BABEL estará em cena no Porto de 15 e 16 de Novembro de 2013. Texto de Letizia Russo, com encenação de Sónia Barbosa, BABEL é uma criação Propositário Azul. Trata-se de um acolhimento do Teatro Bruto no seu espaço na Fábrica Social. A interpretação é de Nuno Nunes e Sónia Barbosa.
Uma bailarina amputada e um homem que a compra. A relação de dependência que os liga reflecte o desajuste a uma realidade que esmaga o ser humano: ele precisa do amor dela, ela da protecção dele. Para sobreviver ela é obrigada a dançar num clube nocturno situado no quadrante reservado aos “inferiores” (aleijados, gordos, loucos…) Ele, para conquistar o amor dela, “vende tudo o que tem, tudo o que é” e vence uma eleição para criar uma lei que permita que ela viva com ele. No horizonte, o plano já tentado, mas falhado, de tomarem a NAVE, hipótese derradeira de libertação do mundo em que vivem.
domingo, 10 de novembro de 2013
sábado, 9 de novembro de 2013
MoMo volta a Cabo Verde
MoMo volta a Cabo Verde. Estará na PCA - Plataforma Cultura Arte, integrado na Rede Nacional de Salas. O espectáculo já tinha sido apresentado em Cabo Verde, no âmbito do último Mindelact.
MoMo é um híbrido de ficção, micro biografia e macro biografia. Há no ser humano sempre uma busca incessante por registo, por deixar marcas, histórias, etc. Flávia Gusmão e Michel Blois conheceram-se em 2009, em Lisboa. Desse encontro surgiu a peça, com Nuno Gil (Pt) e Thiare Maia (Br), “Dulce” (co-produção Tempo Festival) que fez temporada no Brasil e em Portugal. Agora, Michel e Flávia juntam-se para olhar o seu passado e reconstruir a sua biografia ou “falsa” biografia. Ela, portuguesa de origem cabo-verdiana. Ele, brasileiro de origem portuguesa.
O tema da peça gira em torno de um casal que faz um pacto de registar as suas memórias para serem mostradas quando um dos dois morrer.
Criação e Interpretação: Flávia Gusmão e Michel Blois
Músicos Ao Vivo: músicos locais de cada ilha
Textos: Flávia Gusmão, Michel Blois, Pedro Fortes Figueira e Tchalé Figueira
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Vinícius Piedade com 'Cárcere ' pela primeira vez em Portugal
©Joffre Oliveira
Uma comédia inconformada é como os autores definem o espectáculo Cárcere que será apresentado pela primeira vez em Portugal.
O espectáculo que já percorreu todas as regiões do Brasil, tendo sido apresentado também na Alemanha, na Suíça e nos Estados Unidos, chega agora a Portugal.
Um solo do actor e encenador brasileiro Vinícius Piedade com texto em parceria com Saulo Ribeiro.
Um mergulho na vida de um pianista que estando no CÁRCERE (PRIVADO DA LIBERDADE E DO SEU PIANO) se vê refém numa rebelião prisional. Ele vive num ritmo de contagem regressiva e as suas expectativas, impressões, lembranças, reflexões e sensações são expressadas por ele num diário que inicia numa segunda-feira e termina quando rebenta a rebelião, num domingo.
No AUDITÓRIO IPJ, Parque das Nações, Lisboa, dia 8 de Novembro, às 22h00.
Uma comédia inconformada é como os autores definem o espectáculo Cárcere que será apresentado pela primeira vez em Portugal.
O espectáculo que já percorreu todas as regiões do Brasil, tendo sido apresentado também na Alemanha, na Suíça e nos Estados Unidos, chega agora a Portugal.
Um solo do actor e encenador brasileiro Vinícius Piedade com texto em parceria com Saulo Ribeiro.
Um mergulho na vida de um pianista que estando no CÁRCERE (PRIVADO DA LIBERDADE E DO SEU PIANO) se vê refém numa rebelião prisional. Ele vive num ritmo de contagem regressiva e as suas expectativas, impressões, lembranças, reflexões e sensações são expressadas por ele num diário que inicia numa segunda-feira e termina quando rebenta a rebelião, num domingo.
