Maria do Céu Guerra e Adérito Lopes levam a cena, no Teatro da Barraca, Lisboa, “Menino de sua Avó”, um texto inédito de Armando Nascimento Rosa. A peça é um dueto cénico entre o poeta Fernando Pessoa e a sua 'Avó Louca'. Nestes sete divertidos encontros cruzam-se o fantástico e a realidade, o material e o imaterial. À maneira pessoana, as personagens passam do lado de cá para o lado de lá da vida. De referir que a música original da peça é de António Victorino d' Almeida.
“Menino de sua Avó” pode ser vista até 28 de Julho.
Mais informações aqui.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
quinta-feira, 11 de abril de 2013
"Rosencrantz & Guildenstern Estão Mortos" no TNSJ
Baseando-se em duas personagens criadas por William Shakespeare para "Hamlet", o autor britânico Tom Stoppard escreveu "Rosencrantz & Guildenstern Estão Mortos". Datada de 1966, esta peça, que hoje estreia com encenação de Marco Martins, no Teatro Nacional São João (Porto), conta a história, precisamente, de Rosencrantz e Guildenstern, que foram enviados pelo tio do Príncipe da Dinamarca para conter a ira do sobrinho e desvendar a origem da sua loucura.
Esta "comédia de ideias" coloca as personagens numa deriva existencialista. São incapazes de descodificar o mundo que os rodeia, bem como a geografia do lugar que ocupam na intriga.
A peça estará em cena até dia 28 de Abril. Mais informações podem ser encontradas no sítio do TNSJ.
Esta "comédia de ideias" coloca as personagens numa deriva existencialista. São incapazes de descodificar o mundo que os rodeia, bem como a geografia do lugar que ocupam na intriga.
A peça estará em cena até dia 28 de Abril. Mais informações podem ser encontradas no sítio do TNSJ.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Nova peça de Lars Norén em Madrid
A mais recente peça de Lars Norén - "Fragment" - pode ser vista até amanhã no Teatro La Abadía (Sala Juan de la Cruz), em Madrid. O autor sueco, um dos mais importantes dramaturgos contemporâneos, escreveu esta obra para o programa «Cities on Stage», projecto de cooperação internacional que tem como objectivo a criação de propostas cénicas de reflexão sobre a sociedade actual.
"Fragment" explora as consequências de um ambiente urbano onde as diferenças entre distintos grupos vai aumentando e onde centro e periferia estão cada vez mais afastados. A encenadora sueca Sofia Jupither põe em cena o trabalho, que é produzido pelo Folkteatern (Gotemburgo) e pelo Théâtre National de la Communauté Française (Bruxelas), em colaboração con Odéon-Théâtre de l’Europe (Paris) e La Abadía (Madrid).
Mais informações aqui.
"Fragment" explora as consequências de um ambiente urbano onde as diferenças entre distintos grupos vai aumentando e onde centro e periferia estão cada vez mais afastados. A encenadora sueca Sofia Jupither põe em cena o trabalho, que é produzido pelo Folkteatern (Gotemburgo) e pelo Théâtre National de la Communauté Française (Bruxelas), em colaboração con Odéon-Théâtre de l’Europe (Paris) e La Abadía (Madrid).
Mais informações aqui.
terça-feira, 9 de abril de 2013
MARIA! NÃO ME MATES, QUE SOU TUA MÃE
O Teatro da Palmilha Dentada e as Comédias do Minho apresentam MARIA! NÃO ME MATES, QUE SOU TUA MÃE, com estreia no Porto, a 11 de Abril, pelas 21h46 na Sala-Estúdio Latino no Teatro Sá da Bandeira.
Vinde ouvir, damas e cavalheiros, a história escabrosa que em Lisboa se passou: uma mãe pela filha morta.
História alinhavada por Camilo Castelo Branco em uma noite apenas. Um pequeno livro, que merece a atenção do público e é comprado sofregamente, salvando o poeta da bancarrota.
