sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"A Acácia Vermelha", de Manuel Poppe


A nova co-produção Projéc~ /Teatro Art'Imagem: "A Acácia Vermelha", de Manuel Poppe estreia no Teatro Municipal da Guarda a 23 de Fevereiro e que ficará em cena até ao dia 26 do mesmo mês. A peça está integrada no Ciclo Manuel Poppe e tem encenação de Valdemar Santos.

Nesta história vamos viajar até um passado bem recente, ou um presente eterno, com outros nomes e outros lugares, porque o Homem sempre sentiu aquela vontade indomável de ser estrangeiro, apropriando-se, vangloriando-se, extorquindo o bem alheio para gáudio do seu melhor bem-estar, por vezes não olhando a meios para atingir os fins. E se a tragédia de Ednilza é o acontecimento, os comportamentos de todas as outras personagens são pautados por esta pobre jovem sonhadora... “A Acácia Vermelha” é uma peça do escritor Manuel Poppe, trata-se de uma adaptação do conto com o mesmo nome, publicado em “Um Inverno em Marraquexe”.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Morreu Nelson Cardoso


Morreu subitamente, em Salamanca, Nelson Cardoso, desde sempre ligado às estruturas culturais da cidade do Porto, principalmente nos anos 80, quando dirigiu a delegação regional do FAOJ e coordenou uma vasta equipa de animadores culturais. Era Presidente da Gaianima e vereador na Câmara Municipal de Matosinhos.

Na última edição do FITEI foi orador no debate 'Públicos e animação cultural' (foto), temas a que dedicou parte da sua vida e dos quais era um profundo conhecedor.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Maria Beatriz Vergara e nova estreia


A actriz Maria Beatriz Vergara, do Equador, anuncia a estreia no Teatro Variedades da sua nova criação, no dia 21 de Janeiro: '8 x Quién' .

Uma mulher presa nas suas saudades, abandonos e esperas, faz uma viajem ao passado em busca da sua identidade perdida. Quando por fim descobre o seu ponto G, decide empreender uma outra viajem, desta vez rumo ao futuro.

Texto: Maria Beatriz Vergara
Encenação: Maria Beatriz Vergara
Coreografia: Josie Cáceres
Interpretação: Valentina Pacheco e Maria Beatriz Vergara

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ópera no CCB

"Antígono", de Antonio Mazzoni, a última ópera em cena antes do terramoto de 1755, volta à cena na capital portuguesa, nos dias 21 e 22 de Janeiro, no CCB Centro Cultural de Belém. Soterrada entre as ruínas, "Antígono" surge agora numa operação de resgate, uma vez que o terramoto arrasou o teatro e a partitura perdeu-se. O projecto pretende ser um marco na produção operática em Portugal.

"Antígono" é uma ópera em três actos de Antonio Mazzoni com libreto de Pietro Metastasio (1755)

Uma ópera sem memória? Foi de esplendor efémero a estreia de Antigono em 1755. Nesse outono fatídico de Lisboa, a produção em cena era das mais luxuosas da época e contava com um elenco de prestígio internacional: um dos castrati era Gaetano Guadagni (o eleito de Handel para cantar no Messias e o primeiro Orfeu na ópera de Gluck). O Divino Sospiro quer resgatar esse esplendor e dar-lhe a vida que ficou perdida nas ruínas do grande terramoto.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O Homem Elefante

A co-produção TNDM II e Primeiros Sintomas, encenada por Sandra Faleiro, 'O Homem Elefante', chega ao Porto, ao palco do TeCA, no dia 20 de Janeiro.

O texto de Bernard Pomerance, numa tradução e dramaturgia de Miguel Castro Caldas, é interpretado por António Fonseca, António Mortágua, Cláudio da Silva, Manuel Coelho, Ricardo Neves-Neves, Rita Lello e Vera Kalantrupmann.