No AUDITÓRIO IPJ, Parque das Nações, Lisboa, dia 8 de Novembro, às 22h00.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Adivinhe quem vem para rezar em Santiago de Compostela
O Salón Teatro, em Santiago de Compostela, apresenta amanhã, dia 7 de Novembro, o espectáculo ‘Adivinhe quem vem para rezar’ pela companhia portuguesa Seiva Trupe. Este é o segundo espectáculo integrado no acolhimento do Centro Dramático Galego como parte integrante do circuito Troco x Troco de intercâmbio teatral entre Portugal e Galiza.
Aproveitando a presença dos criadores portugueses, Júlio Cardoso e António Reis, farão pela tarde um encontro com estudantes de Português da Escola Oficial de Idiomas de Santiago.
Autor: Dib Carneiro Neto
Encenação: Júlio Cardoso
Aproveitando a presença dos criadores portugueses, Júlio Cardoso e António Reis, farão pela tarde um encontro com estudantes de Português da Escola Oficial de Idiomas de Santiago.
Autor: Dib Carneiro Neto
Encenação: Júlio Cardoso
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Morreu Luna Andermatt
Faleceu hoje, aos 87 anos, a antiga bailarina e coreógrafa Luna Andermatt, grande impulsionadora da dança em Portugal.
Nascida em 1926, Maria Antónia Luna Andermatt estudou no Instituto de Odivelas e no Conservatório Nacional e, aos 24 anos, foi estudar para Londres, com o estatuto de bolseira. Em 1961, fundou a Companhia Portuguesa de Bailado, juntamente com o marido Francisco de Assis Brás de Oliveira. Em 1977, a convite do então secretário de Estado da Cultura, David Mourão-Ferreira, criou e dirigiu a Companhia Nacional de Bailado, em conjunto com Vera Varela Cid e Pedro Risques Pereira.
Pelas suas mãos passaram muitos dos bailarinos e coreógrafos que, depois dançariam na CNB e no Ballet Gulbenkian. Aos 86 anos, Luna Andermatt continuava a imaginar. Em Maio, colaborou com a encenadora Mónica Calle numa revisitação de A Sagração da Primavera. Foi o seu último projecto.
Nascida em 1926, Maria Antónia Luna Andermatt estudou no Instituto de Odivelas e no Conservatório Nacional e, aos 24 anos, foi estudar para Londres, com o estatuto de bolseira. Em 1961, fundou a Companhia Portuguesa de Bailado, juntamente com o marido Francisco de Assis Brás de Oliveira. Em 1977, a convite do então secretário de Estado da Cultura, David Mourão-Ferreira, criou e dirigiu a Companhia Nacional de Bailado, em conjunto com Vera Varela Cid e Pedro Risques Pereira.
Pelas suas mãos passaram muitos dos bailarinos e coreógrafos que, depois dançariam na CNB e no Ballet Gulbenkian. Aos 86 anos, Luna Andermatt continuava a imaginar. Em Maio, colaborou com a encenadora Mónica Calle numa revisitação de A Sagração da Primavera. Foi o seu último projecto.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
“O Beijo”, com Isabel Queirós e Rui Spranger
A APURO TEATRO apresenta o seu mais recente projecto teatral intitulado “O Beijo”, com texto de Ricardo Silveira, encenação de Rui Spranger e interpretação de Isabel Queirós e Rui Spranger.
"A partir da observação do quadro "O Beijo" de Gustav Klimt, obra emblemática do Jugendstil de Viena, e das diferentes interpretações que um casal faz das suas figuras entrelaçadas, inicia-se um processo de revelação dos próprios fundamentos da relação entre os dois, que é posta em causa através do questionamento dos motivos que levam duas pessoas a aproximarem-se." Ricardo Silveira
O espectáculo estreou no dia 1 de Novembro, no Pinguim Café, no Porto. Estará em cena de Quarta-feira a Domingo, sempre às 22h00, até dia 24 de Novembro. Paralelamente, a peça “O Beijo” foi lançada sob a forma de livro no dia da estreia do espectáculo, dando assim continuidade ao projecto editorial da APURO.