- Senhores, às musas não mais pedimos que nos iluminem como iluminaram Camilo para que possamos nós abrilhantar o vosso serão com história tão pungente, tão sofrida que ficará para sempre na vossa memória e de onde, estou certo, retirareis mil ensinamentos. E que quando o chapéu rodar por entre vós, não vos acanheis e saberdes dar justo pagamento a quem vos emocionou e vos levou às lágrimas.
Coprodução | Teatro da Palmilha Dentada e Comédias do Minho
Texto | Ricardo Alves, a partir de Camilo Castelo Branco
Encenação | Ricardo Alves
Direcção plástica | Sandra Neves
Figurinos | Inês Mariana Moitas
Direcção musical e actores | Rodrigo Santos
Interpretação | Ivo Bastos, Mónica Tavares, Nuno Preto, Pedro Mendes, Tânia Almeida e Vasco Ferreira
Vinde ouvir, damas e cavalheiros, a história escabrosa que em Lisboa se passou: uma mãe pela filha morta.
História alinhavada por Camilo Castelo Branco em uma noite apenas. Um pequeno livro, que merece a atenção do público e é comprado sofregamente, salvando o poeta da bancarrota.
- Senhores, às musas não mais pedimos que nos iluminem como iluminaram Camilo para que possamos nós abrilhantar o vosso serão com história tão pungente, tão sofrida que ficará para sempre na vossa memória e de onde, estou certo, retirareis mil ensinamentos. E que quando o chapéu rodar por entre vós, não vos acanheis e saberdes dar justo pagamento a quem vos emocionou e vos levou às lágrimas.
Coprodução | Teatro da Palmilha Dentada e Comédias do Minho
Texto | Ricardo Alves, a partir de Camilo Castelo Branco
Encenação | Ricardo Alves
Direcção plástica | Sandra Neves
Figurinos | Inês Mariana Moitas
Direcção musical e actores | Rodrigo Santos
Interpretação | Ivo Bastos, Mónica Tavares, Nuno Preto, Pedro Mendes, Tânia Almeida e Vasco Ferreira
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Por responsabilidade, o FITEI recusa-se a morrer - comunicado da direcção
A Direção-Geral das Artes publicou a sua proposta de decisão para os apoios directos anuais e plurianuais ao teatro. Propõe não atribuir qualquer apoio ao FITEI - Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica. Ao longo dos seus 36 anos de história, o FITEI, primeiro festival de teatro em Portugal, realizou-se ininterruptamente, sempre com apoio financeiro público.
A relação que ao longo das décadas foi criando com a cidade do Porto, tanto com o público como com os criadores, as pontes de intercâmbio que fundou com países essenciais da história do teatro contemporâneo, como Espanha e países da América Latina, a ligação à criação emergente dos países africanos da lusofonia e a promoção que tem levado a cabo do teatro português fora de portas foram factores desconsiderados pelo júri que avaliou a candidatura.
(Para ler comunicado na íntegra clicar aqui)
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Pensar a pátria do amanhã e das esperanças
Fazendo uma releitura do mito sebastianista e a partir de textos de Fernando Pessoa, Cátia Terrinca e Ricardo Boléo construíram o drama "Éter", que sobe ao palco do Teatro Turim (Lisboa) até ao próximo dia 14.
"'Éter' constrói-se sobre o signo da espera: das palavras de dois actores e um dramaturgo nasce um texto que reflete sobre as paisagens e desencontros onde esperamos, porque esperamos, com quem esperamos. Esboça-se uma pátria do amanhã e das esperanças (...)".
A coordenação dramatúrgica está a cargo de Ricardo Boléo, a concepção do espaço cénico é de Cátia Terrinca, Miguel Rebelo e Ricardo Boléo, e em palco estão Cátia Terrinca e Miguel Rebelo. Mais informações aqui: http://teatroturim.com.
