domingo, 31 de março de 2013

‘Gertrude’, de Simão do Vale, peça bilingue no TNSJ

Está marcada para o dia 5 de Abril, no TECA, a estreia absoluta de 'Gertrude', peça com dramaturgia, encenação e interpretação de Simão do Vale. Trata-se de uma coprodução do Teatro Nacional de São João e a companhia portuense ‘A Turma’. 

A peça parte do desafio de trabalhar William Shakespeare e uma das personagens de um dos textos do dramaturgo inglês. A ‘Gertrude’ de Simão do Vale, é uma peça bilingue (português e italiano), onde dois actores – o autor, um português a residir em Turim, e a italiana de Génova Fiammetta Bellone – interpretam vários personagens: Gertrude, Hamlet e Cláudio, Polónio, o Espectro do falecido Rei, Ofélia e o Actor.

sábado, 30 de março de 2013

Realizador Carlos Saura estreia-se no teatro

O cineasta Carlos Saura estreia-se na encenação, aos 81 anos de idade, com o clássico "El Gran Teatro del Mundo", de Calderón de la Barca. A peça estreia na próxima quinta-feira, 4 de Abril, no Matadero, em Madrid.

Esta peça descreve a vida como uma encenação, imagina o mundo como se fosse um grande teatro e transmite a idea de que só através da morte se chega à verdadeira vida. Cada personagem desta grande comédia encena o seu papel, e, quando a obra terminar, receberá um prémio ou um castigo. Saura, aborda esta peça como um ensaio, em que é o próprio Calderón que dirige a obra, com uma companhia de actores que terá de se esforçar para esclarecer a complexidade que representa para o espectador de hoje um Auto Sacramental do século XVII.

A peça pode ser vista até 5 de Maio. Mais informações aqui.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Ana Luísa Amaral é a autora da mensagem do FITEI 2013

Ana Luísa Amaral, voz singular da poesia actual, aceitou o desafio de redigir a mensagem para a 36ª edição do FITEI. A escritora, que viu já algumas das suas obras dramatizadas (pela Assédio: "O Olhar Diagonal das Coisas" e "A História da Aranha Leopoldina"), é docente universitária e investigadora nas áreas de Estudos Anglo-americanos e Estudos Feministas.

Em forma de drama publicou "Próspero Morreu - poema em acto". Com Gabriela Macedo editou "Dicionário de Crítica Feminista". Mais recentemente preparou a edição anotada de "Novas Cartas Portuguesas" (1972), de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa. Tem tido uma destacada intervenção cívica e política.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Arrepios na Ribeira

A companhia Primeiros Sintomas apresenta hoje no espaço RIBEIRA, em Lisboa, a última representação de ARREPIOS, a partir de contos de Edgar Allan Poe e Oscar Wilde, numa encenação de Sandra Faleiro e dramaturgia de Inês Pereira, Sandra Faleiro e Sofia Vitória.  

Três irmãs arrepiadas. Contam histórias noite dentro. Muitas delas assombradas. O pai era pintor. A mãe era bonita. Mas é história de terror. A que envolve esta família. Corajosas atrevidas. Têm os seus rituais. No jardim constroem puzzles. Com os seus estranhos animais. No castelo há portas trancadas. Com segredos muito antigos. Mas as chaves estão enterradas. Em jazigos, em jazigos.

Espectáculo pensado para maiores de 6 anos, parte dos contos "Silêncio" e "O Retrato Oval" de Edgar Allan Poe e "O Gigante Egoísta" de Oscar Wilde. Interpretação de Inês Pereira, Joana Campelo e Sofia Vitória.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2013 | Dario Fo

Passou já muito tempo desde que o poder manifestava a sua a intolerância para com os commedianti expulsando-os do país. Hoje, por causa da crise, os actores e as companhias têm dificuldade em encontrar teatros, espaços públicos e espectadores.

Durante o período do Renascimento em Itália, acontecia o contrário: os que estavam no poder tinham de fazer um esforço significativo para manter nos seus territórios os commedianti, uma vez que estes gozavam de grande popularidade.

É sabido que o grande êxodo de artistas da Commedia dell'Arte aconteceu no século da Contra-Reforma, quando se decretou o desmantelamento de todos os espaços de teatro, especialmente em Roma, devido à acusação de ofenderem a cidade santa.

