Escrito e encenado por Marcantonio Del Carlo, "M-Show" aborda a ambiguidade da ficção e da realidade num mundo fortemente mediático. Neste espectáculo o espectador encontra-se dentro de um talk-show "radical" de grande audiência. Sebastião M, o seu apresentador é irreverente, bizarro e enxovalha os convidados. Inesperadamente, um foco de luz ilumina o rosto de Sebastião M, enquanto o resto do palco mergulha na penumbra. Nesse momento, sussurra para o público, confessando os seus pensamentos mais íntimos. Como se alguém tivesse feito uma pausa com o telecomando. Percebe-se, então, que Sebastião M não é a figura bizarra que todos acreditavam ser.
"M-Show" estreou ontem Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, e vai em cena até dia 3 de Fevereiro. No último dia, a sessão (às 16h15) será com interpretação em língua gestual portuguesa.
A propósito do espectáculo, amanhã, às 16h30, o TNDM II associa-se à editora Fonte da Palavra para o lançamento da peça em livro. Este será apresentado por Henrique Garcia (jornalista), Margarida Marinho (actriz) e José Marques (Fonte da Palavra).
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Rui Horta em 'estado de excepção'
Produzido para Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura, a nova criação do coreógrafo Rui Horta - "Estado de Excepção" - está em cena entre hoje e o próximo domingo no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa. Este espectáculo fala da violência da existência no momento singular em que vivemos.
"Nunca deixámos de andar sobre vidros, só que agora estamos descalços. A crise sempre foi um ruído de fundo por trás das nossas vidas, sempre houve momentos de recolher obrigatório. A violência da perda é o que nos faz avançar. Estado de Excepção é o fracasso olhado como sucesso, é a poética do fracasso que sublima a crise e se entrega à rebelião e à luta. É o naufrágio com a terra à vista, já com destino anunciado. O erro é profundamente teatral, é coreográfico. Comecemos o espectáculo com um grito. Terminá-lo-emos quando o conseguirmos transformar em canção?"
Em palco vão estar os bailarinhos Anton Skrzypiciel e Teresa Alves da Silva e os actores Miguel Borges e Pedro Gil. A música original de David Santos (Noirserv) é interpretada pelo próprio, ao vivo. Para mais informações consultar o sítio http://www.teatrosaoluiz.pt.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
At most mere minimum no TeCA
No texto de divulgação de At most mere minimum (Quando muito o mínimo), que estreia hoje no TeCA, na cidade do Porto, podemos ler: "A curiosidade foi o motor de ignição que colocou em movimento At most mere minimum (Quando muito o mínimo), um lugar comum habitado por quatro criadores que arriscaram sair das suas zonas de conforto para expandir a sua visão do mundo. O actor e encenador Gonçalo Waddington e a actriz Carla Maciel, que em 2011 interpretaram o par central de Rosmersholm de Ibsen, traficaram cumplicidades e dissonâncias com os coreógrafos e bailarinos Sofia Dias e Vítor Roriz, nomes fundamentais de uma nova geração da dança portuguesa. De improvisação em improvisação, foram criando um objeto que não quer ser nem teatro nem dança, antes um diálogo performativo que investiga em cena conceitos como perceção, presença, espaço e tempo. Num ambiente cénico que é um misto de laboratório científico e atelier de artista, At most mere minimum aponta precisamente para aquilo que de comum partilham a ciência e a arte: a experimentação associada ao deslumbramento da descoberta."
Este espectáculo estará em cena no TeCA entre os dias 9 e 20 de Janeiro. Trata-se de uma co-produção Culturgest, Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura e TNSJ
Este espectáculo estará em cena no TeCA entre os dias 9 e 20 de Janeiro. Trata-se de uma co-produção Culturgest, Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura e TNSJ
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
A culpa de uma mulher
A partir da próxima quinta-feira e até 27 de Janeiro vai estar em reposição no Teatro Turim, em Lisboa, a peça "A Culpa", escrita e encenada por Peter Pina.