A coordenação dramatúrgica está a cargo de Ricardo Boléo, a concepção do espaço cénico é de Cátia Terrinca, Miguel Rebelo e Ricardo Boléo, e em palco estão Cátia Terrinca e Miguel Rebelo. Mais informações aqui: http://teatroturim.com.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Últimos dias do Festival de Teatro de Curitiba
O Festival de Teatro de Curitiba (Brasil) está na recta final da sua 22ª edição. Até domingo ainda é possível assistir a várias propostas deste importante evento de artes cénicas do país, que tornou Curitiba numa cidade de referência do teatro. O festival divide-se em diferentes secções, das quais se destacam a Mostra e o Fringe.
Além de teatros e outros espaços tradicionais, os espectáculos são apresentados em barracões, ruas, praças, bares e outros locais alternativos.
Inovador e autêntico, o Festival de Teatro de Curitiba recebe todos os anos companhias de diversos estados do Brasil e do exterior, promovendo o encontro de enorme diversidade artística e humana na cidade. "Homem Vertente", "Horses Hotel" (na imagem), "Matiné Manacá", "O Médico e o Monstro", "O Terraço" e "O Diário de Genet" são algumas das peças que podem ser vistas até ao final do certame.
Estão disponíveis mais informações no sítio oficial do festival.
Inovador e autêntico, o Festival de Teatro de Curitiba recebe todos os anos companhias de diversos estados do Brasil e do exterior, promovendo o encontro de enorme diversidade artística e humana na cidade. "Homem Vertente", "Horses Hotel" (na imagem), "Matiné Manacá", "O Médico e o Monstro", "O Terraço" e "O Diário de Genet" são algumas das peças que podem ser vistas até ao final do certame.
Estão disponíveis mais informações no sítio oficial do festival.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Prémio Max para Mostra de Autores Contemporâneos
O Prémio Max Novas Tendências 2013 foi atribuído, por unanimidade do comité organizador, à Mostra Teatro Espanhol de Autores Contemporâneos. Esta XVI edição dos Prémios Max organizados pela Fundación Autor de la SGAE, atribuiu este prémio tendo em conta o papel da mostra no fomento da criação contemporânea espanhola a nível nacional e internacional. Guillermo Heras, director da Mostra, já esteve no FITEI como convidado (foto), declarou tratar-se de "um prémio partilhado com os cerca de 500 autores que nos têm acompanhado ao longo dos anos, com a equipa de gestão, com as instituições que nos apoiam e com os espectadores, eixos fundamentais para o desenvolvimento da Mostra". Este evento realiza-se anualmente, em Alicante.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Kamouraska em digressão pela a América Latina
A companhia galega Inversa Teatro inicia em Abril uma digressão pela Venezuela, México e Colômbia com a peça Kamouraska. Esta digressão realiza-se entre os dias 2 de Abril e 2 de Maio. Participarão em diferentes Festivais e cidades como o Festival Gran Caribe, em Cartagena de Índias, o Festival Somos Más, de Caracas, e em Jalisco, no Teatro Experimental de Jalisco.A peça Kamouraska, tem direcção de Vanesa Sotelo e interpretação de Beatriz Campos, María Caparrini e Marta Pérez.
Esta é a terceira viagem que Inversa Teatro faz à América Latina, depois de passar pela VII Mostra Latino Americana de Teatro, em São Paulo no mês de Abril do ano passado e de realizar uma digressão de um mês pela Colômbia, onde realizaram 7 representações e 7 ateliers de artes cénicas em diferentes cidades, como Bogotá, Bucaramanga, Tunja, Vila de Leyva e Cartagena de Indias. O interesse que suscitou a peça no Brasil e na Colômbia possibilitou que outros países se interessassem pela trabalho da Inversa Teatro e, assim, surgiu o convite para esta digressão em três países latino-americanos. A companhia tem já convites para este ano em países como Uruguai, Venezuela, México, Equador, Brasil, Colômbia, Chile e Cuba.
domingo, 31 de março de 2013
‘Gertrude’, de Simão do Vale, peça bilingue no TNSJ
Está marcada para o dia 5 de Abril, no TECA, a estreia absoluta de 'Gertrude', peça com dramaturgia, encenação e interpretação de Simão do Vale. Trata-se de uma coprodução do Teatro Nacional de São João e a companhia portuense ‘A Turma’.
