Amanhã e sábado (às 20h), o Auditório Padre Carlos Alberto Guimarães, em Lisboa, recebe o espectáculo "Recuerdo", da Provisional, companhia espanhola de dança contemporânea dirigida por Carmen Werner. Nascido de um projecto de parceria entre este grupo e a companhia japonesa Shun-Project, o espectáculo aborda a o tema da importância da memória: "o ser humano vive de memórias a maior parte da sua existência, quanto mais tempo vive, mais recorda e mais se deleita com as boas recordações. É uma forma de evasão e, por vezes, de sobrevivência".
Em palco estarão os bailarinos Shintaro Hirahara, Yasushi Shoji, Aya Yakushiji, Carmen Werner e Alejandro Morata. A música está a cargo de Luis Martínez, a luz de Pedro Fresneda e a fotografia de Saki Matsumara.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Grande Prémio da Crítica de teatro 2012 atribuído a Rogério de Carvalho
O encenador Rogério de Carvalho (Angola, 1936) foi distinguido pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro pelas encenações que assinou em 2012.
O júri, constituído por Alexandra Moreira da Silva (dramaturgista, tradutora e investigadora na Faculdade de Letras da Universidade do Porto), João Carneiro (crítico no jornal Expresso), Maria Helena Serôdio (que preside à APCT), Jorge Louraço Figueira (crítico de teatro no Público) e Rui Monteiro (crítico de teatro na revista Time Out), destacou as duas peças "Devagar", para a companhia As Boas Raparigas, a partir de textos de Howard Barker, e "O Doente Imaginário", para o Ensemble, e que estreou no FITEI a 1 de Junho, também no Porto, onde encontrou "uma singular intensidade no trabalho sobre a voz e sonoridades com o rigor da inscrição do corpo dos actores num espaço que um belíssimo jogo de luz e sombras transfigurava de forma audaciosa".
Rogério de Carvalho (Angola, 1936) é um histórico do teatro português e em 2012 assinou dois trabalhos que a Associação Portuguesa de Críticos de Teatro (APCT) considera inscreverem-se num "trajecto artístico de invulgar excelência e rigor".
As companhias Teatro dos Aloés e Primeiros Sintomas, e o fotógrafo João Tuna foram também escolhidos pelo trabalho realizado no ano passado.
A entrega dos prémios decorrerá no Jardim de Inverno do teatro São Luiz em data ainda a anunciar.
Mais informações em www.apcteatro.org
Imagem: Rogério de Carvalho © direitos reservados.
O júri, constituído por Alexandra Moreira da Silva (dramaturgista, tradutora e investigadora na Faculdade de Letras da Universidade do Porto), João Carneiro (crítico no jornal Expresso), Maria Helena Serôdio (que preside à APCT), Jorge Louraço Figueira (crítico de teatro no Público) e Rui Monteiro (crítico de teatro na revista Time Out), destacou as duas peças "Devagar", para a companhia As Boas Raparigas, a partir de textos de Howard Barker, e "O Doente Imaginário", para o Ensemble, e que estreou no FITEI a 1 de Junho, também no Porto, onde encontrou "uma singular intensidade no trabalho sobre a voz e sonoridades com o rigor da inscrição do corpo dos actores num espaço que um belíssimo jogo de luz e sombras transfigurava de forma audaciosa".
Rogério de Carvalho (Angola, 1936) é um histórico do teatro português e em 2012 assinou dois trabalhos que a Associação Portuguesa de Críticos de Teatro (APCT) considera inscreverem-se num "trajecto artístico de invulgar excelência e rigor".
As companhias Teatro dos Aloés e Primeiros Sintomas, e o fotógrafo João Tuna foram também escolhidos pelo trabalho realizado no ano passado.
A entrega dos prémios decorrerá no Jardim de Inverno do teatro São Luiz em data ainda a anunciar.
