domingo, 23 de setembro de 2007

Tanto Amor Desperdiçado


Nesta comédia, onde se encontram os mais belos pensamentos sobre a ciência do amor e onde Shakespeare desenvolve com prazer e extremo virtuosismo jogos de linguagem, sucedem-se encontros entre jovens de países diferentes. Pareceu, portanto, muito pertinente aprofundar esse aspecto, já presente na peça e sem mudar em nada o texto, propondo um espectáculo bilingue. Um trabalho sobre as relações e as línguas, em suma, um espectáculo europeu.
O Rei de Navarra acompanhado por três jovens príncipes faz o juramento de se dedicar exclusivamente ao estudo durante três anos: pouco sono, pouca comida e nenhum contacto com o sexo feminino é o contrato que os une. A Princesa de França, acompanhada por jovens damas da sua Corte, vem negociar em nome do seu pai, Rei de França, o domínio da Aquitânia, perturbando para sempre este cenário. Os quatro homens apaixonam-se secretamente pelas quatro mulheres mas são obrigados a esconder os seus sentimentos uns dos outros – para não falhar ao juramento combinado.Depois de um encontro onde homens e mulheres se disfarçam, desenham-se os vários pares amorosos mas, no meio da festa, anuncia-se a morte do Rei de França. A Princesa terá de regressar ao seu país e as damas impõem aos seus apaixonados um ano de afastamento, como nova prova de amor.Terá sido desperdiçado todo aquele amor?
O encenador Emmanuel Demarcy-Mota recebeu o Prémio Revelação Teatral da crítica francesa e é director de um Centro Dramático Nacional. Em La Comédie de Reims, criou um centro de investigação com actores e autores europeus.

Em cena na Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II até 28 de Outubro

Encenação EMMANUEL DEMARCY-MOTA

Com ANA DAS CHAGAS, AURÉLIE MERIEL, CLÁUDIO DA SILVA, DALILA CARMO, ELMANO SANCHO, GUSTAVO VARGAS, HEITOR LOURENÇO, HORÁCIO MANUEL, MARCO PAIVA, MARIA JOÃO PINHO, MIGUEL MOREIRA, MURIEL INES AMAT, NELSON MONFORTE, NUNO GIL, SARAH KARBASNIKOFF e VÍTOR D’ANDRADE

2 comentários:

rui rebelo disse...

comédia? nesta encenação não é.

MM disse...

Concordo. Mas o texto aqui divulgado é o enviado pelo Teatro D. Maria II, sem qualquer alteração da nossa parte.