A peça parte do desafio de trabalhar William Shakespeare e uma das personagens de um dos textos do dramaturgo inglês. A ‘Gertrude’ de Simão do Vale, é uma peça bilingue (português e italiano), onde dois actores – o autor, um português a residir em Turim, e a italiana de Génova Fiammetta Bellone – interpretam vários personagens: Gertrude, Hamlet e Cláudio, Polónio, o Espectro do falecido Rei, Ofélia e o Actor.
sábado, 30 de março de 2013
Realizador Carlos Saura estreia-se no teatro
O cineasta Carlos Saura estreia-se na encenação, aos 81 anos de idade, com o clássico "El Gran Teatro del Mundo", de Calderón de la Barca. A peça estreia na próxima quinta-feira, 4 de Abril, no Matadero, em Madrid.
Esta peça descreve a vida como uma encenação, imagina o mundo como se fosse um grande teatro e transmite a idea de que só através da morte se chega à verdadeira vida. Cada personagem desta grande comédia encena o seu papel, e, quando a obra terminar, receberá um prémio ou um castigo. Saura, aborda esta peça como um ensaio, em que é o próprio Calderón que dirige a obra, com uma companhia de actores que terá de se esforçar para esclarecer a complexidade que representa para o espectador de hoje um Auto Sacramental do século XVII.
A peça pode ser vista até 5 de Maio. Mais informações aqui.
Esta peça descreve a vida como uma encenação, imagina o mundo como se fosse um grande teatro e transmite a idea de que só através da morte se chega à verdadeira vida. Cada personagem desta grande comédia encena o seu papel, e, quando a obra terminar, receberá um prémio ou um castigo. Saura, aborda esta peça como um ensaio, em que é o próprio Calderón que dirige a obra, com uma companhia de actores que terá de se esforçar para esclarecer a complexidade que representa para o espectador de hoje um Auto Sacramental do século XVII.
A peça pode ser vista até 5 de Maio. Mais informações aqui.
sexta-feira, 29 de março de 2013
Ana Luísa Amaral é a autora da mensagem do FITEI 2013
Ana Luísa Amaral, voz singular da poesia actual, aceitou o desafio de redigir a mensagem para a 36ª edição do FITEI. A escritora, que viu já algumas das suas obras dramatizadas (pela Assédio: "O Olhar Diagonal das Coisas" e "A História da Aranha Leopoldina"), é docente universitária e investigadora nas áreas de Estudos Anglo-americanos e Estudos Feministas.
Em forma de drama publicou "Próspero Morreu - poema em acto". Com Gabriela Macedo editou "Dicionário de Crítica Feminista". Mais recentemente preparou a edição anotada de "Novas Cartas Portuguesas" (1972), de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa. Tem tido uma destacada intervenção cívica e política.
Em forma de drama publicou "Próspero Morreu - poema em acto". Com Gabriela Macedo editou "Dicionário de Crítica Feminista". Mais recentemente preparou a edição anotada de "Novas Cartas Portuguesas" (1972), de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa. Tem tido uma destacada intervenção cívica e política.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Arrepios na Ribeira
A companhia Primeiros Sintomas apresenta hoje no espaço RIBEIRA, em Lisboa, a última representação de ARREPIOS, a partir de contos de Edgar Allan Poe e Oscar Wilde, numa encenação de Sandra Faleiro e dramaturgia de Inês Pereira, Sandra Faleiro e Sofia Vitória.
Três irmãs arrepiadas. Contam histórias noite dentro. Muitas delas assombradas. O pai era pintor. A mãe era bonita. Mas é história de terror. A que envolve esta família. Corajosas atrevidas. Têm os seus rituais. No jardim constroem puzzles. Com os seus estranhos animais. No castelo há portas trancadas. Com segredos muito antigos. Mas as chaves estão enterradas. Em jazigos, em jazigos.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2013 | Dario Fo
Passou já muito tempo desde que o poder manifestava a sua a intolerância para com os commedianti expulsando-os do país. Hoje, por causa da crise, os actores e as companhias têm dificuldade em encontrar teatros, espaços públicos e espectadores.