Mais informações em www.apcteatro.org
Imagem: Rogério de Carvalho © direitos reservados.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Pedro Carraca encena texto de Judith Thompson
PALÁCIO DO FIM de Judith Thompson, com tradução de Pedro Marques e interpretação de Ana Lázaro, Maria José Paschoal e António Filipe está em cena no Teatro da Politécnica, em Lisboa, até 23 de Fevereiro. Encenação de Pedro Carraca para os Artistas Unidos.
Um dia, como eu sabia que ia acontecer, eles vieram ter connosco. Graças a Deus que deixaram a minha mãe levar a Laila, mas levaram o Nahdne da escola e a mim de casa.
Tinha estado a cozer um ovo. Para comer com um convidado. É verdade. E os bandidos entraram.
E sabem quem eram? Podem perguntar-se, quem eram estes tipos da polícia secreta? Como é que eles reuniam tantos criminosos ávidos e sádicos? Bom, eu digo-vos, eram os rufias da zona. Eu reconheci um deles, costumava meter-se comigo e com o meu irmão quando íamos ao cinema. Assediava-me, dizia coisas nojentas e o meu irmão avisou-o. Eram estes tipos, estes fracassados, aqueles que torturam animais, as pessoas que tu evitas. Portanto. Levaram-nos para a prisão.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Matrioska de Tiago Guedes em França
O espectáculo Matrioska de Tiago Guedes continua em circulação e regressa agora a França. A peça, dirigida a um público-alvo de crianças dos 6 aos 10 anos, vai ser apresentada nos dias 6 e 7 de Fevereiro, às 19h30, no Théâtre Le Quai, Angers, em França.
"A estranheza, a curiosidade e o enigma fazem nascer muitas perguntas, numa peça onde transformações cenográficas e personagens intrigantes convidam as crianças a descobrir e construir novos significados para o mundo que as rodeia."
Mais informações em www.materiaisdiversos.com
Peça “Matrioska” de Tiago Guedes © direitos reservados.
"A estranheza, a curiosidade e o enigma fazem nascer muitas perguntas, numa peça onde transformações cenográficas e personagens intrigantes convidam as crianças a descobrir e construir novos significados para o mundo que as rodeia."
Mais informações em www.materiaisdiversos.com
Peça “Matrioska” de Tiago Guedes © direitos reservados.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Festival Escena Contemporánea em Madrid
Madrid volta a ser palco do festival de artes performativas Escena Contemporánea. Até 24 de Fevereiro, o certame apresenta propostas muito diversas - teatro, música, performance, ópera experimental, instalações interactivas, leituras encenadas, workshops - entre outras.
Nesta XIII edição, a organização quis sublinhar este momento civilizacional específico, apontando para os criadores que "com consciência social poderosa dirigem o seu olhar para a realidade"; artistas que "longe da auto-complacência observam a natureza das coisas e intervêm nela como cirurgiões e nalguns casos como carniceiros, para esquartejá-la". O festival é feito assim de um catálogo nada dogmático de múltiplas experiências de natureza cénica que acolhe a pluralidade de ângulos da criação contemporânea.O vasto programa pode ser consultado aqui: http://escenacontemporanea.com/.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Maria de Medeiros estreia-se em palcos brasileiros
O Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília apresenta até 24 de Fevereiro a peça "Aos Nossos Filhos”, escrita por Laura Castro e encenada por João das Neves. Em palco está a própria Laura Castro e a actriz portuguesa Maria de Medeiros, que se estreia, assim, no teatro brasileiro.
As relações familiares contemporâneas são o ponto de partida para se abordar o "confronto de duas gerações".Medeiros interpreta o papel de mãe, uma mulher liberal que teve três casamentos e lutou como guerrilheira contra a ditadura brasileira, tendo mesmo de se exilar. A filha, interpretada por Laura Castro, é o contraponto: uma mulher mais conservadora, em certos aspectos, e casada há 15 anos com outra mulher. Quando decide contar à mãe que vai ter um filho através da barriga da sua companheira, o enredo adensa-se e começam as primeiras reflexões. "Aos Nossos Filhos" nasceu da experiência pessoal da autora da peça, casada há 13 anos com Marta Nóbrega, com quem tem três filhos.