Conta-se aqui a história de uma mulher que decide enfrentar o seu lado negro e inicia uma viagem à sua mente, tropeçando na história do seu filho, do seu amante e do seu marido.
"Um labirinto de corredores e portas que ela abre e fecha à procura de si mesma. E se for ela a escolher, de quem é a culpa?". Esta produção do Teatro.ponto.al/AM ART tem como protagonistas Margarida Moreira, Peter Pina e Ricardo Barbosa. O desenho de luz está a cargo de Nina Sofia, os figurinos de Luiz Gonçalves e Roberto Fernandes e o trabalho de vídeo é de Tiago Santos.
Conta-se aqui a história de uma mulher que decide enfrentar o seu lado negro e inicia uma viagem à sua mente, tropeçando na história do seu filho, do seu amante e do seu marido.
"Um labirinto de corredores e portas que ela abre e fecha à procura de si mesma. E se for ela a escolher, de quem é a culpa?". Esta produção do Teatro.ponto.al/AM ART tem como protagonistas Margarida Moreira, Peter Pina e Ricardo Barbosa. O desenho de luz está a cargo de Nina Sofia, os figurinos de Luiz Gonçalves e Roberto Fernandes e o trabalho de vídeo é de Tiago Santos.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Digressão em Espanha de 'Antílopes', de Henning Mankel
Uma digressão por diversas salas de Espanha é anunciada pela companhia Producciones Off Madrid, que apresentará 'Antílopes', de Henning Mankel, peça encenada por Luis Maluenda. A primeira actuação da digressão será na cidade de Gijón, nos dias 25 e 26 de Janeiro. Contando com interpretações de Pepa Sarsa, Abel Vitón e Jorge del Río, a mesma peça será apresentada nos dias 8, 9 e 10 de Fevereiro no Teatro do Mercado, em Saragoça, a que se seguirão espectáculos nos dias 22, 23 e 24 de Março em Valência, na Sala da Fundação Carolina Torres Palero.
domingo, 6 de janeiro de 2013
A 20 de Novembro, de Lars Nóren
Inspirando-se no diário de Sebastian Bosse, jovem alemão que em 2006 atirou sobre alunos e professores da sua antiga escola, suicidando-se a seguir, Lars Nóren escreveu "A 20 de Novembro", um texto intenso e frio agora posto em cena pelo encenador Francis Seleck e com João Pedro Mamede. Sozinho no palco, o actor expõe os mecanismos de humilhação que levaram o adolescente à vingança e ao suicídio, interrogando a responsabilidade da sociedade. A peça estreia no Teatro da Politécnica, em Lisboa, na próxima quarta-feira, dia 9, às 21h00. Fica em cena até dia 19. Para mais informações, consultar o sítio dos Artistas Unidos.
sábado, 5 de janeiro de 2013
Comédia de Becky Mode em Madrid
Produzida por Imanol Arias e encenada por Miguel Pittier, "Absolutamente Comprometidos" é um desafio ao trabalho de actor. Kike Guaza interpreta mais de 30 personagens, havendo lugar para um pouco de tudo num só acto: humor, drama e intriga.
Com um ritmo vertiginoso, esta comédia escrita pela norte-americana Becky Mode conta um dia na vida de Dani Mayer, um actor que conseguiu emprego numa central telefónica de reservas de um restaurante de luxo em Madrid.
Nas chamadas que recebe, revela-se um mundo de coerções e subornos de pessoas desesperadas por uma reserva VIP. Mas Dany tem os seus próprios problemas: um pai viúvo que quer vê-lo no Natal ou um casting que pode mudar o seu destino como actor. A peça está em cena até 12 de Janeiro, no Teatro del Arte, em Madrid.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Teatro Musgo reflecte sobre a vida em comunidade
Até ao próximo dia 13 está em reposição, no número 953 da rua da Alegria (Porto), a peça "A Casa de Georgienne". Esta criação colectiva do grupo Musgo, com direcção artística de Joana Moraes, reflecte acerca da vida em sociedade. "Nos pequenos nichos sociais que se geram à nossa volta, percebemos o quão preparados estamos, ou não, para partilhar espaços e ideias. O que é viver em comunidade? Será que gostamos ou estamos dispostos a viver em comunidade? Agarradas a referências mais ou menos consistentes, as personagens esforçam-se por manter os seus modos de vida".
