luta para conseguir estrear o seu espectáculo, um conjunto de fragmentos da realidade urbana onde o vídeo é usado para captar o real e motivar a criação das personagens. A relação entre a vida dos actores, os testemunhos reais e as personagens que estão a ser criadas mostra uma fronteira muito ténue entre o palco e a vida. A peça está em cena hoje e amanhã e 3, 4 e 5 de Janeiro, às 21h30, na Oficina Municipal do Teatro.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
"O Senhor do Seu Nariz" em reposição
Até 13 de Janeiro do ano que aí vem é possível ver, em reposição no Teatro da Vilarinha (Porto), a peça "O Senhor do Seu Nariz", história de Álvaro Magalhães, com encenação de João Luiz e interpretação de Patrícia Queirós. João Luiz, também director da companhia Pé de Vento, explica que a proposta do espectáculo é fazer uma transposição da situação narrada para um plano onde é possível reencontrar a dimensão mágica da escrita de Álvaro Magalhães: "apostar de novo na personagem do contador/narrador e na ambiguidade que a leitura dramatúrgica permitiu aprofundar".
"O Senhor do Seu Nariz" conta a história de um rapaz condenado a carregar desde a nascença um nariz do tamanho de um chouriço e que transforma a sua graça em desgraça: "Era desagradável ser tão diferente do resto da gente, mas que havia de fazer se era esse o meu destino?".
A peça está em cena de terça a sexta-feira às 11h00 e às 15h00 (para escolas) e aos sábados e domingos às 16h00.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
O 'maravilhoso' universo de Miguel Torga
O Teatro Experimental de Cascais (Mirita Casimiro) está a levar a cena, até dia 30 deste mês, "O Paraíso", de Miguel Torga. Com encenação de Carlos Avilez e versão e dramaturgia de Miguel Graça, esta farsa, escrita em 1949 é agora adaptada aos novos tempos. Carlos Carranca, consultor literário para este trabalho, conta que "O Paraíso" revela as preocupações que comandaram a existência de Torga: o problema de Deus, a liberdade, o homem civilizado como símbolo de degradação existencial. Um universo religioso comanda a acção humana onde as ideias do bem e do mal estão para além dos pecados mortais e das virtudes teologais. A solução criada por Carlos Avilez introduzindo o universo de outro livro do mesmo autor - "Bichos" - a abrir a cena, fixa o mundo mágico de Torga, o "reino maravilhoso" como contraponto de um tempo que caminha para um fim adivinhado. O elenco é composto por Anna Paula, António Marques, Fernanda Neves, Luís Rizo, Renato Pino, Sérgio Silva, Teresa Côrte-real e ainda Carlos Trindade, David Balbi, João Reis, Miguel Ferraria e Nazareth Almadanim. As sessões são de quarta-feira a sábado às 21h30 e aos domingos às 16h00. Mais informações aqui: http://www.tecascais.org.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Boas Festas
A época é de festas. É da tradição trocarmos mensagens e desejos nesta quadra. Nós aqui estamos a fazê-lo também. Desde logo, aproveitando a oportunidade para abraçar todos aqueles que ao nosso lado têm andado, das mais diversas formas, num caminho que queremos continuar a percorrer. Façamos uma pausa. Boas Festas.
Fotografia de Susana Neves - Loja FITEI 2012
domingo, 23 de dezembro de 2012
Marinheiro mais famoso da BD em palco
A Companhia Fatias de Cá leva a cena, no próximo dia 30, pela última vez, a peça "Corto Maltese", baseada na personagem de BD criada por Hugo Pratt. A história é a do livro "As Célticas", adaptada aqui por Carlos Carvalheiro. Corto Maltese, o aventureiro homem do mar, envolve-se no conflito que opõe a Irlanda à Inglaterra, na sequência da revolta da Páscoa (Dublin, 1916), quando a República da Irlanda é declarada unilateralmente.