Em declarações ao jornal "Folha de São Palco", Maria de Medeiros explica que foi convidada para o papel por Laura Castro quando participava da última Mostra de Cinema de São Paulo, onde apresentou o documentário "Repare Bem", sobre a viúva de um guerrilheiro assassinado e das relações dela com a filha. Na mesma altura, actuou no Museu da Imagem e do Som para promover seu álbum "Pássaros Eternos", que tem um tema de homenagem à personagem de seu filme - "Aos Nossos Filhos", de Ivan Lins - canção que dá título à peça e que lhe serve de banda-sonora.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Inauguração oficial do MUSEU DAS MARIONETAS DO PORTO
O Teatro de Marionetas do Porto anuncia a inauguração oficial do MUSEU DAS MARIONETAS DO PORTO, que decorrerá no próximo dia 3 de Fevereiro de 2013 das 16h às 18h. A data assinala o nascimento do fundador da companhia João Paulo Seara Cardoso (1956-2010).
A exposição Cenas Suspensas apresentada no âmbito do FITEI 2006 constituiu um primeiro painel de memórias do percurso do Teatro de Marionetas do Porto ao longo do tempo, um conjunto dos lugares do espírito dos fazedores de cada espetáculo (criadores, intérpretes, produtores, técnicos, etc). E, naturalmente, uma memória a ser (re)vivida pelos muitos milhares de espectadores que sempre acompanharam a companhia. A abertura do museu permite, agora, uma partilha alargada dessas memórias.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
"Três Dedos Abaixo do Joelho" em Coimbra e Bragança
"Três Dedos Abaixo do Joelho", peça estreada no âmbito da última edição do Alkantara Festival, no Teatro Nacional D. Maria II (Lisboa), foi escolhida pelo jornal «Público» como um dos melhores trabalhos de teatro apresentados em Portugal em 2012 e está nomeada na categoria de Melhor Texto Português Representado e Melhor Espectáculo de Teatro para os Prémios Autor da Sociedade Portuguesa de Autores. A peça, baseada nos relatórios dos censores de teatro durante a ditadura, está actualmente a fazer digressão nacional. Hoje, será apresentada no Teatro Académico Gil Vicente e dia 2 de Fevereiro, próximo sábado, no Teatro Municipal de Bragança. Com texto e encenação de Tiago Rodrigues, a peça tem como intérpretes Isabel Abreu e Gonçalo Waddington.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Ilhas no Mosteiro
O TNSJ apresenta de 31 de Janeiro a 3 de Fevereiro, às 21h30, no Mosteiro S. Bento da Vitória, Porto, o espectáculo "Ilhas", com concepção, direcção e narração Luís Castro, numa co-produção do coletivo KARNART.
O espectáculo "toma como ponto de partida As Ilhas Desconhecidas, notas impressionistas de uma viagem aos arquipélagos dos Açores e da Madeira realizada em 1924, digressão insular às luzes e às trevas de uma geografia metafísica".
Adaptando-se às especificidades dos lugares onde é apresentado, "Ilhas joga com a arquitetura do claustro do Mosteiro de São Bento da Vitória para criar uma multiplicidade de novos enquadramentos, e oferece-se à deambulação de um público que tem a liberdade de se deslocar por entre as várias zonas de representação e de, pelo caminho, ir construindo o seu próprio espectáculo".
O colectivo KARNART regressa desta forma ao universo literário de Raul Brandão (1867-1930), depois de apresentarem em 2010 o espectáculo "Húmus".
Mais informações em www.tnsj.pt
O espectáculo "toma como ponto de partida As Ilhas Desconhecidas, notas impressionistas de uma viagem aos arquipélagos dos Açores e da Madeira realizada em 1924, digressão insular às luzes e às trevas de uma geografia metafísica".
Adaptando-se às especificidades dos lugares onde é apresentado, "Ilhas joga com a arquitetura do claustro do Mosteiro de São Bento da Vitória para criar uma multiplicidade de novos enquadramentos, e oferece-se à deambulação de um público que tem a liberdade de se deslocar por entre as várias zonas de representação e de, pelo caminho, ir construindo o seu próprio espectáculo".
