quinta-feira, 18 de julho de 2013

IV Encontro Nacional de Cenografia

A APCEN – Associação Portuguesa de Cenografia realiza o seu IV Encontro Nacional no Teatro Nacional S. João, Porto, com a intenção de reunir na zona Norte do país todos os que desejam debater a noção abrangente de Cenografia a partir da experiência acumulada nas áreas artísticas, técnicas e artesanais que com ela se relacionam de uma forma mais ou menos directa. Constituída em Abril de 2012, a APCEN tem como missão dignificar a profissão do cenógrafo no quadro da interdependência das mais diversas disciplinas, transcendendo o próprio conceito de corporação. Aceita como Associados todos os que se reconhecem numa prática que procura delimitar o seu território sem se separar das suas margens. Assim, são também potenciais aderentes os figurinistas, aderecistas, investigadores, estudantes, ou os actores, performers e encenadores que reivindicam uma importante componente cenográfica na sua actividade. Com este IV Encontro Nacional de Cenografia – que termina no dia 21 de Julho, com a realização de visita guiada ao TNSJ às 15:00 seguida da 4ª Assembleia Geral, a APCEN ambiciona elevar o nível de reflexão e de conhecimento desta disciplina em Portugal, em estreita colaboração com as associações congéneres espalhadas pelo mundo.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Nova produção do Teatro do Vestido

Labor #1 é a primeira de três partes de um projecto teatral sobre a história, função e contradições do trabalho. O trabalho “edifica,” “liberta,” “confere dignidade, identidade” ― estas são expressões que nos são familiares, sendo que algumas moldaram o nosso percurso, em que desde cedo começámos a pensar no que “queríamos ser” ou “aquilo em que queríamos trabalhar”. A sociedade moderna, como a conhecemos, organizou-se e organiza-se em função do trabalho. Mas mudanças subtis tomaram conta desta realidade na qual crescemos e têm vindo a operar uma transformação no lugar central que o trabalho ocupava até agora. As questões hoje em debate sobre a contratação coletiva, o esvaziamento da importância dos sindicatos, a preponderância das tecnologias sobre o trabalho manual humano, o desemprego galopante resultado também destes aspetos (e doutros que bem conhecemos) ― tudo isto motivou a construção deste espectáculo.

Texto, direcção, interpretação e espaço cénico de Joana Craveiro. No Teatro Maria Matos, dia 19 de Julho.

terça-feira, 16 de julho de 2013

"Ninguém no Plural" | Adaptação da Companhia As de Fora de quatro histórias de Mia Couto

©Mauricio Pisani

Ninguém no Plural”, que estreia no dia 5 de Agosto no Espaço Beta do Sesc Consolação, S. Paulo, é uma adaptação colectiva da Companhia As de Fora de quatro contos do escritor moçambicano Mia Couto (vencedor do Prémio Camões deste ano): “ O Cesto”, “Meia culpa, meia própria culpa”, “A despedideira” e “Os olhos dos mortos”, publicados no livro “O fio das missangas”. A peça fica em cartaz até ao dia 27.

As actrizes Anna Zêpa e Tânia Reis constroem em cena cada uma das quatro mulheres que compõem os contos. A presença do homem (Kuarahy Fellipe), figura constante desses contos femininos, forte e determinante até mesmo na sua ausência (O Cesto e A despedideira), está em cena o tempo todo, acompanhando as trajetórias das personagens, como um contraponto, um antagonista.

Quatro contos, quatro mundos, quatro mulheres, quatro universos. A encenação parte de quatro espaços, preenchidos por seus objetos, cores, sons e cheiros. “Cada canto, cada ‘pequeno universo’, é um nicho onde os elementos de cada personagem se encontram, onde ela pode surgir e se desenvolver, se revelar de repente, completamente, diante da plateia e, ao mesmo tempo, os ecos desses quatro mundos ressoam uns nos outros, numa dramaturgia que deixa de ser linear e se constrói como uma teia, uma rede, onde os fios se ligam uns aos outros”, afirma a encenadora Rita Grillo.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Espectáculo de Claudio Tolcachir em Matosinhos

No dia 15 de Julho, pelas 21h30 é apresentado no Cine Teatro Constantino Nery, em Matosinhos, o espectáculo “El Viento en un Violin” de Claudio Tolcachir, numa co-apresentação com o Festival de Teatro de Almada.