De referir que o grupo Fatias de Cá é pioneiro na teatralização de uma obra de Corto Maltese. A peça, na qual está incluída, bem a propósito, a oferta de um irish coffee, é apresentada no último domingo deste mês, no Centro Cultural da Barquinha. Mais informações aqui: http://www.fatiasdeca.net.
sábado, 22 de dezembro de 2012
Micro-teatro em Lisboa
Em época natalícia, o Teatro Rápido, de Lisboa, dedica as suas micro-peças do mês ao tema "Ouro, Incenso e Birra". Nos quatro espectáculos apresentados nas quatro salas do grupo (no Chiado) abordam-se algumas das questões mais pertinentes dos dias que correm. Na sala 1 é apresentado "Bank Bank You’re Dead?", com texto de Cláudia Lucas Chéu e encenação de Sofia de Portugal, que conta os últimos 15 minutos da vida de dois irmãos upper class que decidem morrer soterrados em dinheiro. Nas sala 2 pode ver-se "Lágrimas Não São Argumentos", uma adaptação livre do poema "No More Tears" de Adília Lopes, encenada por Laura Tomaz, que coloca a questão: e se a sociedade erradicasse as lágrimas do mundo, o que farias? "Diz-me Rápido" é a peça apresentada na sala 3, com encenação de António Gonçalves Pereira e textos do próprio, de Eça de Queiroz e de Clarence Gillis. Um ensaio de duas actrizes é aqui partilhado de forma divertida com o público, que vai ficando surpreendido com a actualidade de textos de outras épocas. Por último, na sala 4 está em cena "Há dias em que te amo, outros em que não sei que fazer contigo", escrito e encenado por Rafaela Lacerda. O espetáculo explora as dificuldades de comunicação de um jovem casal urbano na véspera de Natal. Todos os espectáculos têm 15 minutos de duração. Podem encontrar-se mais informações no blogue do Teatro Rápido: teatrorapido.blogspot.pt.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Romance da Raposa em palco
A história da raposa mais famosa da tradição popular está agora a ser contada no palco do Teatro A Barraca, em Lisboa. Adaptada do livro de Aquilo Ribeiro "O Romance da Raposa", a peça conta as aventuras da 'raposeta' Salta Pocinhas, que depois de abandonar, a contragosto, a confortável toca dos pais tem de aprender a sobreviver na floresta. Fábula que reflecte as variadas ambições humanas, esta história continua a ter o dom de conseguir esbater as fronteiras geracionais. Com encenação de Rita Lello, "As Aventuras Maravilhosas de Salta Pocinhas" podem ser vistas nos próximos dois fins-de-semana: sábado, às 16h00, e domingo às 11h30.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Companhia galega Teatro do Noroeste no Salón Teatro
Com encenação de Eduardo Alonso, o Teatro do Noroeste, companhia galega, estreia no Salón Teatro, de Santiago de Compostela, 'Linda and Freddy, ilusionistas', no dia 10 de Janeiro. Com interpretação de Luma Gómez, Eduardo Alonso, Lino Braxe e Alejandro Carro, o espectáculo é definido como uma comédia pós-crise, que aposta numa saída com imaginação. 'Linda and Freddy, ilusionistas' está comprometido com a realidade mais actual e complexa: a crise que domina a Europa. E fala do que poderá acontecer depois do caos.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
PALÁCIO DO FIM de Judith Thompson pelos Artistas Unidos
PALÁCIO DO FIM, de Judith Thompson, tradução Pedro Marques, com Ana Lázaro, Maria José Paschoal e António Filipe em cena no Teatro da Politécnica de 9 de Janeiro a 23 de Fevereiro, produção dos Artista Unidos.
Um dia, como eu sabia que ia acontecer, eles vieram ter connosco. Graças a Deus que deixaram a minha mãe levar a Laila, mas levaram o Nahdne da escola e a mim de casa. Tinha estado a cozer um ovo. Para comer com um convidado. É verdade. E os bandidos entraram.