"A partir da observação do quadro "O Beijo" de Gustav Klimt, obra emblemática do Jugendstil de Viena, e das diferentes interpretações que um casal faz das suas figuras entrelaçadas, inicia-se um processo de revelação dos próprios fundamentos da relação entre os dois, que é posta em causa através do questionamento dos motivos que levam duas pessoas a aproximarem-se." Ricardo Silveira
O espectáculo estreou no dia 1 de Novembro, no Pinguim Café, no Porto. Estará em cena de Quarta-feira a Domingo, sempre às 22h00, até dia 24 de Novembro. Paralelamente, a peça “O Beijo” foi lançada sob a forma de livro no dia da estreia do espectáculo, dando assim continuidade ao projecto editorial da APURO.
domingo, 3 de novembro de 2013
Nova produção do TMP entre 23 de Novembro a 15 de Dezembro no Teatro de Belomonte
Estreia no dia 23 de Novembro no Teatro de Belomonte a nova produção do Teatro de Marionetas o Porto PELOS CABELOS.
A partir da colecção de ilustrações Pelos Cabelos, de João Vaz de Carvalho, o Teatro de Marionetas do Porto cria um espectáculo habitado por personagens insólitas, de olhares ausentes e alucinados, onde o humor e o absurdo se fundem para mais uma experiência com muitas marionetas. Em PELOS CaBELOS, encenação e cenografia de Isabel Barros, actores e marionetas habitam um lugar algures, um Lá, lugar distante quase extraterreno, onde há histórias de cabelos que nunca são cortados, que não param de crescer, que criam laços e muitas muitas muitas ligações.
A partir da colecção de ilustrações Pelos Cabelos, de João Vaz de Carvalho, o Teatro de Marionetas do Porto cria um espectáculo habitado por personagens insólitas, de olhares ausentes e alucinados, onde o humor e o absurdo se fundem para mais uma experiência com muitas marionetas. Em PELOS CaBELOS, encenação e cenografia de Isabel Barros, actores e marionetas habitam um lugar algures, um Lá, lugar distante quase extraterreno, onde há histórias de cabelos que nunca são cortados, que não param de crescer, que criam laços e muitas muitas muitas ligações.
sábado, 2 de novembro de 2013
'As do peixe', encenação de Cristina Dominguez Dapena
A apresentação da peça "As do peixe", dirigida por Cristina Dominguez Dapena, faz parte da programação da Galicia Escena Pro (uma espécie de feira da artes cénicas) que decorrerá na próxima semana em Santiago de Compostela. "As do peixe" estará no palco do Teatro Principal, no dia 6 de Novembro. No dia 8 será apresentado em Vigo, no Museo do Mar.
Quatro mulheres, ex-trabalhadoras de uma antiga fábrica de conservas encerrada, reconstroem a sua vida profissional, relembram passagens da sua vida pessoal e familiar, comentam aspectos da vida actual e expressam as suas esperanças e dúvidas em relação ao futuro.
Rocio Gonzalez, Susana Dans, Casilda Alfaro e Mónica Camaño interpretam este texto de drama e humor escrito por Candido Pazó.
Quatro mulheres, ex-trabalhadoras de uma antiga fábrica de conservas encerrada, reconstroem a sua vida profissional, relembram passagens da sua vida pessoal e familiar, comentam aspectos da vida actual e expressam as suas esperanças e dúvidas em relação ao futuro.
Rocio Gonzalez, Susana Dans, Casilda Alfaro e Mónica Camaño interpretam este texto de drama e humor escrito por Candido Pazó.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Victor Hugo Pontes regressa à dança com “Zoo”
Victor Hugo Pontes regressa ao palco do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, no início do mês de Novembro, para apresentar a sua mais recente criação na área da dança contemporânea. Depois de “A Ballet Story” e “Ocidente” (uma incursão no universo do teatro, que estreou no passado dia 12 de Outubro na Black Box da Fábrica Asa), Victor Hugo Pontes revela inequivocamente que é um criador para quem as artes plásticas, o cinema, o teatro e a dança se assumem enquanto territórios de transferência. Em “Zoo”, Victor Hugo Pontes parte do texto “Why Look at Animals?”, de John Berger, para reflectir sobre a relação ancestral entre humanos e animais que, segundo Berger, é um “companheirismo inominável”, ainda que as criaturas enjauladas em zoológicos tenham acabado por se tornar “monumentos vivos ao seu próprio desaparecimento cultural”. Da natureza para as sociedades humanas e para o teatro: é este o fio condutor de “Zoo”, estreado em Junho deste ano no Teatro Nacional S. João.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Queda terminantemente prohibido sufrir nas paredes
Num espaço comum, três
mulheres e três discursos. Corpo e texto para uma reflexão sobre o bem e o mal, sobre a inocência e os verdadeiros culpados, sobre
destinos escritos nos registos da beneficência, sobre a
enteléquia da igualdade social. Sobre mulheres no último escalão da sobrevivência.