Mulheres que se amam, procuram desesperadamente um filho. Mães que têm filhos, procuram proporcionar-lhes alguma felicidade. Filhos desorientados, desesperam-se a procurar um lugar no Mundo O vento num violino apresenta-nos as histórias de seres ricos e pobres, à procura de uma vida – e o amor, que tudo atravessa e que tudo permite; as coisas boas e as más.

Claudio Tolcachir actor, encenador, dramaturgo e professor de teatro. Estreou-se na dramaturgia com a largamente premiada A Missão da família Coleman, e que se seguiu Terceiro corpo e o Vento num violino. Claudio Tolcachir, actor, dramaturgo e encenador, nasceu em Buenos Aires em 1975. O seu trabalho valeu-lhe o reconhecimento do público e da crítica, sendo galardoado com o Prémio Clarín Actor Revelação, em 1994. Em Buenos Aires dirige, desde o início da crise que abalou a Argentina no fim do século XX, o espaço Timbre 4. Do já extenso número de obras de sua autoria, destacam-se La omisión de la Familia Coleman (2005) e Tercer cuerpo (2008), que levou a vários festivais internacionais de teatro e que realizaram temporadas em Espanha e França.

domingo, 14 de julho de 2013

Cena Contemporânea anuncia para breve a programação completa da 14ª edição

O Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília chega à 14ª edição, levando a Brasília uma instigante programação de teatro, dança e música, com a mesma energia e frescor que caracteriza o festival desde sua primeira edição, nos idos de 1995. O Cena Contemporânea a cada ano traz criatividade, atualidade, inovação, novas formas de expressão e pensamento, uma variedade de formas, géneros, técnicas, opiniões, poéticas, intercâmbio… conhecimento…. aprendizado… e gozo.

A programação contempla diferentes continentes, da África à Ásia, da América Latina à Europa. São espectáculos que apostam na reflexão sobre representatividade política, diversidade e identidade cultural, propõem aos espectadores questionamentos sobre a realidade contemporânea e, ao mesmo tempo, injectam poesia no quotidiano.

Na 14ª edição, o Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília apresentará criadores da França, Espanha, Holanda, Escócia, Coreia do Sul, Uruguai, Moçambique, Polónia e Austrália. Também apresentará trabalhos de vários grupos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco, além dos espectáculos da região.

sábado, 13 de julho de 2013

Nova produção do Teatro do Bolhão

MAISON MARLÈNE é a casa onde tudo pode acontecer. Pequeno cabaret familiar, de qualidade duvidosa, mantido por uma trupe de raros trabalhadores do espectáculo que gerem as suas vidas tal como o negócio que mantêm. Marlène, a figura misteriosa do cabaret, desaparece no momento de começar o espectáculo. Marlène está morta? Quem matou Marlène? Como continuar o show sem a presença dela? De um lado, o espectáculo propriamente dito, com números de magia, canções, danças macabras e travestismo, do outro, as peripécias vividas em bastidores. Percorrendo a história do Cabaret, MAISON MARLÈNE é uma comédia manchada de policial fortemente centrada no jogo de improvisação e na relação direta com o público.

Co-produção ACE Teatro do Bolhão / 1ª Avenida / Numa Norma Texto: coletivo Encenação: António Júlio Direção Musical: Maria Vasquez Elenco: António Júlio, Beatriz Frutuoso, Daniela Marques, Edi Gaspar, Élio Ferreira, Maria Teresa Barbosa. De14 a 27 de Julho no Edifício Axa.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Tryo Teatro Banda estreia Afrochileno

Integrado no destacado festival de teatro do Chile dedicado a público familiar - o “Famfest” - , a companhia Tryo Teatro Banda estreará uma das suas três novas montagens incluidas no seu projecto Fondart Excelencia 2013, “Afrochileno”. Esta obra narra a aventura de um menino africano que é capturado no seu país e é levado para o Chile com escravo. Desde logo sonha e luta pela independência da sua nova terra, sem nunca abandonar a sua alegria, seu amor pela música e pela dança, até que que ganha finalmente, a liberdade.

Dirigiu este espectáculo Francisco Sánchez, que contou com um elenco de actores/músicos: Daniela Ropert, Alfredo Becerra, Eduardo Irrazabal, Marcelo Padilla e Francisco Sánchez.