E sabem quem eram? Podem perguntar-se, quem eram estes tipos da polícia secreta? Como é que eles reuniam tantos criminosos ávidos e sádicos? Bom, eu digo-vos, eram os rufias da zona. Eu reconheci um deles, costumava meter-se comigo e com o meu irmão quando íamos ao cinema. Assediava-me, dizia coisas nojentas e o meu irmão avisou-o. Eram estes tipos, estes fracassados, aqueles que torturam animais, as pessoas que tu evitas. Portanto. Levaram-nos para a prisão. - Judith Thompson, Palácio do Fim
Um dia, como eu sabia que ia acontecer, eles vieram ter connosco. Graças a Deus que deixaram a minha mãe levar a Laila, mas levaram o Nahdne da escola e a mim de casa. Tinha estado a cozer um ovo. Para comer com um convidado. É verdade. E os bandidos entraram.
E sabem quem eram? Podem perguntar-se, quem eram estes tipos da polícia secreta? Como é que eles reuniam tantos criminosos ávidos e sádicos? Bom, eu digo-vos, eram os rufias da zona. Eu reconheci um deles, costumava meter-se comigo e com o meu irmão quando íamos ao cinema. Assediava-me, dizia coisas nojentas e o meu irmão avisou-o. Eram estes tipos, estes fracassados, aqueles que torturam animais, as pessoas que tu evitas. Portanto. Levaram-nos para a prisão. - Judith Thompson, Palácio do Fim
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Yorick, uma livraria dedicada ao teatro
Hoje, em Madrid, a partir das 17 horas haverá uma festa para celebrar o aniversário da chegada da livraria
Yorick a Madrid, uma livraria dedicada às publicações sobre artes cénicas. Será um acto para proporcionar encontros. Com mais de 300 editoriais e milhares de títulos que foram incorporados no seu fundo editorial ao longo de 10 anos de história, a livraria Yorick é uma referência para os amantes e profissionais de teatro, dança e artes cénicas.
domingo, 16 de dezembro de 2012
“Nunca estive em Bagdad”: segunda temporada em Coimbra
A Escola da Noite apresenta no Teatro da Cerca de São Bernardo uma nova temporada do seu mais recente espectáculo, “Nunca estive em Bagdad”. Até 23 de Dezembro, o público de Coimbra tem mais 10 oportunidades para ver ou rever o texto que Abel Neves escreveu por alturas da Guerra do Iraque.
Definida pelo autor como “uma história de amor em tempo de guerra”, a peça mostra-nos um jovem casal português (Glória e Rogério) a instalar-se na sua nova casa. Esta mudança acontece durante a invasão do Iraque pelas tropas aliadas, em 2003. Os acontecimentos do outro lado do mundo entram-lhes literalmente na sala de estar, através das transmissões em directo na televisão. Entre o problema de Glória, que vai sendo revelado ao longo do espectáculo, e a tragédia global de que Rogério não consegue descolar, vive-se um confronto de escalas que amplia o efeito de ambos na vida quotidiana do casal.
Abel Neves é um dramaturgo e romancista português com mais de 25 peças teatrais publicadas e encenadas, entre as quais “Jardim Suspenso”, contemplada em 2009 com o Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva. Para além do teatro, é autor ainda de sete romances, ao que junta a edição de poesia e ensaios. É o autor contemporâneo mais vezes trabalhado pela companhia A Escola da Noite, que apresentou “Além as estrelas são a nossa casa” (2000), “Além do infinito” (2004) e “Este Oeste Éden” (2009).
Definida pelo autor como “uma história de amor em tempo de guerra”, a peça mostra-nos um jovem casal português (Glória e Rogério) a instalar-se na sua nova casa. Esta mudança acontece durante a invasão do Iraque pelas tropas aliadas, em 2003. Os acontecimentos do outro lado do mundo entram-lhes literalmente na sala de estar, através das transmissões em directo na televisão. Entre o problema de Glória, que vai sendo revelado ao longo do espectáculo, e a tragédia global de que Rogério não consegue descolar, vive-se um confronto de escalas que amplia o efeito de ambos na vida quotidiana do casal.