"Queda terminantemente prohibido sufrir nas paredes" não é uma proposta teatral no sentido estrito, uma vez que não pretende recriar uma ficção nem a interpretação actoral se orienta para a exposição de uma trama ou para a descrição de uns personagens. Neste sentido, a proposta pode aproximar-se mais da "performance", pelo que contém de imediato e adaptável.
Criação de Rula Blanco, Rocío García e Clara Gayo, dias 1, 2 e 3 de Novembro, no Teatro Ensalle, Vigo.
"Queda terminantemente prohibido sufrir nas paredes" não é uma proposta teatral no sentido estrito, uma vez que não pretende recriar uma ficção nem a interpretação actoral se orienta para a exposição de uma trama ou para a descrição de uns personagens. Neste sentido, a proposta pode aproximar-se mais da "performance", pelo que contém de imediato e adaptável.
Criação de Rula Blanco, Rocío García e Clara Gayo, dias 1, 2 e 3 de Novembro, no Teatro Ensalle, Vigo.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Adiada a Mostra de Teatro Galego
Em consequência da acção da Câmara Municipal do Porto, que impediu o acesso da Companhia Seiva Trupe ao Teatro do Campo Alegre a partir do passado dia 17 de Outubro, a Cena Lusófona foi forçada a adiar os quatro espectáculos previstos para esta semana, no âmbito da Mostra de Teatro Galego.
A Mostra teve início na passada semana e deveria acontecer em quatro
cidades portuguesas. Depois de Braga e Évora, as cinco companhias da
Galiza envolvidas na programação – Sarabela Teatro, Teatro do Noroeste,
Centro Dramático Galego, Teatro do Atlántico e Teatro do Morcego –
rumariam agora a Coimbra e ao Porto, apresentando quatro das suas mais
recentes produções no Teatro da Cerca de São Bernardo e no Teatro do
Campo Alegre, respectivamente.
Num comunicado divulgado hoje, a Cena Lusófona, consciente dos prejuízos artísticos e financeiros decorrentes desta lamentável situação, expressa a sua indignação pela irresponsabilidade demonstrada pelo anterior executivo autárquico do Porto, cuja atitude tem consequências que em muito ultrapassam o diferendo com a Seiva Trupe e, em última instância, prejudicam o público da cidade. Da mesma forma, a Cena Lusófona expressa a sua solidariedade para com a Seiva Trupe, uma das mais importantes companhias de teatro portuguesas e cuja existência justificou a construção do Teatro do Campo Alegre, do qual agora a quiseram expulsar. Independentemente dos contornos jurídicos e burocráticos da situação, nada justifica que uma estrutura de criação com a história da Seiva Trupe seja tratada desta forma pelos poderes públicos. O comportamento da Câmara Municipal do Porto, que se espera que possa agora sofrer uma inflexão, envergonha a cidade e o país e pode, como se comprova pelo caso da Mostra de Teatro Galego, comprometer parcerias nacionais e internacionais que beneficiariam a cidade do Porto e os seus públicos de teatro.