Afrochileno” estará em cena no Centro Mori Bellavista até 14 de Julho.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

'A Flauta Mágica' pelo Ópera Estúdio da ESMAE

'A Flauta Mágica', de W. A. Mozart, com encenação de Peter Konwitschny, pelo Ópera Estúdio da ESMAE e a Orquestra Sinfónica da ESMAE é apresentada no Coliseu do Porto, nos próximos dias 27 e 28 de Julho. Libreto de Schikaneder e tradução do libreto de Alexandre Delgado, 'A Flauta Mágica' é uma ópera em dois actos estreada no Theater auf der Wieden em Viena, no dia 30 de Setembro de 1791.

Todos sabemos: A FLAUTA MÁGICA foi composta por Mozart, o divino. mas: não o deixou ao abandono a sociedade vienense ligada à Ópera? Todos sabemos: este foi o homem que morreu em 1791, aos 36 anos de idade. mas: como nos pode falar um morto? Falar-nos a nós, que estamos vivos? Todos sabemos: A FLAUTA MÁGICA é uma obra maravilhosa, com maravilhosa música, maravilhosa trama e maravilhosos figurinos. mas: duas pessoas querem-se suicidar. Isso é maravilhoso? Todos sabemos: nA FLAUTA MÁGICA ganha o bom – o homem. O mau é aniquilado – a mulher. mas: a ditadura do bom não é também uma ditadura? - inf. Produção do espectáculo

quarta-feira, 10 de julho de 2013

“Mister Paradise” e outras peças curtas de Tennessee Williams

“Mister Paradise” e outras peças curtas de Tennessee Williams, numa co-produção Cendrev/Zorra Produções Artísticas, estreia no dia  19 de Julho e estará em cena até cena até 28 de Julho, no Pátio do Salema, em Évora.

O espectáculo é constituído pelos textos: O Matadouro Municipal, Adão e Eva numa Balsa, A Dama da Loção Antipiolho, Fuga, Mister Paradise e cenas de Retrato de Madona. Esta co-produção entre o Cendrev e a Zorra-Produções Artísticas é realizada num tempo profundamente adverso às actividades artísticas, a sua concretização não deixa de ser também uma demostração do empenho e determinação dos trabalhadores da cultura.

Observador atento das rupturas que marcaram o teatro do século XX, Tennessee Williams registou, de forma sensível e crítica, as transformações e contradições da sociedade do seu tempo, empregando para isso recursos criativos que muitas vezes se revelaram pouco apetecíveis para o convencionalismo da crítica teatral e que, por outro lado, associados a certos padrões de leitura, contribuíram para que se cristalizassem algumas formas de apreciação redutoras da sua obra. As suas obras mais emblemáticas são consideradas uma cruel observação do núcleo familiar e da realidade social do sul dos Estados Unidos onde se destaca a hipocrisia subjacente ao sonho puritano e a decadência de uma sociedade que vive do passado. Resgatar o paraíso, retomar o caminho do prazer num mundo em perda e dor, é o sonho comum a muitos dos personagens de Tennessee Williams. Tennessee Williams, nasceu em 26 de Fevereiro de 1911 em Columbus, Mississipi, no sul dos Estados Unidos. Ao longo da sua carreira, que se estendeu do final dos anos 1930 até à sua morte, em 1983, ele recebeu praticamente todos os principais prémios destinados ao sector teatral nos Estados Unidos e no mundo, e a sua obra, composta por cerca de 45 peças longas e 60 peças em um acto, introduziu novos parâmetros criativos na dramaturgia do século XX.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Peça de Jean Paul Sartre em S. Paulo

A peça "No Exit - Entre Quatro Paredes", de Jean Paul Sartre, estreia na Sexta-feira dia 12, no Sesc Santo André, em S. Paulo, com Chris Couto, Ando Camargo, José Geraldo Junior e Sabrina Greve. A encenação desta peça, que o próprio Jean Paul Sartre (1905-1980) descreveu como "O inferno são os outros", é de Caco Ciocler.

