terça-feira, 13 de julho de 2010

O dia de todos os Pecadores

Felizes aqueles que lêem e encenam publicamente o trabalho de alguém que nos diz que “não ser feliz, nos tempos que correm, é uma precaução necessária”, ou que “há já demasiada felicidade no mundo da cultura”. É um lugar sem vagar para a complacência, este de onde nos fala Francisco Luís Parreira, um investigador universitário que é também um homem de teatro, por via das palavras que escreve, enquanto dramaturgo e tradutor, ou que coloca em situação, na qualidade de actor ou encenador. Exercita a escrita dramática para lhe restituir mundo, que é como quem diz que o teatro é primordialmente um lugar de pensamento e de conhecimento. Depois de ter assinado a tradução de dois textos de Mark O’Rowe (Terminus e Ossário), regressa agora, em discurso directo, ao convívio com a ASSéDIO, companhia que promove a estreia absoluta de O Dia de Todos os Pescadores (onde interna a psicopátria no serviço de cuidados intensivos) e a leitura encenada do inédito O Terceiro Recordado (onde um casal no domingo da vida, ao serão, tenta recuperar a memória de um amigo remoto e desaparecido). A terminar esta dupla jornada, lugar ainda para uma conversa com o autor, outra oportunidade para nos familiarizarmos com a corrosiva (e necessária) voz de Francisco Luís Parreira. - in Web site do TNSJ.

O dia de todos os Pecadores, encenação de João Cardoso, cenografia de Sissa Afonso e interpretação de João Cardoso, Jorge Mota, Micaela Cardoso, Pedro Frias e Rosa Quiroga estreia dia 15 de Julho, no TeCA.

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