O elenco conta com Ana Vargas, Gilberto Oliveira, Joana Carvalho, João Pamplona e Sara Costa. Para ver de terça-feira a domingo, às 22h00. Mais informações e reservas aqui.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Angélica Liddell e a China
A XXX edição do «Festival de Otoño a Primavera», que até Junho decorre em Madrid, vai receber o mais recente trabalho de Angélica Liddell. A dramaturga e actriz espanhola, que o ano passado recebeu o Prémio Nacional de Literatura Dramática de Espanha, apresenta "Ping Pang Qiu", uma peça de teatro documental que aborda a paixão que a autora tem pela China. Liddell enfrenta o espectador com a violência de um regime policial, estendendo a repressão a uma sala de ensaios de Madrid. A peça será apresentada nos Teatros del Canal, entre 14 e 17 de Fevereiro. Para mais informações acerca do festival, consultar a página oficial do mesmo, aqui.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
A partir de Tchekov
O encenador argentino Daniel Veronese assina a adaptação de "A Gaivota", de Anton Tchekov, que pode ser vista na Sala Fabià Puigserverno, do teatro Teatre Lliure, em Montjuïc (Barcelona), sob o nome de "Los Hijos se han Dormido".
"Sabedoria, educação, humanidade e capacidade de sacrifício são valores quase inexistentes, negados a este grupo de actores de província de idiossincrassias peculiares".
A peça está em cena de 9 a 13 de Janeiro.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
As razões para se ser bonita
A partir da peça "Reazons to be Pretty", do norte-americano Neil LaBute, João Lourenço encena "Há muitas razões para uma pessoa querer ser bonita", para ver na sala azul do Teatro Aberto, em Lisboa.
Conta-se aqui a história do casal Rui e Xana e de como esta gostava que ele a achasse bonita. Outra personagem, Daniel, não resiste a uma bela rapariga e essa, Carla, queixa-se de ser demasiado atraente. Será a aparência assim tão importante? Para se ter amor-próprio, conquistar o amor de alguém, obter sucesso, ser feliz?
Entre encontros e desencontros, verdades e mentiras, discute-se aqui o ser e o parecer e o que se procura na vida.
A dramaturgia é de Vera San Payo de Lemos, encenação, realização vídeo e luz de João Lourenço, cenário de António Casimiro, figurinos de Dino Alves e supervisão audiovisual de Nuno Neves. O elenco conta com Ana Guiomar, Jorge Corrula, Sara Prata e Tomás Alves. A peça pode ser vista de quarta-feira a sábado às 21h30 e domingo às 16h00.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Entrada em 2013 com teatro
Em véspera de novo ano, ficam duas sugestões para quem quiser ter um réveillon teatral. A companhia Fatias de Cá apresenta na Destilaria da Brogueira, em Torres Novas, a peça "L'Odeur", de Carlos Carvalhais. Recria-se aqui a demanda alquímica de um perfume - nigredo, rubedo e albedo - desenrolada numa destilaria de figo desactivada. O espectador vai deambulando pelo enorme espaço atrás dos protagonistas, indo ao encontro dos diversos cenários. Esta sessão de passagem de ano inclui jantar (20h20), espectáculo (22h22) e ceia (0h00). Mais informações aqui.
O Teatro A Barraca, Lisboa, também tem sessão especial de passagem de ano. A proposta é o espectáculo "Make Love Not War" (a partir do clássico grego "Lisístrata", de Aristófanes), com dramaturgia Helder Costa e encenação do próprio e de Maria do Céu Guerra. Conta-se aqui a luta das mulheres contra a guerra através de uma greve do sexo. A sessão começa às 22h30. depois a noite com uma aula de tango e baile até às 4h00. Mais informações no sítio www.abarraca.com.
domingo, 30 de dezembro de 2012
Paulo Rocha (1935 - 2012)
Figura central da história do cinema português, Paulo Rocha faleceu ontem, aos 77 anos. Com os seus filmes "Os Verdes Anos" (1962) e "Mudar de Vida" (1966), destacou-se como um dos mobilizadores do movimento do Cinema Novo Português, que revelou outros nomes como Fernando Lopes ou António da Cunha Telles.