A história de Joseph Merrick – inglês da segunda metade do século XIX, vítima de uma doença rara que lhe deformou cara e corpo – começou a ser imortalizada por David Bowie, que protagonizou a peça de Bernard Pomerance durante longos oito meses nos palcos da Broadway. Imortalizou-a definitivamente John Hurt, no filme de David Lynch que tinha por teaser uma das declarações de Merrick: “Eu não sou um elefante! Eu não sou um animal! Eu sou um ser humano! Eu sou… um homem!” Retomando um projecto gorado de Mário Viegas em que participava como actriz, Sandra Faleiro encena O Homem Elefante, descrevendo-nos a trajectória desta criatura que de atracção em freak shows passa a curiosidade da comunidade científica e, finalmente, a coqueluche do meio artístico e aristocrático. O espectáculo desencadeia um jogo de espelhos, privilegiando uma leitura mais alegórica que naturalista: ao revelar a humanidade que se esconde sob uma repulsiva monstruosidade, dá também a ver a subtil monstruosidade que radica sob uma aparência de normalidade… “Venham ver que eu monstro-vos.”

sábado, 15 de janeiro de 2011

De que falamos quando falamos da Odisseia?

Com coordenação de José Luís Ferreira, realiza-se no Mosteiro de São Bento da Vitória, nos dias 28 e 29 de Janeiro, ODISSEIA: Colóquio - De que falamos quando falamos da Odisseia?

Dos despojos de Tróia até regressar a Ítaca, Ulisses errou durante vinte anos. A sua viagem, feita de empreendimento e astúcia, de fado e perigo, de descidas ao inferno da verdade, de uma candura poética que resgata a mentira e a sedição, de um turvo olhar ocidental sobre o outro, é a fonte de todas as viagens, é o espelho vertiginoso onde, tal como Ulisses conta a sua viagem aos Feaces, nos transformamos nos narradores de nós próprios. Essa viagem é a Odisseia. Para a desbravar, convidamos um número apreciável de pessoas interessantes, que vêm dos universos da política, da filosofia, da criação artística, das universidades, de Portugal e do mundo lá fora. Desde as releituras da obra em tradução até à interpelação da criação artística nas aras da cidadania e das novas sociedades multiculturais, cheias de viajantes sem retorno, até à utopia de uma cultura da política, outra que não esta espécie de teia de Penélope, sempre fazendo-se e desfazendo-se enquanto os pretendentes arruínam o presente afirmando construir um futuro, de tudo um pouco se discutirá ao longo destes dois dias de Janeiro. Odisseia: Colóquio é o primeiro passo de uma iniciativa conjunta do Teatro Nacional São João, do Centro Cultural Vila Flor, do Theatro Circo de Braga e do Teatro de Vila Real, com o envolvimento activo da União dos Teatros da Europa, um projecto que tenderá a envolver a comunidade teatral da região Norte, dos criadores aos públicos, dos programadores aos mediadores, num processo de interrogação e qualificação das suas experiências, à descoberta dos mecanismos reais de diálogo entre a criação artística teatral e os processos políticos e sociais que determinam a contemporaneidade.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Angélica Liddell na Culturgest

Angélica Liddell, uma das mais inovadoras criadoras de Espanha, que tem participado regularmente no CITEMOR, em Montemor-o-Velho, vai apresentar "La casa de la fuerza" na Culturgest, dias 11 e 12 Fevereiro.

O "Libération" escreve que é "como uma cerimónia aos mortos, um ritual cuidadosamente orquestrado para arcar com a infelicidade do mundo, um modo de reabrir as feridas antes de eventualmente voltar a fechá-las."

No dia 2 de Outubro de 2008, dia do meu aniversário, sentia-me mal, estava fodida com o passar do tempo, e já tinha plena consciência de que tinha perdido tudo o que amava ou tinha amado. Estava assustada, furiosa e triste. Tinha praticamente deixado de ler e escrever. Nesse mesmo dia, 2 de Outubro, inscrevi-me num ginásio, o lugar da força e da resistência, em busca de um tipo qualquer de contradição ou alívio. E ali começou La casa de la fuerza. Descobri que a extenuação física me ajudava a suportar a derrota espiritual. Esgotava-me. Eram exercícios de preparação para a solidão. [...]
Um dia em que estava a escrever na cinemateca, o auto-engano das três irmãs de Tchékhov retumbou como uma estalada sideral. “É preciso trabalhar”, dizia Irina, “É preciso trabalhar”. O trabalho revelava-se como uma forma de aniquilação. Para além disso, a segunda viagem ao México foi definitiva. Com efeito, ali até o comentário mais banal culmina em acção. Do mesmo modo que as piadas de judeus culminam em Auschwitz, as rotinas de desprezo pela mulher culminam no feminicídio. A humilhação quotidiana culmina nas mortas de Ciudad Juárez, Chihuahua, e em leis deterioradas pela misoginia. [...]