Durante o período do Renascimento em Itália, acontecia o contrário: os que estavam no poder tinham de fazer um esforço significativo para manter nos seus territórios os commedianti, uma vez que estes gozavam de grande popularidade.
É sabido que o grande êxodo de artistas da Commedia dell'Arte aconteceu no século da Contra-Reforma, quando se decretou o desmantelamento de todos os espaços de teatro, especialmente em Roma, devido à acusação de ofenderem a cidade santa.
Em 1697, o Papa Inocêncio XII, sob a pressão de insistentes pedidos da burguesia mais conservadora e dos expoentes do clero, ordenou a demolição do Teatro Tordinona, em cujo palco, segundo os moralistas, tinha sido encenado o maior número de actuações obscenas.
Na época da Contra-Reforma, o cardeal Carlo Borromeo, do Norte de Itália, tinha-se comprometido com o resgate dos “filhos de Milão”, estabelecendo uma clara distinção entre arte - a mais alta forma de educação espiritual - e teatro - a manifestação do profano e de vaidade.
Numa carta dirigida aos seus colaboradores, que cito de improviso, o cardeal expressava-se da seguinte forma: “(...) em relação à erradicação da raiz do mal, fizemos o nosso melhor para queimar textos com discursos infames, para erradicá-los da memória dos homens, e, ao mesmo tempo, para perseguir aqueles que divulgaram tais textos impressos. Evidentemente, no entanto, enquanto dormíamos, o diabo trabalhou com astúcia renovada. Como penetra na alma mais do que os olhos vêem o que se lê nesse tipo de livros! Assim como a palavra falada e o gesto apropriado são muito mais devastadores para as mentes dos adolescentes e jovens do que a palavra morta impressa nos livros. É, portanto, urgente livrar as nossas cidades dos fabricantes de teatro, como fazemos com as almas indesejadas”.
A única solução para a crise está, então, na esperança de que uma grande “expulsão” seja organizada contra nós e, especialmente, contra os jovens que desejam aprender a arte do teatro: uma nova diáspora de commedianti, de fabricantes de teatro, que, certamente, a partir de tal imposição, terão benefícios inimagináveis para uma nova representação”.
Dario Fo
Durante o período do Renascimento em Itália, acontecia o contrário: os que estavam no poder tinham de fazer um esforço significativo para manter nos seus territórios os commedianti, uma vez que estes gozavam de grande popularidade.
É sabido que o grande êxodo de artistas da Commedia dell'Arte aconteceu no século da Contra-Reforma, quando se decretou o desmantelamento de todos os espaços de teatro, especialmente em Roma, devido à acusação de ofenderem a cidade santa.
Em 1697, o Papa Inocêncio XII, sob a pressão de insistentes pedidos da burguesia mais conservadora e dos expoentes do clero, ordenou a demolição do Teatro Tordinona, em cujo palco, segundo os moralistas, tinha sido encenado o maior número de actuações obscenas.
Na época da Contra-Reforma, o cardeal Carlo Borromeo, do Norte de Itália, tinha-se comprometido com o resgate dos “filhos de Milão”, estabelecendo uma clara distinção entre arte - a mais alta forma de educação espiritual - e teatro - a manifestação do profano e de vaidade.
Numa carta dirigida aos seus colaboradores, que cito de improviso, o cardeal expressava-se da seguinte forma: “(...) em relação à erradicação da raiz do mal, fizemos o nosso melhor para queimar textos com discursos infames, para erradicá-los da memória dos homens, e, ao mesmo tempo, para perseguir aqueles que divulgaram tais textos impressos. Evidentemente, no entanto, enquanto dormíamos, o diabo trabalhou com astúcia renovada. Como penetra na alma mais do que os olhos vêem o que se lê nesse tipo de livros! Assim como a palavra falada e o gesto apropriado são muito mais devastadores para as mentes dos adolescentes e jovens do que a palavra morta impressa nos livros. É, portanto, urgente livrar as nossas cidades dos fabricantes de teatro, como fazemos com as almas indesejadas”.