Nascido no Porto em 1935, abandonou os estudos de Direito, em Lisboa, partindo para Paris, em 1959. Lá, frequentou o Institut des Hautes Études Cinematographiques, onde obteve o diploma de Realização de Cinema. Foi assistente de realização estagiário de Jean Renoir em "Le Corporal Épingle" (1962).
De regresso a Portugal foi assistente de Manoel de Oliveira em "Acto da Primavera" (1963) e "A Caça" (1964), estreando-se na realização, em 1962, com "Os Verdes Anos", obra-chave do cinema novo. Teve ainda participações como actor em filmes de Jorge Silva Melo, Manoel de Oliveira, João Canijo, Fernando Lopes e Raquel Freire. Foi director do Centro Português de Cinema e Adido Cultural da Embaixada de Portugal em Tóquio, onde estudou a vida e obra de Wenceslau de Moraes, tema da sua longa-metragem "A Ilha dos Amores".
Lançou vários actores importantes para o cinema e o teatro, sendo de destacar a actriz Isabel Ruth, com quem trabalhou em quase todos os seus filmes. O seu último filme "Se eu Fosse Ladrão... Roubava", terminado este ano, não tem ainda data de estreia.
Paulo Rocha vai a enterrar, amanhã, no cemitério do Prado do Repouso, saindo às 15h00 da Igreja de S. João da Foz, no Porto.
De regresso a Portugal foi assistente de Manoel de Oliveira em "Acto da Primavera" (1963) e "A Caça" (1964), estreando-se na realização, em 1962, com "Os Verdes Anos", obra-chave do cinema novo. Teve ainda participações como actor em filmes de Jorge Silva Melo, Manoel de Oliveira, João Canijo, Fernando Lopes e Raquel Freire. Foi director do Centro Português de Cinema e Adido Cultural da Embaixada de Portugal em Tóquio, onde estudou a vida e obra de Wenceslau de Moraes, tema da sua longa-metragem "A Ilha dos Amores".
Lançou vários actores importantes para o cinema e o teatro, sendo de destacar a actriz Isabel Ruth, com quem trabalhou em quase todos os seus filmes. O seu último filme "Se eu Fosse Ladrão... Roubava", terminado este ano, não tem ainda data de estreia.
Paulo Rocha vai a enterrar, amanhã, no cemitério do Prado do Repouso, saindo às 15h00 da Igreja de S. João da Foz, no Porto.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Iberescena já definiu apoios para 2013
O Comité Intergovernamental do programa Iberescena (constituído por Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Costa Rica, Equador, Espanha, México, Perú, República Dominicana e Uruguai), reunido no Rio de Janeiro, concedeu apoios económicos no total de 1 079 249 euros.
Este montante será distribuído aos países que fazem parte do espaço cultural Iberescena e que fizeram a sua contribuição económica para o período corrente. Os apoios serão distribuídos da seguinte forma: 24 à co-produção de espectáculos de teatro, dança e circo (284 200 euros), 48 a festivais, redes e circuitos (600 800 euros), 9 para encontros e seminários de formação no campo da gestão e da produção (78 000 euros), 26 à criação dramatúrgica e coreográfica (117 049 euros), bem como um montante de 97 000 euros para Projectos Especiais.
O Fundo de apoio às Artes Cénicas Ibero-americanas Iberscena foi criado em Novembro de 2006, tendo como base as decisões adoptadas na Cimeira Ibero-americana de Chefes de Estado e Governo, celebrada em Montevideu (Uruguai), relativas à execução de um programa de fomento, intercâmbio e integração das actividades de artes cénicas. O seu objectivo é promover os Estados- membros e, por meio de ajudas financeiras, criar um espaço de integração para as Artes Cénicas. A lista detalhada dos apoios está disponível no sítio http://www.iberescena.org.