A Mostra teve início na passada semana e deveria acontecer em quatro
cidades portuguesas. Depois de Braga e Évora, as cinco companhias da
Galiza envolvidas na programação – Sarabela Teatro, Teatro do Noroeste,
Centro Dramático Galego, Teatro do Atlántico e Teatro do Morcego –
rumariam agora a Coimbra e ao Porto, apresentando quatro das suas mais
recentes produções no Teatro da Cerca de São Bernardo e no Teatro do
Campo Alegre, respectivamente.Num comunicado divulgado hoje, a Cena Lusófona, consciente dos prejuízos artísticos e financeiros decorrentes desta lamentável situação, expressa a sua indignação pela irresponsabilidade demonstrada pelo anterior executivo autárquico do Porto, cuja atitude tem consequências que em muito ultrapassam o diferendo com a Seiva Trupe e, em última instância, prejudicam o público da cidade. Da mesma forma, a Cena Lusófona expressa a sua solidariedade para com a Seiva Trupe, uma das mais importantes companhias de teatro portuguesas e cuja existência justificou a construção do Teatro do Campo Alegre, do qual agora a quiseram expulsar. Independentemente dos contornos jurídicos e burocráticos da situação, nada justifica que uma estrutura de criação com a história da Seiva Trupe seja tratada desta forma pelos poderes públicos. O comportamento da Câmara Municipal do Porto, que se espera que possa agora sofrer uma inflexão, envergonha a cidade e o país e pode, como se comprova pelo caso da Mostra de Teatro Galego, comprometer parcerias nacionais e internacionais que beneficiariam a cidade do Porto e os seus públicos de teatro.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
ESTUDOS, NOTAS E APONTAMENTOS GREGOS DE SIMONE WEIL
Entre 30 e 31 de OUTUBRO e 01 de NOVEMBRO, a Sala RIBEIRA, na Rua da Ribeira Nova, nº 44 (Cais do Sodré, Lisboa), tem em cena ESTUDOS, NOTAS E APONTAMENTOS GREGOS DE SIMONE WEIL, versão cénica, dramaturgia e encenação de Miguel Loureiro, com Crista Alfaiate e Sara Graça.
"Há quase dois mil e quinhentos anos, escreviam-se na Grécia belos poemas. Já só são lidos por pessoas que se especializam nesse estudo, e é pena que assim seja. Porque esses velhos poemas são tão humanos que estão ainda muito próximos de nós e podem interessar toda a gente. Seriam até bem mais comoventes para o comum dos homens, os que sabem o que é que lutar e sofrer, do que para as pessoas que passaram a vida entre as quatro paredes de uma biblioteca."
Simone Weil, "Antígona", A Fonte Grega
"Há quase dois mil e quinhentos anos, escreviam-se na Grécia belos poemas. Já só são lidos por pessoas que se especializam nesse estudo, e é pena que assim seja. Porque esses velhos poemas são tão humanos que estão ainda muito próximos de nós e podem interessar toda a gente. Seriam até bem mais comoventes para o comum dos homens, os que sabem o que é que lutar e sofrer, do que para as pessoas que passaram a vida entre as quatro paredes de uma biblioteca."
Simone Weil, "Antígona", A Fonte Grega
domingo, 27 de outubro de 2013
"Chicas y chicos que quieren pensar, sentir y gozar, porque el sexo ha irrumpido"
A partir de 31 de Outubro e até 2 de Novembro, o Teatro Sanpol de Madrid tem em cena a obra teatral sobre sexo na adolescência, escrita por Garbi Losada e Felipe Loza baseada numa ideia original da encenadora Ana Pimenta.
'Sin vergüenzas' é uma das principais apostas da programação da sala madrilena dirigida ao público juvenil. Doze anos após a sua estreia, esta emblemática montagem da companhia vasca Vaivén Producciones mantém toda a actualidade ao abordar o delicado momento da irrupção sexual na adolescência. Dorleta Urretabizkala assina a encenação.
'Sin vergüenzas' é uma das principais apostas da programação da sala madrilena dirigida ao público juvenil. Doze anos após a sua estreia, esta emblemática montagem da companhia vasca Vaivén Producciones mantém toda a actualidade ao abordar o delicado momento da irrupção sexual na adolescência. Dorleta Urretabizkala assina a encenação.
sábado, 26 de outubro de 2013
Comunicado da Plateia sobre a abertura dos concursos
A direcção da PLATEIA Associação dos Profissionais das Artes Cénicas manifestou a sua preocupação pelos efeitos da proposta de orçamento de estado na capacidade de a Direcção Geral das Artes cumprir as obrigações legais a que está sujeita, nomeadamente a abertura de concursos de apoio pontual e anual às artes em 2014.
