domingo, 11 de agosto de 2013
Os Satyros levam Édipo para a Praça
Numa encenação que integra vídeos, improvisação, canto coral e teatro de rua, a companhia Os Satyros leva Édipo para a Praça Roosevelt para narrar a clássica tragédia grega.
"Édipo na Praça", com direção de Rodolfo García Vázquez e composição musical de Luciano Camargo, criada pelo Grupo Os Satyros, companhia paulistana fundada em 1989 por Ivan Cabral e Rodolfo García Vázquez, e pela Associação Coral da Cidade de São Paulo, tem estreia prevista para 16 de Agosto.
No centro do palco, um casal protagoniza uma cena de amor. Orientada pelo actor Robson Catalunha, a plateia emite ordens à dupla, interpretada por Gustavo Ferreira e Henrique Mello. De repente, alguém manda que Édipo pegue um porta-retratos e pergunte a Jocasta quem é o homem na foto. Um telemóvel começa a tocar no meio do público. “Não atenda! É o Édipo quem vai atender!”, ordena Catalunha à espectadora, que entrega o telefone a Ferreira. O actor atende a ligação e grita ao desavisado do outro lado da linha: “Quem é o homem na foto?”.
"Édipo na Praça" será a primeira iniciativa de Os Satyros na nova Praça Roosevelt, marcando uma nova etapa da relação da companhia com o seu espaço urbano.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Morreu Urbano Tavares Rodrigues
O escritor Urbano Tavares Rodrigues morreu, na manhã desta sexta-feira.
Era catedrático jubilado da Faculdade de Letras de Lisboa e membro da
Academia das Ciências. Foi uma figura ímpar da luta antifascista e
democrática em Portugal.
Escritor e jornalista, Urbano Tavares Rodrigues foi sempre uma destacada figura da luta democrática em Portugal. No tempo do fascismo, foi perseguido e afastado do ensino universitário pelo governo de Salazar. Obrigado a exilar-se, continuou a participar ativamente no combate pela democracia.
Tem uma vasta obra literária publicada e traduzida em várias línguas, em todo o mundo.Entre os seus livros, destacam-se 'Bastardos do Sol', 'Os Insubmissos', 'Imitação da Felicidade', 'Fuga Imóvel', 'Violeta e a Noite', 'O Supremo Interdito', 'Nunca Diremos Quem Sois' ou 'A Estação Dourada'. Única obra teatral de Urbano Tavares Rodrigues foi publicada pela primeira vez durante o regime fascista: 'As Torres Milenárias'.
Escritor e jornalista, Urbano Tavares Rodrigues foi sempre uma destacada figura da luta democrática em Portugal. No tempo do fascismo, foi perseguido e afastado do ensino universitário pelo governo de Salazar. Obrigado a exilar-se, continuou a participar ativamente no combate pela democracia.
Tem uma vasta obra literária publicada e traduzida em várias línguas, em todo o mundo.Entre os seus livros, destacam-se 'Bastardos do Sol', 'Os Insubmissos', 'Imitação da Felicidade', 'Fuga Imóvel', 'Violeta e a Noite', 'O Supremo Interdito', 'Nunca Diremos Quem Sois' ou 'A Estação Dourada'. Única obra teatral de Urbano Tavares Rodrigues foi publicada pela primeira vez durante o regime fascista: 'As Torres Milenárias'.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Texto de Kafka encenado por Denise Stoklos
© Robson Fernandjes
O "filho espancado moralmente" e que está revelando o pai é o centro do espectáculo Carta ao Pai , com texto de Kafka. A identificação com o "ser brasileiro" é imediata. Para esta encenação, não foi necessário fantasiar este filho ou envolvê-lo de aspectos de 1919, ano em que foi escrito o texto. A busca do "teatro essencial" é feita ao serem entregues alguns fragmentos, de forma que a plateia os receba como "atualizantes".
O texto de Franz Kafka é encenado e interpretado por Denise Stoklos e tem estreia prevista para o dia 23 de Agosto no Teatro Anchieta, em S. Paulo.
Escrito em 1919 e só publicado postumamente, Carta ao Pai é um longo desabafo do artista sobre a tumultuada relação que manteve com o pai, um autoritário comerciante judeu. Na abordagem escolhida por Denise, o que deve ir ao palco transcende a temática original. "Em Kafka, são tantas as possibilidades de aproximação que qualquer coisa que você faça sempre resulta em apenas mais uma leitura", diz ela, que também responde pela encenação. "O que fiz foi escolher alguns fragmentos e ir criando um roteiro para que tudo faça sentido também para quem não conhece a obra."