A única solução para a crise está, então, na esperança de que uma grande “expulsão” seja organizada contra nós e, especialmente, contra os jovens que desejam aprender a arte do teatro: uma nova diáspora de commedianti, de fabricantes de teatro, que, certamente, a partir de tal imposição, terão benefícios inimagináveis para uma nova representação”.
Dario Fo
terça-feira, 26 de março de 2013
Ciclo de Música e Poesia
O segundo concerto e recital pertencentes aos Ciclos de Música e Poesia de 2013, a realizar hoje, dia 26, na Fundação Cupertino de Miranda, em Famalicão, conta com a Música do Dixit'up - Conservatório de Música do Porto sob a direção de Paulo Carvalho, seguido do recital de poesia com coordenação de Isaque Ferreira tendo como convidado Mário Moutinho.
Ana Thomaz-Clarinete
Luís Macedo-Trompete
Nádia Moura-Sax Tenor
Xavier Sousa-Trombone
Telmo Pereira-Tuba
Pedro Silva-Piano
João Alves-Bateria
programa
George L. Cobb-Alabama Jubilee
Porter Steele-High Society
Spencer Williams-Basin Street Blues
D.J. La Rocca-Fidgety Feet
Tradicional-Down by the Riverside
Poesia
Textos de Adília Lopes, Alexandre O'Neill, Almada Negreiros, Ana Luísa Amaral, António Lobo Antunes, António Ramos Rosa, Brian Patten, Carlos Drummond de Andrade, Filipa Leal, Henrique Manuel Bento Fialho, Herberto Helder, Joaquim Castro Caldas, Jorge Sousa Braga, Mário-Henrique Leiria e Woody Allen.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Espectáculo teatral homenageia a actriz Fernanda Alves
Com encenação de Fernando Mora Ramos, o Teatro da Raínha apresenta no Porto uma homenagem à actriz Fernanda Alves (1930-2000) que pretende ser “uma convocação para a vida, não uma chamada para a morte” adaptada a partir das prosas e poemas de “Fernanda”, escritas pelo marido, jornalista e poeta Ernesto Sampaio. “Como pôr o amor em cena quando a palavra é lírica em absoluto?”, pergunta Fernando Mora Ramos que assina a encenação e divide o palco com Joana Carvalho. Ambos sós, “ na estrada, nos confins mais remotos, tu já dentro da noite e eu à beira dela”, trazem à memória a história de Ernesto e Fernanda.
domingo, 24 de março de 2013
Teatro defondo | 11 anos de actividade
A companhia Teatro defondo completou 11 anos de actividade esta semana. Esta companhia dirigida artisticamente por Vanessa Martinez assume-se como uma equipa de trabalho especializada em teatro clássico, tendo a sua identidade uma visão contemporânea do teatro clássico, o uso da música ao vivo em todas as suas produções e uma contínua busca de criação de novos públicos. Nesta altura, o Teatro defondo tem em digressão Un sueño de una noche de verano, que estará em cena em Madrid e Saragoça durante o mês de Abril, uma adaptação da peça de Shakespeare a pensar no público infanto-juvenil.
sábado, 23 de março de 2013
Comédia de Shakespeare no Teatro Nacional D. Maria II
O encenador Álvaro Correia leva ao palco do Teatro Nacional D. Maria II (Lisboa) "À Vossa Vontade" (As You Like It), uma das comédias mais famosas de William Shakespeare e onde se profere a muito citada frase "Todo o mundo é um palco". Escrita, acredita-se, em 1599, a peça condensa várias visões do mundo, numa sequência de divertidas peripécias e jogos.