Este montante será distribuído aos países que fazem parte do espaço cultural Iberescena e que fizeram a sua contribuição económica para o período corrente. Os apoios serão distribuídos da seguinte forma: 24 à co-produção de espectáculos de teatro, dança e circo (284 200 euros), 48 a festivais, redes e circuitos (600 800 euros), 9 para encontros e seminários de formação no campo da gestão e da produção (78 000 euros), 26 à criação dramatúrgica e coreográfica (117 049 euros), bem como um montante de 97 000 euros para Projectos Especiais.
O Fundo de apoio às Artes Cénicas Ibero-americanas Iberscena foi criado em Novembro de 2006, tendo como base as decisões adoptadas na Cimeira Ibero-americana de Chefes de Estado e Governo, celebrada em Montevideu (Uruguai), relativas à execução de um programa de fomento, intercâmbio e integração das actividades de artes cénicas. O seu objectivo é promover os Estados- membros e, por meio de ajudas financeiras, criar um espaço de integração para as Artes Cénicas. A lista detalhada dos apoios está disponível no sítio http://www.iberescena.org.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
"Um Grito Parado no Ar" pelo Teatrão
Com texto de Gianfrancesco Guarnieri e direcção de Antonio Mercado, "Um Grito Parado no Ar" pode ser visto em Coimbra, pelo Teatrão. A companhia convida a uma viagem onde se cruzam feirantes, estudantes, cauteleiros, mulheres a dias, vizinhos, jovens do interior, um polícia cansado, prostitutas, um casal no final da relação, professores universitários, uma mãe com a sopa sempre ao lume, o dono de uma tasca, adeptos fanáticos, entre muitas outras figuras. Escrito em 1973, este texto comoveu o Brasil nos tempos de resistência à ditadura militar. Adaptado à nossa realidade, onde o samba de Toquinho se transforma em fado, mostra-nos as voltas que as pessoas dão à vida para poderem ter ou manter o seu trabalho e concretizar os seus sonhos. O mote da peça é a história de um grupo de actores que luta para conseguir estrear o seu espectáculo, um conjunto de fragmentos da realidade urbana onde o vídeo é usado para captar o real e motivar a criação das personagens. A relação entre a vida dos actores, os testemunhos reais e as personagens que estão a ser criadas mostra uma fronteira muito ténue entre o palco e a vida. A peça está em cena hoje e amanhã e 3, 4 e 5 de Janeiro, às 21h30, na Oficina Municipal do Teatro.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
"O Senhor do Seu Nariz" em reposição
Até 13 de Janeiro do ano que aí vem é possível ver, em reposição no Teatro da Vilarinha (Porto), a peça "O Senhor do Seu Nariz", história de Álvaro Magalhães, com encenação de João Luiz e interpretação de Patrícia Queirós. João Luiz, também director da companhia Pé de Vento, explica que a proposta do espectáculo é fazer uma transposição da situação narrada para um plano onde é possível reencontrar a dimensão mágica da escrita de Álvaro Magalhães: "apostar de novo na personagem do contador/narrador e na ambiguidade que a leitura dramatúrgica permitiu aprofundar".
"O Senhor do Seu Nariz" conta a história de um rapaz condenado a carregar desde a nascença um nariz do tamanho de um chouriço e que transforma a sua graça em desgraça: "Era desagradável ser tão diferente do resto da gente, mas que havia de fazer se era esse o meu destino?".