O "filho espancado moralmente" e que está revelando o pai é o centro do espectáculo Carta ao Pai , com texto de Kafka. A identificação com o "ser brasileiro" é imediata. Para esta encenação, não foi necessário fantasiar este filho ou envolvê-lo de aspectos de 1919, ano em que foi escrito o texto. A busca do "teatro essencial" é feita ao serem entregues alguns fragmentos, de forma que a plateia os receba como "atualizantes".
O texto de Franz Kafka é encenado e interpretado por Denise Stoklos e tem estreia prevista para o dia 23 de Agosto no Teatro Anchieta, em S. Paulo.
Escrito em 1919 e só publicado postumamente, Carta ao Pai é um longo desabafo do artista sobre a tumultuada relação que manteve com o pai, um autoritário comerciante judeu. Na abordagem escolhida por Denise, o que deve ir ao palco transcende a temática original. "Em Kafka, são tantas as possibilidades de aproximação que qualquer coisa que você faça sempre resulta em apenas mais uma leitura", diz ela, que também responde pela encenação. "O que fiz foi escolher alguns fragmentos e ir criando um roteiro para que tudo faça sentido também para quem não conhece a obra."
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Mérida em Agosto
Até ao dia 11 de Agosto, o Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida, este ano na sua 59ª edição, apresenta 'Hécuba', de Eurípides.
A peça abre num espaço desolado: o campo depois da batalha. A derrota de uns que serve de pouso para a vitória dos outros. Andamos entre despojos, não entre seres humanos…
A partir do dia 14 até 18 de Agosto, será a vez de 'Las Tesmoforias', de Aristófanes e entre 21 e 25 de Agosto, 'Los gemelos', de Plauto.
A peça abre num espaço desolado: o campo depois da batalha. A derrota de uns que serve de pouso para a vitória dos outros. Andamos entre despojos, não entre seres humanos…
A partir do dia 14 até 18 de Agosto, será a vez de 'Las Tesmoforias', de Aristófanes e entre 21 e 25 de Agosto, 'Los gemelos', de Plauto.
domingo, 4 de agosto de 2013
O Projecto ESMARK arranca em Ciudad Rodrigo
A Rede ESMARK é a designação de um projecto que resulta da cooperação entre três
festivais/feiras de artes cénicas na Europa Ocidental -
FITEI Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (Portugal),
Feira de Teatro de Castilla y Léon (Espanha) e Festival D. Quijote
(França).
Propondo-se ser o início de uma rede mais alargada de certames de teatro que visa facilitar o intercâmbio cultural e económico das
artes cénicas, o projecto começará com a edição próxima da Feria de Teatro de Castilla y León, entre 20 e 27 de Agosto e tem o compromisso de funcionar até Julho de 2015.
O objectivo final do projecto ESMARK é proporcionar uma política de
internacionalização e promoção de exportação às pequenas organizações e
empresas do sector cultural e, assim, capacitá-los para operarem num
ambiente global que lhes permitirá alcançar novos públicos e mercados.
As Feiras e Festivais membros da Red ESMARK promovem uma programação
vincadamente internacional, configurando-se como impulsionadores de oportunidades para a promoção
externa das artes cénicas.
O projecto apresenta três linhas
fundamentais de acção para alcançar o objectivo de promover o
crescimento e consolidação das companhias: mercado virtual de artes cénicas; intercâmbio de profissionais das artes do espectáculo; e captação, promoção e fidelização de novos públicos.
sábado, 3 de agosto de 2013
XVII edição do FETAL
Entre 24 e 30 de Agosto decorrerá a XVII edição do Festival de Teatro Alternativo (FETAL) que reunirá 9 companhias de quatro comunidades autónomas de Espanha e uma exposição “work in progress” do fotógrafo de cena especialista em teatro de rua, Gerardo Sanz, que já esteve no FITEI com a sua exposição 'El escenário del tiempo'.
Urones de Castroponce é uma pequena localidade, perto de Valladolid, onde foi construído um teatro e se desenvolvem regulares actividades artísticas e culturais, constituindo um exemplo de grande significado em toda a península ibérica.
Criado e dirigido durante muito tempo por Raúl Gómez (na foto), actor e encenador teatral, com responsabilidades na autarquia local, o Festival de Teatro Alternativo-FETAL, é um dos eventos culturais desta localidade. Apresentará este ano dança contemporânea, teatro de rua, espectáculos para infância, textos comprometidos, músicas do mundo e dançável e ainda a exposição de Gerard Sanz.