Em 1697, o Papa Inocêncio XII, sob a pressão de insistentes pedidos da burguesia mais conservadora e dos expoentes do clero, ordenou a demolição do Teatro Tordinona, em cujo palco, segundo os moralistas, tinha sido encenado o maior número de actuações obscenas.

Na época da Contra-Reforma, o cardeal Carlo Borromeo, do Norte de Itália, tinha-se comprometido com o resgate dos “filhos de Milão”, estabelecendo uma clara distinção entre arte - a mais alta forma de educação espiritual - e teatro - a manifestação do profano e de vaidade.

Numa carta dirigida aos seus colaboradores, que cito de improviso, o cardeal expressava-se da seguinte forma: “(...) em relação à erradicação da raiz do mal, fizemos o nosso melhor para queimar textos com discursos infames, para erradicá-los da memória dos homens, e, ao mesmo tempo, para perseguir aqueles que divulgaram tais textos impressos. Evidentemente, no entanto, enquanto dormíamos, o diabo trabalhou com astúcia renovada. Como penetra na alma mais do que os olhos vêem o que se lê nesse tipo de livros! Assim como a palavra falada e o gesto apropriado são muito mais devastadores para as mentes dos adolescentes e jovens do que a palavra morta impressa nos livros. É, portanto, urgente livrar as nossas cidades dos fabricantes de teatro, como fazemos com as almas indesejadas”.

A única solução para a crise está, então, na esperança de que uma grande “expulsão” seja organizada contra nós e, especialmente, contra os jovens que desejam aprender a arte do teatro: uma nova diáspora de commedianti, de fabricantes de teatro, que, certamente, a partir de tal imposição, terão benefícios inimagináveis para uma nova representação”.

Dario Fo

terça-feira, 26 de março de 2013

Ciclo de Música e Poesia

O segundo concerto e recital pertencentes aos Ciclos de Música e Poesia de 2013, a realizar hoje, dia 26, na Fundação Cupertino de Miranda, em Famalicão, conta com a Música do Dixit'up - Conservatório de Música do Porto sob a direção de Paulo Carvalho, seguido do recital de poesia com coordenação de Isaque Ferreira tendo como convidado Mário Moutinho.

Música - Dixit'up

Ana Thomaz-Clarinete
Luís Macedo-Trompete
Nádia Moura-Sax Tenor
Xavier Sousa-Trombone
Telmo Pereira-Tuba
Pedro Silva-Piano
João Alves-Bateria

programa
George L. Cobb-Alabama Jubilee
Porter Steele-High Society
Spencer Williams-Basin Street Blues
D.J. La Rocca-Fidgety Feet
Tradicional-Down by the Riverside

Poesia
Textos de Adília Lopes, Alexandre O'Neill, Almada Negreiros, Ana Luísa Amaral, António Lobo Antunes, António Ramos Rosa, Brian Patten, Carlos Drummond de Andrade, Filipa Leal, Henrique Manuel Bento Fialho, Herberto Helder, Joaquim Castro Caldas, Jorge Sousa Braga, Mário-Henrique Leiria e Woody Allen.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Espectáculo teatral homenageia a actriz Fernanda Alves

Com encenação de Fernando Mora Ramos, o Teatro da Raínha apresenta no Porto uma homenagem à actriz Fernanda Alves (1930-2000) que pretende ser “uma convocação para a vida, não uma chamada para a morte” adaptada a partir das prosas e poemas de “Fernanda”, escritas pelo marido, jornalista e poeta Ernesto Sampaio.


“Como pôr o amor em cena quando a palavra é lírica em absoluto?”, pergunta Fernando Mora Ramos que assina a encenação e divide o palco com Joana Carvalho. Ambos sós, “ na estrada, nos confins mais remotos, tu já dentro da noite e eu à beira dela”, trazem à memória a história de Ernesto e Fernanda.