As agruras do vazio existencial estão em "No Exit - Entre Quatro Paredes", peça que remete à modernidade de individualismos e de aparências. Estão em cena - ou no inferno - o covarde Garcin (José Geraldo Junior), a fútil burguesa Estelle (Sabrina Greve) e a egoísta funcionária dos correios Inês (Chris Couto). Eles são recebidos pelo Criado (Ando Camargo). Presos num quarto por toda a eternidade, os três não podem dormir. Nessa realidade sem cortes, vivem um vazio interior, sem espelhos. "Esses três desconhecidos perdem a referência de quem são", diz Ciocler, citado pelo jornal Folha de S. Paulo. Segundo a mesma fonte, ele optou por um cenário minimalista, feito com material reciclável, compatível com o deserto vivido pelos personagens e com as austeridades da época da  Segunda Guerra, quando a peça foi escrita.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

A Visita da Velha Senhora

A Visita da Velha Senhora, de Friedrich Dürrenmatt, com tradução de João Barrento e encenação de Nuno Cardoso, sobe à cena no palco do Teatro Nacional S. João, entre os dias 10 e 14 de Junho.

Uma cidade arruinada espera a visita da mulher mais rica do mundo. Todas as esperanças se concentram na possibilidade de um resgate que refinancie a economia local e permita à cidade viver o conforto e a opulência que já conheceu. A visita começa por correr bem, tudo parece apontar para que o resgate aconteça. Porém, o preço a pagar é muito alto e ameaça fraturar a sociedade local. Conhece esta história? Foi contada por Friedrich Dürrenmatt em 1956 e qualquer semelhança com a nossa atualidade é pura coincidência. Ou talvez não, porque, como premonitoriamente anotava o dramaturgo suíço, “não há alusões ao mundo contemporâneo, mas o mundo contemporâneo ouve-se aqui”. Com encenação de Nuno Cardoso – que já nos sobressaltara com Medida por Medida, espetáculo que encenava uma Viena de esplanadas e autoestradas sobre a qual se abatia uma punitiva austeridade –, A Visita da Velha Senhora é uma “comédia trágica” que, de forma lúcida e lúdica, nos dá a ver o destino de uma comunidade que é submetida à força arbitrária do poder do dinheiro… No plano artístico, esta Visita é também o ponto de encontro de duas companhias independentes – Ao Cabo Teatro e Companhia Maior –, que aqui materializam uma possibilidade de criação artística que excede o estreitamento a que a produção teatral parece votada. -
in web site TNSJ.


Interpretação de Maria João Luís, Horácio Manuel, Cândido Ferreira, Nuno Cardoso, Tónan Quito, Pedro Frias, Daniel Pinto, João Melo e Companhia Maior: António Pedrosa, Carlos Nery, Celeste Melo, Cristina Gonçalves, Diana Coelho, Helena Marchand, Isabel Millet, Isabel Simões, Iva Delgado, Jorge Falé, Júlia Guerra, Kimberley Ribeiro, Manuela de Sousa Rama, Paula Bárcia e Vítor Lopes.

Co-produção Ao Cabo Teatro, Companhia Maior, Centro Cultural Vila Flor, São Luiz Teatro Municipal.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Primeira edição do SEA ARTS em Setembro

Vai realizar-se este ano a primeira edição do SEA ARTS - Encuentro Internacional de Artes Escénicas de las Baleares. O evento terá lugar entre 11 e 14 de Setembro na cidade de Palma de Maiorca (Ilhas Baleares).

Sea Arts tem como objectivo internacionalizar as artes cénicas baleares levando a Maiorca programadores espanhois e internacionais para apreciar uma selecção das melhores propostas de artes cénicas das ilhas.  Serão quatro dias de espectáculos, itinerários criativos, mesas redondas e apresentações de artistas e criadores para dar a conhecer algumas das companhias de teatro e dança mais representativas das Baleares.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Le Papalagui em Matosinhos

No dia 6 de Julho pelas 21h30 será apresentado no Cine-teatro Constantino Nery o espectáculo “Le Papalagui” a partir de Eric SCHEUERMANN, numa co-apresentação com o Festival de Teatro de Almada.

Le Papalaguifoi um dos êxitos do Verão passado em Avignon: o jornal Le Monde considerou-o “uma pequena jóia”.