Urones de Castroponce é uma pequena localidade, perto de Valladolid, onde foi construído um teatro e se desenvolvem regulares actividades artísticas e culturais, constituindo um exemplo de grande significado em toda a península ibérica.
Criado e dirigido durante muito tempo por Raúl Gómez (na foto), actor e encenador teatral, com responsabilidades na autarquia local, o Festival de Teatro Alternativo-FETAL, é um dos eventos culturais desta localidade. Apresentará este ano dança contemporânea, teatro de rua, espectáculos para infância, textos comprometidos, músicas do mundo e dançável e ainda a exposição de Gerard Sanz.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
ACE entra em férias mas anuncia a próxima época
A Academia Contemporânea do Espectáculo entra de férias de 9 e 26 de Agosto e em Setembro reabre as suas portas com múltiplas propostas:
4 de Setembro, o Teatro do Bolhão regressa ao Edifício AXA, para cantar a revolução. O Espectáculo Musical A REVOLUÇÃO DOS QUE NÃO SABEM DIZER NÓS é um texto de Zeferino Mota, encenação de João Paulo Costa, e direção musical de Ernesto Coelho. O espectáculo ficará em cena até dia 22 de Setembro.
Por sua vez, o espectáculo OPOSTOS BEM DISPOSTOS, de Joana Providência, estará em digressão nacional no Teatro Maria Matos, em Lisboa, no dia 21, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, nos dias 29, 30 de Setembro e 1 de Outubro, na Casa da Música, no Porto, de 27 a 28 de Outubro e no Teatro Municipal de Vila do Conde a 6, 7 e 8 de Novembro.
Por sua vez, o espectáculo OPOSTOS BEM DISPOSTOS, de Joana Providência, estará em digressão nacional no Teatro Maria Matos, em Lisboa, no dia 21, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, nos dias 29, 30 de Setembro e 1 de Outubro, na Casa da Música, no Porto, de 27 a 28 de Outubro e no Teatro Municipal de Vila do Conde a 6, 7 e 8 de Novembro.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
T de Teatre na América Latina
Esta digressão da companhia T de Teatre começará no Equador, onde apresentarão a peça no dia 29 de Agosto no Teatro Centro de Arte de Guayaquil, integrada no Festival Fiartes 2013. No dia 31 de Agosto estarão no Teatro Chusig de Manta, também integrados na programação de um festival: o Festival Internacional de Teatro de Manta.
Constituída por um dezena de actuações, esta digressão da obra escrita e dirigida por Alfredo Sanzol estará na Colômbia, no Teatro Fundadores de Manizales nos dias 3 e 4 de Setembro integrados no 45º Aniversário daquele que é o mais antigo festival ibero-americano de sempre: o Festival Internacional de Teatro de Manizales (o segundo mais antigo é o FITEI).
Ainda na Colômbia, 'Delicadas' estará no Teatro Jorge Eliécer de Bogotá nos dias 5 e 6 de Setembro, no Auditório de la Udea, em Medellín, no dia 11 de Setembro e encerram a digressão no dia 12 de Setembro, em El Carmen del Viboral.
A companhia passará ainda pelo Centro de Formação de Cartagena de Indias, onde farão uma masterclass.
terça-feira, 30 de julho de 2013
Comédia de grande êxito em Donostia
'Sé infiel y no mires con quien', é uma comédia de grande êxito (vista por mais de 15 milhões de espectadores em todo o mundo) que sobe à cena no palco do Teatro Principal-Antzoki Zaharra, de Donostia, entre os dias 30 de Julho e 4 de Agosto.
Dirigida por Pilar Massa, esta obra de John Chapman e Ray Cooney
reúne um elenco composto por Jesús Cisneros, Fernando Albizu, Antonio Vico,
Aitor Legardón, Yolanda Arestegui, Isabel Gaudí, Encarna Gómez, Marta Flich e
Rosana del Carpio.