Fernanda – Quem Falará de Nós, os Últimos? está em cena no Teatro Nacional S. João até ao dia 27 de Março.

domingo, 24 de março de 2013

Teatro defondo | 11 anos de actividade

A companhia Teatro defondo completou 11 anos de actividade esta semana. Esta companhia dirigida artisticamente por Vanessa Martinez assume-se como uma equipa de trabalho especializada em teatro clássico, tendo a sua identidade uma visão contemporânea do teatro clássico, o uso da música ao vivo em todas as suas produções e uma contínua busca de criação de novos públicos. Nesta altura, o Teatro defondo tem em digressão Un sueño de una noche de verano, que estará em cena em Madrid e Saragoça durante o mês de Abril, uma adaptação da peça de Shakespeare a pensar no público infanto-juvenil.

sábado, 23 de março de 2013

Comédia de Shakespeare no Teatro Nacional D. Maria II

O encenador Álvaro Correia leva ao palco do Teatro Nacional D. Maria II (Lisboa) "À Vossa Vontade" (As You Like It), uma das comédias mais famosas de William Shakespeare e onde se profere a muito citada frase "Todo o mundo é um palco". Escrita, acredita-se, em 1599, a peça condensa várias visões do mundo, numa sequência de divertidas peripécias e jogos.

«Na mítica floresta de Arden, Rosalinda, em fuga depois de ter sido expulsa de casa do tio, passa a ser Ganimedes. O falido Orlando procura-a para lhe declarar o seu amor e encontra Ganimedes que o tenta convencer do contrário. Febe apaixona-se por Ganimedes mas, na impossibilidade de uma relação, junta-se ao pastor Silvio. Entre mal-entendidos e amores desencontrados, há-de surgir uma solução, nem que seja através do 'santo matrimónio'».

O espectáculo - co-produção entre o TNDM II e a Comuna Teatro de Pesquisa - estreou quinta-feira passada e estará em cena até dia 14 de Abril. Mais informações aqui.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Cuidados intensivos em Vila do Conde

O programa de encontros, performances e exposições "Cuidados Intensivos" começa amanhã em Vila do Conde. Concebido e coordenado pelo coreógrafo e bailarino Joclécio Azevedo, o certame - integrado no Festival Circular - consiste num programa de acções e encontros mensais com artistas, que acontecem dentro de exposições temporárias em Vila do Conde.

As exposições combinam diversos tipos de vestígios de produções artísticas, tais como partituras, objectos utilizados em performances e edições à volta das artes performativas ou de processos de criação. As exposições do Cuidados Intensivos contam com a participação de Andreas Dyrdal, António Júlio, Flávio Rodrigues, Joana Providência, Miguel Pipa, Né Barros, Paulo Mendes, Pedro Augusto/Ghuna X, Rogério Nuno Costa, Susana Chiocca, Teresa Prima, Vera Santos e Victor Hugo Pontes.

A entrada é gratuita em todos os eventos. O programa está disponível aqui: http://www.circularfestival.com.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Sexto Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo

Até dia 24, próximo domingo, está a decorrer a sexta edição do Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo. Com espectáculos do Chile, Argentina, Bolívia, Portugal, Espanha, México e Brasil, a programação ocupa o espaço Memorial da América Latina, projectado pelo arquitecto que criou Brasília Oscar Niemeyer.

Hoje sobem ao palco "Como Arena Entre las Manos" (Argentina) e "Valsa nº 6" (Brasil). A companhia transnacional, sediada em Portugal, Peripécia Teatro apresenta no último dia do certame o seu espectáculo "1325". O programa completo pode ser consultado no sítio online do Memorial.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Negócio fechado | Companhia de Teatro de Almada

A Companhia de Teatro de Almada estreia dia 28 de Março Negócio Fechado, de David Mamet.

Em Negócio fechado (no original, Glengarry Glen Ross), Prémio Pulitzer 1984, David Mamet desmistifica o chamado sonho americano. Centrando-se no ambiente de uma agência imobiliária, Negócio fechado sintetiza alguns dos temas habitualmente tratados por Mamet (o excesso de competitividade, a ausência de escrúpulos, e a impiedade para com os mais fracos), imputáveis a alguns sectores da sociedade norte-americana. Nesta peça assiste-se à ruína de um velho vendedor caído em desgraça, numa empresa que promove concursos de vendas com prémios peculiares: um Cadillac para o vencedor, uma colecção de facas para o segundo classificado, e o despedimento imediato para os restantes.