Abel Neves é um dramaturgo e romancista português com mais de 25 peças teatrais publicadas e encenadas, entre as quais “Jardim Suspenso”, contemplada em 2009 com o Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva. Para além do teatro, é autor ainda de sete romances, ao que junta a edição de poesia e ensaios. É o autor contemporâneo mais vezes trabalhado pela companhia A Escola da Noite, que apresentou “Além as estrelas são a nossa casa” (2000), “Além do infinito” (2004) e “Este Oeste Éden” (2009).
sábado, 15 de dezembro de 2012
TMA mantém a estreia de «Timão de Atenas»
Apesar do recente falecimento de Joaquim Benite, a Companhia de Teatro de Almada mantém a estreia absoluta em Portugal de «Timão de Atenas», de Shakespeare, no próximo dia 20 de Dezembro. A direcção do espectáculo ficará a cargo de Rodrigo Francisco, assistente de Joaquim Benite desde 2006, e que assumirá a Direcção Artística da Companhia de Teatro de Almada e do Teatro Municipal de Almada a partir de 2013. Rodrigo Francisco assumira já este ano, dado o afastamento de Joaquim Benite por motivo de doença, a programação 2012 do TMA e do 29º Festival de Almada.
Timão de Atenas, de William Shakespeare, versão dramatúrgica, segundo uma tradução de Yvette K. Centeno, tem encenação de Joaquim Benite com Rodrigo Francisco e interpretação de Luís Vicente, Marques D’Arede, Paulo Matos, Ivo Alexandre, André Gomes, Alberto Quaresma, Manuel Mendonça, Miguel Martins, João Farraia, Pedro Walter, Celestino Silva, Ana Cris, Joana Francampos e Jeff de Oliveira.
Timão de Atenas, de William Shakespeare, versão dramatúrgica, segundo uma tradução de Yvette K. Centeno, tem encenação de Joaquim Benite com Rodrigo Francisco e interpretação de Luís Vicente, Marques D’Arede, Paulo Matos, Ivo Alexandre, André Gomes, Alberto Quaresma, Manuel Mendonça, Miguel Martins, João Farraia, Pedro Walter, Celestino Silva, Ana Cris, Joana Francampos e Jeff de Oliveira.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
MUSEU EM INSTALAÇÃO
No próximo dia 15 de Dezembro o Teatro de Marionetas do Porto vai abrir as portas do MUSEU DAS MARIONETAS DO PORTO,com um programa intitulado MUSEU EM INSTALAÇÃO. Esta fase de instalação será o primeiro momento de abertura de portas e irá ficar presente até fim de Janeiro. A inauguração oficial do Museu das Marionetas está marcada para dia 3 de Fevereiro de 2013. O Museu das Marionetas do Porto situa-se na
Rua das Flores, 22, na cidade do Porto.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Mostra Anual de Dramaturgia 2012
A Mostra Anual de Dramaturgia 2012, evento organizado pela companhia teatral Art'Imagem, realiza-se no próximo Sábado, na Quinta da Caverneira, Maia.
Esta quarta edição da MAD vai apresentar nove textos vindos de Portugal e três do Brasil que foram seleccionados para publicação na Revista Galega de Artes Escénicas NÚA n.º 7 por Jorge Palinhos, Julio Fernández e Zaida Gómez.
Pela primeira vez esta iniciativa tem a colaboração dos grupos portuenses Astro Fingido, TEatroensaio, Terra na Boca/TTAMBOR, da Revista Núa e de vários actores profissionais, o que permitirá equacionar a iniciativa para os próximos anos e também estreitar laços efectivos entre a Galiza e o norte de Portugal.
Serão lidos textos de Maria Gil, Carlos Alberto Machado, Fernando Giestas, Ângela Carvalho Lopes, Cláudia Lucas Chéu, Luís Roberto Amabile, Isabel Fernandes Pinto, Luís Mestre, Hélder Wasterlain, Diones Camargo, Hudson Andrade e Pedro Eiras.
As leituras serão dirigidas por Inês Leite, Pedro Carvalho, Flávio Hamilton, Miguel Rosas, Micaela Barbosa, Ângela B. Marques, Fernando Moreira, José Gonçalinho, Luciano Amarelo, Valdemar Santos, Daniela Pêgo, Manuela Moreira, Pedro Estorninho e Julio Fernández.