Citada pela revista ArtezBlai, a encenadora Pilar Massa,
define a peça como uma "delirante, frenética e divertidíssima comédia dos
mestres do vaudeville britânico: Ray Cooney e John Chapman" idealizada a
partir de um "autêntico mecanismo de relojoaria - brilhante e perfeito, cena
a cena, momento a momento".
segunda-feira, 29 de julho de 2013
CADA SOPRO de Benedict Andrews
OLIVER ... tu tipo adormeces e há uma merda qualquer. Acordas meio tonto, sem saber onde estás. Reparas que há tipo uma porta que não devia estar aberta ou que uma vidraça está estilhaçada. E tu entras e vais chekar tudo e estamos tipo todos mortos. Um massacre. - Benedict Andrews, Cada Sopro
CADA SOPRO de Benedict Andrews
Tradução Jorge Silva Melo
Com Ana Bustorff, Cleia Almeida, João Vaz, Pedro Gabriel Marques e Sisley Dias
Encenação John Romão e Paulo Castro
Co-produção Colectivo 84 & StoneCastro
No Teatro da Politécnica até 3 de Agosto
CADA SOPRO de Benedict Andrews
Tradução Jorge Silva Melo
Com Ana Bustorff, Cleia Almeida, João Vaz, Pedro Gabriel Marques e Sisley Dias
Encenação John Romão e Paulo Castro
Co-produção Colectivo 84 & StoneCastro
No Teatro da Politécnica até 3 de Agosto
domingo, 28 de julho de 2013
Cuatrotablas montam peça de Shakespeare
Em Lima, no Teatro da UNIFE, vai estrear no próximo dia 8 de Agosto MACBETH, uma produção de Cuatrotrablas, partindo da ideia de Mario Delgado, director e fundador do grupo e da quarta geração dos seus actores, quando em 1987 montavam "Los Clásicos".
Esta encenação de Mario Delgado constitui uma visão muito particular da peça de Shakespeare, com o grupo Cuatrotablas a construir com este MACBETH a primeira parte de uma Trilogía do Poder que os levará a investigar de seguida o grande texto também de Shakespeare 'Rei Lear'.
sábado, 27 de julho de 2013
PRÉMIO ROSA MARÍA CANO 2013 A LA GESTIÓN CULTURAL atribuído ao FITEI
O Prémio Rosa Maria Cano 2013 para Gestão Cultural foi atribuído ao FITEI Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica.
Este prémio, criado em homenagem a Rosa Maria Cano, fundadora da Ass. Civitas, de Castilla y León, tem como objectivo prestar um reconhecimento público da trajectória de pessoas, colectivos ou instituições que se tenham destacado no seu trabalho profissional em intervenções significativas na área das artes cénicas.
O júri atribuiu este prémio ao FITEI considerando a sua determinação em encontrar bases de promoção das artes ibéricas, especialmente as ligadas à produção cénica contemporânea, bem como a sua ligação aos profissionais da ibero-américa, gerindo de forma ininterrupta há 36 anos este festival de referência internacional, não obstante as dificuldades vivenciadas ao longo da sua história.
Este prémio, criado em homenagem a Rosa Maria Cano, fundadora da Ass. Civitas, de Castilla y León, tem como objectivo prestar um reconhecimento público da trajectória de pessoas, colectivos ou instituições que se tenham destacado no seu trabalho profissional em intervenções significativas na área das artes cénicas.
O júri atribuiu este prémio ao FITEI considerando a sua determinação em encontrar bases de promoção das artes ibéricas, especialmente as ligadas à produção cénica contemporânea, bem como a sua ligação aos profissionais da ibero-américa, gerindo de forma ininterrupta há 36 anos este festival de referência internacional, não obstante as dificuldades vivenciadas ao longo da sua história.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
VI Prémio de Actores de Cinema Fundação GDA - 2012
A entrega dos Prémios de Actores de Cinema Fundação GDA - 2012 atribuídos a DALILA CARMO (Melhor actriz principal) e ÂNGELO TORRES (Melhor actor secundário) será no dia 29 de Julho, no Bar do Teatro da Trindade.
O Júri composto por João Perry, André Gago e José Martins, designou para o Prémio de Melhor Actriz Principal Dalila Carmo pelo seu trabalho no filme “Florbela”. O Prémio Melhor Actor Secundário foi atribuído a Ângelo Torres, pela sua interpretação no filme “Estrada de Palha”. Trata-se de um Prémio com características únicas em Portugal já que foi criado por artistas, é decidido por um júri que integra apenas actores e distingue os seus pares.
O Júri composto por João Perry, André Gago e José Martins, designou para o Prémio de Melhor Actriz Principal Dalila Carmo pelo seu trabalho no filme “Florbela”. O Prémio Melhor Actor Secundário foi atribuído a Ângelo Torres, pela sua interpretação no filme “Estrada de Palha”. Trata-se de um Prémio com características únicas em Portugal já que foi criado por artistas, é decidido por um júri que integra apenas actores e distingue os seus pares.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
If... de Lindsay Anderson, encenação de Gonçalo Amorim
If…. ou quando ‘A guerra é, possivelmente, o último ato criativo.’