 Encenação de Rodrigo Francisco com interpretação de Alberto Quaresma, Ivo Alexandre, Marques D’Arede, Miguel Sopas, Paulo Guerreiro, Pedro Lima e Pedro Walter, estará em cena até 28 de Abril, no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada.

terça-feira, 19 de março de 2013

A elegante melancolia do crepúsculo

A elegante melancolia do crepúsculo, que interpela (e transpõe) as fronteiras entre o teatro e o cinema, baseia-se no tríptico Luzes da cidade, O grande ditador e Luzes da ribalta, de Charles Chaplin: três marcos da História do cinema, que constituem três exemplos máximos do seu génio e nos quais o célebre realizador fala da vida, do amor, da sobrevivência e da solidariedade. Calvero, o derradeiro personagem de Chaplin procura, como o Fausto de Goethe, a juventude perdida através da memória musical.

Neste projecto com dramaturgia de Roberto Merino, Luísa Pinto centra-se na relação entre estas duas áreas de criação; teatro/cinema, com o objectivo de despertar no espectador duas percepções da acção  a imediata vista pelo público no momento em que a acção decorre e a vista em projecção  Os actores contracenam com a tela, entrando e saindo da mesma, em presença corporal e virtual por esta forma multimédia, é como se o dispositivo cénico estivesse dentro do olhar de uma câmara. Também a música está presente em todo o espectáculo  à semelhança do cinema mudo, o piano narra a acção como se de um segundo texto se tratasse.

A elegante melancolia do crepúsculo é uma encenação de Luisa Pinto, com dramaturgia de Roberto Merino, direcção musical de Bernardo Soares e interpretação de Isabel Carvalho, João Costa e Valdemar Santos.

A partir de 20 de Março no Cine Teatro Constantino Nery.

segunda-feira, 18 de março de 2013

WILDE . estreia na culturgest . 22-23 março

O designado “teatro de repertório” assenta num princípio de repetição e diferença: a mesma peça é apropriada por sucessivas companhias, ou por sucessivos encenadores, uma vez após outra, durante décadas ou séculos. Pratica-se o equilíbrio entre a reiteração ritualista da sua qualidade (a repetição em si) e a revelação mais pura da sua essência dramatúrgica. Entre a designada “atemporalidade” e o novo. Entre a tradição e o maneirismo, ou a iconoclastia. Entre o cânone e a tentativa de reflectir, sobre ele, (mais) um olhar idiossincrático. Entre a história das sucessivas versões da peça e o propósito de quem tenta desafiar essa história, ou inscrever-se nela. Dialécticas.

Wilde é o resultado de uma colaboração entre a companhia de teatro mala voadora e o bailarino e coreógrafo Miguel Pereira, do Rumo do Fumo. Baseia-se na peça de Oscar Wilde e, mais especificamente, no registo áudio da sua versão radiofónica produzida pela BBC Radio 7. O espectáculo é uma apropriação desse registo de uma performance do passado, ela própria uma apropriação de uma peça do seu passado. É um espectáculo historicista, ou arquivista. E não é.

domingo, 17 de março de 2013

Daniel Veronese Prémio Max Ibero-americano 2013

O comité organizador dos Prémios Max de las Artes Escénicas concedeu por unanimidade o Prémio Max Ibero-americano 2013 ao argentino Daniel Veronese na XVI edição deste prémio de grande prestígio internacional, por ter estabelecido uma ponte entre Espanha e a América Latina na dupla faceta de autor e encenador. Esta categoria dos Prémios Max reconhece uma entidade, companhia, espetáculo ou profissional ibero-americano que, pelas suas contribuições, se tenha destacado no âmbito das artes cénicas ao longo da sua carreira. Entre outros, já receberam este prémio Alicia Alonso, Héctor Alterio, Les Luthiers, Julio Bocca e o FITEI (em 2008).

sábado, 16 de março de 2013

Um espectáculo de realidade no TeCA


 "Adalberto Silva Silva – Um espetáculo de realidade", peça de Jacinto Lucas Pires, pode ser vista até amanhã (às 16h00) no Teatro Carlos Alberto (Porto). Este "telejornal da alma de um anti-herói português", apresenta Adalberto, homem solitário e tímido que se apaixona perdidamente por uma desconhecida no supermercado. Conta a sua história no seu telejornal sentimental, entre anúncios publicitários e interrupções para “compromissos espirituais”. Este espectáculo criado em austeridade é resultado do encontro entre o autor e o actor Ivo Alexandre, que são aqui agentes de si próprios, sem encenador, sonoplasta, figurinista, produtor ou companhia.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Cervantes pela companhia Els Joglars