O colectivo KARNART regressa desta forma ao universo literário de Raul Brandão (1867-1930), depois de apresentarem em 2010 o espectáculo "Húmus".
Mais informações em www.tnsj.pt
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Últimos dias para entrega de projectos para Leioa
No próximo dia 30 de Janeiro de 2013 finaliza o prazo para apresentação de propostas artísticas para participar na UMORE AZOKA-Feria de Artistas Callejeros de LEIOA 2013, que se realizará entre16 e 19 de Maio. Trata-se de uma feira de teatro especialmente vocacionada para trabalhos de grupos, companhias e artistas profissionais que utilizem a rua como meio de expressão e comunicação artística.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Ministério da Cultura de Angola distingue entidades culturais
O Ministério da Cultura de Angola distinguiu, no passado dia 16 de Janeiro, em Luanda, dez nomes de entidades e pessoas que se destacaram no domínio da criação artística e cultural angolana, em 2012. Entre os galardoados está o grupo Globo Dikulu, pelo seu trabalho de promoção da arte e cultura junto das comunidades. Este grupo, que integra Pesquisa Serpente, de Dompedro Dikota, esteve no Porto no FITEI 2010.
Foram ainda galardoados o escritor Henrique Guerra, o grupo Anamarimba, o bibliotecário Rui e o artista plástico Fernando Alvim.
Na ocasião da entrega diplomas de mérito e de honra às entidades, a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, encorajou os distinguidos a colaborarem para que a cultura em Angola se desenvolva cada vez mais.
domingo, 27 de janeiro de 2013
Gonçalo Amorim assume a direcção artística do TEP
Após ter dirigido cinco espectáculos no Teatro Experimental do Porto desde 2010, como encenador residente, Gonçalo Amorim assumiu as funções de director artístico da companhia profissional no início deste ano. Na sequência de um convite que lhe havia sido feito em 2009, o CCT/TEP viu, finalmente, criadas as condições para que o desempenho deste cargo pudesse ser assumido em pleno.
A companhia profissional delineada por António Pedro em 1953, tem, no ano em que comemora 60 anos de espectáculos regulares, um director artístico para o futuro. Gonçalo Amorim,actor e encenador, nasceu em 1976 na cidade do Porto.É formado em teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Trabalhou, entre outros, com o Teatro o Bando, os Primeiros Sintomas, o Útero, os Artistas Unidos e a companhia Olga Roriz. No cinema, trabalhou com Raquel Freire, Edgar Feldman e José Filipe Costa.Em 2007 ganhou o prémio da crítica, atribuído pela A.P.C.T., pela sua encenação de "Foder e ir às compras" de Mark Ravenhill. No TEP encenou em 2010 A Morte de Um Caixeiro Viajante, a que se seguiram Do Alto da Ponte e Já Passaram Quantos Anos, Perguntou Ele?, em 2011, e O Dia do Santo e Chove em Barcelona, em 2011.
A companhia profissional delineada por António Pedro em 1953, tem, no ano em que comemora 60 anos de espectáculos regulares, um director artístico para o futuro. Gonçalo Amorim,actor e encenador, nasceu em 1976 na cidade do Porto.É formado em teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Trabalhou, entre outros, com o Teatro o Bando, os Primeiros Sintomas, o Útero, os Artistas Unidos e a companhia Olga Roriz. No cinema, trabalhou com Raquel Freire, Edgar Feldman e José Filipe Costa.Em 2007 ganhou o prémio da crítica, atribuído pela A.P.C.T., pela sua encenação de "Foder e ir às compras" de Mark Ravenhill. No TEP encenou em 2010 A Morte de Um Caixeiro Viajante, a que se seguiram Do Alto da Ponte e Já Passaram Quantos Anos, Perguntou Ele?, em 2011, e O Dia do Santo e Chove em Barcelona, em 2011.
sábado, 26 de janeiro de 2013
"A Viagem da Clarinha" até à adolescência
"A Viagem de Clarinha", musical infanto-juvenil baseado no livro homónimo de Maria Clara Machado, está em cena até 3 de Fevereiro no Galpão das Artes do Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro (Brasil), pela companhia O Tablado.