If…. filme de culto de Lindsay Anderson, com Malcolm McDowell no principal papel, foi lançado em 1968, o ano dos protestos de maio em França e acabaria por ganhar a Palma de Ouro no festival de Cannes do ano seguinte. Num universo tipicamente Eton encontramos uma escola privada no Reino Unido, em que os alunos são ensinados a nunca desafiar a autoridade da direção ou dos estudantes mais velhos.
Todas as personagens em If…. são estudantes de um mesmo universo fechado, cuja distinção social é exibida de forma ostensiva, (como se de um sistema de castas se tratasse). A repressão é exercida por um grupo de alunos monitores, chamados "capatazes" – cães de guarda da administração autoritária.
Até que surge Mike Travis: que, assemelhando-se a um Guy Fawkes – o rosto- símbolo do movimento Anonymous , - mascara a rebeldia atrás de um bigode postiço…
Alegoria radical das lutas sociais e do combate à repressão conservadora, If…. baseado na obra Crusaders de David Sherwin, e um verdadeiro marco da contracultura dos anos 60, é unanimemente considerado uma obra incendiária, subversiva, que pinta um retrato negativo e impiedoso do sistema educativo inglês, e por extensão: a da sociedade inglesa.
A Prova de Aptidão Profissional da Academia Contemporânea do espectáculo constitui um elemento nuclear do Projecto Educativo da ACE Escola de Artes, configurando-se como um “ritual de passagem” entre o universo escolar e a prática teatral profissional. Após três anos de formação, os alunos finalistas confrontam com o público, com o meio e com um júri alargado constituído por criadores, técnicos directores de teatros, críticos e representantes das associações profissionais, o resultado das suas aprendizagens numa área específica (Interpretação; Luz, Som e Efeitos Cénicos; Cenografia, Figurinos e Adereços). Há dois anos que a Prova de Aptidão Profissional da ACE Escola de Artes, incide sobre textos contemporâneos associados ao universo escolar, e mais genericamente, ao conflito de classes (em 2011, Punk Rock de Simon Stephens e em 2012, Inimigos de Classe de Nigel Williams). If…. foi a escolha deste grupo de finalistas.
De 24 a 30 de Julho | às 21.30h | na ACE Teatro do Bolhão.
If…. filme de culto de Lindsay Anderson, com Malcolm McDowell no principal papel, foi lançado em 1968, o ano dos protestos de maio em França e acabaria por ganhar a Palma de Ouro no festival de Cannes do ano seguinte. Num universo tipicamente Eton encontramos uma escola privada no Reino Unido, em que os alunos são ensinados a nunca desafiar a autoridade da direção ou dos estudantes mais velhos.
Todas as personagens em If…. são estudantes de um mesmo universo fechado, cuja distinção social é exibida de forma ostensiva, (como se de um sistema de castas se tratasse). A repressão é exercida por um grupo de alunos monitores, chamados "capatazes" – cães de guarda da administração autoritária.
Até que surge Mike Travis: que, assemelhando-se a um Guy Fawkes – o rosto- símbolo do movimento Anonymous , - mascara a rebeldia atrás de um bigode postiço…
Alegoria radical das lutas sociais e do combate à repressão conservadora, If…. baseado na obra Crusaders de David Sherwin, e um verdadeiro marco da contracultura dos anos 60, é unanimemente considerado uma obra incendiária, subversiva, que pinta um retrato negativo e impiedoso do sistema educativo inglês, e por extensão: a da sociedade inglesa.
A Prova de Aptidão Profissional da Academia Contemporânea do espectáculo constitui um elemento nuclear do Projecto Educativo da ACE Escola de Artes, configurando-se como um “ritual de passagem” entre o universo escolar e a prática teatral profissional. Após três anos de formação, os alunos finalistas confrontam com o público, com o meio e com um júri alargado constituído por criadores, técnicos directores de teatros, críticos e representantes das associações profissionais, o resultado das suas aprendizagens numa área específica (Interpretação; Luz, Som e Efeitos Cénicos; Cenografia, Figurinos e Adereços). Há dois anos que a Prova de Aptidão Profissional da ACE Escola de Artes, incide sobre textos contemporâneos associados ao universo escolar, e mais genericamente, ao conflito de classes (em 2011, Punk Rock de Simon Stephens e em 2012, Inimigos de Classe de Nigel Williams). If…. foi a escolha deste grupo de finalistas.