A PLATEIA recorda que os concursos em causa são decisivos para garantir a actividade do sector, e em particular das gerações mais jovens e que mais penalizadas têm sido ao longo dos últimos anos.
O comunicado da PLATEIA informa que foi solicitado ao Director Geral das Artes que esclareça a opinião pública acerca da capacidade da DGArtes para, em função da actual proposta de orçamento, cumprir as suas obrigações relativamente ao serviço público em causa, bem como das datas de abertura dos concursos em causa, e respectivos valores.
A PLATEIA recorda que os concursos em causa são decisivos para garantir a actividade do sector, e em particular das gerações mais jovens e que mais penalizadas têm sido ao longo dos últimos anos.
O comunicado da PLATEIA informa que foi solicitado ao Director Geral das Artes que esclareça a opinião pública acerca da capacidade da DGArtes para, em função da actual proposta de orçamento, cumprir as suas obrigações relativamente ao serviço público em causa, bem como das datas de abertura dos concursos em causa, e respectivos valores.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
A 20 DE NOVEMBRO, de Lars Norén
A companhia Artistas Unidos estará no Porto com A 20 DE NOVEMBRO, de Lars Norén. Começa
no Teatro Helena Sá e Costa uma digressão que levará a companhia a Coimbra, Sintra,
Setúbal, Caldas da Rainha e Abrantes. E de novo ao Teatro da
Politécnica.
A 20 DE NOVEMBRO, de Lars Norén, tradução de Francis Seleck, com João Pedro Mamede e encenação de Francis Seleck, estará no Teatro Helena Sá Costa entre 25 e 26 de Outubro.
Em Coimbra, Teatrão/OMT, 31 de Outubro e 1 de Novembro.
Em Sintra, Casa de Teatro de Sintra - Chão d’Oliva, 2 de Novembro.
Em Caldas da Rainha, CCC, 9 de Novembro.
Em Setúbal, Espaço FonteNova, 14 a 17 de Novembro.
Em Lisboa, Teatro da Politécnica, 19 de Novembro a 7 de Dezembro.
Em Abrantes, Grupo de Teatro Palha de Abrantes, 14 de Dezembro.
Durante os meus 18 anos de existência
aprendi
que só podemos ser felizes
se nos diluirmos na multidão anónima
se nos adaptarmos à sociedade
como uns idiotas
Mas eu não podia
não o queria fazer
A 20 DE NOVEMBRO, de Lars Norén, tradução de Francis Seleck, com João Pedro Mamede e encenação de Francis Seleck, estará no Teatro Helena Sá Costa entre 25 e 26 de Outubro.
Em Coimbra, Teatrão/OMT, 31 de Outubro e 1 de Novembro.
Em Sintra, Casa de Teatro de Sintra - Chão d’Oliva, 2 de Novembro.
Em Caldas da Rainha, CCC, 9 de Novembro.
Em Setúbal, Espaço FonteNova, 14 a 17 de Novembro.
Em Lisboa, Teatro da Politécnica, 19 de Novembro a 7 de Dezembro.
Em Abrantes, Grupo de Teatro Palha de Abrantes, 14 de Dezembro.
Durante os meus 18 anos de existência
aprendi
que só podemos ser felizes
se nos diluirmos na multidão anónima
se nos adaptarmos à sociedade
como uns idiotas
Mas eu não podia
não o queria fazer
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
'El diccionario' novamente na cena madrilena
A peça escrita por Manuel Calzada e dirigida por José Carlos Plaza 'El diccionario' volta aos palcos de Madrid, onde estará em cena até ao dia 17 de Novembro, no Teatro La Abadía.
Interpretada por Vicky Peña, Lander Iglesias e Helio Pedregal, 'El diccionario' é uma produção do La Abadia e da Anadramapete.
María Moliner é admirada pelo seu "Diccionario de uso del español", uma obra hercúlea que se atrevía a corrigir a Real Academia. Poucos conhecem a sua autora, uma bibliotecária pouco faladora e trabalhadora.