Para abordar o tema da passagem da infância à adolescência, Maria Clara Machado conta a história da menina Clara, que se aventura numa viagem num barco de papel, partindo da sua banheira para o oceano até chegar a uma ilha. A adaptação e a encenação estão a cargo de Cacá Mourthé e Symone Strobel. A peça é apresentada de quinta-feira a domingo em duas sessões diárias (11h00 e 17h30). Quinta e sexta-feira as sessões são gratuitas.
Para abordar o tema da passagem da infância à adolescência, Maria Clara Machado conta a história da menina Clara, que se aventura numa viagem num barco de papel, partindo da sua banheira para o oceano até chegar a uma ilha. A adaptação e a encenação estão a cargo de Cacá Mourthé e Symone Strobel. A peça é apresentada de quinta-feira a domingo em duas sessões diárias (11h00 e 17h30). Quinta e sexta-feira as sessões são gratuitas.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Viagem de "regresso ao essencial"
A Companhia de Dança Contemporânea de Angola termina, com duas apresentações (hoje e amanhã) no Teatro Nacional São João (Porto), o seu périplo por Portugal onde veio estrear "Paisagens Propícias". Com direcção artística de Ana Clara Guerra Marques e coreografia de Rui Lopes Graça, este espectáculo aborda o universo do autor angolano Ruy Duarte de Carvalho (1941-2010), cuja obra faz-se de "uma arte genial de atravessar fronteiras – disciplinares, geográficas e culturais".
Os bailarinos 'dançam' o imaginário do autor de "Vou Lá Visitar Pastores" (1999), livro onde descreve a sua incursão por território Kuvale, que se estende para sul, passando pelo deserto do Namibe até às margens do rio Cunene. "Desta e de outras viagens, vividas ou imaginadas, extraíram-se palavras, imagens, cores e sons, matéria traduzida para o corpo em 'gestos que repetem outros gestos', como se lê num dos seus poemas. Através deste processo, coreógrafo e bailarinos fizeram um 'caminho de regresso ao essencial', sinal de fidelidade criativa a um autor que sempre recusou a ostentação do exotismo", pode ler-se no texto de apresentação do espectáculo.
Os bailarinos 'dançam' o imaginário do autor de "Vou Lá Visitar Pastores" (1999), livro onde descreve a sua incursão por território Kuvale, que se estende para sul, passando pelo deserto do Namibe até às margens do rio Cunene. "Desta e de outras viagens, vividas ou imaginadas, extraíram-se palavras, imagens, cores e sons, matéria traduzida para o corpo em 'gestos que repetem outros gestos', como se lê num dos seus poemas. Através deste processo, coreógrafo e bailarinos fizeram um 'caminho de regresso ao essencial', sinal de fidelidade criativa a um autor que sempre recusou a ostentação do exotismo", pode ler-se no texto de apresentação do espectáculo.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
"Dead End" ou como construir um melodrama
A companhia Mala Voadora apresenta no Teatro Maria Matos (Lisboa), até ao próximo sábado, "Dead End", com texto de Chris Thorpe a partir de narrativas populares da região de Guimarães.
É uma aproximação ao melodrama, diz a própria companhia: "Colocam-se como principais personagens um farsante, um tirano, uma mulher inocente e perseguida, um cavaleiro e, sempre que se possa, um animal aprisionado: um cão, gato, corvo, passarinho ou cavalo. O centro de um melodrama é uma personagem injustamente votada ao sofrimento. O desenlace costuma ser adiado até ao final do terceiro acto para que, assim, aumente a revolta do público e o seu desejo de que o desfecho justo e consolador chegue".