De 24 a 30 de Julho | às 21.30h | na ACE Teatro do Bolhão.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Teatro Aberto com peça de Arthur Miller na iminência de fechar portas
O Teatro Aberto tem em cena a peça de Arthur Miller 'O Preço' na iminência de fechar portas. O Teatro Aberto e o João Lourenço são uma das referências maiores do teatro português. Brindou o público português com espectáculos de excelência em plena ditadura. Talvez por isso a tentativa da DGARTES de procurar estrangular este protejo. A redução de apoios públicos deixou o Teatro Aberto numa situação delicada, daí que o futuro seja incerto.
A peça de Arthur Miller vai estar em cena até ao final de Julho. O encenador João Lourenço quer repô-la em Setembro, mas a companhia ainda está à procura de apoios para que isso seja possível.
A peça 'O Preço'é um texto de referência da dramaturgia mundial, um texto com uma actualidade única.
A peça de Arthur Miller vai estar em cena até ao final de Julho. O encenador João Lourenço quer repô-la em Setembro, mas a companhia ainda está à procura de apoios para que isso seja possível.
A peça 'O Preço'é um texto de referência da dramaturgia mundial, um texto com uma actualidade única.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Opereta Gastronómica "A noiva do condutor", de Noel Rosa, em recriação de Neyde Veneziano
O espetáculo teatral inédito A Noiva do Condutor, dirigido por Neyde Veneziano, estreou no dia 11 de Julho, no Teatro do SESI Campinas (Amoreiras). A peça, que tem estado em cena em diversos teatro do SESC, contará com apresentações em Vila das Mercês (25 e 16/8), Mauá (29 e 30 de Agosto) e São Bernardo do Campo (3 e 4/9).
Neste projecto, a opereta A Noiva do Condutor, escrita por Noel Rosa e interpretada em 1985 por Marília Pêra e Grande Otelo, tem uma encenação moderna e inusitada, mesclando técnicas de teatro de animação, teatro musical e comédia de costumes. Nesta versão, o público poderá conferir uma opereta gastronómica para actores, legumes e outros utensílios de cozinha, inspirada na obra do sambista. Segundo a directora, o objetivo é apresentar uma obra quase desconhecida: “É um diamante raro do pouco explorado Teatro Musical Brasileiro”. Na história, um casal de chefes de cozinha deve preparar um jantar para uma delegação estrangeira que tem de escolher um símbolo nacional para divulgar o Brasil na Europa, como parte dos preparativos para a Copa do Mundo 2014. Enquanto prepara pratos típicos brasileiros, o casal ouve músicas de Noel Rosa e revisita a opereta do compositor.
Neyde Veneziano já dirigiu 34 espetáculos, quase todos musicais, na linha do teatro popular. Em 2012, dirigiu a peça Mistero Buffo, que recebeu indicações para a 25ª edição do Prêmio Shell de Teatro nas categorias Direcção e Actor. O espetáculo foi visto por mais de 18 mil pessoas. Além de encenadora, Neyde Veneziano tem ampla participação na área académica. É professora doutora do Instituto de Artes da Unicamp e autora de diversos livros, nomeadamente A Cena de Dario Fo: O Exercício da Iimaginação, apresentado em Portugal no FITEI2003.
Neste projecto, a opereta A Noiva do Condutor, escrita por Noel Rosa e interpretada em 1985 por Marília Pêra e Grande Otelo, tem uma encenação moderna e inusitada, mesclando técnicas de teatro de animação, teatro musical e comédia de costumes. Nesta versão, o público poderá conferir uma opereta gastronómica para actores, legumes e outros utensílios de cozinha, inspirada na obra do sambista. Segundo a directora, o objetivo é apresentar uma obra quase desconhecida: “É um diamante raro do pouco explorado Teatro Musical Brasileiro”. Na história, um casal de chefes de cozinha deve preparar um jantar para uma delegação estrangeira que tem de escolher um símbolo nacional para divulgar o Brasil na Europa, como parte dos preparativos para a Copa do Mundo 2014. Enquanto prepara pratos típicos brasileiros, o casal ouve músicas de Noel Rosa e revisita a opereta do compositor.