O texto de Manuel Calzada Pérez leva-nos até à história desta mulher através de momentos chave da sua vida, escondida numa biografia trágica, que construiu uma obra com grande afinco, tornando-se figura de grande relevo na cultura espanhola.
Interpretada por Vicky Peña, Lander Iglesias e Helio Pedregal, 'El diccionario' é uma produção do La Abadia e da Anadramapete.
María Moliner é admirada pelo seu "Diccionario de uso del español", uma obra hercúlea que se atrevía a corrigir a Real Academia. Poucos conhecem a sua autora, uma bibliotecária pouco faladora e trabalhadora.
O texto de Manuel Calzada Pérez leva-nos até à história desta mulher através de momentos chave da sua vida, escondida numa biografia trágica, que construiu uma obra com grande afinco, tornando-se figura de grande relevo na cultura espanhola.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Estreia de Ara Pacis no Festival Internacional Cervantino de Guanajuato
A companhia Xarxa Teatre encontra-se no México para participar esta semana no Festival Internacional Cervantino de Guanajuato. Xarxa estreará o seu novo espectáculo Ara Pacis, co-produzido pelo certame mexicano. A nova produção de Xarxa Teatre é um canto à paz, à alegria e à convivência, ao uso lúdico da pirotecnia ao contrário do seu uso como armamento. O espectáculo será apresentado nos dias 24, 25 e 26 em Guanajuato e servirá de ponto de partida para uma digressão de 15 dias, 9 actuações e 3 espectáculos diferentes: Ara Pacis, Nit mágica e Senyor Tornavís.
Os responsáveis artísticos da companhia afirmam que Ara Pacis é, para já, um work in progress que se irá definindo ao longo de umas quantas actuações.
Os responsáveis artísticos da companhia afirmam que Ara Pacis é, para já, um work in progress que se irá definindo ao longo de umas quantas actuações.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Álvaro Magalhães - 30 anos de vida literária
O Pé de Vento associa-se à Comemoração dos 30 Anos de Vida Literária de Álvaro Magalhães que a Biblioteca Municipal Almeida Garrett, em parceria com as Edições Asa, organiza e acolhe de 21 a 26 de outubro.
O programa, de entrada livre, integra horas do conto, encontros com o escritor, workshops de ilustração, conferências, exposição biobibliográfica, sessões de poesia e teatro e o lançamento do livro O Rapaz dos sapatos prateados.
Vulto incontornável da literatura portuguesa, Álvaro Magalhães tem uma obra singular e diversificada, que conta actualmente com mais de três dezenas de títulos... contos, poesia, narrativas juvenis e textos dramáticos.
O Pé de Vento, que há vários anos leva à cena histórias de Álvaro Magalhães, vai apresentar dois espectáculos com textos do autor, um dos quais em ante-estreia, O Velho e a sua linda nogueira e O Senhor do seu Nariz, e um Recital de Poesia baseado no livro O Brincador.
O programa, de entrada livre, integra horas do conto, encontros com o escritor, workshops de ilustração, conferências, exposição biobibliográfica, sessões de poesia e teatro e o lançamento do livro O Rapaz dos sapatos prateados.
Vulto incontornável da literatura portuguesa, Álvaro Magalhães tem uma obra singular e diversificada, que conta actualmente com mais de três dezenas de títulos... contos, poesia, narrativas juvenis e textos dramáticos.
O Pé de Vento, que há vários anos leva à cena histórias de Álvaro Magalhães, vai apresentar dois espectáculos com textos do autor, um dos quais em ante-estreia, O Velho e a sua linda nogueira e O Senhor do seu Nariz, e um Recital de Poesia baseado no livro O Brincador.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Nova criação dos Titzina Teatro
Titzina Teatro, a companhia catalã que esteve já por três vezes no FITEI (Folie à deux, Entrañas e Exitus) estreia no dia 25 'Distancia 7
minutos', um novo espectáculo onde se destaca o humor. A estreia acontece no âmbito do Festival Internacional Outono de Teatro, em Carvallo, na Galiza.