Encenação Angélica Liddell
Interpretação María Morales, Lola Jiménez, Getsemaní de San Marcos, Angélica Liddell, Perla Bonilla, Cynthia Aguirre e María Sánchez

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Estreia no Estúdio Zero

TELEGANZA, texto de Jorge Louraço Figueira, encenação de António Durães e interpretação de João Miguel Mota, Tânia Dinis e Tiago Correia, produção do Teatro Nova Europa, estreia no Estúdio Zero, no Porto.

TeleGanza mostra um rapaz, RAFA, que tenta fazer uma cascata de São João moderna e ganhar o concurso anual de cascatas, apesar da oposição da namorada, BÁRBARA, que não compreende a nobreza de tal ambição. A chegada de um desconhecido com algo de familiar, FRED, vem agravar a situação. BÁRBARA e FRED conseguem manipular RAFA e parecem levar a melhor, mudando o propósito final da cascata para melhor servir os interesses de ambos, até ao momento em que RAFA finalmente percebe quem é, o que quer, porque está ali e o que tem de fazer.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

1974 no TNSJ

© Susana Paiva

Com interpretação Carla Galvão, Cláudia Andrade, David Pereira Bastos, Emanuel Arada, Filipe Costa, Inês Lua, Inês Mariana Moitas, João Melo, Miguel Damião, Rui M. Silva e Susana Madeira, estreia amanhã no Teatro Nacional S. João, 1974, criação do Teatro Meridional com encenação de Miguel Seabra.


O Teatro Meridional avista Portugal do alto de um promontório, o ano de 1974, ponto a partir do qual é possível, entre continuidades e rupturas, esboçar um antes e um depois na nossa história contemporânea. O Estado Novo, o 25 de Abril, a integração europeia e a “normalidade democrática” – matéria exposta para indagar, de uma forma mais evocativa do que ilustrativa, essa abstracção que leva o nome de “identidade portuguesa”. E como vem sendo habitual no trabalho deste colectivo (recordemos Para Além do Tejo e Por Detrás dos Montes), essa indagação faz-se por via de uma contida e expressiva rede de gestos e músicas, que quase prescinde da palavra para comunicar. Onze actores contam então com o corpo o tempo e o modo deste país eternamente adiado, levantando pequenas fábulas sobre a “efemeridade da utopia”, para pegarmos nas palavras do encenador Miguel Seabra, esse superlativo orquestrador de sentidos. Com 1974, retomamos contacto com o Meridional num momento particularmente feliz do seu percurso: foi distinguido em 2010 com o XII Prémio Europa Novas Realidades Teatrais, atribuído pela União dos Teatros da Europa.


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O Teatro do Mundo Ocidental em Diálogo com o Tempo

O curso de Cultura Teatral ‘O Teatro do Mundo Ocidental em Diálogo com o Tempo’ é organizado pelo Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, com coordenação de MARIA HELENA SERÔDIO, dirigida a público em geral, profissionais e alunos de artes cénicas.

A periodização teatral - suscitada pelo cruzamento entre razões da História, configuração diferenciada dos lugares de cena, princípios estéticos e valores simbólicos em cada momento - permite distinguir conceitos e modalidades do teatro que foi marcando o mundo ocidental.Perceber esses contornos vivenciais e essas modalizações estéticas é uma forma de desenhar diferentes constelações de uma prática que nos devolve não apenas figurações míticas e histórias apaixonantes, mas também a radicação da arte teatral aos espaços do teatro e ao pulsar da vida na variedade dos afectos e das crenças ao longo dos séculos. - Maria Helena Serôdio

A data limite de inscrição é 28 de Janeiro. O Módulo I, ‘Do Teatro Clássico ao Renascimento’ realiza-se nos dias 5, 12, 19 e 26 de Fevereiro, 5, 12, 19 e 26 de Março e dia 2 de Abril.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Teatro Avante no Miami-Dade Country Auditorium

Mario Ernesto Sanchez, o encenador

Entre 28 de Janeiro e até 6 de Fevereiro estará em cena no Miami-Dade Country Auditorium, 'Aire frío', a obra de Virgilio Piñera numa produção do Teatro Avante em versão livre de Raquel Carrión, com encenação de Mario Ernesto Sánchez.