Neyde Veneziano já dirigiu 34 espetáculos, quase todos musicais, na linha do teatro popular. Em 2012, dirigiu a peça Mistero Buffo, que recebeu indicações para a 25ª edição do Prêmio Shell de Teatro nas categorias Direcção e Actor. O espetáculo foi visto por mais de 18 mil pessoas. Além de encenadora, Neyde Veneziano tem ampla participação na área académica. É professora doutora do Instituto de Artes da Unicamp e autora de diversos livros, nomeadamente A Cena de Dario Fo: O Exercício da Iimaginação, apresentado em Portugal no FITEI2003.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
'Quanto Custa?' estreia em S. Paulo.
Texto de Bertolt Brecht, com direcção de Pedro Granato, 'Quanto Custa?' estreia no próximo dia 25 de Julho e ficará em cena até 4 de Outubro no Centro Cultural Banco do Brasil, em S. Paulo.
Numa rua de comércio, três pequenos comerciantes convivem em harmonia: o açougueiro Dansen, a jornaleira Sra. Norsen e o vendedor de ferro Svenson. O medo começa a espalhar-se quando recebem a notícia de um cruel assassinato. Suspense e humor negro marcam essa obra praticamente inédita de Brecht, escrita no início da Segunda Guerra Mundial, que ganha roupagem contemporânea e estilizada.
Com interpretação de Ernani Sanchez, Luís Mármora e Pedro Felicio, 'Quanto Custa?' conta com direcção de produção de Carla Estefan que trouxe até ao FITEI produções suas em 2011 (Quem não sabe mais quem é, o que é e onde está, precisa se mexer) e 2013 (Orfeu Mestiço – Uma Hip-hópera Brasileira).
Numa rua de comércio, três pequenos comerciantes convivem em harmonia: o açougueiro Dansen, a jornaleira Sra. Norsen e o vendedor de ferro Svenson. O medo começa a espalhar-se quando recebem a notícia de um cruel assassinato. Suspense e humor negro marcam essa obra praticamente inédita de Brecht, escrita no início da Segunda Guerra Mundial, que ganha roupagem contemporânea e estilizada.
Com interpretação de Ernani Sanchez, Luís Mármora e Pedro Felicio, 'Quanto Custa?' conta com direcção de produção de Carla Estefan que trouxe até ao FITEI produções suas em 2011 (Quem não sabe mais quem é, o que é e onde está, precisa se mexer) e 2013 (Orfeu Mestiço – Uma Hip-hópera Brasileira).
domingo, 21 de julho de 2013
Plástico Bolha, nova produção da Companhia dos Pés
A Companhia dos Pés, de Rio Preto, Brasil, tem em digressão o seu novo espectáculo “Plástico Bolha”, estreada no Teatro Municipal “Merciol Viscardi”, em Fernandópolis, no passado dia 6.
Há sete anos, a companhia é conhecida por usar a dança e o teatro contemporâneos como canal de expressão. E, desta vez, não é diferente. Mas o trabalho tem algumas características próprias. O uso de cordas para acrobacias aéreas, como em “Asas”, produção de 2008 que esteve no FITEI em 2009, dá lugar à uma pesquisa mais elaborada da cenografia em palco italiano, iniciada com “...” (o nome do espectáculo é mesmo assim: Reticências), em 2010.
Angélica Zignani assina a direcção artística e coreográfica. A produção é livremente inspirada no livro “Amor Líquido: Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos”, do sociólogo polaco Zygmunt Bauman. Assim como na obra literária, o espectáculo debruça-se sobre a influência da tecnologia nos afectos. O plástico bolha do título é uma alusão ao invólucro imaginário que protege as relações como se fossem mercadorias. “É uma metáfora de como tratamos a amizade em tempos de redes sociais, em que o mais importante tem sido o número de conexões”, diz Angélica.
Há sete anos, a companhia é conhecida por usar a dança e o teatro contemporâneos como canal de expressão. E, desta vez, não é diferente. Mas o trabalho tem algumas características próprias. O uso de cordas para acrobacias aéreas, como em “Asas”, produção de 2008 que esteve no FITEI em 2009, dá lugar à uma pesquisa mais elaborada da cenografia em palco italiano, iniciada com “...” (o nome do espectáculo é mesmo assim: Reticências), em 2010.