O Teatro Pavón (Madrid) recebe no próximo dia 27 a estreia de "El coloquio de los perros", um espectáculo co-produzido pelo grupo Els Joglars e a Companhia Nacional de Teatro Clássico espanhola. A peça é uma adaptação livre do conto homónimo de Miguel Cervantes - incluído na série "Novelas ejemplares" - por Albert Boadella e Martina Cabanas. A encenação está a cargo de Ramon Fontserè (que também estará em palco juntamente com Pilar Sáenz, Dolors Tuneu, Xavi Sais e Xevi Vilà). A grupo catalão Els Joglars já marcou a sua presença no FITEI por duas vezes com muito sucesso. A primeira foi em 1986 com "Os Virtuosos de Fontainebleau" e a segunda em 2000 com "Daaalí".

 Mais informações aqui: http://www.elsjoglars.com.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Mulheres, activismo e paz


Uma reflexão acerca do universo feminino e do papel das mulheres na sociedade é o que propõe o espectáculo "1325", que estará em cena amanhã e depois no CELCIT (Buenos Aires, Argentina). Remetendo para o número da resolução aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, que incide sobre a importância da participação das mulheres na criação da paz, a peça da companhia transnacional Peripécia (sediada em Portugal) apresenta três personagens: três idosas que vivem num espaço habitado por roupas e memórias.

A narrativa é composta por diversos quadros que abordam o activismo feminino. Em palco estarão os actores e criadores da obra Angel Fragua, Noelia Domínguez e Sérgio Agostinho. A dramaturgia e encenação estão a cargo de José Carlos Garcia.

Mais informações no sítio online do CELCIT.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Documentário e Mesa-redonda Teatro e Comunidade

©Susana_Neves  Foto do espectáculo 'Meto a Colher', de PELE [FITEI 2011]

Em Teatro e Comunidade, a PELE – Espaço de Contacto Social e Cultural, associação criada no Porto em 2007, coloca em perspectiva três dos seus últimos projectos de envolvimento de comunidades locais com linguagens artísticas como a poesia, o teatro, a música e a dança. O documentário Passo a Passo, que será exibido no Mosteiro de S. Bento da Vitória amanhã, dia 14 de Março, regista, com a câmara ao ombro, os caminhos percorridos pelo Grupo de Teatro Comunitário da Vitória durante a construção de Peregrinações (2012), espectáculo apresentado no âmbito do evento Manobras no Porto.

Em Teatro e Comunidade, os documentários – bem como as performances e a mesa-redonda que os complementam – fazem-se de passos em direcção aos outros, questionando a capacidade da arte para gerar encontros imprevistos e inclusivos. A Mesa-redonda Teatro e Comunidade terá a participação de Edith Scher (Matemurga – Grupo de Teatro Comunitário, Argentina), Hugo Cruz (PELE), Rita Wengorovius (Escola Superior de Teatro e Cinema), José Brochado (Projeto Peregrinações) e Mário Moutinho (FITEI), como moderador.

terça-feira, 12 de março de 2013

Três dedos abaixo do joelho volta a ser apresentado

©MagdaBizarro

Depois de ter recebido o Prémio SPA para Melhor Espectáculo de Teatro de 2012, Três dedos abaixo do joelho volta a ser apresentado em Portugal, em Viseu e Vila Real. Este espectáculo criado a partir dos arquivos de censura de teatro durante a ditadura salazarista estreou durante a última edição do alkantara festival, no TNDMII e, durante 2013, fará digressão em Portugal, Bélgica, França e Itália.

Três dedos abaixo do joelho, a partir de relatórios dos censores do Secretariado Nacional de Informação do Estado Novo, texto e encenação de Tiago Rodrigues com Isabel Abreu e Gonçalo Waddington é apresentado no dia 16 de Março no Teatro Viriato, Viseu e no dia  30 de Março no Teatro de Vila Real.