A peça aborda a relação entre um pai e seu filho que, depois de um tempo de ausência, regressa a casa. A convivência diária cria o ambiente propício para que os velhos problemas sejam aflorados, o que os levará a confrontações sobre a justiça, a felicidade e o destino.
Intérpretes, autores e encenadores: Diego Lorka e Pako Merino.
A peça aborda a relação entre um pai e seu filho que, depois de um tempo de ausência, regressa a casa. A convivência diária cria o ambiente propício para que os velhos problemas sejam aflorados, o que os levará a confrontações sobre a justiça, a felicidade e o destino.
Intérpretes, autores e encenadores: Diego Lorka e Pako Merino.
domingo, 20 de outubro de 2013
Cláudia Lucas Chéu volta ao Porto, desta vez com Violência – Fetiche do Homem Bom
Teatro Nacional 21 é uma associação cultural criada por
Cláudia Lucas Chéu e Albano Jerónimo.
Juntamente com Francisco Leone, Solange Freitas e Sara Chéu, em Março deste ano, lançaram-se no Teatro Rápido (TR), com a disco performance "Europa, Ich liebe dich". Cláudia Lucas Chéu já tinha trabalhado no Teatro Rápido, uma vez foi responsável pela dramaturgia de “Bank Bank You’re Dead”, que esteve em cena no mês de Dezembro de 2012.
“Glória ou como Penelope morreu de tédio” pode considerar-se o “primeiro teste” do TN21. A peça esteve em cena no Teatro Nacional D. Maria II, sendo depois apresentada no Porto.
Teatro Nacional 21 regressa agora à cidade do Porto com "Violência – Fetiche do Homem Bom". Está em cena no TeCA até 27 de Outubro.Texto e encenação de Cláudia Lucas Chéu. Albano Jerónimo, Rúben Gomes, Solange Freitas e Miguel Raposo interpretam esta história, onde se questiona o conceito de violência na sociedade contemporânea.
Dois irmãos gémeos e burgueses com nomes bíblicos, adeptos de junk food e fãs da estrela porno Sasha Grey, anti-heróis de um individualismo hedonista desgovernado, irracional, destrutivo. Comida e sexo pontuam esta jornada por dentro dos mecanismos de representação de uma violência (política, económica, social) que, de tão normalizada e fetichizada pela bondade, se foi tornando invisível. Num jogo a um tempo lúdico e terrível (Brincadeiras Perigosas, filme do realizador austríaco Michael Haneke, é uma referência assumida), Miguel e Gabriel vão semeando em cena o horror, a perplexidade, a reflexão.
Juntamente com Francisco Leone, Solange Freitas e Sara Chéu, em Março deste ano, lançaram-se no Teatro Rápido (TR), com a disco performance "Europa, Ich liebe dich". Cláudia Lucas Chéu já tinha trabalhado no Teatro Rápido, uma vez foi responsável pela dramaturgia de “Bank Bank You’re Dead”, que esteve em cena no mês de Dezembro de 2012.
“Glória ou como Penelope morreu de tédio” pode considerar-se o “primeiro teste” do TN21. A peça esteve em cena no Teatro Nacional D. Maria II, sendo depois apresentada no Porto.
Teatro Nacional 21 regressa agora à cidade do Porto com "Violência – Fetiche do Homem Bom". Está em cena no TeCA até 27 de Outubro.Texto e encenação de Cláudia Lucas Chéu. Albano Jerónimo, Rúben Gomes, Solange Freitas e Miguel Raposo interpretam esta história, onde se questiona o conceito de violência na sociedade contemporânea.
Dois irmãos gémeos e burgueses com nomes bíblicos, adeptos de junk food e fãs da estrela porno Sasha Grey, anti-heróis de um individualismo hedonista desgovernado, irracional, destrutivo. Comida e sexo pontuam esta jornada por dentro dos mecanismos de representação de uma violência (política, económica, social) que, de tão normalizada e fetichizada pela bondade, se foi tornando invisível. Num jogo a um tempo lúdico e terrível (Brincadeiras Perigosas, filme do realizador austríaco Michael Haneke, é uma referência assumida), Miguel e Gabriel vão semeando em cena o horror, a perplexidade, a reflexão.
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