Aborda-se o destino e o sacrifício, um certo negrume ― "coisas que, nos melodramas, são arrumadas de forma a que o bem triunfe. As histórias em que o mal é castigado e o bem vence cumprem um papel tranquilizador para os que se projectam no papel da vítima. Constroem uma ordem. Ou, pelo menos, a imagem de uma ordem. 'Dead End' pode ser sobre a necessidade do mal". Dirigida por Jorge Andrade, o espectáculo foi uma co-produção de Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura.
Aborda-se o destino e o sacrifício, um certo negrume ― "coisas que, nos melodramas, são arrumadas de forma a que o bem triunfe. As histórias em que o mal é castigado e o bem vence cumprem um papel tranquilizador para os que se projectam no papel da vítima. Constroem uma ordem. Ou, pelo menos, a imagem de uma ordem. 'Dead End' pode ser sobre a necessidade do mal". Dirigida por Jorge Andrade, o espectáculo foi uma co-produção de Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Candidaturas para Mar del Plata
Está aberto o período de candidaturas de 20 de Janeiro a 19 de Abril à participação no 9 ° Festival Iberoamericano CUMBRE DE LAS AMERICAS mar del plata 2013.
O Festival tem carácter competitivo com a atribuição de prémios e decorre na cidade Mar del Plata, Pcia de Buenos Aires, na Argentina, em Outubro de 2013. Tem como objectivo principal estimular, promover o intercâmbio e difundir o trabalho de criadores ligados a este âmbito de expressão artíctica.
Mais informações estão disponíveis através do e-mail conosurteatro@gmail.com.
Peça “Estrellas sin cielo” de Sucre, Bolícia, vencedora do principal prémio atribuído na 8ª edição do Festival Cumbre de las Américas 2012 © direitos reservados.
O Festival tem carácter competitivo com a atribuição de prémios e decorre na cidade Mar del Plata, Pcia de Buenos Aires, na Argentina, em Outubro de 2013. Tem como objectivo principal estimular, promover o intercâmbio e difundir o trabalho de criadores ligados a este âmbito de expressão artíctica.
Mais informações estão disponíveis através do e-mail conosurteatro@gmail.com.
Peça “Estrellas sin cielo” de Sucre, Bolícia, vencedora do principal prémio atribuído na 8ª edição do Festival Cumbre de las Américas 2012 © direitos reservados.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Teatre Lliure apresenta "Blackbird" de David Harrower
Lluís Pasqual encena para o Teatre Lliure a peça "Blackbird" do dramaturgo escocês David Harrower, considerado como um dos autores-revelação da escrita para teatro.
O espectáculo está em cena no Teatre Lliure, em Barcelona, apresenta até 10 de Fevereiro de 2013.
Em "Blackbird" aborda-se um "assunto delicado com sensibilidade e sem juízos morais, questiona os limites da nossa maneira de ver a vida, dos nossos tabus, das nossas concepções de amor e de abuso".
Mais informações em www.teatrelliure.com
A peça "European House" encenada por Àlex Rigola, Teatre Lliure, abriu a 30.ª do FITEI - Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, a 24 de Maio de 2007, no TNSJ.
O espectáculo está em cena no Teatre Lliure, em Barcelona, apresenta até 10 de Fevereiro de 2013.
Em "Blackbird" aborda-se um "assunto delicado com sensibilidade e sem juízos morais, questiona os limites da nossa maneira de ver a vida, dos nossos tabus, das nossas concepções de amor e de abuso".
Mais informações em www.teatrelliure.com
A peça "European House" encenada por Àlex Rigola, Teatre Lliure, abriu a 30.ª do FITEI - Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, a 24 de Maio de 2007, no TNSJ.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
A obra de Júlio Verne inspira a companhia Gorakada na sua nova criação
O novo espectáculo Munduari itzulia (La vuelta al mundo...) baseado na obra de Júlio Verne integra as comemorações dos 25 anos de atividade da companhia Gorakada dirigida por Alex Díaz.