'Aire frío' é uma obra clássica da dramaturgia cubana. Escrita em finais dos anos cinquenta, estreou em Habana em 1962.

Estruturada em três actos, a obra de Virgilio Piñera narra a vida da família Romaguera entre1940 e 1958.

Marilyn Romero, Ana Viña, Gerardo Riverón, José Luis Álvarez, Julio Rodríguez, constituem o elenco deste espectáculo do Avante Teatro que desde a sua estreia já foi visto por mais de cinco mil espectadores tanto em Miami, como em digressões internacionais.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Producciones Accidentales estreiam na Sala AZarte

As Producciones Accidentales estrearam na Sala AZarte, em Madrid, a obra de teatro “No necesito saber tu nombre”, que permanecerá em cartaz até 28 de Janeiro.

Uma prisão, dois homem e a voz de um estranho carcereiro que no lhes permite escapar do lugar nem sequer com a imaginação. “No necesito saber tu nombre” é uma história de "amour fou" onde tudo que os rodeia é determinante para que essa relação apaixonada estale entre eles.

O texto é de Mar Díez e a interpretação de Vicente Navarro, Julio Rojas e Alberto Alonso.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Arquitectura e Teatro - Diferentes vivências do espaço do Teatro: o actor, o cenógrafo e o espectador




Segunda conferência/conversa, 11 Janeiro, 19h, Salão Nobre do Teatro Nacional D. Maria II, Lisboa. A iniciativa integra-se nas actividades da TEIA - Teatro Experimentação Inovação Acção que organiza três sessões em torno da relação entre Arquitectura e Teatro, com o mecenato da SECIL e o apoio da Ordem dos Arquitectos.

João Perry, João Brites e Maria Antónia Amarante são os oradores. A entrada é livre.

João Brites, cenógrafo, encenador e dramaturgista, é fundador e director do Teatro Bando e lecciona na Escola Superior de Teatro e Cinema. Em Bruxelas, frequentou os cursos de Pintura e de Gravura na ENSAAV – La Cambre. Encenou espectáculos e eventos no âmbito da Europália e da Lisboa94 e dirigiu a Unidade de Espectáculos da Expo98. Em 1999, recebeu o grau de Comendador da Ordem do Mérito e, em 2008, ganhou o Prémio Anual da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro com o espectáculo SAGA. Encenou, recentemente, o espectáculo “Quixote”, no Teatro da Trindade.

João Perry começou a sua carreira em 1953, no Teatro Nacional D. Maria II, tendo-se tornado actor permanente da Companhia em 1978. Durante os anos sessenta e setenta trabalhou com companhias alternativas, entre as quais o Teatro Experimental do Porto, o Teatro Estúdio de Lisboa, Os Comediantes, Os Cómicos, o Grupo 4. Ao longo da sua carreira, fez actuações em diversos géneros que vão desde drama, comédia, revista, televisão e cinema. Trabalhou com o La Mama Experimental Theatre Club em Nova Iorque, onde se estreou como encenador em “Stolen Words” (1971). Encenou, desde então, Herman Broch, Marivaux, Shakespeare, uma ópera de Cimarosa. Vimo-lo recentemente nas peças “(Selvagens) Homem dos olhos tristes” de Händl Klaus, no Teatro Aberto, e “Seis personagens à procura de autor” de Pirandello, um espectáculo dos Artistas Unidos.

Maria Antónia Amarante nasceu no Porto e licenciou-se em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa. De 1974 a 1987, exerceu a actividade de docência de Literatura Alemã no Departamento de Estudos Germanísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, período durante o qual foi bolseira de investigação com várias estadias na Alemanha e Áustria. De 1987 a 1992, foi Leitora de Português no King’s College de Londres. Actualmente, é tradutora freelancer em Lisboa, tendo traduzido várias obras na área do espectáculo, apresentadas no Centro Cultural de Belém, na Fundação Calouste Gulbenkian, no Teatro Nacional São João e no Teatro A Comuna.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Declaração de Salvador estabelece 19 pontos para uma agenda afrodescendente nas Américas

© Pedro França

O texto foi elaborado por Ministros, autoridades e representantes dos ministérios e de instituições de cultura de Barbados, Brasil, Colômbia, Cuba, Equador, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Uruguai e Venezula e os representantes da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), da SEGIB (Secretaria Geral Ibereroamericana), da AECID (Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento) e o ACUA-FIDA (Programa de Apoio aos povos afrodescendentes plurais da América Latina e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola).