É com humor e malícia que a civilização ocidental passou no crivo do bom-senso do alto dignitário samoano Tuiavii, após uma viagem que realizou à Europa no início do século XX. O espantado viajante conta à sua tribo os estranhos valores e costumes dos Papalaguis (“homens brancos”) . Apresentada como se fosse uma conferência, esta narrativa oferece-nos, tal como as Cartas persas de Montesquieu, um reflexo terrível da nossa sociedade. Cerca de um século mais tarde, o conteúdo do texto recolhido pelo alemão Erich Scheurmann (1878-1957) não perdeu pitada da sua pertinência. 
Tuiavii nunca teve intenção de publicar estas reflexões, nem sequer de as imprimir. Elas representavam um apelo aos povos dos mares do Sul para que quebrassem todos os elos com os povos esclarecidos do continente europeu. Este chefe tribal acalentava a profunda convicção de que o pior erro cometido pelos seus antepassados fora o de crerem que a luz da Europa lhes traria a felicidade. Não nos consideremos, então, demasiado cultos, e desçamos, por uma vez, das alturas do nosso espírito até aos modos simples deste polinésio que nos ajuda a entender como perdemos o sentido da natureza humana, criando ídolos sem vida.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

MAP/P – Mostra de Processos 2013

Pelo segundo ano consecutivo, o Mosteiro de São Bento da Vitória vai ser o palco da apresentação dos projetos artísticos da MAP/P – Mostra de Processos/Portugal, uma iniciativa dirigida e programada pelo coreógrafo Alberto Magno.

Em vez da apresentação de objetos artísticos acabados, esta iniciativa distingue-se por promover um espaço de partilha de processos de pesquisa e criação artística: o criador expõe um work in progress, testando os seus pressupostos e linguagens; o público acede a novas propostas criativas, participando do seu crescimento potencial.

Aberta à participação de artistas, nacionais e estrangeiros, cujos projetos têm por base o corpo em movimento, a MAP/P faz-se, contudo, de formatos diversos – da performance ao vídeo, da exposição à conversa, passando pela videoconferência ou pela análise de portefólio.

A 2ª edição da MAP/P, que conta mais uma vez com a colaboração do Teatro Nacional São João, está dividida em três blocos programáticos: o Preview MAP/P (de 3 a 5 de julho); MAP/P (de 9 a 13 de julho) e o workshop VISITING ARTISTS, orientado por Jeroen Peeters (de 9 a 13 de Julho). Todas as atividades são de entrada gratuita.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Morreu o actor António Rama

O actor António Rama, de 69 anos, morreu nesta segunda-feira, em Lisboa. Fundador da Comuna Teatro de Pesquisa, o actor fazia parte da companhia do Teatro Nacional D. Maria II desde 1981. Estreou-se no teatro em 1964, na Casa da Comédia, com a peça A Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente. Nascido em Montemor-o-Velho em 1944, António Rama esteve também ligado à fundação do Teatro Experimental de Cascais. Recebeu diversas distinções, nomeadamente com a peça D. João, de Molière. Participou em várias séries televisivas e telenovelas.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Alicia Alonso vai receber o Prémio Atahualpa del Cioppo

Alicia Alonso, a mítica primeira bailarina do Ballet Nacional de Cuba, receberá este ano o prémio FIT de Cádiz-Atahaulpa del Cioppo como reconhecimento do festival pela sua prestigiada carreira artística.

Ao Ballet Nacional de Cuba cabe abrir o festival com Coppélia, uma coreografia da próppria Alicia Alonso.  A XXVIII edição do Festival Iberoamericano de Teatro de Cadiz, realiza-se em Outubro, a partir do dia 18.

Nascida em Habana no ano de 1920, Alicia Alonso é um nome cimeiro da dança mundial.

domingo, 30 de junho de 2013

NOS BOSQUES PROFUNDAMENTE SILENCIOSOS DAS MONTANHAS TRÁCIAS (o mito de Orfeu em Monteverdi, Virgílio e Ovídio)

"Nos Bosques Profundamente Silenciosos das Montanhas Trácias traduz uma vontade de trabalhar o mito de Orfeu a partir dos textos mais canónicos a ele ligados, Virgílio e Ovídio, a Eneida e as Metamorfoses respectivamente. Mas a ideia primitiva deste pequeno fresco com figuras devedoras das epopeias gregas radica para mim em termos ficcionais no início do séc. XVII, na favola in musica que Monteverdi escolhe para inaugurar o género operático: L'Orfeo (1609). O épico torna-se assim lírico e facilita-nos a leitura nestes tempos de acentuada nostalgia romântica, a métrica da epopeia é algo distante para nós. Alguém escreveu que o Orfeu era dos poucos mitos sem aplicação prática na mitologia clássica, sem caução psicanalítica, sem filiação filosófica, enfim um capricho da imaginação humana, 'solo per belezza'*. Uma paixão amorosa, uma cobra, uma mensageira, o Inferno, um resgate, um olhar e a pena perpétua da solidão; é o que nos irá bastar para voltarmos a uma das histórias mais glosadas de todos os tempos. Com cuidado. Com prazer." - Miguel Loureiro

"Nos Bosques Profundamente Silenciosos das Montanhas Trácias", uma produção PRIMEIROS SINTOMAS, de 8 a 31 de JULHO, no espaço RIBEIRA, em Lisboa.