Angélica Zignani assina a direcção artística e coreográfica. A produção é livremente inspirada no livro “Amor Líquido: Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos”, do sociólogo polaco Zygmunt Bauman. Assim como na obra literária, o espectáculo debruça-se sobre a influência da tecnologia nos afectos. O plástico bolha do título é uma alusão ao invólucro imaginário que protege as relações como se fossem mercadorias. “É uma metáfora de como tratamos a amizade em tempos de redes sociais, em que o mais importante tem sido o número de conexões”, diz Angélica.
sábado, 20 de julho de 2013
Violência - Fetiche do homem bom | Últimas representações no Teatro Nacional D. Maria II
Um texto de Cláudia Lucas Chéu, onde se questiona o conceito de violência na sociedade contemporânea.
Miguel e Gabriel são dois irmãos gémeos, pseudo-filósofos, burgueses, adeptos de junk food e fãs da estrela porno Sasha Grey. A sua história é o ponto de partida para uma reflexão sobre "a violência mais subterrânea e hardcore”.
A interpretação é de Albano Jerónimo, Rúben Gomes, Solange Freitas e Miguel Raposo.
"Acho sempre hipócrita, quando alguém vê um filme (violento) até ao final e depois protesta: não se pode fazer isto (ao espectador)!
E eu pergunto: porque é que ficaste a ver?”
Michael Haneke
"Questiono-me, se a violência é intrinsecamente humana e até que ponto, é uma das nossas características mais paradoxais: primária e sofisticada. Interessa-me explorar a violência mais subterrânea e hardcore, aquilo que considero de fetichização da bondade, que nos foi transmitido através da educamesticação™. Miguel e Gabriel são dois irmãos gémeos, pseudo-filósofos, burgueses, adeptos de junk food e fãs da estrela porno Sasha Grey.” - Cláudia Lucas Chéu
A interpretação é de Albano Jerónimo, Rúben Gomes, Solange Freitas e Miguel Raposo.
"Acho sempre hipócrita, quando alguém vê um filme (violento) até ao final e depois protesta: não se pode fazer isto (ao espectador)!
E eu pergunto: porque é que ficaste a ver?”
Michael Haneke
"Questiono-me, se a violência é intrinsecamente humana e até que ponto, é uma das nossas características mais paradoxais: primária e sofisticada. Interessa-me explorar a violência mais subterrânea e hardcore, aquilo que considero de fetichização da bondade, que nos foi transmitido através da educamesticação™. Miguel e Gabriel são dois irmãos gémeos, pseudo-filósofos, burgueses, adeptos de junk food e fãs da estrela porno Sasha Grey.” - Cláudia Lucas Chéu
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Companhia Ensaio Aberto volta aos palcos cariocas
No próximo dia 20 de Julho, a Companhia Ensaio Aberto volta
aos palcos cariocas com o espectáculo “Estação Terminal”, montado pela
primeira vez em Londres, no SPILL Festival, e posteriormente no Rio de
Janeiro, no âmbito do festival 'Rio Cena Contemporânea'.
A peça estreia no Armazém da Utopia, dia 20 de Julho e ficará em cartaz aos sábados e domingos até ao dia 18 de Agosto.
Em “Estação Terminal”, o dramaturgo João Batista baseou-se nos livros “Cemitério dos Vivos” e “Diário do Hospício”, de Lima Barreto, que por três vezes esteve internado no Hospício Nacional dos Alienados, no mesmo prédio que abriga hoje o Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ – o Palácio Universitário da Praia Vermelha, onde a peça será montada. Escritor, alcoólatra, negro, pobre e indignado, Lima Barreto concentrou no seu diário sonhos e desejos abortados por um sistema correcional no qual não cabem os diferentes. O diário mostra-nos a experiência de reclusão do escritor.
A actriz Tuca Moraes estará sozinha no palco desta vez, apoiada pelo figurino de Mauro Leite e música original assinada por Felipe Radicetti.
A peça estreia no Armazém da Utopia, dia 20 de Julho e ficará em cartaz aos sábados e domingos até ao dia 18 de Agosto.
Em “Estação Terminal”, o dramaturgo João Batista baseou-se nos livros “Cemitério dos Vivos” e “Diário do Hospício”, de Lima Barreto, que por três vezes esteve internado no Hospício Nacional dos Alienados, no mesmo prédio que abriga hoje o Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ – o Palácio Universitário da Praia Vermelha, onde a peça será montada. Escritor, alcoólatra, negro, pobre e indignado, Lima Barreto concentrou no seu diário sonhos e desejos abortados por um sistema correcional no qual não cabem os diferentes. O diário mostra-nos a experiência de reclusão do escritor.
A actriz Tuca Moraes estará sozinha no palco desta vez, apoiada pelo figurino de Mauro Leite e música original assinada por Felipe Radicetti.
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