Dentre os 19 pontos da Carta, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo destaca três. “O encontro extremamente positivo, tivemos grandes avanços em relação ao encontro anterior e construímos uma ferramenta de trabalho que vai nortear ações de políticas públicas no campo da cultura para os afrodescendentes. Vamos fortalecer o Observatório Afro-latino, vamos criar – no âmbito da Fundação – um secretaria Pro Tempore da Agenda Afrodescendente nas Américas para trabalhar até o terceiro encontro e fomentar a co-produção audiovisual e sua circulação para recuperar a memória histórica e social das populações afrodescendentes nos países da América Latina e do Caribe. Para isso o Brasil já tem o compromisso de aportar R$ 3 milhões”.

Para o Ministro da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, o encontro teve um aspecto muito positivo. “Saímos do campo da retórica, estabelecemos ações claras, maduras. Assumimos que os afrodescendentes querem o protagonismo da sua história. Acredito que o próximo passo seja a participação dos africanos, já que nesse encontro trouxemos para a parceria o Caribe”. - (Informação Iberescena)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Estão abertas as inscrições para o Curso de Iniciação Teatral organizado pelo Chão de Oliva

O Chão de Oliva – Centro de Difusão Cultural (CO), uma associação que desenvolve várias actividades no âmbito da criação, programação, acolhimentos e formação, sendo o teatro a área com maior destaque, organiza um Curso de Iniciação Teatral (CIT), que decorre entre 17 de Janeiro e 19 de Março, que surge na sequência do aprofundamento qualitativo das actividades de formação desde sempre desenvolvidas por esta associação, através dos seus grupos residentes.

O curso está dividido em dois graus: no primeiro, aberto a todos os inscritos, será feita uma abordagem generalista à expressão dramática; no segundo grau, apenas aberto aos inscritos seleccionados da formação do ano anterior, serão aprofundadas as áreas do trabalho teatral, terminando com a apresentação pública de um trabalho.

As inscrições devem ser feitas até ao dia 14 de Janeiro, através do preenchimento da ficha de inscrição disponível no site da Associação.

São objectivos do CIT a sensibilização para a criação teatral, a formação de espectadores mais informados, o desenvolvimento de conhecimentos já adquiridos na área do teatro e a eventual escolha de um actor/actriz estagiário para integrar o elenco fixo dos grupos profissionais do Chão de Oliva.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Tryo Teatro Banda de regresso ao Chile

Depois do êxito conseguido por toda a Espanha, onde se apresentou em diversos festivais e salas de espectáculos com as obras "Cautiverio Felis","Pedro de Valdivia" e "Kay Kay y Xeng Xeng Vilu" , a companhia chilena Tryo Teatro Banda regressa ao seu país onde apresenta, entre 4 e 8 de Janeiro, 5 récitas de "JEMMY BUTTON" em Santiago a Mil, prgramação do Teatro Matucana 100, em Santiago do Chile.

"JEMMY BUTTON" tem encenação de Sebastián Vila, dramaturgia de Ximena Carrera e interpretação de Francisco Sánchez, Pablo Obreque e César Espinoza.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Escola da Máscara


Com início marcado para 10 de Janeiro de 2011, no Teatro Casa da Comédia, em Lisboa, 1º modulo da Iniciação à Técnica da Máscara, marca a abertura da Escola da Máscara.