Versão cénica e dramaturgia: Miguel Loureiro e Vera Kalantrupmann
Encenação: Miguel Loureiro
Assistência: Sara Graça e Francisco Goulão
Actores: Inês Nogueira, Alice Medeiros, Gonçalo Ferreira de Almeida, João Villas-Boas e Miguel Loureiro Cantores: Luísa Brandão e Luís Castanheira
Músico: João Aleixo

sábado, 29 de junho de 2013

Métanse nos seus asuntos participou no Festival A PART - Katowice

Núria Sotelo, com o seu espectáculo 'Métanse nos seus asuntos' participou no International Performing Arts Festival A PART, em Katowice, na Polónia.

A apresentação de “Métanse nos seus asuntos” (Pilnuj swoich spraw) teve lugar no dia 24 de Junho e encheu o Teatru Korez. Segundo informações da produção, o espectáculo foi muito bem recebido pelo público.

Métanse nos seus asuntos” foi já apresentado no FITEI, no ano de 2011, naquela que foi a primeira actuação em Portugal de Núria Sotelo. A companhia prepara agora novas apresentações do espectáculo nas Salas e Teatros da Galiza e de outras regiões do Estado Espanhol.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Cursos à distância TEATRO LATINO-AMERICANO DO SÉCULO XX, por Magaly Muguercia

Entre Agosto e Novembro, destinado a profissionais, estudantes de teatro e todos os interessados na arte e pensamento na América Latina, o CELCIT organiza o curso à distância TEATRO LATINO-AMERICANO DO SÉCULO XX, por Magaly Muguercia. 

Semanalmente serão publicados nas AulasCELCIT os conteúdos correspondentes a cada classe. Estes incluem textos, imagens, registos sonoros e videos destinados a leitura e análise. Semanalmente serão propostos exercícios.

O curso abordará temas como América Latina em 1900. Os hábitos teatrais. Ópera e companhias estrangeiras. O género chico. O drama moderno até aos anos 30. O "actor nacional". O movimento dos teatros independentes. A encenação e os seus pioneiros. Teatro experimental e etnologia. Nacionalizações de Bertolt Brecht e do teatro do absurdo. A criação colectiva e o Teatro do Oprimido. A escrita dramática nos tempos da revolução. Primeiros textos pós-modernos. O aparecimento da dança-teatro. Teatro e performance. O actor-autor, no final do século. Novos textos na passagem para o Século XXI.

Outras informações podem ser consultadas AQUI

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O Preço, de Arthur Miller | Estreia 28 de Junho, no Teatro Aberto

Nova Iorque, 1968. Dois irmãos voltam a encontrar-se, dezasseis anos depois da morte do pai, para desocuparem a casa que deixaram intacta ao longo de todos aqueles anos. Um velho avaliador vem dar-lhes um preço pelos móveis e objectos de que se querem desfazer. No entanto, a transacção não é tão simples como imaginaram: todas aquelas coisas fazem parte da história da família, estão repletas de memórias e obrigam-nos a confrontarem-se com o passado e com as escolhas que fizeram na vida. Qual foi o preço dessas escolhas? Qual é o preço das contas que ficam em aberto? Entre o deve e o haver, o que se perde e o que se ganha? Neste encontro cheio de emoções, debatem-se as grandes questões da vida, com a esperança sempre acesa de uma maior compreensão do que é profundamente humano.

FICHA ARTÍSTICA Versão João Lourenço | Vera San Payo de Lemos Dramaturgia Vera San Payo de Lemos Encenação e Luz João Lourenço Cenário António Casimiro | João Lourenço Figurinos Dino Alves Supervisão audiovisual Nuno Neves Com António Fonseca| João Perry | Marco Delgado| São José Correia