Esta quarta edição da MAD vai apresentar nove textos vindos de Portugal e três do Brasil que foram seleccionados para publicação na Revista Galega de Artes Escénicas NÚA n.º 7 por Jorge Palinhos, Julio Fernández e Zaida Gómez.
Pela primeira vez esta iniciativa tem a colaboração dos grupos portuenses Astro Fingido, TEatroensaio, Terra na Boca/TTAMBOR, da Revista Núa e de vários actores profissionais, o que permitirá equacionar a iniciativa para os próximos anos e também estreitar laços efectivos entre a Galiza e o norte de Portugal.
Serão lidos textos de Maria Gil, Carlos Alberto Machado, Fernando Giestas, Ângela Carvalho Lopes, Cláudia Lucas Chéu, Luís Roberto Amabile, Isabel Fernandes Pinto, Luís Mestre, Hélder Wasterlain, Diones Camargo, Hudson Andrade e Pedro Eiras.
As leituras serão dirigidas por Inês Leite, Pedro Carvalho, Flávio Hamilton, Miguel Rosas, Micaela Barbosa, Ângela B. Marques, Fernando Moreira, José Gonçalinho, Luciano Amarelo, Valdemar Santos, Daniela Pêgo, Manuela Moreira, Pedro Estorninho e Julio Fernández.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Livro de Guillermo Heras editado na Argentina
No Centro Cultural de Espanha em Buenos Aires será apresentado no próximo dia 10 de Dezembro, o livro ‘Pensar la gestión de las artes escénicas. Escritos de un gestor', do dramaturgo Guillermo Heras.
Este livro reúne as reflexões sobre a actualidade cénica na América Latina do autor, actual director da Mostra de Teatro Espanhol de Autores Contemporâneos e coordenador da Unidade Técnica do Programa Iberescena, com mais de setenta montagens profissionais como encenador, actor ou dramaturgo.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Novas Realidades, Novas Programações?
“Novas Realidades, Novas Programações?” é o tema da primeira edição das Conversas Imaginarius’13, que vai sentar à mesma mesa directores artísticos de cinco festivais internacionais, para debater os novos paradigmas da programação cultural. O encontro realiza-se dia 13 de Dezembro, às 21h30, no Museu do Papel Terras de Santa Maria, em Paços de Brandão – Santa Maria da Feira.
Mário Moutinho, director artístico do FITEI – Festival Internacional de Expressão Ibérica, Tiago Guedes, director artístico do Festival Materiais Diversos, Aleksander Caric, director artístico do Festival Ulicnih Sviraca, Novi Sad – Sérvia, Manuel González Fernández, director da Feria de Teatro de Castilla y León, Ciudad Rodrigo – Espanha, e Hugo Cruz, director artístico do Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira, são os convidados deste primeiro encontro, moderado por Nuno F. Santos, jornalista do magazine Diário Câmara Clara, da RTP2.
Uma das linhas estratégicas assumidas pela organização do Imaginarius para a 13ª edição do Festival, que se realiza de 24 a 26 de Maio do próximo ano, no centro histórico de Santa Maria da Feira, passa por garantir uma programação continuada ao longo de todo o ano, com iniciativas abertas à participação de todos os interessados.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
“La Barraca del Zurdo” na Cuarta Pared
“La Barraca del Zurdo” é uma homenagem aos artistas de variedades que souberam manter o seu compromisso político ao longo de mais de 90 anos. O seu protagonista “El Zurdo”, anarquista e extraordinário lançador de facas, fundou a sua companhia em 1920 com sua mulher Aurora. Seus filhos e netos mantiveram-na viva e durante 90 anos percorreram o mundo. Estiveram nas Misiones Pedagógicas, na frente, durante la Guerra Civil, partiram para o exilio na América e depois na Europa. Em 1983 voltaram a Espanha.
A companhia Laví e Bel, após 20 anos de actividade ininterrupta, volta à sala madrilena Cuarta Pared para apresentar este espetáculo vencedor de um Prémio Max em 2012 (Melhor Direcção Musical), e Melhor espectáculo e Actor Revelación nos Prémios Teatro Musical 2012. Em cena até 22 de Dezembro.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



