A peça está em cena de terça a sexta-feira às 11h00 e às 15h00 (para escolas) e aos sábados e domingos às 16h00.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
O 'maravilhoso' universo de Miguel Torga
O Teatro Experimental de Cascais (Mirita Casimiro) está a levar a cena, até dia 30 deste mês, "O Paraíso", de Miguel Torga. Com encenação de Carlos Avilez e versão e dramaturgia de Miguel Graça, esta farsa, escrita em 1949 é agora adaptada aos novos tempos. Carlos Carranca, consultor literário para este trabalho, conta que "O Paraíso" revela as preocupações que comandaram a existência de Torga: o problema de Deus, a liberdade, o homem civilizado como símbolo de degradação existencial. Um universo religioso comanda a acção humana onde as ideias do bem e do mal estão para além dos pecados mortais e das virtudes teologais. A solução criada por Carlos Avilez introduzindo o universo de outro livro do mesmo autor - "Bichos" - a abrir a cena, fixa o mundo mágico de Torga, o "reino maravilhoso" como contraponto de um tempo que caminha para um fim adivinhado. O elenco é composto por Anna Paula, António Marques, Fernanda Neves, Luís Rizo, Renato Pino, Sérgio Silva, Teresa Côrte-real e ainda Carlos Trindade, David Balbi, João Reis, Miguel Ferraria e Nazareth Almadanim. As sessões são de quarta-feira a sábado às 21h30 e aos domingos às 16h00. Mais informações aqui: http://www.tecascais.org.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Boas Festas
A época é de festas. É da tradição trocarmos mensagens e desejos nesta quadra. Nós aqui estamos a fazê-lo também. Desde logo, aproveitando a oportunidade para abraçar todos aqueles que ao nosso lado têm andado, das mais diversas formas, num caminho que queremos continuar a percorrer. Façamos uma pausa. Boas Festas.
Fotografia de Susana Neves - Loja FITEI 2012
domingo, 23 de dezembro de 2012
Marinheiro mais famoso da BD em palco
A Companhia Fatias de Cá leva a cena, no próximo dia 30, pela última vez, a peça "Corto Maltese", baseada na personagem de BD criada por Hugo Pratt. A história é a do livro "As Célticas", adaptada aqui por Carlos Carvalheiro. Corto Maltese, o aventureiro homem do mar, envolve-se no conflito que opõe a Irlanda à Inglaterra, na sequência da revolta da Páscoa (Dublin, 1916), quando a República da Irlanda é declarada unilateralmente.
De referir que o grupo Fatias de Cá é pioneiro na teatralização de uma obra de Corto Maltese. A peça, na qual está incluída, bem a propósito, a oferta de um irish coffee, é apresentada no último domingo deste mês, no Centro Cultural da Barquinha. Mais informações aqui: http://www.fatiasdeca.net.
sábado, 22 de dezembro de 2012
Micro-teatro em Lisboa
Em época natalícia, o Teatro Rápido, de Lisboa, dedica as suas micro-peças do mês ao tema "Ouro, Incenso e Birra". Nos quatro espectáculos apresentados nas quatro salas do grupo (no Chiado) abordam-se algumas das questões mais pertinentes dos dias que correm. Na sala 1 é apresentado "Bank Bank You’re Dead?", com texto de Cláudia Lucas Chéu e encenação de Sofia de Portugal, que conta os últimos 15 minutos da vida de dois irmãos upper class que decidem morrer soterrados em dinheiro. Nas sala 2 pode ver-se "Lágrimas Não São Argumentos", uma adaptação livre do poema "No More Tears" de Adília Lopes, encenada por Laura Tomaz, que coloca a questão: e se a sociedade erradicasse as lágrimas do mundo, o que farias? "Diz-me Rápido" é a peça apresentada na sala 3, com encenação de António Gonçalves Pereira e textos do próprio, de Eça de Queiroz e de Clarence Gillis. Um ensaio de duas actrizes é aqui partilhado de forma divertida com o público, que vai ficando surpreendido com a actualidade de textos de outras épocas. Por último, na sala 4 está em cena "Há dias em que te amo, outros em que não sei que fazer contigo", escrito e encenado por Rafaela Lacerda. O espetáculo explora as dificuldades de comunicação de um jovem casal urbano na véspera de Natal. Todos os espectáculos têm 15 minutos de duração. Podem encontrar-se mais informações no blogue do Teatro Rápido: teatrorapido.blogspot.pt.
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