A estreia está agendada para o dia 27 de Janeiro de 2010, no Social Antzokia de Basauri, na versão em euskera, mas a companhia Gorakada apresentará a versão em castelhano em Gijón no próximo dia 25 de Fevereiro, integrada na programação oficial do FETEN- Feria Europea de Artes Escénicas, um certame teatral dedicado às produções de artes cénicas destinadas a um público infanto-juvenil.
A estreia está agendada para o dia 27 de Janeiro de 2010, no Social Antzokia de Basauri, na versão em euskera, mas a companhia Gorakada apresentará a versão em castelhano em Gijón no próximo dia 25 de Fevereiro, integrada na programação oficial do FETEN- Feria Europea de Artes Escénicas, um certame teatral dedicado às produções de artes cénicas destinadas a um público infanto-juvenil.
domingo, 20 de janeiro de 2013
Sonata a Kreutzer - Uma História para o Século XIX
Sonata a Kreutzer - Uma História para o Século XIX, produção da Metropolitana Gestão Cultural, está em cena até ao próximo dia 23, no SESC Pinheiros, em São Paulo, peça de Cássio Pires baseada na tragédia de Tolstói 'A Sonata a Kreutzer'. Com encenação de Marcello Airoldi, a peça conta com interpretação de André Capuano e Ernani Sanchez, design de som de Livio Tragtenberg e cenário e figurinos de Carla Estefan.
Dois actores revivem a história de Pózdnichev, um homem que assassinou sua esposa por ciúmes. Quatro discos contendo a Sonata a Kreutzer de Beethoven, tocados numa velha grafonola, provocam as suas memórias. A música e os ruídos misturam pensamentos, emoções, acontecimentos, ilusões e lembranças. Mas, lembranças do quê? Embora a sensação seja intensa, a recordação não é nítida. Vertiginosamente, como a sonata que os impulsiona, eles atravessam séculos em instantes. Na busca alucinada de compreensão e do que realmente aconteceu, recorrem às pistas que podem estar nos objectos antigos e duradouros ao seu redor. É nessa busca que as cenas acontecem, chegando, enfim, à tragédia.
sábado, 19 de janeiro de 2013
Mais Imaginarius '13: candidaturas abertas
Até 10 de Fevereiro, o Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira está a receber propostas no âmbito do «Mais Imaginarius». Os autores dos três melhores projectos artísticos terão a oportunidade de realizar uma residência artística para criação de um espectáculo conjunto a estrear na programação oficial do Festival em 2014.
Este ano, o «Mais Imaginarius» vai privilegiar os projectos que promovam o pensamento independente, o correr e assumir riscos da criação experimental e a criação de uma praxis artística informada e sustentada. Vai ainda dar primazia a propostas que confrontem a cultura e a comunidade local com linguagens artísticas contemporâneas, valorizando conceitos que encontrem uma implementação específica no espaço público de Santa Maria da Feira.
As propostas a contemplar podem enquadrar-se em 11 áreas artísticas, integradas nas temáticas de Artes Visuais (Novos Media, Arte Digital, Instalação e Graffiti) e Artes Performativas (Teatro, Dança, Música, Circo, Performance, Intervenção e Multidisciplinar). O regulamento e ficha de inscrição encontram-se disponíveis no site www.imaginarius.pt. Em Março serão divulgados os projectos seleccionados.
Este ano, o «Mais Imaginarius» vai privilegiar os projectos que promovam o pensamento independente, o correr e assumir riscos da criação experimental e a criação de uma praxis artística informada e sustentada. Vai ainda dar primazia a propostas que confrontem a cultura e a comunidade local com linguagens artísticas contemporâneas, valorizando conceitos que encontrem uma implementação específica no espaço público de Santa Maria da Feira.
As propostas a contemplar podem enquadrar-se em 11 áreas artísticas, integradas nas temáticas de Artes Visuais (Novos Media, Arte Digital, Instalação e Graffiti) e Artes Performativas (Teatro, Dança, Música, Circo, Performance, Intervenção e Multidisciplinar). O regulamento e ficha de inscrição encontram-se disponíveis no site www.imaginarius.pt. Em Março serão divulgados os projectos seleccionados.
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