«Na mítica floresta de Arden, Rosalinda, em fuga depois de ter sido expulsa de casa do tio, passa a ser Ganimedes. O falido Orlando procura-a para lhe declarar o seu amor e encontra Ganimedes que o tenta convencer do contrário. Febe apaixona-se por Ganimedes mas, na impossibilidade de uma relação, junta-se ao pastor Silvio. Entre mal-entendidos e amores desencontrados, há-de surgir uma solução, nem que seja através do 'santo matrimónio'».
O espectáculo - co-produção entre o TNDM II e a Comuna Teatro de Pesquisa - estreou quinta-feira passada e estará em cena até dia 14 de Abril. Mais informações aqui.
«Na mítica floresta de Arden, Rosalinda, em fuga depois de ter sido expulsa de casa do tio, passa a ser Ganimedes. O falido Orlando procura-a para lhe declarar o seu amor e encontra Ganimedes que o tenta convencer do contrário. Febe apaixona-se por Ganimedes mas, na impossibilidade de uma relação, junta-se ao pastor Silvio. Entre mal-entendidos e amores desencontrados, há-de surgir uma solução, nem que seja através do 'santo matrimónio'».
O espectáculo - co-produção entre o TNDM II e a Comuna Teatro de Pesquisa - estreou quinta-feira passada e estará em cena até dia 14 de Abril. Mais informações aqui.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Cuidados intensivos em Vila do Conde
O programa de encontros, performances e exposições "Cuidados Intensivos" começa amanhã em Vila do Conde. Concebido e coordenado pelo coreógrafo e bailarino Joclécio Azevedo, o certame - integrado no Festival Circular - consiste num programa de acções e encontros mensais com artistas, que acontecem dentro de exposições temporárias em Vila do Conde.
As exposições combinam diversos tipos de vestígios de produções artísticas, tais como partituras, objectos utilizados em performances e edições à volta das artes performativas ou de processos de criação. As exposições do Cuidados Intensivos contam com a participação de Andreas Dyrdal, António Júlio, Flávio Rodrigues, Joana Providência, Miguel Pipa, Né Barros, Paulo Mendes, Pedro Augusto/Ghuna X, Rogério Nuno Costa, Susana Chiocca, Teresa Prima, Vera Santos e Victor Hugo Pontes.
A entrada é gratuita em todos os eventos. O programa está disponível aqui: http://www.circularfestival.com.
As exposições combinam diversos tipos de vestígios de produções artísticas, tais como partituras, objectos utilizados em performances e edições à volta das artes performativas ou de processos de criação. As exposições do Cuidados Intensivos contam com a participação de Andreas Dyrdal, António Júlio, Flávio Rodrigues, Joana Providência, Miguel Pipa, Né Barros, Paulo Mendes, Pedro Augusto/Ghuna X, Rogério Nuno Costa, Susana Chiocca, Teresa Prima, Vera Santos e Victor Hugo Pontes.
A entrada é gratuita em todos os eventos. O programa está disponível aqui: http://www.circularfestival.com.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Sexto Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo
Até dia 24, próximo domingo, está a decorrer a sexta edição do Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo. Com espectáculos do Chile, Argentina, Bolívia, Portugal, Espanha, México e Brasil, a programação ocupa o espaço Memorial da América Latina, projectado pelo arquitecto que criou Brasília Oscar Niemeyer.
Hoje sobem ao palco "Como Arena Entre las Manos" (Argentina) e "Valsa nº 6" (Brasil). A companhia transnacional, sediada em Portugal, Peripécia Teatro apresenta no último dia do certame o seu espectáculo "1325". O programa completo pode ser consultado no sítio online do Memorial.
Hoje sobem ao palco "Como Arena Entre las Manos" (Argentina) e "Valsa nº 6" (Brasil). A companhia transnacional, sediada em Portugal, Peripécia Teatro apresenta no último dia do certame o seu espectáculo "1325". O programa completo pode ser consultado no sítio online do Memorial.
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