A Técnica da Máscara é uma disciplina da formação do actor que tem as suas origens no trabalho desenvolvido por Jacques Copeau em França, no início do séc. XX, posteriormente continuado por discípulos seus, como Jacques Lecoq, Ariane Mnouchkine ou Mario Gonzalez, entre outros. Deste trabalho resultaram escolas modernas de aprendizagem do t...rabalho de ...actor onde a máscara e o corpo são as referências principais de um sistema de representação que se inspira no Teatro Grego e na Commedia dell'Arte, mas também nas formas de Teatro Tradicional e Popular presentes um pouco por todo o mundo, e em particular nos Países Orientais, como por exemplo o Teatro Balinês ou o Teatro Nô japonês. A utilização da máscara e a representação tradicional destas formas teatrais exige ao actor o conhecimento e o domínio de um conjunto de regras e a aprendizagem de uma disciplina corporal e mental que lhe serão úteis para o exercício de toda e qualquer actividade teatral. O objecto deste Curso de Iniciação é precisamente a aprendizagem dessas regras básicas e a preparação geral do actor que pretende iniciar-se na linguagem da máscara.

As sessões de trabalho são práticas, compreendendo a realização de exercícios, seguidos de reflexão teórica e de discussão sobre o trabalho prático. A máscara é sinónimo de reflexão e, por isso, este Curso de Iniciação incide sobre a presença, concentração e disponibilidade do actor para agir com controlo e consciência do seu corpo, do gesto e do movimento. O olhar, as acções, as emoções, a comunicação com o público, a utilização da voz e da expressão corporal, são aspectos da representação aqui abordados através de alguns exercícios: O Jogo do Círculo; a Roda Ritmo; o Pingue-pongue; o Cérebro Aberto; a Decomposição do Gesto e do Movimento; o Espaço Imaginário; o Objectivo Único, Objectivo Comum e a Improvisação.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Teatro de Marionetas do Porto estreia 'Frágil'

Frágil, a próxima produção do Teatro de Marionetas do Porto, estreia oficialmente no próximo dia 15 de Janeiro, no Balleteatro Auditório, apresentando antes, a partir do dia 11, o espectáculo para público escolar.

Uma coisa às vezes não é aquilo que ela é. Às vezes as coisas gostam de ser outras coisas, por exemplo de serem como as pessoas. Gostam de se mexer, de rir, de gostar e de não gostar. As pessoas/coisas e as coisas/pessoas servem para contar histórias. No mundo Frágil, há histórias pequenas e grandes. As coisas querem ser levadas para lugares que não conhecem, e fazem pequenas e grandes viagens. No mundo Frágil, há pessoas/coisas que procuram coisas/pessoas. Há segredos que não se desvendam, ou que ficam para desvendar, há um universo aberto e fechado. Há coisas que saem de dentro de outras coisas. No mundo Frágil as regras não são o que são, são regras de imaginação!


Trata-se do espectáculo que João Paulo Seara Cardoso dirigiu mas não chegou a estrear, com direcção de movimento de Isabel Barros, marionetas e objectos cénicos de Rui Pedro Rodrigues e interpretação de Sérgio Rolo, Sara Henriques e Pedro Queiroz de Matos.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Embaixada do teatro brasileiro


O projeto Embaixada do teatro brasileiro visa a expansão da cultura brasileira. É liderado pelo actor, encenador e dramaturgo Renato Borghi e tem o apoio do MINC - Ministério da Cultura do Brasil.

A Embaixada tem transitado por capitais de 15 países de língua hispânica e portuguesa: Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, México, República Dominicana, Cuba, Portugal, Espanha, Angola, Argentina, Chile e Uruguai, além de Manaus, no Brasil.

As cidades entram em contacto com um panorama do Teatro Brasileiro Moderno através de oficinas e outras atividades. São trabalhadas peças de Nelson Rodrigues e Plínio Marcos sendo que, para os países de língua hispânica, as peças foram traduzidas para o espanhol, em versões inéditas.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Escena Contemporanea | Madrid | 27 de Janeiro a 20 de Fevereiro

Em Madrid, quando terminar a MadFeria, inicia-se o Escena Contemporanea, festival que tem apresentado na capital espanhola algumas das mais inovadoras produções das arte cénicas, e não só, de Espanha.

Teatro, dança, performance, video, cinema, fotografia, artes plásticas e circo integram a programação do festival deste ano.

Esta edição, segundo o seu director, procura comprender melhor a complexidade, diversidade e riqueza da criação actual, que está também repleta de memória.

Em Madrid, entre 27 de Janeiro e 20 de Fevereiro.